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Pantera adormecida

maio 3, 2013
A Panther está cada vez mas pequenininha na Indy

A Panther está cada vez mas pequenininha na Indy

Há dois anos, quando J.R. Hildebrand bateu na última curva das 500 Milhas de Indianápolis, escrevi aqui no World of Motorsport que o piloto americano havia falhado na missão de entrar para a história. Claro que aquele fim de corrida foi dramático, mas no futuro, quando as pessoas procurarem sobre o resultado da Indy 500, vão ver apenas o nome de Dan Wheldon. Somente os mais aficionados pelo esporte vão saber da circunstância daquela vitória.

Agora, em 2013, não há muitas dúvidas de que aquele talvez tenha sido o último momento de brilho da tradicional equipe Panther na categoria. Acostumada a brigar por vitórias com pilotos como Scott Goodyear e Sam Hornish, além de Thomas Scheckter, Vitor Meira e o próprio Wheldon, a equipe de John Barnes, uma das poucas remanescentes da antiga IRL, não ocupa mais o quarto posto na ordem de forças da categoria.

Se há alguns anos a Panther estava atrás apenas de Penske, Ganassi e Andretti, não é absurdo dizer que ela já foi superada por Foyt, KV e Dreyer & Reinbold (antes da fusão). Também não está errado dizer que Rahal Letterman, Sam Schmidt e Dale Coyne tiveram momentos de muito mais brilho nos últimos anos, ainda que no conjunto da obra o time Barnes esteja melhor.

E isso coloca por terra o argumento de que a Panther encolheu por falta de dinheiro. É verdade que a escuderia não tem o mesmo orçamento que Penske, Ganassi e Andretti, mas ela não termina na frente desde 2005, quando Thomas Scheckter triunfou no Texas. Para piorar, nesse período, a Dale Coyne, pior equipe da Champ Car, já venceu duas vezes.

Dan Wheldon wins the Indy 500

E esse momento mudou a história

O problema da Panther é que ela parou no tempo conforme a Indy foi mudando. Com cada vez menos etapas em ovais, as equipes medianas entenderam que é melhor você ter um especialista em circuitos mistos a contratar alguém mediano tantos em ovais quanto em mistos.

É por isso que nomes como Justin Wilson, Takuma Sato, Mike Conway, Simona de Silvestro e Sébastien Bourdais são tão valorizados na categoria. E o que eles têm em comum? Tirando Simona, todos os outros fizeram carreira na Europa, chegaram a categorias como F1, GP2 e F3000, antes de se mudarem para a América.

Atual titular da Panther, J.R. Hildebrand seguiu o caminho contrário. O piloto competiu nos Estados Unidos e foi campeão da Indy Lights antes de descolar uma vaga na categoria principal. Só que o título do americano foi em 2009, numa época em que James Hinchclife, por exemplo, era um novato.

Desde então, o canadense não só venceu o título de Novato do Ano da Indy, em 2010, como conseguiu uma boa transferência para a Andretti e se tornou um dos pilotos de ponta da categoria. Por isso, por mais que J.R. ainda tenha espaço para se desenvolver, talvez fosse melhor para a Panther dar uma olhada no automobilismo europeu.

Em uma F1 onde o dinheiro é cada vez mais importante para a chegada de novos pilotos, o time americano poderia contratar alguém que ficou sem vaga por lá. Por que não pensar algo e trazer Heikki Kovalainen, Timo Glock ou até mesmo Kamui Kobayashi?

Por outro lado, dá para entender que os pilotos que hoje alcançam a F1 pensam em continuar na Europa, seja no DTM, seja no WEC.  Por isso, uma solução para a Panther poderia ser trazer alguém que se destaque na GP2, mas não tenha o orçamento necessário para subir à F1.

No grid de 2013, não há muitas dúvidas de que Felipe Nasr e James Calado são os nomes de maior destaque. Se eu fosse a Panther, ficaria de olho caso o plano deles de alcançar a F1 não dê certo. Mas isso não quer dizer que o restante do grid seja composto por pilotos fracos. Alexander Rossi, por exemplo, é americano e já mostrou bons resultados em praticamente todas as categorias por onde passou.

