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Nascar Chase 2012 – as chances

setembro 10, 2012

O Chase de 2011 foi sensacional, mas será que alguem vai conseguir repetir o desempenho de Tony Stewart neste ano?

No último sábado, dia 8, os classificados para o Chase da Nascar Sprint Cup foram conhecidos. O World of Motorsport faz agora a análise da chance de cada um deles para a conquista do título nessas dez provas finais do campeonato. A lista a seguir está na ordem do favorito na opinião deste blog até o azarão.

1)      Jimmie Johnson – Com cinco títulos nos últimos seis anos, é bastante difícil não começar qualquer lista de favoritismo com Jimmie Johnson. No entanto, desde 2011, o piloto da Hendrick tem se envolvido em acidentes bobos e aquela consistência do pentacampeonato já parece ser coisa do passado. O americano, porém, tem a vantagem de ser um especialista nas pistas do Chase e é favorito à vitória em praticamente todas as dez etapas restantes, tendo apenas Talladega como ponto fraco. Outro bom motivo para apostar em Johnson é que ele é o típico piloto que cresce no Chase e não sente a pressão da disputa do título

2)      Tony Stewart – Depois do título do ano passado, quem é louco de colocar Stewart fora da briga? A diferença é que o carro número 14 não foi dominante ao logo da temporada regular e só conseguiu se classificar com a décima e última vaga. O ponto fraco do piloto são as etapas em circuitos curtos – como Dover, New Hampshire e Martinsville – embora ele já tenha vencido nas duas últimas em playoffs recentes. Além disso, Talladega também não costuma ser uma pista gentil com o tricampeão. Embora com tantos pontos contras, o atual campeão não vai precisar de um milagre como o do ano passado para levantar a nova taça. Assim como Johnson, é um piloto que cresce na decisão e não se intimida com a fase final.

3)      Denny Hamlin – O piloto da Joe Gibbs chega ao Chase em uma excelente fase com duas vitórias nas últimas três corridas. Depois do vice-campeonato de 2010, Hamlin aprendeu que o campeonato só termina na última volta em Homestead-Miami, uma lição dura, mas parece que o piloto da Toyota aprendeu. O carro número 11 praticamente não tem pontos fracos durante o Chase, talvez apenas Talladega e a própria decisão em Homestead sejam suas pistas menos favoráveis. Por outro lado, é favorito à vitória em Martinsville. Outro aspecto importante é que Hamlin não vai ter a concorrência de outros pilotos da Gibbs no Chase, então terá o melhor equipamento da equipe desde a primeira etapa. A grande dúvida é se o americano vai conseguir ter tranquilidade para não deixar o título escapar como aconteceu duas temporadas atrás.

Um desses pilotos será o campeão da Nascar em 2012

4)      Brad Keselowski – No ano passado, o piloto da Penske não conseguiu ter um bom desempenho, pois, mesmo com três vitórias na temporada regular, chegou ao Chase sem os pontos de bônus, já que conseguiu apenas uma das vagas do Wild Card. Dessa vez, Kese leva nove pontos a mais à fase final, o que pode ser fundamental na hora do título. É favorito à vitória em Talladega e no Kansas, além de ter bom desempenho em praticamente todos os ovais da fase final. Eu diria que Martinsville e talvez New Hampshire possam ser as maiores dificuldades. O grande problema de Keselowski é precisar ser consistente nos resultados. Para ser campeão, é preciso vencer quando é favorito e terminar no top-5 nas demais provas.

5)      Greg Biffle – O piloto da Roush liderou boa parte da temporada regular da Nascar, mas não é novidade que os carros da Ford tiveram um melhor desempenho apenas no início da temporada, quando há mais ovais de 1,5 milha. Curiosamente, no Chase esse tipo de pista corresponde a 50% do calendário, então o piloto tem bons motivos para ficar otimista. Biffle, aliás, foi vice-campeão em 2005 e não deve sentir a pressão dos playoffs. É favorito à vitória no Kansas e em Homestead, mas deve ter problemas em Martinsville.

6)      Matt Kenseth – O bom desempenho da Ford em circuitos de 1,5 milha também vale para Matt Kenseth. O piloto é conhecido pela consistência nos bons resultados e figura carimbada no Chase. O ponto forte do carro número 17 deve ser a etapa do Texas, enquanto Martinsville pode ser o maior problema. Outra coisa que eu apontaria é o fato de Kenseth deixar a Roush no final de 2012. Então, pode ser que na hora de priorizar algum carro o de Biffle seja o escolhido.

Será que ter assinado com a Gibbs pode prejudicar Matt Kenseth no Chase?

7)      Jeff Gordon – Jeff Gordon não fez uma boa temporada, mas pilotou como nunca em Richmond, quando garantiu a segunda vaga do Wild Card. Na minha opinião, para atingir o pentacampeonato, o piloto do carro número 24 vai precisar de um desempenho parecido com o de Tony Stewart na temporada passada. Somente assim para superar os favoritos. Outra coisa, acho que ter quatro carros no Chase pode fazer a Hendrick se perder. É difícil dar atenção a todos, então em algum momento eles vão precisar escolher alguém (leia-se Jimmie Johnon). Com quatro títulos na carreira, o americano certamente não sente a pressão pelo final de temporada e é justamente por isso que o seu desempenho pode crescer a partir de agora.

8)      Kevin Harvick – Se levássemos em conta o desempenho de Harvick até a etapa de Michigan, eu diria que piloto da RCR não deveria estar no Chase. Porém, desde Bristol tudo mudou. A equipe trocou o crew-chief do carro número 29, trazendo Gil Martin a bordo. A parceria Harvick-Martin terminou as duas últimas temporadas na terceira colocação e brigando pelo título, então eles têm, sim, boas chances de repetir o desempenho. A vantagem do piloto é que agora não tem outros pilotos da equipe classificados para a fase final, ou seja, equipamento de ponta até o final do ano.

9)      Dale Earnhardt Jr. – Dale Jr. foi um dos pilotos mais constantes da temporada, mas o principal problema a partir de agora será repetir esse desempenho. Não é que falte habilidade ao piloto, mas só dentro da Hendrick Jimmie Johnson e Jeff Gordon têm preferência. Obviamente, é o favorito à vitória em Talladega e pode ter um bom desempenho nos ovais maiores. Martinsville e Dover são os pontos fracos.

Será essa a hora e a vez de Dale Jr?

10)   Kasey Kahne – Mesmo fora do Chase e correndo pela péssima Red Bull, Kahne foi um dos pilotos que mais pontuou nas últimas dez etapas de 2011. Agora terá equipamento Hendrick e todas as chances de melhorar o resultado. É favorito em Charlotte e em Phoenix, mas precisa abrir o olho nos ovais menores. Além disso, o americano também sofre com o fato de os quatro carros da equipe estarem classificados para os playoffs e, portanto, terá o pior equipamento de todos.

11)   Clint Bowyer – Bowyer é um piloto melhor que o seu equipamento sugere. Mesmo assim, conquistou duas vitórias na temporada regular e entrou no Chase com a oitava posição. A partir de agora não deve sair disso. Tem boas chances de vitória em New Hampshire e em Phoenix, além de ser favorito em Talladega, mas não o vejo com a regularidade necessária para ser campeão. Além disso, a inexperiência da equipe de Michael Waltrip com o Chase pode pesar.

12)   Martin Truex Jr. – A última vez que Truex venceu uma corrida Obama ainda não era presidente dos Estados Unidos. Acho que essa estatística mostra o quão difícil será a tarefa do piloto na fase final. Para ele, participar do Chase já é algo a ser muito comemorado.

