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3 anos de World of Motorsport

janeiro 1, 2013
Se juntasse todo mundo que já apareceu aqui no blog em uma foto, acho que seria uma multidão muito maior que essa aí

Se juntasse todo mundo que já apareceu aqui no blog em uma foto, acho que seria uma multidão muito maior que essa aí

Bom, como o mundo não acabou em 2012, hoje é o dia em que o World of Motorsport completa três anos de idade. O que eu mais gosto nesta data é que é impossível deixar passar. Como o blog começou em um 1º de janeiro – lá em 2010 –, é muito fácil me lembrar do aniversário e escrever este post especial.

Como sempre, este é o único dia do ano em que eu não falo de automobilismo por aqui. Isso fica para os outros 364. E se você tiver com muita vontade mesmo de ler sobre carros de corrida é só rolar o mouse para baixo que lá tem todos os posts de 2012.

O assunto de hoje é o próprio blog. Nos últimos 12 meses por aqui, foram 290 posts – incluindo o de número mil, alcançado em meados do mês de dezembro. É claro que chegar a essa marca expressiva sempre foi um dos meus objetivos, mas acho que se lá no começo de 2010 me falassem que eu conseguiria escrever mil textos para o blog eu ficaria surpreso.

Sempre tive a sensação de que desistiria de escrever aqui em algum momento. Não por perder a vontade, mas até mesmo por uma necessidade da rotina. Quando criei o World of Motorsport, a única coisa que eu fazia na vida era a faculdade de jornalismo, além de cuidar da vida social.

Agora já estou formado e cobrindo automobilismo para o Grande Prêmio. É bom trabalhar com algo que gosto, mas o ânimo para escrever sobre o esporte a motor após horas fazendo o noticiário é muito pequeno. Fora isso, ainda tem a família, vida social e etc…

Isso sem falar dos problemas de saúde. Em 2012 foi terrível. Digamos que eu recuperei o tempo perdido do que não fiquei doente nos outros dois anos de blog.

E isso acabou diminuindo a frequência de textos por aqui. Se nos outros anos foram cerca de 350, dessa vez foram somente 290. Por isso, nesse quesito os últimos 12 meses de blog foram um fracasso. Ao menos quanto às visitas a resposta foi um pouco melhor. Segundo o próprio WordPress, eu tive muito mais leitores em 2012 que o pequeno país de Liechtenstein teve de turistas. Acho que isso é algo a ser comemorado.

Pensando em 2013, espero aumentar a frequência de postagens. Voltar a 350 é uma pretensão muito grande, mas quem sabe?

De qualquer forma, você pode ficar tranquilo. Não vou fazer posts nas coxas só para falar que escrevi algo. Como sempre, um dos compromissos do World of Motorsport é publicar aqui o que você não vai ver nos outros blogs. Portanto, se quiser assistir aos episódios do Tooned ou ver pela milésima vez algum vídeo que fez sucesso na Internet, saiba que aqui você não vai encontrá-los.

Eu respeito um pouquinho quem faz esse trabalho de divulgação de vídeos, mas não vou publicar algo que tenha em qualquer outro lugar. Afinal, se eu fizer isso, por que motivo alguém entraria no meu site? Talvez para ler sobre a Toyota Racing Series ou a F-Renault Norte-Europeia. Mas só isso né.

E, vamos falar a verdade, sem leitores por aqui, no fim do ano eu não poderia falar “chupa, Liechtenstein!”

Os melhores de 2012

dezembro 31, 2012
Sebastian Vettel voltou a mostrar, em 2012, porque é o melhor piloto da F1 na atualidade

Sebastian Vettel voltou a mostrar, em 2012, porque é o melhor piloto da F1 na atualidade

O último post de 2012 no World of Motorsport não é bem uma retrospectiva. É mais uma daquelas listas que elege os melhores da temporada. Para isso, peguei os mesmos quesitos do site Driver Database e comento aqui os meus vencedores, não só me limitando aos pilotos selecionados por eles. Além disso, em todas as categorias também entra um prêmio – digamos assim – para o melhor brasileiro. Vamos aos eleitos!

Johan Kristoffersson foi tão bem pela Audi, que chegou a ser pedido no DTM pelos torcedores

Johan Kristoffersson foi tão bem pela Audi, que chegou a ser pedido no DTM pelos torcedores

Revelação do ano: Johan Kristoffersson. Eu gosto de começar essa lista pelas revelações porque geralmente é um piloto pouco conhecido, mas dono de uma história muito boa. Em 2012, não foi diferente. O sueco Kristoffersson, de 24 anos, mostrou neste ano que pode se tornar um dos melhores pilotos de turismo da atualidade, quem sabe até mesmo se tornar um sucessor de Mattias Ekström.

Este ano, o sueco disputou três campeonatos: a Superstars Series (o principal campeonato de turismo da Itália), o Campeonato Escandinavo de Carros de Turismo (STCC) e a Porsche Cup da Escandinávia. Ganhou todos. Foram 42 corridas, com 17 vitórias, 27 pódios e nove pole-position. Para isso, derrotou nomes como Johnny Herbert, Vitantonio Liuzzi e Rickard Rydell.

Esse bom desempenho chamou a atenção da Audi, que o levou para participar de um treino do DTM no início do mês. No entanto, o piloto parece não ter agradado à montadora das quatro argolas e já anunciou que não negocia para participar do campeonato alemão, ao menos em 2013.

O principal problema para Kristoffersson é que assim como o surgimento foi muito rápido ele corre o risco de voltar a desaparecer no próximo ano. Resta saber se conseguirá aproveitar a boa fase e fechar alguns contratos vantajosos enquanto está em evidência.

No Brasil: Gabriel Casagrande. Dos muitos jovens pilotos que fizeram a transição para o automobilismo europeu de base em 2012, o paranaense não era um dos mais badalados. Pelo contrário, competindo pela equipe de Mark Burdett e enfrentando o encerramento das atividades da F-Renault UK, Casagrande tinha tudo para que os últimos 12 meses fossem jogados no lixo.

