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A primeira vitória de Beitske Visser na Red Bull

junho 6, 2013
Beitske venceu pela primeira vez defendendo as cores da Red Bull

Beitske venceu pela primeira vez defendendo as cores da Red Bull

Enquanto a F1 estava em Montreal para a disputa do GP do Canadá, no último fim de semana, diversas outras categorias corriam ao redor do globo. Uma delas foi a Adac Masters, equivalente alemão da F-Renault, que esteve em Sachsenring para a disputa da terceira etapa da temporada 2013. O fim de semana mais uma vez teve o domínio de Alessio Picariello e marcou a primeira vitória de Beitske Visser como representante do Red Bull Junior Team.

O bom desempenho da holandesa começou a se desenhar na segunda bateria da rodada tripla, quando a pilota optou por largar com pneus para pista molhada. Como a chuva deu as caras, ela rapidamente avançou até a terceira colocação, mas começou a perder rendimento conforme a pista ia secando. Ainda assim, ela fechou na sétima posição.

O resultado foi o suficiente para promovê-la à pole-position da terceira bateria, disputada com a regra do grid invertido. Se aproveitando das condições complicadas da pista, Beitske manteve uma vantagem confortável para Hendrik Grapp e contou com a bandeira vermelha – por causa da tempestade – para ficar com a vitória.

Apesar desses dois momentos de brilho no último fim de semana, o desempenho da pilota em 2013 tem sido bem fraco. Nas sete primeiras corridas do ano, ela conquistou o oitavo lugar – em quatro oportunidades – como melhor resultado e jamais brigou por pódios ou vitórias, ainda que tenha apresentado um ritmo de corrida melhor do que o de classificação.

A pilota contou com a chuva em Sachsenring para ficar com a vitória

A pilota contou com a chuva em Sachsenring para ficar com a vitória

Isso, porém, é muito pouco para alguém que já está no segundo ano na categoria e conta com o apoio de uma equipe da F1. E o desempenho dela antes da vitória realmente não era bom. Prova disso é que o outro piloto da Red Bull no certame, Callan O’Keeffe, estava na frente dela na tabela, mesmo estreando na categoria, mas acabou se envolvendo em um acidente na segunda prova de Sachsenring e não pôde somar pontos.

Além disso, também não dá para culpar o equipamento. Embora patrocinada pela Red Bull, Beitske compete pela Lotus, time campeão no ano passado com Marvin Kirchhöfer e vice-campeão de 2011 com Emil Bernstorff. Ainda que o desempenho da escuderia anglo-alemã em 2013 não seja tão bom quanto nos anteriores, os outros dois pilotos do time – Indy Dontje (sexto) e Mikkel Jensen (oitavo) estão melhores classificados e já conseguiram subir ao pódio sem precisar da regra do grid invertido.

Beitske, entretanto, ainda tem tempo suficiente para dar a volta por cima em 2013. Restam cinco etapas pra o fim do ano, e a Lotus já mostrou que tem equipamento ao menos para lutar por top-5 constantes. E, pelo que conhecemos da Red Bull, uma temporada sem resultados de destaque e longe da luta pelo título pode ser o suficiente para que o futuro de Visser no Junior Team fique ameaçado.

F1 2013 no Canadá

junho 4, 2013
Falando em Canadá, esse é Greg Moore correndo pela Mercedes

Falando em Canadá, esse é o saudoso Greg Moore correndo pela Mercedes

A F1 chega ao Canadá, neste fim de semana, para a disputa da sétima etapa da temporada 2013. Duas semanas após o GP de Mônaco, como não poderia deixar de ser, o principal assunto no paddock são os pneus. Entretanto, dessa vez, mais se fala da borracha fora que dentro das pistas.

O treino secreto que a Mercedes fez com a Pirelli após o GP de Barcelona ainda está repercutindo, com boa parte das equipes dizendo que a montadora alemã levou vantagem com a atividade. Ross Brawn, por sua vez, se diz confiante em não sofrer nenhuma sanção pesada e por isso espera o julgamento do Tribunal Internacional, que deve acontecer em duas semanas.

Dentro da pista, por outro lado, hoje não se falou dos pneus. Talvez pelo tempo frio e chuvoso em Montreal, as equipes não tiveram um desgaste acentuado da borracha, fora aquele já esperado. Por isso, é possível que algumas escuderias, principalmente aqueles que cuidam melhor dos pneus, apostem em uma tática de uma só parada no domingo.

Aí vai entrar em cena aquele velho gráfico de performance x número de paradas. Isto é, será que vai compensar para as escuderias fazer um único pit-stop e se arrastar pela pista de Montreal com os pneus desgastados, enquanto outros carros vão poder fazer uma parada a mais, colocar compostos novos e andar muito mais rápido?

