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Augusta Motor Speedway

abril 11, 2013
Denny Hamlin fazendo um bico de caddie em Augusta

Denny Hamlin fazendo um bico de caddie em Augusta

Adam Scott entrou para a história do esporte, neste fim de semana, como primeiro australiano a conquistar o Masters de Augusta, umas das principais competições do golfe do mundo. Por que estou dizendo se este é um blog sobre automobilismo? Por nada, é que nos últimos anos, o Masters não esteve tão distante da Nascar.

Em 2012, por exemplo, o campeão havia sido Bubba Watson. Na época, escrevi aqui que ele quase participou de uma corrida da Nascar, mas acabou impedido pela direção do certame. Você pode clicar aqui para relembrar como foi.

Entretanto, alguns participantes da competição de golfe, digamos assim, já tiveram melhor sorte dentro das pistas. Ainda no ano passado, Denny Hamlin esteve na competição de Augusta. Na semana que antecede o Masters, alguns atletas disputam um torneio informal, onde levam a família e até permitem que as crianças deem algumas tacadas.

Hamlin tomou parte dos primeiros dias do torneio, mas logo acabou eliminado. Só que ele continuou no evento como caddie de Watson. Os dois, na verdade, já eram velhos amigos, e o golfista aproveitou a oportunidade para dar algumas dicas ao piloto da Nascar. A experiência acabou dando sorte a Watson, que venceu o Masters alguns dias depois.

Kevin Harvick é um ávido golfista. Ou quase

Kevin Harvick é um ávido golfista. Ou quase

Outro piloto que já esteve em Augusta é Kevin Harvick. Ao contrário de Hamlin, o competidor da RCR não é lá muito habilidoso com os tacos, mas mesmo assim foi chamado para disputar um evento de caridade no famoso campo de golfe. Além dele, personalidades como o ator Kevin Costner e o jogador de futebol americano Drew Brees também estiveram no torneio.

Aliás, Harvick gostou tanto da experiência que ele resolveu montar um campeonato de caridade, onde convida outros pilotos para participarem. Há alguns anos, ele até fez uma campanha para que um golfista que conhecera arrumasse um patrocinador.

Mas talvez ninguém tenha uma história tão bizarra quanto a de Scott Speed. O ex-piloto da F1 jamais jogou em Augusta, mas é um fã fervoroso do esporte. Prova disso é que o spotter dele na Sprint Cup, Josh Williams, na verdade é um golfista.

No ano passado, Speed aproveitou a agenda mais espaçada da Sprint Cup, quando não disputava todas as etapas, para participar de um torneio de golfe na Carolina do Norte. Quando ele chegou ao local para encontrar com os demais jogadores da equipe dele, viu que todo mundo estava chapadão. E isso justamente com Speed que é, veja você, um dos pilotos mais certinhos do grid em termos de beber, fumar e coisas assim.

O ex-piloto da Red Bull saiu puto do local da competição e precisou procurar pelas redondezas um time para poder disputar o torneio.

Nascar Chase 2012 – as chances

setembro 10, 2012

O Chase de 2011 foi sensacional, mas será que alguem vai conseguir repetir o desempenho de Tony Stewart neste ano?

No último sábado, dia 8, os classificados para o Chase da Nascar Sprint Cup foram conhecidos. O World of Motorsport faz agora a análise da chance de cada um deles para a conquista do título nessas dez provas finais do campeonato. A lista a seguir está na ordem do favorito na opinião deste blog até o azarão.

1)      Jimmie Johnson – Com cinco títulos nos últimos seis anos, é bastante difícil não começar qualquer lista de favoritismo com Jimmie Johnson. No entanto, desde 2011, o piloto da Hendrick tem se envolvido em acidentes bobos e aquela consistência do pentacampeonato já parece ser coisa do passado. O americano, porém, tem a vantagem de ser um especialista nas pistas do Chase e é favorito à vitória em praticamente todas as dez etapas restantes, tendo apenas Talladega como ponto fraco. Outro bom motivo para apostar em Johnson é que ele é o típico piloto que cresce no Chase e não sente a pressão da disputa do título

2)      Tony Stewart – Depois do título do ano passado, quem é louco de colocar Stewart fora da briga? A diferença é que o carro número 14 não foi dominante ao logo da temporada regular e só conseguiu se classificar com a décima e última vaga. O ponto fraco do piloto são as etapas em circuitos curtos – como Dover, New Hampshire e Martinsville – embora ele já tenha vencido nas duas últimas em playoffs recentes. Além disso, Talladega também não costuma ser uma pista gentil com o tricampeão. Embora com tantos pontos contras, o atual campeão não vai precisar de um milagre como o do ano passado para levantar a nova taça. Assim como Johnson, é um piloto que cresce na decisão e não se intimida com a fase final.

3)      Denny Hamlin – O piloto da Joe Gibbs chega ao Chase em uma excelente fase com duas vitórias nas últimas três corridas. Depois do vice-campeonato de 2010, Hamlin aprendeu que o campeonato só termina na última volta em Homestead-Miami, uma lição dura, mas parece que o piloto da Toyota aprendeu. O carro número 11 praticamente não tem pontos fracos durante o Chase, talvez apenas Talladega e a própria decisão em Homestead sejam suas pistas menos favoráveis. Por outro lado, é favorito à vitória em Martinsville. Outro aspecto importante é que Hamlin não vai ter a concorrência de outros pilotos da Gibbs no Chase, então terá o melhor equipamento da equipe desde a primeira etapa. A grande dúvida é se o americano vai conseguir ter tranquilidade para não deixar o título escapar como aconteceu duas temporadas atrás.

