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Guia da Nascar Sprint Cup Series 2012

fevereiro 24, 2012
Tony Stewart

Tony Stewart teve dois meses para comemorar o título. Agora o piloto retorna à Nascar como favorito, mas terá muito trabalho pela frente

Para encerrar a série especial aqui no World of Motorsport, chegou a hora do terceiro e último guia da temporada 2012 da Nascar. Agora é hora de conhecer quem é quem na principal divisão do certame americano: a Nascar Sprint Cup Series.

Se a pré-temporada da Nascar para a temporada 2011 foi bastante agitada, o mesmo não aconteceu neste novo campeonato. Salvo a negociação desencadeada pela demissão de Kurt Busch da Penske, os últimos meses foram marcados por certo marasmo nas notícias sobre a categoria.

Bom, se não houve novidades quanto às regras nesse tempo, a Nascar abre o campeonato de 2012 de um jeito diferente, afinal, Jimmie Johnson não é mais o atual campeão da categoria. Depois de levantar cinco taças seguidas, o piloto perdeu a última disputa e viu Tony Stewart se consagrar pela terceira vez na carreira.

Mesmo assim, Jimmie Johnson segue mais do que favorito para 2012, principalmente pelo que ele demonstrou ao longo de cinco anos invicto. Na realidade, não é muito prudente descartar o piloto. Se não fossem alguns acidentes ao longo do Chase, JJ estaria em condições de lutar pelo título, já que havia sido o piloto dominante em provas como Kansas e Dover. Agora, a nova temporada, tudo foi zerado, e o americano terá uma nova chance de ir em busca da sexta taça.

Jimmie Johnson

Jimmie Johnson venceu cinco títulos seguidos, mas agora o piloto começa 2012 precisando juntar os cacos de uma derrota

Evidentemente, Tony Stewart é, sim, o principal adversário na luta pelo título. Desde o início do Chase de 2011, o desempenho do piloto é incrível. Venceu 50% das etapas durante a fase final, perdeu o Budweiser Shootout já na linha de chegada e conquistou um dos Gatorade Duels. Será que Stewart descobriu o segredo da volta por cima?

Falando em recuperação, outro que vai precisar mostrar serviço em 2012 é Carl Edwards. O piloto da Roush-Fenway encerrou o último campeonato em alta, mas perder o título pelos critérios de desempate após ser o segundo colocado na prova final foi um baque e tanto. Mas com a pole-position em Daytona, ele parece estar recuperado.

Johnson, Stewart e Edwards formam o trio de favoritos absolutos ao título de maneira quase que inquestionável, mas eles não podem se dar ao luxo de achar que já está tudo ganho. A temporada 2012 da Nascar ainda conta uma série de outros competidores dispostos a fazerem de tudo em busca do primeiro anel de campeão.

Talvez a história mais impressionante de 2011 tenha sido Brad Keselowski. Até metade da temporada, o piloto parecia que ainda não tinha se adaptado à principal divisão do turismo americano. No entanto, bastou sofrer um grave acidente em um treino privado – e uma pontual mudança no chefe de mecânicos – para que o piloto começasse a vencer. No final, Kese também fez um excelente trabalho no Chase e terminou na quinta colocação na classificação final.

Apesar disso, há algumas nuvens negras rondando o piloto da Penske. Há um histórico recente na categoria de pilotos que sumiram totalmente depois de participar do Chase: Martin Truex Jr., Juan Pablo Montoya e até mesmo Brian Vickers. Cabe a Keselowski mostrar que em 2012 ele não vai fazer parte desse grupo, pois os resultados no ano anterior corresponderam à realidade.

Matt Kenseth, campeão de 2003 e conhecido pela regularidade extrema, é mais um com boas chances de título. O piloto esteve com boas chances de conquistar a taça da última temporada, mas alguns acidentes com Brian Vickers nas etapas finais definitivamente o deixaram fora da briga. Com o motor da Ford parecendo um pouco melhor nesse início do ano, o piloto já entra no campeonato como um dos favoritos.

Kevin Harvick e DeLana Harvick

Kevin Harvick vendeu a equipe, engravidou a esposa e já disse que o objetivo é se concentrar no título da Sprint Cup

Aliás, falando em regularidade, outro que precisa ser citado é Kevin Harvick. O piloto do carro número 29 passou os dois últimos anos brigando pela liderança da tabela de pontos na temporada regular. No Chase, embora o rendimento em 2010 tenha sido muito superior que o do ano passado, já são dois terceiros colocados consecutivos. Agora que o piloto vendeu a equipe que tinha nas categorias menores e está esperando o primeiro filho (a esposa que está grávida, para deixar claro), talvez seja a hora de conseguir o que faltou nos últimos anos para enfim se sagrar campeão.

O último dos favoritos é Kyle Busch, conhecido por ser o piloto mais arrojado da Nascar na atualidade. No final do ano passado, em uma etapa da Truck Series no Texas, Busch empurrou Ron Hornaday no muro sem maiores explicações.  A Nascar o proibiu de continuar correndo naquele final de semana e os patrocinadores resolveram segurar os investimentos, pedindo para que Joe Gibbs, o chefe da equipe na Cup, tivesse mais controle sobre o piloto.

Resultado: Busch não vai correr na Truck Series em 2012 e deve disputar cerca de 1/3 das etapas da Nationwide. Com o foco na Cup, essa é a chance do piloto finalmente acabar com a fama de amarelão nas horas decisivas.

Buschinho não é o único piloto que precisa se recuperar em 2012. O companheiro de equipe Denny Hamlin é um dos que precisa se livrar da desconfiança do ano passado. Depois de ser o principal adversário de Johnson na luta pelo título de 2010, Hamlin sumiu no último ano. O piloto só se classificou para o Chase pelos últimos critérios de elegibilidade e, mesmo assim, o desempenho na parte final da temporada foi sofrível. Agora, ele precisa mostrar que o campeonato passado foi uma exceção e que continua sendo um dos pilotos mais promissores da nova geração.

Joey Logano

Joey Logano começa 2012 incrivelmente pressionado

Para terminar o trio da Joe Gibbs, Joey Logano terá um ano decisivo. Quando surgiu ainda nos Late Models, aos 15 anos de idade, Logano era considerado o principal piloto das categorias de base. Mark Martin cansou de chamá-lo de “real deal”, mas foi Gibbs quem conseguiu contratá-lo para o programa de jovens pilotos. A partir daí, o piloto venceu tudo o que disputou nas categorias de acesso da Nascar até chegar à Nationwide, em 2008.

Na divisão de acesso da Nascar, o piloto venceu logo a segunda corrida que disputou, no Kentucky, e parecia que ia corresponder a toda essa expectativa. Que nada. Ainda que ele tenha conseguido alguns triunfos no campeonato de acesso e uma vitória na Cup – em uma corrida encurtada pela chuva em New Hampshire em 2009 –, Logano jamais correspondeu ao que esperavam dele.

Como está no último ano do contrato com Gibbs e o patrocinador – a The Home Depot – já está pressionando a equipe por um piloto mais experiente, Logano tem a última chance de mostrar algo. Caso não dê certo, as chances do piloto na Cup ficam bastante comprometidas. A história do garoto, na verdade, é o típico caso de quem queimou as etapas no desenvolvimento. Em praticamente três anos, ele saiu dos Late Models para correr na Cup, sendo apenas o substituto de Tony Stewart. Por mais incrível que tenha sido o desempenho em todas as categorias até então, ficou claro que ele não estava preparado.