Levando em conta o GP do ano passado, eu diria que a segunda opção tem mais chances. Como há muitos pontos de ultrapassagem em Montreal, talvez seja melhor para algumas equipes colocarem o pneu novo faltando entre dez e 15 voltas e sair ultrapassando todo mundo. Foi isso o que Sergio Pérez e Romain Grosjean fizeram no ano passado, e eles terminaram no pódio.

Além disso, há sempre o risco de o safety-car dar as caras em Montreal. Pela proximidade do muro em alguns pontos, além das tangências fechadas na curva 2 e no hairpin, é sempre normal acontecer algum salseiro por lá. E nesta F1 com pneus Pirelli é sempre inteligente ir aos boxes quando o carro de segurança é acionado. Afinal, mesmo que um piloto perca uma ou outra posição, ele terá pneus mais novos para não só recuperar esses postos como também passar outros adversários, já que o pelotão ainda vai estar compacto.

A1 GP do Canadá

A1 GP do Canadá

Falando em parada nos boxes, como curiosidade, a Marussia vai aposentar o tradicional ‘pirulito’, aquela plaquinha que as escuderias usam para liberar o piloto após o pit-stop. Assim como diversas equipes, os russos vão usar o farol automático a partir deste fim de semana. É que eles têm uma parceria com a McLaren e ganharam o semáforo antigo do time inglês.

Ainda sobre a McLaren, nunca é bom desconsiderar as chances de vitória de Jenson Button e Sergio Pérez em Montreal, principalmente se chover e tivermos uma corrida maluca. Entretanto, no caso de pista seca, o duelo deve mesmo ficar mais uma vez entre a Ferrari e a Red Bull, enquanto o rendimento da Mercedes vai depender de como eles tratarem os pneus

Outro detalhe interessante dessa prova é ver como os novatos vão se sair. Montreal é conhecida por ser uma pista em que os pilotos jovens têm maior dificuldade, já que eles praticamente não andam por lá enquanto estão nas categorias de base. Por isso, ainda precisam se adaptar.

Por fim, vale uma estatística interessante para o fim de semana. Desde 2005 o Muro dos Campeões faz ao menos uma vítima por ano, com exceção de 2008. No ano passado, foram Pastor Maldonado e Bruno Senna que ficaram por lá. Quem será dessa vez? Nos treinos, quem mais passou perto foi Fernando Alonso, mas o espanhol da Ferrari conseguiu frear e segurar o carro. Aliás, você pode clicar aqui e ver todas as vítimas do lendário Muro.

Para terminar, preciso fazer um desabafo. No último GP, apostei em vitória de Romain Grosjean em Mônaco. Aí o cara bateu quatro vezes durante o fim de semana. Quatro. Tá louco viu. Por isso, dessa vez meu palpite é um pouco mais conservador. Vitória de Sebastian Vettel, seguido por Fernando Alonso e Sergio Pérez. E o qual é o seu?

Confira os horários do fim de semana em Montreal:

Treino livre 3: 11h, no sábado
Treino classificatório: 14h, no sábado
Corrida: 15h, no domingo

Atrás das cortinas da F1

junho 3, 2013
James Allison é o grande nome livre no mercado deste momento

James Allison é o grande nome livre no mercado deste momento

Talvez nunca na história da F1 os engenheiros e projetistas tiveram tanto peso quanto atualmente. É inegável a importância de nomes como Colin Chapman, Gordon Murray, Rory Byrne e, mais recentemente, Adrian Newey para o campeonato, mas vivemos em uma era um pouco diferente nestes tempos.

Em primeiro lugar, há uma grande mudança no regulamento prevista para o próximo ano, quando os motores 1,6 L turbo estreiam na categoria, além de alterações mais sutis no design dos carros. Por isso, as equipes já estão se armando com o quem têm de melhor no departamento-técnico para desenvolver o novo equipamento.

É por isso que a Mercedes contratou praticamente todos os nomes disponíveis no mercado.

Só que há um detalhe importante. Dessa vez as equipes não vão poder testar ilimitadamente antes e durante a temporada. Portanto, um carro que nascer torto dificilmente se endireitará. Por isso – embora o mercado de pilotos possa ser agitado para 2014, já que Mark Webber e Felipe Massa estão no último ano de contrato – é a parte técnica que recebe um peso maior.

E também não podemos esquecer que além dos motores ainda há os pneus. A Pirelli ainda não renovou o vínculo com a F1, mas deve continuar como fornecedora. Caso isso realmente aconteça, é provável que os novos compostos durem mais que os atuais – com duas paradas em média por prova –, mas a borracha não deixará de ser algo importante na concepção do carro. Ninguém quer ser a Mercedes de 2013, com um equipamento veloz, mas que vai ficando pelo caminho durante as corridas.

Por isso, nada mais natural que as equipes apostem no que está dando certo em 2013. Apesar do bom desempenho de Ferrari e Force India com os compostos, a equipe que trata melhor a borracha é a Lotus. Mesmo com um orçamento menor que as grandes escuderias, a equipe inglesa construiu um carro capaz de vencer corridas.