O piloto, no entanto, deu a volta por cima e se mostrou rapidamente um candidato às primeiras posições na F-Renault Norte-Europeia (NEC). Foram apenas dois pódios e uma primeira fila na largada, mas a certeza de que por uma equipe maior e sem um início de trabalho tumultuado poderia ter brigado por posições melhores.

Bruno Spengler ficou com o título do DTM ao vencer em Hockenheimring

Bruno Spengler ficou com o título do DTM ao vencer em Hockenheimring

Melhor pilotos de categorias de turismo: Bruno Spengler. Kristoffersson teve um desempenho muito bom em 2012, mas competiu por campeonatos de segundo escalão. Entre os grandes nomes do esporte a motor, Spengler foi quem levou a melhor.

Foi difícil decidir entre o piloto canadense da BMW e Brad Keselowski, da Nascar quem merecia o título aqui. Para escolher o premiado, levei em conta o que cada um fez na etapa decisiva de seus respectivos campeonatos. É verdade que Kese conquistou o título do certame americano apenas no seu terceiro ano completo na categoria, mas na corrida decisiva ele não foi bem.

O americano sofreu com uma estratégia errada nos boxes e só garantiu matematicamente a taça com o abandono de Jimmie Johnson. Mesmo assim, caso o rival tivesse continuado na prova, não havia risco de o piloto da Penske perder a taça, mas a última corrida não foi uma boa exibição.

Spengler, por outro lado, precisava vencer a etapa de Hockenheim para ficar com o título do DTM e foi justamente isso que aconteceu. O canadense segurou  Gary Paffett durante todas as últimas voltas daquela prova, para receber a bandeira quadriculada na frente e dar à BMW o primeiro título da montadora no retorno ao campeonato.

No Brasil: Nelsinho Piquet. Assim como definir o melhor piloto de turismo internacional, também foi difícil escolher um brasileiro para dar o prêmio. Afinal, além de Nelsinho, quem também um ano incrível foi Augusto Farfus, o primeiro representante do país a largar na pole e a vencer no DTM.

No entanto, Piquet teve conquistas mais expressivas em 2012, mesmo sendo um segundanista na Nascar Truck Series. O ex-piloto de F1 venceu na Nascar East, na Nationwide e duas vezes na própria Truck Series em circuitos ovais. Ele também se tornou o primeiro piloto estrangeiro a ter vencido tanto em circuito misto quanto oval na Nascar.

Sergio Sette Câmara venceu o torneio da IAME, o X30, na França

Sergio Sette Câmara venceu o torneio da IAME, o X30, na França

Melhor kartista: a definir.

No Brasil: Sérgio Sette Câmara. Em 2012, não teve um piloto de kart que tenha se destacado esmagadoramente. Nomes como Ólin Galli, Gustavo Myasava, João Vieira e até mesmo Gabriel Casagrande tiveram desempenhos muito bons, mas até mesmo pelo vasto número de torneios nacionais, não houve alguém que dominasse. Por isso, levo em conta títulos nessa hora. E Sette Câmara, correndo com chassi ART Grand Prix, venceu o mundial da fornecedora de motores IAME.

Luiz Razia fez uma etapa sensacional em Valência

Luiz Razia fez uma etapa sensacional em Valência

Surpresa do Ano: Luiz Razia. O que podemos dizer? Ninguém esperava que Luiz Razia fosse um candidato ao título da GP2, em um grid com nomes como Davide Valsecchi, Esteban Gutiérrez, Giedo van der Garde e até mesmo Felipe Nasr.

No entanto, o piloto baiano se mostrou focado durante toda a temporada e, com quatro vitórias, ficou com o vice do principal campeonato de acesso da F1. A taça só não veio porque ele acabou cometendo um erro na etapa de Monza, que acabou com qualquer chance de recuperação.

No mundo: Ryan Hunter-Reay. Aqui é preciso fazer uma inversão. Como Razia venceu o título principal de Surpresa do Ano, não faria sentido colocar mais um brasileiro. Por isso, escolho alguém que também surpreendeu em uma categoria internacional: Ryan Hunter-Reay. O americano venceu quatro vezes em 2012, bateu Will Power e se tornou o primeiro americano campeão da Indy desde Sam Hornish Jr.,em 2006.

Mesmo com os problemas, Sebastian Vettel foi campeão em Interlagos

Mesmo com os problemas, Sebastian Vettel foi campeão em Interlagos

Piloto de monopostos do ano: Sebastian Vettel. Eu gosto quando chega nessa parte da lista porque eu não preciso fazer um longo texto explicando a escolha pelo piloto alemão. Todo mundo já está cansado de saber os motivos de o piloto da Red Bull ser premiado, então eu posso ser breve aqui.

Talvez o único adversário de Vettel, em 2012, tenha sido Fernando Alonso, mas condecorar o espanhol não seria a melhor escolha. Além de ter encerrado o ano com o vice-campeonato, o piloto da Ferrari teve um desempenho pior que o de Felipe Massa nas duas últimas etapas da F1. Por isso, precisou de artimanhas da equipe italiana para ganhar posições, incluindo a do brasileiro. Portanto, não acho justo premiar um desfecho desses.

No Brasil: Luiz Razia e Helio Castroneves. Experientes em suas categorias, esses dois pilotos brigaram pelo título em 2012. Enquanto Razia foi uma surpresa na GP2, Castroneves se aproveitou do bom desempenho do carro da Penske e do motor Chevrolet para tentar desafiar Will Power e Ryan Hunter-Reay na Indy.

Com duas vitórias em 2012 – St. Pete e Edmonton –, Castroneves teve números muito parecidos com os que havia conquistado no seu auge na categoria, quando brigou pelo título nas últimas décadas. Dessa vez não deu, mas o reconhecimento está aí.

Antonio Félix da Costa dominou a World Series mesmo tendo estreado na quarta etapa

Antonio Félix da Costa dominou a World Series mesmo tendo estreado na quarta etapa

Novato do ano: António Félix da Costa. É difícil questionar o desempenho do piloto luso na World Series by Renault . Quando foi chamado para substituir Lewis Williamson no programa de jovens pilotos da Red Bull, o escocês estava na última posição do campeonato, sofrendo com um carro mal acertado, principalmente após uma pré-temporada muito mal feita.

