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F1 2013 em Mônaco

maio 12, 2013
O lado bom de Roscoe Hamilton ter ido a Mônaco é que todo mundo parou de falar nos pneus e só lembrou dele

O lado bom de Roscoe Hamilton ter ido a Mônaco é que todo mundo parou de falar nos pneus e só lembrou dele

Depois de uma semana de folga, a F1 chega a Mônaco para a sexta etapa da temporada 2013. Entretanto, a corrida deste fim de semana será um pouco diferente das últimas etapas, já que o principal assunto não deve ser os pneus. Quer dizer, a borracha continua sendo muito importante, mas como o traçado do Principado não a desgasta, então dessa vez não será possível culpar a Pirelli por um resultado ruim.

Para entender por qual razão Monte Carlo é mais gentil com os pneus, basta ver as características do traçado. Como a velocidade média por lá é muito menor e praticamente não há curvas de alta – as que mais exigem dos compostos devido à downforce –, então mesmo o pneu supermacio deverá aguentar algumas dezenas de voltas.

Com isso, as estratégias devem mudar radicalmente com relação ao GP da Espanha. Se Fernando Alonso venceu em Barcelona fazendo quatro paradas, a Pirelli já afirmou que espera dois ou até mesmo um pit-stop neste domingo. Caso a previsão esteja correta, a maior beneficiada será a Mercedes, a escuderia que mais destrói os compostos.

Nas últimas corridas, Nico Rosberg e Lewis Hamilton já mostraram que os carros prateados são muito rápidos em uma única volta, mas pecam no ritmo de corrida. Como os pneus não devem ser um grande problema neste fim de semana, eles vão ter a vantagem de possivelmente largar na frente, manter o ar limpo e conseguir se defender dos rivais, já que ultrapassagens são quase impossíveis no Principado.

Por isso, um dos segredos para a vitória será a posição de largada. Quem começar na frente, se acertar na estratégia, dificilmente perderá a vitória. A outra chave para um bom resultado será o momento de fazer a parada nos boxes.  Aí não é nada novo para quem acompanha a F1. Como é difícil passar em Monte Carlo, então antecipar o pit-stop para fazer uma volta voadora com pneus novos é uma boa tática para ganhar posições.

A1 GP de Mônaco

A1 GP de Mônaco

Outro cenário que pode definir a corrida é os pilotos que forem fazer apenas uma única parada conseguirem acompanhar o ritmo dos rivais que farão dois pit-stop, mesmo quando estes estiverem com pneus novos. Assim, bastará os carros que mais desgastam pneus irem aos boxes para que os outros ganhem a posição. Nesse cenário, Lotus e Force India podem se aproveitar, embora eu aposte que praticamente todas as equipes vão para apenas uma parada no domingo.

Outra escuderia em que devemos ficar de olho neste fim de semana é a Williams. Sem marcar pontos nas cinco primeiras corridas do ano, Pastor Maldonado mostrou que a escuderia inglesa pode torcer por dias melhores em 2013 ao obter o sexto lugar no primeiro treino livre. A 14ª posição na segunda atividade, porém, colocou pontos de interrogação sobre o real desempenho do venezuelano em Monte Carlo.

Dito isso, meu palpite furado para este fim de semana é vitória de Romain Grosjean, com Fernando Alonso e Lewis Hamilton no pódio. Aliás, você sabe por que a F1 treina em Mônaco na quinta-feira e não na sexta? Para saber a resposta, basta ver um dos primeiros posts que eu escrevi aqui no World of Motorsport.

Confira os horários da F1 em Mônaco:

Treino livre 3, sábado, 6h
Treino classificatório, sábado, 9h
Corrida, domingo, 9h

Alemanha x França

fevereiro 14, 2013
O clássico do futebol europeu chegou às pistas da F1

O clássico do futebol europeu chegou às pistas da F1

No futebol, Alemanha e França vem revivendo uma nova rivalidade nos últimos anos. Campeões do mundo e celeiros de craques icônicos em outras eras, agora esses times, com elencos renovados, buscam incomodar a Espanha na posição de maior equipe da Europa e do mundo.

Na F1, a situação não é muito diferente, afinal os dois países estão entre os maiores vencedores da história da categoria. E no mercado de pilotos para a temporada 2013 eles voltaram a viver uma nova batalha.

De olho na segunda vaga na Force India, Alemanha e França disputaram a hegemonia do país com mais pilotos na categoria. Com a escolha de Adrian Sutil como companheiro de Paul Di Resta, os germânicos seguem na frente, com quatro representantes. Além do returneé, os alemães ainda contam com Sebastian Vettel, Nico Rosberg e Nico Hülkenberg.

Isso porque Timo Glock e Michael Schumacher deixaram a categoria nos últimos meses, além de Nick Heidfeld, chutado em meados de 2011.

O curioso é que na época da saída de Heidfeld não havia pilotos franceses na categoria. Em um ano e meio, chegaram três: Romain Grosejan, Jean-Éric Vergne e Charles Pic. Além de Jules Bianchi, que estava na briga para deixar a França como país com maior delegação na F1. Nada mau para quem estava em crise alguns anos atrás.

