traçado de Monza
A fantástica pista de alta de Monza é o local do novo capítulo da temporada 2010 da F1

O emocionante GP da Bélgica ficou para trás. Assuntos como o acidente de Vettel e Button, Hamilton na liderança do campeonato e a batida de Alonso deram, lugar no noticiário da F1, ao julgamento da ordem de equipe da Ferrari no GP da Alemanha, ao novo calendário e à escolha da 13ª equipe. É em meio aos novos assuntos da temporada 2011, mas sem se esquecer do atual campeonato, a categoria chega à Monza para a disputa do GP da Itália.

Jean Todt decidindo o futuro da Ferrari na semana da prova italiana é falta de bom senso. Alguém realmente esperava que a equipe recebesse uma punição ainda maior? Acho que ficou barato para o time. De resto não vejo grandes mudanças na F1. Os demais times são radicalmente contra o estilo ferrarista de manipulação de resultado. Já o velho jeito de privilegiar um piloto em detrimento a outro – como Ayrton Senna e Gerhard Berger por exemplo – vai continuar acontecendo.

Frustrante ficou a escolha da 13ª equipe. Não vai ter um novo time. Só que novamente acredito em uma decisão acertada da FIA. A Epsilon Euskadi revelou não ter condições ($) suficientes para disputar toda a temporada 2011. E Villeneuve-Durango e Stefan nunca pareceram serem fortes concorrentes, eram candidatos a novas Hispania, ou coisa pior.

Para finalizar os novos assuntos, o novo calendário de 20 provas é chatíssimo. São dez corridas na Ásia em pistas que tem tanta tradição quanto traçados emocionantes. Estamos indo de mal a pior. Pelo menos os fãs terão 8 meses e 14 dias de corrida, além das férias de 28 dias entre os GPs da Hungria e da Bélgica.

Voltando à temporada 2010, o GP da Itália deve ficar novamente entre Red Bull e McLaren. As duas equipes têm levado vantagem em pistas de alta, descartam o favoritismo, tentam despistar sobre o uso do duto frontal, mas novamente deverão disputar a vitória. A Ferrari já disse que se não entrar na briga pelo campeonato, o foco passa a ser 2011.

No meio do pelotão, a Force India espera que Adrian Sutil faça novamente uma boa apresentação como foi em 2009. A Mercedes espera repetir o resultado do GP da Bélgica e a Toro Rosso gostaria de um final de semana à 2008. Contra todos, está Rubens Barrichello em um carro da Williams que evoluiu, mas ainda não demonstrou todo o potencial devido ao acidente do brasileiro e os problemas mecânicos de Nico Hulkenberg, em Spa-Francorchamps.

Entre as equipes que fecham o grid, a Virgin vem fazendo um progresso notável e não seria surpresa se terminasse na frente da Lotus. A batalha entre ambas na Bélgica foi boa, com direito à acusações de Lucas Di Grassi contra Heikki Kovalainen a respeito de uma ultrapassagem ilegal pelo posto de melhor entre os novatos. Certeza mesmo é Yamamoto fechando o pelotão.

Minha aposta furada é Sebastian Vettel. Só que as corridas na pista italiana têm trazido vencedores que não eram considerados favoritos antes do final de semana. Em 2008, o próprio Vettel venceu com uma Toro Rosso, enquanto ano passado Rubens Barrichello cruzou a linha de chegada em primeiro quando a Brawn não era mais o carro dominante da temporada. Por essas zebras, não ficaria surpreso se Robert Kubica ou Felipe Massa chegassem ao topo do pódio.

Esteban Gutierrez em Spa-Francorchamps
Esteban Gutierrez, que venceu a F-BMW em 2008, deve ser o primeiro campeão da GP3

Ainda no final de semana, a GP2, a GP3 e a F-BMW europeia vão conhecer os campeões da temporada 2010.

Na F-BMW, o campeonato está entre o britânico Jack Harvey, que lidera o campeonato com 340 pontos, e o holandês Robin Frijns, que soma 333. Só que são 62 pontos em disputa e Frijns terminou as últimas nove corridas em primeiro ou em segundo. Harvey, por sua vez, chegou em quarto lugar na última corrida na Bélgica e perdeu uma sequência de nove corridas subindo ao pódio. O título está totalmente em aberto.

Ao contrário do que acontece na GP3. Com 20 pontos em jogo, Esteban Gutierrez tem uma vantagem de 18 para Robert Wickens. Se o canadense não for o pole-position – perdendo os dois pontos de bonificação – bastará ao mexicano terminar em oitavo para se sagrar campeão. Independente do resultado do líder do campeonato, Wickens precisa vencer as duas corridas do final de semana.

A GP2 é a única das três categorias de acesso que ainda vai ter uma etapa a ser disputada. O que não deve impedir Pastor Maldonado de conquistar o título por antecipação. São 40 pontos ainda a serem disputados, 20 em Monza e outros 20 em Yas Marina. Maldonado tem uma vantagem de 27 para Sergio Pérez. Mesmo que os cenários aqui pareçam mais complexos, o venezuelano venceu as últimas seis corridas longa da categoria e sabe que se repetir o desempenho será campeão.