O que impede Gibbs de dispensá-lo é o medo de ele ir para outra equipe e finalmente estourar. Já imaginou se ele assina, por exemplo, com a Penske e começa a justificar o porquê de falarem antigamente que poderia ser tão bom quanto Jimmie Johnson ou ainda melhor? Seria terrível para quem o revelou.

Marcos Ambrose

Marcos Ambrose começa a desbancar Juan Pablo Montoya na briga por quem tem mais chances de conseguir a primeira vitória em um oval

Mas não é só Logano que precisa se recuperar em 2012. A lista, na verdade, é bastante extensa. Tem Kurt Busch, que foi defenestrado da Penske após brigar com um repórter e agora vai correr pela Phoenix. Tem Jeff Burton, que fez um melancólico campeonato passado, mas andou muito durante o Chase. E tem Kasey Kahne, que nunca ganhou nada, mas agora vai contar com equipamento da Hendrick.

Ainda falando na equipe do Sr. H, há alguma expectativa com relação a Jeff Gordon em 2012. Não acho que seja esse o caso, parece que a época do piloto já passou. Mas com 85 vitórias na carreira, pode ser um erro dizer que ele não tem chances.

Para encerrar o guia, é hora de destacar outros três pilotos que tem tudo para surpreender em 2012. Primeiro, cito Marcos Ambrose e de A.J. Allmendinger. Depois de fazerem  uma difícil transição para a Nascar, parece que chegou a hora de eles mostrarem que são, sim, pilotos de ponta. O último é Clint Bowyer, que pela primeira vez na carreira será o líder de uma equipe, pois deixou o time de Richard Childress e assinou com Michael Waltrip.

Ah sim, antes de terminar, tem a McLaren na Nascar. Sim! A equipe da McLaren (a mesma da F1) estará presente no campeonato americano em 2012. Mas eles não vão inscrever pilotos. Os ingleses são os responsáveis pelo sistema de injeção eletrônica que foi implantado nos carros para a nova temporada, então em todas as etapas o trailer cromado da equipe inglesa estará presente. Curioso não?

P.S.2: eu queria ter espaço para falar da história da equipe do Burger King, mas esse post já está ficando longo demais. Bom, paciência. uns donos de franquias do restaurante compraram a Red e vão inscrever dois carros. É bem legal ver uma empresa assim passar a investir no esporte.

P.S.3: aqui está a lista de pilotos confirmados para a temporada.

P.S.4: o guia da Nascar Camping World Truck Series 2012 você encontra aqui e aqui está o Guia da Nascar Nationwide Series 2012

A seca de Ryan Newman acabou em New Hampshire

julho 18, 2011
Ryan Newman

Sobre Ryan Newman comemorar a vitória no carro do exército e com a bandeira americana, diria que foto mais patriótica impossível

Ryan Newman tinha chegado pressionado à etapa de New Hampshire da Nascar, que aconteceu neste domingo, dia 17. Depois de conseguir a pole-position no treino classificatório da sexta-feira, o piloto se tornou o décimo atleta na história da categoria que mais vezes largou na posição de honra, em 47 oportunidades.

Apesar disso, até antes de New Hampshire, o piloto tinha uma marca incômoda. Das 46 vezes anteriores em que saíra na frente, somente em três ele se tornou o vencedor da corrida. O piloto da Stewart-Haas ainda detinha um péssimo aproveitamento na média. Das últimas 34 poles – ou desde 2003 – ele não vencia saindo na frente. O pior recorde da história da Nascar.

Newman, aliás, nunca foi um piloto extremamente vencedor. Ainda falando sobre a temporada de 2003, o então piloto da Penske obteve oito vitórias na ocasião. E olha que ele fazia apenas a segunda temporada completa no turismo americano. Apesar disso, a partir daí ele entrou em uma espiral decrescente de resultados terminando apenas seis vezes nas oito temporadas seguintes no Victory Lane.

Em New Hampshire, o agora piloto da Stewart-Haas não ligou para as estatísticas – e se você quiser não viu ou quiser relembrar como foi a prova basta clicar aqui para ler a história. O piloto aproveitou que a equipe de Tony Stewart tinha um carro muito bem acertado para não só conseguir a pole-position como também para ser um candidato à vitória durante toda a corrida. No final, o piloto poupou o máximo de combustível possível para fazer uma parada a menos e terminar entre na frente.

Até houve um ensaio de polêmica com uma certa desconfiança em relação a Tony Stewart, que poderia ter tirado o pé nas voltas finais para deixar que o companheiro de equipe vencesse e acabasse com a marca negativa. Mas não deu em nada. O bicampeão logo desmentiu o fato e disse ter acelerado até o fim.

Assim, Newman se tornou o 13º vencedor diferente em 2011. Além dele, já haviam vencido Trevor Bayne, Jeff Gordon, Carl Edwards, Kyle Busch, Kevin Harvick, Jimmie Johnson, Matt Kenseth, Denny Hamlin, Regan Smith, Brad Keselowski, Kurt Busch e David Ragan. Lembrando que o recorde é de 19 ganhadores distintos em uma temporada só e aconteceu quatro vezes: 1956, 1958, 1961 e 2001. Somente a última na Modern Era.

A Sprint Cup agora faz uma pausa de uma semana e volta somente no dia 31 de julho para a tradicional etapa de Indianápolis. Juan Pablo Montoya é o favorito, mas Kevin Harvick, Jimmie Johnson e Tony Stewart têm um histórico muito positivo na pista. Olho também em Kyle Busch e em Carl Edwards. Antes disso, porém, a Nationwide e a Truck Series competem em Nashville em um final de semana que, pasme, não terá Kyle Busch na pista.

Lembrando que foi em Nashville que Nelsinho Piquet conquistou o melhor resultado da carreira ao chegar em segundo perdendo para Kyle Busch – que não corre – no início do ano. Quem for acompanhar a corrida, aliás, se prepare, pois essa estatística deverá ser bombardeada durante a prova para justificar esperança no triunfo brasileiro.

Nascar em Kansas: o fator Keselowski

junho 6, 2011
Brad Keselowski

Comemorar com a bandeira americana virou uma marca de Brad Keselowski

A vitória de Brad Keselowski na etapa do Kansas na Nascar Sprint Cup, realizada no último domingo, dia 5, foi o que a categoria precisava para consolidar a mudança de regra de acesso ao Chase que entrou em vigor na temporada 2011.

Se antes ninguém considerava o piloto da Penske como um candidato ao playoff, hoje, Keselowski estaria apenas sete pontos atrás da classificação para a fase final caso a temporada regular terminasse agora. Explico. Como a Nascar decidiu que, em 2011, após as 26 primeiras etapas, os dois pilotso que mais tiverem conquistado vitórias e ocuparem entre a 11ª e 20ª colocação da tabela receberam convites para disputar o Chase, os triunfos passaram a valer bastante.

Mas se até a corrida do Kansas os vencedores de 2011 estavam ou consolidados entre os dez primeiros, ou muito abaixo na tabela, a situação de Keselowski era o ingrediente que a Nascar queria para dar mais emoção ao campeonato. O triunfo deixou o piloto da Penske no 21º posto, apenas sete pontos atrás de Paul Menard. No momento, apenas Jeff Gordon (13º) entraria no Chase via convite, então, caso Brad vira um forte candidato ao playoff pois precisa apenas ganhar mais uma posição e torcer para que está ali na ‘bubble’ vença nessa temporada.