Mas eu gostaria de ver Sam Bird tendo uma chance. Reserva da Mercedes na F1, dificilmente o inglês vai ter alguma chance na categoria principal. Então, por que não arriscar e seguir o caminho de Dan Wheldon, trocando o automobilismo europeu pelo norte-americano, podendo até se tornar um ídolo deste lado do Atlântico?

Origens: Sam Hornish Jr

fevereiro 22, 2013
Hornish começou a carreira na USF2000, onde pouco se destacou

Hornish começou a carreira na USF2000, onde pouco se destacou

O World of Motorsport estreia hoje uma nova seção, Origens, que vai desvendar o que grandes pilotos faziam em suas carreiras antes de alcançar a glória no automobilismo. Quem abre essa nova página é Sam Hornish Jr, vencedor da etapa da Nationwide, em Las Vegas, neste sábado, dia 9.

O americano ganhou destaque no esporte a motor ao conquistar o bicampeonato da Indy, entre os anos de 2001 e 2002, pilotando o carro amarelo da Panther e tendo vencido nomes como Helio Castroneves e Gil de Ferran. Depois disso, ainda levou mais um título competindo pela Penske, até fazer a transição para a Nascar, onde tenta se firmar até hoje.

Mas obviamente a carreira dele começou muito antes de ser contratado pela Penske. Mais precisamente em 1990, quando Sam Hornish Sr, o pai do piloto, comprou um kart para que pudesse passar mais tempo com o filho, sendo o mecânico, enquanto o garoto pilotava.

Nos carrinhos, Hornish Jr conquistou alguns campeonatos nos Estados Unidos e no Canadá, antes de fazer a transição para os monopostos. O problema é que depois disso em momento algum deslanchou. Durante muito tempo, ele só conseguia avançar à próxima categoria porque estava no lugar certo e na hora certa, além de impressionar os empregadores quando ganhava uma oportunidade.

Para começar a fase irregular, Hornish disputou a F2000 e a USF2000 entre 1996 e 1998, mas sem obter grandes resultados. Nesta última, ele fechou a temporada 1998 apenas na sétima colocação, com dois pódios em 14 corridas, ficando atrás de nomes como David Besnard, Robbie McGehee e Andy Lally, que tiveram pouco ou nenhum destaque nas respectivas carreiras.

Na péssima PDM, o americano conquistou um pódio

Na péssima PDM, o americano conquistou um pódio

Mesmo assim, Hornish descolou uma transferência para a F-Atlantic no ano seguinte. Só que mais uma vez o desempenho não foi tão bom. Correndo pela equipe de Michael Shank, o piloto até conquistou uma vitória, mas concluiu o ano mais uma vez em sétimo, atrás de Alex Tagliani, Buddy Rice e do campeão Anthony Lazzaro, hoje militante do endurance. Como prêmio de consolação, o futuro piloto da Penske foi o novato mais bem classificado.

Por isso, a lógica seria que Hornish continuasse no certame por mais um ano, onde tentaria disputar o título. Foi isso o que Buddy Rice fez. Mas Sam tinha planos diferentes. Disposto a realizar o sonho da vida e correr na Indy, o americano fechou contrato com a pequena equipe PDM para disputar oito das nove corridas da temporada 2000.

Por estrear em um time pequeno, o piloto teve um ano de altos e baixos. Patrocinado pela empresa da família, Hornish impressionou logo de cara ao conquistar o terceiro lugar na corrida de Las Vegas – vejam que coincidência –, além de terminar em nono no Kentucky, onde liderou por 38 voltas. Porém, nas demais seis corridas, abandonou cinco e terminou 28 voltas atrás em outra.

Como acontece com tantos outros pilotos, a carreira da Hornish poderia ter acabado aí. Com o dinheiro da família terminando e sofrendo com um carro ruim, a única chance de seguir na Indy seria arrumar algum patrocinador. Por outro lado, o bom desempenho em Las Vegas e no Kentucky chamou a atenção de alguns times grandes, entre eles a Panther, que estava com uma vaga em aberto para o ano seguinte devido à aposentadoria de Scott Goodyear.

Hornish, porém, não era o primeiro nome na lista do time de John Barnes. O dirigente estava em dúvida entre três pilotos e adiava ao máximo a decisão de quem seria contratado. Após a corrida do Kentucky, o chefão da Panther resolveu dar umas voltas pelo infield do circuito enquanto pensava sobre o novo contratado.