James Key deixou a Sauber em 2012 e agora está na Toro Rosso, mas me Milton Keynes

James Key deixou a Sauber em 2012 e agora está na Toro Rosso, mas me Milton Keynes

Assim, os outros times foram atrás de James Allison, então diretor-técnico da Lotus. De olho em um maior orçamento para desenvolver os carros, o dirigente deixou o time no fim do mês passado e está neste momento em uma espécie de ‘cantinho do castigo’, já que um toda vez que alguém muda de equipe na categoria é obrigado a ficar seis meses longe do trabalho.

Quando esses seis meses acabarem, ninguém sabe qual será o destino de Allison. Todas as equipes já negaram que o contrataram e, de fato, parece que ele rescindiu com a Lotus para que esse tempo na geladeira comece a contar enquanto ele está negociando com as outras escuderias.

Em um primeiro momento, parecia que o engenheiro ia para a Ferrari, onde trabalhou durante a Era Schumacher. Entretanto, nesta semana o boato que surgiu é que Allison estará na Red Bull no ano que vem e será o sucessor de Adrian Newey, que já começa a pensar em se aposentar.

Só que meses atrás outra pessoa era apontada como substituta de Newey: James Key, o responsável pelo carro da Sauber do ano passado e que desde o início de 2013 está trabalhando na Toro Rosso. Para que o britânico possa passar mais tempo com Newey, a Toro Rosso passou a ser desenvolvida direto de Milton Keynes – não mais em Faenza –, onde estará o escritório dos engenheiros.

A chegada de Key significa que não há espaço para Allison na Red Bull? Provavelmente não. A Mercedes já mostrou que é as grandes equipes são capazes de juntar superengenheiros. E embora Allison ainda não tenha anunciado o futuro, não é coincidência que a capa da revista da Autosport desta semana seja a Red Bull admitindo que quer Kimi Raikkonen. Ou seja, caso eles contratem o finlandês, nada melhor que trazer quem lhe deu o carro vitorioso dos últimos anos.

Alguma coisa acontece na Red Bull na F3

maio 2, 2013
Daniil Kvyat foi chamado pela Red Bull para estrear na F3 neste fim de semana

Daniil Kvyat foi chamado pela Red Bull para estrear na F3 neste fim de semana

Antes de começar o texto de hoje aqui no World of Motorsport, quero pedir desculpas pelo blog ter ficado sem atualização nos últimos dias. É que nesse tempo estive no Anhembi para fazer a cobertura da Indy para o Grande Prêmio e não sobrou muito tempo livre para escrever algo após cerca 14h de expediente diárias.

Apesar disso, não foi só a categoria norte-americana que correu neste fim de semana. Quem também foi à pista foi a F3 Europeia, para a terceira etapa da temporada 2013, em Hockenheimring. Um dos destaques da rodada foi a retomada da parceria entre Red Bull e Carlin, que havia ficado de certa forma desgastada com o fiasco de Carlos Sainz Jr na F3 Inglesa no ano passado.

Juntas, Carlin e Red Bull já haviam conquistado o título da F3, entre 2008 e 2010, com Jaime Alguersuari, Daniel Ricciardo e Jean-Éric Vergne, mas a empresa austríaca resolveu focar na GP3 neste ano – e apoiando a equipe MW Arden –, após Sainz sequer ter brigado pelo caneco na temporada passada.

Entretanto, a fabricante de energéticos ainda tem um representante na F3 Europeia em 2013: Tom Blomqvist, da Eurointernational. O britânico, na verdade, já havia assinado contrato com a escuderia italiana no fim de 2012, antes de ser chamado pelos rubro-taurinos no início deste ano. Por isso, a empresa decidiu deixá-lo no time.

Só que Blomqvist não começou o campeonato bem. Nas seis corridas disputadas em Monza e em Silverstone, o piloto subiu ao pódio apenas uma vez e terminou no top-5 em outra oportunidade. Fora isso, ainda houve dois décimos lugares, além de duas corridas fora da zona dos pontos.

Curiosamente, o russo competiu com um carro sem o layout da Red Bull

Curiosamente, o russo competiu com um carro sem o layout da Red Bull

Para tentar mudar a situação, a Eurointernational resolveu fazer algumas alterações. O time fez uma aliança técnica com a Romeo Ferraris, que acabou deixando o campeonato na última etapa. Fora isso, na última semana, Carlos Sainz Jr foi convocado pela Red Bull para testar pelo time italiano a fim de desenvolver o equipamento.

O envolvimento dos rubro-taurinos na recuperação da Eurointernational parecia que ia continuar quando a lista de inscritos para Hockenheim foi divulgada. Além dos pilotos regulares, quem também estava confirmado era Daniil Kvyat, mais um do programa da RBR. O problema é que o russo estava escalado para competir pela Carlin e não pelo time italiano.