Keselowski se torna um candidato ainda mais forte para entrar na fase final do campeonato se levarmos em conta o retrospecto do piloto nas últimas provas. Desde Darlington, o carro da Penske tem sido um forte candidato à vitória. Na Carolina do Sul, Brad empurrou Regan Smith para a vitória e acabou ficando com a terceira colocação.

Em Dover, o piloto fez uma prova sólida e encerrou em 13º – naquela que foi a atuação mais apagada da sequência. No Sprint Showdown, o carro número 2 avançou ao evento principal da noite. Nas 600 Milhas, Keselowski era o quarto colocado naquela relargada confusa e não teve culpa nenhuma ao acertar o carro de Kasey Kahne – o líder – que teve uma pane seca faltando duas voltas pro fim. Para encerrar, no Kansas não teve jeito e Keselowski enfim venceu.

Brad Keselowski

Parar ou não parar. Esse tem sido o trunfo de Keselowski nas últimas provas

Com esse bom desempenho nessas últimas corridas, Keselowski pulou da 28ª posição na tabela de pontos para a 21ª colocação. Assim, não será surpreendente se o piloto da Penske entrar em posição de brigar por um dos convites do Chase.

Essa arrancada de Keselowski coincide com a evolução do piloto na Sprint Cup. Parece que o piloto da Dodge finalmente está adaptado à principal categoria do turismo americano. Prova disso é que desde Darlington, Brad completou todas as voltas disputadas. Nas nove provas anteriores, apenas em Bristol o piloto tinha conseguido esse feito.

Ao mesmo tempo em que Keselowski tem se mantido frequentemente na volta do líder, isto é, em posição de brigar pela vitória no final da prova, o piloto conta com a boa fase do mecânico chefe Tom Wolfe. Nas três corridas, o ex-piloto acertou em todas as estratégias e garantiu ao Dodge número 2 chance de brigar pela vitória.

Keselowski agora é um novo fator na briga pelas 12 vagas do Chase e vai incomodar quem está ali na décima e 11ª posição. Talvez, a disputa até Richmond pelo playoff se concentre tanto entre os dez primeiros, como no duelo pela 20ª colocação. Algo bastante interessante.

A próxima corrida da Nascar é em Pocono, reduto de Denny Hamlin. A equipe de Joe Gibbs sempre anda bem por lá assim como Tony Stewart. Kevin Harvick e Jimmie Johnson também podem ser fatores. Olho neles. Outro ponto interessante vai ser ver o desempenho da Ford, que no início do ano teve problemas em ovais maiores que 1,5 milha. Resta saber se em Pocono eles terão resolvido esse problema.

P.S.: ano passado eu fiz um post bem legal que explicava o curioso traçado triangular de Pocono, se você quiser ver, basta clicar aqui.

Nascar em Darlington: Regan Smith, brigas e diversão

maio 9, 2011
Regan Smith

Regan Smith conquistou a primeira vitória da carreira na Nascar em Darlington

A etapa de Darlington da Sprint Cup, na noite deste sábado (7), comprovou o que os fãs da categoria já desconfiavam: a temporada 2011 da Nascar está cheia de corridas legais. Na prova na Carolina do Sul não foi diferente. Ao todo, durante a etapa, foram 21 mudanças de liderança entre 12 pilotos, duas bandeiras amarelas causadas por Jimmie Johnson, uma briga literal entre Kyle Busch e Kevin Harvick, além da surpreendente vitória de Regan Smith. Para quem não viu a corrida, a história com a grande qualidade de sempre pode ser vista bastando clicar aqui.

Em um resumo rápido, as primeiras 360 voltas foram boas, principalmente em se tratando de Darlington, que desde aquele clássico duelo entre Kurt Busch e Ricky Craven nunca teve um bom espetáculo. Mas o interessante mesmo foram as voltas finais, após o motor de Jeff Burton estourar.

Na relargada após o carro 31 ter recolhido às garagens, Kyle Busch bateu em Kevin Harvick, que coletou Clint Bowyer e deixou o piloto do carro número 29 puto da vida com o adversário da Toyota. O acidente fez a corrida ir para a prorrogação, com Regan Smith, que não havia parado no final, na liderança. Smith foi beneficiado por um empurrão de Brad Keselowski no último recomeço, o que bloqueou os ataques de Carl Edwards. Assim, o piloto da Furniture Row foi direto para a bandeira quadriculada, conquistando o primeiro triunfo da carreira.

A vitória de Smith pode ser explicada em dois momentos-chave. No primeiro, a importância do ar limpo, que ficou evidente em toda a corrida. Sempre que alguém assumia a primeira colocação conseguia imprimir um bom ritmo de prova para não ser incomodado por algum tempo.

No segundo, o próprio Carl Edwards admitiu que a parceria de Keselowski/Smith foi o suficiente para deixá-lo sem ação na relargada. Assim, mesmo com pneus mais velhos – o que era comprovadamente mais lento – Regan Smith pôde manter a primeira colocação. O que foi bastante importante, já que na bandeira verde tanto Edwards quanto Smith estavam lado a lado, ou seja, o ar limpo seria razoavelmente igual para ambos.

Táticas à parte, Regan Smith teve todos os méritos da vitória. Aliás, se levarmos em conta todos os pilotos que ganharam pela primeira vez na carreira nos últimos anos na Nascar, o piloto da Furniture Row é o primeiro desde Casey Mears a vencer uma corrida que não terminou antecipada por conta da chuva nem foi disputada em super-oval. E olha que nesse grupo entra gente como David Reutimann, Brad Keselowski, Joey Logano e Trevor Bayne.

Porém, embora o triunfo de Regan Smith tenha chamado a atenção, a grande atração da noite foi a briga entre Kyle Busch e Kevin Harvick. Como dito acima, nas últimas voltas da prova os dois duelaram por alguma posição intermediária e, em meio a bumps, Busch se irritou e mandou Harvick para o muro. (Aqui, é importante lembrar que na etapa de Homestead de 2010 aconteceu justamente o contrário, com Busch sendo retirado da corrida pelo adversário).

Clint Bowyer

Clint Bowyer com o bom-humor de sempre, praticando arremesso de HANS a distância

Puto da vida com o rival, Harvick passou a perseguir o carro número 18 depois da corrida, incluindo uma patética cena à Tom & Jerry na entrada dos boxes. No final, Harvick estacionou o Chevrolet no pit-lane para bloquear Busch e caminhou até o Toyota para dar uns belos sopapos no adversário. Para evitar um conflito, Busch acelerou e mandou o carro 29 para o pit-wall, .

Não sou nenhum defensor do bom-mocismo nessa hora. Acredito que em alguns momentos é difícil evitar um conflito físico, até porque isso deve fazer parte da natureza humana. Mas o que aconteceu em Darlington foi uma palhaçada. Ao invés de ficar aquele perseguição, a briga deveria ter acontecido no pit-lane logo. Aí ou os pilotos iam para as vias de fato, ou a turma do deixa disso agia rápido.