Pilotos da Alemanha na F1

A Alemanha chegou a ter sete pilotos há alguns anos

Apesar desse renascimento relâmpago, a verdade é que a França sempre será uma exceção no cenário do automobilismo mundial. Um país que conta com um esporte construído em torno das 24 Horas de Le Mans e com a maciça presença de uma montadora – a Renault – na F1 e nas categorias de base jamais pode ficar de fora de um campeonato.

Mesmo assim, desde Sébastien Bourdais não havia pilotos do país na categoria. Para piorar, o último triunfo foi em 1996, quando Olivier Panis venceu o caótico GP de Mônaco em que apenas quatro carros receberam a bandeira quadriculada.

Nesse cenário, os franceses perceberam que não bastava se agarrar à glórias do passado, à força de Le Mans e à presença da Renault como garantia de sucesso na F1. Era necessário criar os caminhos necessários para que novos atletas entrassem na principal categoria do automobilismo mundial.

Para isso, duas coisas foram feitas. A primeira foi a reestruturação das categorias de base, para que os pilotos do país chegassem à F-Renault, por exemplo, com chances de serem competitivos. Para se ter ideia do sucesso, dos 41 pilotos que treinaram nesta semana em Aragón, 13 eram franceses.

A segunda medida é garantir que esses garotos tenham condições de avançar na carreira. Assim a federação de automobilismo da França (FFSA) criou o Team France, uma espécie de programa de jovens pilotos para fazer com que os garotos do país consigam dar prosseguimento no automobilismo até caminharem com as próprias pernas.

Com tudo isso, foi questão de tempo para surgir bons pilotos. Portanto, se Jean-Éric Vergne chegou à F1 com apoio da Red Bull, se Romain Grosjean conta com a Renault, Gravity e Total e se Jules Bianchi é empresariado por Nicolas Todt não é apenas coincidência. Não foram casos isolados de pilotos que surgiram no meio do nada, em um automobilismo inóspito. Pelo contrário. Eles são nomes que apareceram a partir do trabalho da França em revelar cada vez mis atletas com o passar dos anos.

P.S.: bom, agora volta o empate 4×4.

Novos carros da F1 2013 – Lotus E21

janeiro 25, 2013
Com um pouco de vermelho, a Lotus apresentou o E21 nesta segunda-feira

Com um pouco de vermelho, a Lotus apresentou o E21 nesta segunda-feira

Dizem que o ano só começa depois do carnaval, mas não é isso o que acontece na F1. A principal categoria do automobilismo mundial deu a largada para a temporada de 2013 nesta segunda-feira, dia 28, com a apresentação do primeiro carro para o novo campeonato. Quem deu às honras foi a Lotus, que exibiu o novo E21 em uma cerimônia breve na fábrica de Enstone.

A equipe inglesa até inovou ao transmitir para o mundo inteiro a apresentação pelo YouTube. Entretanto, fora isso, todos os clichês desse tipo de evento estiveram presentes.

A mãe de todos os lugares comuns é deixar as fotos do novo carro vazarem antes da apresentação oficial. E isso a Lotus cumpriu com destreza. Antes da festança, a equipe gravou algumas entrevistas com os pilotos e permitiu a entrada de algumas pessoas para ver o que estava acontecendo. Desnecessário dizer que nessa época de smartphones e tecnologia digital tudo caiu na internet.

Assim, a apresentação do carro não passou da comprovação do que todo mundo já havia visto algumas horas atrás. Mesmo assim, eles foram em frente e mostraram á máquina como se fosse uma novidade, com direito a aquela brega cerimônia de puxar o pano.

Com o E21 enfim revelado, ainda deu tempo do último clichê: usar partes falsas durante a apresentação para evitar espionagem. A Lotus, na verdade, já havia se utilizado dessa tática no ano passado, quando o carro que foi à pista para os treinos coletivos era ligeiramente diferente do apresentado.

Detalhe da suspensão, do degrau e dos calombos estranhos e desproporcionais

Detalhe da suspensão, do degrau e dos calombos estranhos e desproporcionais

Neste ano, a situação se repetiu. A asa dianteira é praticamente a mesma de 2012 – embora pintada com o novo layout –, além de algumas partes na parte da frente do carro e na saída do difusor estarem tampadas. Por isso, nessas áreas, ainda é difícil dizer como será o equipamento. Da mesma forma, a equipe ainda pode ter escondido alguma arma secreta, que só vamos saber na próxima semana, quando começam os treinos em Jerez.

De qualquer forma, mesmo com a estratégia da equipe, é possível analisar algumas novidades do carro de 2013. Começando pela frente do E21, já dá para notar que o degrau no bico está de volta, ao menos por enquanto. Para 2013, a FIA mudou o regulamento e permitiu que as equipes colocassem uma peça para tapar o degrau do caro. No entanto, como a medida não é obrigatória, a Lotus optou por não segui-la.

