Axcil Jefferies na Fórmula BMW do Pacífico
Axcil Jefferies quer provar que o Zimbábue também tem bons pilotos

A A1GP acabou. Isso não é novidade para ninguém e até rendeu um post aqui no blog. Pelo menos na curta história, a categoria atingiu dois objetivos: revelou bons talentos que se acostumaram em serem os responsáveis por defender a bandeira do país nas quatro rodas e desenvolveu o automobilismo nos lugares mais distantes.

Times estranhos como Coréia do Sul, Paquistão, Indonésia e até mesmo a Irlanda tiveram direito aos 15 minutos de fama na chamada “Copa do Mundo” do automobilismo. Sem dúvidas, o tigre asiático foi quem melhor aproveitou a chance. Mesmo com resultados pífios na competição, conseguiu levar aos torcedores agora ávidos por disputa entre carros uma etapa da F1.

Mesmo sem a categoria, em 2010, uma série de países fora do tradicional eixo do automobilismo começa a se destacar. Voltando à A1 GP, seria possível imaginar uma vitória do Zimbábue, colocando alguns segundos de vantagem para o carro da Hungria? Mais atrás Barbados e Aruba disputando o lugar restante no pódio, com Estônia, Letônia e Lituânia chegando na zona de pontos por conta de um abandono do carro de Porto Rico?

Se depender dos pilotos, isso seria possível. Axcil Jefferies, de 16 anos, corre na Fórmula BMW do Pacífico. Defendendo as cores do Zimbábue, o piloto é um dos favoritos para a temporada 2010. Após um round, é o terceiro no campeonato.

Segundo lugar na Fórmula Renault inglesa, Tamás Pál Kiss nasceu em 1991 e finalmente pode demonstrar o talento correndo pela ATECH. O húngaro esteve sempre entre os mais rápidos nos testes da pré-temporada e logo no primeiro round, venceu uma das provas.

Brent Gilkes dos Barbados
Essa é uma rara imagem do piloto de Barbados, Brent Gilkes

O piloto de Barbados é Brent Gilkes e corre nos Estados Unidos de F.2000. O “adversário” de Aruba é Terrick Mansur, que correr de U.S. F.2000, que na verdade é uma categoria de acesso à quase homônima. No primeiro round, Mansur chegou ao pódio e ocupa a terceira posição em um campeonato que conta com o brasileiro Raphael Abbate e com a Andretti Autosport.

As ex-repúblicas soviéticas estão em evidência no mundo do automobilismo. É até maldade colocar a Estônia aqui, afinal de lá saem alguns bons pilotos. O leitor aqui do blog já viu citações a Kevin Korjus, Marko Asmer e Sten Pentus (para este post não ficar enorme, quem quiser saber mais sobre eles, tem uma barra de pesquisa na home do blog, garanto que vale a pena).

Quanto à Lituânia, o destaque solitário do país é Kazim Vasiliauskas. O menino, que chegou a ser sondado pela Trident na GP2, está fazendo o segundo ano na F-2 e é o Xº colocado. Ano passado também disputou a Fórmula Palmer Audi, perdendo o campeonato após abandonar na primeira curva da última corrida por conta de um acidente. O letão é Harald Schlegelmich, dono do nome mais difícil de escrever dentre todos os pilotos. Especialista em F-3, Harald só teve uma chance de mostrar serviço na GP2, foi em 2008, na asiática quando terminou em 18º. Hoje perambula entre categorias.

Para finalizar esses pilotos de lugares distantes, temos o porto-riquenho Ricardo Vera, que compete na Fórmula Abarth, na mesma equipe do brasileiro Franscico Weiler. Na primeira prova, Vera foi apenas o 15º, mas vale lembrar que o grid conta com incríveis 35 carros.

Além desses, há muitos outros pilotos em países estranhos precisando de um empurrão em nas carreiras. Afinal, o que seria do automobilismo brasileiro sem Alex Dias Ribeiro, José Carlos Pace e Emerson Fittipaldi?