Como Matt Kenseth criou um mercado de pilotos na Nascar 2013

junho 26, 2012

Matt Kenseth deixou claro que não é mais piloto da Roush. Assim, onde ele vai correr em 2013?

Para quem gosta de acompanhar contratações, boatos, imaginar futuros planteis e negociatas milionárias em busca de um reforço, a Nascar não é um bom lugar. Apesar das altas cifras presentes, a categoria americana é conhecida por ser bastante conservadora em termos de mudanças de equipe.

Para você ter uma ideia, dos 15 primeiros do campeonato de 2012, apenas Dale Earnhardt Jr, Tony Stewart, Clint Bowyer, Martin Truex Jr, Brad Keselowski, Kyle Busch e Ryan Newman já mudaram de equipe. Curiosamente, todos só mudaram uma única vez e estamos falando em mais de dez anos de história.

Mas nesta terça-feira, dia 26, um novo nome se juntou a esse grupo: Matt Kenseth anunciou que não vai retornar à Roush-Fenway na próxima temporada. É tão incomum esse tipo de transferência, que a decisão do piloto já está sendo comparada à saída de Ray Evernham da Hendrick, no auge da carreira de Jeff Gordon. Na época, Evernham era uma espécie de Chad Knaus do carro número 24, mas recebeu uma proposta da Dodge para iniciar a própria equipe na Nascar.

Kenseth, por outro lado, deixa a Roush, mas sem anunciar para onde vai. No momento, todas as especulações indicam que ele vai para a equipe de Joe Gibbs, onde pode assumir um quarto carro ou substituir Joey Logano no número 20. Levando em conta que o piloto está saindo da Roush-Fenway justamente pela falta de patrocínio – e lembrando que seu salário não é nada baixo – seria incoerente pensar que a Gibbs planeje adicionar um quarto carro sem a chegada de um investidor. Pode acontecer, mas o mais provável é que Logano deixe o time.

Apesar disso, praticamente todas as equipes da Sprint Cup – menos a Hendrick – têm espaço para o piloto. A Penske tem A.J. Allmendinger no último ano de contrato, na Stewart-Haas é Ryan Newman quem não tem vínculo para o próximo ano. A Earnhardt-Ganassi pode liberar Jamie McMurray, a Michael Waltrip não teria problemas em chutar Martin Truex Jr, enquanto a RCR pode optar por liberar Jeff Burton um ano antes para trazer o atual líder do campeonato. Com todos esses carros tendo patrocínios para o próximo ano, é questão apenas de Kenseth apontar o dedo e escolher um lugar.

Mas, no momento, tudo isso é especulação. Kenseth já afirmou que não vai falar de 2013 no momento, então ainda não saberemos da verdade. Apesar disso, não é impossível imaginar que o piloto já tenha assinado uma espécie de pré-contrato com outra equipe, levando um salário que a Roush-Fenway não poderia cobrir sem um novo investidor. E é aí que Gibbs sai na frente para recebê-lo.

Matt Kenseth pilotou o icônico carro de número 17 com o patrocínio da Dewalt por quase dez anos

Provavelmente, as negociações não começaram do dia para noite. Isto é, quando Logano venceu em Pocono, a Gibbs já devia estar conversando com Kenseth. Assim, pouco importou o resultado do jovem piloto, pois o time estava de olho em um substituto. Da mesma forma, a Penske negou, na segunda-feira, que estivesse negociando com Kenseth. Embora desmentir rumor verdadeiro seja uma prática bastante comum em qualquer esporte, a Penske deixou claro que não está conversando com o piloto ao dizer “podemos confirmar apenas que não estamos falando com Matt”.

A possível chegada de Kenseth à equipe de Joe Gibbs também mexe com o mercado de pilotos da Nationwide. Para começar, Ricky Stenhouse será o substituto na Sprint Cup, então possivelmente o atual campeão não continue também na categoria de acesso. Nesse momento, apesar de ainda não haver qualquer tipo de anúncio oficial, é provável que Trevor Bayne dispute a próxima temporada de forma integral, além de continuar correndo na Wood Brothers.

A outra vaga que pode sofrer alguma mudança é o carro de número 18. Eu não ficaria surpreso se Joe Gibbs decidisse rebaixar Logano para a Nationwide, fazê-lo conquistar um título, enquanto trabalhasse para inscrever um quarto carro para o piloto. Vale lembrar que a equipe tem alguns patrocinadores como a Dollar General, a Gamestop e Sports Clips, que poderiam ter uma participação maior na Sprint Cup.

Por fim, a decisão de Kenseth também afeta o mercado de pilotos dos supercampeões. Isto é, com ele disponível e próximo da Gibbs, é cada vez menos a chance de Kurt Busch retornar a uma equipe grande em 2013. Da lista de cima, obviamente ele não vai voltar para a Penske e é bastante improvável que assine com RCR, Stewart-Haas ou Michael Waltrip. Restaria a Earnhardt-Ganassi, mas eu duvido muito que esse tipo de negócio saia.

E se a Nascar usasse a pontuação da F1?

maio 11, 2012

O que aconteceria se a Nascar premiasse os pilotos da mesma maneira que a F1?

Corrida de carro é corrida de carro em qualquer lugar do mundo. Mas, historicamente, há algumas diferenças entre o esporte a motor disputado na Europa e nos Estados Unidos. A principal, claro, é a presença dos circuitos ovais, muito populares entre os americanos, mas que jamais pegaram entre os fãs europeus.

Outra diferença no esporte está no sistema de pontuação. Na Europa, o sistema adotado pela FIA reina de forma absoluto. Durante muito tempo se restringiu premiar apenas os seis melhores classificados de uma corrida. Agora pontuam dez, mas mesmo assim é pouco perto dos grid que chegam a ter 26 carros.

Nos EUA, por outro lado, qualquer piloto que larga em uma corrida termina pontuando. Exceção feita apenas ao endurance, mas aí por uma questão da própria essência da modalidade, onde é necessário completar a última volta/uma distância mínima para ser recompensado.

Essa diferença nos sistemas de pontuação está ligada à origem do automobilismo nesses locais. Na Europa, a FIA – e suas predecessoras – sempre valorizou os pilotos que terminassem uma corrida. Só que essa resistência dos carros, que praticamente não quebram, é algo recente. Durante muito tempo, largavam algumas dezenas de competidores, mas poucos chegavam ao fim das provas.

Nos EUA, o esporte sempre teve uma cultura de inclusão, desde que o competidor fosse branco e rico, obviamente. Todo mundo podia se inscrever, todo mundo corria, todo mundo marcava ponto, todo mundo dividia o prêmio, todo mundo ia beber a noite toda em algum bar localizado no meio da Costa Leste.

Mas e se a gente misturasse um pouco as coisas? E se pegássemos a principal categoria do automobilismo norte-americano, a Nascar, e aplicássemos a pontuação da FIA. Será que mudaria muito a classificação do campeonato? Bom, fiz o teste, e o resultado não chega a surpreender.

Até a etapa de Talladega, realizada no último domingo, a Nascar já havia disputado dez etapas. Greg Biffle é o líder do campeonato com 378 pontos, seguido por Matt Kenseth (371), Dale Jr (369), Denny Hamlin (351) e Kevin Harvick (333). Martin Truex Jr, Tony Stewart, Jimmie Johnson, Kyle Busch, Clint Bowyer, Carl Edwards e Brad Keselowski completam os 12 primeiros. A classificação toda você pode ver clicando aqui.

