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Origens: Sam Hornish Jr

fevereiro 22, 2013
Hornish começou a carreira na USF2000, onde pouco se destacou

Hornish começou a carreira na USF2000, onde pouco se destacou

O World of Motorsport estreia hoje uma nova seção, Origens, que vai desvendar o que grandes pilotos faziam em suas carreiras antes de alcançar a glória no automobilismo. Quem abre essa nova página é Sam Hornish Jr, vencedor da etapa da Nationwide, em Las Vegas, neste sábado, dia 9.

O americano ganhou destaque no esporte a motor ao conquistar o bicampeonato da Indy, entre os anos de 2001 e 2002, pilotando o carro amarelo da Panther e tendo vencido nomes como Helio Castroneves e Gil de Ferran. Depois disso, ainda levou mais um título competindo pela Penske, até fazer a transição para a Nascar, onde tenta se firmar até hoje.

Mas obviamente a carreira dele começou muito antes de ser contratado pela Penske. Mais precisamente em 1990, quando Sam Hornish Sr, o pai do piloto, comprou um kart para que pudesse passar mais tempo com o filho, sendo o mecânico, enquanto o garoto pilotava.

Nos carrinhos, Hornish Jr conquistou alguns campeonatos nos Estados Unidos e no Canadá, antes de fazer a transição para os monopostos. O problema é que depois disso em momento algum deslanchou. Durante muito tempo, ele só conseguia avançar à próxima categoria porque estava no lugar certo e na hora certa, além de impressionar os empregadores quando ganhava uma oportunidade.

Para começar a fase irregular, Hornish disputou a F2000 e a USF2000 entre 1996 e 1998, mas sem obter grandes resultados. Nesta última, ele fechou a temporada 1998 apenas na sétima colocação, com dois pódios em 14 corridas, ficando atrás de nomes como David Besnard, Robbie McGehee e Andy Lally, que tiveram pouco ou nenhum destaque nas respectivas carreiras.

Na péssima PDM, o americano conquistou um pódio

Na péssima PDM, o americano conquistou um pódio

Mesmo assim, Hornish descolou uma transferência para a F-Atlantic no ano seguinte. Só que mais uma vez o desempenho não foi tão bom. Correndo pela equipe de Michael Shank, o piloto até conquistou uma vitória, mas concluiu o ano mais uma vez em sétimo, atrás de Alex Tagliani, Buddy Rice e do campeão Anthony Lazzaro, hoje militante do endurance. Como prêmio de consolação, o futuro piloto da Penske foi o novato mais bem classificado.

Por isso, a lógica seria que Hornish continuasse no certame por mais um ano, onde tentaria disputar o título. Foi isso o que Buddy Rice fez. Mas Sam tinha planos diferentes. Disposto a realizar o sonho da vida e correr na Indy, o americano fechou contrato com a pequena equipe PDM para disputar oito das nove corridas da temporada 2000.

Por estrear em um time pequeno, o piloto teve um ano de altos e baixos. Patrocinado pela empresa da família, Hornish impressionou logo de cara ao conquistar o terceiro lugar na corrida de Las Vegas – vejam que coincidência –, além de terminar em nono no Kentucky, onde liderou por 38 voltas. Porém, nas demais seis corridas, abandonou cinco e terminou 28 voltas atrás em outra.

Como acontece com tantos outros pilotos, a carreira da Hornish poderia ter acabado aí. Com o dinheiro da família terminando e sofrendo com um carro ruim, a única chance de seguir na Indy seria arrumar algum patrocinador. Por outro lado, o bom desempenho em Las Vegas e no Kentucky chamou a atenção de alguns times grandes, entre eles a Panther, que estava com uma vaga em aberto para o ano seguinte devido à aposentadoria de Scott Goodyear.

Hornish, porém, não era o primeiro nome na lista do time de John Barnes. O dirigente estava em dúvida entre três pilotos e adiava ao máximo a decisão de quem seria contratado. Após a corrida do Kentucky, o chefão da Panther resolveu dar umas voltas pelo infield do circuito enquanto pensava sobre o novo contratado.

Sam Hornish Jr Indy

Pela Panther foram dois títulos em três anos

Conforme contou ao site da própria escuderia americana, Barnes disse que pediu um sinal divino para saber qual dos três deveria contratar para 2001. Quando voltou às garagens, viu Hornish saindo de uma porta e não teve dúvidas. Fez a proposta ali mesmo e alguns dias depois o contrato já estava assinado. Lembra aquela coisa de estar no lugar certo e na hora certa? Então…

Com o contrato assinado com a Panther, Hornish não precisou mais se preocupar com patrocínio, já que contava com o apoio da Pennzoil. Em três anos juntos, conquistaram dois títulos e um quinto lugar na tabela de pontos.