Um desses pilotos será o campeão da Nascar em 2012

4)      Brad Keselowski – No ano passado, o piloto da Penske não conseguiu ter um bom desempenho, pois, mesmo com três vitórias na temporada regular, chegou ao Chase sem os pontos de bônus, já que conseguiu apenas uma das vagas do Wild Card. Dessa vez, Kese leva nove pontos a mais à fase final, o que pode ser fundamental na hora do título. É favorito à vitória em Talladega e no Kansas, além de ter bom desempenho em praticamente todos os ovais da fase final. Eu diria que Martinsville e talvez New Hampshire possam ser as maiores dificuldades. O grande problema de Keselowski é precisar ser consistente nos resultados. Para ser campeão, é preciso vencer quando é favorito e terminar no top-5 nas demais provas.

5)      Greg Biffle – O piloto da Roush liderou boa parte da temporada regular da Nascar, mas não é novidade que os carros da Ford tiveram um melhor desempenho apenas no início da temporada, quando há mais ovais de 1,5 milha. Curiosamente, no Chase esse tipo de pista corresponde a 50% do calendário, então o piloto tem bons motivos para ficar otimista. Biffle, aliás, foi vice-campeão em 2005 e não deve sentir a pressão dos playoffs. É favorito à vitória no Kansas e em Homestead, mas deve ter problemas em Martinsville.

6)      Matt Kenseth – O bom desempenho da Ford em circuitos de 1,5 milha também vale para Matt Kenseth. O piloto é conhecido pela consistência nos bons resultados e figura carimbada no Chase. O ponto forte do carro número 17 deve ser a etapa do Texas, enquanto Martinsville pode ser o maior problema. Outra coisa que eu apontaria é o fato de Kenseth deixar a Roush no final de 2012. Então, pode ser que na hora de priorizar algum carro o de Biffle seja o escolhido.

Será que ter assinado com a Gibbs pode prejudicar Matt Kenseth no Chase?

7)      Jeff Gordon – Jeff Gordon não fez uma boa temporada, mas pilotou como nunca em Richmond, quando garantiu a segunda vaga do Wild Card. Na minha opinião, para atingir o pentacampeonato, o piloto do carro número 24 vai precisar de um desempenho parecido com o de Tony Stewart na temporada passada. Somente assim para superar os favoritos. Outra coisa, acho que ter quatro carros no Chase pode fazer a Hendrick se perder. É difícil dar atenção a todos, então em algum momento eles vão precisar escolher alguém (leia-se Jimmie Johnon). Com quatro títulos na carreira, o americano certamente não sente a pressão pelo final de temporada e é justamente por isso que o seu desempenho pode crescer a partir de agora.

8)      Kevin Harvick – Se levássemos em conta o desempenho de Harvick até a etapa de Michigan, eu diria que piloto da RCR não deveria estar no Chase. Porém, desde Bristol tudo mudou. A equipe trocou o crew-chief do carro número 29, trazendo Gil Martin a bordo. A parceria Harvick-Martin terminou as duas últimas temporadas na terceira colocação e brigando pelo título, então eles têm, sim, boas chances de repetir o desempenho. A vantagem do piloto é que agora não tem outros pilotos da equipe classificados para a fase final, ou seja, equipamento de ponta até o final do ano.

9)      Dale Earnhardt Jr. – Dale Jr. foi um dos pilotos mais constantes da temporada, mas o principal problema a partir de agora será repetir esse desempenho. Não é que falte habilidade ao piloto, mas só dentro da Hendrick Jimmie Johnson e Jeff Gordon têm preferência. Obviamente, é o favorito à vitória em Talladega e pode ter um bom desempenho nos ovais maiores. Martinsville e Dover são os pontos fracos.

Será essa a hora e a vez de Dale Jr?

10)   Kasey Kahne – Mesmo fora do Chase e correndo pela péssima Red Bull, Kahne foi um dos pilotos que mais pontuou nas últimas dez etapas de 2011. Agora terá equipamento Hendrick e todas as chances de melhorar o resultado. É favorito em Charlotte e em Phoenix, mas precisa abrir o olho nos ovais menores. Além disso, o americano também sofre com o fato de os quatro carros da equipe estarem classificados para os playoffs e, portanto, terá o pior equipamento de todos.

11)   Clint Bowyer – Bowyer é um piloto melhor que o seu equipamento sugere. Mesmo assim, conquistou duas vitórias na temporada regular e entrou no Chase com a oitava posição. A partir de agora não deve sair disso. Tem boas chances de vitória em New Hampshire e em Phoenix, além de ser favorito em Talladega, mas não o vejo com a regularidade necessária para ser campeão. Além disso, a inexperiência da equipe de Michael Waltrip com o Chase pode pesar.

12)   Martin Truex Jr. – A última vez que Truex venceu uma corrida Obama ainda não era presidente dos Estados Unidos. Acho que essa estatística mostra o quão difícil será a tarefa do piloto na fase final. Para ele, participar do Chase já é algo a ser muito comemorado.

A temporada mais emocionante de todos os tempos

junho 14, 2012

Kevin Harvick foi um dos poucos pilotos da Sprint Cup a vencer na Truck Series em 2012

Certamente você já ouviu essa estatística em algum lugar: nunca um início de temporada foi tão emocionante, já que sete pilotos diferentes venceram em sete etapas até agora. No entanto, você se engana caso pense que falo da F1. O recorde acima é da Nascar Truck Series, que não tem a mesma badalação dos carrinhos de Bernie Ecclestone, mas também está bastante animada.

Em sete corridas na divisão das caminhonetes da Nascar, em 2012, sete pilotos distintos terminaram na primeira colocação. Tudo começou com o até então desconhecido John King, em Daytona. Depois, Kevin Harvick, Kasey Kahne, James Buescher, Justin Lofton, Todd Bodine e Johnny Sauter também puderam comemorar no Victory Lane.