Apesar disso, o diretor-técnico da escuderia, James Allison, já afirmou que pode considerar o uso da tampa do degrau em breve. Segundo o engenheiro, a nova peça é um peso extra, por isso não compensa o uso. No entanto, como degrau gera uma turbulência aerodinâmica e essa ainda é a asa dianteira de 2012, pode ser que em Jerez o carro já apareça sem o degrau. Assim, a decisão aqui é ver se o peso extra da tampa compense o tempo perdido com o desnível.

Ainda na parte da frente do carro, a Lotus optou por continuar com a suspensão em pushrod no eixo dianteiro. Desde o ano passado, a Ferrari começou a usar a solução pullrod, o que deu uma pequena vantagem aerodinâmica ao time. Pode ser que outras equipes a sigam, mas a Lotus preferiu se apegar ao conceito original.

Pela imagem em 3D dá para perceber uma segunda entrada de ar nos carros

Pela imagem em 3D dá para perceber uma segunda entrada de ar no carro

Continuando no E21, a Lotus divulgou algumas fotos com o carro tendo uma espécie de orelha ao lado da entrada de ar. Esse segundo duto do ar – que não estava no modelo debaixo do pano durante a apresentação – indica que o carro terá a evolução da asa traseira móvel, em 2013, a asa passiva.

Esse artifício já havia sido testado pela escuderia desde o treino livre do GP da Alemanha de 2012, mas acabou não indo à pista em corridas porque a Lotus não conseguiu fazê-lo funcionar. Esse duto extra serve para levar o fluxo de ar das tais orelhas até a asa traseira, diminuindo o arrasto nos trechos de alta velocidade, mesmo quando o DRS não estiver acionado. Como o uso da asa traseira móvel foi bastante limitado para 2013, essa técnica pode render segundos preciosos para as equipes.

O único problema é que o fluxo de ar não pode acontecer nas curvas de baixa velocidade, pois acaba travando a asa traseira em uma posição que diminui o downforce produzido. Como o piloto não pode controlar o acionamento do duto – algo proibido pelo regulamento desde 2012 –, a solução da Lotus foi fazer com que o peso do ar dentro acionasse o dispositivo. Na teoria, a ideia é boa, mas foi exatamente isso que a equipe não conseguiu fazer em 2012.

Pela imagem lateral, dá para ver o escapamento em estilo coanda

Pela imagem lateral, dá para ver o escapamento em estilo coanda

Tão importante quanto a evolução da asa traseira é o escapamento. Para o próximo campeonato, a Lotus decidiu seguir o estilo coanda, que nada mais é que a criação de um caminho no sidepod e no assoalho do carro para que o ar expelido passe. Aqui, o ar quente sai entre o difusor e o pneu traseiro, criando uma barreira para evitar que a turbulência da rotação do eixo traseiro atrapalhe o fluxo de ar no difusor, maximizando o downforce produzido.

Para encerrar, alguns detalhes curiosos. A asa traseira tem uma espécie de barbatana na asa traseira, algo que já tinha na McLaren de 2012. Na parte da frente, há alguns calombos no degrau, que já estavam presentes no carro do ano passado. No entanto, dessa vez eles não são simétricos. Não há uma explicação para isso.

Por fim, a mudança mais visível da Lotus é a presença do vermelho. Como a equipe passou a ser patrocinada pela Coca-Cola, que estampa a marca Burn. Como as cores da bebida é vermelho e dourado/amarelo, a mudança do layout da equipe foi algo natural.

A falta de critério da FIA

setembro 16, 2012

A punição a Sebastian Vettel em Monza foi completamente questionável

O desempenho de Fernando Alonso na temporada 2012 da F1 é inquestionável. Quando o carro da Ferrari era ruim, o espanhol conseguiu vencer uma corrida – o GP da Malásia – para se manter na briga pela liderança da tabela de pontos. Depois, com a evolução do equipamento italiano, o piloto ganhou mais duas vezes para disparar na classificação do campeonato.

Assim, após 13 etapas, o piloto da Ferrari lidera a tabela com uma vantagem de 37 pontos para Lewis Hamilton, o segundo colocado.

Embora o desempenho do espanhol seja quase uma unanimidade, o piloto também acabou envolvido em algumas polêmicas. Nas duas últimas etapas, Romain Grosjean e Sebastian Vettel foram punidos por incidentes envolvendo o espanhol.

No caso do piloto da Lotus, não restam muitas dúvidas de que ele realmente foi o culpado pelo salseiro na largada do GP da Bélgica. Apesar disso, a suspensão de uma corrida – o primeiro gancho desse tipo nos últimos 18 anos – pode ser questionada. Afinal, esse não foi o pior acidente nem o erro mais grave da história recente da F1.

A disputa com Vettel em Monza foi ainda mais gritante. Em uma disputa que não aconteceu absolutamente nada, o piloto da Red Bull acabou recebendo um drive-through por espremer o adversário para fora da pista. O problema é que esse tipo de lance é algo recorrente na F1. Nico Rosberg fez isso em duas oportunidades no Bahrein e até mesmo Alonso empurrou o próprio atual bicampeão na própria Monza no ano passado.

