Justin Allgaier e Brad Keselowski em Bristol
Com a vitória de Justin Allgaier em Bristol pela Natiownide, a Penske alcançou a marca de três vitórias seguidas, em três categorias diferentes com três pilotos distintos

Existem algumas coisas que são clichê no automobilismo. Juntar Roger Penske e sucesso na mesma frase é uma dessas. O que dizer de uma equipe que já conquistou 15 Indy 500, 16 campeonatos da Indy, a TRANS-AM, Can-AM, Rolex 24, Daytona 500 e uma vitória na F1?

Agora parando com a babação, a Penske foi fundada em 1968. São mais de 40 anos de automobilismo e, nesse tempo, quantas equipes surgiram, dominaram e foram ao fundo do poço em todas as categorias? A equipe de Roger Penske não. Durante todos esses anos, sempre se reinventou para manter-se no topo.

Neste último final de semana, Justin Allgaier conquistou a vitória na prova da Nationwide Series, em Bristol, cuja história você pode ler aqui – escrita por mim – marcando a terceira vitória seguida da Penske, em três categorias diferentes, por três pilotos distintos.

Em Atlanta, no dia 7 de março, Kurt Busch levou o Dodge Charger número 2 à vitória. Sete dias depois, a Penske voltou a competir na São Paulo Indy 300, vencida por Will Power. E Justin Allgaier tratou de completar o feito. Ainda não há certeza se foi um recorde, ou desde quando isso não acontece no automobilismo.

Esta marca é expressiva se levarmos em conta que a Penske não conquista a Indy desde 2006 e mesmo antes já estava em baixa, não fez uma boa temporada de Grand-AM em 2009 e nunca venceu o campeonato da Nascar.

Will Power venceu a São Paulo Indy 300
Will Power e Verizon fazem parte do novo pacote da Penske

Mas o sucesso não veio à toa. Roger Penske fez mudanças drásticas nas estruturas das equipes, contratou talentosos pilotos – talvez os melhores que o mercado oferecesse -, mudou equipes de categoria, fechou com novos patrocinadores, mas manteve-se leal aos companheiros.

O americano foi ágil em analisar a disponibilidade de pilotos para trazer à Penske. Will Power, que estava sem emprego após ser dispensado pela KV, foi escolhido para substituir Hélio Castroneves enquanto o julgamento por fraude fiscal acontecia. O desempenho do australiano foi tão bom que a equipe decidiu desmantelar o time da Grand-AM para poder alinhar um terceiro carro na Indy.

Ao mesmo tempo, o projeto na Nascar ganhou fôlego. A equipe aumentou para três carros na Sprint Cup, com a chegada de Sam Hornish. Também assinou com Justin Allgaier, no final de 2008, que viria se tornar o campeão da ARCA em um campeonato cujo desfecho foi emocionante. Para 2009, a equipe apostou em Parker Kligerman, tirado da TR Fórmula Series 1600 e atual vice-campeão da ARCA. Enquanto 2010 foi a vez de Brad Keselowski e Dakoda Armstrong se juntaram ao time.

O orçamento também cresceu. A parceria de 19 anos com a Marlboro terminou, agora é a Verizon que banca o time. Na Nascar, foi a vez da rede de restaurantes Ruby Tuesday e da revendedora de pneus Discount Tire investir. Além dos patrocínios em provas específicas como é o caso do Autoclub da Califórnia, da MOPAR e da locadora de carro AVIS. Fora a exposição que a marca Penske Truck Rentals ganha, mesmo sendo do próprio grupo.

Com esses investimentos, poderá a Penske ganhar na Nascar e recuperar o caneco na Indy? E qual resultado a aposta nos jovens talentos trará?