Aliás, King, Lofton e Buescher tiveram bons motivos para comemorar em dobro, já que eles também venceram pela primeira vez na carreira na categoria. E olha que tudo isso aconteceu sem pneu Pirelli se desfazendo, ou componentes curiosos como Kers, asa traseira móvel ou degrau no bico.

O segredo do aumento da competitividade da Truck Series começa justamente com a saída dos pilotos da Sprint Cup da categoria. Ano passado, além de Harvick e Kahne, Michael Waltrip, Kyle Busch, Clint Bowyer e Denny Hamlin também triunfaram. Fora a vitória de Mike Wallace, em Talladega, embora o veterano não participe da divisão principal há algum tempo.

Em outras palavras, das 25 etapas de 2011, 14 (15 com Wallace) tiveram um piloto da Cup como ganhador. Entre os recordistas, sem nenhuma surpresa, estavam Kyle Busch, com seis conquistas, e Kevin Harvick, com quatro.

Justin Lofton aproveitou a competitividade da Truck Series para vencer pela primeira vez no campeonato

Mas o destino quis que os dois pilotos deixassem a Truck Series. Ainda por conta da confusão na etapa do Texas, quando empurrou Ron Hornaday para o muro, Kyle Busch acertou com Joe Gibbs para diminuir o número de participações nos campeonatos de acesso, disputando apenas a Nationwide em algumas etapas. Harvick, por sua vez, decidiu vender a própria equipe para se dedicar à Sprint Cup e ao filho(a) que está para nascer.

Outro fator que aumentou a competitividade é a renovação natural do grid. Por exemplo, o atual campeão, Austin Dillon, deixou o certame para correr na Nationwide. Em 2011, o americano havia triunfado em duas oportunidades. Ron Hornaday, por sua vez, não conseguiu fechar um bom contrato após o fim da KHI e está penando na fraca equipe do milionário Joe Denette. O veterano havia vencido quatro vezes no último ano, mas só liderou cinco voltas até agora em 2012.

No final, acho que os torcedores agradecem essa soma de fatores. Ao contrário do que acontece na F1, onde alguns pilotos já reclamaram do excesso de imprevisibilidade, a competitividade da Truck Series parece estar agradando a todos. E olha que vários outros atletas estão dispostos a estender ainda mais a sequência de ganhadores distintos.

Nesse momento, chega até ser surpreendente pensar que gente como Ty Dillon, Nelsinho Piquet, Parker Kligerman e Joey Coulter ainda não ganhou na Truck Series. Além deles, Hornaday, Timothy Peters e Matt Crafton também querem repetir as idas ao Victory Lane.

Dito isso, não é bizarro pensar que o recorde pode aumentar para oito vencedores diferentes em oito provas, nove em nove, ou até mesmo dez em dez. Mas para terminar a temporada com 22 ganhadores distintos nas 22 corridas, já acho mais difícil. Para isso, John Wes Townley e Paulie Harraka precisam parar de encontrar o muro e acertar uma tática que lhes deixem perto da bandeira quadriculada.

Nascar em Phoenix: é a hora Hamlin, Harvick e Kyle Busch?

março 4, 2012
Kyle Busch e Kevin Harvick Nascar Phoenix

O emocionante duelo entre os eternos rivais Kyle Busch e Kevin Harvick, ainda na metade da corrida, foi o ponto alto da etapa da Nascar em Phoenix

A segunda etapa da temporada 2012 da Nascar, em Phoenix, foi muito fácil de ser comentada. Como, tirando Tony Stewart e Jimmie Johnson, nenhum piloto entre os favoritos teve problemas durante a corrida ou cometeu erros, o resultado final foi equivalente a o que cada um produziu ao longo do final de semana.

Sendo assim, a grande história desse etapa é saber até quando esses pilotos da Sprint Cup – Denny Hamlin, Kevin Harvick, Brad Keselowski, Kyle Busch e Greg Biffle – vão continuar brigando pela primeira colocação na tabela de pontos sem a presença dos tradicionais favoritos de sempre (Johnson, Stewart, Jeff Gordon e Carl Edwards).

Afinal, neste domingo, dia 5, Hamlin ficou com a vitória depois de duelar com Harvick. Kese e Biffle também estiveram na briga pela primeira colocação e Kyle Busch foi protagonista da batalha mais emocionante do final de semana – contra Harvick – ainda na metade da prova.

Vale lembrar que em Daytona, esses mesmos pilotos também estiveram nas primeiras colocações. Biffle foi terceiro, Hamlin, quarto e Harvick, sétimo. Busch e Keselowski ficaram pelo meio do caminho, mas ambos provaram ao longo da Speedweek que são fortes candidatos à vitória nos super-ovais.

Denny Hamlin

Após uma péssima temporada em 2011, Denny Hamlin já conquistou dois TOP 5, incluindo a vitória em Phoenix. Será que ele está de volta?

Assim, após duas etapas da Nascar em 2012, cinco pilotos que jamais foram campeões se destacaram, mas o real embate vai acontecer quando os atletas já consagrados entrarem – se conseguirem – na briga pela primeira colocação.

Quem deu o primeiro passo para mudar isso foi Jimmie Johnson, que terminou em quarto no Arizona. No entanto, mesmo com o piloto da Hendrick tendo precisado fazer duas paradas extras nos boxes por causa de um problema no pneu traseiro do lado direito, o pentacampeão não conseguiu voltar à luta pela primeira colocação, tendo perdido muito tempo no duelo com Keselowksi e Busch pela então quinta posição.

Mas vale lembrar que Jonhson tinha começado a prova com pontuação negativa por conta da punição sofrida em Daytona, então ele vai precisar de finais de semana cada vez mais parecidos com este – ou até mesmo melhores – para tentar se recuperar. No momento, ocupa apenas a 37ª posição na tabela de pontos.

