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Origens: Sam Hornish Jr

fevereiro 22, 2013
Hornish começou a carreira na USF2000, onde pouco se destacou

Hornish começou a carreira na USF2000, onde pouco se destacou

O World of Motorsport estreia hoje uma nova seção, Origens, que vai desvendar o que grandes pilotos faziam em suas carreiras antes de alcançar a glória no automobilismo. Quem abre essa nova página é Sam Hornish Jr, vencedor da etapa da Nationwide, em Las Vegas, neste sábado, dia 9.

O americano ganhou destaque no esporte a motor ao conquistar o bicampeonato da Indy, entre os anos de 2001 e 2002, pilotando o carro amarelo da Panther e tendo vencido nomes como Helio Castroneves e Gil de Ferran. Depois disso, ainda levou mais um título competindo pela Penske, até fazer a transição para a Nascar, onde tenta se firmar até hoje.

Mas obviamente a carreira dele começou muito antes de ser contratado pela Penske. Mais precisamente em 1990, quando Sam Hornish Sr, o pai do piloto, comprou um kart para que pudesse passar mais tempo com o filho, sendo o mecânico, enquanto o garoto pilotava.

Nos carrinhos, Hornish Jr conquistou alguns campeonatos nos Estados Unidos e no Canadá, antes de fazer a transição para os monopostos. O problema é que depois disso em momento algum deslanchou. Durante muito tempo, ele só conseguia avançar à próxima categoria porque estava no lugar certo e na hora certa, além de impressionar os empregadores quando ganhava uma oportunidade.

Para começar a fase irregular, Hornish disputou a F2000 e a USF2000 entre 1996 e 1998, mas sem obter grandes resultados. Nesta última, ele fechou a temporada 1998 apenas na sétima colocação, com dois pódios em 14 corridas, ficando atrás de nomes como David Besnard, Robbie McGehee e Andy Lally, que tiveram pouco ou nenhum destaque nas respectivas carreiras.

Na péssima PDM, o americano conquistou um pódio

Na péssima PDM, o americano conquistou um pódio

Mesmo assim, Hornish descolou uma transferência para a F-Atlantic no ano seguinte. Só que mais uma vez o desempenho não foi tão bom. Correndo pela equipe de Michael Shank, o piloto até conquistou uma vitória, mas concluiu o ano mais uma vez em sétimo, atrás de Alex Tagliani, Buddy Rice e do campeão Anthony Lazzaro, hoje militante do endurance. Como prêmio de consolação, o futuro piloto da Penske foi o novato mais bem classificado.

Por isso, a lógica seria que Hornish continuasse no certame por mais um ano, onde tentaria disputar o título. Foi isso o que Buddy Rice fez. Mas Sam tinha planos diferentes. Disposto a realizar o sonho da vida e correr na Indy, o americano fechou contrato com a pequena equipe PDM para disputar oito das nove corridas da temporada 2000.

Por estrear em um time pequeno, o piloto teve um ano de altos e baixos. Patrocinado pela empresa da família, Hornish impressionou logo de cara ao conquistar o terceiro lugar na corrida de Las Vegas – vejam que coincidência –, além de terminar em nono no Kentucky, onde liderou por 38 voltas. Porém, nas demais seis corridas, abandonou cinco e terminou 28 voltas atrás em outra.

Como acontece com tantos outros pilotos, a carreira da Hornish poderia ter acabado aí. Com o dinheiro da família terminando e sofrendo com um carro ruim, a única chance de seguir na Indy seria arrumar algum patrocinador. Por outro lado, o bom desempenho em Las Vegas e no Kentucky chamou a atenção de alguns times grandes, entre eles a Panther, que estava com uma vaga em aberto para o ano seguinte devido à aposentadoria de Scott Goodyear.

Hornish, porém, não era o primeiro nome na lista do time de John Barnes. O dirigente estava em dúvida entre três pilotos e adiava ao máximo a decisão de quem seria contratado. Após a corrida do Kentucky, o chefão da Panther resolveu dar umas voltas pelo infield do circuito enquanto pensava sobre o novo contratado.

Sam Hornish Jr Indy

Pela Panther foram dois títulos em três anos

Conforme contou ao site da própria escuderia americana, Barnes disse que pediu um sinal divino para saber qual dos três deveria contratar para 2001. Quando voltou às garagens, viu Hornish saindo de uma porta e não teve dúvidas. Fez a proposta ali mesmo e alguns dias depois o contrato já estava assinado. Lembra aquela coisa de estar no lugar certo e na hora certa? Então…

Com o contrato assinado com a Panther, Hornish não precisou mais se preocupar com patrocínio, já que contava com o apoio da Pennzoil. Em três anos juntos, conquistaram dois títulos e um quinto lugar na tabela de pontos.

Não tenho muitas dúvidas de que Hornish foi o maior piloto da história da Indy. Mesmo correndo por uma equipe pequena como a Panther – se comparada a gigantes como Penske, Andretti e Ganassi – o americano sempre esteve um nível acima dos adversários e era mestre em ultrapassar pelo lado de fora, algo pouco explorado naquela época.

