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F1 contra os aspones

setembro 1, 2011
Nico Hulkenberg

Com a efetivação de Daniel Ricciardo, Nico Hulkenberg é o único piloto reserva que treina na F1

A FIA está trabalhando intensamente para eliminar a função de aspone na F1. Caso você não faça ideia do que estou falando, essa é a vaga de piloto reserva ou piloto de testes – como quiser chamar – que, caso você não faça parte da Force India ou da Toro Rosso, sua tarefa é somente viajar a lugares como Mônaco e Cingapura, enquanto finge que participa atentamente de reuniões de avaliação da telemetria.

Depois de anunciar o retorno dos testes no meio da temporada – com uma única sessão em Mugello –, a entidade quer transformar os dois treinos livres de 1h30 em três atividades de 1h às sextas-feiras de GP. Em uma delas, apenas novatos e pilotos reservas poderiam participar.

A medida é positiva por dois bons motivos. O primeiro, óbvio, dá quilometragem a jovens pilotos na F1, o que acaba forçando a renovação do grid da categoria.

Entre 2004 e 2006 a categoria teve uma regra similar, que permitia às equipes que não terminaram a temporada anterior nas quatro primeiras colocações inscrever um carro extra para os treinos livres de sexta-feira. Nessa época, Anthony Davidson, Timo Glock, Robert Doornbos, Vitantonio Liuzzi, Scott Speed, Sakon Yamamoto, Franck Montagny, Robert Kubica, Sebastian Vettel, Markus Winkelhock e Adrian Sutil primeiro tiveram oportunidades nos treinos livres antes de conseguir uma vaga de titular na F1.

Embora a lista acima tenha alguns pagantes, muita gente impressionou na pista e por isso ganhou a vaga de titular da respectiva equipe. Kubica e Vettel, evidentemente, são os melhores exemplos, embora Glock, Doornbos e Davidson não tenham decepcionado nessa primeira oportunidade.

Sebastian Vettel

Sebastian Vettel chamou a atenção da F1 durante os treinos livres pré-GPs

O segundo motivo é acabar com o marasmo dos treinos livres da F1. Caso você seja como eu e só acompanha os treinos livres do GP da Austrália porque abrem a temporada e acontecem no início da noite da quinta-feira, saiba que isso é exceção. No primeiro GP do ano, as equipes querem usar o maior tempo possível da pista para fazer as últimas verificações no carro, além de trabalhar um ou outro novo componente desenvolvido entre o final da pré-temporada e o início do campeonato. No restante do ano, naqueles treinos que começam às 4h da manhã aqui no Brasil, ninguém vai à pista nos primeiros 50 minutos. Ok, exagerei um pouco, mas é assim que normalmente acontece.

Por outro lado, há quem discuta se a sexta-feira é o melhor dia para os novatos irem à pista. Como as equipes estão se preparando para a corrida do domingo, as equipes podem exigir que os reservas cumpram o programa de verificação de componentes – como pneus, e atualizações – nesse tempo de pista. Algo típico para um treino livre. O problema é que essas tarefas podem causar ruído em termos de desempenho.

No treino dos novatos de 2010, por exemplo, Jules Bianchi, com a Ferrari, terminou o primeiro dia de atividades atrás do carro da Hispania. Algo completamente surreal. É óbvio, claro, que o francês estava em uma configuração diferente de acerto, que não visava exclusivamente o tempo de volta. Aí algum novato pode se aproveitar para fazer voltas com pouco combustível e pneus macios – chamando a atenção de todos – enquanto as demais equipes se concentram em fazer acertos no equipamento.

A alternativa seria realizar esse treino na segunda-feira, após o GP, aproveitando que toda a logística da F1 já está instalada na pista. No entanto, é muito mais barato realizar o treino na sexta-feira que alugar todo o espaço do autódromo, manter circuitos de rua montados e pagar hospedagem para toda a equipe por mais um dia.

Embora o formato dos treinos ainda não esteja definido, a FIA sabe que precisa revitalizar a função do piloto reserva. Nesses anos sem treinos, (e sem contar a Toro Rosso) a média de idade do grid da F1 aumentou consideravelmente com a presença de piloto cada vez mais experientes como Pedro de la Rosa, Michael Schumacher, Rubens Barrichello, Jarno Trulli e Nick Heidfeld.

Assim, sem renovação, os jovens pilotos acabavam se acotovelando em funções aspônicas ou em trabalhos como piloto da Pirelli, que, embora seja uma vaga rica para o currículo dos atletas, não é o sonho de ninguém. Se essas promessas não se firmam na categoria, a F1 ainda não chega a temer uma possível concorrência de outros certames, mas nunca é ruim lembrar que a Indy está em crescimento, a Nascar está cada vez mais atrativa e as categorias de turismo e endurance tanto regionais como mundiais ganham cada vez mais espaço.