A primeira coisa foi recalcular os pontos com base no atual sistema da FIA. Assim, o vencedor de uma corrida recebeu 25 pontos, o segundo colocado ganhou 18, depois 15, 12, 10, 8, 6, 4, 2 e 1. Para fazer essa soma, obviamente não premiei os pilotos que terminaram corridas entre a 11ª e a 43ª posição.

O resultado final não é tão diferente da classificação verdadeira. Biffle seguiria na ponta, mas dessa vez com 98 pontos. Matt Kenseth, com 92, apareceria em segundo, seguido por Hamlin (82), que tomaria o terceiro lugar de Dale Jr (76). Jimmie Johnson saltaria para quinto (74), seguido por Tony Stewart (71) e Kyle Busch (70). Depois, os 12 primeiros ainda teriam Brad Keselowski, Martin Truex Jr, Kevin Harvick, Ryan Newman e Clint Bowyer.

Você também pode clicar aqui para ver como ficaria a classificação completa de acordo com o sistema da FIA.

Greg Biffle seguiria líder mesmo com a atual pontuação da FIA

Aí é possível chegar a algumas conclusões. A primeira delas é que a regularidade segue importante. Como na Nascar é fundamental terminar as provas entre os dez primeiros para ter chances de Chase e de título, os ponteiros com a pontuação da FIA são praticamente os mesmos nomes.

No entanto, há duas diferenças básicas. A primeira é que a vitória é mais valorizada com a pontuação europeia. Por isso gente como Hamlin, Stewart, Johnson e Keselowski ganharam posições em relação à classificação real. A outra é que quem costuma chegar próximo da décima posição parou de pontuar. Casos como Kevin Harvick (que tem dois 11º em 2012), Clint Bowyer e Carl Edwards acabaram ficando para trás justamente porque pela FIA tanto faz terminar fora do top-10 ou abandonar uma corrida.

Com esse resultado em mãos, resolvi fazer um segundo teste e aplicar a pontuação clássica da FIA 10-6-4-3-2-1, que foi usada durante boa parte da década de 1990. Aí o resultado final já foi bastante diferente.

Na nova classificação, Kenseth destronaria Biffle como ponteiro. O vencedor da Daytona 500 apareceria na frente com 28 pontos contra 27 do companheiro de equipe. Aliás, Denny Hamlin seria o novo segundo colocado. O piloto de Joe Gibbs teria os mesmos 27 pontos do adversário, mas ganharia nos critérios de desempate por ter vencido duas vezes em 2012 contra um triunfo do rival. Tony Stewart (24) seria o quinto colocado, seguido por Kyle Busch (23), Brad Keselowski (22), Dale Jr e Jimmie Johnson (20). Aí haveria um buraco até Martin Truex Jr e Ryan Newman, ambos com 13.

Clicando aqui, você pode ver a classficação completa com o sistema clássico.

Com essa pontuação, fica claro que as vitórias falam mais alto que a regularidade. Como poucos pilotos somariam pontos por etapa – 6 de 43 – chegar na frente virou quase obrigação. É por isso que quem tem dois triunfos em 2012 ganhou tantas posições contra quem ainda não venceu. A exceção é Dale Jr, que tem sido regular o ano todo, embora tenha despencado da terceira posição (real) para a sétima com este sistema.

Vendo essa classificação, com três pilotos separados por apenas um ponto, talvez a Nascar pudesse cogitar um sistema mais restritivo. Afinal, além de um campeonato mais emocionante na tabela de pontos, a competitividade na pista deveria aumentar, pois os pilotos saberiam que terminar na sétima colocação ou bater valeriam a mesma coisa: nada.

AJ Allmendinger seria um dos maiores beneficiados pelas novas pontuações

Por fim, fiz um último teste para checar se restringir a pontuação seria a melhor escolha. Adaptei o sistema atual da Nascar ao da FIA. Assim, o vencedor de uma corrida somaria seis pontos, o segundo ganharia quatro, depois três, dois e um. Ou seja, apenas o top-5 seria recompensado.

Dessa forma, Kenseth seguiria na ponta, mas agora com 18 pontos apenas. Depois apareceria Biffle, com 17, e Hamlin, com 16. Tony Stewart seria o quarto (15), seguido por Dale Jr e Kyle Busch (14) e Jimmie Johnson e Brad Keselowski (13). Truex Jr e Newman seguiriam empatados, mas com oito pontos cada.

A classificação desse último sistema, bolado por mim, está aqui, basta clicar.

Esse último sistema acabou tirando o peso das vitórias. Obviamente, quem já venceu duas vezes em 2012 apareceu no topo da tabela, mas gente como Greg Biffle e Dale Earnhardt Jr teve o prejuízo minimizado, pois a presença constante entre os cinco primeiros também foi recompensada. Mais uma vez, o equilíbrio seguiria existindo. Em um sistema que pontua com seis pontos o vencedor, os oito primeiros do campeonato apareceriam separados por apenas oito.

No final, acho que os sistemas de pontuação da FIA poderiam deixar a Nascar um pouco mais divertida. Porém, é preciso ressaltar que talvez isso possa ser um tiro no pé da própria categoria. Quer dizer, por que uma equipe inscreveria um carro se soubesse não ter condições de disputar além da 20ª posição? Imagino que isso pudesse minar o grid da categoria assim como acontece com a F1 e com outros campeonatos.

Por outro lado, uma vitória ou um bom resultado seria o suficiente para deixar um piloto mais perto do Chase. Nas duas últimas classificações, um nome que se destaca é o de AJ Allmendinger. Na pontuação real da Nascar, o piloto aparece apenas na 20ª posição. Porém, graças ao segundo lugar em Martinsville, ele avançaria para o 12º posto, já que seus acidentes e problemas mecânicos seriam ignorados.

Aliás, algo semelhante aconteceu com Rubens Barrichello, em 1997. O brasileiro só conquistou um segundo lugar em toda temporada – debaixo de chuva em Mônaco –, mas mesmo assim conseguiu ser o 13º na classificação final. A exemplo de comparação, Ralf Schumacher terminou em 11º, mas precisou visitar a zona de pontos em seis oportunidades, incluindo um pódio.

Etapa da Nascar em Bristol chateia torcedores

março 18, 2012
Brad Keselowski Matt Kenseth Bristol

Disputas lado a lado tornaram-se constante em Bristol, mas não agradaram os torcedores

A etapa de Bristol da Nascar agora é passado. Mas a edição 2012 da corrida no curto oval do estado americano do Tennessee voltou – como sempre – a reascender a discussão entre nova Bristol e velha Bristol.

Em 2007, a pista americana sofreu uma ampla reforma no traçado, onde as curvas que chegavam a 36º de inclinação deram lugar à chamada inclinação progressiva, ou seja, a angulação aumentava conforme se entrava na curva. Essa modificação permitiu que dois carros passassem voltas e mais voltas lado a lado em uma disputa.

O problema é que essa mudança não agradou aos fãs. Bristol é um oval curto e uma das premissas desse tipo de pista é a dificuldade de se ultrapassar. Como a Sprint Cup corre cada vez menos em ovais curtos, essa era uma das poucas oportunidades de os torcedores verem os principais pilotos da categoria disputando cada metro de pista. Por isso, corridas como aquela de 1995, quando Dale Earnhardt toca em Terry Labonte na volta final ficaram famosas.

Outra mudança causada pela reforma foi o fim dos acidentes. Com as ultrapassagens mais fáceis por causa da inclinação e da maior aderência, não existe mais a necessidade de dar um toquinho no adversário para passar. Agora, é só trabalhar lado a lado volta após volta que se o piloto tiver um carro mais rápido ele vai acabar passando.