Demorou cinco corridas para que Félix da Costa se encontrasse. Depois de um desempenho irregular nas primeiras etapas, o luso terminou em segundo lugar na corrida 2 de Silverstone. A partir daí, a história foi feita. Nas últimas cinco corridas do campeonato, o piloto venceu quatro e terminou a outra em segundo para mostrar que poderia ter disputado o título caso tivesse participado de todas as etapas da temporada.

O bom desempenho do português é ainda mais expressivo, já que a própria World Series by Renault foi vencida por um novato, Robin Frijns. No entanto, apesar de o holandês ter mostrado um desempenho excepcional, ele não teve a menor chance desde que Félix da Costa se juntou à categoria.

No Brasil: Augusto Farfus. Reconhecimento mais do que merecido para o segundo melhor piloto da BMW no DTM. ‘Ninho’, como é chamado pela esposa, conquistou duas pole-position em 2012 e se tornou o primeiro brasileiro a triunfar no certame, com a primeira colocação conquistada em Valência.

Piloto do ano: Sebastian Vettel. Acho que se havia alguma dúvida quanto ao desempenho do tricampeão da F1 em 2012 todas elas foram desfeitas com as quatro vitórias seguidas na temporada asiática e com as recuperações nos GPs de Abu Dhabi – quando largou em último – e do Brasil.

No Brasil: Nelsinho Piquet. É inegável que o ex-piloto da F1 fez história na Nascar com as conquistas de 2012. Agora é ver se ele va continuar marcando seu nome na categoria nos próximos anos.

Recapitulando:

Revelação: Johan Kristoffersson / Gabriel Casagrande
Piloto de turismo: Bruno Spengler / Nelsinho Piquet
Kartista: a definir/ Sergio Sette Câmara
Surpresa: Luiz Razia / Ryan Hunter-Reay
Piloto de monopostos: Sebastian Vettel / Luiz Razia e Helio Castroneves
Novato: António Félix da Costa/Augusto Farfus
Piloto do ano: Sebastian Vettel / Nelsinho Piquet

Concorda com a lista? E a sua, como seria?

2012 World of Motorsport Rookie of the Year

dezembro 28, 2012
Tal qual esta foto, Jean-Éric Vergne teve uma temporada com partes altas e partes baixas em 2012

Tal qual esta foto, Jean-Éric Vergne teve uma temporada com partes altas e partes baixas em 2012

Quando estreei o World of Motorsport, em 2010, uma das coisas que propus a fazer era criar um sistema de pontuação para analisar o desempenho dos pilotos novatos na F1. Como a principal categoria do automobilismo mundial não tem uma classificação à parte para os estreantes – assim como acontece nos esportes americanos – era necessário montar um método que pudesse ser usado em qualquer temporada.

Para poder avaliar os jovens pilotos do campeonato, decidi montar essa classificação. Assim, após cada GP do ano, pontuei os novatos no clássico esquema 10-6-4-3-2-1, além de dar bônus para cada ponto que marcassem no campeonato normal da Fórmula 1.

No primeiro ano, Vitaly Petrov – então na Lotus – superou Nico Hülkenberg e Kamui Kobayashi para terminar como novato do ano (você pode clicar aqui para ver como foi), enquanto no campeonato passado Paul Di Resta venceu Sergio Pérez e Pastor Maldonado. O post de 2011 está aqui.

Nesses dois anos, o número de estreantes na F1 foi grande, então o sistema razoavelmente deu certo. É claro que hoje podemos discutir o que aconteceu com Petrov e Di Resta e se de fato eram pilotos melhores que Hulk, Koba, Pérez e Maldonado. Entretanto, naquela época eles foram, como comprova o desempenho na pista.

Dessa vez, a F1 teve apenas dois novatos: Jean-Éric Vergne e Charles Pic. Um competindo pela Toro Rosso e o outro pela fraquíssima Marussia. Quer dizer, você não precisa chegar até o final deste post para saber que JEV teve um desempenho final melhor que o compatriota. Isso é óbvio.

Por isso, em 2012, é possível dizer que o sistema falhou pela primeira vez. É claro que Vergne resultados superiores aos de Pic, justamente por ter um carro muito melhor, e por isso o título de Novato do Ano é inquestionável.

Charles Pic passou despercebido por 2012, mas o desempenho do francês foi bom no geral

Charles Pic passou despercebido por 2012, mas o desempenho do francês foi bom no geral

Entretanto, a impressão que veio da pista é justamente a contrária. De uma forma geral, Pic andou melhor que Vergne se não levarmos em conta a limitação do equipamento. Embora tenha pontuado quatro vezes no ano, sempre com oitavos lugares, JEV chamou a atenção negativamente em dois momentos no campeonato. O primeiro, em Valência, ao se envolver em um acidente bobo com Heikki Kovalainen em plena ponte.

Esse incidente ainda tem um agravante, já que o francês estava disputando posições com um carro da Caterham. Em situações normais, seria inconcebível a Toro Rosso duelar com as equipes nanicas. O segundo ponto em que JEV pecou foi nos treinos classificatórios. Dos 20 disputados em 2012, ele foi eliminado no Q1 em nove oportunidades e só largou à frente de Ricciardo nos GPs da Espanha, Hungria, Bélgica e Estados Unidos.

Pic, por sua vez, foi um piloto que pouco errou em 2012. Por mais que ele não tivesse um bom ritmo de prova, foram poucas batidas ou rodadas. Na verdade, os seis abandonos do francês foram por causa de problemas mecânicos. O desempenho GP do Brasil, por fim, foi uma espécie de cereja do bolo. Em Interlagos, por muito pouco Pic não conseguiu segurar Vitaly Petrov para garantir o décimo lugar da Marussia no Mundial de Construtores.

Vale lembrar que Pic não tinha Kers, enquanto o adversário podia usar, além do artifício, também a asa traseira móvel.

Na comparação contra o companheiro de equipe, que completava o sexto ano na F1, Pic largou seis vezes na frente e superou o parceiro em sete resultados finais, incluindo o importante GP do Brasil. O ponto fraco do francês, no entanto, também veio nos treinos classificatórios, quando largou em último em três oportunidades.