Kvyat, aliás, até começou o fim de semana em alta, cravando a pole-position para a terceira corrida de etapa logo na estreia. Consequentemente, Blomqvist começou a ficar pressionado, afinal, mesmo sendo um veterano no campeonato, ele começou a ser superado com facilidade pelo colega russo.

Só que a pressão deu resultado. Blomqvist terminou na terceira colocação duas vezes, pulando para a sétima colocação no campeonato, com 62,5 pontos. O líder é Raffaele Marciello, da Academia da Ferrari, bem distante, com 171,5.

É muito cedo para falar qualquer coisa, mas já vimos essa história antes. Quando a Red Bull começa a testar outros pilotos e avaliar novas opções, é sempre um sinal de que mudanças drásticas podem acontecer.

Mais um dia na rotina da Red Bull

abril 19, 2013
Não há dúvidas de que António Félix da Costa está sendo preparado pela Red Bull

Não há dúvidas de que António Félix da Costa está sendo preparado pela Red Bull

Não há mais nenhuma dúvida de que António Félix da Costa está sendo preparado para assumir uma vaga na Red Bull nos próximos anos. A maior prova disso aconteceu neste sábado, dia 27, durante o treino classificatório da etapa de Aragón da World Series by Renault. Pouco depois de receber a bandeira quadriculada, o luso ficou parado na pista por causa de uma pane seca.

Dessa forma, o piloto da Arden Caterham perdeu o terceiro lugar obtido no grid e foi obrigado a largar da última colocação.

Vale lembrar que a Red Bull passou por esse problema na F1 duas vezes recentemente. A primeira aconteceu no GP de Abu Dhabi do ano passando, com Sebastian Vettel, então na luta pelo terceiro título. Naquela prova, o germânico ainda conseguiu se recuperar, subindo ao pódio em terceiro.

Mark Webber, por sua vez, foi ‘sorteado’ pela RBR no GP da China deste ano. Depois de também ficar sem combustível no Q2 da classificação, o australiano viveu uma maré de azar em Xangai, culminando com uma roda solta durante a corrida, o que forçou o abandono.

Agora foi a vez de Félix da Costa passar pela mesma situação. Como na World Series os carros são iguais e a duração da corrida é menor, o luso fez  uma boa prova de recuperação, mas acabou apenas no 13º lugar, sem conseguir marcar pontos. Assim, o português continua com 25 pontos na classificação geral, enquanto Kevin Magnussen, o líder, já soma 61.

Agora o piloto luso está 36 pontos atrás de Magnussen na classificação geral

Agora o piloto luso está 36 pontos atrás de Magnussen na classificação geral

É claro que pane seca geralmente é consequência de erro humano, ainda mais em uma categoria de base, mas há uma explicação para o que aconteceu neste sábado. Pressão.

No ano passado, como FDC não havia disputado todo o campeonato da World Series by Renault, a equipe Arden Caterham não estava pressionada. Independentemente do que o luso fizesse nas provas, o resultado já seria melhor que a última colocação de Lewis Williamson, que começou o ano pelo time.

Dessa vez a história é diferente. Félix da Costa é o favorito absoluto ao título da WS, então nem ele, nem a equipe podem errar. O problema é que o fim de semana em Aragón começou com Kevin Magnussen, da Dams, tendo um desempenho assombroso, sendo o mais rápido nos três treinos realizados.

Para tentar parar o dinamarquês – ou ao menos diminuir o prejuízo – a Arden Caterham precisou ir no limite para o treino classificatório, daí a margem elevada para o erro  que deu na pane seca.

O resultado foi terrível para o lisboeta, que soma apenas 25 pontos em três corridas até aqui, graças à vitória na segunda prova de Monza. É claro que está muito cedo para falar qualquer coisa, e FDC tem tempo suficiente para se recuperar, mas esse início tumultuado de temporada pode pesar. Se ele acabar o ano com o vice-campeonato, devido a uma diferença menor que 26 pontos com relação a Magnussen, a culpa terá sido desse fraco início.

F1 2013 na China

abril 8, 2013
Yao Ming foi o maior piloto de F1 da história da China. Ok, ele não foi um piloto, mas ainda assim foi o maior

Yao Ming foi o maior piloto de F1 da história da China. Ok, ele não foi um piloto, mas ainda assim foi o maior

Depois de duas semanas de folga, a temporada 2013 da F1 retorna para o GP da China, neste fim de semana. Em uma época não muito distante, quando os pneus Pirelli e a asa traseira móvel ainda não existiam, teríamos apenas motivos para lamentar a etapa de Xangai, visivelmente menos emocionante que as de Sepang.

Porém, desde a chegada dos novos artifícios, os chineses têm visto corridas mais emocionantes, graças à enorme reta do traçado. De qualquer forma, sempre há exceções. No ano passado, por exemplo, a Mercedes foi tão dominante, que só não conseguiu a dobradinha, pois um dos mecânicos errou na hora de prender a roda de Michael Schumacher em um dos pit-stops.