Não tenho muitas dúvidas de que Hornish foi o maior piloto da história da Indy. Mesmo correndo por uma equipe pequena como a Panther – se comparada a gigantes como Penske, Andretti e Ganassi – o americano sempre esteve um nível acima dos adversários e era mestre em ultrapassar pelo lado de fora, algo pouco explorado naquela época.

Além disso, ele teve a sorte de viver a Indy no momento certo, quando todas as corridas eram disputadas em ovais, tipo de traçado em que era mestre. Era um Will Power às avessas, portanto, mas sem precisar se preocupar com os mistos.

Guia da Nascar Nationwide Series 2013

fevereiro 12, 2013
Quem vai terminar o ano com a taça de campeão da Nationwide?

Quem vai terminar o ano com a taça de campeão da Nationwide?

Das três principais divisões da Nascar, acho a Nationwide a mais sem graça, principalmente por causa da presença massiva de pilotos da Sprint Cup. Basta ver a corrida deste sábado, dia 23, em Daytona, onde o atual campeão da divisão principal – Brad Keselowski – dividiu a pista com um bando de novatos como Juan Carlos Blum, Alex Bowman e Hal Martin.

Em um primeiro momento, até parece algo legal, e a própria Nascar defende essa mistura ao dizer que é uma oportunidade de os estreantes aprenderem com os melhores pilotos da categoria. Porém, a verdade é que isso destrói qualquer tipo de competitividade. Antes mesmo de as corridas começarem, já sabemos quem vai ganhar. A menos que aconteça algum acidente ou problema mecânico, será um piloto da Sprint Cup que vai comemorar no Victory Lane. Basta ver as nove vitórias de Joey Logano – que nem é um piloto top ainda – no ano passado para comprovar.

Por isso, as equipes entenderam que a única chance de terem sucesso na Nationwide é apostar em veteranos. Assim, desde que a Nascar obrigou os pilotos a somarem pontos em apenas um campeonato, no início de 2011, os times de ponta tem mesclado jovens talentos com nomes que não deram certo na Cup para continuarem com chances de lutar por vitórias e pela taça.

Em 2013, não será diferente. Antes famosíssima por dar chances a jovens pilotos, a equipe de Joe Gibbs investiu pesado para o novo campeonato. Trouxe Elliott Sadler, que estava na RCR, e Brian Vickers para comandar seus carros. Além disso, o time também terá Kyle Busch (que não soma pontos na Nationwide) nas etapas em que as duas principais divisões da Nascar dividirem a mesma pista.

Outra equipe que seguiu a aposta em um veterano foi a JR Motorsports. Desde que perdeu Aric Almirola, Dale Earnhardt Jr. já afirmava que precisava de alguém com experiência na Cup para ter sucesso na Nationwide. Depois de conseguir poucos resultados com os inexperientes Danica Patrick e Cole Whitt no ano passado, a equipe acertou com Regan Smith, que perdeu a vaga na Nascar para Kurt Busch.

É complicado nãover o carro de Travis Pastrana na pista

É complicado nãover o carro de Travis Pastrana na pista

Até mesmo os times menores abusam dos veteranos. A Key Motosport – conhecida por inscrever quatro carros, sendo que três fazem o start-and-park para que um possa correr – terá Reed Sorenson neste ano. Já a JD segue apostando em Mike Wallace, como já havia acontecido nas últimas temporadas.

A lista de pilotos experientes ainda conta com quem tenta dar os primeiros passos na Sprint Cup. A Penske, por exemplo, mais uma vez terá Sam Hornish Jr. O megacampeão da Indy ainda não conseguiu se firmar correndo com carros de turismo e pelo segundo ano consecutivo vai brigar pelo título da Nationwide. No ano passado, ele até que foi bem e em um breve momento pareceu que ia ser um candidato real, mas acabou ficando para trás nas etapas decisivas.

Outro que tenta se firmar na categoria principal, mas competirá na divisão de acesso neste ano é Trevor Bayne. Desde 2011 o americano compete apenas em algumas provas da Sprint Cup pela equipe Wood Brothers, que não tem orçamento para participar da temporada completa. Nesse tempo, ele conseguiu alguns bons resultados – como a vitória na Daytona 500 –, mas também viu Ricky Stenhouse Jr ganhar espaço na Roush-Fenway e assumir a vaga aberta por Matt Kenseth após dois títulos na Nationwide.

É justamente apostando em repetir o companheiro de equipe, que Bayne assume o carro número 6 da Roush-Fenway neste ano e começa a divisão de acesso como um dos favoritos ao título.