Para encerrar, quem não está nessa briga inicial pelo campeonato, mas que merece destaque após duas corridas é Joey Logano.  Pressionado para obter bons resultados e finalmente corresponder às expectativas, o garoto conquistou dois TOP 10 nas primeiras duas corridas e já ocupa a oitava colocação na tabela de pontos. Ainda é cedo para falar qualquer coisa, e os resultados não foram brilhantes, mas é esse tipo de consistência que ele precisa ter em 2012 – e no restante da carreira – se quiser permanecer na Nascar por mais tempo.

Depois da chuva e do fogo em Daytona e de uma prova em oval curto no Arizona, a Nascar vai a Las Vegas para a primeira corrida em um oval de 1,5 milha em 2012. Como essas pistas são maioria no calendário da categoria, quem começar forte pode conseguir uma vantagem importante até mesmo para pensar em Chase mais para frente.

A tendência é que Johnson e Edwards ganhem espaço no campeonato, pois são favoritos. No entanto, os pilotos de Joe Gibbs costumam andar bem nesse tipo de pista e podem igualar as coisas. Só que vale lembrar que em 2011, o motor Ford foi dominante nos ovais intermediários, então um resultado similar ao de Daytona, com os carros de Jack Roush sempre na frente, é bastante possível.

Guia da Nascar Sprint Cup Series 2012

fevereiro 24, 2012
Tony Stewart

Tony Stewart teve dois meses para comemorar o título. Agora o piloto retorna à Nascar como favorito, mas terá muito trabalho pela frente

Para encerrar a série especial aqui no World of Motorsport, chegou a hora do terceiro e último guia da temporada 2012 da Nascar. Agora é hora de conhecer quem é quem na principal divisão do certame americano: a Nascar Sprint Cup Series.

Se a pré-temporada da Nascar para a temporada 2011 foi bastante agitada, o mesmo não aconteceu neste novo campeonato. Salvo a negociação desencadeada pela demissão de Kurt Busch da Penske, os últimos meses foram marcados por certo marasmo nas notícias sobre a categoria.

Bom, se não houve novidades quanto às regras nesse tempo, a Nascar abre o campeonato de 2012 de um jeito diferente, afinal, Jimmie Johnson não é mais o atual campeão da categoria. Depois de levantar cinco taças seguidas, o piloto perdeu a última disputa e viu Tony Stewart se consagrar pela terceira vez na carreira.

Mesmo assim, Jimmie Johnson segue mais do que favorito para 2012, principalmente pelo que ele demonstrou ao longo de cinco anos invicto. Na realidade, não é muito prudente descartar o piloto. Se não fossem alguns acidentes ao longo do Chase, JJ estaria em condições de lutar pelo título, já que havia sido o piloto dominante em provas como Kansas e Dover. Agora, a nova temporada, tudo foi zerado, e o americano terá uma nova chance de ir em busca da sexta taça.

Jimmie Johnson

Jimmie Johnson venceu cinco títulos seguidos, mas agora o piloto começa 2012 precisando juntar os cacos de uma derrota

Evidentemente, Tony Stewart é, sim, o principal adversário na luta pelo título. Desde o início do Chase de 2011, o desempenho do piloto é incrível. Venceu 50% das etapas durante a fase final, perdeu o Budweiser Shootout já na linha de chegada e conquistou um dos Gatorade Duels. Será que Stewart descobriu o segredo da volta por cima?

Falando em recuperação, outro que vai precisar mostrar serviço em 2012 é Carl Edwards. O piloto da Roush-Fenway encerrou o último campeonato em alta, mas perder o título pelos critérios de desempate após ser o segundo colocado na prova final foi um baque e tanto. Mas com a pole-position em Daytona, ele parece estar recuperado.

Johnson, Stewart e Edwards formam o trio de favoritos absolutos ao título de maneira quase que inquestionável, mas eles não podem se dar ao luxo de achar que já está tudo ganho. A temporada 2012 da Nascar ainda conta uma série de outros competidores dispostos a fazerem de tudo em busca do primeiro anel de campeão.

Talvez a história mais impressionante de 2011 tenha sido Brad Keselowski. Até metade da temporada, o piloto parecia que ainda não tinha se adaptado à principal divisão do turismo americano. No entanto, bastou sofrer um grave acidente em um treino privado – e uma pontual mudança no chefe de mecânicos – para que o piloto começasse a vencer. No final, Kese também fez um excelente trabalho no Chase e terminou na quinta colocação na classificação final.

Apesar disso, há algumas nuvens negras rondando o piloto da Penske. Há um histórico recente na categoria de pilotos que sumiram totalmente depois de participar do Chase: Martin Truex Jr., Juan Pablo Montoya e até mesmo Brian Vickers. Cabe a Keselowski mostrar que em 2012 ele não vai fazer parte desse grupo, pois os resultados no ano anterior corresponderam à realidade.

Matt Kenseth, campeão de 2003 e conhecido pela regularidade extrema, é mais um com boas chances de título. O piloto esteve com boas chances de conquistar a taça da última temporada, mas alguns acidentes com Brian Vickers nas etapas finais definitivamente o deixaram fora da briga. Com o motor da Ford parecendo um pouco melhor nesse início do ano, o piloto já entra no campeonato como um dos favoritos.

Kevin Harvick e DeLana Harvick

Kevin Harvick vendeu a equipe, engravidou a esposa e já disse que o objetivo é se concentrar no título da Sprint Cup

Aliás, falando em regularidade, outro que precisa ser citado é Kevin Harvick. O piloto do carro número 29 passou os dois últimos anos brigando pela liderança da tabela de pontos na temporada regular. No Chase, embora o rendimento em 2010 tenha sido muito superior que o do ano passado, já são dois terceiros colocados consecutivos. Agora que o piloto vendeu a equipe que tinha nas categorias menores e está esperando o primeiro filho (a esposa que está grávida, para deixar claro), talvez seja a hora de conseguir o que faltou nos últimos anos para enfim se sagrar campeão.