ARCA inicia 2011 com testes em Daytona

janeiro 10, 2011

 

Miguel Paludo

Miguel Paludo já participou de uma corrida da ARCA. Foi em 2010, no Kansas

Nesta segunda-feira, dia 10, faço uma exceção à coluna da Nascar para escrever sobre a ARCA. Mas como o assunto também aborda alguns pontos da principal categoria do turismo americano, não terá problema essa substituição.

A partir desta terça-feira, a ARCA vai realizar três dias de testes coletivos em Daytona para que equipes e pilotos possam se preparar para a corrida de abertura da temporada da categoria, no mês de fevereiro.

Como a Nascar exige que os pilotos inscritos para as corridas em super-ovais – Daytona e Talladega – tenham uma aprovação especial, uma das formas de conseguir essa permissão é participar da prova da ARCA no oval da Flórida. Por isso, esse teste ganha importância.

Sendo direto, o fato mais relevante desses treinos será a presença de Miguel Paludo. Ao menos para nós, brasileiros. O piloto vai correr em um carro preparado pela equipe Red Horse, a mesma para quem irá disputar a Truck Series, e seguirá o mesmo caminho feito por Nelsinho Piquet em 2010. Para quem não se lembra, o ex-piloto de F1 participou dos treinos e da corrida da ARCA – quando foi bastante criticado por se envolver em um acidente com Danica Patrick – antes de estrear na Nascar e terminar em sexto lugar.

 

Bobby Dale Earnhardt

Mais um Earnhardt se aventura no turismo americano. Agora é a vez de Bobby Dale Earnhardt

Paludo, aliás, não é o único piloto vindo da Nascar East a participar do treino. Além dele, Kevin Swindell, Ty Dillon e Jake Crum também vão participar da atividade. Entre todos, Crum é o menos relevante. Em 2010, fez duas corridas na East Series, brigou por TOP 10 e só. Vai testar pela Hixson Motorsport de importância também questionável.

Ty Dillon é neto de Richard Childress e vai competir pela equipe do avô. O irmão de Austin Dillon, da Truck Series, venceu as duas últimas corridas da ARCA na temporada passada e é o favorito ao título deste ano. Nesta segunda, em Daytona, foi confirmado, ao lado de Tim George Jr, pelo avô-patrão como piloto da equipe na briga pelo título da temporada 2011 da categoria.

Se Dillon já é certo, Swindell é um que ainda busca aonde correr. No último ano, o piloto participou da Nascar East e mesmo competindo por uma equipe mais fraca, a Baker-Curb, chamou a atenção ao conquistar algumas pole-positions e encerrar o ano na sétima posição. Em Daytona, estará testando para a tradicional equipe de Eddie Sharp. Ainda que os dois lados se unam em futuras corridas, Kevin não deve correr a temporada completa da categoria.

Ao lado do piloto, estará Jason Bowles, experiente piloto da Nascar West, que busca alcançar a Nationwide. Com a dupla da Eddie Sharp – ao menos para os treinos – confirmada, a ausência mais sentida é a de Brandon McReynolds, filho do comentarista Larry McReynolds. Era esperado que o piloto competisse durante toda a temporada 2011 da ARCA, mas estando fora da lista, as chances de confirmação para a corrida, assim como para o ano, diminuem. Outro de fora, mas que persegue uma vaga na Nascar, é Steve Arpin.

Além desses pilotos, os testes da ARCA servem para ver o que os confirmados para a temporada 2011 podem fazer. Só que no quesito testar a habilidade, outra figura conhecida chama a atenção entre os 60 inscritos: Milka Duno. A venezuelana vai participar tanto do treino quando da corrida pela equipe de Patrick Sheltra, atual campeão da categoria.

Por fim, mas não menos importante, um nome bem conhecido da Nascar estará na pista: Earnhardt. É Bobby Dale Earnhardt, neto do heptacampeão e filho de Kerry. Certamente é mais um que apenas se aproveita do sobrenome famoso, mas, que assim como o pai, não dispõe de muito talento.

Dois brasileiros confirmados nos testes de novatos da F1

outubro 30, 2010

 

Andy Soucek na Williams

Campeão da F2, Andy Soucek foi um dos destaques do treino de novatos de 2009, pela Williams. O espanhol, no entanto, no conseguiu se firmar na F1

Quando o calendário da  F1 terminar em Abu Dhabi, a contagem regressiva para o início da temporada 2011 irá começar. Antes de os consagrados pilotos retornarem às pistas, será a vez de uma série de novatos – ainda no Oriente Médio – a testar os carros da F1. Desde o ano passado, a F1 instituiu três dias de treinos no fim da temporada com a participação exclusiva de pilotos que nunca disputaram um GP.