Embora pouco signifiquem esses números relativos entre Pic e Glock são melhores que os apresentados por JEV contra Ricciardo.

Aliás, falando no australiano, cabe uma explicação de por que ele – nem Romain Grosjean – não disputou o título de Rookie of The Year em 2012. Ambos já tinham uma passagem pela F1, quando estouraram o número mínimo de provas para serem considerados novatos. De acordo com o sistema criado por mim, um piloto pode participar desta competição à parte desde que tenha estreado na categoria após a temporada europeia da F1 no ano anterior.

É por isso que Kamui Kobayashi foi considerado novato em 2010, mas Grosjean e Ricciardo não puderam repetir isso nesta temporada.

Indo às formalidades, Jean-Éric Vergne somou 200 pontos ao longo do campeonato para conquistar o prêmio de World of Motorsport Rookie of the Year de 2012. Pic, por sua vez, ficou com 136, finalizando na frente do compatriota em apenas quatro oportunidades.

Rookie of the Year:

Jean-Éric Vergne 200
Charles Pic 136

Indy 2012: 5 pessoas e o Mini conversível

abril 26, 2012

Que tipo de pessoa aluga um Mini?

Uma pequena história dos bastidores da Indy em São Paulo para começar os trabalhos aqui no Anhembi. Não é difícil fazer a previsão do tempo de São Paulo. Se um dia falarem para você que não vai chover, saiba que vai. Por outro lado, se falarem que vai chover, então se prepare para uma tempestade paulistana.

Dito isso, não é muito difícil saber se preparar. Na hora de sair de casa, é só levar algo como um agasalho, um guarda-chuva ou então um barco e está tudo resolvido.

Bom, não foi a situação dessa vez. Como é de praxe, o pessoal do Grande Prêmio – o site para o qual eu empresto minha força de trabalho – alugou um carro para fazer o translado entre a redação e o circuito do Anhembi.

O problema é que o carro alugado é um Mini conversível. Um carro sem capota em pelo temporal previsto para o final de semana da Indy. Como isso é possível? Agora imagine o desespero dos fotógrafos para tentar proteger câmeras e computadores!

Mas aí você, leitor atento, vai falar que o problema é resolvido se puxar a capota, certo? Errado! São cinco pessoas para caber dentro do Mini. Aliás, você já viu um Mini? É um carro para duas pessoas. O dono, óbvio, e a mulher que ele pegar por ter um desses carros. Pronto!

A empresa até fabricou o modelo com um banco de trás, mas teoricamente serve apenas por decoração. No entanto, colocamos três pessoas aqui sentadas no banco de trás de um Mini. Agora imagine um voo da Gol com todo aquele espaço para se esticar. O espaço é umas 100x menor! E tem gente aqui que conseguiria jogar basquete tranquilamente com o Justin Wilson.

Confesso a você  que eu nunca tinha andado antes em um Mini. O carro é sensacional, mas com cinco pessoas? Meu deus…

P.S.: caso você esteja por lá, ou pense em passar em alguns dias, dê um alô!

Sick – parte 2

abril 23, 2012

Stefano Coletti e o tradicional "perco a saúde, mas não perco a piada"

Mais uma vez uma doença me pegou em cheio. Aproveitei o final de semana para ir a um badalado restaurante aqui de Brasília, mas parece que eles erraram a mão em alguma coisa. Então, comi algo que não me caiu bem e passeis os últimos dias no banheiro vendo pedaços de mim saindo pela boca.

Sempre fico de mau-humor quando fico doente. Acho que é porque sou muito ansioso. Daí tenho milhões de planos para um dia, mas não consigo cumprir nenhum deles porque mal consigo sair da cama.

Por isso mesmo, nesses últimos dias não conseguir fazer posts aqui no blog. Só que para não deixar esse espaço abandonado, recomendo a você uma crônica que escrevi da última vez que adoeci de forma tensa. O texto não é um primor, mas tá valendo, basta clicar aqui para revê-lo.

Outro presente que deixo por aqui é a foto lá de cima, de Stefano Coletti. Confesso que invejo o bom humor do rapaz em pleno hospital. No ano passado, ele sofreu um grave acidente na etapa de Spa-Francorchamps da GP2, quando foi catapultado por Mikhail Aleshin. Depois de um check-up aqui e outro ali, além de uma fratura na perna, nosso amigo monegasco foi liberado para ter uma rotina razoavelmente normal, enquanto ficava em observação devido à cirurgia sofrida.

Pois bem, nesse meio tempo, alguns brothers de Coletti foram ao hospital e levaram videogame e até mesmo um lanche do McDonald’s para que o piloto começasse a voltar à rotina normal. No caso dele, deu certo e o monegasco até participou do Treino dos Novatos da F1, em Abu Dhabi, pela Toro Rosso. Bom, espero que por aqui as coisas também melhorem e eu possa tirar o atraso no blog nos próximos dias.

Agradeço a compreensão,
À gerência

2 anos de World of Motorsport

janeiro 1, 2012
World of Motorsport

World of Motorsport, porque qualidade nas imagens vem sempre em primeiro lugar

Nessas horas eu acho que estou ficando velho. Hoje, dia 1º de janeiro, meu blog, o World of Motorsport – também conhecido como este site que você está lendo – completa dois anos de idade.

É curioso que para comemorar essa data, o post de hoje não fala diretamente sobre o automobilismo. Aliás, essa é a única vez no ano que isso acontece. Hoje o assunto é o blog mesmo.

Aproveito essa data para anunciar que encerro as atividades por aqui. Cansei do automobilismo, vou começar a cobrir o futebol para trabalhar na Copa de 2014. Valeu a audiência, e a gente se vê por aí!

Ok, não é nada disso. Em 2012 o blog segue firme e forte falando sobre os principais campeonatos do mundo como a F-Renault Europeia, a Toyota Racing Series, a F4 Francesa, e a BMW Talent Cup, entre outros. E também sobre torneios menos importantes como a F1, a Nascar e a Indy.

Na verdade, eu espero conseguir fazer tudo isso em 2012, já que, se os maias estiverem certos, o mundo acaba em dezembro. Então não vou ter outra chance.