Esses episódios podem indicar um protecionismo com relação a Fernando Alonso, mas nada que tire o mérito do bom desempenho na temporada. Aliás, o mais importante aqui é identificar a falta de critério da FIA. Parece que os comissários punem baseado nos pilotos envolvidos – se tiver um campeão a gravidade é maior – e também na plasticidade da batida, não os atos em si.

Nesse final de semana, eu assisti o vídeo do duelo entre Felix Serralles e Jack Harvey na etapa de Silverstone da F3 Inglesa. Na batalha, o piloto da Carlin forçou o adversário para fora da pista, e por muito pouco o carro da Fortec não acabou decolando. Sabe o que a direção de prova fez? Nada!

Talvez esse seja o exemplo mais claro da falta de critério no automobilismo. Em um primeiro momento, podemos pensar que há o mesmo protecionismo em Harvey, que é o único britânico com chances de título na F3. Ou podemos achar que a direção de prova considerou um lance normal, de corrida.

Só que o problema disso tudo é que esses garotos acabam concluindo que podem fazer esse tipo de manobra. Aí, quando chegam à F1, podem eventualmente causar algum acidente à Grosjean ou se envolver em alguma polêmica como Vettel/Alonso em Monza.

Concluindo, o mais importante de tudo isso não é apontar o dedo e afirmar que há proteção com algum piloto. Pelo contrário, o fundamental é que as corridas parem de ser decididas nas salas de direção de prova. Ninguém quer ver uma competição terminar e, minutos depois, chegar um comunicado anunciando meia dúzia de punidos.

O ideal é que os pilotos saibam o que pode ser feito e o que não pode. Assim, evidentemente, o número de punições diminuiria. E qual o melhor jeito de garantir que os atletas aprendam o regulamento? É haver algum consenso desde as categorias de base até as principais.

Romain Grosjean é vítima de protecionismo?

setembro 3, 2012

Talvez Grosjean até merecesse ser suspenso por uma prova, mas a justificativa da FIA não convenceu

Nessa altura do campeonato, não é novidade para ninguém que Romain Grosjean foi suspenso por uma corrida após o forte acidente em que causou no início do GP da Bélgica, disputado no último domingo, dia 2, em Spa-Francorchamps.

Eu questiono se essa foi a decisão correta a ser tomada pelos comissários de prova. Não estou dizendo que Grosjean não merecia ser punido, mas acho que houve um exagero muito grande na pena aplicada.

Talvez o francês realmente precisasse ser suspenso por uma corrida, mas como nos últimos 18 anos nenhum piloto tomou um gancho semelhante, indago se o piloto da Lotus devesse ter sido o primeiro a ser penalizado para servir como exemplo. É claro que o acidente na Bélgica foi grave, mas nos últimos anos vimos algumas batidas tão feias quanto essa e sem uma punição similar.

Aliás, acho que suspender um piloto deveria ser uma pena para algo premeditado – como empurrar um adversário fora da pista ou tentar trapacear de alguma forma – e não apenas para um erro na largada. No entanto, a decisão da FIA foi pela suspensão e até faz sentido. Se chegou a hora de começar a barrar os pilotos, tinha que começar por alguém.

O que me incomoda nessa história toda é a justificativa dada para a pena imposta a Grosjean. Segundo a FIA, o fato de o acidente ter envolvido o líder do campeonato – Fernando Alonso – foi um agravante. Nas palavras da federação, “Os comissários consideram este incidente como uma violação extremamente grave dos regulamentos, pois teve o potencial de causar ferimentos a outras pessoas. Isso tirou os postulantes ao título da corrida”.

Como eu disse, não há como negar que esse acidente teve potencial para ferir outros pilotos. Mas outros enroscos parecidos nos últimos 18 anos também tiveram, e nada foi feito com os culpados.

Porém, ao afirmar que custou a participação de favoritos na corrida, como Lewis Hamilton e Fernando Alonso, a batida ganhou proporções maiores. Geralmente, eu concordaria que tirar os líderes do campeonato em um acidente bobo realmente devesse ser penalizado com maior dureza, mas estamos falando da largada da 12ª etapa de uma temporada com 20 corridas. Como é que se pode determinar nesse momento quem é postulante ao título e quem não é?

É óbvio que alguns competidores podem ser apontados como favoritos pelo que fizeram na primeira metade da temporada, mas será que não está havendo uma generalização? A FIA pode afirmar que os pilotos da Ferrari, McLaren, Lotus e Red Bull estão, de fato, brigando pela taça, mas não é isso que tem acontecido nos últimos três anos? Será que é um absurdo muito grande dizer que existe um protecionismo às principais equipes? Levando em conta o argumento da entidade nesse momento, eu acho que não.

