Andy Soucek na F2
Andy Soucek mudou-se para a F2 para dar um novo rumo na carreira. Deu certo sendo campeão

Em 2009, a FIA relançou a Fórmula 2, com o objetivo de concorrer com a GP2 ao fornecimento de pilotos para a Fórmula 1. O principal diferencial da nova categoria seria os custos muito mais baixos que os da rival. Para comandar a F2, o escolhido foi o ex-piloto de F1, Jonathan Palmer, que já dirigia a Fórmula Palmer-Audi (similar a uma F-Renault ou F-BMW). Os carros foram construídos pela Williams e atraíram uma série de pilotos que buscavam um novo rumo na carreira.

O World of Motorsport analisa, duas semanas antes do campeonato 2010 começar, o que aconteceu com os dez primeiros colocados da temporada de estreia e se a categoria alcançou o objetivo de levar pilotos para a F1.

10) Nicola de Marco: O italiano chegou à F2 após ter sido quarto colocado na F3 espanhola em 2008. Marcou 25 pontos subindo ao pódio em duas oportunidades. Anunciou que retorna ao certame para tentar o título em 2010, mas agora guiando o carro nº 19.

9) Milos Pavlovic: O experiente sérvio veio para a F2 após correr em todas as categorias que possamos imaginar: F3, GP2 e World Series by Renault. Foi nono, com 29 pontos, chegando duas vezes ao pódio. Foi o único a não anunciar planos para a atual temporada.

8 ) Phillipp Eng: O austríaco, que desembarcou na categoria após o título mundial de F-BMW em 2007, foi uma das gratas revelações da temporada 2010. Venceu uma vez e somou 39 pontos. Todos esperavam que ele subisse um degrau, mas Eng resolveu fazer mais uma temporada de F2 em busca do título.

7) Kazim Vasiliauskas: O lituano foi uma grata revelação da temporada 2009, quando também disputou o título da Fórmula Palmer-Audi, onde foi vice-campeão. Na F2, venceu uma vez e somou 45 pontos. Após alguns testes de GP2 com a Trident, Kazim decidiu retornar para buscar o título.

6) Tobias Hegewald: O alemão chegou à F2 após três anos de certo destaque em F-Renault e F-BMW. Em 2009, venceu duas vezes, obtendo 46 pontos e, ao lado de Eng e Vasiliauskas, formou o trio de destaque da categoria. Para 2010, vai competir na recém-criada GP3 pela RSC Mücke.

Kazim Vasiliauskas na F2
Kazim Vasiliauskas foi um dos destaques da F2, ao lado de Tobias Hegewald e Phillipp Eng

5) Julien Jousse: O francês foi vice-campeão da World Series by Renault, em 2008, e era apontado como um dos favoritos na F2. Decepcionou, ao vencer apenas uma vez. Assim, resolveu dar novos ares à carreira ao disputar a F-Superleague, em 2010, defendendo as cores da Roma.

4) Mirko Bortolotti: O campeão da F3 italiana chegou à F2 contando com o apoio da Red Bull. Não correspondeu durante o campeonato ao vencer apenas uma vez, somando 50 pontos. Para 2010, Bortolotti perdeu o apoio dos energéticos, mas recebeu uma segunda chance de uma equipe da F1: fará parte do Ferrari Driver Academy e competirá na GP3 pela Addax.

3) Mikhail Aleshin: Apesar da pouca idade, o russo era um dos mais experientes do certame. Aleshin venceu apenas uma vez, mas conseguiu somar 59 pontos ao alcançar o pódio cinco vezes. Para 2010, perdeu o apoio da Red Bull e voltará à World Series by Renault, onde competirá pela equipe Carlin novamente.

2) Robert Wickens: Em toda a carreira, o canadense altera boas atuações com provas apagadas. Na F2 não foi diferente: venceu as duas primeiras provas, no round de estreia e só. Subiu ao pódio outras quatro vezes, somando 64 pontos. Assim como Bortolotti e Aleshin, também perdeu o apoio da Red Bull. Correrá de GP3 pela Status GP, para quem já correu na A1GP.

1) Andy Soucek: O espanhol veio após duas temporadas razoáveis de GP2. Venceu, na F2, seis vezes, incluindo as três últimas provas, obtendo 115 pontos. Como campeão, esperou que as equipes de F1 lhe dessem oportunidades, mas, após negociar com Williams, Hispania e USF1, o máximo que conseguiu foi o teste pela equipe inglesa como prêmio pelo título. No fim, conseguiu a vaga de piloto de testes na novata Virgin.

Robert Wickens na F2
Robert Wickens não conseguiu usar a F2 como um trampolim na carreira. Agora vai tentar a sorte na GP3

Agora que vimos os pilotos, vamos ver o destino dos pilotos da GP2. Entre os dez primeiros, cinco foram para a F1 (Nico Hulkenberg, Lucas di Grassi, Vitaly Petrov, Romain Grosjean e Jerome D’Ambrosio, este último como piloto de testes), fora Luiz Razia e Karun Chandhok, que terminaram em posições intermediárias. Álvaro Parente chegou a ser apresentado pela Virgin, mas teve problemas com patrocinadores e acabou na Superleague.

Na World Series by Renault, o campeão Bertrand Baguette foi para a Indy e Jaime Alguesuari (6º) chegou à F1, assim como Fairuz Fauzy. Charles Pic e Oliver Turvey foram para a GP2, embora o inglês também conseguiu um teste com a McLaren, no mesmo dia que Soucek treinou com a Williams.  Marcos Martinez e James Walker vão disputar a Superleague e Miguel Molina, o DTM.

Ainda é cedo para criticarmos a F2. Seria muito difícil que a categoria se consolidasse em apenas um ano, mas o desempenho ficou bem abaixo do esperado, tanto que a qualidade do grid  – que você pode conferir aqui – é bem menor.