Pista da F1 em Austin
A pista de Austin se tornou alvo de desconfiança

O Brasil tem uma ligação especial com os Estados Unidos em se tratando de F1. Foi lá onde Emerson Fittipaldi conquistou a primeira vitória da carreira, há 40 anos, quando fazia pela Lotus apenas a quarta corrida na categoria. Hoje, a terra de Barack Obama escreveu mais um novo capítulo na série de situações inusitadas e constrangedoras envolvendo a F1. O promotor do novo GP dos Estados Unidos não enviou à FIA o projeto da pista a ser construída.

Não que a perda de um prazo acarrete grandes consequências. Ninguém está falando que a corrida não vai sair. Se fosse assim, imagine se o Brasil perdesse o posto de país sede para cada competição em que houve atraso. Difícil seria imaginar que tipo de evento sediaríamos. Só que aos poucos parece que tudo conspira para que Estados Unidos e F1 não se unam.

Além deste episódio envolvendo a pista de Austin, a relação entre país e categoria está desgastada há algum tempo. É impossível não relacionarmos ao fiasco dos pneus da Michelin na corrida em Indianápolis em 2005, quando só seis carros participaram da corrida – justamente os que utilizavam os compostos da Bridgestone.

Largada do GP dos Estados Unidos de 2005
Depois desse dia, a F1 nos EUA nunca mais foi a mesma

Houve uma série de tentativas para reatar a união entre os dois lados. Durante algum tempo Scott Speed foi piloto da categoria, trazendo alguma visibilidade para a F1 no país. Entretanto o piloto só conseguiu chamar a atenção devido à carisma, já que o desempenho na pista foi muito abaixo do esperado.

A relação F1-EUA, porém, voltou a sofrer um novo golpe quando a FIA anunciou a USF1 como nova equipe para a temporada 2010. O time foi um fiasco e, mesmo tendo assinado com Jose Maria López, na realidade a equipe nunca existiu. Os envolvidos fizeram vídeos e notícias com o intuito de ludibriar fãs e organização da F1 sobre o desenvolvimento feito. Obviamente, a equipe desistiu da categoria e os líderes do projeto – Ken Anderesen e Peter Wisdom – foram banidos deste esporte.

Alguns funcionários da USF1, com um supostos apoio de um dos criadores do Youtube, reviveram o time para tentar novamente a vaga para a temporada 2011, dessa vez com o nome de Cypher Group. Apesar de serem apontados como possíveis azarões, desistiram antes que a FIA divulgasse o resultado.

Nem mesmo os pilotos americanos tiveram sorte na pista. Era esperado que Alexander Rossi, a maior esperança do país voltar à F1, fizesse uma boa temporada na GP3, afinal ele estava negociando com a GP2. O piloto, porém, decepcionou e terminou na quarta colocação sendo amplamente superado pelo companheiro de equipe, o campeão Esteban Gutierrez.