O último dos favoritos é Kyle Busch, conhecido por ser o piloto mais arrojado da Nascar na atualidade. No final do ano passado, em uma etapa da Truck Series no Texas, Busch empurrou Ron Hornaday no muro sem maiores explicações.  A Nascar o proibiu de continuar correndo naquele final de semana e os patrocinadores resolveram segurar os investimentos, pedindo para que Joe Gibbs, o chefe da equipe na Cup, tivesse mais controle sobre o piloto.

Resultado: Busch não vai correr na Truck Series em 2012 e deve disputar cerca de 1/3 das etapas da Nationwide. Com o foco na Cup, essa é a chance do piloto finalmente acabar com a fama de amarelão nas horas decisivas.

Buschinho não é o único piloto que precisa se recuperar em 2012. O companheiro de equipe Denny Hamlin é um dos que precisa se livrar da desconfiança do ano passado. Depois de ser o principal adversário de Johnson na luta pelo título de 2010, Hamlin sumiu no último ano. O piloto só se classificou para o Chase pelos últimos critérios de elegibilidade e, mesmo assim, o desempenho na parte final da temporada foi sofrível. Agora, ele precisa mostrar que o campeonato passado foi uma exceção e que continua sendo um dos pilotos mais promissores da nova geração.

Joey Logano

Joey Logano começa 2012 incrivelmente pressionado

Para terminar o trio da Joe Gibbs, Joey Logano terá um ano decisivo. Quando surgiu ainda nos Late Models, aos 15 anos de idade, Logano era considerado o principal piloto das categorias de base. Mark Martin cansou de chamá-lo de “real deal”, mas foi Gibbs quem conseguiu contratá-lo para o programa de jovens pilotos. A partir daí, o piloto venceu tudo o que disputou nas categorias de acesso da Nascar até chegar à Nationwide, em 2008.

Na divisão de acesso da Nascar, o piloto venceu logo a segunda corrida que disputou, no Kentucky, e parecia que ia corresponder a toda essa expectativa. Que nada. Ainda que ele tenha conseguido alguns triunfos no campeonato de acesso e uma vitória na Cup – em uma corrida encurtada pela chuva em New Hampshire em 2009 –, Logano jamais correspondeu ao que esperavam dele.

Como está no último ano do contrato com Gibbs e o patrocinador – a The Home Depot – já está pressionando a equipe por um piloto mais experiente, Logano tem a última chance de mostrar algo. Caso não dê certo, as chances do piloto na Cup ficam bastante comprometidas. A história do garoto, na verdade, é o típico caso de quem queimou as etapas no desenvolvimento. Em praticamente três anos, ele saiu dos Late Models para correr na Cup, sendo apenas o substituto de Tony Stewart. Por mais incrível que tenha sido o desempenho em todas as categorias até então, ficou claro que ele não estava preparado.

O que impede Gibbs de dispensá-lo é o medo de ele ir para outra equipe e finalmente estourar. Já imaginou se ele assina, por exemplo, com a Penske e começa a justificar o porquê de falarem antigamente que poderia ser tão bom quanto Jimmie Johnson ou ainda melhor? Seria terrível para quem o revelou.

Marcos Ambrose

Marcos Ambrose começa a desbancar Juan Pablo Montoya na briga por quem tem mais chances de conseguir a primeira vitória em um oval

Mas não é só Logano que precisa se recuperar em 2012. A lista, na verdade, é bastante extensa. Tem Kurt Busch, que foi defenestrado da Penske após brigar com um repórter e agora vai correr pela Phoenix. Tem Jeff Burton, que fez um melancólico campeonato passado, mas andou muito durante o Chase. E tem Kasey Kahne, que nunca ganhou nada, mas agora vai contar com equipamento da Hendrick.

Ainda falando na equipe do Sr. H, há alguma expectativa com relação a Jeff Gordon em 2012. Não acho que seja esse o caso, parece que a época do piloto já passou. Mas com 85 vitórias na carreira, pode ser um erro dizer que ele não tem chances.

Para encerrar o guia, é hora de destacar outros três pilotos que tem tudo para surpreender em 2012. Primeiro, cito Marcos Ambrose e de A.J. Allmendinger. Depois de fazerem  uma difícil transição para a Nascar, parece que chegou a hora de eles mostrarem que são, sim, pilotos de ponta. O último é Clint Bowyer, que pela primeira vez na carreira será o líder de uma equipe, pois deixou o time de Richard Childress e assinou com Michael Waltrip.

Ah sim, antes de terminar, tem a McLaren na Nascar. Sim! A equipe da McLaren (a mesma da F1) estará presente no campeonato americano em 2012. Mas eles não vão inscrever pilotos. Os ingleses são os responsáveis pelo sistema de injeção eletrônica que foi implantado nos carros para a nova temporada, então em todas as etapas o trailer cromado da equipe inglesa estará presente. Curioso não?

P.S.2: eu queria ter espaço para falar da história da equipe do Burger King, mas esse post já está ficando longo demais. Bom, paciência. uns donos de franquias do restaurante compraram a Red e vão inscrever dois carros. É bem legal ver uma empresa assim passar a investir no esporte.

P.S.3: aqui está a lista de pilotos confirmados para a temporada.