Além disso, ele teve a sorte de viver a Indy no momento certo, quando todas as corridas eram disputadas em ovais, tipo de traçado em que era mestre. Era um Will Power às avessas, portanto, mas sem precisar se preocupar com os mistos.

Efeito Danica na Austrália

fevereiro 15, 2013
Casey Stoner é o único motivo pelo qual a Dunlop Series ficou conhecida no mundo

Casey Stoner é o único motivo pelo qual a Dunlop Series ficou conhecida no mundo

Quando Danica Patrick disputou a Nationwide de forma integral no ano passado – e já havia largado na pole-position em Daytona – a principal reclamação dos pilotos era que ela monopolizava as atenções. Ou seja, não importava a qualidade do grid, mesmo contando com nomes como Justin Allgaier, Sam Hornish Jr e o campeão Ricky Stenhouse, todo mundo só falava da americana.

De qualquer forma, é inegável que já naquela época a Nationwide tinha uma penetração no mundo razoavelmente grande. Hornish, Allgaier e Stenhouse podem não ser pilotos famosos para um torcedor comum, mas são nomes razoavelmente conhecidos, já que estão no esporte faz algum tempo.

Mas o que dizer da Dunlop Series, a equivalente à Nationwide na V8 Supercars da Austrália, uma categoria que praticamente ninguém nunca ouviu falar? É que agora ela está em evidência, pois Casey Stoner, bicampeão da MotoGP, vai correr por lá neste ano enquanto se prepara para pular para a categoria principal.

Nesta semana, a V8 Supercars disputa a abertura do campeonato 2013 naquele velho conhecido circuito de rua de Adelaide. Stoner, evidentemente, esteve presente nos treinos e não fez feio. O agora piloto da Holden conquistou a nona colocação no primeiro treino livre e avançou ao oitavo posto na segunda atividade, isso em um grid de 30 carros.

O curioso dessa história é que o resultado da Dunlop Series rodou o mundo, obviamente pela presença de Stoner. Quanto aos treinos da divisão principal da V8 Supercars, ninguém faz ideia de quem foi o mais rápido. Aliás, o próprio líder da divisão de acesso foi um mistério. Pouca gente ficou sabendo que Chaz Mostert e Dale Wood comandaram as atividades. Menos pessoas ainda fazem ideia de quem são esses caras. Assim, não deixa de algo parecido ao efeito Danica, mas agora na Austrália.

De qualquer forma, há algumas diferenças entre esses dois casos. Inegavelmente, Danica já conseguiu resultados expressivos na Nascar, como as poles em Daytona e um top-5 na Nationwide. Stoner ainda está zerado, embora a perspectiva é de obter resultados promissores já nesta etapa.

Além disso, a expectativa é que o australiano tenha uma carreira duradoura nessa nova empreitada, que não só pule para a divisão principal, mas que também possa brigar por vitórias e títulos em alguns anos.

Guia da Nascar Nationwide Series 2013

fevereiro 12, 2013
Quem vai terminar o ano com a taça de campeão da Nationwide?

Quem vai terminar o ano com a taça de campeão da Nationwide?

Das três principais divisões da Nascar, acho a Nationwide a mais sem graça, principalmente por causa da presença massiva de pilotos da Sprint Cup. Basta ver a corrida deste sábado, dia 23, em Daytona, onde o atual campeão da divisão principal – Brad Keselowski – dividiu a pista com um bando de novatos como Juan Carlos Blum, Alex Bowman e Hal Martin.

Em um primeiro momento, até parece algo legal, e a própria Nascar defende essa mistura ao dizer que é uma oportunidade de os estreantes aprenderem com os melhores pilotos da categoria. Porém, a verdade é que isso destrói qualquer tipo de competitividade. Antes mesmo de as corridas começarem, já sabemos quem vai ganhar. A menos que aconteça algum acidente ou problema mecânico, será um piloto da Sprint Cup que vai comemorar no Victory Lane. Basta ver as nove vitórias de Joey Logano – que nem é um piloto top ainda – no ano passado para comprovar.

Por isso, as equipes entenderam que a única chance de terem sucesso na Nationwide é apostar em veteranos. Assim, desde que a Nascar obrigou os pilotos a somarem pontos em apenas um campeonato, no início de 2011, os times de ponta tem mesclado jovens talentos com nomes que não deram certo na Cup para continuarem com chances de lutar por vitórias e pela taça.

Em 2013, não será diferente. Antes famosíssima por dar chances a jovens pilotos, a equipe de Joe Gibbs investiu pesado para o novo campeonato. Trouxe Elliott Sadler, que estava na RCR, e Brian Vickers para comandar seus carros. Além disso, o time também terá Kyle Busch (que não soma pontos na Nationwide) nas etapas em que as duas principais divisões da Nascar dividirem a mesma pista.

Outra equipe que seguiu a aposta em um veterano foi a JR Motorsports. Desde que perdeu Aric Almirola, Dale Earnhardt Jr. já afirmava que precisava de alguém com experiência na Cup para ter sucesso na Nationwide. Depois de conseguir poucos resultados com os inexperientes Danica Patrick e Cole Whitt no ano passado, a equipe acertou com Regan Smith, que perdeu a vaga na Nascar para Kurt Busch.