O fato de Kyle Busch empurrar um carro desocupado, no pit-lane, é uma irresponsabilidade tremenda. Imagina se o carro pega alguém? Seja um fiscal, um repórter, ou membro de qualquer uma das equipes, o problemão que ia dar. E não dá para alegar que a atitude foi para evitar um conflito. Ele, dentro do carro, de capacete, com aquela rede lá, estaria com medo de um soco de um piloto? Por favor né? De capacete, até eu iria brigar com Harvick que deve ter o dobro da minha altura.

Aliás, o acidente entre Kyle Busch e Kevin Harvick ainda coletou Clint Bowyer, deixando-o com um excelente humor depois da corrida. Bowyer está no último ano de contrato com a equipe de Richard Childress e está com dificuldades em renovar o contrato por questão de patrocinador. Para piorar, o piloto acabou se queimando com Harvick, no final de semana, ao faltar no briefing da Nationwide, onde iria correr pela equipe do companheiro. Com isso, Bowyer foi obrigado a abdicar a segunda posição no grid para sair em último. Kevin, que também é um cara cabeça-fria – como a briga com Busch demonstrou – foi no Twitter e esbravejou algumas palavras sendo a mais dura algo como “espero que semana que vem todo mundo consiga chegar ao briefing a tempo”.

De qualquer forma, é difícil que Bowyer saia da equipe de Richard Childress pois  não tem vaga disponível na Nascar.  Os outros pilotos que estão no último ano de contrato são Brian Vickers, Carl Edwards e Juan Pablo Montoya. Salvo uma troca com Edwards, Bowyer estaria dando um tiro na própria carreira se mudasse de equipe. E uma mudança para a Roush-Fenway é deveras improvável, até porque Edwards é o líder do campeonato e vem fazendo um grande início de 2011.

A próxima etapa da Nascar é em Dover e deverá ser vencida por Jimmie Johnson. Caso contrário, Kyle Busch e Carl Edwards têm chances. Aliás, Busch tem caso Harvick permita que ele termine a corrida.

Nascar no Texas: a volta da Ford

abril 11, 2011
Matt Kenseth e Clint Bowyer

A ultrapassagem de Matt Kenseth em Clint Bowyer foi o momento chave da corrida

Depois de falar aqui neste espaço, nas duas últimas semanas, que as corridas da Nascar estavam sendo boas para os comentaristas, aconteceu a etapa do Texas. Nela, a Ford ressurgiu e todo mundo que apostava nos favoritos de sempre se deu mal porque eles não foram bem. Aí a história mudou. Hoje os comentários são de que Carl Edwards é a principal ameaça a Jimmie Johnson no inédito hexacampeonato.

Só que por enquanto, ele não é. É verdade que as equipes da Ford têm um carro bom e um motor mais econômico que os das demais equipes. No entanto, o equipamento está funcionando apenas nos ovais intermediários, de 1,5 milha. Como prova disso, em Las Vegas, Edwards ficou com a vitória e agora foi a vez de Matt Kenseth.

Aliás, para vocês verem que eu não entendo nada de Nascar. Semana passada até brinquei com um amigo que a Ford realmente ia ser o equipamento dominante no Texas e que a vitória deveria ficar com a equipe de Jack Roush. Mas alertei que não seria Kenseth o vencedor, porque ele tem uma aversão muito grande a ganhar corridas. (Vai entender). Resultado: ele ganha, e eu fico com essa cara agora. Aliás, se você não viu a corrida, basta clicar aqui e ler a história completa com uma qualidade única e brilhante.

Voltando ao campeonato, nas últimas quatro corridas a Ford não foi bem em três: Bristol, Auto Club e Martinsville, que são traçados bem diferentes de 1,5 milha do Texas. Só que esses chamados ovais intermediários são maioria no Chase e é nisso que se baseia quem aposta que Carl Edwards possa ter uma chance de ser campeão.

 

Matt Kenseth

Matt Kenseth deu a impressão de estar passeando no Texas Motor Speedway

Só que isso não é suficiente. Tomando por base o campeonato passado, nas últimas dez provas, Jimmie Johnson venceu uma, conquistou 7 TOP 5 e 9 TOP 10. Denny Hamlin, o vice, venceu duas vezes, mais 4 TOP 5 e 7 TOP 10. Já Kevin Harvick, o terceiro, conseguiu 5 TOP 5 e 9 TOP 10. Percebeu que para levantar a taça no final não pode ter um carro ruim em nenhum tipo de pista?

Claro que é cedo para falar qualquer coisa, a Ford vai ter o ano todo para melhorar o equipamento e tentar lutar por vitórias também nos ovais curtos, mas por enquanto, ao que me parece, eles estão fortes para os intermediários e só. Pior para eles, já que salvo as etapas de Atlanta, do Kentucky, de Charlotte e do Kansas, a categoria não corre mais nesse tipo de pista até o Chase.

Para continuar falando mal dos pilotos, mais uma vez Tony Stewart fez uma bobagem ao ser pego por excesso de velocidade nos boxes e jogou uma corrida fora. Em Phoenix, para quem não lembra, já havia acontecido isso – quando o carro número 14 era o dominante – e agora mais uma vez se repete. Engraçado é que na semana passada Jimmie Johsnon foi punido pelo mesmo motivo, esbravejou no Twitter, mas foi obrigado a pedir desculpas. Parece que os pilotos estão percebendo que esse tipo de erro custa a corrida deles – e eventuais chances de título – e não tem quem culpar a não ser si próprios. Por isso ficam tão irritados.

Outro ponto interessante da corrida do Texas foi ver a equipe de Richard Childress novamente muito forte. No início do ano o dirigente já havia declarado que entrava em 2011 visando ao título, mas houve quem interpretasse como essa atitude como arrogância, principalmente depois de três provas muito fracas no início do campeonato. Agora, com Kevin Harvick tendo vencido duas e Clint Bowyer terminando em segundo (e obrigando a Kenseth a trabalhar no final) parece que o time voltou à boa forma e já começa a se consolidar como a principal força anti-hexacampeonato de Johnson, no momento.

 

Denny Hamlin

Denny Hamlin não fez nada de relevante. De novo. Mas eu acho o carro bem bonito

A próxima etapa é em Talladega e devemos ter a volta daquele sistema de parceria que imperou em Daytona. Se a Nascar não fizer nada, a chave para a vitória vai ser saber empurrar o carro da frente sem superaquecer o motor. Só que ao contrário da abertura do campeonato, que é uma pista simétrica, a linha de chegada em Talladega fica no fim do tri-oval, então dá tempo do carro de trás ultrapassar o da frente antes de receber a bandeirada. O que abre um leque maior de estratégias.

Se nada de anormal acontecer, os favoritos nesse tipo de pista – Harvick, Dale Jr, Kurt Busch, Jamie McMurray, Clint Bowyer, Brad Keselowski – devem brigar pela vitória. Acho que Earnhardt Jr e Paul Menard estão em momentos especiais do campeonato e por isso até podem ser chamados de favoritos, mas vou manter a minha aposta (furada) de Daytona. O vencedor será Clint Bowyer.

Kimi Raikkonen na Nascar, 1º de abril?

março 29, 2011

 

Kimi Raikkonen

Kimi Raikkonen pode para na Nascar, seria uma furada?

A grande história desta terça-feira, dia 29, no automobilismo foi uma reportagem do jornal finlandês Turun Sanomat que aponta a ida de Kimi Raikkonen, o campeão da temporada 2007 da F1, para a Nascar.