Por exemplo, uma dessas metas para 2012 é voltar à marca de posts diários, no mínimo. Esse ano não deu. Dessa vez foram 322 posts em 365 dias. O problema mesmo foi em novembro, quando a coisa desandou. Não por preguiça minha, juro, mas pela agenda cheia.

Como eu me formei em dezembro, tinha que fazer a monografia. Aí entrei naquela rotina de escrever até cair de sono, dormir quatro ou cinco horas por dia e acordar cedo para a aula de manhã. Depois, claro, trabalho até o fim do dia e mais monografia. Então cada hora que eu usasse para o blog estaria desperdiçando do trabalho final, por isso em alguns momentos não deu para conciliar tudo. No final, foi uma grande época, mas fico feliz que tenha terminado.

Só que em 2011 também houve algumas boas notícias. Por exemplo, em relação ao primeiro ano do blog a audiência por aqui aumentou em 1816% (uau, devo ter errado na conta, mas a fórmula – matemática – que eu achei deu isso). Alguns posts também deram aquele orgulhozinho de terem sido publicados. Só para citar alguns, teve aquele sobre a vitória do Vinícius Perdigão em Sebring – e ninguém mais lembra dele –, o título inédito que o Fábio Gamberini poderia ganhar na Espanha (e não venceu), a lista com todos os pilotos brasileiros no exterior e, depois, as vitórias de cada um.

Teve também recentemente uma notícia que saiu da Lada voltando ao WTCC. O leitor aqui do World of Motorsport ficou sabendo pelo menos dois dias antes que o restante do mundo (e a possibilidade levantada meses antes), quando a Autosport publicou a mesma coisa (buscamos na mesma fonte, provavelmente). É esse tipo de fato que comprova a qualidade das informações e o embasamento das opiniões expressas por aqui. Ah, teve também o especial sobre o título do Felipe Nasr na F3 Inglesa, que também merece destaque.

Em 2012, planejo fazer algumas mudanças por aqui, colocar algumas ideias em prática, para que a lista de posts dos quais possa me orgulhar possa aumentar no ano que vem.

Então, apenas relembrando, a cada dia você pode encontrar um novo post por aqui. Aí até é legal que no texto do dia em que o mundo acabar, quando eu falar sobre os que deram algum orgulho de publicar, até rola fazer uma checklist de quais você se lembra. Ou não.

Os melhores de 2011

dezembro 31, 2011
Red Bull

Chegou a hora de eleger quem foram os melhores de 2011

O último post de 2011 no World of Motorsport não é bem uma retrospectiva. É mais uma daquelas listas que elege os melhores da temporada. Para isso, peguei os mesmos quesitos do site Driver Database e comento aqui os meus vencedores, não só me limitando aos pilotos selecionados por eles. Além disso, em todas as categorias também entra um prêmio – digamos assim – para o melhor brasileiro. Vamos aos eleitos!

Guilherme Silva

Guilherme Silva chegou a liderar a F-Futuro e a F3 Sudamericana ao mesmo tempo em 2011

Revelação do ano: Richie Stanaway. Ao contrário do último ano, 2011 foi marcado pelo surgimento de uma série de jovens pilotos nas mais diversas categorias. Gente como JR Hildebrand, Maverick Viñales, Mitch Evans e Pietro Fantin apareceram muito bem onde competiram e logo ganharam destaque nos seus campeonatos.

Apesar disso, nenhum desses levantou uma taça ao longo do ano, Stanaway, sim. O neozelandês de 20 anos trocou o país da Oceania pela Alemanha em 2009 – uma mudança deveras incomum para falar a verdade – e desde então não parou mais de vencer. Título da ADAC Masters em 2010 e da F3 Alemã neste ano.

Na F3, venceu 13 corridas e terminou o campeonato com uma vantagem de 55 pontos para Marco Sorensen, o vice-campeão. Você pensa que parou por aí? Que nada. Richie estreou na GP3 pela Lotus ART para substituir o brasileiro Pedro Nunes, nas duas últimas rodadas de 2011, e logo no debute – em Spa-Francorchamps – venceu a corrida curta. Fora isso, dominou o treino dos campeões da World Series by Renault e só não teve um ano inteiramente positivo porque se envolveu no acidente da largada em Macau.

Richie Stanaway assumiu o posto de jovem piloto neozelandês mais badalado, superando Mitch Evans, protegido de Mark Webber. Existe a possibilidade de o piloto competir na World Series by Renault em 2012 ao lado de Felipe Nasr e Valtteri Bottas. Se isso acontecer, vai ser um ano sensacional.

No Brasil: Guilherme Silva. Campeão da F-Futuro e terceiro colocado da F3 Sudamericana, mesmo tendo competindo em apenas pouco mais da metade das corridas, o mineiro foi extremamente regular em ambos os campeonatos e se tornou um dos poucos pilotos de qualidade revelados correndo apenas no Brasil no início da carreira.

Martin Tomcyzk

Martin Tomcyzk calou os críticos ao vencer no DTM mesmo com um equipamento defasado

Melhor piloto de categorias de turismo: Martin Tomczyk. Ok, mais uma decisão difícil. Cacá Bueno venceu a Stock Car e Trofeo Linea com um pé nas costas, Tony Stewart foi tricampeão da Nascar ao ganhar 50% das corridas do Chase e Sébastien Loeb obteve um inédito octacampeonato no WRC. Todos tiveram bons motivos para comemorar, mas o grande nome do ano foi Tomczyk.

Mesmo rebaixado da equipe oficial da Audi no DTM, o alemão subiu ao pódio em oito das dez etapas do ano – e venceu quatro delas – para conquistar o primeiro título na categoria. Para isso, o germânico deixou para trás nomes como Bruno Spengler, Timo Scheider e Mattias Ekström. Agora Tomczyk trocou a Audi pela BMW no DTM em 2012.

No Brasil: Cacá Bueno. Thiago Camilo foi campeão do Brasileiro de Marcas e começou a Stock Car muito forte, mas na hora que valia o título, Cacá foi melhor. O piloto da Red Bull foi pole-position em todas as corridas dos playoffs, venceu uma e garantiu a taça com certa facilidade. De quebra, ainda conquistou o Trofeo Linea por antecipação. Valdeno Brito merece uma menção horrorosa honrosa por ter vencido 12 vezes entre GT Brasil (onde foi campeão), Brasileiro de Marcas e Stock Car.