Será que Romain Grosjean é o pior piloto da F1 nos últimos 18 anos? Eu acho que não

Mas eu penso um pouco diferente. Não acho que haja uma proteção tão grande assim aos times de ponta. Na verdade, imagino que os comissários decidiram suspender Grosjean por uma corrida, mas não estavam tão certos sobre qual a justificativa da punição. Então eles fizeram uma lista de fatores para explicar a pena na esperança de que algum item acabasse convencendo todo mundo. Dessa forma, jogaram um monte de argumentos no comunicado.

E isso foi um baita tiro no pé. Eu, por exemplo, estou questionando um suposto protecionismo com relação às grandes equipes. Outra pessoa pode perguntar se o acidente fosse causado por Pedro de la Rosa, com o carro da HRT passando em cima da Marussia de Charles Pic e da Caterham de Vitaly Petrov, teria a mesma punição, afinal não envolveu postulantes ao título.

No final, chegamos a uma conclusão: a FIA não tem a menor noção de suas punições. E esse é o problema. Se houvesse um padrão, não questionaríamos o gancho de Grosjean. Como não há, é melhor Charles Pic se cuidar. Se for com ele, um não postulante ao título, talvez não valha nem uma investigação.

O divertido treino classificatório do GP da Austrália

março 16, 2012
Romain Grosjean GP da Austrália Melbourne

Confesso que torci para a pole-position de Romain Grosjean, assim como agora quero vê-lo vencer. Mas é preciso admitir que o planejamento da McLaren para 2012 deu certo

Não costumo fazer textos analisando o que acontece na F1. Tem um monte de gente que já faz isso – muitos mais gabaritados do que eu –, então acabaria falando apenas mais do mesmo. Quem diria falar algo tão pontual quanto um treino classificatório.

Pois bem, hoje abro uma exceção. Confesso que eu me diverti no treino classificatório para o GP da Austrália ao ver a frustração da Ferrari, o erro de Kimi, o picolé de chuchu da Red Bull, a superação de Romain Grosjean e o domínio da McLaren. Por causa dessa euforia escrevi palavras inúteis e repetitivas que você já deve ter lido por aí.

Se você não quiser perde tempo por aqui, só descer o scroll do mouse que o próximo post é sobre a Pamela Anderson e tem as pernas dela de fora. Faça bom proveito!

Ok, se você ficou para ler meu texto, eu agradeço muito, então trago algumas informações úteis que ajudam desvendar o que aconteceu no Albert Park.

A McLaren nunca escondeu que o objetivo na criação do MP4/27 era fazer o carro ser rápido em apenas uma volta. Justamente a decisiva no Q3 do treino classificatório. Ao final de 2011, a equipe inglesa julgou que o ritmo de prova era melhor que o da Red Bull, mas a principal dificuldade que Jenson Button e Lewis Hamilton era acompanha o ritmo de Sebastian Vettel, já que o alemão conseguia abrir caminho por largar na pole-position.

Ao que tudo indica após esse primeiro treino, a tática da McLaren deu certo. Quando a equipe adotou por um monocoque mais baixo fugindo do degrau no bico, também possibilitou acertos mais agressivos para essas voltas lançadas ao custo da aerodinâmica. Essa aposta deu resultado e Lewis Hamilton e Jenson Button dividem a primeira fila do grid de largada na Austrália.

Romain Grosjean Melbourne

Alguém mais ficou com a impressão de que Grosjean estava meio deslocado na comemoração?

Romain Grosjean, no terceiro lugar, é a surpresa que todo mundo já sabia. A Lotus cansou de andar na frente na pré-temporada e não tinha motivos para que fosse diferente hoje, a menos que eles tivessem blefado nos treinos coletivos. No preview do GP da Austrália, eu escrevi que a equipe inglesa era grande história desse início de temporada 2012 e torcia para o sucesso deles. Eles corresponderam, mas treino é treino e corrida é corrida.

Agora resta ver se Grosjean vai conseguir manter o resultado durante a prova e, principalmente, se a McLaren vai fazer bom uso do ar limpo por largar na frente. Se o time d Woking reclamou de passar 2011 perseguindo Vettel, eles são a presa agora.

Para finalizar, que belo carro é esse da Ferrari, hein? Meu deus, isso que o vexame só não foi maior porque Felipe Massa avançou ao Q2 devido a um erro de Kimi Raikkonen na volta rápida. Com a terceira colocação de Grosjean, alguém dúvida que o finlandês tinha condições de superar o brasileiro em situação normal?

F1 2012 na Austrália

março 14, 2012
Opera House Sydney

A F1 chega à Austrália com a Lotus sendo a principal história até aqui. Se a temporada 2012 quiser ser mais interessante que uma peça do Opera House de Sydney, então é bom que o time inglês corresponda

Depois de um longo e rigoroso inverno, a F1 está de volta. Nos últimos meses, o noticiário esportivo no automobilismo foi tomado pelas mesmas matérias feitas exaustivamente. Luca Di Montezemolo, Bruno Senna, Felipe Massa, Bernie Ecclestone e Sebastian Vettel foram obrigados a responder as mesas perguntas o tempo todo.