P.S.4: o guia da Nascar Camping World Truck Series 2012 você encontra aqui e aqui está o Guia da Nascar Nationwide Series 2012

Os últimos ajustes para a Nascar 2012

janeiro 28, 2012
Brad Keselowski

Entre os anúncios relevantes, Brad Keselowski renovou com a Penske e será o responsável por liderar a equipe nos próximos anos

A Nascar realizou na última semana o tradicional Media Tour, um evento em que as equipes montam festas bacanas para jornalistas e convidados e anunciam as últimas novidades para a temporada que está começando.

A realidade, porém, é que muitos times não tem noção do ridículo nesses encontros. Eles montam aquelas cenas típicas de F1 com os pilotos puxando o pano para apresentar o novo carro. Bom, como na Nascar o carro é padrão, a única novidade é o esquema de pintura, certo? Então. O problema é que todas as equipes enviam os layouts dos carros para as fabricantes de miniaturas com meses de antecedência e elas liberam as imagens para a pré-venda, entre outras coisas.

Aí quando a equipe vai fazer a festa de puxar o pano, na maior parte das vezes, é só para mostrar algo que todo mundo está cansado de ver.

Apesar disso, há alguns momentos interessantes, com os times mais atrasados fazendo anúncios de última hora visando Daytona. Assim, o World of Motorsport reuniu tudo de relevante que foi anunciado nas três principais divisões da Nascar para você poder conhecer as últimas notícias.

Por uma questão de organização, os informes estão listados de acordo com a categoria e em ordem numérica dos carros a que dizem respeito. Ao final de cada idem há um pequeno comentário que é a minha opinião sobre o fato.

Kevin Harvick

Essa foi a cara que Kevin Harvick fez quando DeLana contou que está grávida. Essa, portanto, é a última chance de ele vencer a Sprint Cup. Basta ver o desempenho de Jimmie Johnson depois que virou pai

Sprint Cup:

#2 Brad Keselowski, Miller Lite e o chefe de mecânicos Tom Wolfe renovaram com a Penske até 2015. Já era algo esperado após a saída de Kurt Busch. Esse se tornou o principal carro de Roger Penske, que quis manter o time intacto

#6 Ricky Stenhouse Jr corre em Daytona. É uma vaga merecida para o campeão da Nationwide. Como a corrida deve ser novamente feita com um carro empurrando o outro, essa é a forma que a Roush-Fenway encontrou para manter duas duplas

#09 Kenny Wallace vai disputar a Daytona 500 pela RAB Racing. É uma equipe pequena, mas que tem potencial para crescer. Vai ser difícil se classificar para a corrida, só que tendo Kenny Wallace – apresentador do Speed – já é uma equipe favorita dos fãs americanos

#19 Tim Andrews vai disputar a Cup pela equipe GoGreen, começando em Bristol. Eu acho que ele será demitido antes de se classificar para uma prova

#23 Robert Richardson Jr vai correr a Daytona 500 pela equipe da família, a R3. Equipe fraca, piloto mais fraco ainda. Não devem conseguir se classificar

#29 DeLana Harvick está grávida! Depois de dez anos de casados, Kevin Harvick engraviou a patroa. Aliás, o piloto admitiu que foi esse o motivo do fechamento da KHI e, portanto, da demissão de Nelsinho Piquet. Quem usa o macacão na família mesmo?

#33 Elliott Sadler corre em Daytona e Brendan Gaughan, as quatro corridas seguintes. O caso de Sadler é similar ao de Stenhouse. Como o piloto tem patrocinador, a RCR precisava de alguém para fechar as duplas, então participa da abertura do campeonato. Gaughan é o piloto pagante que abastece a fonte da RCR

#34 David Ragan assinou com a Front Row Motorsport para 2012. É o típico desespero por falta de vagas. Ragan foi chutado da Roush-Fenway por falta de patrocínio, negociou com RPM e JR Motorsport, mas não conseguiu fechar nada. Acabou pegando uma equipe pequena para poder correr

#35 David Reutimann fechou com a equipe de Tommy Baldwin para 2012. Aqui também se aplica o desespero pela falta de vagas. A equipe, no entanto, tem planos de crescer. Só que essa me parece um tiro no próprio pé. Com um carro só, o time de Tommy Baldwin – com Dave Blaney – arrumava bons parceiros para as corridas em super-ovais. Agora serão obrigados a trabalhar juntos, sem um empurrão literal de uma grande equipe

#49 J.J Yeley foi contratado pela Robinson-Blakeney. Sabe a equipe de Mark Green na Nationwide? Então, ela foi para a Sprint Cup e terá J.J. Yeley. Peraí, não conhece a equipe? Pois é, realmente é algo relevante essa contratação

#66 As equipes Whitney e Phil Parsons se uniram. Em 2011, elas eram típicas de start-and-park e, mesmo com a fusão, devem continuar adotar essa prática no novo campeonato

#?? Stacy Compton levou a equipe Turn One da Truck Series para a Sprint Cup. É o mesmo time que dispensou o ex-campeão da Truck Johnny Benson no início do ano por falta de patrocinador. Agora eles falam em correr na Cup…

Sam Hornish Jr

Pela sexta vez Sam Hornish Jr foi confirmado na temporada 2012 da Nationwide

Nationwide:

#01 Newt Moore será o mecânico-chefe de Mike Wallace. Relevante. Mas ao contrário

#09 Kenny Wallace terá o patrocínio da American Ethanol nas primeiras cinco corridas. O tanto que a RAB Racing e que Kenny Wallace já batalharam para conseguir inscrever o carro é impressionante. Acertar com um grande patrocinador é um prêmio merecido

#12 Sam Hornish Jr. terá o patrocínio da WURTH Group em sete corridas e disputará a temporada completa. Por que alguém coloca esse nome em uma empresa?? De resto, Hornish merecia uma nova chance e é um dos favoritos ao título

#16 Trevor Bayne pode não disputar a temporada completa da Nationwide por falta de patrocinador. Uma pena, o garoto é bom e precisa de tempo de pista para se desenvolver

#22 Parker Kligerman vai correr 1/3 da temporada da Nationwide na vaga de Brad Keselowski e terá o patrocínio da Snap-On. Kligerman marcou a pole-position logo na estreia na categoria, há três anos, e foi só. Em 2011, na Truck Series, ele foi bem e a Penske tem pressa em desenvolver alguém para a Sprint, caso Allmendinger não estoure

#23 Jamie Dick vai correr 14 etapas pela R3 Motorsport. É o típico caso de piloto que se terminar no top-20 pode ficar feliz

#33 Max Papis vai disputar a etapa de Road América pela RCR. Grande notícia!