Thiago Vivacqua

Thiago Vivacqua venceu uma competição de kart na pista da família Schumacher

Melhor kartista: Nyck de Vries. Não acompanho o kartismo, por isso vou levar em contas os títulos. Campeão mundial na categoria KF1, De Vries fica com o prêmio. Agora a expectativa é ver como o piloto da McLaren fará a transição para os monopostos.

No Brasil: Thiago Vivacqua foi o principal nome. Quero dizer, entre os brasileiros, já que as principais conquistas do carioca aconteceram na Europa, como a vitória na Ciao Thomas, em Kerpen, quando venceu Dennis Olsen, entre outros. Tanto é que o garoto foi contratado pra substituir De Vries entre os pilotos da Chiesa Corse.

Dan Wheldon 500 Milhas de Indianápolis

Ninguém poderia imaginar um final de prova desse jeito em Indianápolis

Surpresa do ano: Dan Wheldon. Quem vê o resultado da F1 e da Indy – com Sebastian Vettel, Dario Franchitti e Will Power na frente – pode achar que 2011 seguiu à risca de premiar os favoritos. Isso é um engano. Martin Tomczyk, Tony Stewart, Sebastian Ogier, Nasser Al-Attiyah e Stefan Bradl são alguns exemplo de quem nem sempre o nome óbvio venceu – ainda que Ogier tenha ficado com o vice no WRC.

Apesar disso, não tem como negar que Dan Wheldon foi o dono do resultado mais inesperado do ano. Antes da última curva da Indy 500, o inglês já era considerado um piloto decadente, que dava sinais claros de fim de carreira: teve filhos e foi dispensado da equipe (Panther) onde era ídolo. Assim mesmo, Wheldon pilotou como nunca em Indianápolis e parecia que ia terminar em segundo como sempre.

Aí JR Hildebrand acertou o muro e o inglês estava no lugar certo e na hora certa para garantir o bicampeonato na tradicional prova, de forma surpreendente.

Acho que Wheldon tinha um pouco de Felipe Massa até 2010. Estava em baixa e parecia correr apenas por comodismo. Ia bater o ponto na Panther e voltava para casa para brincar com os filhos. O piloto precisou ser demitido da equipe para dar aquela chacoalhada e conseguir voltar motivado na 500. Motivação, essa, que ele tinha em Las Vegas, onde poderia ganhar US$ 5 milhões, caso vencesse a corrida largando em último. O resto da história todo mundo conhece. E Wheldon protagonizou um dos momentos mais tristes do automobilismo em 2011.

No Brasil: Fábio Gamberini. O título da F3 Espanhola na categoria Copa e tendo brigado pelo histórico título na divisão principal deixou o paulista no radar das grandes equipes das categorias de base, depois de passar longe até então. Lucas Foresti, por ter começado forte a temporada da F3 Inglesa, e Luir Miranda também merecem menções horrorosas honrosas.

Felipe Nasr

Felipe Nasr se tornou o 12º brasileiro a vencer a F3 Inglesa

Piloto de monopostos do ano: Sebastian Vettel. Essa foi fácil. Recorde de bicampeão mais jovem da história da F1, maior número de pole-position em um ano, título conquistado com quatro rodadas de antecipação e total domínio do campeonato, terminando com 11 vitórias. Alguém discorda que o alemão da Red Bull foi o melhor do ano em 2011?

No Brasil: Felipe Nasr. Outro eleito já esperado. Com o título da F3 Inglesa conquistado com duas rodadas de antecedência, tendo sido dominante ao longo do ano e terminando a etapa de Macau com a segunda posição, o brasiliense foi o principal piloto dos países nos monopostos. Tony Kanaan também merece ser lembrado. Já na F1…

Pietro Fittipaldi

Pietro Fittipaldi conquistou o primeiro título brasileiro na Nascar

Novato do ano: Richie Stanaway e Marc Márquez. Aqui fica um empate. Stanaway nem parecia que debutava na F3 com o título da F3 Alemã, enquanto Márquez fez o primeiro ano na Moto2.

Na realidade, o início do catalão foi bastante complicado. Com erros nas primeiras três corridas, Márquez só foi pontuar na quarta etapa, na França. Você pode imaginar que o espanhol terminou a corrida na rabeira do top-10, ainda se acostumando a motos mais potentes certo? Que nada! O garoto ganhou em Le Mans antes de obter mais sete vitórias ao longo do ano e terminando todas menos uma etapa no pódio.

Márquez se aproximou de Stefan Bradl na tabela de pontos, mas um acidente bobo com Ratthapark Wilairot nas etapas finais deixou-o de fora das últimas duas corridas. Pior. Até hoje o garoto vê dobrado por conta da batida e, ainda que a recuperação seja uma certeza, esse problema de saúde recorrente ao longo da carreira pode fazer com que o sucessor de Jorge Lorenzo e Casey Stoner não tenha tempo para chegar ao estrelato da MotoGP.

No Brasil: Pietro Fittipaldi. O neto de Emerson conquistou o primeiro título de um brasileiro na Nascar, ao correr na Limited Late Models em Hickory. Clicando aqui, eu explico qual exatamente é essa categoria em que ele correu e, aqui, as expectativas para 2012. Luir Miranda, Guilherme Silva e Victor Franzoni, além de Pietro Fantin, mostraram que o Brasil tem uma geração muito forte sendo formada nos monopostos.

Sebastian Vettel

Senhoras e senhores, Sebastian Vettel é o piloto do ano de 2011

Piloto do ano: Sebastian Vettel, como já era esperado.

No Brasil: Felipe Nasr.

Recapitulando:

Revelação: Richie Stanaway / Guilherme Silva
Piloto de turismo: Martin Tomczyk / Cacá Bueno
Kartista: Nyck de Vries / Thiago Vivacqua
Surpresa: Dan Wheldon / Fábio Gamberini
Piloto de monopostos: Sebastian Vettel / Felipe Nasr
Novato: Richie Stanaway e Marc Márquez / Pietro Fittipaldi
Piloto do ano: Sebastian Vettel / Felipe Nasr

Concorda com a lista? E a sua, como seria?