A matéria diz que o antigo piloto da Ferrari vai levar a equipe Ice1, que é do próprio finlandês, do WRC para o turismo americano, ainda em 2011, em uma sociedade com Foster Gillett, filho de George Gillett. Raikkonen, então, deve competir ainda no verão americano na Truck Series antes de fazer a transição para a Nationwide e, futuramente, para a Sprint Cup.

Como fã da categoria e ainda por trabalhar na cobertura dela, para mim essa notícia é ótima, já que, além de tornar a Nascar ainda mais competitiva e atrativa, também valoriza o meu trabalho. Por outro lado, por conhecer um pouco mais do turismo americano – e do próprio Raikkonen – essa notícia é de surpreender.

Nada contra a mudança para os Estados Unidos, muito pelo contrário, afinal essa parece ser uma tendência. Quando eu comecei a cobrir a categoria, o mais famoso internacionalmente era Juan Pablo Montoya. Hoje, além do colombiano, o turismo americano tem gente como Marcos Ambrose, Nelsinho Piquet, Miguel Paludo, Sam Hornish, Danica Patrick, Ricky Carmichael, Travis Pastrana e agora o Kimi.

Só que os termos apresentados são de assustar. Em primeiro lugar, a união de Raikkonen com Gillett é espantosa. Para quem não sabe, George Gillett foi um dos sócios da Gillett-Evernham (que veio a se tornar a Richard Petty Motorsport), além de ter sido um dos proprietários do Liverpool.

 

Kimi Raikkonen WRC

Passagem de Raikkonen no WRC foi marcada por uma série de acidentes

A RPM quebrou, precisou demitir um monte de gente e só está correndo esse ano porque o próprio Richard Petty realizou aquela operação conhecida por management buyout e se tornou o dono da equipe. Já o time inglês está em crise, desde a Champions League de 2005 não conquista nada relevante e tem visto os principais jogadores – como Fernando Torres e Mascherano – se transferirem para outros clubes, ao passo que o plantel não é reforçado.

O Evernham, que eu citei ali em cima como antigo sócio de Gillett, não acreditou que Raikkonen estivesse envolvido com o ex-parceiro. Nas palavras do próprio Ray Evernham: “Eu realmente não sei porque Kimi  iria se juntar a pessoas que o tempo todo falham em franquias esportivas. Eu não sei como eles conseguem deixar operações com tantas dívidas e ainda retornarem ao esporte”.

Se o sócio não ajuda muito, então podemos entender que o homem forte da Ice1 será o próprio Raikkonen. Quer dizer, Montoya, correndo pela Chip Ganassi, uma das maiores equipes do automobilismo americano, levou anos para se adaptar à Nascar; Nelsinho, pela KHI, uma das maiores da Truck Sereis, ainda deve uma boa atuação em 2011; na Germain, do atual campeão Todd Bodine, Paludo sofreu com um amadorismo ímpar; Hornish não foi bem na Penske; Dario Franchitti teve problemas na mesma Ganassi; Danica foi bastante contestada na Hendrick…. resumindo, todos esses pilotos, extremamente bem sucedidos nas categorias de origem tiveram ou estão tendo uma difícil adaptação ao turismo americano mesmo contando com grandes estruturas como apoio. Imagine o Kimi, que vai em uma equipe própria.

Outro ponto contra o finlandês é o tempo que ele passou no WRC. Para quem largou a F1 da forma que ele fez jurando que ia ser feliz – ou algo assim – no rali, deixar a categoria após um ano e meio depois de não ter vencido nenhuma etapa, não ter feito nenhuma grande atuação e só ter aumentado coletâneas de acidentes é extremamente desapontador. Se isso acontecer voltar a acontecer na Nascar, poderemos estar vendo um esportista no fim de carreira cavando um buraco cada vez mais fundo.

Por outro lado, nada impede também que Kimi se adapte à Nascar naturalmente. Que ele chegue e, na terceira ou quarta prova, já esteja brigando por vitória. Aconteceu algo similar na F1, então não seria inédito para ele. Da mesma forma, é louvável escolher começar pela Truck Series ao invés de se aventurar direto na Sprint Cup. Quem começou debaixo, como Montoya e  Ambrose, teve mais sucesso que apressados como Patrick Carpentier, Jacques Villeneuve e Franchitti.

A possibilidade de Kimi chegar aos Estados Unidos e perceber que sempre quis viver o American way of life também não pode ser descartada. Depois de sair de uma região pobre – se é que podemos chamar assim – da Finlândia, passar por Reino Unido, Suíça e Itália, talvez ele precise de um lugar como a América para se encontrar.

Como fã do piloto e do esporte, torço para o sucesso dele na Nascar. Entretanto, seria positivo para o próprio Kimi se a situação anunciada fosse mais favorável.

Em tempo: Kimi Raikkonen vai estrear na Truck Series na etapa de Charlotte, no dia 20 de maio. Lembrando que esse é o final de semana da All Star Race, na mesma pista da Carolina do Norte.

Final épico na Nascar na Califórnia

março 28, 2011

 

Kevin Harvick

Kevin Harvick venceu a etapa da Califórnia de forma sensacional

A etapa da Nascar Sprint Cup na Califórnia é muito boa para os palpiteiros: sempre confirma os favoritos, aí parece que todo mundo entende para caramba de automobilismo. Se você pegar o que eu falei aqui na semana passada, tirando Denny Hamlin, que abandonou, deu para acertar todas as previsões.

Deixando para lá esse pequeno comentário inútil, vamos ao que interessa: a corrida em si. Em primeiro lugar, o importante da pista de Auto Club é o tamanho. São duas milhas de comprimento e a pista é bastante larga, possibilitando aos pilotos fazerem diversos traçados. Aí entra um ponto chave da corrida, que são os pneus. Quem opta por ir rente ao muro, lá em cima, desgasta os compostos muito menos do que quem escolhe a linha debaixo. Somando a isso o fato de cada volta demorar uns 40s, depois de vários giros em bandeira verde alguém que cuidou melhor dos compostos pode chegar a ser até 0s8 mais rápido.

Foi justamente isso o que decidiu a corrida do domingo. Se você não viu, o relato com toda a qualidade de sempre, está aqui, basta clicar. Em uma rápida resumida, teve uma bandeira amarela faltando umas dez voltas para o final e todo mundo menos oito pilotos foram para os boxes, mas esse detalhe não mudou nada. Na briga pela vitória, Jimmie Johnson e Kyle Busch estavam duelando, quando Kevin Harvick descontou cerca de 3s em cinco voltas, ultrapassou Buschinho, colou no tetracampeão e garantiu a vitória saindo da curva 4.

O momento chave aqui é perceber que os pneus de Harvick – e o equipamento como um todo – estavam melhor conservados que os do adversário. Aliás, isso não é de hoje. Desde o final de 2009, o piloto da RCR vem apostando em uma tática de galgar posições ao longo da corrida sem se importar com a posição de largada. Deu certo ano passado, quando terminou em terceiro, e está em um bom caminho no atual campeonato.