Sam Hornish Jr Indy

Pela Panther foram dois títulos em três anos

Conforme contou ao site da própria escuderia americana, Barnes disse que pediu um sinal divino para saber qual dos três deveria contratar para 2001. Quando voltou às garagens, viu Hornish saindo de uma porta e não teve dúvidas. Fez a proposta ali mesmo e alguns dias depois o contrato já estava assinado. Lembra aquela coisa de estar no lugar certo e na hora certa? Então…

Com o contrato assinado com a Panther, Hornish não precisou mais se preocupar com patrocínio, já que contava com o apoio da Pennzoil. Em três anos juntos, conquistaram dois títulos e um quinto lugar na tabela de pontos.

Não tenho muitas dúvidas de que Hornish foi o maior piloto da história da Indy. Mesmo correndo por uma equipe pequena como a Panther – se comparada a gigantes como Penske, Andretti e Ganassi – o americano sempre esteve um nível acima dos adversários e era mestre em ultrapassar pelo lado de fora, algo pouco explorado naquela época.

Além disso, ele teve a sorte de viver a Indy no momento certo, quando todas as corridas eram disputadas em ovais, tipo de traçado em que era mestre. Era um Will Power às avessas, portanto, mas sem precisar se preocupar com os mistos.

A Indy no Super Bowl XLVII

janeiro 27, 2013
A Panther, da Indy, tem uma ligação muito próxima com o San Francisco 49ers, finalista da NFL

A Panther, da Indy, tem uma ligação muito próxima com o San Francisco 49ers, finalista da NFL

O World of Motorsport é um blog sobre automobilismo, mas não dá para ignorar um dos principais eventos esportivos do planeta, o Super Bowl, que acontece neste fim de semana. A 47ª edição da final do futebol americano, este ano disputada entre San Francisco 49ers e Baltimore Ravens, está marcada para este domingo, dia 3, em New Orleans.

Por que estou dizendo isso? É que nos últimos anos o futebol americano está se aproximando do automobilismo, principalmente da Indy.

Tudo começou no ano passado, quando para promover a decisão entre New York Giants e New England Patriots, que estava marcada para acontecer em Indianápolis, uma agência de publicidade teve a ideia de juntar um monte de carros da Indy, pintá-los com as cores de cada um dos 32 times da NFL e expô-los pela cidade. Você pode clicar aqui para lembrar como foi a ação e rever os carros.

A medida foi um sucesso. Como os moradores de Indianápolis são fanáticos pelo automobilismo, eles ficaram bastante empolgados com o jogo decisivo, mesmo em uma temporada em que o time da cidade – os Colts – haviam terminado na última colocação, por causa de uma lesão do seu principal jogador.

Dessa vez, os supercarros – como as máquinas foram chamadas – não estarão presentes. Mas isso não quer dizer que a Indy vai ficar de fora do Super Bowl. A categoria norte-americana será representada na decisão por Jim Harbaugh, técnico do San Francisco 49ers e também sócio-fundador da equipe Panther.

Harbaugh na função de técnico da Panther, ou algo assim em uma 500 Milhas de Indianápolis

Harbaugh na função de técnico da Panther, ou algo assim em uma 500 Milhas de Indianápolis

A ligação entre esses dois times é tanta que na etapa de Sonoma da temporada de 2012 – considerada uma espécie de segunda casa para a Panther por ser próxima à cidade de São Francisco –, J.R. Hildebrand pilotou um carro com as cores do 49ers em homenagem a Harbaugh. Outra prova disso é que o número 4 usado pela equipe de corrida é em referência ao time de futebol.

Essa relação começou em 1995, quando Harbaugh era jogador do Indianapolis Colts e foi assistir às 500 Milhas. Naquele dia, o então atleta ficou fascinado pelo automobilismo e conheceu John Barnes, com quem viria fundar a Panther dois anos depois. Desde então, o agora técnico deixou claro que a prioridade é o futebol americano, mas sempre foi visto trabalhando pelo time na busca de patrocinadores e no gerenciamento de funcionários.

Assim, se você não faz ideia para quem torcer na decisão deste domingo, pode optar pelo San Francisco 49ers por causa de Harbaugh. Por outro lado, se você não gosta da Panther, o Baltimore Ravens estará de braços abertos para a sua torcida.