A insatisfação dos fãs ficou clara em 2012. Pouco mais de 100 mil pessoas estiveram presentes no circuito, no domingo, para acompanhar a prova. Pouco, se levar em conta que as arquibancadas atendem 150 mil espectadores, e a etapa não tinha dificuldades para lotar há alguns anos.

Como a cidade de Bristol não é uma das mais interessantes para se visitar – só tem a própria pista praticamente –, nessa época de crise econômica, os fãs acabam poupando dinheiro para etapas mais interessantes, já que o espetáculo apresentado no circuito também já não é mais dos melhores.

Brad Keselowsk Bristol

Quem não pode reclamar das reformas em Bristol é Brad Keselowsk, que venceu as duas últimas corridas no local

A reforma no local, entretanto, agradou uma pessoa: Brad Keselowski. Falando agora sobre o que aconteceu na pista, o piloto da Penske conquistou a segunda vitória consecutiva no oval. Se você não viu a corrida, basta clicar aqui para ler a história de como foi.

Se no primeiro triunfo, no final do ano passado, Kese foi acusado de explorar uma brecha no regulamento ao estourar – e muito – o limite de velocidade nos boxes por saber que havia poucos radares, agora o piloto foi dominante ao longo de toda etapa e não abriu margem para que a conquista fosse questionada.

O resultado é bastante importante para o piloto do Blue Deuce principalmente em termos de Chase. É claro que ainda é muito cedo para falar na parte final do campeonato, já que ainda estamos em março, mas esse tipo de resultado é a forma de Keselowski mostrar que ele já pode ser considerado um piloto dos principais escalões da categoria. Algo ao contrário do que aconteceu com Brian Vickers, Juan Pablo Montoya e Martin Truex Jr., por exemplo, que sumiram completamente depois de disputarem o Chase.

A próxima etapa da Nascar é na Califórnia, onde tradicionalmente os favoritos de sempre costumam ir bem. Deve ser mais um embate entre Hendrick e Roush-Fenway, mas Tony Stewart, Kyle Busch, Denny Hamlin e Kevin Harvick – e quem sabe Keselowski – também devem brigar pela vitória.

P.S.: nesta segunda-feira, dia 19, Bruton Smith, o magnata dono da pista de Bristol e de meio calendário da Nascar, anunciou investimentos de cerca de US$ 1 milhão para novas mudanças no circuito. Parece que o fracasso de audiência da prova e as recalamações dos fãs pesaram no bolso do chefão

Cri$e na Roush-Fenway

março 11, 2012
Trevor Bayne

Sem patrocinadores, Trevor Bayne disputou a etapa de Las Vegas da Nationwide com um carro mais em branco que minha conta bancária. Esse é o fim da linha para o garoto na categoria

Trevor Bayne viveu altos e baixos na temporada 2011 da Nascar. O piloto começou o ano surpreendendo a todos ao vencer a Daytona 500, mas depois disso não conseguiu mais emplacar bons resultados nem na Sprint Cup nem na Nationwide, onde originalmente estava inscrito.

Para piorar, o americano teve uma reação alérgica ao ser picado por uma aranha e perdeu mais de um mês de competições internado em um hospital. Foi o suficiente para ficar longe da disputa pelo título da divisão de acesso assim como foi obrigado a assistir ao All Star Weekend pela televisão, mesmo estando classificado – e com patrocinador garantido – para a corrida principal.

Mesmo com esses maus momentos, Bayne fechou 2011 com a esperança de alcançar melhores resultados nesta nova temporada, após vencer a etapa do Texas da Nationwide.

No novo campeonato, o piloto teve um rendimento muito melhor que no ano anterior. Trevor foi o 11º na abertura em Daytona, mas vale lembrar que ele estava disputando a vitória quando Kurt Busch cometeu um erro e ocasionou o grande acidente da última volta. Depois, terminou a etapa de Phoenix em sétimo e a de Las Vegas em quarto.

Assim, com 112 pontos, ocupa a quarta colocação na tabela de pontos da Nationwide, estando apenas 19 atrás do líder Eliott Sadler. Só que esse bom momento já tem data para acabar: neste sábado, dia 17, quando a categoria realiza a quarta etapa da temporada 2012, em Bristol.

Nas três primeiras corridas, Bayne competiu com o carro número 60 em branco, sem nenhum patrocinador. A Roush-Fenway, por sua vez, não escondeu em momento algum que essas três semanas eram o prazo final para a chegada de algum investidor que pudesse garantir a presença do piloto até o final da temporada. Como ninguém se manifestou, a equipe deve inscrever apenas Ricky Stenhouse Jr. a partir de agora.

Ricky Stenhouse Jr.

Vencedor em Las Vegas, Ricky Stenhouse Jr. só tinha a própria Ford como patrocinadora. E a montadora só fazia a função de 'tapa-buraco'

Já escrevi aqui uma vez e acho interessante repetir. Nessas horas, quem defende a presença dos pilotos da Sprint Cup na categoria de acesso – com o velho chavão de que atraem patrocinadores/audiência – não se manifesta. E não é só Bayne que deve ficar sem vaga, outro que corre o risco de não participar das próximas etapas é Kenny Wallace. Enquanto isso, toda vez que um piloto da divisão principal da Nascar ‘desce’ para andar no campeonato menor, há 489141 empresas dispostas a patrociná-lo.

Como consequência, a disputa pelo Novato do Ano da Sprint Cup é entre os aclamadíssimos Timmy Hill e Josh Wise. Lembrando que Andy Lally é o atual vencedor do prêmio e Kevin Conway o conquistou em 2010. Será que a Nascar e as equipes não percebem que não há renovação no grid da divisão principal porque não há investimento no campeonato de acesso?

Evidentemente, a pressão já começa a chegar nas equipes da Sprint. Falando ainda da Roush-Fenway, que é o assunto deste post, o time está em uma posição bastante desconfortável. Ela tem sido bastante criticada pela incapacidade total de fechar acordos de patrocínios para os pilotos, nos últimos anos.

É claro que todas as equipes estão com dificuldades de arrumar investidores por conta da crise econômica, mas nenhuma tem tantos problemas quanto a Roush. Enquanto a RCR não teve muitos percalços para trazer a Budweiser quando Kevin Harvick perdeu o apoio da Shell/Pennzoil e a Hendrick garantiu a Farmers Insurance para Kasey Kahne com a saída da GoDaddy, o time da Ford tem visto os investidores saírem, mas sem novos  parceiros chegarem.

Trevor Bayne

Mesmo com a falta de investidor, Trevor Bayne tem conseguido bons resultados na Sprint Cup

O problema começou no início de 2010, quando a DeWalt deixou de investir em Matt Kenseth. Como a equipe tinha cinco carros na época, e a Nascar a obrigava a correr apenas com quatro, foi natural que o investidor de Jamie McMurray (o piloto que sobrou) – a Crown Royal – fosse transferido de carro. Apesar disso, na sequência, a própria Crown Royal, além da UPS (que investia em David Ragan) e a Aflac (de Carl Edwards) deixaram a categoria ou tiraram quase todo o investimento feito.

