Carro de Miguel Paludo na Nascar K&N Pro Series East
Miguel Paludo estreou na Nascar quatro corridas atrás, mas o desempenho já é alvo de uma reflexão

O leitor do World of Motorsport sabe que quando há corridas da Nascar K&N Pro Series East, a história da prova estará, com no máximo um ou dois dias de atraso, aqui no blog. Neste final de semana, ocorreu a quinta etapa do campeonato, em New Hampshire, mas não vou colocar aqui o que aconteceu na corrida.

Explico o porquê: como Miguel Paludo vinha fazendo um bom trabalho nos treinos da quinta-feira, o site Grande Prêmio acabou acenando com a possibilidade de que eu escrevesse para eles o que acontecesse no final da semana da Nascar East, além dos já habituais textos da Sprint Cup e Nationwide Series. Então, clicando aqui você pode conferir tudo isso.

Só que para não deixar o leitor do blog na mão, traço uma avaliação dessas primeiras quatro provas do brasileiro Miguel Paludo na Nascar.

Bicampeão da Porsche Cup brasileira, Miguel Paludo chegou à Nascar East como piloto de equipe de Shigeaki Hattori. O japonês, que competiu na CART, é dono de equipe por lá faz algum tempo e se aliou à Germain Racing para inscrever um carro para o gaúcho.

A primeira medida de Paludo foi não correr enquanto não estivesse sendo competitivo. Assim, ele decidiu pular a primeira etapa do campeonato já que não tinha tido tempo suficiente para conhecer o carro.

Após alguns testes, Miguel Paludo surpreendeu logo na segunda etapa do campeonato, em South Boston. Classificou-se em 16º e fez uma prova discreta e de sobrevivência para terminar em 12º, na volta do líder, na estreia em um oval.

O ritmo do brasileiro foi semelhante nas etapas seguintes: em Iowa largou em 13º e terminou em 19º (mas aqui vale a lembrança de que a corrida contou com o grid completo de 43 carros já que é o combinado da East e da West Series), em Martinsville classificou em 11º e abandonou. Resultado semelhante ao de New Hampshire quando largou em décimo, mas também deixou a prova.

Após correr em quatro das cinco etapas, Paludo é o 23º na tabela de classificação com 400. Podemos avaliar o desempenho de duas formas:

A primeira, ele vem andando melhor do que a tabela indica. Está sempre brigando para ficar entre os dez primeiros nas corridas, só que não as tem terminado devido a problemas mecânicos.  Em quatro corridas em ovais curtos, Paludo não sofreu nenhum acidente o que é animador para o restante da temporada.

Por outro lado, o desempenho chega a ser decepcionante. Ele estreou bem e acabou com as incertezas da performance na Nascar. Só que parou por aí. Quem esperava ver o brasileiro brigando pelas primeiras posições teve de se conformar com alguém que está travado no segundo escalão de carros. Paludo não conseguiu acompanhar os líderes em nenhuma ocasião. E, para piorar, ele constantemente perde posições durante as corridas para pilotos mais experientes. O que é comum para quem está se adaptando.

A sorte de Paludo precisa mudar nas próximas provas. Apesar do talento conhecido, ele precisa terminar provas o quanto antes para não só melhorar no campeonato, como também chamar a atenção das grandes equipes.

O caso de Miguel Paludo é parecido com o de Clint Bowyer. Há alguns anos, o piloto da Sprint Cup sempre fazia grandes corridas, mas nunca terminava entre os cinco primeiros. Muitos creditavam isso ao fato de Bowyer estar ansioso pela primeira vitória. Com Paludo, é necessário diminuir um pouco o parâmetro e citar a busca incessante pelo primeiro TOP 10 na carreira. Obstinação essa admitida nos releases do próprio piloto.

Só que para o brasileiro parece haver uma luz no fim do túnel. No dia 3 de julho, a Nascar East retorna à pista no circuito misto de Lime Rock, e Miguel Paludo poderá usar toda a experiência adquirida no Brasil nesse tipo de pista para conseguir um bom resultado e, quem sabe, dar uma maior confiança para as provas nos ovais.

Para quem não viu as histórias das demais provas da Nascar East, basta clicar aqui.