Com a proibição dos testes, essa foi a forma que a FIA encontrou para que as equipes pudessem dar uma chance a novos pilotos a guiarem um carro de F1. Se tomarmos a atividade de 2009 como exemplo, podemos dizer que foi um sucesso. Se por um lado ninguém conseguiu garantir um lugar no grid exclusivamente pelo desempenho na atividade, vários pilotos conseguiram fazer uma boa imagem na categoria principal.

O melhor exemplo de quem aproveitou a chance é Paul Di Resta. O britânico conseguiu a vaga de piloto de testes na Force India – disputada contra J.R. Hildebrand – e é especulado como titular da equipe na próxima temporada. Daniel Ricciardo, da Red Bull, foi outro que impressionou, embora apenas tenha matido o status de piloto reserva dos taurinos na atual temporada. Por fim, Nico Hulkenberg e Lucas Di Grassi participaram da sessão, mas o resultado de ambos não foi determinante para a presença na categoria.

Paul Di Resta na Force India em Jerez

Paul Di Resta fez boas apresentações no treino dos novatos e garantiu um lugar na F1, como piloto reserva da Force India

O alemão, por exemplo, já estava acertado com a Williams, que depois de anunciar Rubens Barrichello, deixou Andy Soucek sem a cobiçada vaga na F1. E pensar que o espanhol, com o limitado carro do time inglês, liderou boa parte dos treinos. No final, Soucek assinou com a Virgin, mas deixou a equipe meses depois. Outro que na época fez uma boa imagem com o chefe foi Esteban Gutierrez. O mexicano testou com a Sauber e, no final de 2010 depois do título da GP3, assinou como piloto reserva do time suíço.

Se no ano passado, Lucas Di Grassi foi o único piloto brasileiro a participar da atividade – quando ainda pilotava para a Renault – agora, em 2010, são dois os brasileiros confirmados para brigar por essa chance: Luiz Razia, da Virgin, e César Ramos, que pilotará a Ferrari devido ao título da F-3 Italiana.

Antes que eu me esqueça, o treino dos novatos vai ser o primeiro contato das equipes da F1 com os pneus da Pirelli, que substitui a Bridgestone a partir da temporada 2011.

A seguir, a lista de pilotos e equipes escalados para o treino. Como ainda há vagas em aberto e muitos boatos, a lista não deve ser 100% certeira, mas certamente é bem aproximada.

Ferrari: César Ramos, Stepháne Richelmi, Andrea Caldarelli (top 3 da F-3 italiana), Jules Bianchi (?)

McLaren: Oliver Turvey (?) e Gary Paffett (?)

Red Bull: Daniel Ricciardo

Mercedes: Sam Bird e Paul Di Resta (?)

Renault: Mikhail Aleshin e Ho-Pin Tung (?)

Williams: Dean Stoneman (campeão da F-2)  e Pastor Maldonado

Sauber: Sergio Pérez e Esteban Gutierrez

Toro Rosso: Jean-Eric Vergne

Force India: não irá participar dos testes

Lotus: TBA

Virgin: Luiz Razia e Jeróme D’Ambrosio

Hispania: TBA

Treinos da GP3 em Estoril

outubro 15, 2010

Mitch Evans

Mitch Evans foi um dos destaques dos primeiros testes coletivos da GP3 visando a temporada 2011

Continuando com os posts sobre os testes de pré-temporada, agora é a vez de falar da GP3. A categoria que estreou em 2010 realizou três dias de testes coletivos na saudosa pista de Estoril, em Portugal.

Cada equipe pôde inscrever três pilotos para treinar por dia, fazendo com que os trinta carros do grid pudessem ir à pista simultaneamente. Ao contrário da temporada 2010 quando havia quatro brasileiros no grid, nesses treinos apenas Adriano Buzaid e Pedro Nunes estiveram presentes.

Na quarta-feira, dia 13, primeiro dia de treinos, o líder foi Nico Muller, que retornava à equipe Jenzer depois de renovar o contrato por mais um ano na categoria. O piloto suíço terminou a temporada em terceiro lugar, sendo um dos destaques, e era esperado que ele fosse um dos que subissem para a GP2.

Quem também surpreendeu foi a equipe Addax. O time espanhol andou entre os primeiros, com Miki Monrás sendo o segundo mais rápido pela manhã, enquanto Roberto Merhi foi o vice-líder durante a tarde. Adriano Buzaid foi o oitavo no turno matutino.