O problema é que desde então a escuderia prateada não fez mais nada na F1. Com problemas para fazer o DRS duplo funcionar, o time não conseguiu repetir bons resultados em 2012. Depois, eles mudaram o foco para a atual temporada, mas ainda parecem estar em um segundo escalão, atrás de Lotus e de Red Bull.

Além disso, eles ainda estão sendo obrigados a administrar crises internas. Há três semanas, em Sepang, Rosberg deixou claro que não está satisfeito com a função de segundo piloto. Nas voltas finais daquela corrida, mesmo mais rápido, o alemão foi proibido pela Mercedes de ultrapassar o companheiro de equipe, Lewis Hamilton. Após a prova, o germânico reclamou, bufou e disse que é bom a escuderia, no futuro, lembrar o que havia se passado.

De qualquer forma, essa não é uma situação exclusiva da montadora alemã. Ainda mais pressionada está a Red Bull, onde Sebastian Vettel realmente desobedeceu à instrução da equipe e deixou Mark Webber para trás nas voltas finais de Sepang. Após toda a confusão, o time austríaco já disse que não deve renovar o contrato do australiano, mas também cogita acabar com o jogo de equipe.

Provavelmente nada deve acontecer, mas será interessante ver até aonde os ecos de Sepang vão chegar nesta temporada.

A1GP da China

A1GP da China

Ainda falando sobre as equipes grandes, Ferrari e McLaren também têm bons motivos para se preocupar. A escuderia italiana, por exemplo, tem visto Fernando Alonso tomar tempo constantemente de Felipe Massa, principalmente em uma única volta rápida. Não há dúvidas de que o espanhol é o concorrente ao título de Maranello, mas é questão de tempo para que o sinal amarelo se acenda por lá.

Por outro lado, Massa ainda está com problemas em fazer os pneus durarem, como ficou mostrado no GP da Malásia. Na última corrida, o brasileiro foi obrigado a fazer uma parada a mais, nas voltas finais, tamanha a degradação dos compostos. Essa situação deve se amenizar na China, onde as temperaturas – e consequentemente o desgaste – são menores que na Malásia. Ainda assim, a Ferrari vai precisar trabalhar para encontrar o ponto ótimo no desempenho do brasileiro, descobrindo quando ainda é vantagem ficar com pneus antigos e a partir de onde é melhor colocar compostos novos.

Por fim, a equipe inglesa mais uma vez começa uma temporada com um equipamento pouco competitivo. Desde 2009 – o que nem faz tanto tempo assim – já é a terceira ou quarta vez que os carros prateados não conseguem acompanhar o ritmo dos mais rápidos no início do campeonato, obrigando os engenheiros de Woking a mostrar o poder de reação.

Não tenho dúvidas de que Jenson Button e Sergio Pérez ainda vão brigar por pódios e vitórias em 2013, o problema é quando isso vai acontecer. Se a reação da McLaren demorar muito, qualquer chance de título pode ir embora. E como o time britânico já fala em ignorar 2014 e começar a trabalhar no carro de 2015 (quando terá o motor Honda), abrir mão do atual campeonato não é a melhor escolha.

Dentre as equipes do meio e do fim do pelotão, Caterham e Williams vivem as situações mais delicadas. Com desempenho abaixo do esperado nas duas primeiras corridas do ano, os dois times já admitem que precisam de atualizações para dar a volta por cima. O problema é que, como a F1 ainda está na Ásia, as novas peças só devem chegar para o GP de Barcelona, quando 20% do campeonato já vai ter ido embora. E, obviamente, as outras equipes não vão estar de braços cruzados enquanto elas trabalham.

Para encerrar, meu palpite – furado – para o GP da China é mais uma vitória de Sebastian Vettel, com Alonso e Lewis Hamilton completando o pódio.

Confira os horários do GP da Malásia de 2013:

Treino livre 1 – 23h quinta-feira
Treino livre 2 – 3h sexta-feira
Treino livre 3 – meia-noite sábado
Treino Classificatório – 3h sábado
Corrida – 4h domingo

Beitske Visser no Red Bull Junior Team

março 30, 2013
Beitske Visser vai defender as cores da Red Bull em 2013

Beitske Visser vai defender as cores da Red Bull em 2013

A Red Bull sempre foi mestra do marketing e da autopromoção na hora de contar suas novidades. Todos os anos, a escuderia juntava seus jovens pilotos para apresentar as novas gerações do Red Bull Junior Team, o programa da empresa de descobrir novos talentos no esporte a motor.

Em 2013 nada disso aconteceu. Após o fracasso dos pilotos rubro-taurinos no ano passado, salvo António Félix da Costa, a empresa decidiu mudar de postura e, na surdina, anunciou a contratação de Beitske Visser, a primeira mulher a fazer parte do programa.

