A supremacia de Kevin Harvick nos superspeedways

Kevin Harvick
Kevin Harvick está sorridente com a liderança do campeonato

Kevin Harvick vivia um inferno astral na Nascar Sprint Cup. Desde a Daytona500 de 2007, o piloto da equipe de Richard Childress não vencia. Para piorar, na última temporada, o Chevrolet número 29 mal brigava para terminar entre os 25 primeiros. Assim, a vaga no Chase passou longe.

Em 2010, a situação mudou. Harvick venceu o segundo Budweiser Shootout seguido e por pouco não levou também o Gatorade Duel. Ainda assim faltava uma vitória em uma corrida valendo pontos. E ela veio na etapa de Talladega, quando os carros com spoilers estrearam no super-oval. O americano repetiu o feito no superspeedway seguinte, no último sábado (3), em Daytona. A história da corrida, você pode ler clicando aqui.

Salvo a Nascar AllStar Race, de 2007, todas as conquistas de Harvick desde então foram nos superovais, cujas corridas são marcadas pela longas filas de carros lado-a-lado e pelos constantes empurrões. O bicampeão da Nationwide Series nunca foi um mau piloto nesse tipo de pista, porém nunca esteve entre os favoritos. A pergunta que fica é o que mudou em Kevin Harvick para que os resultados melhorassem?

Em primeiro lugar, o equipamento evoluiu. O time de Richard Childress já construía bons carros e motores para esse tipo de corrida, entretanto, desde que o departamento de motores da equipe se uniu ao da DEI – que já tinha tradição em fazer ótimos carros para os super-ovais -, formando a Earnhardt-Childress Racing, os pilotos movidos por esses equipamentos têm se destacado nessas etapas. Vide que Harvick venceu o Shootout, Talladega e Daytona, já McMurray conquistou a Daytona500 e foi segundo em Talladega, em que Juan Pablo Montoya foi o terceiro.

Mas ter equipamento bom não é sinônimo de vencer corridas. É o caso do próprio colombiano citado acima, que corre com o mesmo motor, mas nunca venceu em um oval. O outro fator que explica o sucesso de Harvick é a mudança na mentalidade para as corridas de Daytona e Talladega.

Kevin, assim como os demais pilotos, não se importava em andar na frente nos super-ovais já que nesses lugares é relativamente rápido ganhar muitas posições. O americano resolveu então em estar sempre na frente, sendo agressivo desde a primeira volta e não abrindo mão de ser, no máximo, o segundo carro em uma das linhas.

A posição na pista é fundamental para se escapar dos acidentes. Estando na frente, a menos que o Big One seja causado pelo líder, obviamente ele não estará envolvido nas batidas. E isso foi fundamental na prova de ontem de Daytona quando apenas seis carros terminaram inteiros.

E andar sempre na frente, tanto empurrando como sendo empurrado, faz com que o piloto ganhe o respeito dos adversários para trabalhar em eventuais parcerias. Na Daytona 500, Harvick não contou com a ajuda de ninguém para tentar a vitória, mesmo relargando em primeiro, e isso lhe custou a vitória. Na Coke400, ontem, o vencedor trabalhou boa parte da corrida com Clint Bowyer, assim como foi ajudado por Kasey Kahne nas voltas finais.

Para finalizar, Kevin Harvick tem sido constante durante toda a temporada. Terminou no TOP 10, em 13 das 18 etapas e nas demais não ficou distante dos primeiros. Esse desempenho dá confiança, além de respeito cuja importância já expliquei acima.

Com 212 pontos de vantagem no campeonato, já é possível imaginar se Kevin Harvick pode ser uma das ameaças a Jimmie Johnson na briga pelo título, no Chase.

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