Menção honrosa também para James Calado (ART) e Adrian Tambay (Manor), que estiveram entre os ponteiros em ambas as sessões, além de Michael Christensen (Status), e Tamas Pál Kiss (Atech). Outro que chamou a atenção foi o americano Conor Daly, que estreava na Europa depois de dominar a Star Mazda. Com um carro da Manor, o piloto terminou em nono na primeira sessão e em 12º na segunda, lembrando que nunca tinha competido na GP3, tampouco em Estoril. Pedro Nunes novamente com a ART finalizou em 14º e 19º.

Lewis Williamson

Lewis Williamson é outro dos nomes para lembrar para 2011

Na quinta-feira, a Addax voltou a mostrar força, liderando a primeira sessão com Antonio Félix da Costa. O português ainda terminaria o segundo treino no terceiro posto. Christensen andou novamente entre os líderes, mas foi a equipe Mücke que foi o grande destaque do dia. Nigel Melker, outro que já renovou contrato, foi terceiro e depois segundo, enquanto Willi Steindl, terminou em quinto e em oitavo. Pedro Nunes também teve destaque ao liderar a ART com o quarto tempo pela manhã e com o sexto posto durante a tarde.

O segundo dia de treinos também antecipou alguns destaques do terceiro dia. Mitch Evans, de apenas 16 anos, surpreendeu a todos ao terminar em quinto na parte da manhã em um carro da MW Arden. Na mesma equipe esteve Robin Frijns, que finalizou em sexto, enquanto Conor Daly, na Manor, permaneceu entre os dez primeiros. No entanto, ninguém chamou mais a atenção que Lewis Williamson. O britânico, vice-campeão da F-Renault UK, liderou a última sessão do dia desbancando favoritos como Melker e Félix da Costa.

No último dia de treinos, Tambay voltou a entrar em cena ao liderar a sessão matutina, novamente em um carro da Manor. Williamson terminou em segundo, seguido por Melker, Pedro Nunes e por Gabby Chaves, que estreava na ART. O colombo-americano, aliás, é apontado como o sucessor de Esteban Gutierrez no time francês. O piloto esteve bem perto de integrar o Ferrari Driver Academy, mas acabou sendo preterido, mas ficou na Itália para a disputa da F3 Italiana, aproveitando da proximidade com a Scuderia de F1. Mitch Evans manteve o bom momento ao finalizar a sessão em décimo, enquanto Adriano Buzaid foi apenas o 23º.

Durante a tarde, Lewis Williamson, da ATECH, cravou o melhor tempo da sessão, encerrando os treinos coletivos da GP3 na frente. Robin Frijns foi o segundo, mostrando que a equipe de Mark Webber (MW Arden) pode vislumbrar em 2011 um desempenho melhor que o da atual temporada, quando terminou em último entre os times. O terceiro foi Dean Smith, com um carro da Addax.

Calado e Chaves completaram os cinco primeiros, sendo que ambos testaram pela ART. O britânico já está fechado com a equipe e o colombo-americano deve ser anunciado tão logo a temporada na Itália termine. Evans voltou a ir bem, finalizando em sexto, seguido por Nigel Melker, Julian Leal, Rio Haryanto e Simon Trummer, no terceiro carro da MW Arden. Adriano Buzaid foi o 15º e Pedro Nunes, o 16º.

Como se pode ver, alguns pilotos como Adrian Tambay, Mitch Evans e Lewis Williamson aproveitaram o primeiro teste coletivo para fazer um nome na categoria e entrar na briga pelas vagas de 2011. Outros, como Pedro Nunes, Dean Smith e Michael Christensen precisam mostrar serviço, já que entram no segundo ano na categoria. Nesse primeiro teste, pelo menos, se saíram bem. A GP3 volta a treinar entre os dias 20 e 22 de outubro, em Jerez.

Notas rápidas sobre rápidos(?) brasileiros

abril 13, 2010

Felipe Guimarães treinando pela Addax

Felipe Guimarães impressionou nos testes da GP3 e pode competir pela Addax

Abril é o mês do início de temporada dos campeonatos europeus de base. A Fórmula 3 Inglesa começou e o World of Motorsport contou como foi. Em seguida tivemos o certame europeu e o alemão, com triunfos de Edoardo Mortara, Alexander Sims, Kevin Magnussen e Stef Dusseldorp, respectivamente. Agora, nesta semana é a vez de outras categorias estrearem. Para isso, vamos às rápidas notas sobre o desempenho dos brasileiros.

GP3 – Até agora temos dois brasileiros confirmados: Pedro Enrique e Leonardo Cordeiro. Além deles, Felipe Guimarães (o mesmo da A1GP) tem testado com a Addax e Lucas Foresti com a Carlin, para quem corre na F3 Inglesa. Esses dois pilotos do DF ainda não foram anunciados como pilotos dessas equipes para a categoria, mas a chance de correrem é grande.

