Eu avisei

Lula com os pilotos da Indy
Nunca na história desse país tivemos carros alegóricos tão rápidos

É sempre desagradável quando, após algo sair errado, vem aquele amigo insuportável dizendo “Eu avisei, mas você não me ouviu.” Só que nem sempre esse cidadão quer apenas ser chato e agourar os projetos, pode ser que ele se preocupe com a situação e queira o sucesso. E foi isso o que aconteceu com a Indy em São Paulo. A organização da categoria foi alertada sobre problemas em relação à etapa paulistana, como a chuva e o concreto, e se mostrou intransigente.

Intransigente. Palavra essa dita por Tony Kanaan. O baiano, que é um dos embaixadores da Indy na Band, foi o primeiro a criticar duramente a pista. “O carro alegórico da Gaviões tinha mais aderência que o meu [no sambódromo]” e “ninguém mantém o carro reto no  sambódromo”, disse visivelmente revoltado. Nas entrevistas, Tony poupou a Dersa, responsável pela construção da pista, a Indy, a Band e a prefeitura, mas isso não adiantou.

Band, Dersa e Kassab venderam um produto que se tornou motivo de piada. Vários jornalistas, em todo o mundo, entraram em consenso de que não se trata mais uma prova de velocidade e sim de resistência. Afinal, com o escorregadio concreto do Anhembi e com as ondulações nas vias paulistanas, o mais difícil é controlar o carro. O comentarista de Versus não perdoou e soltou um “what a shame”, que pode ser traduzido como “é uma vergonha”.

Para solucionar este problema desagradável, a Indy transferiu o qualifying para as 8h30 do domingo, dia 14 – no mesmo horário da F1, genial! – a fim de fazer reparos durante a noite. Sempre solicita, a Dersa se voluntariou para fazer as obras necessárias. Quer dizer, só agora né? Entre as alterações está a raspagem da passarela do samba em 2 ou 3mm, além do grooving, isso mesmo, a mesma técnica utilizada em Congonhas, para proporcionar aderência em situações adversas, após o desastre da TAM.

A Indy espera que com esses reparos a prova possa acontecer normalmente. Não só a Indy. Todos esperamos. De qualquer forma, ainda há uma grande apreensão em relação às condições climáticas, pois, se chover, podemos realmente ter uma prova de resistência.

Só que é claro que não vai chover. Terry Angstadt, diretor comercial da Indy, quando esteve no Anhembi, no início de fevereiro, no lançamento oficial da prova, garantiu que a situação climática não é problema. Disse para mim, com exclusividade, quando eu estava cobrindo o evento para o Grande Prêmio ao lado do jornalista Claudio Ferreira, que não teme a chuva paulistana. Clicando aqui você pode rever a reportagem com Angstadt. E clicando aqui, tem a bela foto dos reparos no Anhembi, feita por Bruno Terrena.

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