#36 Ryan Blaney, Ryan Truex e Bobby Santos vão dividir o carro da Tommy Baldwin. É um dos planteis mais interessantes da Nationwide, com Truequinho e com o filho do Dave Blaney – que é apontado como maior promessa do esporte a motor para os próximos anos –, mas a equipe é estreante. A versão do time na Sprint é ruim, então vai ser interessante ver como se saem. Truex corre em Daytona e só

#41 Blake Koch assinou com a equipe de Rick Ware. É um piloto pagante, mas razoavelmente habilidoso. Pela falta de vagas em equipe maiores – e de talento – acabou fechando com a RWR mesmo

#43 Michael Annett vai disputar a temporada completa pela RPM. A equipe só montou um time na Nationwide porque Annett tem patrocínio. Vale lembrar que o acordo de Almirola na Sprint é de apenas uma temporada, então ele tem chances de subir, caso vá bem. O que eu não acredito. O último piloto em desenvolvimento da RPM/GEM/Evernham foi Chase Miller, que você não faz ideia de quem seja, já que ele não vingou

#40 #42 #46 #47  A Key Motorsport vai manter quatro carros na próxima temporada. Três ou quatro farão start-and-park. Entre os pilotos estão Erik Darnell e Scott Speed, além de Chase Miller (heh)

Paulie Harraka

Paulie Harraka é um cara legal. Habilidoso, decedente de vietnamitas, formado em Duke e que comemora as vitórias fazendo barulho com o sovaco. Hein?

Truck Series:

#2 Tim George Jr. terá o patrocínio da Applebee’s em 12 corridas. Olha, eu realmente gosto da Applebee’s, mas ninguém merece aquela propaganda deles no meio dos jogos da NFL. Parece que foi o estagiário de publicidade que fez. Alguém aí fica com vontade de ir lá porque assistiu ao comercial?

#08 Ross Chastain disputa a temporada completa pela SS Green Light. É um jovem piloto em uma equipe medianamente fraca. Às vezes isso é divertido, eles devem comemorar feito loucos cada top-10

#11 Todd Bodine substitui Miguel Paludo na Red Horse se tiver patrocinador. Se Bodine estiver motivado, é um ganho de qualidade absurdo para a equipe. Mas se for a versão 2011 do Big Cebola, então veremos mais e mais carros indo para o ferro velho

#24 Max Gresham terá o patrocínio de ‘Made in USA’.  O cara tem o dom de arrumar os patrocínios mais bizarros do mundo. O garoto rapper do ano passado era terrível, agora um investidor nada protecionista. Gresham é o atual campeão da Nascar East, olho nele

#27 Ward Burton volta a correr junto com o filho Jeb. É Jeb Burton, não Jab Burton, então não tenha medo de ele te dar um soco. Ok, essa piada foi péssima. A equipe é a antiga Germain e serve para o desenvolvimento do garoto. Não acredito em grandes resultados, mas é uma grande história, sem dúvida

#30 será o número de Nelsinho Piquet. Foi o número que ele usou na Nationwide em Homestead-Miami

#53 Time criado para desenvolver Cody Cambensy, um cara que eu não conheço. Boa sorte para ele

#59 Tommy Pistone III vai correr para a equipe da família visando um pulo para a Nationwide. Outro cidadão muito conhecido no mundo automobilístico, mas ao contrário

#93 Chris Cockrum corre em Daytona pela equipe de Ryan Sieg. Quem? Por qual equipe?

#? Brad Keselowski vai disputar seis etapas da Truck em 2012, incluindo em Daytona. A categoria perde Kevin Harvick e Kyle Busch, mas ganha Keselowski. Vão correr na Cup, deixem os garotos aprendendo por aqui em paz!

#??? Paulie Harraka disputa a temporada completa pela equipe de Richie Walters, ex-chefe de equipe da Billy Ballew. Harraka é um cara legal. Ele era apontado como o maior piloto daquele programa Driver 4 Diversity, que oferece bolsas para minorias, alguns anos atrás. Depois de vencer algumas corridas na Nascar West, ele largou tudo e foi estudar em Duke, a principal universidade da Carolina do Norte. Agora, formado, volta às competições por uma equipe novata. Acho que vale ficar de olho no descendente de vietnamitas, mas o time é fraco

Como punir Kyle Busch após a batida no Texas?

novembro 4, 2011
Kyle Busch e Ron Hornaday Texas

Kyle Busch e Ron Hornaday se tocaram pouco antes da polêmica batida

É difícil tentar achar qualquer explicação sobre o acidente entre Kyle Busch e Ron Hornaday no início da etapa do Texas da Truck Series, disputada na noite desta sexta-feira, dia 4.

Para quem não viu a corrida – o vídeo está lá embaixo –, enquanto disputava a segunda colocação na 15ª das 167 voltas, Hornaday tocou em Kyle Busch ao desviar de um retardatário e os dois foram para o muro com pequenos danos nos trucks. Busch ficou puto, perseguiu o adversário e mandou-o com tudo novamente para fora, forçando-o a abandonar a prova. Como resultado, a Nascar não titubeou e retirou Busch da corrida.