Como resultado, a Roush passou a inscrever apenas três carros na Sprint. Para Kenseth, Edwards e Greg Biffle. No geral, apenas o número 99 não tem problemas de patrocínio. Com o piloto sempre brigando por títulos e vitórias, é natural que as empresas queiram investir nele. Biffle também parece satisfeito com o dinheiro da 3M, mas Kenseth ainda tem etapas ‘em branco’ para 2012. Some-se a isso os problemas de Stenhouse e Bayne na Nationwide e o fato de eles não terem conseguido fazer a transição para a Cup de forma integral, e a crise está instalada por lá.

No final, mesmo com os problemas na Roush, é muito difícil colocar só na conta deles os problemas de patrocínio que envolvem Trevor Bayne. Embora seja verdade que a equipe deveria ter encontrado uma forma de garantir a presença dos principais pilotos, dificuldades com investidores acontecem a todo momento no automobilismo.

Enquanto o esporte a motor não encontrar uma forma mais inteligente de se gastar dinheiro – e não falo somente na Nascar, mas no geral –, a tendência é que cada vez mais apenas uma nata consiga correr: aqueles que tiveram sorte o bastante de conseguirem pagar pelas vagas, independente do talento nas pistas.

Bayne, por sua vez, talvez seja obrigado a assistir às etapas da Nationwide pela TV. Mas o piloto deixa Las Vegas com sensação de dever cumprido, afinal, além da quarta colocação na Nationwide, o piloto terminou a corrida da Cup em nono, conseguindo o primeiro top-10 na categoria desde a vitória em Daytona. Para uma equipe limitada como é a Wood Brothers, esse certamente é um grande resultado.

Como Dale Earnhardt Jr deixou a vitória escapar na Daytona 500

fevereiro 27, 2012
Daytona 500 2012 Matt Kenseth

Dale Earnhardt Jr. perdeu a chance de acabar com jejum de vitórias na Nascar ao apostar na tática errada na última relargada

Não há muitas dúvidas de que Matt Kenseth mereceu vencer a epopéia de edição de 2012 da Daytona 500. E se você não ficou acordado para ver, basta clicar aqui e ler a história da prova.

O piloto da Roush-Fenway passou boa parte da corrida brigando pelas primeiras colocações, principalmente trabalhando em dupla com o companheiro de equipe Greg Biffle. Os dois não só conseguiram se manter na ponta ao longo da prova como também souberam bloquear as investidas das duplas adversárias.

No entanto, o resultado da corrida poderia ter sido outro, caso os adversários tivessem se organizado de forma mais eficiente na prorrogação da Daytona 500. Nesse momento, acredito que um erro de leitura da situação de Dale Earnhardt Jr. impediu que o piloto encerrasse o jejum de vitórias.

Dale Jr. relargou no final na quarta colocação, sendo o segundo carro na linha de fora. Na frente estava Greg Biffle e atrás, Kevin Harvick. Na outra fila, Kenseth era o ponteiro, com Denny Hamlin, Jeff Burton e Paul Menard aparecendo na sequência.

Earnhardt Jr. escolheu empurrar Biffle até a volta final. Na estratégia imaginada pelo piloto, os dois conseguiriam se desgarrar do pelotão e ele teria tempo para tentar a ultrapassagem na última volta, em cima da linha de chegada. A realidade, entretanto, foi bem diferente. O piloto da Ford acabou bloqueando o caminho para que Kenseth seguisse tranquilo para a vitória.

Não era difícil imaginar que essa fosse a tática de Biffle na verdade. Era óbvio que os pilotos da Roush-Fenway iriam se juntar nos giros finais e, trabalhando em dupla, decidiriam entre si o vencedor da corrida, em um final similar ao protagonizado por Kyle Busch e Tony Stewart no Budweiser Shootout.

Junior teve os méritos de não deixar que Kenseth e Biffle disparassem, mas foi muita ingenuidade achar que eles abririam espaço para uma vitória da Chevrolet.

O piloto do carro 88 deveria ter optado por uma tática diferente no final. E bem mais fácil. Sabendo que Biffle e Kenseth iriam trabalhar juntos, Dale Jr. poderia ter formado uma parceria com Kevin Harvick, que vinha logo atrás. Com o piloto da RCR empurrando, Earnhardt Jr. teria chances de chegar à curva final podendo brigar pelas vitórias.

A escolha de trabalhar com Harvick também não seria por acaso. Todas as parcerias da RCR foram formadas por ele e mais um piloto. Isto é, ou era Harvick/Burton, ou Harvick/Menard. Mas na relargada, Burton e Menard emparelharam na fila de dentro, então a dupla já estava fechada ali. O 29, portanto, sobrou.

Se Dale Jr. tivesse trabalhado com Harvick, a ideia seria esperar que Biffle descesse para linha de dentro – onde estaria Kenseth – e eles aproveitassem a linha livre de cima para avançar.

Dessa vez não deu. Pior para Earnhardt Jr., melhor para Kenseth. Mas claro, é muito fácil eu fazer esse tipo de análise sentado no sofá de casa do que estando na pista. Mas é curioso pensar que ninguém na Hendrick foi capaz de bolar um plano diferente de trabalhar com Biffle no final.

Confira no vídeo abaixo o final de prova, e as táticas adotadas pelos diferentes competidores:

Guia da Nascar Sprint Cup Series 2012

fevereiro 24, 2012
Tony Stewart

Tony Stewart teve dois meses para comemorar o título. Agora o piloto retorna à Nascar como favorito, mas terá muito trabalho pela frente

Para encerrar a série especial aqui no World of Motorsport, chegou a hora do terceiro e último guia da temporada 2012 da Nascar. Agora é hora de conhecer quem é quem na principal divisão do certame americano: a Nascar Sprint Cup Series.

Se a pré-temporada da Nascar para a temporada 2011 foi bastante agitada, o mesmo não aconteceu neste novo campeonato. Salvo a negociação desencadeada pela demissão de Kurt Busch da Penske, os últimos meses foram marcados por certo marasmo nas notícias sobre a categoria.

Bom, se não houve novidades quanto às regras nesse tempo, a Nascar abre o campeonato de 2012 de um jeito diferente, afinal, Jimmie Johnson não é mais o atual campeão da categoria. Depois de levantar cinco taças seguidas, o piloto perdeu a última disputa e viu Tony Stewart se consagrar pela terceira vez na carreira.

Mesmo assim, Jimmie Johnson segue mais do que favorito para 2012, principalmente pelo que ele demonstrou ao longo de cinco anos invicto. Na realidade, não é muito prudente descartar o piloto. Se não fossem alguns acidentes ao longo do Chase, JJ estaria em condições de lutar pelo título, já que havia sido o piloto dominante em provas como Kansas e Dover. Agora, a nova temporada, tudo foi zerado, e o americano terá uma nova chance de ir em busca da sexta taça.

Jimmie Johnson

Jimmie Johnson venceu cinco títulos seguidos, mas agora o piloto começa 2012 precisando juntar os cacos de uma derrota

Evidentemente, Tony Stewart é, sim, o principal adversário na luta pelo título. Desde o início do Chase de 2011, o desempenho do piloto é incrível. Venceu 50% das etapas durante a fase final, perdeu o Budweiser Shootout já na linha de chegada e conquistou um dos Gatorade Duels. Será que Stewart descobriu o segredo da volta por cima?

Falando em recuperação, outro que vai precisar mostrar serviço em 2012 é Carl Edwards. O piloto da Roush-Fenway encerrou o último campeonato em alta, mas perder o título pelos critérios de desempate após ser o segundo colocado na prova final foi um baque e tanto. Mas com a pole-position em Daytona, ele parece estar recuperado.

