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Guia da Nascar Sprint Cup Series 2012

fevereiro 24, 2012
Tony Stewart

Tony Stewart teve dois meses para comemorar o título. Agora o piloto retorna à Nascar como favorito, mas terá muito trabalho pela frente

Para encerrar a série especial aqui no World of Motorsport, chegou a hora do terceiro e último guia da temporada 2012 da Nascar. Agora é hora de conhecer quem é quem na principal divisão do certame americano: a Nascar Sprint Cup Series.

Se a pré-temporada da Nascar para a temporada 2011 foi bastante agitada, o mesmo não aconteceu neste novo campeonato. Salvo a negociação desencadeada pela demissão de Kurt Busch da Penske, os últimos meses foram marcados por certo marasmo nas notícias sobre a categoria.

Bom, se não houve novidades quanto às regras nesse tempo, a Nascar abre o campeonato de 2012 de um jeito diferente, afinal, Jimmie Johnson não é mais o atual campeão da categoria. Depois de levantar cinco taças seguidas, o piloto perdeu a última disputa e viu Tony Stewart se consagrar pela terceira vez na carreira.

Mesmo assim, Jimmie Johnson segue mais do que favorito para 2012, principalmente pelo que ele demonstrou ao longo de cinco anos invicto. Na realidade, não é muito prudente descartar o piloto. Se não fossem alguns acidentes ao longo do Chase, JJ estaria em condições de lutar pelo título, já que havia sido o piloto dominante em provas como Kansas e Dover. Agora, a nova temporada, tudo foi zerado, e o americano terá uma nova chance de ir em busca da sexta taça.

Jimmie Johnson

Jimmie Johnson venceu cinco títulos seguidos, mas agora o piloto começa 2012 precisando juntar os cacos de uma derrota

Evidentemente, Tony Stewart é, sim, o principal adversário na luta pelo título. Desde o início do Chase de 2011, o desempenho do piloto é incrível. Venceu 50% das etapas durante a fase final, perdeu o Budweiser Shootout já na linha de chegada e conquistou um dos Gatorade Duels. Será que Stewart descobriu o segredo da volta por cima?

Falando em recuperação, outro que vai precisar mostrar serviço em 2012 é Carl Edwards. O piloto da Roush-Fenway encerrou o último campeonato em alta, mas perder o título pelos critérios de desempate após ser o segundo colocado na prova final foi um baque e tanto. Mas com a pole-position em Daytona, ele parece estar recuperado.

Johnson, Stewart e Edwards formam o trio de favoritos absolutos ao título de maneira quase que inquestionável, mas eles não podem se dar ao luxo de achar que já está tudo ganho. A temporada 2012 da Nascar ainda conta uma série de outros competidores dispostos a fazerem de tudo em busca do primeiro anel de campeão.

Talvez a história mais impressionante de 2011 tenha sido Brad Keselowski. Até metade da temporada, o piloto parecia que ainda não tinha se adaptado à principal divisão do turismo americano. No entanto, bastou sofrer um grave acidente em um treino privado – e uma pontual mudança no chefe de mecânicos – para que o piloto começasse a vencer. No final, Kese também fez um excelente trabalho no Chase e terminou na quinta colocação na classificação final.

Apesar disso, há algumas nuvens negras rondando o piloto da Penske. Há um histórico recente na categoria de pilotos que sumiram totalmente depois de participar do Chase: Martin Truex Jr., Juan Pablo Montoya e até mesmo Brian Vickers. Cabe a Keselowski mostrar que em 2012 ele não vai fazer parte desse grupo, pois os resultados no ano anterior corresponderam à realidade.

Matt Kenseth, campeão de 2003 e conhecido pela regularidade extrema, é mais um com boas chances de título. O piloto esteve com boas chances de conquistar a taça da última temporada, mas alguns acidentes com Brian Vickers nas etapas finais definitivamente o deixaram fora da briga. Com o motor da Ford parecendo um pouco melhor nesse início do ano, o piloto já entra no campeonato como um dos favoritos.

