Jimmie Johnson 4 Sprint Cup
Entre 2006 e 2009, Jimmie Johnson conquistou o recorde de quatro títulos seguidos. Será que alguém poderá impedí-lo de ampliar a marca?

No último sábado, dia 11, os classificados para o Chase da Nascar Sprint Cup foram conhecidos. O World of Motorsport faz agora a análise da chance de cada um deles para a conquista do título nessas dez provas finais do campeonato.

Favoritos: Jimmie Johnson e Denny Hamlin. Não colocar Johnson como favorito ao título é impensável. Ele venceu as últimas quatro temporadas, conquistando doze vitórias dentro do Chase. Nos últimos anos, Johnson não entrou nos playoffs como favorito, mas foi responsável por arrancadas espetaculares, como as quatro vitórias seguidas em 2007 entre Martinsville e Phoenix.

Hamlin é o novo líder do campeonato graças às seis vitórias na temporada regular. O piloto da equipe de Joe Gibbs parece ser o único capaz de parar Johnson no Chase. Na temporada passada, Denny Hamlin fez uma reta final de campeonato muito boa: venceu duas vezes e terminou em seis oportunidades entre os cinco primeiros. Porém, uma batida e dois motores quebrados tiraram qualquer chance de conquistar o título.

A temporada 2010 pareceu repetir o Chase: Hamlin venceu seis vezes, mas chegou entre os dez últimos em quatro oportunidades. Para ser campeão, terá que ser ainda mais consistente.

Kevin Harvick
Kevin Harvick liderou o campeonato em 20 das 26 primeiras rodadas. Agora é o terceiro, 30 pontos atrás de Denny Hamlin. Conseguirá dar a volta por cima?

Com boas chances: Kevin Harvick, Kyle Busch, Tony Stewart e Carl Edwards. Coincidência ou não, nos últimos anos esses quatro pilotos passaram por traumáticas experiências de ficarem fora do Chase por falta de consistência na temporada regular. Dessa vez, eles conseguiram colocar bons resultados em sequência e se classificaram sem maiores dificuldades para a parte final.

Kevin Harvick foi o principal nome das primeiras 26 etapas. Se todos os outros adversários alternaram bons e maus momentos, o Chevrolet número 29 ficou sempre entre os ponteiros corrida após corrida. Harvick conseguiu 17 Top 10, 11 Top 5 e apenas três vitórias. O número baixo de triunfos o derrubou para a terceira posição do campeonato – 30 pontos atrás de Hamlin – algo muito diferente da vantagem de 223 pontos na liderança ao final da temporada regular. Para o ex-líder fica um alerta: a má fase das últimas corridas onde terminou longe do Top 5 não pode se repetir no Chase se quiser ser campeão.

Tony Stewart e Carl Edwards terminaram as primeiras 26 etapas longe da liderança do campeonato, porém os dois estiveram entre os maiores pontuadores nas últimas corridas. Como no Chase é importante ser consistente em um tiro tão curto, se mantiverem o desempenho podem entrar na disputa. Para Stewart ainda vale a máxima de que quem vence em Atlanta ganha no Texas, e adivinhem quem foi o último vencedor na pista da Georgia?

Kyle Busch é um caso atípico. Ele é capaz de conseguir grandes resultados, colocar sequências impressionantes de vitória, mas também é conhecido por enormes burradas. Um exemplo de momento infeliz foi ter feito um Chase absolutamente discreto em 2008 após dominar a temporada regular. Se aliar o talento ao bom momento da equipe Joe Gibbs pode ser um forte candidato.

Jeff Gordon
Sem vencer em 2010, Jeff Gordon acredita que a sorte pode mudar no Chase, na busca pelo quinto título

Chances médias: Jeff Gordon, Jeff Burton e Kurt Busch. Três pilotos experientes e acostumados a andar na frente. Gordon terminou as 26 primeiras corridas na terceira colocação do campeonato. No entanto, nas últimas provas, não foi capaz de colocar uma boa sequência de grandes resultados, por isso nunca foi capaz de ameaçar Harvick pela liderança. Contra o tetracampeão ainda pesa o fato de não ter vencido em 2010.

Kurt Busch é inconsistente. Nos ovais com 1,5 milha ou mais, consegue ser um dos favoritos e brigar pela vitória até o final, nas demais é apenas coadjuvante. Desde o acidente em Pocono, o piloto da Penske ainda não conseguiu fazer uma boa apresentação. Como no Chase os ovais grandes são maioria, Busch tem boas chances de ser campeão se conseguir colocar bons resultados também nos ovais curtos.

Ao contrário de Kurt Busch, Jeff Burton é constante. É comum vermos o Chevrolet número 31 brigando pela liderança em todas as corridas. O problema é que ele está entre os ponteiros apenas nos trechos intermediários – algo como 300 milhas completadas em uma corrida de 500 –, no resultado final, é comum terminar longe do TOP 10. Se ele resolver esse pequeno detalhe de timing, pode entrar na briga pelo título.

Clint Bowyer
Quer um azarão? Mesmo sendo o último a se garantir no Chase, Clint Bowyer já provou que poder ser um dos candidatos ao título

Sem chances: Clint Bowyer, Greg Biffle e Matt Kenseth. Aqui vai um fato interessante: Bowyer nunca entrou no Chase como favorito. Ter sido o último a garantir a vaga também pesa contra o piloto. Mas vamos à realidade, o piloto da equipe de Richard Childress disputou os playoffs duas vezes na carreira, sempre desacreditado, e chegou até Phoenix, na penúltima etapa, com chances de título. Foi terceiro em 2007 e quinto em 2008. Leitor, você gosta de apostar no azarão? Aqui está a sua escolha.

Greg Biffle foi vicecampeão em 2005, terminou em terceiro em 2008 e parece ser um piloto do quase. Neste ano, quando terminou em terceiro em Indy e venceu em Pocono, na semana seguinte, parecia que ele ia chegar ao Chase sem dificuldades. A realidade foi outra, só garantiu a vaga em Richmond, embora precisasse de um 42º lugar apenas. Foi 32º apenas. Agora outra curiosidade: dois anos atrás ele entrou sem vitória alguma na fase final, venceu as duas primeiras etapas e entrou na briga pelo título. É quase o favorito a azarão.

Matt Kenseth é conhecido por ser consistente sempre. Isso é bom para o Chase, porque ele aparece sem chances então? Esse ano ele foi constantemente apagado. Terminou em oitavo a temporada regular, sem nenhuma vitória, com apenas dez Top 10 – o menor número entre os classificados – uma avaliação oficial de 83.4 de 150 (16º) e uma média de posição ocupada durante as corridas de 15,625 (14º). Se consistência serviu para algo nessa temporada para Kenseth, certamente foi para garantir lugar entre os 12 primeiros do campeonato.