Schumacher e uma bola de futebol
Nada de Ganso ou Neymar, o Dunga poderia ter levado o Schumacher

Nesta terça-feira, dia 11 de maio, o técnico Dunga convocou a Seleção brasileira para a Copa do Mundo, na África do Sul. Mas o que isso tem a ver com o automobilismo? Não gente, esse não é mais post para cornetar as escolhas do Brasil. É para relembrar um evento histórico que aconteceu há quase seis anos. A equipe do Palmeiras de futebol jogou uma partida contra os amigos do Schumacher, em prol do projeto Criança Esperança.

Na ocasião, era semana do GP do Brasil de 2004 e a F1 estava por aqui. Como todos sabem, Schumacher sempre foi fã de futebol e não recusou o convite para enfrentar o atual campeão brasileiro (da Série B) e que estava entre os líderes do campeonato brasileiro.

A equipe do Parque Antártica não escalou os principais jogadores, como Marcos ou Vágner Love, mas mandou a campo um time recheado de grandes jogadores. Diego Cavallieri (hoje no Liverpool) era o goleiro, Baiano (Guarani), Nen (Bahia), Daniel e Lúcio (Grêmio), Marcinho Guerreiro, Corrêa (Atlético Mineiro) e Pedrinho. Mas pasmem, o melhor vem a partir de agora: o ataque era formado por Ademir da Guia (sim! Ele mesmo) e pelos cantores Daniel e Felipe Dylon. Depois, vários reservas entraram em campo, além de jogadores históricos, como Cézar Maluco.

Para enfrentar essa grande equipe, os amigos do Schumacher contaram com os goleiros do próprio alviverde, Sérgio e Deola, além de grandes craques, como o lateral esquerdo Renato Aragão, o volante Luciano Huck e a dupla de ataque formada pelo alemão e por Rubens Barrichello, companheiro de Ferrari. Pilotos como Giancarlo Fisichella, Jarno Trulli e Zsolt Baumgartner (que provou ser ruim também com a bola nos pés), participaram do evento.

Felipe Dylon marcado por Luciano Huck e Gabriel
Porra, Felipe! Passar pelo Luciano Huck é fácil, mas bastou chegar o Gabriel, que o bandeirinha teve de acenar a bandeira amarela e chamar o Safety Car

O placar foi 5×3 a favor do time do Palestra Itália, cujo destaque foi o bom atacante Daniel. Já Felipe Dylon decepcionou e não jogou nada. Pelos pilotos, o grande nome da partida foi Fisichella, que muito bem poderia ter substituído Totti na convocação italiana de hoje. Além dele, Barrichello fez um gol, e Schumacher marcou outro em um pênalti escandalosamente marcado em meio a muitas risadas.

Pelo que minha memória resgata, um lance chamou a atenção no jogo. Quando no final estavam mais artistas globais do que jogadores de fato em campo, um cidadão, defendendo a equipe do Palmeiras, fez uma série de lambanças em campo, culminando num chute com o gol livre, que deve ter acertado a sede da Mancha Verde. O lance rendeu comentários dos narradores e foi algo como “esse aí é o Fábio Gomes, não achem que é artista ou convidado, é jogador do time principal”.

Ao todo, 4 mil pessoas assistiram ao duelo de gigantes, em plena quarta-feira, arrecadando 26 mil reais para o projeto. Ah, e o futebol não ajudou muito na corrida. O vencedor foi o colombiano Juan Pablo Montoya, que não jogou.