Johnson, Stewart e Edwards formam o trio de favoritos absolutos ao título de maneira quase que inquestionável, mas eles não podem se dar ao luxo de achar que já está tudo ganho. A temporada 2012 da Nascar ainda conta uma série de outros competidores dispostos a fazerem de tudo em busca do primeiro anel de campeão.

Talvez a história mais impressionante de 2011 tenha sido Brad Keselowski. Até metade da temporada, o piloto parecia que ainda não tinha se adaptado à principal divisão do turismo americano. No entanto, bastou sofrer um grave acidente em um treino privado – e uma pontual mudança no chefe de mecânicos – para que o piloto começasse a vencer. No final, Kese também fez um excelente trabalho no Chase e terminou na quinta colocação na classificação final.

Apesar disso, há algumas nuvens negras rondando o piloto da Penske. Há um histórico recente na categoria de pilotos que sumiram totalmente depois de participar do Chase: Martin Truex Jr., Juan Pablo Montoya e até mesmo Brian Vickers. Cabe a Keselowski mostrar que em 2012 ele não vai fazer parte desse grupo, pois os resultados no ano anterior corresponderam à realidade.

Matt Kenseth, campeão de 2003 e conhecido pela regularidade extrema, é mais um com boas chances de título. O piloto esteve com boas chances de conquistar a taça da última temporada, mas alguns acidentes com Brian Vickers nas etapas finais definitivamente o deixaram fora da briga. Com o motor da Ford parecendo um pouco melhor nesse início do ano, o piloto já entra no campeonato como um dos favoritos.

Kevin Harvick e DeLana Harvick

Kevin Harvick vendeu a equipe, engravidou a esposa e já disse que o objetivo é se concentrar no título da Sprint Cup

Aliás, falando em regularidade, outro que precisa ser citado é Kevin Harvick. O piloto do carro número 29 passou os dois últimos anos brigando pela liderança da tabela de pontos na temporada regular. No Chase, embora o rendimento em 2010 tenha sido muito superior que o do ano passado, já são dois terceiros colocados consecutivos. Agora que o piloto vendeu a equipe que tinha nas categorias menores e está esperando o primeiro filho (a esposa que está grávida, para deixar claro), talvez seja a hora de conseguir o que faltou nos últimos anos para enfim se sagrar campeão.

O último dos favoritos é Kyle Busch, conhecido por ser o piloto mais arrojado da Nascar na atualidade. No final do ano passado, em uma etapa da Truck Series no Texas, Busch empurrou Ron Hornaday no muro sem maiores explicações.  A Nascar o proibiu de continuar correndo naquele final de semana e os patrocinadores resolveram segurar os investimentos, pedindo para que Joe Gibbs, o chefe da equipe na Cup, tivesse mais controle sobre o piloto.

Resultado: Busch não vai correr na Truck Series em 2012 e deve disputar cerca de 1/3 das etapas da Nationwide. Com o foco na Cup, essa é a chance do piloto finalmente acabar com a fama de amarelão nas horas decisivas.

Buschinho não é o único piloto que precisa se recuperar em 2012. O companheiro de equipe Denny Hamlin é um dos que precisa se livrar da desconfiança do ano passado. Depois de ser o principal adversário de Johnson na luta pelo título de 2010, Hamlin sumiu no último ano. O piloto só se classificou para o Chase pelos últimos critérios de elegibilidade e, mesmo assim, o desempenho na parte final da temporada foi sofrível. Agora, ele precisa mostrar que o campeonato passado foi uma exceção e que continua sendo um dos pilotos mais promissores da nova geração.

Joey Logano

Joey Logano começa 2012 incrivelmente pressionado

Para terminar o trio da Joe Gibbs, Joey Logano terá um ano decisivo. Quando surgiu ainda nos Late Models, aos 15 anos de idade, Logano era considerado o principal piloto das categorias de base. Mark Martin cansou de chamá-lo de “real deal”, mas foi Gibbs quem conseguiu contratá-lo para o programa de jovens pilotos. A partir daí, o piloto venceu tudo o que disputou nas categorias de acesso da Nascar até chegar à Nationwide, em 2008.

Na divisão de acesso da Nascar, o piloto venceu logo a segunda corrida que disputou, no Kentucky, e parecia que ia corresponder a toda essa expectativa. Que nada. Ainda que ele tenha conseguido alguns triunfos no campeonato de acesso e uma vitória na Cup – em uma corrida encurtada pela chuva em New Hampshire em 2009 –, Logano jamais correspondeu ao que esperavam dele.

Como está no último ano do contrato com Gibbs e o patrocinador – a The Home Depot – já está pressionando a equipe por um piloto mais experiente, Logano tem a última chance de mostrar algo. Caso não dê certo, as chances do piloto na Cup ficam bastante comprometidas. A história do garoto, na verdade, é o típico caso de quem queimou as etapas no desenvolvimento. Em praticamente três anos, ele saiu dos Late Models para correr na Cup, sendo apenas o substituto de Tony Stewart. Por mais incrível que tenha sido o desempenho em todas as categorias até então, ficou claro que ele não estava preparado.

O que impede Gibbs de dispensá-lo é o medo de ele ir para outra equipe e finalmente estourar. Já imaginou se ele assina, por exemplo, com a Penske e começa a justificar o porquê de falarem antigamente que poderia ser tão bom quanto Jimmie Johnson ou ainda melhor? Seria terrível para quem o revelou.

Marcos Ambrose

Marcos Ambrose começa a desbancar Juan Pablo Montoya na briga por quem tem mais chances de conseguir a primeira vitória em um oval

Mas não é só Logano que precisa se recuperar em 2012. A lista, na verdade, é bastante extensa. Tem Kurt Busch, que foi defenestrado da Penske após brigar com um repórter e agora vai correr pela Phoenix. Tem Jeff Burton, que fez um melancólico campeonato passado, mas andou muito durante o Chase. E tem Kasey Kahne, que nunca ganhou nada, mas agora vai contar com equipamento da Hendrick.

Ainda falando na equipe do Sr. H, há alguma expectativa com relação a Jeff Gordon em 2012. Não acho que seja esse o caso, parece que a época do piloto já passou. Mas com 85 vitórias na carreira, pode ser um erro dizer que ele não tem chances.

Para encerrar o guia, é hora de destacar outros três pilotos que tem tudo para surpreender em 2012. Primeiro, cito Marcos Ambrose e de A.J. Allmendinger. Depois de fazerem  uma difícil transição para a Nascar, parece que chegou a hora de eles mostrarem que são, sim, pilotos de ponta. O último é Clint Bowyer, que pela primeira vez na carreira será o líder de uma equipe, pois deixou o time de Richard Childress e assinou com Michael Waltrip.

Ah sim, antes de terminar, tem a McLaren na Nascar. Sim! A equipe da McLaren (a mesma da F1) estará presente no campeonato americano em 2012. Mas eles não vão inscrever pilotos. Os ingleses são os responsáveis pelo sistema de injeção eletrônica que foi implantado nos carros para a nova temporada, então em todas as etapas o trailer cromado da equipe inglesa estará presente. Curioso não?

P.S.2: eu queria ter espaço para falar da história da equipe do Burger King, mas esse post já está ficando longo demais. Bom, paciência. uns donos de franquias do restaurante compraram a Red e vão inscrever dois carros. É bem legal ver uma empresa assim passar a investir no esporte.

P.S.3: aqui está a lista de pilotos confirmados para a temporada.