Quem já foi campeão em pleno aniversário?

setembro 30, 2011
Kimi Raikkonen birthday

Kimi Raikkonen já fez anivesário e também já foi campeão, mas não no mesmo dia

Enfim chegamos ao dia mais importante do ano. Como todos deveriam saber – absurdo que isso não seja ensinado nas escolas – o dia 30 de setembro, essa sexta-feira, é meu aniversário. É uma pena que hoje não seja feriado mundial, mas a vida continua e eu vou ter que trabalhar logo mais.

Não me entenda mal, não estou reclamando de ter um dia cheio. Isso é comum, na verdade. Muita gente é obrigada a trabalhar no dia do aniversário. Principalmente pilotos. Imagina como seria se o Paul Di Resta se negasse a correr porque preferiu passar o dia em St. Tropez ou em Ibiza?

Só que alguns desses atletas foram bem recompensados. Ano passado, fiz um post falando sobre os pilotos que já venceram corrida exatamente no dia do aniversário. Ficou bem legal e você pode clicar aqui para lembrar quem são eles.

Agora em 2011 vou um pouco mais além. Alguns pilotos não só foram obrigados a competir no dia do aniversário como estavam disputando campeonato. E nada melhor que um título para comemorar um novo ano de vida.

Se vencer corrida no dia do aniversário já é algo difícil, imagina vencer um campeonato. Salvo torneios de inverno ou de pré-temporada, que ocorrem em janeiro e fevereiro, apenas os nascidos entre agosto e novembro são capazes de ser campeão na data do aniversário, obviamente por conta do calendário das categorias. (Ok, Schumacher foi campeão da F1 em abril julho, mas isso foi exceção).

Além de ter nascido na época certa do ano, para comemorar o aniversário com o título, o piloto precisa que tenha corrida justamente no final de semana em que fica mais velho. Fora isso, ele tem que estar em uma equipe top com chances de conquista. Portanto, uma combinação terrível para acontecer.

Harry Vaulkhard

Harry Vaulkhard foi campeão da Copa Seat no dia que completou 22 anos de idade

Mas até onde eu pude pesquisar essa combinação aconteceu duas vezes já. Ambas com pilotos ingleses, por coincidência. Em 2007, Harry Vaulkhard completava 22 anos de idade no dia 14 de outubro. Nessa mesma data, a Copa SEAT realizava a etapa de Thruxton. Harry venceu a corrida (!) e, de quebra, garantiu o título da categoria. O primeiro e único da carreira desde que deixou o motocross (onde não venceu nada).

Com o presentão, digo, a conquista, Vaulkhard conseguiu subir para o BTCC na temporada seguinte, onde ficou até 2009. Conquistou duas pole-position e um quinto lugar como melhor resultado. Depois, tentou o WTCC em 2010, quando saiu no meio da temporada sem dinheiro após um décimo lugar, em Monza.

O outro campeão é um pouco mais conhecido, Martin Plowman, atual piloto da AFS/Sam Schmidt na Indy. No dia 3 de outubro de 2003, quando completava 16 anos de idade, Plowman venceu o campeonato francês de Fórmula A (no kart), se tornando o mais jovem piloto a conseguir o feito.  A conquista garantiu o britânico ser escolhido pela equipe de Alex Zanardi, uma das principais do kartismo, que hoje conta com Nyck de Vries, por exemplo, para a disputa do mundial no ano seguinte.

Entre as grandes categorias, Kimi Raikkonen foi quem chegou mais perto de ser campeão no aniversário. O finlandês nasceu no dia 17 de outubro de 1979 e, a conhecer o temperamento que ele desenvolveu, deve ter sido um bebê prematuro. Digo isso sem qualquer base cientifica, mas caso ele tivesse ficado no útero da sra. Paula Raikkonen por mais quatro dias – e nascido dia 21 – o nórdico entraria para a lista dos campeões aniversariantes.

Em 21 de outubro de 2007, quatro dias após completar 28 anos, Kimi chegou a Interlagos com uma desvantagem de três pontos para Fernando Alonso e sete para Lewis Hamilton. Como a história conta, Hamilton errou feio (que novidade) na largada e caiu uma série de posições e Alonso, por sua vez, fez uma burocrática corrida atípica para os padrões do asturiano. Felipe Massa liderou boa parte da prova antes de entregar a ponta ao companheiro da Ferrari, que conquistou o primeiro e único título da carreira na F1.

Para comemorar, o finlandês chamou todos os amigos dele para encher a cara em um hotel de São Paulo, onde ficou bêbado na companhia do garçom apenas, assistindo a um jogo do campeonato brasileiro de futebol. Ok, essa parte é ficção, mas não acho que tenha sido tão distante da realidade.

Spencer Pigot

Spencer Pigot não foi campeão no seu aniversário, mas no meu aniversário

Por fim, o dia 30 de setembro também teve um campeão, mas que não nasceu nesse dia. No meu aniversário do ano passado, a Skip Barber resolveu celebrar essa data tão importante realizando uma etapa em uma incomum quinta-feira (quem correm em quinta-feira?) em Road Atlanta.

Spencer Pigot precisava da pole-position e da vitória para conquistar o título com uma prova de antecipação e deu certo. O americano foi o mais rápido no treino classificatório e venceu de ponta a ponta para levantar a taça no meu aniversário. Obviamente, o karma foi positivo e Spencer assinou com a Andretti, onde competiu na USF2000 neste ano. Mas, é claro que o karma não parou por aí, e ele venceu por dois anos seguidos o prêmio Team USA, que é dado aos pilotos americanos mais promissores, que ganham bolsas para competir na F-Ford na Inglaterra.

Features

agosto 17, 2011
Link

Falei para um amigo que queria colocar mais Links no meu blog e ele sugeriu que eu começasse com essa imagem. Vai entender...

Quero dividir com você algo especial que aconteceu comigo. Nesta semana, recebi férias do trabalho o que é algo extremamente raro levando em conta que o automobilismo não para em momento algum.