Nos testes, Felipe Guimarães andou entre os ponteiros em Paul Ricard e foi o melhor brasileiro no primeiro dia em Barcelona, terminando na 11ª posição. Lucas Foresti foi o 14º pela manhã e somente o 21º a tarde e Pedro Nunes andou em 15º e 23º. Leonardo Cordeiro não conseguiu repetir as boas atuações dos primeiros testes andando na 24ª colocação.

Fórmula 3 Italiana – Era para ser o primeiro treino coletivo com todos os pilotos confirmados, mas alguns pilotos como as estrelas Andrea Caldarelli e César Ramos não correram. O brasileiro até tentou, mas o carro foi destruído em um acidente ainda no início das atividades de pista.

Fórmula Abarth – O teste em Misano reuniu 35 pilotos. Praticamente todos os inscritos estiveram na pista. O mais rápido foi Kevin Gilardoni da Cram Competition. Já os brasileiros andaram em posições opostas. Victor Guerin foi o quarto, enquanto Frascisco Weiler e Zeca Feffer foram 32º e 33º, tomando 15’’ do líder. Pode ser que participem de alguma subdivisão da Abarth, só assim para explicar tanto tempo tomado.

O neozelandês Mitch Evans, que conquistou a Toyota Racing Series – a qual o World of Motorsport acompanhou – também participou dos treinos, ficando na oitava posição.

Victor Carbone comemora a vitória em VIR

Victor Carbone foi o quarto brasileiro a vencer em 2010

F2000 Championship – Aqui, na verdade, se trata de uma categoria que já começou. A F2000 é um dos campeonatos em que os pilotos competem logo quando saem do kart, nos Estados Unidos. E a categoria sofre o mesmo mal de todo o automobilismo de base norte-americano: revela pilotos para lugar nenhum. No final, quando alcançam Star Mazda ou até Indy Lights, são obrigados a correr em alguma equipe média ou pequena da GrandAM ou da ALMS, pois as  cobiçadas vagas na Indy são preenchidas por gente (com muito dinheiro) vinda da Europa.

Mas voltando ao campeonato, temos dois brasileiros em 2010: Victor Carbone e Fábio Orsolon. O primeiro round foi realizado nos dias 10 e 11 de abril no VIR, na Vírginia. Na primeira prova, Victor Carbone saiu-se vencedor e Orsolon chegou em terceiro. Na segunda corrida, Fábio manteve a posição no pódio e Carbone foi o quarto lugar. Ambos estão no topo da tabela de classificação ao lado do americano Cole Morgan, vencedor da segunda disputa, que não deve disputar mais etapas da competição.

Victor Carbone é o quarto brasileiro a vencer em 2010. Além dele, Lucas Foresti, na Toyota Racing Series, Jaime Melo, na ALMS, e Hélio Castroneves, na Indy, subiram no lugar mais alto do pódio. Ah sim, André Negrão conquistou duas corridas no F3 Brazil Open, mas, por se tratar de provas de classificação, não são vitórias oficiais.

Dia de treinamento

março 23, 2010

Pastor Maldonado em Pau

Pastor Maldonado foi o mais rápido, na GP2, com o carro da Rapax

Esta semana, de 22 a 26 de março, é decisiva para uma grande leva das categorias ao redor do mundo. Muitos campeonatos começam agora no mês de abril. Para se prepararem, nada menos que oito certames diferentes estiveram na pista nestes dois dias. O World of Motorsport faz o panorama de como foram esses treinos e o que podemos esperar para os campeonatos.

GP2- A principal categoria de acesso à F1 realizou os treinos coletivos em Pau Ricard. Diferentemente dos últimos testes, quando as equipes levaram vários pilotos, dessa vez quase todos os participantes estão confirmados no campeonato. Vale lembrar que as atividades vão até quinta-feira.

O mais rápido de hoje foi o venezuelano Pastor Maldonado da Rapax, time que comprou o espólio da Piquet GP. Aliás, a situação da equipe italiana lembra muito à da Brawn: desacreditada após uma péssima aparição na GP2 asiática, quando não somou nenhum ponto, marcou o melhor tempo da sessão, além do quinto lugar do brasileiro Luiz Razia.

Os favoritos não decepcionaram. Jules Bianchi, da ART, foi o segundo, a menos de um décimo do líder. Depois veio Giedo van der Garde, da Addax, e Jerome D’Ambrosio, da Renault F1 Jr Team (ex-DAMS). Entre os notáveis, Christian Vietoris foi sexto; Giacomo Ricci, sétimo; Oliver Turvey, décimo; Marcus Ericsson, 12º e Davide Valsecchi, campeão da GP2 Asia, terminou apenas em 17º. O outro brasileiro, Alberto Valério, da Coloni, foi o 20º entre 24 carros.