Até o macacão de Hildebrand, em Sonoma, parecia o uniforme do 49ers

Até o macacão de Hildebrand, em Sonoma, parecia o uniforme do 49ers

A crise na Indy que pode custar a cabeça de Randy Bernard

maio 30, 2012

Antes de dirigir a Indy, Randy Bernard era presidente da associação dos rodeios. Agora ele terá que domar um fera

A Indy vive um dos momentos mais curiosos da sua história. Depois de as 500 Milhas de Indianápolis terem sido um sucesso absoluto – mesmo com um resultado previsível –, a categoria entrou em uma crise profunda que colocam o presidente, Randy Bernard, de um lado e alguns donos de equipe do outro.

Quem revelou o problema foi o próprio Bernard. Há alguns dias, o dirigente escreveu no Twitter que alguns donos de equipe estavam se juntando para pedir a sua demissão. O motivo? Tudo leva a crer que seja uma questão política.

De acordo com o jornalista Robin Miller, do canal americano Speed, o movimento começou com John Barnes, dono da Panther. O americano não vive um bom ano em 2012 e tem muitos motivos para reclamar. O primeiro deles foi o chamado Turbogate, aquele episódio em que, antes da etapa de Long Beach, a Indy permitiu uma alteração no turbo da Honda.

Embora a categoria tivesse alegado que a mudança já havia sido aprovada e apalavrada, as equipes da Chevrolet não ficaram satisfeitas, já que o congelamento dos propulsores tinha sido combinado. Quem não ficou nada contente com o episódio foi – adivinhe – John Barnes, que foi reclamar no Twitter.

Barnes escreveu algo como “Hoje é o dia para se resolver o TURBOGATE! Eu espero que a Indy resolva essa situação porque está ficando embaraçosa”. A resposta da categoria? Multa de US$ 25 mil. Aí o cara ficou possesso. Primeiro viu a Honda poder mudar o motor, depois foi censurado no Twitter com um gancho pesado desses.

O dono da Panther, então, fez uma lista de coisas que ele odeia em Randy Bernard. Começou, claro, com o escândalo dos motores, seguiu para as multas elevadas e ainda adicionou o preço elevado dos carros – custam cerca de US$ 500 mil, sendo que o prometido era US$ 350 mil. Para a Panther, que é uma equipe decadente, cada dólar vale. Ou seja, gastar US$ 150 mil a mais com o equipamento e receber uma multa de 1/6 disso é algo que pesa no bolso.

E isso em um momento que a equipe está prestes a perder o principal patrocinador. O congresso americano deve aprovar, em breve, a proibição dos patrocínios militares em eventos esportivos como uma forma de contenção de gastos. Quando isso acontecer, a National Guard sai fora, e a Panther fica sem patrocinador. E o principal problema é que isso pode acontecer da noite para o dia.

Juntando tudo isso, Barnes chegou à conclusão de que o melhor seria pedir a cabeça de Bernard. O dono da Panther saiu ligando para um monte de colegas para ver quem se juntava a ele na caçada. Ainda segundo o Robin Miller, quem gostou do que ouviu foi Kevin Kalkhoven, da KV. Também não é absurdo pensar que Ed Carpenter e os donos da Dreyer & Reinbold estejam do lado de Barnes devido à proximidade desses dois times com a Panther.

Esse é John Barnes, dono da pantera selvagem

Outros que se mostraram a favor de Barnes é Tony George, o antigo presidente da categoria, e possivelmente Brian Barhardt, o antigo diretor de provas, que foi afastado no final de 2011 depois de se envolver em atritos com os pilotos.

Dito isso, a situação é mais ou menos a seguinte. Barnes tem um ponto interessante e as reclamações procedem. Afinal, pagar a mais por um carro é, sim, algo que implica diretamente no crescimento da categoria. A multa no Twitter foi a cereja do bolo de tão descabida que foi.

Provavelmente, o dirigente tenha procurado a Indy para falar sobre esses pontos e não deve ter sido ouvido. Então, ele decidiu se juntar com todo mundo disponível nas garagens da categoria para que tivesse uma voz. Em algum momento, o movimento mudou e passou a pedir a cabeça de Randy Bernard.