P.S.4: o guia da Nascar Camping World Truck Series 2012 você encontra aqui e aqui está o Guia da Nascar Nationwide Series 2012

Os possíveis destinos de Kurt Busch e da Penske

dezembro 7, 2011
Kurt Busch

O futuro de Kurt Busch é desconhecido. Assim como o nome do seu substituto

O mercado de pilotos para a temporada 2012 da Nascar, que parecia razoavelmente resolvido, voltou a ganhar força com a demissão de Kurt Busch da Penske. Afinal, agora há um ex-campeão da categoria livre no mercado, e um carro competitivo – que chegou ao Chase em 2011 – e com patrocinador garantido sem a vaga preenchida.

Os principais rumores apontam que Kurt Busch está negociando com a equipe de Richard Petty, enquanto a Penske cogita a contratação de David Ragan, Brian Vickers ou David Reutimann, além da promoção de Sam Hornish Jr. Nesse cenário, Ragan é o favorito.

A realidade é que tanto Busch quanto Roger Penske não têm muitas opções disponíveis para 2012, visto que a brusca separação aconteceu com a temporada já encerrada. O World of Motorsport, assim, aponta algumas opções do mercado para ajudar essa decisão ser tomada.

Quando a Shell trocou a equipe de Richard Childress pela Penske no início de 2011, a empresa exigiu que o piloto escolhido fosse alguém que tivesse chances de ser campeão. Por isso Kurt Busch deixou o patrocínio da Miller Lite, passando-o para Brad Keselowski, ao invés de apenas mudar o investidor do outro carro.

Na própria Nascar não há muitos pilotos com chances de título, menos ainda estão disponíveis no mercado. Na realidade, além de Kurt Busch, só há um nome livre: Matt Kenseth.

Kenseth tem contrato com a Roush para 2012, mas o piloto perdeu o patrocínio da Crown Royal e, até o momento, a equipe não encontrou um novo investidor. Tirar o piloto da Roush-Fenway seria uma operação bastante cara para os cofres da Shell e da Penske, mas seria a única alternativa de ter alguém comprovadamente competitivo, ao invés de fazer uma aposta em algum jovem piloto.

Pesa contra, o fato de Kenseth ter feito a carreira toda na Roush. Uma elevada multa de rescisão também seria problema, já que não se sabe se a Shell/Penske terá que arcar com a demissão de Kurt Busch.

A outra opção envolveria uma troca com a equipe de Richard Petty. Em 2011, a RPM contou com Marcos Ambrose e AJ Allmendinger. O americano tinha o patrocínio da rede Best Buy, que ainda não acertou a renovação do contrato. Trocar AJ por Kurt Busch – um piloto com chances de vitória – pode ser o impulso necessário para manter o patrocinador. Allmendinger, por sua vez, assumiria o carro 22 da Penske, onde poderá demonstrar a evolução apresentada nos últimos anos em um equipamento melhor.

Apesar de serem soluções bastante interessantes para Kurt Busch e para a Penske, esses dois cenários não devem acontecer. O mais provável é que David Ragan seja o segundo piloto da Penske, enquanto o destino de Kurt Busch ainda é incerto, mas com a RPM aparecendo como uma boa opção. O que pode inviabilizar esse acerto seria um possível poder de veto de Jack Roush em relação a Kurt Busch na RPM.

Roush vende carros e motores para a RPM e é um antigo desafeto de Busch. O piloto competiu para o americano até 2005, mas deixou a equipe brigado mesmo tendo conquistado um título.

P.S.: Se a Penske não tem um substituto dentro da própria equipe acontece por um erro de planejamento nos últimos anos. O time de Roger Penske recebeu uma série de elogios nas últimas temporadas por ter assinado com pilotos promissores como Keselowski, Justin Allgaier, Parker Kligerman e Dakoda Armstrong, que estão em diferentes níveis de desenvolvimento.

Salvo Keselowski, que deu certo, os demais foram esquecidos. Allgaier foi chutado sem patrocinador ao final de 2010, enquanto a equipe manteve um carro na Nationwide para Kese, que sequer marcava pontos na categoria. Kligerman foi queimado na Nationwide logo de cara ao participar de corridas pelas pífias equipes de Brian Keselowski e do Team 42, sendo obrigado a cair para a Truck Series neste ano.

Armstrong, por fim, disputou a ARCA em 2010, então é considerado muito cru ainda. De qualquer forma, ele mal correu neste ano, tendo feito apenas algumas provas pela Thorsport, na Truck Series. Enquanto isso, Sam Hornish foi outro que não teve a preparação certa, embora tenha mostrado evolução em 2011 ao vencer em Phoenix.

Se a escolha é entre os pouco animadores Ragan, Vickers e Reutimann, a Penske fez por merecer.

P.S.2: Uma possibilidade que ganhou força na noite desta quarta-feira é uma troca com a Furniture Row. Regan Smith iria para a Penske, enquanto Kurt Busch assumiria o lugar vago. Todos saíriam ganhando nessa. Smith teria uma equipe competitiva onde poderia brigar por resultados melhores, enquanto a Furniture Row poderia se desenvolver tendo um ex-campeão

Carl Edwards contra o Chase

outubro 18, 2011
Carl Edwards

Carl Edwards está deixando os chefões da Nascar de cabeça para baixo

A direção da Nascar começa a se preocupar com a possibilidade de Carl Edwards conquistar o título da temporada 2011. Não que a categoria torça pelo hexacampeonato de Jimmie Johnson, pelo contrário, quanto mais rostos novos, melhor, mas o problema é que o piloto da Roush-Fenway venceu apenas uma vez em 2011.

O triunfo de Edwards ocorreu logo na terceira etapa do campeonato, em Las Vegas, disputada no distante mês de março. A partir daí, o piloto se destacou pela regularidade, liderou boa parte do campeonato durante as primeiras 26 provas, mas perdeu a ponta da tabela com resultados fora do top-35 em Pocono, Daytona e Michigan.

No Chase não está sendo diferente, Edwards é o único participante que terminou no TOP 10 nas cinco corridas disputadas até aqui. Dessa forma, assumiu a liderança do campeonato com uma vantagem de cinco pontos para Kevin Harvick. Caso consiga manter o retrospecto, o piloto do carro número 99 pode ser campeão apenas com o triunfo de Vegas.

O problema para a Nascar é que o Chase foi criado em 2004 justamente para diminuir as chances de um piloto ser campeão sem vencer. No anterior à implantação dos playoffs, Matt Kenseth conquistou o título por antecipação tendo vencido apenas uma vez no ano, mas os constantes TOP 5 aliados aos raros abandonos garantiram a taça no final da temporada.

O Chase não foi a única medida de uma Nascar cada vez mais preocupada com a briga pela vitória. Nos últimos anos, a categoria modificou a pontuação dando cada vez mais pontos para o piloto que ganhe a corrida. Além disso, as próprias regras da fase final mudaram para beneficiar as vitórias. Por exemplo, a pontuação após a corrida de Richmond antes era definida respeitando as posições finais da temporada regular, agora é de acordo com o número de vitórias nessas primeiras provas.

Para entrar no Chase, o regulamento também passou a premiar os vencedores. Além dos dez primeiros do campeonato, os dois pilotos que tiverem mais triunfos e ocupem entre a 11ª e a 20ª colocação na tabela de pontos entram na fase final.

Apesar de todas essas mudanças, Edwards está cinco corridas distante de garantir o título com apenas um único triunfo.

O que pode ajudar a Nascar nesse momento é justamente o bom desempenho do piloto nas corridas que faltam. Das cinco provas restantes, Edwards tem grandes chances no Texas, já que os motores da Ford estão rendendo bem em pistas de 1,5 milha. Em 2010, o piloto venceu tanto em Phoenix quanto em Homestead-Miami, portanto, também é possível repetir o triunfo esse ano nesses locais.