Também forte candidato a terminar com a taça é Austin Dillon. Mesmo sendo novato, o neto de Richard Childress brigou pelo título na temporada passada e agora, mais experiente, tem todas as condições de fechar o ano na primeira colocação.

Brian Scott tem a chance de deixar de ser uma eterna promessa da Nascar

Brian Scott tem a chance de deixar de ser uma eterna promessa da Nascar

Há ainda dois pilotos que já estão há algum tempo na categoria e precisam correr contra o tempo para fugirem do estigma de eterna promessa. Falo de Brian Scott e Justin Allgaier. No ano passado, Scott começou o campeonato falando que precisava terminar todas as corridas na oitava colocação se quisesse ser campeão. Apesar disso, fechou apenas 11 das 33 etapas entre os dez primeiros e acumulou sete abandonos, o que o relegou à nona posição na tabela, atrás de Mike Bliss, da fraca TriStar, por exemplo.

Allgaier, por sua vez, foi um pouco melhor e completou 2012 em sexto. No entanto, é pouco para quem havia sido terceiro três anos atrás e surgiu como uma das grandes esperanças da Penske para o futuro. ao ser campeão da Arca em uma geração que também contou com Ricky Stenhouse Jr, Scott Speed e… John Wes Townley.

Nesse duelo de quase veteranos, é claro que ainda é cedo para falar qualquer coisa, mas Scott tem mais chance de chegar à Sprint Cup. Isso porque além de ele competir com um equipamento melhor – RCR – ainda conta com um grande apoio financeiro da família. Outro piloto que está em uma situação semelhante é Michael Annett, da RPM.

Apesar do patrocínio familiar da rede de restaurantes Pilot, Annett foi uma das gratas surpresas da Nationwide em 2012, quando somou 17 top-10 e o quinto lugar na tabela de pontos. Um melhor desempenho neste ano, e a dificuldade do time de Richard Petty em arrumar investidores para Aric Almirola pode significar uma chance na categoria de cima em breve.

Nelsinho Piquet tem chances apenas em circuitos mistos praticamente

Nelsinho Piquet tem chances apenas em circuitos mistos praticamente

Agora que todos os possíveis candidatos ao título foram apresentados, vamos falar a verdade, o grande atrativo da Nationwide em 2013, ao menos para nós brasileiros, é a presença de Nelsinho Piquet. O ex-piloto de F1 renovou o contrato com a Turner para disputar a divisão de acesso pelo mesmo time que venceu duas corridas na Truck Series no ano passado.

Só que a situação é bastante diferente neste ano. Tirando as etapas em circuito misto, onde pode ser considerado um dos favoritos, Nelsinho não deve ter muitas chances de bons resultados. O problema é que o equipamento da Turner não é de ponta, e o brasileiro já começa o ano atrás dos adversários. Isso sem falar em toda a inexperiência na categoria.

Um bom parâmetro para Nelsinho já seria terminar na frente na disputa de Novato do Ano contra o badalado Kyle Larson – atual campeão de Nascar East e também da Turner –, Alex Bowman e Travis Pastrana, além de Parker Kligerman, que apesar de não ser um novato na categoria também está fazendo a transição da Truck Series nesta temporada.

Kyle Larson é um cara legal. Aí está ele levado um pedaço do carro batido para passear

Kyle Larson é um cara legal. Aí está ele levado um pedaço do carro batido para passear

No geral, fazia tempo que a Nationwide não tinha um grid com tanta qualidade. Apesar disso, o que deve acontecer em 2013 são batalhas separadas. Um duelo na parte da frente entre os pilotos da Sprint Cup, um mais atrás contando com os veteranos da categoria e um com os novatos. O que é pior para os menos experientes, que podem não alcançar os resultados esperados pelos patrocinadores/donos de equipe e sendo obrigados a voltarem para casa mais cedo.

Um último destaque da Nationwide neste ano é a estreia do Camaro como carro da Chevrolet. Acho que geralmente os modelos dessa montadora não têm a mesma personalidade que as adversárias, então essa é uma boa chance de mudar isso.

Indo à parte burocrática: clique aqui para ver a lista de pilotos confirmados. As especificações técnicas estão aqui e o calendário de provas pode ser encontrado aqui.

P.S.2: Clique aqui para ver o guia da Nascar Camping World Truck Series

P.S.3: O jogo do Ho-Pin Tung na F1 pode ser encontrado aqui. Dica: antes de clicar, desligue o som se você estiver no trabalho.