É complicado nãover o carro de Travis Pastrana na pista

É complicado nãover o carro de Travis Pastrana na pista

Até mesmo os times menores abusam dos veteranos. A Key Motosport – conhecida por inscrever quatro carros, sendo que três fazem o start-and-park para que um possa correr – terá Reed Sorenson neste ano. Já a JD segue apostando em Mike Wallace, como já havia acontecido nas últimas temporadas.

A lista de pilotos experientes ainda conta com quem tenta dar os primeiros passos na Sprint Cup. A Penske, por exemplo, mais uma vez terá Sam Hornish Jr. O megacampeão da Indy ainda não conseguiu se firmar correndo com carros de turismo e pelo segundo ano consecutivo vai brigar pelo título da Nationwide. No ano passado, ele até que foi bem e em um breve momento pareceu que ia ser um candidato real, mas acabou ficando para trás nas etapas decisivas.

Outro que tenta se firmar na categoria principal, mas competirá na divisão de acesso neste ano é Trevor Bayne. Desde 2011 o americano compete apenas em algumas provas da Sprint Cup pela equipe Wood Brothers, que não tem orçamento para participar da temporada completa. Nesse tempo, ele conseguiu alguns bons resultados – como a vitória na Daytona 500 –, mas também viu Ricky Stenhouse Jr ganhar espaço na Roush-Fenway e assumir a vaga aberta por Matt Kenseth após dois títulos na Nationwide.

É justamente apostando em repetir o companheiro de equipe, que Bayne assume o carro número 6 da Roush-Fenway neste ano e começa a divisão de acesso como um dos favoritos ao título.

Também forte candidato a terminar com a taça é Austin Dillon. Mesmo sendo novato, o neto de Richard Childress brigou pelo título na temporada passada e agora, mais experiente, tem todas as condições de fechar o ano na primeira colocação.

Brian Scott tem a chance de deixar de ser uma eterna promessa da Nascar

Brian Scott tem a chance de deixar de ser uma eterna promessa da Nascar

Há ainda dois pilotos que já estão há algum tempo na categoria e precisam correr contra o tempo para fugirem do estigma de eterna promessa. Falo de Brian Scott e Justin Allgaier. No ano passado, Scott começou o campeonato falando que precisava terminar todas as corridas na oitava colocação se quisesse ser campeão. Apesar disso, fechou apenas 11 das 33 etapas entre os dez primeiros e acumulou sete abandonos, o que o relegou à nona posição na tabela, atrás de Mike Bliss, da fraca TriStar, por exemplo.

Allgaier, por sua vez, foi um pouco melhor e completou 2012 em sexto. No entanto, é pouco para quem havia sido terceiro três anos atrás e surgiu como uma das grandes esperanças da Penske para o futuro. ao ser campeão da Arca em uma geração que também contou com Ricky Stenhouse Jr, Scott Speed e… John Wes Townley.

Nesse duelo de quase veteranos, é claro que ainda é cedo para falar qualquer coisa, mas Scott tem mais chance de chegar à Sprint Cup. Isso porque além de ele competir com um equipamento melhor – RCR – ainda conta com um grande apoio financeiro da família. Outro piloto que está em uma situação semelhante é Michael Annett, da RPM.

Apesar do patrocínio familiar da rede de restaurantes Pilot, Annett foi uma das gratas surpresas da Nationwide em 2012, quando somou 17 top-10 e o quinto lugar na tabela de pontos. Um melhor desempenho neste ano, e a dificuldade do time de Richard Petty em arrumar investidores para Aric Almirola pode significar uma chance na categoria de cima em breve.

Nelsinho Piquet tem chances apenas em circuitos mistos praticamente

Nelsinho Piquet tem chances apenas em circuitos mistos praticamente

Agora que todos os possíveis candidatos ao título foram apresentados, vamos falar a verdade, o grande atrativo da Nationwide em 2013, ao menos para nós brasileiros, é a presença de Nelsinho Piquet. O ex-piloto de F1 renovou o contrato com a Turner para disputar a divisão de acesso pelo mesmo time que venceu duas corridas na Truck Series no ano passado.

Só que a situação é bastante diferente neste ano. Tirando as etapas em circuito misto, onde pode ser considerado um dos favoritos, Nelsinho não deve ter muitas chances de bons resultados. O problema é que o equipamento da Turner não é de ponta, e o brasileiro já começa o ano atrás dos adversários. Isso sem falar em toda a inexperiência na categoria.

Um bom parâmetro para Nelsinho já seria terminar na frente na disputa de Novato do Ano contra o badalado Kyle Larson – atual campeão de Nascar East e também da Turner –, Alex Bowman e Travis Pastrana, além de Parker Kligerman, que apesar de não ser um novato na categoria também está fazendo a transição da Truck Series nesta temporada.

Kyle Larson é um cara legal. Aí está ele levado um pedaço do carro batido para passear

Kyle Larson é um cara legal. Aí está ele levado um pedaço do carro batido para passear

No geral, fazia tempo que a Nationwide não tinha um grid com tanta qualidade. Apesar disso, o que deve acontecer em 2013 são batalhas separadas. Um duelo na parte da frente entre os pilotos da Sprint Cup, um mais atrás contando com os veteranos da categoria e um com os novatos. O que é pior para os menos experientes, que podem não alcançar os resultados esperados pelos patrocinadores/donos de equipe e sendo obrigados a voltarem para casa mais cedo.

