Hungaroring
Travado traçado de Hungaroring. Aliás, você sabia que das arquibancadas na reta, é possível enxergar cerca de 80% da pista?

Em meio à polêmica do jogo de equipe causada pela manobra da Ferrari ao persuadir Felipe Massa a entregar a liderança do GP da Alemanha no último domingo, dia 25, a Fórmula 1 alcança um dos circuitos mais peculiares da temporada. É o GP da Hungria, em Hungaroring.

Esse autódromo estranho foi construído em 1985 – quando a Hungria ainda fazia parte da União Soviética – e propôs a simular uma pista de rua em um lugar aberto. O objetivo era fazer com que os fãs do Leste Europeu pudessem apreciar os carros da F1 da mesma forma que acontece em Mônaco, por isso o traçado é tão travado.

Essa pista sem pontos de ultrapassagens (salvo a curva 1 que está longe de ser o ideal) exige muito de pilotos e equipes. Os times são obrigados a colocar muito downforce nos carros, some a isso a obrigação de usar dois compostos de pneus e o mais macio se torna a chave para um bom resultado. Já os atletas precisam estar com a preparação física em dia para aguentar a temperatura elevada do verão do Leste Europeu.

Como os GPs da Alemanha e da Hungria são em semanas consecutivas, as equipes não devem trazer grandes mudanças nos carros em relação à última prova. Assim, teoricamente, Ferrari e Red Bull devem permanecer na frente, embora eu não descartaria a McLaren. Felipe Massa chega à Hungria com uma tarefa digna de Hércules: mostrar que não só superou o acidente do ano passado, como também a ordem da equipe.

Rubens Barrichello tem feito boas apresentações com a Williams, mas a explicação global de que a relação de marchas adotada pela equipe foi a culpada pela pífia largada em Hockenheim é preocupante. Se por lá o brasileiro não conseguiu somar pontos, em uma pista travada como Hungaroring, uma boa largada é fundamental. O ideal seria a equipe fechar uma fila e o brasileiro largar do lado limpo da pista para minimizar prejuízos, caso a relação de marchas não seja alterada.

Os outros brasileiros trazem boas recordações da etapa húngara da GP2. Lucas di Grassi venceu em 2008 e foi pole position em 2009, enquanto Bruno Senna tem excursões ao pódio. Para o GP da F1, os objetivos são menores. Di Grassi briga para superar o companheiro Timo Glock – que não gostou de uma brincadeira do brasileiro que trollou a declaração oficial do alemão – e também as Lotus.

Já Bruno Senna, sabe que ficar atrás de Sakon Yamamoto não é uma opção. O piloto da Hispania precisa repetir o bom desempenho da Alemanha quando ficou próximo da Virgin e colocou anos-luz de diferença para o japonês.

A previsão do tempo sugere uma boa prova. Pode chover na sexta e no sábado, com a classificação ocorrendo debaixo de muita água. No domingo, o Sol deve abrir, mas lembram-se de quando eu disse da necessidade de uma boa largada por não haver pontos de ultrapassagens? Pois é, com a classificação debaixo da água, quem sabe o que pode acontecer.

Meu palpite furado é que Jenson Button vence se chover no treino, ou na corrida. Com Sol, dará Vettel e Alonso terminará a frente de Massa. Eu torço para que o grid fique embaralhado pela chuva e a corrida seja cheia de incidentes, levando uma das equipes novas a pontuar.

Para terminar, mais uma vez eu estarei na cobertura do site Grande Prêmio do GP da Hungria de F1 e convido a todos a acompanharem o final de semana por lá. E é claro, que eu continuo escrevendo sobre a Nascar para eles. Essa mais valia…