Dario Franchitti em New Hampshire
Dario Franchitti exibiu o carro da Indy no anúncio da volta do oval à Indy

O calendário 2011 da Indy segue sendo um mistério. Cerca de 15 etapas são conhecidas, mas apenas oito têm a data confirmada. Uma delas é a de São Paulo, que vai acontecer no dia 1º de mai, enquanto a Indy500 será disputada no dia 29 do mesmo mês.

Além desses dois eventos, as provas em Long Beach, Texas, Iowa, Mid-Ohio, Kentucky, Edmonton, Barber, Infineon, St. Petesburgo e Toronto estão confirmadas, mesmo que a maioria não tenha data certa. Fora a nova corrida nas ruas de Baltimore, no dia 4 de setembro, e o retorno à New Hampshire, no dia 14 de agosto.

A volta à região da Nova Inglaterra, aliás, é um capítulo a parte na construção do calendário 2010 da categoria.

As pistas americanas são controladas por dois grandes grupos: A International Speedway Corporation (ISC), que pertence à família France, dona da Nascar, e a Speedway Motorsport Inc (SMI), de Bruton Smith, um bilionário americano da região da Carolina do Norte.

A Indy compete nos autódromos de ambas as empresas, embora a ligação com a ISC seja notável. Por anos, o campeonato começou em Homestead-Miami e terminou em Chicagoland, que são pistas da empresa dos France. Fora isso, desde os anos 90, a família Penske também passou a ter participação na organização, estando presente na construção de pistas como Homestead-Miami, Kansas e Chicagoland.

Aos poucos a Indy começou a se aproximar da SMI, principalmente desde a chegada de Randy Bernard. É aí que entra New Hampshire. Em 2011, a categoria retorna ao oval de uma milha, que perdeu a data no Chase da Nascar para a entrada de Chicagoland.

Outra pista da SMI que deve fazer parte da Indy é Las Vegas. A ideia é que o campeonato termine na cidade, com o banquete final e comemorações posteriores acontecendo em seguida.

Para apimentar a disputa entre ISC e SMI, Bruton Smith esteve na etapa do Kentucky é deu uma boa declaração. Falou que ficaria decepcionado se a temporada da Indy terminasse em outro lugar que não fosse Las Vegas e emendou um “If you’re going to do a championship, you’ve got to do it at the proper place, and I don’t think North Cuba is the proper place”.

Isto é, diz ele que um campeonato não tem que terminar em um local apropriado, e não na “Cuba do Norte”. Cuba do Norte? Smith se refere à Florida, ou melhor, à pista de Homestead-Miami, da ISC, que encerra o calendário da Nascar.

Quem não gostou da ideia foi a ISC, que já ameaçou tirar a pista de Chicago, além de Homestead-Miami, Kansas e Watkins Glen do calendário. Muito provavelmente Chicagoland permaneça, mas as outras três não.

As duas empresas, porém, sabem que precisam tanto da Nascar quanto da Indy correndo nas pistas. Por mais que um evento ou outro tenham as arquibancadas vazias, certamente é melhor que um final de semana de portas fechadas. Enquanto isso, eles tentam ganhar espaço justamente nas pistas do concorrente.

Confira as pistas da ISC e da SMI:

Pistas da SMI e da ISC

Quem não gostou da ideia foi a ISC, que já ameaçou tirar a pista de Chicago, além de Homestead-Miami, Kansas e Watkins Glen do calendário. Muito provavelmente Chicagoland permaneça, mas as outras três não.