Um último destaque da Nationwide neste ano é a estreia do Camaro como carro da Chevrolet. Acho que geralmente os modelos dessa montadora não têm a mesma personalidade que as adversárias, então essa é uma boa chance de mudar isso.

Indo à parte burocrática: clique aqui para ver a lista de pilotos confirmados. As especificações técnicas estão aqui e o calendário de provas pode ser encontrado aqui.

P.S.2: Clique aqui para ver o guia da Nascar Camping World Truck Series

P.S.3: O jogo do Ho-Pin Tung na F1 pode ser encontrado aqui. Dica: antes de clicar, desligue o som se você estiver no trabalho.

Camaro x Impala

novembro 1, 2012

O novo Camaro estreia na Nationwide em 2013

Um tempo atrás, a Chevrolet anunciou (mais uma) aposentadoria do Impala na Nascar. Enquanto o modelo da Sprint Cup será substituído pelo novo Chevrolet SS, cujo lançamento está marcado para o dia 29 de novembro, o carro da Nationwide dará lugar ao Camaro.

Essa até foi uma decisão lógica, já que os carros da divisão de acesso foram projetados para que as montadoras pudessem reproduzir o layout dos chamados Muscle Cars.

Em um primeiro momento, apenas Dodge e Ford adotaram esses design. A primeira optou pelo Challenger, enquanto a segunda passou a customizar seus carros com o Mustang. De fora, ficaram a Toyota, que não tem um equivalente em sua produção, e a Chevrolet. Por algum motivo desconhecido, a montadora da gravatinha optou por manter o Impala.

É claro que a transição foi horrível. Como os carros foram projetados para os Muscle Cars, a adaptação do Impala ficou muito feia e até mesmo deformada. Apesar disso, durante dois anos, a Chevrolet insistiu no modelo antigo, mas finalmente acabou mudando de opinião e decidindo competir em 2013 com o Camaro.

Embora o layout do carro já tivesse sido divulgado – você pode relembrar clicando aqui – faltava alguma equipe mostrar como ficaria com o esquema de pintura de corrida. Agora, isso não falta mais. No início da semana, a TaxSlayer, um dos patrocinadores do time de Dale Earnhardt Jr, deixou vazar uma imagem do carro de 2013.

Um detalhe curioso dessa imagem é que o nome acima da janela do piloto é o de Dale Earnhardt Jr e não o de Cole Whitt, que pilotou o número 88 da Natonwide em 2012. Pode ser que, por enquanto seja apenas uma ação promocional, mantendo o nome do atleta mais popular da Nascar, mas também pode significar que o garoto já rodou e, no máximo, vai dividir o equipamento com o chefe no próximo campeonato.

Voltando ao carro, para falar a verdade, comparando com o antigo Impala, a grande pergunta é por que a Chevrolet demorou tanto tempo para fazer a mudança. O novo Camaro ficou sensacional. Acho até desnecessário perguntar aqui qual carro você mais gostou.

Abaixo você pode comparar o Camaro com o Impala:

Finalmente, o Camaro

julho 26, 2012

Finalmente a Chevrolet resolveu colocar o Camaro na Nascar

A Chevrolet surpreendeu nesta quinta-feira, dia 26, ao anunciar a notícia mais óbvia dos últimos anos. Pode parecer contraditório, mas todo mundo sabia que em algum momento a montadora iria confirmar a entrada do Camaro na Nascar Nationwide Series. Afinal, os modelos da categoria foram desenhados para receber os chamados muscle cars, isto é, Dodge Challenger, Ford Mustang e o próprio Camaro.

Só que na estreia desse novo carro, em 2010, a Chevy decidiu colocar o Impala ao invés do Camaro para competir. Fazia sentido para os planos de marketing da montadora, mas os carros passavam em um branco perto dos belíssimos Challenger e Mustang.

Aí era uma questão de tempo para corrigir o erro. Aproveitando o início dos treinos em Indianápolis, a Chevrolet convocou a imprensa para anunciar a chegada do Camaro. É verdade que ninguém esperava que o anúncio fosse feito hoje, até porque ele deveria ter acontecido dois anos atrás.

Como a Toyota não tem um equivalente aos muscle cars, o Camry deve continuar como representante da montadora. Então, é provável que enquanto essa geração de carros da Nationwide durar, não veremos mais mudanças entre os modelos.

Dito isso, vale apontar dois detalhes curiosos. O primeiro é que a etapa de Homestead-Miami, que será disputada no final de novembro, marca o fim do Impala na Nascar. Além de ser substituído pelo Camaro na Nationwide, o tradicional carro da Chevrolet também vai dar lugar ao novíssimo SS na Sprint Cup.

Assim, quem quiser ver o Impala em ação vai precisar buscar em categorias como a Nascar East/Wesr, a Arca e os Late Models. No entanto, vai saber quando a Chevrolet decidirá ressuscitar o modelo da próxima vez, então acho que esse não será o fim do clássico carro na categoria norte-americana.

