É hora da Copa do Mundo

Michael Schumahcer dominando a bola
Com essa habilidade, como Michael Schumacher ficou de fora da Copa do Mundo?

Época de Copa do Mundo é assim: não se fala em outra coisa. Mesmo aqui sendo um blog de automobilismo, abro espaço para entrar no clima da competição declarando o apoio do World of Motorsport à seleção alemã. Explico: todo brasileiro torce pela Seleção e aqui não é diferente, mas sempre tem um time pelo qual a pessoa é simpática.

Holandeses até hoje encantam a memória de quem viu Cruyff e companhia jogar. A Espanha é nova Holanda e arranca elogios da mídia. Quem não acompanha futebol internacional pode acabar pendendo às seleções dos ascendentes familiares, aí italianos, portugueses e até japoneses ganham uma torcida extra. E sempre tem aqueles que gostam de times exóticos como Dinamarca, Eslovênia ou Paraguai.

O caso do blog é diferente e tem a ver com a Copa de 1990. Alguns anos depois do tricampeonato alemão, comecei a me aventurar pelos jogos de videogame. E sabe-se lá porque, as empresas que faziam os games de futebol deixavam a Alemanha – então campeã mundial – como a equipe mais forte. Naturalmente, eu os escolhia, jogava com eles e durante as competições internacionais torci por bom desempenho dos germânicos, exceto quando enfrentavam o Brasil.

Com a Copa começando, peço permissão a Joachim Low – selecionador alemão – para escalar a minha equipe da Alemanha. E claro fazendo a bem humorada salada com o automobilismo.

A seleção alemã teve problemas para arrumar um goleiro para a Copa de 2010 desde que Oliver Kahn e Jens Lehmann deixaram a equipe. O favorito, Rene Adler, se machucou pouco antes da competição. Como a equipe não vai ter o principal arqueiro e já é de praxe colocar alguém experiente, escalo Nick Heidfeld para a meta. Afinal, o piloto da Mercedes já está na F1 desde 2000 e nunca recebeu chance alguma. Sem Kahn, Lehmann e Adler, entra Heidfeld.

Na defesa, a maior dúvida de Low é onde colocar Phillip Lahm, lateral do Bayern. O jogador não esconde que quer jogar pela direita assim como faz no clube, mas na seleção sempre atuou pela esquerda. A dupla de zaga deve ser formada por Tasci, do Schalke, e Mertesacker, do Werder Bremen.

Philipp Lahm, lateral alemão
Philipp Lahm é o capitão do selecionado alemão, mas nessa escalação ele não teria lugar

Eu sou mais prático e acredito que a zaga deve ser composta por jogadores que saibam jogar em equipe. Entrosamento é fundamental. Mike Rockenfeller, da Audi no DTM, jogará pela esquerda, no lugar de Lahm. A dupla de defensores é formada pelos experientes Timo Bernhard, que já competiu com a Audi nas 24 horas de Le Mans e conquistou a ALMS, e Timo Scheider, atual bicampeão do DTM com a montadora das quatro argolas. Na direita, Marc Lieb, outro bom piloto de endurance e atual líder da Le Mans Series com um Porsche.

Escalarei o meio com três jogadores assim como fará Joachim Low. Nada de Khedira, Ozil ou Schweinsteiger. Primeiro chamo Thomas Mutsch, líder do FIA GT ao lado de Romain Grosjan. Mustch quase não entrou na convocatória por pilotar um carro americano (Ford), mas o corte do craque Michael Ballack abriu espaço para ele. Timo Glock é o segundo homem do meio campo, o famoso carregador de piano. Ele não carrega um piano, mas o carro da Virgin é tão difícil de carregar quanto. Fora que ele já está adaptado ao meio musical ao fazer parte da equipe de Richard Branson.

O distribuidor de bolas será Nelsinho Piquet e já emendo a explicação. A seleção alemã sempre convoca alguns jogadores naturalizados ou que optaram pela cidadania germânica. Esse ano teremos Mezut Ozil, Cacau, Lukas Podolski e Miroslav Klose nessa condição. Nelsinho nasceu na Alemanha, por isso foi chamado.

Se Thomas Muller joga ora como um quarto homem de meio de campo ora como um terceiro atacante, podemos entender que ele é um jogador coringa. Para seu lugar, escalo Ralf Schumacher. O irmão menor do heptacampeão entre no time pela facilidade em confundir os rivais sobre qual é o Schumacher que está com a bola.

Agora eu já entreguei que Schumacher é o camisa 10 do time. Principal jogador, Michael é o atacante, o ídolo. E todo mundo sabe que ele realmente gosta de futebol. Tem até um texto aqui mesmo no blog (cujo link você pode ver aqui) sobre um jogo dele no Parque Antártica.

Ao lado de Schumacher no ataque, teremos Sebastian Vettel, a promessa. Aqui vale o entrosamento de ambos, que já garantiu à Alemanha o bicampeonato na Nations Cup da Race of Champions. Vettel e Schumacher fazem a vez de Klose e Podolski na equipe alemã.

Recapitulando: Heidfeld, Lieb, Bernhard, Scheider e Rockenfeller; Mustch, Glock, Piquet e Ralf Schumacher; Schumi e Vettel. Com um time desses, quero ver Austrália, Gana e Sérvia, nossos rivais no grupo D terem alguma chance. E olha que no banco ainda tem ‘jogadores’ como Adrian Sutil, Nico Rosberg, Martin Tomczyk, Nico Hulkenberg, Christian Vietoris e Pierre Kaffer.

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