Kevin Harvick e DeLana Harvick

Kevin Harvick vendeu a equipe, engravidou a esposa e já disse que o objetivo é se concentrar no título da Sprint Cup

Aliás, falando em regularidade, outro que precisa ser citado é Kevin Harvick. O piloto do carro número 29 passou os dois últimos anos brigando pela liderança da tabela de pontos na temporada regular. No Chase, embora o rendimento em 2010 tenha sido muito superior que o do ano passado, já são dois terceiros colocados consecutivos. Agora que o piloto vendeu a equipe que tinha nas categorias menores e está esperando o primeiro filho (a esposa que está grávida, para deixar claro), talvez seja a hora de conseguir o que faltou nos últimos anos para enfim se sagrar campeão.

O último dos favoritos é Kyle Busch, conhecido por ser o piloto mais arrojado da Nascar na atualidade. No final do ano passado, em uma etapa da Truck Series no Texas, Busch empurrou Ron Hornaday no muro sem maiores explicações.  A Nascar o proibiu de continuar correndo naquele final de semana e os patrocinadores resolveram segurar os investimentos, pedindo para que Joe Gibbs, o chefe da equipe na Cup, tivesse mais controle sobre o piloto.

Resultado: Busch não vai correr na Truck Series em 2012 e deve disputar cerca de 1/3 das etapas da Nationwide. Com o foco na Cup, essa é a chance do piloto finalmente acabar com a fama de amarelão nas horas decisivas.

Buschinho não é o único piloto que precisa se recuperar em 2012. O companheiro de equipe Denny Hamlin é um dos que precisa se livrar da desconfiança do ano passado. Depois de ser o principal adversário de Johnson na luta pelo título de 2010, Hamlin sumiu no último ano. O piloto só se classificou para o Chase pelos últimos critérios de elegibilidade e, mesmo assim, o desempenho na parte final da temporada foi sofrível. Agora, ele precisa mostrar que o campeonato passado foi uma exceção e que continua sendo um dos pilotos mais promissores da nova geração.

Joey Logano

Joey Logano começa 2012 incrivelmente pressionado

Para terminar o trio da Joe Gibbs, Joey Logano terá um ano decisivo. Quando surgiu ainda nos Late Models, aos 15 anos de idade, Logano era considerado o principal piloto das categorias de base. Mark Martin cansou de chamá-lo de “real deal”, mas foi Gibbs quem conseguiu contratá-lo para o programa de jovens pilotos. A partir daí, o piloto venceu tudo o que disputou nas categorias de acesso da Nascar até chegar à Nationwide, em 2008.

Na divisão de acesso da Nascar, o piloto venceu logo a segunda corrida que disputou, no Kentucky, e parecia que ia corresponder a toda essa expectativa. Que nada. Ainda que ele tenha conseguido alguns triunfos no campeonato de acesso e uma vitória na Cup – em uma corrida encurtada pela chuva em New Hampshire em 2009 –, Logano jamais correspondeu ao que esperavam dele.

Como está no último ano do contrato com Gibbs e o patrocinador – a The Home Depot – já está pressionando a equipe por um piloto mais experiente, Logano tem a última chance de mostrar algo. Caso não dê certo, as chances do piloto na Cup ficam bastante comprometidas. A história do garoto, na verdade, é o típico caso de quem queimou as etapas no desenvolvimento. Em praticamente três anos, ele saiu dos Late Models para correr na Cup, sendo apenas o substituto de Tony Stewart. Por mais incrível que tenha sido o desempenho em todas as categorias até então, ficou claro que ele não estava preparado.

O que impede Gibbs de dispensá-lo é o medo de ele ir para outra equipe e finalmente estourar. Já imaginou se ele assina, por exemplo, com a Penske e começa a justificar o porquê de falarem antigamente que poderia ser tão bom quanto Jimmie Johnson ou ainda melhor? Seria terrível para quem o revelou.

Marcos Ambrose

Marcos Ambrose começa a desbancar Juan Pablo Montoya na briga por quem tem mais chances de conseguir a primeira vitória em um oval

Mas não é só Logano que precisa se recuperar em 2012. A lista, na verdade, é bastante extensa. Tem Kurt Busch, que foi defenestrado da Penske após brigar com um repórter e agora vai correr pela Phoenix. Tem Jeff Burton, que fez um melancólico campeonato passado, mas andou muito durante o Chase. E tem Kasey Kahne, que nunca ganhou nada, mas agora vai contar com equipamento da Hendrick.