A holandesa de apenas 18 anos de idade já foi assunto aqui do World of Motorsport em diversas oportunidades. Ela começou a correr no ano passado pela Lotus, na Adac Masters, da Alemanha, quando conquistou duas vitórias, mas perdeu cinco corridas devido a duas graves lesões que sofrera.

Ainda assim, conseguiu impressionar. Tanto é que a Lotus queria levá-la para a F3 Alemã. O acordo já estava pronto, mas aí surgiu a Red Bull. E que piloto no mundo iria negar a oportunidade de participar do programa rubro-taurino, não é verdade?

Assim, o acerto rapidamente foi costurado e Beitske será companheira de equipe de Callan O’Keeffe na Adac Masters, onde, obviamente, já é apontada como uma das favoritas para a temporada de 2013.

Ela é sem dúvida favorita ao título de 2013

Ela é sem dúvida favorita ao título de 2013

O ponto positivo desta história é que a holandesa não foi contratada pela Red Bull como uma decisão demagoga da empresa de que precisava de uma mulher em seus carros. Ainda que ser garota tenha pesado na decisão – não acredito que um menino com desempenho similar ao dela tivesse chances no Junior Team –, Beitske já mostrou diversas vezes que dever ser, sim, respeitada por aquilo que consegue fazer na pista.

Eu sempre tive para mim a ideia de que para uma mulher conseguir chegar à F1 e ter sucesso ela precisaria vencer o pensamento machista de que “ela dirige bem para uma mulher” e ser avaliada de igual para igual contra qualquer outro piloto. Beitske já provou isso ao longo de toda a carreira. Ela foi campeã europeia de kart e venceu duas corridas na temporada em que estreou na Adac Masters.

Por fim, vale ressaltar a mudança de postura da Red Bull com o programa de jovens pilotos. Se antes eles contratavam nomes questionáveis e com pouca história no esporte, como Jaime Alguersuari, Daniil Kvyat, Lewis Williamson e Stefan Wackerbauer, agora eles estão indo direto em pilotos que já mostraram potencial.

Uma escalação com Félix da Costa, Beitske, Tom Blomqvist, além de Carlos Sainz Jr., Daniil Kvyat e O’Keeffe é bastante respeitável.

O que aprendemos com o GP da Malásia de F1?

março 28, 2013
Mark Webber mostrando como está feliz com Sebastian Vettel

Mark Webber mostrando como está feliz com Sebastian Vettel

Já se passou uma semana praticamente do polêmico fim de GP da Malásia, quando Sebastian Vettel desobedeceu a um acordo da Red Bull e ultrapassou Mark Webber nas voltas finais. Assim, passado o período de reflexão, resta perguntar o que aprendemos desde então? Acho que não muita coisa.

A maior lição que tiramos é que na F1 vale a máxima de que uma mentira contada várias vezes se torna uma verdade.

A principal mentira até agora é que é totalmente normal haver um acordo nas ultimas voltas para que dois pilotos de uma mesma equipe mantenham as posições e não duelem na pista. Em Sepang, isso não só aconteceu na Red Bull, mas também na Mercedes, onde Ross Brawn — sempre ele — impediu que Nico Rosberg passasse Lewis Hamilton pelo terceiro lugar.

Só que isso não deveria ser algo normal. É uma deformação do esporte criada pelas equipes, com a suposta justificativa de evitar desgaste do equipamento no fim da corrida, além de um eventual abandono duplo em caso de um acidente.

Mas em qual outro esporte acontece algo parecido? Será que no futebol há algum acordo para que o time que estiver na frente aos 30 minutos do segundo tempo saia vencedor? Com isso, o técnico poderia até poupar alguns jogadores. É algo que faz sentido na realidade brasileira, com os times precisando jogar toda quarta e domingo.

Ou então podemos falar de outro esporte de velocidade, como a natação. Talvez possa haver um pacto entre os atletas de quem fizer a última virada na frente será o vencedor. Dá para argumentar que são situações diferentes, pois na F1 acontece entre pilotos da mesma equipe, enquanto nessas modalidades seriam entre adversários.

Ok, mas o que me impede de montar uma equipe de natação e contratar quatro ou cinco atletas de ponta e propor algo assim entre eles. E quem garante que isso nunca aconteceu? Faria sentido pensar em algo assim em uma seletiva, por exemplo, para que um atleta se poupasse durante as eliminatórias de olho na decisão.

Uso essa mensagem de Webber para expressar o que penso sobre esses jogos de equipe

Uso essa mensagem de Webber para expressar o que penso sobre esses jogos de equipe

Só que isso não é esporte. A definição esportiva determina que o vencedor é o mais capaz durante todo o período de disputa. E se Webber tivesse ganhado na Malásia não seria isso p que teríamos visto. Esse acordo que existe é um assalto. Você assiste à corrida achando que ela vale até o fim, mas na verdade já há um pacto pelo vencedor.