O outro detalhe interessante é saber qual vai ser a primeira equipe a utilizar o icônico Camaro amarelo com linhas pretas, também chamado de ‘Babobi’, para as crianças, ou Bumblebee, se você tiver mais que seis anos de idade. Eu tomei a liberdade de abrir o Photoshop – que não sei mexer – para simular o novo visual. Ficou muito melhor, sem dúvidas.

A vitória de Nelsinho Piquet e os estrangeiros na Nascar

junho 23, 2012
Nelsinho Piquet

Essa é a imagem que estava no site de mídia da Nascar

Provavelmente você já sabe que Nelsinho Piquet venceu a etapa de Road America, da Nationwide, disputada no sábado (23). O brasileiro, que disputava a primeira corrida na categoria em 2012, foi o piloto dominante durante toda a prova e precisou apenas deixar Michael McDowell para trás para ficar com a vitória.

O que talvez você não saiba é que Piquet é apenas o quarto não americano a vencer na categoria e o quinto a triunfar em alguma divisão da Nascar.

Antes de Nelsinho, Ron Fellows, Juan Pablo Montoya e Marcos Ambrose já haviam vencido na Nationwide, além do canadense Earl Ross, que triunfou na etapa de Martinsville, de 1974, do que hoje é a Sprint Cup.

O último do grupo dos não nascidos nos Estados Unidos a vencer na Nascar é Mario Andretti, que terminou na primeira posição na Daytona 500 de 1967. Só que o piloto já era naturalizado americano desde 1964. Por causa da dupla nacionalidade, Andretti não aparece em todas as estatísticas que dizem respeito a estrangeiros.

Voltando aos pilotos que ganharam na Nationwide, Ron Fellows e Marcos Ambrose são os de maior sucesso, com quatro vitórias cada um, todas em circuitos de rua. Além disso, cada um tem uma particularidade na carreira. Enquanto o canadense praticamente não disputou etapas em oval na Nascar – mas sendo figurinha carimbada nos circuitos mistos –, o australiano começou no turismo americano na Truck Series, antes de avançar até a Sprint Cup.

Só que a primeira vitória de Ambrose veio apenas em 2008, quando o australiano já disputava algumas corridas da Cup. Depois disso, todos os demais triunfos do aussie vieram quando ele já estava na divisão principal.

No caso de Montoya, o colombiano estreou na Nascar em 2006, mas só começou a participar de forma integral no ano seguinte. Para ganhar experiência, o ex-piloto de F1 também corria na Nationwide. Uma dessas etapas foi no México, onde terminou com a vitória após um duelo com Scott Pruett.

Sendo assim, Nelsinho é o primeiro piloto estrangeiro a vencer na Nationwide sem jamais ter disputado uma corrida da Sprint Cup antes.

A frustrante vitória de Joey Logano em Dover na Nationwide

junho 2, 2012

Ao contrário dos companheiros de equipe na Nascar, Joey Logano não compete na Nationwide apenas para engordar as próprias estatísticas

Não é de hoje que a participação dos pilotos da Sprint Cup na Nationwide vem sendo criticada. Essa questão polêmica ganhou mais um capítulo neste sábado, dia 2, quando Joey Logano venceu em Dover. O piloto da equipe de Joe Gibbs assumiu a liderança da prova faltando apenas seis voltas para o final, quando ultrapassou Ryan Truex, que sequer compete de forma integral na categoria.

Durante toda a prova, Logano foi o piloto dominante, mas ele acabou perdendo tempo nas voltas finais atrás de retardatários e carros mais lentos quando optou por ir aos boxes e colocar pneus novos. Truex, por sua vez, aproveitou o infortúnio do companheiro de equipe para abrir na liderança, mas com os compostos mais gastos acabou sendo presa fácil no fim da corrida.

Assim, mais uma vez a presença de um piloto da Sprint Cup tirou a vitória de algum garoto da Nationwide, que tenta se firmar no esporte. Não é absurdo pensar que Truex vai sofrer da mesma síndrome que atacou Sergio Pérez, Takuma Sato e J.R. Hildebrand. Esses pilotos tiveram grandes atuações nos últimos anos em uma determinada corrida, mas acabaram com o segundo lugar – exceto o japonês, que bateu na última volta da Indy 500.

Ou seja, quem assistiu às provas, sabe que eles foram os nomes de destaque, mas para a história das respectivas categorias, eles não serão mais lembrados. Por outro lado, daqui a muitos e muitos anos, as estatísticas vão contar que Pastor Maldonado venceu uma corrida em 2012 ou que Logano triunfou em Dover.

Por outro lado, é injusto colocar a participação de Logano na Nationwide no mesmo grupo que Carl Edwards, Kyle Busch e Clint Bowyer, por exemplo. Nos últimos anos, esses pilotos desceram ao campeonato de acesso para buscar vitórias e títulos fáceis para engordar suas estatísticas, mesmo que isso significasse enfrentar pilotos teoricamente mais fracos.

Logano, por sua vez, enfrenta uma má-fase na Sprint Cup. Em 12 corridas neste ano pela divisão principal, o piloto conquistou apenas três top-10 e terminou na volta do líder em apenas quatro oportunidades, ocupando a 16ª colocação na tabela. Em 2011, haviam sido apenas quatro top-5 e seis top-10. O resultado é muito inferior se comparado ao desempenho de 2010, por exemplo, quando foram sete top-5 e 16 top-10.