 

Kevin Harvick x Jimmie Johnson

Kevin Harvick só conseguiu ultrapassar Jimmie Johnson na última curva. Aliás, fazia tempo que não tinha um 'last lap pass' na Nascar, fora de um super-oval

Com pneus não tão desgastados, a diferença de Harvick para quem parou não foi tanta, então o carro 29, muito mais rápido, foi capaz de disparar em relação ao pelotão para poder buscar os dois líderes. A ultrapassagem em Johnson também merece um comentário. A estratégia de ficar dando pequenos toques no adversário foi incrível e bem recompensada.

É curioso pensar também, que, nessa mesma etapa de 2010, o resultado foi o contrário: vitória de Johnson e Harvick em segundo. Na ocasião, o piloto da RCR acabou batendo no muro enquanto perseguia o rival. Depois da prova, Kevin disse que passou as duas últimas voltas pensando que se fosse para bater de novo, seria na saída da curva 4, na última volta. Talvez isso fosse um indício de que caso o 48 não liberasse a linha de cima, alguém não chegaria ao final.

No restante, a corrida da Califórnia foi típica. As primeiras 120 voltas serviram para que os carros mais rápidos se colocassem em condições de brigar pela vitória no final, por isso o domínio de Kyle Busch. O piloto da Toyota era o carro dominante da prova, mas os adversários aproveitaram as paradas para fazerem ajustes capazes de parar o rival. Isso tanto é verdade que o próprio Jimmie Johnson passou boa parte da etapa andando no TOP 15 antes de aparecer na liderança.

 

Kevin Harvick e Gil Martin

Kevin Harvick é um dos pilotos mais constantes da Sprint Cup, mas não tem costume de vencer sempre. Talvez por isso a cara do chefe de mecânicos Gil Martin na hora de abrir a champagne

Em termos de campeonato, continuo com a opinião de que esses três vão brigar pelo título ao lado de Carl Edwards, que teve uma atuação apagada, mas que agora é o líder nos pontos. Quanto a Tony Stewart, ele deve ser respeitado, mas não parece ser favorito no momento. Kurt Busch deve continuar alternando corridas muito boas a provas horríveis, como essa da Califórnia.

Por último, chegamos a Denny Hamlin. O carro número 11 estava na segunda colocação antes de um problema no motor. Com a falha, Hamlin somou mais um abandono em 2011, algo bastante preocupante devido à nova pontuação. Ao que tudo indica, o piloto tem grandes chances de dar a volta por cima e confirmar a expectativa de ser o principal rival de Johnson em 2011. Ainda é muito cedo para descartá-lo. Por outro lado, é preciso se certificar que esses DNFs não vão atrapalhar na hora de se classificar para o Chase, que parece ser a maior ameaça no momento.

A próxima etapa é em Martinsville. Uma pista completamente oposta à da Califórnia. É a mais curta do campeonato e o estado dos pneus pouco importa também. Um fator que pode ser determinante é uma boa colocação de largada para evitar se envolver em acidentes inúteis – e extremamente recorrentes – enquanto escala o pelotão.

Para a corrida, Hamlin e Johnson são os favoritos, mas Kevin Harvick fez duas boas corridas por lá, em 2010. Tudo bem que ele abandonou em uma – mas estava na liderança – e na outra foi um TOP5 naquele sensacional fim de campeonato. Além deles, Jamie McMurray é muito bom também nesse tipo de pista. Kasey Kahne, Jeff Gordon, Mark Martin e Dale Earnhardt Jr também não devem ser descartados.

As últimas três voltas da prova de Auto Club, com o épico final Busch-Johnson-Harvick, você pode ver a seguir:

Kyle Busch segue como rei de Bristol

março 21, 2011

 

Kyle Busch

Kyle Busch é o piloto dominante em Bristol. Mas será que o desempenho vai permanecer assim durante o ano?

Se a Nascar sempre prega a competitividade bradando que em cada corrida 43 pilotos têm chances de vitória, isso não se aplica às etapas de Bristol. Quando a categoria chega para correr na curta pista do Tennessee, há apenas uma certeza: Kyle Busch será o piloto a ser batido. Nas últimas cinco corridas no local – 2 na Sprint, 2 na Nationwide e 1 na Truck Series –, o piloto do carro número 18 saiu-se vencedor em todas.

A marca é ainda mais sensacional se levarmos em conta que no sábado, ainda em Bristol, Busch bateu o recorde das 10 mil voltas lideradas na Nationwide Series. Aparentemente, esses dois fatos isolados pouco tem a ver. Podemos concluir que Busch é bom em Bristol, assim como é o piloto dominante na Nationwide. Então, salvo quando a categoria corre por lá, as duas são estatísticas irrelevantes. Só que a história não é bem assim.

Quem acompanha a Nascar, o blog aqui, ou o Grande Prêmio sabe do domínio de Kyle Busch nas divisões de acesso do turismo americano. A combinação de talento + equipamento que o piloto dispõe é muito superior ao de qualquer adversário. E chega até ser covardia competindo contra os jovens que estão no início da carreira. Não é por acaso que na Nationwide, por exemplo, nos últimos três anos o único piloto sem passagem pela Sprint Cup a vencer foi Justin Allgaier.

Só que na Sprint Cup, as coisas não são assim tão fáceis e Busch não consegue impor o domínio. O piloto fez um excelente campeonato em 2008, quando liderou a temporada regular com nove vitórias. Chegou ao Chase como favorito e emplacou resultados terríveis na sequência, ganhando o apelido de amarelão. Embora haja um certo exagero nessa alcunha, uma hora os fãs se cansaram de ver o garoto dominando aos sábados – quando correm as divisões de acesso normalmente – e não fazendo nada de grande destaque no domingo. Não é errado dizer que todo mundo quer ver as coisas nos lugares certos: Kyle Busch dominando na Sprint e jovens pilotos tendo destaque na Nationwide. Em Bristol, a primeira parte ao menos é certeza de acontecer.

Ainda falando na última etapa, destaque para mais uma excelente corrida de Carl Edwards. Depois de largar na pole-postion, o piloto da Ford terminou na segunda colocação, brigando com Busch pela vitória até o final. Em quatro corridas no ano, Edwards conquistou duas pole-positions, uma vitória e dois segundos lugares. Apenos alerto pra não se apressarem, porque, em 2008, ele começou o ano da mesma maneira, com vitórias e liderança do campeonato. Embora, na ocasião, ele tenha lutado pelo título, não teve tanto destaque assim no meio da temporada.

Outros dois que fizeram boas corridas foram Kevin Harvick e Jimmie Johnson. Enquanto o piloto do carro número 29 segue em um bom momento desde o ano passado, o adversário está em uma boa fase que dura desde... que nasceu. estreou na categoria. Em 2011 eles continuam fazendo boas corridas e eu reitero que, no meio do campeonato, devem formar com Busch e Edwards – e talvez Kurt Busch e Tony Stewart – aqueles que lutam pela liderança da tabela.

 

Paul Menard

Paul Menard vem fazendo um ano excelente e é o quinto colocado na tabela de pontos

Por outro lado, Denny Hamlin ainda está devendo uma boa atuação. O atual vice-campeão parecia que iria fazer de 2011 o ano para desbancar Johnson, mas até agora nada. Conseguiu um TOP 10 em quatro corridas, o que é muito pouco. Em Bristol, se envolveu em um acidente, sem culpa, e novamente ficou pelo caminho. No entanto, é bom lembrarmos que a campanha de Hamlin na última temporada começou ainda mais desastrosa que a deste ano e no final o piloto liderava faltando apenas duas provas para o final.

