Nova frente do CoT
A nova frente do CoT da Nascar Sprint Cup sem os ferros

 

Já faz um tempo que a Nascar tem tentado ouvir a opinião dos fãs na hora de implementar mudanças na categoria. Exemplos disso foram as alterações no calendário 2011 – que ficou sem uma corrida na usualmente chata Califórnia – e a extensão do Green-white-checkered para até três tentativas, para diminuir a chance de uma corrida terminar em bandeira amarela, principalmente nos super-ovais.

Só que a Nascar tinha que fazer algo quanto aos carros. Sabidamente o carro padrão da Sprint Cup dificultou as ultrapassagens por ser mais sensível à downforce e ao ar limpo. Normalmente, quem está na frente tem a vantagem de estar de cara para o vento, enquanto os rivais precisavam encarar a turbulência – o ar sujo – deixada. Isso acaba dando uma vantagem de alguns décimos de segundo, o suficiente para o líder dificilmente ser alcançado, ainda que não seja o carro mais potente.

A primeira medida da Nascar foi a retirada da asa traseira e o retorno dos spoilers. Assim o ar limpo/ar sujo passou a ter menor importância, ao passo que os erros dos pilotos voltaram a resultar em acidentes.

 

 

A.J. Allmendinger
Até 2010, a frente do carro era presa ao splitter por esses ferros

 

A nova mudança no carro padrão foi feita na parte da frente. A partir de 2011, o nariz rebaixado ligado ao splitter por meio de ferros foi substituído por uma peça ‘única’, mas não menos feia, além da parte da frente ficar mais elevada.

Esteticamente parece melhor, mas ainda não me convenceu. Talvez vendo como os esquemas de pintura vão se adequar a essa nova modificação minha opinião mude. O importante mesmo vai ser quando os carros forem à pista e tivermos a confirmação que a competitividade aumentou. Embora na atual temporada, algumas pistas tradicionalmente monótonas, como Michigan e Califórnia, tiveram corridas razoavelmente boas.