A segunda mentira é que a Red Bull está muito desapontada com a atitude de Vettel. É claro que não estão. Webber é muito lúcido ao dizer que a equipe vai proteger o alemão. Prova disso é que o australiano deixou o GP da Malásia dizendo que iria rever a carreira e poderia deixar a equipe austríaca.

A resposta veio nesta quarta-feira, dia 26, quando o jornal alemão Bild disse que a equipe decidiu não renovar com o veterano para a próxima temporada. Coitado, que mal ele fez? Tudo o que queria era tentar vencer uma corrida, mas acabou usurpado nas voltas finais.

E a última mentira é que as pessoas, espectadores inclusive, se importam com jogo de equipe. Claro que não. Talvez se importem quando é um brasileiro envolvido, tendo que abrir mão de posição para um companheiro de equipe. Quando não tem um piloto do país, as justificativas das equipes até que parecem razoáveis não é mesmo?

Afinal, qual a diferença entre pedir para um piloto ceder uma posição e para outro não ultrapassar. Será que existe uma escala de desonestidade esportiva na F1? Assim, a Red Bull é mais boazinha que a Ferrari porque infringiu apenas algumas regras? Acho que não.

Para mim, embora já tenha lido que essa é uma opinião ingênua no meio da F1, os princípios do esporte devem ser respeitados. Só que não são quando a Ferrari rompe o lacre de Felipe Massa para beneficiar Fernando Alonso, ou obriga Rubens Barrichello a ceder a primeira posição. E também não são quando a Red Bull até cria um nome bonitinho – Multi21 – para manipular o resultado de uma prova.

Touro escondido

fevereiro 19, 2013
Esse é o carro de Loeb no GT Series de 2013

Esse é o carro de Loeb no GT Series de 2013

Sébastien Loeb disputou todas as etapas do WRC entre 2003 e 2012, com exceção de quatro provas em que estava machucado. Nesse tempo, conquistou um vice-campeonato e nove títulos mundiais, tornando a Citroën uma das montadoras de maior sucesso – se não a maior – da história da modalidade.

Mas não foi apenas a fabricante que alcançou seus objetivos. Todo mundo que resolveu investir em Loeb teve um retorno satisfatório ao final desse período. Por isso, nada mais natural que alguns patrocinadores da montadora no WRC acabassem se tornando investidores pessoais do piloto francês.

Uma dessas empresas foi a Red Bull. Em 2008, a fabricante de energéticos resolveu investir no certame ao patrocinador a Citroën, mas ampliou o vínculo também ao piloto. Juntos, conquistaram cinco títulos mundiais, um X de Ouro nos X Games, uma Race of Champions e uma vez ele se tornou o piloto francês do ano.

Além disso, Loeb chegou a testar pela Red Bull na F1 e foi especulado para a vaga de Sébastien Bourdais, mas acabou vetado pela FIA, que não lhe deu a superlicença.

Quando o francês resolveu deixar o WRC, a empresa de energéticos não pensou duas vezes e decidiu segui-lo independentemente do campeonato onde fosse correr. Como Loeb acertou com a McLaren para competir no GT Series – antigo GT1 – a Red Bull se tornou o principal patrocinador e entrando pela primeira vez no certame.

Não há dúvidas de que a Red Bull é uma das patrocinadoras de Pastrana

Não há dúvidas de que a Red Bull é uma das patrocinadoras de Pastrana

Se Loeb corresse em qualquer outra categoria, não seria diferente. Os taurinos já estavam presentes, por exemplo, nas incursões do francês pela Porsche Cup Francesa.

Entretanto, há um campeonato em que o megacampeão do WRC não teria o apoio da empresa austríaca – ao menos de forma oficial –, a Nascar.

Quem vive uma situação parecida com a de Loeb é Travis Pastrana, astro dos esportes de ação. O americano, que já foi campeão dos X Games tanto dando giros mortais em cima de uma motocicleta quanto pilotando um carro de rali, resolveu disputar algo menos emocionante em 2013 e fechou com a Nascar.

Neste ano, ele está competindo na Nationwide em um nada chamativo carro rosa e amarelo da equipe de Jack Roush. Embora o equipamento chame a atenção pela cor, também é notável a falta de patrocinadores. Isso, porém, não quer dizer que Pastrana não tenha parceiros. Quem paga o orçamento dele na Nascar é a mesma Red Bull, além da DC Shoes e do dinheiro do próprio piloto. Mas a Red Bull não estampa as corres no carro.  Nem a DC.

Portanto, a grande questão é por que Loeb tem apoio incondicional da empresa seja lá onde for correr e Pastrana não? Estariam eles em patamares diferentes para a fabricante de bebidas ou é apenas uma estratégia de marketing, já que a Red Bull acabou de deixar a Nascar?

Uma última alternativa é que a empresa austríaca tenha endossado a mudança de categoria de Loeb, mas não a de Pastrana. Pode ser que para eles fosse mais interessante ver o americano ainda nos esportes de ação e não correndo em um mercado como a Nascar.