Se Hamlin ainda não encontrou a boa fase, Jeff Burton vive um ano ainda pior. O experiente piloto da equipe de Richard Childress está no último ano de contrato com o time e está ameaçado de ficar fora do TOP 35 – que tem posicionamento garantido nas corridas – depois da prova da Califórnia. Na última etapa, adivinhe, pois é, ele abandonou mais uma vez depois de se acidentar.

A fase de Burton é completamente a oposta da de Paul Menard, novo integrante da RCR. O carro número 27 é o líder entre os quatro pilotos do time e está em um momento surpreendente. Em Bristol, Menard tomou a liderança da prova na marra e liderou por algumas voltas. No fim, o quinto lugar foi mais que merecido. Tá aí uma grata surpresa para esse ano.

A próxima etapa da Nascar é na Califórnia, onde poderemos ter uma visão melhor de quem é favorito e quem não é. Como os acidentes não são muito comuns em Auto Club, a tendência é que carro bom ande na frente e carro ruim fique para trás. A briga pela vitória deve ficar com o quarteto mencionado acima – Johnson, Busch, Harvick e Edwards -, mas eu não descartaria Matt Kenseth. Se fosse para apostar em alguém, eu iria de Edwards.

P.S.: se você não viu como foi a corrida de Bristol da Nascar Sprint Cup, clique aqui e veja com a qualidade de sempre.

Trilha Sonora da Nascar

março 18, 2011
Nascar em Bristol

A apresentação dos pilotos, em Bristol, é literalmente um show

Neste final de semana, dia 20, a Nascar Sprint Cup realiza a primeira etapa do ano no tradicional autódromo de Bristol. A pista por si só é uma atração, já que possui apenas 0,533 milha e, em toda extensão, é cercada por enormes arquibancadas. Quem pilotou lá diz que a sensação é a mesma de se estar correndo em uma máquina de lavar, e o fato de ter uma curva a cada 7s faz o processo de virar à esquerda ser praticamente mecânico. Tanto é que alguns pilotos preferem falar com os mecânicos sobre coisas da vida, como a temporada do baseball ou da NBA.

Desde 2008 a pista possui inclinação progressiva nas curvas – assim como Las Vegas e Homestead – o que permite dois carros ficarem lado a lado durante toda volta, o que aumentou o número de ultrapassagens. Essa alteração, porém, foi bastante criticada pelos fãs mais antigos da categoria, que justificam dizendo que a graça da pista era justamente ser de difícil ultrapassagem.

Entretanto, uma mudança que agradou a todos é a forma de apresentação dos pilotos antes da corrida. Assim como ocorre no Nascar AllStar, eles entram no palco – e depois dão uma volta pelo traçado – com uma música de fundo escolhida por eles mesmos. A lista completa dessa etapa de 2011 você pode conferir logo abaixo.

Essa tarefa de escolher a própria música tema acaba revelando algumas tendências interessantes. Primeiro, apesar de a Nascar ter nascido no Sul dos Estados Unidos, onde o gênero country é predominante, a grande maioria dos pilotos optam por rock, como Metallica e ACDC.

Outros pilotos optam por uma música engraçada. Kyle Busch tem uma música tema própria. Outro exemplo é Martin Truex Jr, que, durante muito tempo, escolhia o jingle da NAPA, principal patrocinadora do piloto. Esse ano é Carl Edwards quem vai com um tema mais inusitado: a abertura do seriado Cheers. Por fim, Brian Vickers e Jimmie Johnson, ex-companhieros de equipe na Hendrick, combinaram que um escolheria a canção do outro e essa só vai ser revelada na hora da apresentação. Durante a semana, os dois trocaram ‘provocações’ no Twitter ao postar músicas mais trashs e perguntando a opinião dos fãs, com comentários como “Essa é a cara de Jimmie, não acham?” ou “Brian mal sabe o que o espera no domingo”

Antes de ir à lista, peço para repararem na música de Landon Cassill, no número 60. Sim! É Never Gonna Give You Up, de Ricky Astley, o popular Rick Roll.Você pode não reconhecer de nome, mas certamente já ouviu. Aliás, ela já esteve presente aqui no blog e era justamente no Guia da Truck Series, que você pode ver clicando aqui. (Mas tá lá no final, no P.S).

O quê? Você não sabe o que é Rick Roll? Basta clicar aqui e você descobre.

Opa, brincadeira, é só clicar aqui. :)

A lista de músicas escolhidas pelos pilotos segue abaixo. Basta clicar no nome da canção que você quiser para ser redirecionado ao youtube e ouví-la.

P.S.: Deu um trabalhão pesquisar todas e juntar aqui, então, por favor, clique ao menos em uma!

#00 – David Reutimann: The Offspring – Pretty Fly For A White Guy
#09 – Bill Elliott – a ser anunciada (TBA)
#1 – Jamie McMurray:  Nickelback – Burn It To The Ground
#2 – Brad Keselowski – TBA
#4 – Kasey Kahne:  Hank Williams Jr – A Country Boy Can Survive
#5 – Mark Martin – TBA
#6 – David Ragan: Alice Cooper – No More Mr. Nice Guy
#7 – Robby Gordon – TBA
#9 – Marcos Ambrose: Mettalica – Fuel
#11 – Denny Hamlin: Dropkick Murphys – Shipping Up To Boston
#13 – Casey Mears: Warren G – Regulate
#14 – Tony Stewart: Kid Rock – Bawataba
#16 – Greg Biffle: Black Eyed Peas – Tonight’s Gonna Be A Good Night
#17 – Matt Kenseth: Avenged Sevenhold – Nightmare
#18 – Kyle Busch: 2012 featuring Raytona500 – Rowdy Busch
#20 – Joey Logano: Chiddy Bang – Opposite of Adults
#21 – Trevor Bayne – TBA
#22 – Kurt Busch: George Thorogood – One Bourbon, One Scotch, One Beer
#24 – Jeff Gordon: Tom Petty – I Won’t Back Down
#27 – Paul Menard: Black Label Society – Concrete Jungle
#29 – Kevin Harvick: AC/DC – Back In Black
#31 – Jeff Burton: Guns N’ Roses – Welcome To The Jungle
#33 – Clint Bowyer: música tema do filme  The Good, The Bad, And The Ugly, traduzido por aqui como Três Homens em conflito
#34 – David Gilliland: Motley Crue – Wild Side
#36 – Dave Blaney: música usada pela Universidade de Ohio em competições esportivas
#37 – Tony Raines – TBA
#38 – Travis Kvapil: Blur – Song 2
#39 – Ryan Newman: Waylon Jennings -  Good Ol’ Boys
#42 – Juan Pablo Montoya: Saliva – Ladies and Gentleman
#43 – A.J. Allmendinger: Flo Rida – Turn Around
#46 – J.J. Yeley – TBA
#47 – Bobby Labonte:  Little Texas – God Bless Texas
#48 – Jimmie Johnson – a ser escolhida por Brian Vickers
#56 – Martin Truex Jr.: Eric Church – Homeboy
#60 – Landon Cassill: Rick Astley – Never Gonna Give You Up
#66 – Michael McDowell: David Crowder Band – I Saw The Light
#71 – Andy Lally: Downstait – Beat You Down
#78 – Regan Smith: Avenged Sevenhold – Welcome To The Family
#83 – Brian Vickers – a ser escolhida por Jimmie Johnson
#87 – Joe Nemechek – TBA
#88 – Dale Earnhardt Jr. – TBA
#92 – Dennis Setzer – TBA
#99 – Carl Edwards: Where Everybody Knows Your Name da série Cheers

Os altos e profundamente baixos de Allmendinger

março 14, 2011

 

A.J. Allmendinger

A.J. Allmendinger finalmente encontrou a boa fase na Nascar. Mas antes...