World Series by Renault – A categoria fez testes de motor, na segunda-feira dia 21, na pista francesa de Nevers Magny-Cours. O mais rápido foi o piloto da casa Nathanael Berthon, que substitui Bertrand Baguette, campeão de 2009, na Draco. Curiosamente, o outro piloto da equipe, o colombiano Julian Leal, foi o mais lento dos 17 carros presentes.

O monegasco Stefano Coletti, com um carro da Comtec, foi o segundo, dois décimos atrás do líder. Depois veio a dupla da Red Bull/Tech 1, formada por Daniel Ricciardo e Brendon Hartley, que tiveram que voar rapidamente para a Austrália porque são reservas das equipes RBR e STR de F1. Sorte que não sofrem tanto com o fuso horário, já que nasceram na Oceania.

Depois, destaque para Greg Mansell, filho do Leão, em quinto. Daniel Zampieri, do Ferrari Driver Academy, em sexto e Nelson Panciatici, da Lotus Junior em sétimo.

Fórmula 3 Euro Series Este campeonato, que sofreu com a debandada de vários times, realizou os testes em Valência. Surpreendentemente, os carros da ART não foram os mais rápidos em nenhum dia de teste. Ontem, dia 21, o mais veloz foi Laurens Vanthoor, atual campeão da F3 Alemã, com um carro da Signature. De qualquer forma, os melhores tempos foram obtidos hoje.

Quem liderou a última sessão foi o colombiano Carlos Muñoz, da Mücke, seguido pelo espanhol Daniel Juncadella, da Prema, e de Vanthoor. Depois, dois carros da ART, com Alexander Sims e Valtteri Bottas respectivamente. Detalhe para os treze carros terem sido separados por apenas oito décimos.

Jean-Eric Vergne em Silverstone

Jean-Eric Vergne novamente dominou os testes da F3 Inglesa

Fórmula 3 InglesaOs últimos testes livres seguem antes da abertura do campeonato em Oulton, no final de semana da Páscoa, estão sendo realizados em Silverstone. O dia começou com a curiosa mudança de Lucas Foresti da Hitech para a Carlin, que passará a alinhar seis carros. Comenta-se que o piloto do DF também participará da GP3.

O mais rápido no primeiro dia de treinos marcado pela chuva esparsa foi Jean-Eric Vergne, da Carlin / Red Bull. Depois veio o companheiro Rupert Svendsen-Cook e os favoritos Oli Webb e Adriano Buzaid. Hywell Lloyd, após anunciar a parceria da equipe CF com a Manor, marcou um ótimo quinto tempo.

Carlos Huertas foi o sexto, com um carro da Double R, James Calado cravou a sétima marca com outro Carlin e Felipe Nasr foi o oitavo, após andar entre os líderes pela manhã. Os brasileiros Gabriel Dias, Lucas Foresti e Pietro Fantin andaram no pelotão intermediário. O mais rápido da National Class foi Menasheh Idafar. Amanhã, o World of Motorsport vai detalhar melhor esses últimos dias de treino da F3 Inglesa.

Fórmula 3 Italiana – O certame italiano testou em Vallelunga, mas contou com apenas 16 presentes. Favoritos como o brasileiro César Ramos e o transalpino Andrea Caldarelli não foram à pista.

O mais rápido foi o monegasco Stephane Richelmi, da Lucidi. O companheiro Sergio Campana foi o segundo, seguido por Daniel Mancinelli (Ghinzani),  Francesco Castelacci (RC) e Gabby Chaves (Eurointernational). Vale a menção a Christopher Zanella, também vindo da F3 Euro Series, que andou em sexto. Uma posição depois veio Wayne Boyd, vindo da categoria inglesa.

Fórmula BMW – Outra categoria esvaziada. Os testes foram em Barcelona, mas nesta terça-feira, dia 22, choveu fazendo com que poucos pilotos se aventurassem.

Ontem, o mais rápido foi Robin Frijns, terceiro colocado no campeonato de 2009 e que dirige para a equipe de Josef Kaufmann. Depois veio Carlos Sainz Jr. e o americano Michael Lewis, da Eurointernational. Entre os notáveis, Daniil Kyvat andou em sexto, Facundo Regalia foi o oitavo e Jack Harvey, o nono.

Fórmula Abarth – O campeonato italiano, que conta com quatro brasileiros, foi à pista em Vallelunga. Sem surpresas, Raffaele Marciello, da JD, foi o mais rápido do dia. Depois veio a surpresa: a equipe Jenzer colocou três carros entre os cinco primeiros. Zoel Amberg (2º), Eddie Cheever (3º) e Mans Grenhagen (5º). Entre eles ficou o brasileiro Victor Guerin. Todos separados por oito décimos.