Novos ares na Ganassi

janeiro 11, 2013
Kyle Larson deve competir na Nationwide em 2013

Kyle Larson deve competir na Nationwide em 2013

O site do canal americano Speed/Fox Sports publicou uma notícia nesta terça-feira, dia 15, afirmando que Kyle Larson, campeão da Nascar East no ano passado, está próximo de anunciar os planos para a temporada de 2013.

Segundo a matéria, o piloto está com viagem marcada para a Carolina do Norte, onde no domingo vai se reunir com a Earnhardt-Ganassi e ficará sabendo onde vai correr na próxima temporada. De acordo com a notícia, o que Larson vai ouvir é que ele vai disputar a Nationwide de forma integral com o patrocínio da Target.

Para quem não conhece, Larson é um daqueles pilotos fenômeno que surgiram na Nascar nos últimos anos. Em 2012, além do título na Nascar East, ele também disputou etapas de Midgets, Sprint Cars e World of Outlaws. Foram 87 corridas no ano e 19 vitórias.

Com esse bom desempenho, ele fechou um acordo para disputar quatro etapas da Truck Series pela Turner. A cereja do bolo veio em Phoenix, na terceira delas, quando o jovem piloto dominou a parte final da prova e só não ficou com a vitória porque a bandeira amarela foi acionada nas voltas finais e acabou ultrapassado por Brian Scott no Green-White-Checkered.

É claro que todas as equipes ficaram impressionadas com o que viram de Larson e obrigaram a Ganassi a correr atrás de um acordo vantajoso para mantê-lo em suas canteras. Como a equipe não anda tendo um bom desempenho na Sprint Cup, promover o novato apareceu como uma solução do time para respirar novos ares.

A Ganassi já inscreveu jovens pilotos na Nationwide na última década

A Ganassi já inscreveu jovens pilotos na Nationwide na última década

Por isso, segundo a matéria do Speed, além de disputar a temporada completa da Nationwide, ele vai participar de algumas corridas da Sprint Cup no fim do ano, já preparando a transição para a categoria maior.

Dito isso, a chegada de Larson também trás outra possível consequência no mercado de pilotos na categoria: será que Juan Pablo Montoya ainda terá lugar?

É muito cedo para fazer esse tipo de especulação. No entanto, se a Target decidir permanecer com Larson na ida à Sprint Cup, isso pode significar o fim do patrocínio do colombiano. Se nomes como Jeff Gordon, Dale Earnhardt Jr e Tony Stewart volta e meia enfrentam indefinição com seus patrocinadores, imagina um time apenas mediano como é a Ganassi.

E nem estou dizendo que a chegada de Larson possa custar a vaga de Montoya. Ainda que o americano entre no carro de número 1 – hoje de Jamie McMurray –, a saída da Target do 42 pode abrir essa busca por um novo investidor.

De qualquer forma, se houver essa substituição, não seria surpresa. O colombiano já está na Nascar desde 2007 e foram apenas duas vitórias até agora. No ano passado, ele completou apenas 13 corridas na volta do líder e ficou relegado ao 22º posto na classificação final, um posto atrás de McMurray.

Camaro x Impala

novembro 1, 2012

O novo Camaro estreia na Nationwide em 2013

Um tempo atrás, a Chevrolet anunciou (mais uma) aposentadoria do Impala na Nascar. Enquanto o modelo da Sprint Cup será substituído pelo novo Chevrolet SS, cujo lançamento está marcado para o dia 29 de novembro, o carro da Nationwide dará lugar ao Camaro.

Essa até foi uma decisão lógica, já que os carros da divisão de acesso foram projetados para que as montadoras pudessem reproduzir o layout dos chamados Muscle Cars.

Em um primeiro momento, apenas Dodge e Ford adotaram esses design. A primeira optou pelo Challenger, enquanto a segunda passou a customizar seus carros com o Mustang. De fora, ficaram a Toyota, que não tem um equivalente em sua produção, e a Chevrolet. Por algum motivo desconhecido, a montadora da gravatinha optou por manter o Impala.

É claro que a transição foi horrível. Como os carros foram projetados para os Muscle Cars, a adaptação do Impala ficou muito feia e até mesmo deformada. Apesar disso, durante dois anos, a Chevrolet insistiu no modelo antigo, mas finalmente acabou mudando de opinião e decidindo competir em 2013 com o Camaro.

Embora o layout do carro já tivesse sido divulgado – você pode relembrar clicando aqui – faltava alguma equipe mostrar como ficaria com o esquema de pintura de corrida. Agora, isso não falta mais. No início da semana, a TaxSlayer, um dos patrocinadores do time de Dale Earnhardt Jr, deixou vazar uma imagem do carro de 2013.

