2011: Daniel Abt, o novo Hulkenberg

 

Daniel Abt
Daniel Abt rapidamente chamou a atenção do mundo do automobilismo principalmente depois da boa atuação em Macau

Os alemães ficaram mal acostumados com a capacidade do país em revelar novos talentos para o automobilismo ano após ano. Era a chamada Geração Schumacher. Isto é, um bando de jovens que decidiram seguir a carreira de piloto inspirados pelo heptacampeão.

Dessa geração surgiram Nico Rosberg, Adrian Sutil, Sebastian Vettel, Timo Glock, Michael Armemuller, Nico Hulkenberg e Christian Vietoris, entre outros. Salvo o último, que ainda está na GP2, todos os outros tiveram pelo menos uma rápida passagem pela F1.

O problema para os germânicos foi que essa incrível fábrica parou de funcionar. O que antes era um domínio dos pilotos nascidos na terra da cerveja nas categorias de base, se tornou uma preocupação. Afinal, teria terminado o boom de talentos da Geração Schumacher?

O desempenho irregular e pouco inspirador dos sucessores angustiou os alemães. Pilotos como Maro Engel, Frank Kechele, Jens Klingmann, Tobias Hegewald e Marco Wittmann não conseguiram convencer e em sua maioria acabaram indo para diversas categorias de turismo, ou então passaram temporadas e mais temporadas para tentarem se estabelecer nas categorias de base.

Eis que, em 2009, um alemão novamente foi campeão de uma categoria de acesso ao automobilismo alemão. Era Daniel Abt, vencedor da F-ADAC Masters.

Carro de Daniel Abt
Só eu achei a pintura do carro de Daniel Abt bastante similar à McLaren Malrboro? Aliás, reparam no símbolo da Red Bull no capacete? (clique na imagem para ampliar)

Vindo de uma importante família ligada ao automobilismo em terras tedescas, tal como os Nasr ou Negrão aqui no Brasil, Daniel estreou nos monopostos em 2008. Fez um ano razoável na estreia ao terminar em oitavo na primeira temporada. No ano seguinte, conquistou o título e depois se mudou para a F3 Alemã, onde dividiu a principal equipe do certame, a Van Amersfoort, com o favorito Stef Dusseldorp.

Mesmo com a concorrência já começando dentro do time, Abt liderou a equipe e terminou com o vice-campeonato, mesmo sendo apenas um novato, perdendo apenas para Tom Dillmann na rodada final, quando os dois abandonaram. O bom desempenho de Daniel, que pilotou de forma consistente mesmo sendo inexperiente na categoria, chamou a atenção dos times europeus.

Ele acabou sendo convidado pela francesa Signature para pilotar no GP de Macau. Mais uma vez o talento natural do alemão foi determinante e sem nunca ter guiado no Circuito da Guia e estreano pelo novo time, largou nas primeiras filas e assumiu a liderança da corrida ainda nas primeiras voltas, desbancando o favorito Edoardo Mortara.

Infelizmente, Abt falhou em cumprir a regra básica de Macau – não terminar a corrida no muro – e abanonou a disputa. Os feitos do piloto, no entanto, acabou dando esperanças aos alemães que agora o enxergam como a nova esperança do país. Ele acabou se tornando o novo Nico Hulkenberg, que dominou todas as categorias de base, antes de chegar à Williams.

Para 2011, Daniel Abt vai correr na F3 Euro Series pela Signature e, ainda mais com a saída da ART, já é considerado o favorito para a temporada. Agora resta ver se o alemão vai seguir o caminho da Geração Schumacher ou se vai apenas vagar por categoria após categoria.

Para ler o primeiro texto, sobre Yann Cunha, da série Promessas 2011 – que falo de jovens pilotos que devem ter destaque em 2011 – basta clicar aqui.

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