Entre os brasileiros, Francisco Weiler foi o 12º e Zeca Feffer andou em 17º e último, mas tomou apenas cinco segundos e meio do líder. Muito melhor que os dez atrás da segunda-feira. Henrique Martins não treinou.

Fórmula Renault Internacional – Apesar do nome, é mais uma categoria italiana. Vale o registro que o russo Maxim Zimin, da Jenzer, foi o mais veloz.

Brasil no topo na Itália

março 18, 2010

Victor Guerin em Mugello

Victor Guerin foi novamente o mais rápido na Fórmula Abarth

Em mais um dia de testes coletivos para a Fórmula 3 Italiana e para a Fórmula Abarth, dessa vez em Mugello, os brasileiros tiveram boa performance e estiveram presente nos extremos da tabela. César Ramos, da F3, e Victor Guerin, da Abarth, já podem ser apontados como favoritos para as temporadas 2010 das respectivas categorias.

Pela primeira vez, desde o início do ano, havia a expectativa de que todos os pilotos inscritos em ambos os campeonatos estivessem presente para o treino. Mesmo com uma ou outra desistência, 40 carros estiveram na pista de Mugello para os testes de hoje.

Entre os 21 pilotos da F3 Italiana, o monegasca Stephane Richelmi foi o mais rápido. Em segundo veio o italiano Samuele Buttarelli, seguido pelo compatriota Daniel Mancinelli, atual campeão da Fórmula Renault e que testou pela versão européia da categoria. O brasileiro César Ramos foi o quarto, ficando a um segundo do líder.

Entre os favoritos, Andrea Caldarelli, que também veio da F3 Euro Series assim como Ramos, foi o sexto e o canadense Gianmarco Raimondo, companheiro de Richelmi, veio em sétimo. O colombiano Gabby Chavez cravou o nono tempo e ficou três posições à frente do finlandês Jesse Krohn, protegido de Mika Salo.

Na Fórmula Abarth, a bandeira verde e amarela ficou no topo com Victor Guerin. O piloto, que disputou a Fórmula 3 Sudamericana Light em 2009, foi quase meio segundo mais rápido que o companheiro Raffaele Marciello, que faz parte do Ferrari Driver Academy. Ambos competem pela JD Motorsport e colocaram mais de um segundo de diferença para o terceiro colocado, o italiano Edoardo Bacci.

Em sétimo veio Eddie Cheever, filho do ex-piloto da F1, que só conseguiu treinar pela parte da manhã, dando apenas 26 voltas. Os demais brasileiros não tiveram um dia bom. Francisco Weiler permanece nas posições intermediárias ao ser o 11º, quatro segundos atrás de Guerin. E Zeca Feffer ficou 21 segundos atrás do brasileiro mais rápido, mesmo dando 15 voltas.

Os treinos das categorias italianas continuam dias 22 e 23 de março em Vallelunga.

Fórmula 3 Euro esvaziada

março 17, 2010

Daniel Juncadella foi o segundo mais rápido em Barcelona

O espanhol Daniel Juncadella foi o segundo mais rápido nos testes em Barcelona

A Fórmula 3 Euro Series parece estar na derradeira temporada. Para quem se acostumou a ver grid com quase 30 carros, nos últimos anos, parece inexplicável que só há 13 pilotos confirmados até o momento para a temporada 2010. Os remanescentes estão em Barcelona para os primeiros testes coletivos da categoria.

“Ficou muito caro perder para a ART.” Este foi o argumento dos diretores de equipes para justificar a desistência do certame europeu. As equipes Carlin e Manor se mudaram para a GP3, enquanto SG Formula e Kolles & Heinz Union apenas deixaram a categoria. Mas hoje não teve ART na frente. O mais rápido foi o estreante Adrian Quaife-Hobbs da Motorpark Academy, que foi na contramão e resolveu apostar na F3 européia.

Em segundo veio outro estreante: Daniel Juncadella, que veio da F-BMW para a equipe Prema.  O primeiro carro da ART foi somente o terceiro, com o favorito Valtteri Bottas, seguido pelo colombiano Carlos Muñoz, da Mücke, e pelo português Antonio Félix da Costa, que também estreia pela Motorpark Academy.

Apesar de apenas 13 carros terem treinado, não podemos reclamar da competitividade. Os 12 primeiros estiveram separados por apenas oito décimos. O 13º foi o francês Nicolas Marroc, companheiro de Juncadella na Prema.