Um detalhe curioso dessa imagem é que o nome acima da janela do piloto é o de Dale Earnhardt Jr e não o de Cole Whitt, que pilotou o número 88 da Natonwide em 2012. Pode ser que, por enquanto seja apenas uma ação promocional, mantendo o nome do atleta mais popular da Nascar, mas também pode significar que o garoto já rodou e, no máximo, vai dividir o equipamento com o chefe no próximo campeonato.

Voltando ao carro, para falar a verdade, comparando com o antigo Impala, a grande pergunta é por que a Chevrolet demorou tanto tempo para fazer a mudança. O novo Camaro ficou sensacional. Acho até desnecessário perguntar aqui qual carro você mais gostou.

Abaixo você pode comparar o Camaro com o Impala:

É o destino

agosto 6, 2012

Já sei para quem Kyle Busch NÃO vai torcer na Indy 500 de 2013

Uma rápida historinha curiosa sobre a Nascar. Kyle Busch nunca escondeu que sonha em disputar as 500 Milhas de Indianápolis. Nos últimos anos, até surgiram alguns boatos sobre a participação do americano, mas, no momento, isso não deve acontecer, já que o foco do piloto está no título da Nascar.

Isso não quer dizer que Busch não vá participar da etapa da Indy, mas para disputar as 500 Milhas primeiro precisará conquistar a taça da Nascar, algo no mínimo difícil para qualquer piloto.

É aí que entra a foto do início desse post. Ela foi tirada na segunda corrida da Nationwide, em 2009, em Bristol. Busch era o piloto de melhor desempenho da prova, mas havia acabado de assumir a primeira colocação e se preparava para colocar uma volta em Chase Austin, que estava com problemas no rendimento do seu Toyota.

Austin não viu Busch, e o contato foi inevitável. O carro número 18 ficou destruído, mas ainda conseguiu voltar à pista para terminar na 28ª posição.

Depois dessa prova, das quatro corridas seguintes de que participou em Bristol, pela Nationwide, Kyle Busch venceu três e terminou a outra em terceiro. Nada mal, certo?

Austin, por sua vez, disputou mais umas cinco corridas entre Nationwide e Truck Series, mas sem nenhum destaque. Aí o piloto resolveu mudar o foco da carreira e já competiu em quatro etapas da Indy Lights, nos dois últimos anos, terminou sempre dentro do top-10, mas jamais se colocou em brigas por pódio ou vitória.

Aí, adivinha quem foi anunciado no final de semana para competir nas 500 Milhas de Indianápolis de 2013 pela equipe de AJ Foyt? Pois é, Chase Austin. Quem diria que depois de tantos anos ele alcançaria a Indy 500 antes de Kyle Busch? Quer dizer, isso se o americano se classificar. Não acho que ele terá dificuldades para fazer parte do grid, mas não tenho a menor esperança em um bom desempenho.

Finalmente, o Camaro

julho 26, 2012

Finalmente a Chevrolet resolveu colocar o Camaro na Nascar

A Chevrolet surpreendeu nesta quinta-feira, dia 26, ao anunciar a notícia mais óbvia dos últimos anos. Pode parecer contraditório, mas todo mundo sabia que em algum momento a montadora iria confirmar a entrada do Camaro na Nascar Nationwide Series. Afinal, os modelos da categoria foram desenhados para receber os chamados muscle cars, isto é, Dodge Challenger, Ford Mustang e o próprio Camaro.

Só que na estreia desse novo carro, em 2010, a Chevy decidiu colocar o Impala ao invés do Camaro para competir. Fazia sentido para os planos de marketing da montadora, mas os carros passavam em um branco perto dos belíssimos Challenger e Mustang.

Aí era uma questão de tempo para corrigir o erro. Aproveitando o início dos treinos em Indianápolis, a Chevrolet convocou a imprensa para anunciar a chegada do Camaro. É verdade que ninguém esperava que o anúncio fosse feito hoje, até porque ele deveria ter acontecido dois anos atrás.

Como a Toyota não tem um equivalente aos muscle cars, o Camry deve continuar como representante da montadora. Então, é provável que enquanto essa geração de carros da Nationwide durar, não veremos mais mudanças entre os modelos.

Dito isso, vale apontar dois detalhes curiosos. O primeiro é que a etapa de Homestead-Miami, que será disputada no final de novembro, marca o fim do Impala na Nascar. Além de ser substituído pelo Camaro na Nationwide, o tradicional carro da Chevrolet também vai dar lugar ao novíssimo SS na Sprint Cup.