Assim, a equipe de Joe Gibbs pode justificar a participação do piloto no campeonato de acesso como uma forma de ele ganhar quilometragem para tentar melhorar os resultados na divisão principal.

Da mesma forma, é possível alegar que Logano está tão focado em ir bem na Nationwide – onde já venceu quatro vezes neste ano – que o desempenho na Sprint Cup está sendo afetado. Afinal, os carros das duas divisões da Nascar são diferentes.

No final, é a verdade é que a equipe de Joe Gibbs acaba pagando pelos próprios erros. Foram eles que não deram tempo para que Logano se desenvolvesse como piloto, ao colocar o garoto para correr na Sprint Cup, em 2009, quando tinha apenas 19 anos. É verdade que o mercado de pilotos havia sido fraco naquela época e não havia um nome melhor, mas o piloto acabou sendo queimado. Mas pelo caminho natural de um competidor, era melhor que Joey tivesse ficado mais tempo nos campeonatos de acesso.

Gibbs, por sua vez, também tem uma parcela de culpa nessa falta de pilotos. Se não havia algum outro jovem para substituir Tony Stewart, e o time foi obrigado a promover Logano, muito se dá pela presença extensiva dos titulares – Kyle Busch, Denny Hamlin (além de Stewart e J.J Yeley em suas épocas) – no campeonato de acesso.

Ou seja, assim a Gibbs jamais conseguiu revelar outro piloto e quando Stewart deixou a equipe, não teve quem substituir.

A subserviência da Nationwide

maio 12, 2012

O momento polêmico da prova. Joey Logano mandou Elliott Sadler para o muro e seguiu rumo à vitória

Pegou mal para a Nascar a vitória de Joey Logano na etapa da Nationwide, disputada na noite desta sexta-feira, dia 11, em Darlington. Se você não viu a corrida e para relembrar como foi, o piloto de Joe Gibbs empurrou Elliott Sadler no muro, nas voltas finais, antes de ultrapassar o companheiro de equipe Denny Hamlin para receber a bandeira quadriculada.

O problema não foi o acidente em si. Logano tentou um bumpdraft com o piloto da RCR – algo comum nas relargadas em Darlington –, mas a manobra não deu certo. Sadler havia patinado na hora de tracionar o carro, e o empurrão mal dado acabou mandando-o para o muro. Foi um acidente de corrida e, obviamente, a Nascar não deveria punir o piloto do carro número 20 pelo acontecido.

A controvérsia na situação toda é que no momento em que assumiu a primeira posição da corrida, Sadler também pulava para a liderança provisória do campeonato, já que Ricky Stenhouse Jr estava com dificuldades para se manter no top-5. Se a corrida tivesse acabado com vitória do piloto de RCR, Sadler deixaria Darlington com uma vantagem de no mínimo dois pontos para o adversário. Com o acidente, o americano terminou creditado com a 24ª colocação e agora está 23 pontos atrás de Stenhouse.

É verdade que acidentes fazem parte do automobilismo e não há muito do que reclamar quando um resultado promissor é estragado por uma batida. Só que o que pegou mau nesse incidente foi o fato de Logano não disputar o campeonato da Nationwide. Obviamente, no início da temporada, o garoto escolheu pontuar apenas na Sprint Cup, já que a Nascar obriga os pilotos a escolherem apenas uma divisão.

Ou seja, Logano foi a Darlington, estragou a corrida de Sadler, venceu a prova e foi embora como se nada tivesse acontecido. Tudo bem que ele pediu desculpas e assumiu a culpa do acidente. Mas a questão aqui não é uma punição ao garoto. É que não adianta nada a Nascar criar um campeonato em que apenas os competidores da Nationwide pontuem se as ações – algumas vezes descabidas – dos pilotos da Sprint Cup vão afetar o resultado.

Nesse caso, tanto faz se Logano e Sadler estavam brigando pela liderança ou se, por exemplo, fosse uma batida entre Michael Annett e David Reutimann válida pela a 13ª colocação. A questão é algo de fora da Nationwide acaba influenciando o campeonato.

Na Nationwide é assim: manda quem pode e obedece quem tem juízo..

Outra coisa que é possível questionar é a prudência dos pilotos da Sprint Cup. Será que Logano teria empurrado Sadler da mesma forma se fosse em uma corrida da divisão principal? Ou o piloto aceitaria que a terceira colocação é um bom resultado e significa pontos importantes na briga pelo Chase? Como não pontuam na Nationwide, atletas como Logano podem ter seus momentos kamikazes que no máximo vão dar PT nos carros. O campeonato, ao menos, não é afetado.

Após as primeiras etapas da temporada de 2012, quando James Buescher, Eliott Sadler e Ricky Stenhouse haviam vencido as quatro corridas, a Nascar fez uma pesquisa entre os fãs para saber o que estavam achando da Nationwide. A ampla maioria dos entrevistados respondeu que não se incomodava em ver o campeonato de acesso sem os pilotos da Sprint Cup e até que estava mais empolgada em ver a categoria disputada apenas pelos jovens talentos.