Segundo os anúncios feitos pelas equipes após a temporada 2009, ainda restam seis vagas na categoria. Uma na Mücke, outra na Prema e duas na HBR Motorsport e mais duas na Jo Zeller Racing. Dos três brasileiros que disputaram a temporada passada, apenas Tiago Geronimi ainda não anunciou planos para 2010. Pedro Enrique Nunes foi para a GP3, enquanto César Ramos migrou para a Fórmula 3 Italiana.

Asas em Oulton Park

março 10, 2010

Jean-Eric Vergne ficou no topo em Oulton

A Carlin de Jean-Eric Vergne deverá ser o carro a ser batido em 2010

A Fórmula 3 Inglesa continua realizando os testes coletivos da pré-temporada. Desta vez foi em Oulton Park, local da primeira rodada do campeonato, no final de semana da Páscoa. Hoje, 21 pilotos foram à pista.

O mais rápido, assim como em Rockingham na última sessão, foi o francês Jean-Eric Vergne, da Carlin/Red Bull. Se a Carlin pode ser considerada favorita absoluta, duas equipes despontam como as rivais na temporada 2010: Fortec e Doube R.

O colombiano Carlos Huertas, da equipe de Kimi Raikkonnen, foi o segundo, enquanto Oli Webb, da Fortec, cravou a quinta melhor marca. Felipe Nasr e Daisuke Nakajima, da Double R, andaram em sexto e sétimo, respectivamente. Com Adriano Buzaid e James Calado colocando a equipe Carlin com três carros entre os quatro mais rápidos do dia.

Muito se esperava da Hitech, que disputou o título da temporada 2009 até o final, mas a equipe desapontou, tendo como melhor representante William Buller com o 11º tempo, uma posição a frente do companheiro Gabriel Dias. Lucas Foresti ficou na 17ª posição, não conseguindo repetir os bons resultados conquistados na GP3, na última semana. Pietro Fantin não foi escalado para participar dos treinos de hoje.

Na National Class, novamente um passeio do britânico-bahrenita Menasheh Idafar, que conquistou o décimo tempo do dia, mesmo com um carro menos potente que os da categoria principal. James Cole, companheiro de Idafar andou em segundo (18º no geral) e a fraquíssima West-Tec fechou a tabela de tempos com Alex Jones e Max Snegirev.

Aqui você pode ver os tempos completos de hoje. A próxima sessão de treinos acontece no histórico circuito de Silverstone, nos dias 23 e 24 de março. Lembrando que o World of Motorsport vai acompanhar a temporada 2010 da Fórmula 3 Inglesa.

Dia de brasileiros na Itália

março 8, 2010

Victor Guerin na Fórmula 3 Sudamericana

Victor Guerin, que disputou a Fórmula 3 Sudamericana (na foto) em 2009, começou 2010 andando rápido na Itália

As duas principais categorias italianas de monopostos, a Fórmula 3 e a Fórmula Abarth, realizaram testes coletivos conjuntamente, hoje, dia 8, em Imola. Praticamente todos os favoritos de ambas as competições estiveram testando, salvo a dupla da Eurointernational (Gabby Chavez e Adrien Tambay). Entre os 35 pilotos que treinaram, tivemos três brasileiros: Francisco Weiler e Victor Guerin, na Abarth e César Ramos, na principal.

O melhor resultado veio justamente na Fórmula Abarth, onde Victor Guerin foi o mais rápido do dia pilotando o carro da JD Motorsport, favoritíssima ao título, para quem Chris van der Drift já correu. O companheiro do brasileiro, Raffaele Marciello, que fará parte do Ferrari Driver Academy, ficou apenas na 10ª posição, quase três segundos atrás.

O outro brasileiro presente no treino coletivo foi Francisco Weiler, com um carro da scuderia Victoria. Ele marcou o 11º tempo, mas um segundo atrás de Marciello. Ao todo, 17 carros dessa categoria treinaram.

Pela Fórmula 3, César Ramos foi o quinto mais rápido no geral e terceiro entre as equipes italinas. Isso porque os pilotos da Van Amersfoort, que compete no certame alemão, estão treinando conjuntamente às equipes da Velha Bota por conta das condições climáticas adversas tedescas.

No geral, o alemão Will Steindl foi o mais veloz, seguido pelo italiano Andrea Caldarelli, que era apoiado pela Toyota até a saída da montadora da F1. O favorito para a competição germânica, Stef Dusseldorp foi o terceiro e o veterano Stephane Richelmi terminou em quarto.

Outros notáveis foram o canadense Gianmarco Raimondo em nono, o alemão (da Van Amersfoot) Daniel Abt em 14º, o finlandês Jesse Krohn em 16º e o espanhol Celso Míguez, vice-campeão da versão espanhola em 2009 em 17º. Sendo que 18 carros participaram das atividades, que continuam amanhã.


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