Assim, quem quiser ver o Impala em ação vai precisar buscar em categorias como a Nascar East/Wesr, a Arca e os Late Models. No entanto, vai saber quando a Chevrolet decidirá ressuscitar o modelo da próxima vez, então acho que esse não será o fim do clássico carro na categoria norte-americana.

O outro detalhe interessante é saber qual vai ser a primeira equipe a utilizar o icônico Camaro amarelo com linhas pretas, também chamado de ‘Babobi’, para as crianças, ou Bumblebee, se você tiver mais que seis anos de idade. Eu tomei a liberdade de abrir o Photoshop – que não sei mexer – para simular o novo visual. Ficou muito melhor, sem dúvidas.

O Aldair da Nascar

julho 10, 2012

Patrick Carpentier se aposentou em 2011. Teve direito a 28349234832423 homenagens em Montreal, mas agora está de volta

Lembra o Aldair, aquele zagueiro brasileiro que disputou as Copas do Mundo de 1990, 94 e 98, além dos Jogos Olímpicos de 1996? Então, ao longo da carreira, ele ficou conhecido não só pela habilidade defensiva, mas também por uma série de erros e trapalhadas como gols contra e a trombada com Dida nas Olimpíadas.

Mas o jogador brasileiro curiosamente também ficou marcado por não conseguir se aposentar. Ele chegou a anunciar que deixaria os gramados em duas oportunidades, mas sempre acabou retornando aos campos.

A primeira aconteceu em 1999, quando anunciou que não jogaria mais pela Seleção. Teve jogo de despedida e tudo, mas um ano depois ele voltou a ser convocado. Jogando por clubes, Aldair viveu uma situação parecida. Ele pendurou as chuteiras em 2004, aos 39 anos de idade. Só que três anos depois voltou aos campos por uma equipe de San Marino.

Assim, quando Aldair deixou de jogar definitivamente em 2009, já estava na sua terceira aposentadoria. O problema é saber até quando ela vai durar, já que pelo histórico, eu não ficaria surpreso se o zagueiro retornar aos campos nos próximos anos.

Talvez você esteja se perguntando por que estou contando a história de Aldair se este é um blog sobre automobilismo. Bom, em primeiro lugar, é que os pilotos também não são muito bons em anunciar aposentadoria. Talvez Michael Schumacher seja o caso mais famoso. O alemão deixou a F1 em 2006, mas mudou de ideia e corre até hoje.

Carpentier apareceu para a Nascar correndo justamente em Montreal, em 2007

Na Nascar, se aposentar é um pouco mais difícil. Alguns anos atrás, Michael Waltrip anunciou que deixaria as pistas, mas fez questão de deixar claro que continuaria tentando se classificar para a Daytona 500, além das demais etapas de em super-ovais. O problema é que essa ‘aposentadoria’ já se estendeu a participações em corridas de endurance como as 24 Horas de Daytona e de Dubai, além de uma equipe presente em Le Mans.

Em 2012, Waltrip contratou Mark Martin, outro famoso piloto aposentado. A primeira vez que o veterano anunciou que deixaria as pistas foi em 2005. Desde então, ele concordou em ficar mais um ano na Roush e depois aceitou a proposta de transformar a Ginn Racing em uma equipe de ponta. Mas com a falência do time, ele acabou passando por DEI, Hendrick e agora, finalmente, está na Waltrip.

Neste ano, Martin não disputa a temporada completa, deixando que Brian Vickers e o próprio Waltrip disputem as corridas mais desgastantes fisicamente. No entanto, o piloto está distante de deixar as pistas. Ao que tudo indica, ele deve continuar correndo em 2013 de forma similar à deste ano.

Quem parece ter aprendido a arte da aposentadoria com o mestre Waltrip foi Patrick Carpentier. O canadense, que teve uma longa carreira na Indy, tentou competir na Nascar em 2008, mas acabou sacado da equipe em que competia.

No ano passado, ele acertou com a própria equipe de Waltrip para participar da etapa de Montreal da Nationwide, onde finalmente anunciou que despediria das pistas, desgostoso com toda a política presente no esporte. A experiência não deu muito certo. Depois de muito choro e homenagens antes da largada, o piloto canadense se envolveu em um acidente com Steve Wallace e abandonou na 56ª volta. Depois disso, frustrado com o acidente, o chefe de mecânicos de Carpentier foi atrás de Wallace, nos boxes, e puxou o cabelo (!!) do americano em uma espécie de retaliação.

Bom, apesar do incidente capilar, Carpentier se aposentou e todos vivemos felizes para sempre, certo? Errado. Nesta terça-feira, dia 10, o canadense anunciou que vai disputar a etapa de Montreal de 2012 pela RAB Racing, equipe que tem uma parceira técnica com o time de… Waltrip(!). Quanto à aposentadoria? O canadense afirmou que não poderia recusar o convite para voltar a correr.