Bom, enquanto Logano segurava os companheiros de Sprint Denny Hamlin e Brad Keselowski para vencer em Darlington, gente como Trevor Bayne, Kenny Wallace e Ryan Truex assistia à corrida pela televisão.

No final, a Nationwide não mudou nada. Mesmo com a chegada de nomes de peso como Austin Dillon, Danica Patrick e Travis Pastrana, o campeonato vai seguir dominado por pilotos da Sprint Cup. E pior. Os atletas da divisão principal parecem querer que os regulares da Nationwide se curvem perante a eles.

Logano muito bem poderia ter dito algo como: “eu bati e venci. O campeonato? Eu não marco pontos, problema dele”. Vai bem a Nascar.

P.S.: para quem gosta do argumento de que os pilotos da Sprint Cup trazem audiência e patrocínio à Nationwide, a corrida em Darlington só teve 43 carros presentes porque mais uma vez a equipe Key alinhou quatro participantes. Todos adeptos do start-and-park. Aliás, foram dez competidores que largaram e pararam na Carolina do Sul.

Talvez as equipes menores devessem passar na loja da Dollar General para conseguir um empréstimo e ter um desempenho menos ruim, não é mesmo?

John Wes Townley está de volta à Nationwide

maio 2, 2012
John Wes Townley

John Wes Townley em uma exibição típica na Nationwide

Já escrevi sobre John Wes Townley algumas vezes aqui no World of Motorsport. Apenas relembrando, Townley é um piloto da Nascar Truck Series em 2012, que foi preso no início do ano por – novamente – ter sido pego dirigindo embriagado. Antes disso, o piloto ganhou destaque na Nationwide, alguns anos atrás, por não conseguir terminar as corridas sem provocar um acidente.

Depois de ter sido dispensado por Richard Childress ao destruir um carro durante um treino livre em Phoenix, em 2010, parecia que o americano tinha sossegado. Filho de um dos donos da rede de restaurantes Zaxby’s, Townley de certa forma surpreendeu ao anunciar no início do ano que ia correr na Truck pela RAB, uma equipe mediana em que ele já havia competido.

Na época, considerei o anúncio como positivo para a carreira do garoto. Afinal, uma das explicações para ele se envolver em tanto, mas tanto acidentes assim era a de que ele pulou rapidamente de categoria e não estava pronto quando chegou à Nationwide. Assim, retornar à Truck Series parecia uma boa escolha, já que ele poderia seguir o rumo natural da carreira.

Entretanto, esse período de calma não durou mais do que quatro meses. No início desta semana, Townley foi inscrito para participar da etapa de Talladega da Nationwide, já que a Truck Series não corre neste final de semana. Geralmente, não há maiores problemas em pilotos que fazem esse tipo de transição. James Buescher, por exemplo, vive disputando uma etapa ou outra na divisão de acesso direta da Nascar e até mesmo Nelsinho Piquet deve correr em algumas etapas ainda neste ano.

O problema é mesmo com Townley. Levando em conta o histórico do piloto, talvez a melhor escolha fosse continuar focado na Truck Series para seguir com a evolução apresentada. Até porque, em quatro etapas até agora, o americano ficou fora de Daytona, mas não teve maiores problemas nas corridas seguintes. Foi completamente discreto, o que para ele é um elogio. Se Townley não apareceu nas brigas pelos top-10, ao menos não esteve envolvido nas aparições do safety-car

É justamente por isso que correr em Talladega parece inoportuno. Afinal, se envolver em algum acidente no super-oval do Alabama não é algo tão difícil. Para piorar, o piloto vai correr pela equipe SR2, que inscrevia carros para Benny Gordon até a etapa passada. Voltar à Nationwide por um time de médio para ruim não me parece a melhor ideia do mundo.

No final, é bastante possível que Townley não comprometa a etapa de Talladega neste sábado. Acho que é até um exagero fazer qualquer previsão apocalíptica nesse caso, mas é curioso ver como alguns pilotos seguem um determinado ciclo na carreira, muitas vezes insistindo em coias que não dão certo.

Cri$e na Roush-Fenway

março 11, 2012
Trevor Bayne

Sem patrocinadores, Trevor Bayne disputou a etapa de Las Vegas da Nationwide com um carro mais em branco que minha conta bancária. Esse é o fim da linha para o garoto na categoria

Trevor Bayne viveu altos e baixos na temporada 2011 da Nascar. O piloto começou o ano surpreendendo a todos ao vencer a Daytona 500, mas depois disso não conseguiu mais emplacar bons resultados nem na Sprint Cup nem na Nationwide, onde originalmente estava inscrito.

Para piorar, o americano teve uma reação alérgica ao ser picado por uma aranha e perdeu mais de um mês de competições internado em um hospital. Foi o suficiente para ficar longe da disputa pelo título da divisão de acesso assim como foi obrigado a assistir ao All Star Weekend pela televisão, mesmo estando classificado – e com patrocinador garantido – para a corrida principal.

Mesmo com esses maus momentos, Bayne fechou 2011 com a esperança de alcançar melhores resultados nesta nova temporada, após vencer a etapa do Texas da Nationwide.