Final de semana sem a Nascar é difícil para o blog porque segunda-feira não tem assunto nenhum para escrever aqui. Aí eu acabo tendo que enrolar um pouco aqui e fingir que realmente teve algo de útil ou relevante.

Antes que alguém alerte que teve a corrida Truck Series com os brasileiros, eis um rápido comentário. A corrida foi ruim. A única diversão foi ver Cole Whitt disputar com Kasey Kahne. O novato foi bem, mas a péssima paradas nos boxes acabou com as chances do garoto, assim como a diversão da prova. Os brasileiros, por sua vez, foram bem. Bem mal. Miguel Paludo foi envolvido em um acidente, enquanto Nelsinho Piquet se envolveu em outro(s dois).

Pronto, agora que já falamos da corrida, vamos ao que não interessa. Como esse post já está cheirando a Red Bull (com Kahne e Whitt), o jeito é continuar pelos lados rubrotaurinos.  Depois de três corridas da Nascar Sprint Cup, um dos destaques da temporada tem sido A.J. Allmendinger, que corre com o simbólico carro número 43, usado por Richard Petty, que, aliás, é patrão do piloto.

Allmendinger tem uma carreira cheia de altos e muito baixos. Ele começou bem. Venceu a Skip Barber e a F-Atlantic, na sequência, e descolou uma vaga na Champ Car, em 2004, pela fraca RuSport. Na ocasião, a categoria era carente de ídolos americanos e dominada por Sebastien Bourdais. Se ninguém dava nada pelo piloto, rapidamente ele impôs respeito. Levando em conta o desempenho em média, A.J só não era melhor que Bourdais.

 

A.J. Allmendinger

O legal do carro do Allmendinger na RuSport é porque era impossível não ver na pista. Imagina amarelo e branco iluminado

Na primeira temporada, A.J. conquistou dois pódios e terminou na sexta colocação. Mesmo com um time modesto, finalizou na frente de gente como Jimmy Vasser, Ryan Hunter-Reay e o também novato Justin Wilson, além de ter destruído o companheiro de equipe, o experiente Michel Jourdain Jr, somando 44 pontos a mais que o mexicano.

Depois desse ano de alta, claro, um momento de baixa. Em 2005, a equipe trouxe Justin Wilson para o lugar de Jourdain e o inglês deu uma surra no garoto. Na verdade, o desempenho do Allmendinger no geral foi melhor, mas ele abandonou demais e, para piorar, o ex-piloto da F1 venceu duas vezes e terminou na frente na tabela.

No ano seguinte, as coisas se normalizaram. A Forsythe teve a ‘brilhante’ ideia de contratar Mario Domínguez. Em três corridas decidiram dispensar o rapaz e trouxeram o Allmendinger. Foram quatro vitórias e ele virou ídolo americano. Praticamente a ChampCar, que sempre foi esquecida nos EUA, principalmente depois da ida das principais equipes para a IRL, passou a ter um grande interesse. Sabendo disso, A.J. fez a decisão mais sensata do mundo: falou que ia para Nascar – correr pela equipe da Red Bull que estrearia no turismo ameicano no ano seguinte – uma etapa antes de terminar a temporada.

Só que é claro que o piloto anunciou essa mudança de categoria em plena negociação de renovação de contrato. Como resultado, foi barrado pela equipe antes da etapa final e é claro que Greg Forsythe não o quer ver pintado nem de dourado. Para piorar, na Nascar, o piloto não se classificou para as primeiras quatro corridas e a situação foi assim ao longo do ano de 2007. Correu somente 17 das 36 etapas, menos da metade portanto. Só que uma melhora nas últimas corridas fez parecer que em 2008 seria mais promissor.

Não foi. Novamente ele não se classificou para as primeiras três  provas e, como consequência, recebeu um gelo da Red Bull, que o afastou. Allmendinger ficou longe da pista até a nona etapa e voltou com um belo sorriso e duas batidas seguidas. Claro que isso não agradou em nada os energéticos.

Então teve a corrida do All Star Open, que é a preliminar do Nascar All Star – um evento milionário que acontece em Charlotte. E como tudo acontece com Allmendinger, ele ganhou o Open. Foi a primeira vitória da Toyota na Sprint Cup, ainda que não tenha valido pontos.

A.J. Allmendinger wins Sprint Showdown

Ninguém esperava, mas A.J. Allmendinger conquistou a primeira vitória da Toyota na história da Sprint Cup

O triunfo o garantiu na Red Bull por mais um tempo, só que no final da temporada não teve jeito. Com Scott Speed já contratado para substituí-lo, ele foi chutado depois da etapa do Kansas, quando conseguiu um bom nono lugar. E a demissão pesou bastante porque aquele momento de boatos e negociações já tinha passado, então as equipes estavam com os planteis formados para a temporada seguinte.

Só que meio inesperadamente, Allmendinger recebeu uma proposta para correr no lugar do Patrick Carpentier na Evernham, nas últimas corridas de 2008, porque o canadense havia brigado feio com o chefe de mecânicos. Para entrar na vaga, A.J. não receberia nada, mas teria um lugar para correr na categoria.

Lembra aquela coisa de alto e baixo na sequência? Então. Ele fez as melhores corridas do carro número 10 no ano e algumas das melhores da carreira. A Gillete-Evernham foi negociar a renovação com o Allmendinger e eles foram bastante pontuais. Se tiverem patrocínio, renovam, caso contrário ele estará desempregado.

O pior nem era isso. A possibilidade de ficar sem emprego em 2008 era tamanha, que na família Allmendinger até o cachorro estava fazendo sucesso e ele não. Para quem não sabe, o Marley, do filme ‘Marley e Eu’, é a Misty Allmendinger, cachorrinha do piloto. É o cão grande do filme, mas não tão velho – quem viu vai entender a descrição.

AJ Allmendinger e Misty

Ignorem a mensagem engraçada, não tinha como apagar. Mas aí estão o astro de Hollywood e o piloto quase-desempregado

Aí a situação é bem interessante. O seu cachorro pode ganhar o Oscar e você foi dispensado por falta de patrocinador. Só que a sorte novamente mudou para o piloto. Meio que protegido por Richard Petty, ele conseguiu os investimentos necessários e completou o ano.

O desempenho no total foi tão bom que, em 2010, Allmendinger foi o escolhido para assumir o carro número 43. De quebra, conseguiu a primeira pole-position do número em dez anos, brigou pela vitória em algumas corridas e terminou o ano como principal piloto da equipe de Richard Petty, sendo um dos pilotos que mais pontuaram nas últimas dez corridas. Somado à isso, a Best Buy passou a investir no piloto, assim como a Valvoline.

Agora, em 2011, ele está em nono na tabela e mesmo que esteja cedo já está cotado para ser um dos participantes do Chase. Como a gente conhece o Allmendinger e os altos e baixos, melhor se preparar né…


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