Ainda falando na equipe do Sr. H, há alguma expectativa com relação a Jeff Gordon em 2012. Não acho que seja esse o caso, parece que a época do piloto já passou. Mas com 85 vitórias na carreira, pode ser um erro dizer que ele não tem chances.

Para encerrar o guia, é hora de destacar outros três pilotos que tem tudo para surpreender em 2012. Primeiro, cito Marcos Ambrose e de A.J. Allmendinger. Depois de fazerem  uma difícil transição para a Nascar, parece que chegou a hora de eles mostrarem que são, sim, pilotos de ponta. O último é Clint Bowyer, que pela primeira vez na carreira será o líder de uma equipe, pois deixou o time de Richard Childress e assinou com Michael Waltrip.

Ah sim, antes de terminar, tem a McLaren na Nascar. Sim! A equipe da McLaren (a mesma da F1) estará presente no campeonato americano em 2012. Mas eles não vão inscrever pilotos. Os ingleses são os responsáveis pelo sistema de injeção eletrônica que foi implantado nos carros para a nova temporada, então em todas as etapas o trailer cromado da equipe inglesa estará presente. Curioso não?

P.S.2: eu queria ter espaço para falar da história da equipe do Burger King, mas esse post já está ficando longo demais. Bom, paciência. uns donos de franquias do restaurante compraram a Red e vão inscrever dois carros. É bem legal ver uma empresa assim passar a investir no esporte.

P.S.3: aqui está a lista de pilotos confirmados para a temporada.

P.S.4: o guia da Nascar Camping World Truck Series 2012 você encontra aqui e aqui está o Guia da Nascar Nationwide Series 2012

Guia da Nascar Camping World Truck Series 2012

fevereiro 22, 2012
Nascar Truck Series 2012 preview

Quem levantará essa taça no final de 2012? Nelsinho Piquet? Miguel Paludo? James Buescher? Um novato? Ou um velho veterano?

Chega de campeonato de verão disputado em dois ou três finais de semanas por garotos que ainda tentam se firmar, a temporada 2012 do o automobilismo de verdade começou. A Nascar dá a largada aos grandes certames nesta semana em Daytona.

Para comemorar o retorno das corridas, como já é tradição por aqui, o World of Motorsport faz os guias da temporada 2012 das três principais divisões do turismo americano. Mais uma vez, com a presença de Nelsinho Piquet e de Miguel Paludo, a Truck Series abre a série especial aqui no blog. Nos próximos dois dias, será a vez dos guias da Nationwide e da Sprint Cup para que você saiba tudo sobre as novas temporadas.

Quem acompanha a Nascar Truck Series há algum tempo certamente vai estranhar as mudanças pelas quais a categoria passou. Ao longo dos últimos anos da década passada, o campeonato foi marcado por duelos entres pilotos veteranos, que já estavam na casa dos 50. Ron Hornaday garantiu dois títulos, assim como Todd Bodine. Johnny Benson levantou uma taça e Mike Skinner ficou sempre ali na briga.

Em 2011, no entanto, isso acabou. Os veteranos perderam a batalha e viram surgir uma nova geração de pilotos, que entraram para valer na briga. Na última temporada, Austin Dillon, Johnny Sauter, James Buescher e Timothy Peters desbancaram os clássicos guerreiros e duelaram pelo campeonato até a última prova.

James Buescher

Será que o jejum de vitórias de James Buescher termina em 2012?

A situação deve se manter em 2012. Sauter, Buescher e Peters renovaram com as equipes Thorsport, Turner e Red Horse, respectivamente. E desde já são considerados favoritos para o novo campeonato. Na temporada, os três vão ter boas chances para conseguirem se firmar como grandes nomes do esporte, afinal terão mais oportunidades de brigar pelas vitórias.

Isso porque, até 2011, a Truck Series foi marcada pela presença dos pilotos da Sprint Cup, em particular Kyle Busch e Kevin Harvick. Enquanto Busch foi proibido pelo chefe Joe Gibbs de participar da categoria, o californiano vendeu a equipe depois de engravidar a mulher, DeLana, e optou por focar as atenções apenas na divisão principal, na Cup. Sem os dois na pista, a chance dos demais pilotos se sobressair é muito maior. Para você ter uma ideia, em todas as corridas que Harvick e Busch estiveram presentes na Truck, apenas em três oportunidades um dos dois não foi o vencedor.