A vitória de Nelsinho Piquet e os estrangeiros na Nascar

junho 23, 2012
Nelsinho Piquet

Essa é a imagem que estava no site de mídia da Nascar

Provavelmente você já sabe que Nelsinho Piquet venceu a etapa de Road America, da Nationwide, disputada no sábado (23). O brasileiro, que disputava a primeira corrida na categoria em 2012, foi o piloto dominante durante toda a prova e precisou apenas deixar Michael McDowell para trás para ficar com a vitória.

O que talvez você não saiba é que Piquet é apenas o quarto não americano a vencer na categoria e o quinto a triunfar em alguma divisão da Nascar.

Antes de Nelsinho, Ron Fellows, Juan Pablo Montoya e Marcos Ambrose já haviam vencido na Nationwide, além do canadense Earl Ross, que triunfou na etapa de Martinsville, de 1974, do que hoje é a Sprint Cup.

O último do grupo dos não nascidos nos Estados Unidos a vencer na Nascar é Mario Andretti, que terminou na primeira posição na Daytona 500 de 1967. Só que o piloto já era naturalizado americano desde 1964. Por causa da dupla nacionalidade, Andretti não aparece em todas as estatísticas que dizem respeito a estrangeiros.

Voltando aos pilotos que ganharam na Nationwide, Ron Fellows e Marcos Ambrose são os de maior sucesso, com quatro vitórias cada um, todas em circuitos de rua. Além disso, cada um tem uma particularidade na carreira. Enquanto o canadense praticamente não disputou etapas em oval na Nascar – mas sendo figurinha carimbada nos circuitos mistos –, o australiano começou no turismo americano na Truck Series, antes de avançar até a Sprint Cup.

Só que a primeira vitória de Ambrose veio apenas em 2008, quando o australiano já disputava algumas corridas da Cup. Depois disso, todos os demais triunfos do aussie vieram quando ele já estava na divisão principal.

No caso de Montoya, o colombiano estreou na Nascar em 2006, mas só começou a participar de forma integral no ano seguinte. Para ganhar experiência, o ex-piloto de F1 também corria na Nationwide. Uma dessas etapas foi no México, onde terminou com a vitória após um duelo com Scott Pruett.

Sendo assim, Nelsinho é o primeiro piloto estrangeiro a vencer na Nationwide sem jamais ter disputado uma corrida da Sprint Cup antes.

A frustrante vitória de Joey Logano em Dover na Nationwide

junho 2, 2012

Ao contrário dos companheiros de equipe na Nascar, Joey Logano não compete na Nationwide apenas para engordar as próprias estatísticas

Não é de hoje que a participação dos pilotos da Sprint Cup na Nationwide vem sendo criticada. Essa questão polêmica ganhou mais um capítulo neste sábado, dia 2, quando Joey Logano venceu em Dover. O piloto da equipe de Joe Gibbs assumiu a liderança da prova faltando apenas seis voltas para o final, quando ultrapassou Ryan Truex, que sequer compete de forma integral na categoria.

Durante toda a prova, Logano foi o piloto dominante, mas ele acabou perdendo tempo nas voltas finais atrás de retardatários e carros mais lentos quando optou por ir aos boxes e colocar pneus novos. Truex, por sua vez, aproveitou o infortúnio do companheiro de equipe para abrir na liderança, mas com os compostos mais gastos acabou sendo presa fácil no fim da corrida.

Assim, mais uma vez a presença de um piloto da Sprint Cup tirou a vitória de algum garoto da Nationwide, que tenta se firmar no esporte. Não é absurdo pensar que Truex vai sofrer da mesma síndrome que atacou Sergio Pérez, Takuma Sato e J.R. Hildebrand. Esses pilotos tiveram grandes atuações nos últimos anos em uma determinada corrida, mas acabaram com o segundo lugar – exceto o japonês, que bateu na última volta da Indy 500.

Ou seja, quem assistiu às provas, sabe que eles foram os nomes de destaque, mas para a história das respectivas categorias, eles não serão mais lembrados. Por outro lado, daqui a muitos e muitos anos, as estatísticas vão contar que Pastor Maldonado venceu uma corrida em 2012 ou que Logano triunfou em Dover.

Por outro lado, é injusto colocar a participação de Logano na Nationwide no mesmo grupo que Carl Edwards, Kyle Busch e Clint Bowyer, por exemplo. Nos últimos anos, esses pilotos desceram ao campeonato de acesso para buscar vitórias e títulos fáceis para engordar suas estatísticas, mesmo que isso significasse enfrentar pilotos teoricamente mais fracos.