Agora, isso acabou. Com os carros indo à pista em menos de 24 horas, o foco passa a ser o rendimento de cada um. Os repórteres agora vão querer saber por que determinado carro não foi bem ou por qual motivo determinado piloto está andando tão atrás do companheiro de equipe.

A maioria das respostas só será descoberta quando os carros forem à pista, mas o GP da Austrália já começa com alguns ingredientes nesse drama que se chama temporada 2012 da F1.

Certamente, o desempenho da Lotus nos treinos coletivos da pré-temporada não é a principal história da categoria nesta semana, mas é a mais divertida. Seria muito bom que a equipe inglesa conseguisse um bom resultado neste final de semana. Ainda que seja muito complicado para Kimi Raikkonen e Romain Grosjean desbancarem Sebastian Vettel, o campeonato ganharia bastante se os carros preto e dourados entrassem na briga com Red Bull e McLaren pelas primeiras colocações.

Claro, é possível que o Lotus E20 seja a nova Brawn, e Kimi Raikkonen conquiste o título de 2012 com um pé nas costas. Mas acho essa possibilidade um pouco mais improvável.

Se a Lotus chega à Melbourne contente com o desempenho até aqui, a Ferrari chega devendo. O time fez uma pré-temporada tão ruim, que foi obrigada a adotar a lei da mordaça, impedindo que os pilotos dessem entrevistas após os testes. E eu achava que essa prática era exclusiva do campeonato brasileiro de futebol.

Independentemente de quem inventou esse tipo de censura, a Ferrari entra em 2012 pressionada. No ano passado, a McLaren viveu uma situação bastante parecida, com o MP4/26 não conseguindo andar bem durante os treinos coletivos. A equipe de Woking praticamente refez o carro entre o último dia de testes e o primeiro GP do ano e pôde estrear com um modelo quase que totalmente novo.

O resultado dessa solução de emergência não poderia ter sido melhor. Lewis Hamilton terminou a etapa na segunda colocação, enquanto Jenson Button foi o sexto. Ou seja, caso a Ferrari comece o ano andando muito atrás, será um atestado de que eles não têm a capacidade da rival de se recuperar de uma crise técnica. Para piorar, imagina se o pessoal em Maranello já começar a adotar aquele discurso de esquecer a temporada 2012 para focar em 2013? Pô, mas a primeira corrida ainda nem aconteceu!

Heikki Kovalainen Angry Birds helmet

Heikki Kovalainen merece marcar todos os pontos do mundo depois de aparecer com um capacete desses em Melbourne

Para terminar de falar das equipes grandes, vale lembrar que Mark Webber tem aquela maldição da Austrália. O piloto estreou muito bem no Albert Park somando pontos quando ainda competia pela Minardi, mas jamais conseguiu bons resultados. Ano passado ele terminou na quinta posição e se disse bastante satisfeito. Será que esse ano o nosso amigo aussie vai conseguir desencantar em frente da própria torcida.

Entre os brasileiros, não há muito mistério para essa primeira prova. A grande curiosidade é saber o quanto atrás dos companheiros de equipe eles começam o ano. A partir daí será mais fácil traçar prognósticos para a dupla até o final da temporada.

Por fim, o grande destaque do primeiro dia em Melbourne é Heikki Kovalainen. Enquanto a Caterham abre a nova temporada na expectativa de somar os primeiros pontos da história, o finlandês resolveu inovar e apareceu para a corrida de abertura com um capacete homenageando o jogo ‘Angry Bird’. Espero que o nórdico entre em 2012 com sangue nos olhos iguais aos passarinhos.

Meu palpite para o GP é vitória de Sebastian Vettel seguido pelos dois carros da McLaren. Mas minha torcida é para a Lotus, até para termos uma temporada mais divertida em 2012.

Aprendendo com o mestre

março 8, 2012
Pal Varhaug

Inspirado no antigo companheiro de equipe, Romain Grosjean, Pal Varhaug terá a chance de retomar a carreira na obscura AutoGP

Que Felipe Nasr vai estrear na GP2 em 2012 você provavelmente já tinha ouvido falar. Mas por acaso você sabe quem o brasileiro vai substituir na Dams na nova temporada da categoria de acesso da F1?

Romain Grosjean? Não! É verdade que o novo piloto da Lotus foi campeão pela equipe francesa na temporada passada, mas ele foi substituído por Davide Valsecchi, que entra como mais do que favorito em 2012. Nasr, por sua vez, assume a vaga do norueguês Pal Varhaug, que se despede da categoria sem deixar muitas saudades e sem ter somado pontos em sua temporada de estreia.

Varhaug, aos 21 anos, tem um currículo razoavelmente extenso nas categorias de base. No início da carreira, o piloto foi descoberto pelos olheiros da equipe suíça Jenzer, que resolveram investir no rapaz. E a parceria deu mais do que certo. No primeiro ano juntos, em 2007, foram vice-campeões da pouco expressiva F-Renault Suíça.