Mas nem tudo é perfeito. Em 2012, a categoria vai continuar com a presença dos pilotos da Sprint Cup. Enquanto Brad Keselowski vai estar em dez temporadas pela própria equipe, David Reutimann vai competir em 12  pela RBR – que não tem nada a ver com certo energético. Felizmente, ambos contam com estruturas menores que a Kyle Busch Motorsport e que a Kevin Harvick Inc, então as chances de triunfos são menores.

Se os pilotos da Sprint não estarão presentes em peso, o mesmo não pode ser dito dos antigos veteranos. Com o fechamento da KHI, Ron Hornaday assinou com a equipe do lotérico Joe Denette. Todd Bodine entrou na vaga de Miguel Paludo na Red Horse e Mike Skinner correrá a etapa de Daytona pela Eddie Sharp. Embora o sucesso deles ao longo das carreiras não possa se questionado, o momento do trio passou. Não é por acaso que todos precisaram mudar de equipe – e assinando com times de médios para pequenos – para seguir competido.

Com favoritos e veteranos apresentados, vamos falar a verdade. Embora esses sejam os pilotos com maiores chances de vitória, o duelo que todo mundo quer ver na Truck Series em 2012 é a batalha entre novatos e segundanistas (sophmores). Valorizada, pelo segundo ano seguido a categoria terá um grupo de novatos fortíssimo, de primeiríssima qualidade. Assim, o confronto entre esses jovens pilotos – que não deixam de fazer parte da mesma geração mesmo com a diferença de um ano – é bastante aguardado.

Nelsinho Piquet Nascar Truck Series 2012

Nelsinho Piquet terá equipe nova na Truck Series em 2012. O brasileiro vai competir pela Turner, ao lado de Miguel Paludo e James Buescher

Obviamente, ao menos deste lado do mundo, o grupo dos segundanistas é o favorito, justamente pela presença dos dois brasileiros: Nelsinho Piquet e Miguel Paludo. Curiosamente, dessa vez eles não só fazem parte da mesma geração, mas competem pela mesma equipe. Com o fim da KHI, o ex-piloto da F1 assinou com a Turner para 2012, no final do ano passado. Alguns dias depois, foi a vez de Paludo anunciar a ida para o novo time, depois de enfrentar problemas internos na Red Horse.

Nelsinho e Paludo têm boas chances de vitória, embora o filho do tricampeão leve alguma vantagem, devido às exibições em 2011 – principalmente nos ovais de 1,5 milha. A dupla brasileira, no entanto, terá um duelo dentro da própria casa, afinal, o terceiro piloto da Turner – James Buescher – não só é mais do que favorito ao título, como também genro do dono da equipe. Será que não vai acontecer algum protecionismo?

O grupo dos segundanistas não se resume apenas aos dois brasileiros. Quem também está de volta é Joey Coulter, Novato do Ano de 2011 e que mais uma vez vai competir pela equipe de Richard Childress, maior escuderia e atual campeã do campeonato. O quarto representante dessa geração é Parker Kligerman, que mais uma vez defenderá as cores da Penske. O garoto também vai disputar algumas etapas da Nationwide, pelo vitorioso carro número 22, já se preparando para a mudança de categoria.

Esses quatro pilotos são cercados de grande expectativa. Como nenhum deles venceu em 2011, há um duelo interno para ver qual deles chegará antes ao Victory Lane. Sem Busch e Harvick, as chances – incluindo uma possível vitória brasileira acontecer – são grandes. Da mesma forma, eles também estão bem cotados para surpreender e entrar na briga pelo título.

Os segundanistas, no entanto, vão começar o ano com outra tarefa igualmente importante: colocar os novatos no lugar deles. Afinal, nada pode ser mais desastroso para uma carreira que ser colocando em segundo plano por alguém ainda mais jovem e promissor. Essa é a chamada crise do segundo ano, que o quarteto será obrigado a lidar.

