A primeira vez, muito tempo depois

Carlos Iaconelli comemora vitória
Carlos Iaconelli comemora com o engenheiro a vitória em Imola

Carlos Iaconelli não é dono da trajetória mais bem sucedida no mundo do automobilismo. Na verdade, esse paulista de 22 anos já participou de tantas categorias em tão pouco tempo de carreira, que muita gente já o considerou carta fora do baralho.

Iaconelli passava a imagem de ser o típico piloto pagante, que só corria pelo budget. Só que as verdinhas acabariam no início de 2010, e o brasileiro viu-se fora de qualquer carro de corrida. Era a hora de decidir permanecer na Europa e tentar algo mais, ou partir para Estados Unidos e Brasil em busca de um carro para correr.

Enquanto o ex-piloto da F-Renault brasileira e européia, Fórmula 3 Sudamericana e Espanhola, World Series by Renault, Fórmula Master, GP2 e Fórmula 2 (ufa!) se preparava para tomar uma decisão, recebeu o telefonema de Enrico Magro, homem forte da Durango, para quem o brasileiro já tinha corrido na GP2 asiática.

Federico di Pasquale, piloto da equipe na AutoGP, tinha sofrido um acidente na abertura do campeonato, em Brno. Iaconelli saiu do Brasil na sexta-feira e estreou no sábado na República Tcheca. Na primeira corrida, ele abandonou após um acidente com Giorgio Pantano e na segunda terminou em oitavo.

Em Imola, a situação melhorou. O brasileiro foi sexto colocado na primeira corrida e largaria em terceiro na segunda, por conta do grid invertido. Celso Míguez era o pole position e Stefano Coletti partiria da segunda colocação. O monegasco largou mal e perdeu a posição para o brasileiro. Posteriormente outros sete carros atingiram ou foram atingidos por Coletti ainda antes da primeira curva.

Iaconelli partiu em busca de Míguez. O espanhol, muito mais lento, não ofereceu resistência e foi rapidamente superado pelo brasileiro. Para sorte do piloto da Durango, os rivais não conseguiram superar o piloto que largara na ponta. Assim, Carlos Iaconelli, com uma respeitável diferença de 17 segundos, conquistou a primeira vitória da carreira desde 2004, quando ainda corria de Fórmula Renault no Brasil.

Tão bom quanto subir no lugar mais alto do pódio deve ter sido receber a premiação pelo triunfo, já que a AutoGP paga muito bem: 1,2 milhão de euro por round, dividido entre o grid conforme o desempenho.

Com o resultado, Iaconelli pulou para sexto no campeonato, com dez pontos. O líder Edoardo Piscopo tem o dobro. Adrian Tambay, filho do Patrick, é o segundo e o inadjetivável Luca Filippi (Fiiiiiiiiiliiiipi!!!!) é o terceiro.

A próxima rodada da AutoGP é dia 26 e 27 de Junho, em Spa-Francorchamps.

UPDATE: Assim como no outro post sobre o assunto, gostaria de debater com os críticos as polêmicas sobre o assunto para que, em caso de exagero ou excesso, possa ser feita uma retratação. Adiciono que não é de meu feitio criar uma polêmica desnecessária e que estou surpreso com a repercussão do conteúdo aqui. Como autor deste espaço, quero deixar claro que não é da natureza do blog criar mal-estares desnecessários e que eventuais exageros possam ter sido mal interpretados já que foram utilizados em situação de humor desnecessárias e que desagradaram, porém.

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