Depois, no ano seguinte, veio o título da F-Renault Italiana, com direito a três vitórias em um grid que contava com gente como Adrian Quaife-Hobbs e Cesar Ramos, favoritos absolutos à taça. Apesar de Varhaug, com a conquista, ter se tornado o primeiro piloto norueguês campeão da um torneio da F-Renault, a 15ª colocação no versão europeia do certame colocou alguns pontos de interrogações na conquista.

Afinal, não havia muitas dúvidas de que o nórdico era talentoso, mas na hora de enfrentar de igual para igual os pilotos mais promissores do mundo na F-Renault Europeia – em uma geração que revelou apenas Valtteri Bottas, Daniel Ricciardo, Jean-Éric Vergne e Roberto Merhi – ele ficou devendo.

O garoto ainda permaneceu na Jenzer por mais duas temporadas, quando se tornou o primeiro vencedor da história da GP3 ao triunfar na corrida de abertura, em Barcelona. Depois, na GP2, a coisa desandou e Varhaug não pontuou em 2011, mesmo competindo pela Dams, que se consagraria campeã graças ao serviços de Grosjean.

Esquecido no mundo, você até pode pensar que Varhaug largou os monopostos e foi correr de rali ou pescar bacalhau nos arredores de Oslo. O garoto, entretanto, não fez nada disso. Para tentar recupera a carreira já marcada por algumas conquistas, o norueguês resolveu se inspirar no maior mestre disponível: Romain Grosjean.

O francês teve uma história de vida parecida, mas com muito mais glamour. Considerado um dos pilotos mais promissores das últimas gerações, Grosjean chegou à F1 quando foi chamado para substituir Nelsinho Piquet, mas acabou defenestrado da categoria. A partir daí, rodou campeonatos bastante incomuns do automobilismo até recuperar na marra uma vaga na GP2. Na época, até escrevi aqui um texto sobre a trajetória de Romain, que você pode clicar aqui para relembrar.

Pal Varhaug AutoGP

Pal Varhaug testou pela Virtuosi UK e esteve sempre entre os três primeiros

Bom, voltando a Varhaug, o norueguês tomou o antigo companheiro de equipe como inspiração. É verdade que a comparação entre os dois na última temporada, quando Grosjean marcou 100% dos pontos da Dams, queimou a carreira do nórdico, mas o nosso amigo não se abateu.

Se o título de Grosjean na AutoGP foi um marco da recuperação do piloto, é justamente esse o destino de Varhaug, que tenta restabelecer a carreira. O piloto fechou contrato com a novata equipe Virtuosi UK para disputar a etapa de Monza – marcada para este final de semana – na abertura da temporada 2012 da AutoGP.

O norueguês já afirmou que ainda tenta voltar à GP2, mas garantiu que considera, sim, disputar a AutoGP de forma integral.

Agora, olha só que coincidência. Quando Grosjean conquistou o título da AutoGP de forma avassaldora, em 2010, ele corria justamente pela Dams. Não foi por acaso que ele acabou promovido pela própria equipe francesa para correr na GP2. Foi nesse momento da história que Varhaug entrou, não somou pontos e saiu.

Agora o norueguês vai correr justamente na AutoGP. E adivinha por qual equipe ele vai correr? Dams? Não! Pela Virtuosi UK, escrevi isso dois parágrafos acima. Mas de quem você acha que os ingleses compraram os carros? É, da Dams.

Varhaug está longe de ser uma promessa como Grosjean um dia foi, mas é um piloto interessante no automobilismo, já que é praticamente um dos únicos noruegueses em atividade fora dos ralis. Caso ele realmente siga na AutoGP, a princípio começa como maior estrela de um campeonato em que pode lhe trazer de volta a carreira.

Novos carros da F1 2012 – Lotus E20

fevereiro 8, 2012
Kimi Raikkonen F1 2012 Lotus E20

Mesmo colocando Kimi Raikkonen na primeira colocação, a Lotus parece ter sido conservadora demais em 2012

O primeiro dia de treinos coletivos da F1 em 2012, na terça-feira, dia 7, terminou com Kimi Raikkonen na primeira colocação. Menos de 24 horas depois, o muy amigo companheiro de equipe, Romain Grosjean, entregou que era uma ação de marketing da Lotus para começar o ano no topo.

Não foi uma tática suja, na realidade. Uma das estratégias mais velhas na história da F1 é aproveitar a pré-temporada para garantir um ou outro patrocínio a mais ao terminar sempre na frente, mesmo fabricando voltas rápidas com pneus macios e tanque do combustível vazio.

Mas no caso da equipe inglesa, dá para entender os motivos. Após o péssimo ano de 2011, o time precisava mostrar que ainda pode terminar na frente. Além disso, Kimi Raikkonen talvez quisesse provar a si mesmo – e, de quebra, calar os críticos – mostrando que é o mesmo que conquistou o título de 2007.