No entanto, mesmo com todas as reclamações, Bernard não deve sair. Ou ao menos não para promover o retorno de Tony George. Bem ou mal, a Indy é uma categoria financeiramente saudável. Em 2012, mesmo com a mudança do carro, a categoria não teve dificuldade nenhuma em colocar um grid de mais de 20 carros. E isso que Dreyer & Reinbold e Andretti cortaram um carro e a Newman/Haas e a Conquest deixaram o campeonato.

Há outros fatores que também beneficiam Bernard: a chegada da Izod, o fim das corridas deficitárias, os recordes de audiência e consequentemente contratos mais atraentes de televisão. Isso sem falar no interesse de pilotos renomados como Jean Alesi, Rubens Barrichello e Bryan Clauson, que fizeram sucesso em suas respectivas categorias.

Por isso, é difícil imaginar que a cúpula da Indy vá se reunir em Indianápolis e votar a saída de Bernard. É claro que Tony George não só faz parte do conselho, como também tem alguma influência por lá, mas é incoerente pensar que a melhor alternativa seja tirar o cara que livrou a categoria da dependência de Milka Duno e Marty Roth para completar o grid.

No final, Barnes quer que os donos de equipe tenham uma maior participação nas decisões da categoria. E provavelmente é nesse ponto que Bernard terá que afrouxar se quiser manter o emprego.

O novo carro de JR Hildebrand

julho 16, 2011
JR Hildebrand

JR Hildebrand teve uma surpresa quando chegou na reunião de emergência da Panther

Desde a saída de Sam Hornish ao final de 2003, a Panther vive uma espécie de crise na Indy. Desde então, a equipe americana, praticamente única remanescente da IRL, trocou de pilotos uma série de vezes e só conseguiu alguma estabilidade financeira desde a saída da Pennzoil ao acertar com a National Guard.

Para 2011, a equipe tentou uma tática tão diferente quanto arriscada. Para o lugar de Dan Wheldon, que já foi campeão da categoria, o time trouxe o novato JR Hildebrand, que desde o título da Indy Lights pilotara apenas algumas vezes tanto na F1 quanto na Indy.

O resultado creio que todo mundo já sabe. Hildebrand assumiu a liderança nas voltas finais das 500 Milhas de Indianápolis, liderou até o último giro e bateu no muro da reta de chegada, destruindo a parte direita do carro, entregando a vitória ironicamente a Dan Wheldon e mantendo o jejum de conquistas do time americano.

Talvez fosse até natural pensar que John Barnes, dono do time, pudesse ter ficado chateado com o desempenho do novato. Aliás, até Hildebrand deve ter pensado isso quando foi intimado a uma reunião emergencial de teor altamente secreto nesta semana na sede da Panther. Ao lado dos engenheiros, JR foi chamado à sala do chefão da equipe apenas tendo ouvido que Barnes não estava de bom humor.

Evidentemente, Barnes estava rindo a toa. Mesmo com a falta de resultados em comparação à época de Sam Hornish, o dirigente percebeu a evolução do time nos últimos anos. Hildebrand conquistou 4 TOP 10 até o momento na temporada de estreante na Indy. Com folga o piloto lidera a disputa para ser o novato do ano contra o eterno rival James Hinchcliffe, da Newman/Haas e, além disso, o garoto foi responsável para atrair uma série de novos torcedores para a Panther – e recrutas para a Guarda Nacional – depois do desempenho em Indianápolis.

Chevelle de JR Hildebrand

E então JR Hildebrand ganhou um novo carro para competir no restante da temporada 2011 da Indy (ou algo assim)

Para comemorar esse renascimento, Barnes enganou JR Hildebrand ao dizer que estava de bom humor e, na realidade, ofereceu uma pilotagem de exibição em um dos carros clássicos da equipe que fica exposto no hall da fábrica. Só que esse John Barnes é realmente um troll por natureza. Mais uma vez ele mentiu ao piloto americano.

Na realidade, não tinha nada de exibição. Sabendo da paixão de Hildebrand por carros antigos, Barnes deu ao funcionário um Chevelle 396 de 1966. O piloto comemorou a nova conquista e, talvez, finalmente conseguiu relaxar desde a batida na última volta de Indianápolis.


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