Austin Dillon Ty Dillon

Ty Dillon, irmão mais novo da Austin, pode conquistar o bicampeonato da Truck Series para a família

Em 2012, o grupo dos novatos novamente conta com incríveis 11 representantes. Alguns são megacampeões nas categorias menores, outros ainda estão em busca de reconhecimento e de uma possibilidade de seguir carreira na Nascar. Entre eles, um nome chama a atenção: Ty Dillon. O novo piloto do truck número 3 é neto de Richard Childress e irmão menor do atual campeão, Austin Dillon. Quem acompanhou os irmãos nas categorias menores não tem dúvidas na hora de cravar Ty como o mais talentoso. O garoto foi campeão da ARCA em 2011 e tentará bater os recordes estabelecidos por Austin, quando estreou na Truck Series há duas temporadas.

Outro campeão na categoria é Max Gresham, que venceu a Nascar East em 2011. O piloto assinou com a equipe de Joe Denette, mas além de contar com um equipamento apenas mediano, o garoto ainda não conseguiu emplacar uma boa corrida, nem em algumas provas da Truck no último ano, nem na ARCA.

Sem títulos, mas também bastante prestigiado, Dakoda Armstrong estreia no campeonato. O piloto já fez parte dos programas de desenvolvimento de Ken Schrader e da Penske e agora vai competir pela Thorsport de forma integral, depois de dois anos na ARCA. Cale Gale, que durante muitos anos correu na equipe de Kevin Harvick, principalmente em etapas que o piloto da Sprint não pôde estar presente por conta de compromissos da divisão principal, é o quarto integrante do numeroso grupo de novatos. Agora, com uma oportunidade em tempo integral na equipe de Eddie Sharp, ele quer mostrar que aprendeu tudo.

Paulie Harraka, que fez carreira na Nascar West e foi um dos mais vitoriosos representantes do programa Driver 4 Diversity (uma bolsa dada a atletas vindos de minorias), fechou com a estreante equipe Wauters e mesmo muito promissor deverá enfrentar todos os problemas de um time com baixo orçamento.

O grupo de 11 novatos ainda conta com Jeb Burton (filho de Ward e sobrinho de Jeff Burton), Ross Chastain (com o patrocínio das melancias), Dusty Davis (que fez algumas boas provas em 2011), John King, Bryan Silas, JR Fitzpatrick (um promissor canadense, que fez algumas etapas da Nationwide) e Caleb Holman. O último integrante é John Wes Townley, que não participará das primeiras etapas, pois foi suspenso pela equipe RAB ao ser preso dirigindo embriagado. Ele será substituído por Travis Kvapil – que já foi campeão da categoria – em Daytona.

Para encerrar, dois outros pilotos merecem destaque: Matt Crafton e Jason Leffler. Crafton deveria ser considerado um dos favoritos ao título. O americano esteve na briga pela taça nos últimos anos, mas a falta de vitórias fez com que o tempo passasse e a consagração não chegasse. A dúvida é se o piloto ainda tem condições de seguir na briga pela taça ou se, assim como Bodine e Skinner, a época dele já passou.

Leffler, por sua vez, vai correr pela equipe de Kyle Busch. A princípio, o novo contratado não vai disputar a temporada completa, mas a situação pode mudar caso ele esteja na briga pelo título. O americano tem um currículo longo com passagens por Sprint e Nationwide, mas foram poucas as vitórias ao longo da carreira. Carro favorito Leffler terá, mas a dúvida é se ele vai conseguir manter o bom desempenho de Busch no equipamento ou se vai ficar para trás.

P.S.: antes que eu termine, vamos à parte burocrática. Se você quiser ver todos os pilotos confirmados, clique aqui. Para as especificações técnicas da Truck Series, aqui é o seu lugar. Já para o calendário da temporada 2012, clique aqui.

P.S.2: para ver o guia da Nationwide em 2012, basta clicar aqui. O guia da Nascar Sprint Cup 2012 está aqui.

Os possíveis destinos de Kurt Busch e da Penske

dezembro 7, 2011
Kurt Busch

O futuro de Kurt Busch é desconhecido. Assim como o nome do seu substituto

O mercado de pilotos para a temporada 2012 da Nascar, que parecia razoavelmente resolvido, voltou a ganhar força com a demissão de Kurt Busch da Penske. Afinal, agora há um ex-campeão da categoria livre no mercado, e um carro competitivo – que chegou ao Chase em 2011 – e com patrocinador garantido sem a vaga preenchida.

Os principais rumores apontam que Kurt Busch está negociando com a equipe de Richard Petty, enquanto a Penske cogita a contratação de David Ragan, Brian Vickers ou David Reutimann, além da promoção de Sam Hornish Jr. Nesse cenário, Ragan é o favorito.

