Romain Grosjean na etapa de Spa-Francorchamps da AutoGP
Romain Grosjean é só sorrisos ao receber uma chance novamente na GP2

Nesta terça-feira, dia 20, a DAMS anunciou o retorno de Romain Grosjean à GP2. O francês volta à categoria que disputou em 2008 e 2009 para substituir o belga Jerome D’Ambrosio apenas na etapa alemã, que será neste final de semana em Hockenheimring.

A troca de pilotos foi feita para que a equipe possa analisar os motivos da queda de rendimento no campeonato 2010. A DAMS não pontua desde que o próprio belga subiu no lugar mais alto do pódio na corrida curta no GP de Mônaco, válida ainda pela segunda rodada.

Grosjean foi escolhido para retornar à categoria pela experiência de um quarto lugar na tabela, em 2008, e por estar entre os líderes do campeonato na temporada passada até ser chamado pela Renault para substituir Nelsinho Piquet na F1. Outro fator que motivou a chegada do francês foi o bom desempenho dele na AutoGP, quando disputou apenas quatro corridas, ganhou duas e chegou em segundo em outra, correndo pela própria DAMS.

Eu vou um pouco mais além e digo que Grosjean pode estar próximo de voltar à F1 em 2011. É bem verdade que a primeira passagem dele na categoria foi desastrosa. Andou pouco, mal e foi ofuscado por Kamui Kobayashi, único novato que andou bem.

Só que o francês não é de se jogar fora. Ele foi para o novo FIA GT, onde é líder ao lado do alemão Thomas Mutsch a bordo de um Ford GT. Em seguida, recebeu o convite da DAMS para correr pela AutoGP em Spa Francorchamps e somou 18 dos 19 pontos possíveis, o desempenho foi tão bom que ele permaneceu para correr a etapa em casa, em Nevers Magny-Cours. Ganhou a corrida principal e se enroscou na largada da segunda. Foi o suficiente para fascinar os chefões da Gravity.

Agora Grosjean está de volta ao último degrau antes da F1. Imagine se, por acaso, ele vence a corrida, ou faz uma grande apresentação. A Renault, que tem a Gravity como sócia/parceira já está buscando alguém para o lugar de Vitaly Petrov na próxima temporada. Mesmo que eles não queiram arriscar com o francês novamente, mas não é tão difícil imaginá-lo como piloto de teste, ou eventualmente numa Lotus (que pode passar a receber motor Renault em 2011, além de ter Kovalainen sondado pela equipe francesa), ou até mesmo na equipe que ficar com 13ª vaga.

Eu apoio a volta de Romain Grosjean. A F1 precisa de bons pilotos e ele quer provar que a má passagem em 2009 foi também por conta do carro ruim, além da adaptação nula. Se não der certo, paciência, mas pelo menos injustiça alguma será feita.

Aliás, em se tratando de injustiça, todo mundo lembra de Nelsinho Piquet e de Flavio Briatore e Pat Symonds como pivôs do Cingapuragate, mas, bem na verdade, Grosjean foi um dos que ficou a pé após a crise na equipe francesa. Se os três envolvidos estão negociando o retorno à categoria, nada mais justo que o substituto do brasileiro voltar também.