Mudanças no Red Bull Junior Team

dezembro 30, 2012
E pensar que Lewis Williamson era a grande aposta da Red Bull para a F1

E pensar que Lewis Williamson era a aposta da Red Bull para a F1

Pior do que tirar o chefe no amigo secreto de fim de ano deve ter sido dar um presente a Helmut Marko, na brincadeira da Red Bull. Apesar do tricampeonato conquistado pela equipe austríaca na F1, o conselheiro terminou 2012 extremamente irritado com o desempenho do Junior Team ao longo dos últimos meses.

Isso tudo em um ano que a Red Bull resolveu aumentar o investimento nas categorias de base, apostando em seis jovens pilotos. Assim, o ano começou com Carlos Sainz Jr, Daniil Kvyat, Lewis Williamson, Callan O’Keeffe, Stefan Wackerbauer e Alex Albon representando as cores rubro-taurinas nos campeonatos menores.

Apesar do plantel recheado, o sinal de que alguma coisa estava errada veio quando Williamson foi dispensado após apenas três etapas na World Series by Renault. Após uma péssima pré-temporada, o escocês ocupava a última colocação no campeonato e acabou liberado pelo programa para dar lugar a António Félix da Costa. Como se sabe, o português deu conta do recado e fechou o ano com quatro vitórias nas últimas cinco corridas da WS, além do título no GP de Macau de F3.

No entanto, as conquistas praticamente pararam por aí. O outro garoto a ter vencido em 2013 foi Kvyat, que ficou com o título da F-Renault Alps. Na Eurocup, porém, o russo encerrou com o vice-campeonato, ampliando o jejum rubro-taurino no certame. Entre os demais representantes do programa, só derrota.

Wackerbauer, que era apontado como novo Vettel por ter sido descoberto pela Red Bull em parceria com a BMW, assim como o tricampeão da F1, foi apenas o 11º na F-Renault, tendo pontuado somente em cinco das 14 corridas. Já Albon foi ainda pior. Um dos mais jovens representantes do grid, o piloto fechou o ano em 37º, tendo somado sequer um único ponto.

Sainz, por sua vez, decepcionou ao se tornar o primeiro piloto da Red Bull a não ter conquistado o título da F3 Inglesa, isso em uma temporada em que disputou também a F3 Europeia, acumulando uma quilometragem muito maior que a dos adversários.

Por fim, O’Keeffe fechou a fase preliminar da BMW Talent Cup com quatro vitórias (mais que qualquer outro competidor), mas acabou a grande decisão – a única que vale pontos – somente em nono.

Callan O'Keeffe já andou testando pela Adac Masters

Callan O’Keeffe já andou testando pela Adac Masters

Em outras palavras, Marko encerrou o ano com um cenário de terra arrasada em seu programa, visto que a Red Bull só não foi pior que o Palmeiras em 2012. Para tentar melhorar as coisas, o dirigente já aplicou medidas extremas no Junior Team para o próximo ano.

Em primeiro lugar, sobrou para Wackerbauer e para Albon, que não retornam ao programa em 2013. Com isso, Félix da Costa, Kvyat, Sainz e O’Keeffe são os únicos representantes confirmados, embora ainda exista a possibilidade de algum nome ainda vir a ser anunciado.

Depois, o time decidiu mudar as categorias em que participa. Nos últimos anos, a Red Bull esteve na BMW Talent Cup, F-Renault, F3 Inglesa, World Series by Renault, além da própria F1. Para 2013, Callan O’Keeffe já afirmou que deve trocar o certame da BMW e ir competir na Adac Masters (equivalente alemão à F-Renault).

Kvyat e Sainz, que surpreendentemente não foram cortados, devem dividir a Arden na GP3, sendo que o espanhol pode aparecer na World Series by Renault, onde António Félix da Costa também deve competir.

O mais interessante dessas mudanças é que dá a impressão de a Red Bull estar atirando para todos os lados. Se eles mudassem apenas os pilotos, mas mantivessem os competidores na F-Renault e na F3, concluiríamos que o problema eram os atletas, que estavam abaixo do esperado pela empresa.

Por outro lado, mudando os campeonatos do qual participa, você dá a entender que o desenvolvimento dos garotos estava sendo comprometido por disputarem determinado certame. Mas, trocando tanto atletas quanto equipamento, parece que a empresa energética está desesperada para retomar a liderança no quesito desenvolvimento de jovens pilotos.

Por fim, acho que as dispensas foram acertadas, mas elas não corrigem o principal problema rubro-taurino, a captação errada de atletas. Quando há outros interesses na hora de recrutar jovens talentos – como agradar a algum dirigente da empresa ou estar de olho em algum mercado consumidor para as latinhas –, é claro que o resultado na pista será comprometido. Não tenho dúvidas de que foi isso o que aconteceu na geração de 2012.


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