A realidade é que tanto Busch quanto Roger Penske não têm muitas opções disponíveis para 2012, visto que a brusca separação aconteceu com a temporada já encerrada. O World of Motorsport, assim, aponta algumas opções do mercado para ajudar essa decisão ser tomada.

Quando a Shell trocou a equipe de Richard Childress pela Penske no início de 2011, a empresa exigiu que o piloto escolhido fosse alguém que tivesse chances de ser campeão. Por isso Kurt Busch deixou o patrocínio da Miller Lite, passando-o para Brad Keselowski, ao invés de apenas mudar o investidor do outro carro.

Na própria Nascar não há muitos pilotos com chances de título, menos ainda estão disponíveis no mercado. Na realidade, além de Kurt Busch, só há um nome livre: Matt Kenseth.

Kenseth tem contrato com a Roush para 2012, mas o piloto perdeu o patrocínio da Crown Royal e, até o momento, a equipe não encontrou um novo investidor. Tirar o piloto da Roush-Fenway seria uma operação bastante cara para os cofres da Shell e da Penske, mas seria a única alternativa de ter alguém comprovadamente competitivo, ao invés de fazer uma aposta em algum jovem piloto.

Pesa contra, o fato de Kenseth ter feito a carreira toda na Roush. Uma elevada multa de rescisão também seria problema, já que não se sabe se a Shell/Penske terá que arcar com a demissão de Kurt Busch.

A outra opção envolveria uma troca com a equipe de Richard Petty. Em 2011, a RPM contou com Marcos Ambrose e AJ Allmendinger. O americano tinha o patrocínio da rede Best Buy, que ainda não acertou a renovação do contrato. Trocar AJ por Kurt Busch – um piloto com chances de vitória – pode ser o impulso necessário para manter o patrocinador. Allmendinger, por sua vez, assumiria o carro 22 da Penske, onde poderá demonstrar a evolução apresentada nos últimos anos em um equipamento melhor.

Apesar de serem soluções bastante interessantes para Kurt Busch e para a Penske, esses dois cenários não devem acontecer. O mais provável é que David Ragan seja o segundo piloto da Penske, enquanto o destino de Kurt Busch ainda é incerto, mas com a RPM aparecendo como uma boa opção. O que pode inviabilizar esse acerto seria um possível poder de veto de Jack Roush em relação a Kurt Busch na RPM.

Roush vende carros e motores para a RPM e é um antigo desafeto de Busch. O piloto competiu para o americano até 2005, mas deixou a equipe brigado mesmo tendo conquistado um título.

P.S.: Se a Penske não tem um substituto dentro da própria equipe acontece por um erro de planejamento nos últimos anos. O time de Roger Penske recebeu uma série de elogios nas últimas temporadas por ter assinado com pilotos promissores como Keselowski, Justin Allgaier, Parker Kligerman e Dakoda Armstrong, que estão em diferentes níveis de desenvolvimento.

Salvo Keselowski, que deu certo, os demais foram esquecidos. Allgaier foi chutado sem patrocinador ao final de 2010, enquanto a equipe manteve um carro na Nationwide para Kese, que sequer marcava pontos na categoria. Kligerman foi queimado na Nationwide logo de cara ao participar de corridas pelas pífias equipes de Brian Keselowski e do Team 42, sendo obrigado a cair para a Truck Series neste ano.

Armstrong, por fim, disputou a ARCA em 2010, então é considerado muito cru ainda. De qualquer forma, ele mal correu neste ano, tendo feito apenas algumas provas pela Thorsport, na Truck Series. Enquanto isso, Sam Hornish foi outro que não teve a preparação certa, embora tenha mostrado evolução em 2011 ao vencer em Phoenix.

Se a escolha é entre os pouco animadores Ragan, Vickers e Reutimann, a Penske fez por merecer.

P.S.2: Uma possibilidade que ganhou força na noite desta quarta-feira é uma troca com a Furniture Row. Regan Smith iria para a Penske, enquanto Kurt Busch assumiria o lugar vago. Todos saíriam ganhando nessa. Smith teria uma equipe competitiva onde poderia brigar por resultados melhores, enquanto a Furniture Row poderia se desenvolver tendo um ex-campeão


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