No novo campeonato, o piloto teve um rendimento muito melhor que no ano anterior. Trevor foi o 11º na abertura em Daytona, mas vale lembrar que ele estava disputando a vitória quando Kurt Busch cometeu um erro e ocasionou o grande acidente da última volta. Depois, terminou a etapa de Phoenix em sétimo e a de Las Vegas em quarto.

Assim, com 112 pontos, ocupa a quarta colocação na tabela de pontos da Nationwide, estando apenas 19 atrás do líder Eliott Sadler. Só que esse bom momento já tem data para acabar: neste sábado, dia 17, quando a categoria realiza a quarta etapa da temporada 2012, em Bristol.

Nas três primeiras corridas, Bayne competiu com o carro número 60 em branco, sem nenhum patrocinador. A Roush-Fenway, por sua vez, não escondeu em momento algum que essas três semanas eram o prazo final para a chegada de algum investidor que pudesse garantir a presença do piloto até o final da temporada. Como ninguém se manifestou, a equipe deve inscrever apenas Ricky Stenhouse Jr. a partir de agora.

Ricky Stenhouse Jr.

Vencedor em Las Vegas, Ricky Stenhouse Jr. só tinha a própria Ford como patrocinadora. E a montadora só fazia a função de 'tapa-buraco'

Já escrevi aqui uma vez e acho interessante repetir. Nessas horas, quem defende a presença dos pilotos da Sprint Cup na categoria de acesso – com o velho chavão de que atraem patrocinadores/audiência – não se manifesta. E não é só Bayne que deve ficar sem vaga, outro que corre o risco de não participar das próximas etapas é Kenny Wallace. Enquanto isso, toda vez que um piloto da divisão principal da Nascar ‘desce’ para andar no campeonato menor, há 489141 empresas dispostas a patrociná-lo.

Como consequência, a disputa pelo Novato do Ano da Sprint Cup é entre os aclamadíssimos Timmy Hill e Josh Wise. Lembrando que Andy Lally é o atual vencedor do prêmio e Kevin Conway o conquistou em 2010. Será que a Nascar e as equipes não percebem que não há renovação no grid da divisão principal porque não há investimento no campeonato de acesso?

Evidentemente, a pressão já começa a chegar nas equipes da Sprint. Falando ainda da Roush-Fenway, que é o assunto deste post, o time está em uma posição bastante desconfortável. Ela tem sido bastante criticada pela incapacidade total de fechar acordos de patrocínios para os pilotos, nos últimos anos.

É claro que todas as equipes estão com dificuldades de arrumar investidores por conta da crise econômica, mas nenhuma tem tantos problemas quanto a Roush. Enquanto a RCR não teve muitos percalços para trazer a Budweiser quando Kevin Harvick perdeu o apoio da Shell/Pennzoil e a Hendrick garantiu a Farmers Insurance para Kasey Kahne com a saída da GoDaddy, o time da Ford tem visto os investidores saírem, mas sem novos  parceiros chegarem.

Trevor Bayne

Mesmo com a falta de investidor, Trevor Bayne tem conseguido bons resultados na Sprint Cup

O problema começou no início de 2010, quando a DeWalt deixou de investir em Matt Kenseth. Como a equipe tinha cinco carros na época, e a Nascar a obrigava a correr apenas com quatro, foi natural que o investidor de Jamie McMurray (o piloto que sobrou) – a Crown Royal – fosse transferido de carro. Apesar disso, na sequência, a própria Crown Royal, além da UPS (que investia em David Ragan) e a Aflac (de Carl Edwards) deixaram a categoria ou tiraram quase todo o investimento feito.

Como resultado, a Roush passou a inscrever apenas três carros na Sprint. Para Kenseth, Edwards e Greg Biffle. No geral, apenas o número 99 não tem problemas de patrocínio. Com o piloto sempre brigando por títulos e vitórias, é natural que as empresas queiram investir nele. Biffle também parece satisfeito com o dinheiro da 3M, mas Kenseth ainda tem etapas ‘em branco’ para 2012. Some-se a isso os problemas de Stenhouse e Bayne na Nationwide e o fato de eles não terem conseguido fazer a transição para a Cup de forma integral, e a crise está instalada por lá.

No final, mesmo com os problemas na Roush, é muito difícil colocar só na conta deles os problemas de patrocínio que envolvem Trevor Bayne. Embora seja verdade que a equipe deveria ter encontrado uma forma de garantir a presença dos principais pilotos, dificuldades com investidores acontecem a todo momento no automobilismo.

Enquanto o esporte a motor não encontrar uma forma mais inteligente de se gastar dinheiro – e não falo somente na Nascar, mas no geral –, a tendência é que cada vez mais apenas uma nata consiga correr: aqueles que tiveram sorte o bastante de conseguirem pagar pelas vagas, independente do talento nas pistas.

Bayne, por sua vez, talvez seja obrigado a assistir às etapas da Nationwide pela TV. Mas o piloto deixa Las Vegas com sensação de dever cumprido, afinal, além da quarta colocação na Nationwide, o piloto terminou a corrida da Cup em nono, conseguindo o primeiro top-10 na categoria desde a vitória em Daytona. Para uma equipe limitada como é a Wood Brothers, esse certamente é um grande resultado.


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