Por isso, vou destinar um tempo para atualizar a barra da direita do blog, onde contém os links e etc. Assim, peço a sua ajuda para saber o que devo colocar lá.  Para isso, basta responder algumas questões básicas:

1)      Quais links você tem interesse que eu coloque ali? A lista de sites das equipes da F1? Dos pilotos da F1? Das principais categorias do mundo?

2)      Tem algum blog que você acompanha, considera interessante e acha que eu deva acrescentar ali?

3)      Eu vou criar uma página com o arquivo do blog, reunindo os links para os melhores posts. Desde que eu comecei o blog no início do ano passado, foram mais de 600 postagens. Imagino que ninguém lembre todos eles de cor. Assim, dos que você se lembra, qual você acha que pode ir para o arquivo?

Nesse caso, você não precisa ser específico na hora de responder. Pode ser o que você se lembra do post, algum trecho ou o assunto em si, que eu procuro e coloco lá. ‘Nenhum’ também é uma resposta válida.

Bom, agradeço a paciência e a ajuda de quem puder responder!

P.S.: se você tiver alguma outra sugestão fora das perguntas acima, pode escrever aí embaixo também!

1 ano de World of Motorsport

janeiro 1, 2011

World of Motorsport

É dia de comemorar um ano de World of Motorsport!

Neste primeiro dia de 2011, o World of Motorsport, este blog, completa um ano de existência. Data curiosa não? Se uma das minhas resoluções de ano novo, para 2010, tivesse sido criar um blog, eu diria que não perdi tempo.

Mas não foi nenhuma promessa. Na verdade, no início eu nem sabia o que escrever aqui. Quem pegar os três posts da estreia – F-Renault em 2009, mulheres no automobilismo e o retorno de Schumacher – vai perceber que a linha seguida foi a de analisar os acontecimentos. No entanto, diante da esperada falta de assunto no início do ano, o mês de janeiro todo foi feito praticamente com notícias factuais com a “cobertura”, digamos assim, do Dakar, do Toyota Racing Series e do F3 Brazil Open.

Ao menos, durante o ano deu para adaptar melhor o conteúdo daqui. Para isso, algumas séries foram criadas, eu aponto três delas como exemplo de certo sucesso: números da F1, os preview da F1 e a coluna da Nascar, ainda que essa tenha estreado somente nos últimos meses.

Por outro lado, teve alguns grandes fracassos. Uma das ideias iniciais era que toda segunda-feira eu comentasse ainda que brevemente o que acontecera nas categorias ao redor do mundo, salvo aquelas que ganhavam posts exclusivos. Eu cumpri isso duas ou três vezes, confesso. Mas a verdade é que não dá para falar de tudo. Chegava segunda-feira, eu tinha todo o material separado, mas era algo interminável. Não deu, paciência.

Outra série que não deu certo foi a Indy Fast Facts, que passava rápidas informações, como o nome diz, sobre como havia sido a prova da Indy do final de semana. Aqui não sei qual foi o problema, mas o índice de leitura foi baixíssimo.

Todas essas séries foram criadas para cumprir o objetivo inicial do blog, que era ter posts interessantes sobre o automobilismo em todos os dias do ano. A melhor parte é dizer que eu consegui atingir essa meta. Como a parte do “interessante” é algo subjetivo, eu analiso somente pelas estatísticas. Foram 383 posts nos 365 dias de 2010, sendo que não houve compensação – entrando dois em um dia e nenhum em outro. Rigorosamente um por dia, no mínimo.

E eu acho que esse foi o sucesso do blog. Imagino que todo mundo conheça milhões de exemplos de blogs que depois de começar, ficaram meses sem atualização, ou entravam aqueles posts burocráticos – isso quando são feitos – só para não deixar a página morrer. Para isso não acontecer aqui, acredito que essa rigidez de todo dia ter que entrar alguma coisa foi a responsável não só pela sobrevivência deste espaço como também por todo crescimento ao longo do ano.

E olha que dá trabalho (e creio que todo mundo fala isso). Vou dar um exemplo bem legal. Sexta-feira é um dia terrível. Todo mundo ama sexta, eu odeio. Em um dia normal, eu vou à universidade de manhã e saio de lá cerca de duas horas antes de o expediente começar. Fácil né? Para quem não passa uma hora dentro de um ônibus e ainda tem que ir almoçar antes de chegar em casa, deve ser.

Aí tem o trabalho. Normal, todo mundo trabalha. Mas o expediente não termina quando acaba. É incrível isso. Terminou o dia, tá todo mundo liberado, mas o treino da Nascar Sprint Cup está rolando. E lá vou eu fazer o texto do treino. Beleza, ainda tá cedo. E quem disse que acabou? Ainda tem a corrida da Nascar Truck Series e, obviamente, também o texto com a história da prova. Depois de tudo isso eu posso enfim aproveitar a minha vida social, antes do pequeno detalhe de acordar cedo no sábado para voltar ao trabalho. Peraí. Esqueci uma coisa. Tem o blog. E, em algum momento entre tudo isso, lá vou eu escrever o texto interessante para entrar aqui.

Apesar de tudo, deu certo. Tenho noção que um monte de gente me xingou por ter furado às sextas-feiras, ou por ter cortado a noite pela metade pra ir dormir antes de trabalhar. Aí a culpa é minha mesmo.

Por fim, acho que o World of Motorsport cumpriu as expectativas. Primeiro, ele inovou. Muitas histórias escritas aqui não foram postadas em nenhum outro lugar, além de fontes tão obscuras quanto este próprio blog. E segundo, conseguiu atingir a meta mais otimista de audiência. Ao longo do ano, a expectativa final de acessos foi recalculada em algumas oportunidades e fico satisfeito ao ver que a última dessas metas estabelecidas foi a mais alta dentre todas e atingida em cheio.

Para 2011, vou tentar manter esse ritmo de um post por dia enquanto der. Já falei o quanto odeio sexta-feira e espero não passar a detestar outros dias da semana. Aproveito a oportunidade para agradecer a todos que passam por aqui e convido novamente a novas visitas.


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