Marketing ou não, a Lotus apresentou o novo carro para a temporada da F1 com alguns trunfos para brigar pela quarta colocação no Mundial de Construtores.

A começar pela asa dianteira, a equipe inglesa seguiu o mesmo padrão adotado quando ainda atendia pelo nome Renault. Aliás, há um detalhe curioso sobre a frente da Lotus. Para despistar, no lançamento do novo carro, a equipe apresentou o modelo com os adereços aerodinâmicos praticamente colados no assoalho da asa dianteira. No dia seguinte, a equipe fez uma segunda apresentação – já em Jerez –, mas com o carro de 2011. No meio dessa confusão, Kimi Raikkonen foi à pista com o novo E20, e para surpresa de todo mundo, há uma maior angulação nessas peças, que servem para facilitar o fluxo de ar.

Kimi Raikkonen F1 2012 Lotus E20

Com toda polêmica envolvendo o escapamento da Lotus (Renault) em 2011, a equipe optou por algo menos arrojado no novo campeonato

Continuando ainda na parte da frente da Lotus, ao lado da Force India, esse é o carro com o degrau no bico mais aceitável. Quando saio com alguns amigos e a gente encontra um grupo de mulheres, costumo dizer que se tiver alguma garota menos arrumadinha entre elas, a gente não nota, desde que todas as outras sejam bonitas. Obviamente, o mesmo vale para elas. As meninas olham para a gente e continuam achando que só tem cara feio, mesmo que algum seja mais ajeitado.

Ok, ok, piada à parte, mas é isso que ocorre com a nova Lotus. Comparando o E20 com os demais modelos da F1 2012, ele é feio porque tem o tal degrau no bico, mas se o carro fosse visto junto com os do ano passado, mesmo que não fosse o mais agradável, o impacto do degrau seria muito menor. Dito isso, a peça parece mais conservadora, muito distante do buraco trazido pela nova Red Bull.

A aerodinâmica também segue essa linha conservadora, lembrando bastante o carro de 2011. Os sidepods parecem mais longos que os das equipes rivais – parecido com o da Ferrari – com o escapamento localizado na parte traseira, próximo à suspensão.

Vale lembrar que havia uma expectativa grande pelos escapamentos do E20, por todos os problemas que a equipe sofreu com a peça em 2011. No ano passado, caso você não lembre, a Renault optou por colocar os escapamentos virados para a frente, mas com toda a polêmica envolvendo – e a consequente proibição – do mapeamento dos motores, a equipe teve o desempenho prejudicado.

Mas isso é curioso, pois em determinado momento da temporada passada, o time parou o desenvolvimento do carro para focar em 2012, mas o novo modelo é bastante similar ao antigo, então ao que tudo indica a tática não deu tão certo.

Esse, no entanto, não é um problema tão grande, já que os próprios engenheiros da Lotus já prometeram novos componentes antes do início da temporada.

Para ver a apresentação do carro da Caterham para a F1 2012 basta clicar aqui. E para ver a apresentação do MP4/27, o novo carro da McLaren para a F1 2012, basta clicar aqui.  Os carros da Ferrari e da Force India na F1 2012 é só clicar aqui. Agora, se você estiver procurando sobre o novo carro da Red Bull é só clicar aqui. Para encerrar as equipes grandes, clique aqui para ver a nova Mercedes. Por fim, Williams, Sauber e Toro Rosso estão aqui enquanto as sempre atrasadas Marussia e HRT estão aqui.

A solução para falta de vagas na F1

janeiro 7, 2012
Lotus Renault

O carro de três lugares poderia evitar que muito piloto ficasse desempregado na F1

No final de 2011, a Lotus, antiga Renault, criou um certo suspense antes de escolher Romain Grosjean como companheiro de Kimi Raikkonen no próximo campeonato da F1. Na ocasião, movidos pelo combustível financeiro dos patrocinadores, Vitaly Petrov e Bruno Senna tinham esperanças de continuar na equipe para o próximo ano.

Mesmo assim, Eric Boullier – o chefe da equipe – e a Gravity optaram por Grosjean, que havia acabado de conquistar o título da GP2.

Um site russo – que você pode clicar aqui para tentar descobrir qual é – publicou a imagem acima como a solução para a falta de vagas na F1. Para nossos amigos europeus, ao invés de escolher apenas um piloto, a Lotus deveria ter ficado com os três. E com o trio competindo junto ao mesmo tempo!

A história do carro de três vagas é menos interessante do que parece. Ele foi pilotado durante a Race of Champions por Vitaly Petrov, que levou dois fãs para dar uma volta pela pista em uma F1. Eu já tinha visto carro de dois lugares, mas com três é uma tremenda novidade.

Petrov teve seu dia de motorista de taxi, mas foi chutado pela equipe sem dó. Agora, junta com Bruno Senna e meio mundo, o piloto tenta se manter na categoria brigando por uma das vagas na Williams.

E já tem gente dizendo que a Williams deveria resolver o leilão de pilotos montando copiando a ideia da Lotus e criando um carro de três lugares..


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