A próxima etapa, no entanto, é em Talladega, onde o piloto não costuma ir bem. Por outro lado, entre os Chasers, Brad Keselowski e Kevin Harvick são os favoritos. Vale lembrar, também, que Jimmie Johnson é o atual vencedor da corrida no super-oval do Alabama. Além deles, destaco Matt Kenseth. A corrida de Talladega vai ser interessante para ver como as equipes vão privilegiar os pilotos que brigam pelo campeonato no sistema draft-lock. Já que ter uma parceria competitiva é um requisito obrigatório para a vitória.

Chase 2011 – as chances

setembro 12, 2011
Jimmie Johnson

Terá Jimmie Johnson espaço para uma sexta taça?

No último sábado, dia 10, os classificados para o Chase da Nascar Sprint Cup foram conhecidos. O World of Motorsport faz agora a análise da chance de cada um deles para a conquista do título nessas dez provas finais do campeonato.

Favoritos: Jimmie Johnson, Kyle Busch e Jeff Gordon.

Não dá para falar da história do Chase sem citar Jimmie Johnson. O atual pentacampeão já venceu 19 vezes em etapas dos playoffs, desde 2004, sempre esteve na briga pelo título e passeou em três das cinco conquistas. Nem mesmo os pontos negativos parecem influenciar Johnson este ano. É verdade que ele só venceu uma vez na temporada regular – em Talladega –, mas isso não o impediu de chegar a Richmond com uma vantagem de quase 30 pontos na liderança do campeonato. No fim, foi ultrapassado por Kyle Busch e entra em desvantagem pelo número de pontos dos bônus por vitória, mas nada que tire o favoritismo.

Pela segunda vez na carreira Kyle Busch terminou na frente na temporada regular. Na outra, em 2008, liderou toda a primeira fase da competição, venceu oito vezes, mas foi uma completa decepção na fase final ao terminar o ano apenas em décimo. Agora, o mais jovem dos irmãos Busch está mais consistente. Ao longo da temporada regular, terminou 11 etapas entre os três primeiros e brigou pela vitória em boa parte das corridas. Se não amarelar novamente, é um potencial adversário de Jimmie Johnson.

Jeff Gordon terminou a temporada regular falando que está na melhor forma da carreira. Besteira, o tetracampeão está bem longe do desempenho dominante dos quatro títulos conquistados. Ainda assim, o piloto do carro número 24 venceu três vezes no ano e nas últimas dez etapas terminou todas dentro do TOP 10 ou próximo a ele, isto é, mostrou que tem um equipamento forte para qualquer tipo de pista. No caso da Hendrick voltar a ser superior, Gordon pode ser o único a conseguir parar o companheiro de equipe.

Kevin Harvick

Kevin Harvick, que fechou a KHI, é o único representante da equipe de Richard Childress no Chase

Boas chances: Matt Kenseth, Kevin Harvick, Carl Edwards

A temporada de Kevin Harvick começou avassaladora com vitórias em Auto Club e em Martinsville. Depois, principalmente nas pistas de 1,5 milha, foi perdendo rendimento e passou da etapa do Kentucky à corrida em Bristol conquistando apenas um TOP 10, em Watkins Glen, sendo que nas duas últimas corridas da sequência, foi somente o 22º. Apesar desse cenário desanimador, a situação mudou nas duas provas antes do Chase. Harvick foi sétimo em Atlanta depois de brigar pela ponta no início da corrida e venceu em Richmond ao liderar 201 das 400 voltas.

Há uma explicação muito boa para isso. Com o piloto já garantido no Chase por conta das três vitórias conquistadas de forma prematura, a equipe de Richard Childress pode ter focado os esforços em tentar classificar os demais carros. Como não deu, a atenção voltou a Harvick. E esse é justamente o maior trunfo do piloto do carro 29. Não tendo nenhum companheiro na fase final, quer dizer que o que a RCR tem de top estará a seu dispor.

Matt Kenseth começou 2011 de uma forma bastante incomum: vencendo duas corridas. Mais conhecido pela regularidade do que por terminar no Victory Lane, o piloto da Roush se manteve entre os ponteiros ao longo da temporada regular ao acumular 14 TOP 10. É justamente apostando nessa regularidade somada a vitórias que ele espera acabar com o jejum de títulos que dura desde 2003, justamente o último ano antes da criação do Chase.

Carl Edwards começou o ano como o verdadeiro favorito, embalado pelos triunfos nas duas últimas corridas de 2010. Apesar disso, o piloto só venceu uma única vez e viu a liderança consolidada após as primeiras etapas ser rapidamente cortada durante as 26 corridas. Para conquistar o título, o piloto aposta em bom desempenho em todos os tipos de pista, além de repetir as vitórias de Phoenix e de Homestead-Miami, no último ano. Antigamente, Talladega seria o maior problema para Edwards, que chegou a perder o campeonato de 2009 na tal etapa. Desde então, o piloto tem se destacado em corridas nos super-ovais, embora tenha um desempenho melhor em Daytona.

Brad Keselowski

Caso não conquiste o título, Brad Keselowski poderá fazer o duelo das cervejas com Kevin Harvick, patrocinado pela Budweiser

Chances razoáveis: Brad Keselowski, Denny Hamlin, Kurt Busch

Brad Keselowski foi a grande surpresa positiva entre os 12 classificados para o Chase em 2012. Desde o grave acidente em Road Atlanta, o piloto foi o destaque da categoria ao vencer duas vezes (já tinha triunfado no Kansas) conseguir outros dois TOP 5 e um TOP 10. O piloto da Penske, no entanto, por ter terminado em 11º, não conseguiu transformar as três vitórias em bônus, por isso sai em desvantagem. Deve ter bom rendimento nas pistas de 1,5 milha e em Dover, enquanto Talladega e Phoenix devem ser os pontos fracos.

Denny Hamlin foi a decepção de 2011. Depois de brigar pelo título de 2010 e liderar até a antepenúltima prova, o piloto só garantiu a classificação para o Chase na etapa de Richmond. Apesar disso, tem conseguido alguns bons resultados e pode repetir o desempenho positivo nessas dez últimas corridas. Com Kyle Busch em boa fase para dividir as atenções da Gibbs, as chances de Hamlin são bem remotas.

Kurt Busch chega ao Chase falando que pela primeira vez nos últimos anos Jimmie Johnson tem um rival. A realidade, porém, é bastante diferente, e o piloto da Penske não chega como favorito. Assim como Keselowski, Busch tem nas pistas de 1,5 milha a melhor chance durante o Chase, só que esses também são os traçados onde Johnson tem bons resultados. Nas pistas em que Kurt não vai bem, o pentacampeão mantém a já reconhecida regularidade, e nesse cenário Kurt Busch já sai em desvantagem. Outra coisa, para ele vale o que foi dito sobre Hamlin. A Penske, pela primeira vez nos últimos seis anos, vai ter que dividir atenção entre dois pilotos.

Sem chances: Ryan Newman, Tony Stewart, Dale Earnhardt Jr

Entre esses três, Tony Stewart é quem pode incorporar o azarão na fase final. O problema é que ele não venceu em 2011 e dificilmente vai mudar da água para o vinho nessas últimas dez corridas. Caso esse milagre aconteça, é um candidato ao título, do contrário, quando muito vai brigar para chegar no TOP 5. Ryan Newman é inconsistente e Dale Jr não vence faz alguns muitos anos.


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