Logano, por sua vez, enfrenta uma má-fase na Sprint Cup. Em 12 corridas neste ano pela divisão principal, o piloto conquistou apenas três top-10 e terminou na volta do líder em apenas quatro oportunidades, ocupando a 16ª colocação na tabela. Em 2011, haviam sido apenas quatro top-5 e seis top-10. O resultado é muito inferior se comparado ao desempenho de 2010, por exemplo, quando foram sete top-5 e 16 top-10.

Assim, a equipe de Joe Gibbs pode justificar a participação do piloto no campeonato de acesso como uma forma de ele ganhar quilometragem para tentar melhorar os resultados na divisão principal.

Da mesma forma, é possível alegar que Logano está tão focado em ir bem na Nationwide – onde já venceu quatro vezes neste ano – que o desempenho na Sprint Cup está sendo afetado. Afinal, os carros das duas divisões da Nascar são diferentes.

No final, é a verdade é que a equipe de Joe Gibbs acaba pagando pelos próprios erros. Foram eles que não deram tempo para que Logano se desenvolvesse como piloto, ao colocar o garoto para correr na Sprint Cup, em 2009, quando tinha apenas 19 anos. É verdade que o mercado de pilotos havia sido fraco naquela época e não havia um nome melhor, mas o piloto acabou sendo queimado. Mas pelo caminho natural de um competidor, era melhor que Joey tivesse ficado mais tempo nos campeonatos de acesso.

Gibbs, por sua vez, também tem uma parcela de culpa nessa falta de pilotos. Se não havia algum outro jovem para substituir Tony Stewart, e o time foi obrigado a promover Logano, muito se dá pela presença extensiva dos titulares – Kyle Busch, Denny Hamlin (além de Stewart e J.J Yeley em suas épocas) – no campeonato de acesso.

Ou seja, assim a Gibbs jamais conseguiu revelar outro piloto e quando Stewart deixou a equipe, não teve quem substituir.

O terno de 2 bilhões de dólares

maio 28, 2012

Joey Logano teve um macacao bem chique na etapa da Nationwide em Charlotte

Joey Logano chamou a atenção após o treino classificatório para a etapa de Charlotte, da Nationwide, disputada no último sábado, dia 26. Não pelo tempo obtido para ficar com a pole-position nem pelo talento, claro, mas pelo macacão que vestia.

Por causa de um patrocinador – a rede americana de lojas de videogame Gamestop –, o piloto teve um macacão um pouco, digamos, diferente na etapa. Ao contrário das vestes de um piloto, o uniforme de Logano imitava um belo terno e gravata.

Com o piloto de Joe Gibbs na pole-position, a estratégia de marketing do patrocinador deu certo, já que todo mundo queria saber por que o piloto estava de terno e gravata em plena prova da Nascar. A ação só não foi completa, pois Logano terminou a corrida somente na sexta colocação e não pôde levar seu uniforme especial ao Victory Lane.

Nos últimos anos, a Gamestop tem apostando em uma estratégia de patrocínio um pouco curiosa. Ao invés de apenas colocar o logo das lojas no carro de Logano, eles exibem um jogo diferente a cada etapa. Assim, o carro de número 20 já foi patrocinado por Mario, pelos lutadores de Mortal Kombat, pelo Capitão América e, agora, por 47, o protagonista da série Hitman.

Embora até já tenha se tornado filme, Hitman é originalmente uma série de videogame de ação e espionagem (stealth) para Playstation, Xbox e PC.  O quinto jogo da série, Hitman Absolution, está marcado para ser lançado no dia 20 de novembro de 2012, tendo a Gamestop como uma das parceiras de marketing.

Para variar um pouco, quem comprar o título na pré-venda da rede de lojas ganha um jogo bônus – DLC – exclusivo. Então, para promover essa parceria, a Gamestop resolveu exibir o jogo no carro de Logano. No entanto, dessa vez a empresa foi um pouco mais além e também mudou o macacão do piloto, para ficar parecido com o terno usando por 47.

No ano passado, a McLaren tinha uma promoção que mudava o macacão dos pilotos nos treinos classificatórios. Então, todas as vezes que Lewis Hamilton ou Jenson Button ficavam com uma das três primeiras colocações do grid, eles apareciam para os rituais da FIA vestindo um uniforme diferente.

Alguns dos modelos ficaram muito bons, mas nenhum chegou perto do terno de Logano. O curioso é que quem fabrica os macacões da McLaren é a Hugo Boss e eles jamais pensaram em fazer algo desse tipo.


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