Pilotos batendo uns nos outros e fazendo, em seguida, justiça com as próprias mãos não é uma novidade na Nascar. Em Martinsville, por exemplo, a corrida foi cheia de situações desse tipo. Alguém batia, passava um tempo na garagem e voltava com o carro todo remendado, mas em condições mínimas de devolver o acidente mandando o algoz direto para o muro. Aconteceu com Jamie McMurray, Kasey Kahne, Brian Vickers e tantos outros.

A diferença entre os acidentes de Martinsville, ou os embates entre Matt Kenseh e Jeff Gordon alguns anos atrás, ou o lendário toque de Dale Earnhardt em Terry Labonte em Bristol é que nenhum desses teve grande impacto no campeonato. Quando Busch tirou Hornaday da corrida do Texas, o piloto da Chevrolet perdeu qualquer chance de conquistar o título no final do ano ao ser retirado da pista por um piloto que sequer soma pontos na categoria.

Assim, a batida de Fort Worth pode ser condenada por ferir o espírito esportivo. Quando se tem pilotos batalhando pelo campeonato dentro da pista, é de praxe que todos os demais adversários tomem cuidado para que não influenciem na briga – o que não é sinônimo de dar passagem. Há um respeito com esses candidatos ao campeonato. Como dito antes, Busch sequer disputa a Truck Series. Ele apenas entrou na prova, tirou um dos concorrentes e foi desclassificado.

Portanto, o que aconteceu no Texas é uma consequência da política da Nascar em permitir que os pilotos da Sprint Cup participem das demais divisões da categorias durante o final de semana. Só que antes, a consequência era apenas provas pouco animadas por conta do domínio desses atletas. Mas agora os próprios pilotos da Truck Series (Hornaday, no caso) começam a sentir na pele essa invasão.

A batida ainda levanta uma dúvida sobre como punir Busch. Bater em um adversário de forma proposital não é algo tão proibido assim na Nascar, em algumas situações, é até mesmo desejado pela direção da categoria. E, na realidade, o piloto já foi penalizado ao ser retirado da prova. Não tem muito o que acrescentar. Talvez a perda de pontos, mas para alguém que não disputa o campeonato não é um prejuízo real.

Nem mesmo Hornaday ser até então um candidato ao campeonato pode servir como agravante, já que o regulamento não faz distinção da posição de um piloto no campeonato na hora de ser punido ou não. A Nascar, no entanto, pode interpretar a situação como quiser e até mesmo inventar alguma determinação. Não acredito que Busch será severamente punido. Acho que ser colocado em probation nas três categorias até o final de 2012, além US$ 100 mil em multa já seria algo bastante pesado. Ser suspenso de corrida é improvável, para não dizer banal caso não aconteça na Sprint Cup – o que não faria muito sentido acontecer.

A maior punição de Kyle Busch é que muito provavelmente ele jamais será campeão da Sprint Cup após essa batida. Digo isso porque se Kevin Harvick (dono da equipe de Hornaday) for alguém que guarda rancor – e isso eu levo a crer que ele é – não vai perder a chance de eliminar o rival do campeonato em uma eventual decisão em Homestead-Miami nem que seja daqui a muitos anos.

Nascar em Martinsville: Edwards ainda está com a mão na taça

novembro 1, 2011
Nascar em Martinsville

Martinsville é a única pista do calendário da Nascar que possibilita 'short track racing'

Faltando apenas três etapas para o final da temporada 2011 da Nascar, Carl Edwards deixa a etapa de Martinsville com uma mão na taça. Depois de ter um péssimo rendimento ao longo das primerias voltas da prova, o piloto conseguiu pouco a pouco recuperar posições até cruzar a linha de chegada na nona colocação, mantendo uma confortável vantagem de oito pontos para Tony Stewart, o vencedor da prova e novo vice-líder do campeonato.

Oito pontos na atual pontuação equivalem a 30 a 40 pontos na forma antiga. Uma vantagem pequena, mas mesmo assim difícil de ser retirada em condições normais. Para piorar o momento de Stewart, a Ford é favorita para a etapa do Texas – a deste domingo –, e Edwards venceu as duas últimas corridas de 2010, em Phoenix e em Homestead-Miami.

Edwards, portanto, só deve perder o título caso cometa algum erro ou tenha algum problema mecânico. A melhor chance de Stewart é conquistar uma vitória nas últimas corridas e se beneficiar dos ‘bônus’ dados ao vencedor. O por enquanto bicampeão da categoria já venceu três vezes no Chase atual, ao passo que Edwards, Brad Keselowski e Kevin Harvick – os outros com chances matemáticas de título – ainda não terminaram em primeiro.

Dito isso, é muito fácil falar que está fora da disputa por conta de um acidente, mas esses três não fizeram a partes para serem campeões.

Tony Stewart Jimmie Johnson

Tony Stewart ultrapassou Jimmie Johnson por fora para vencer em Martinsville

Outro ponto a ser destacado sobre os triunfos é a importância da temporada regular. Dos quatro que lutam pelo título, apenas Edwards e Harvick carregaram vitórias das primeiras 26 corridas. O piloto da Ford ganhou três pontos de bônus pela conquista em Las Vegas, enquanto o adversário somou 12 por ter vencido em Auto Club, Martinsville, Charlotte e Richmond. Se não fossem esses pontos, Edwards teria apenas cinco de vantagem para Stewart e 29 para Harvick, que apareceria apenas em quarto.

Ainda assim , a situação não seria tão diferente. Harvick ainda precisa de um abandono de Edwards para poder ter chances de lutar pelo título. Keselowski idem, mas este também precisa descontar 18 pontos para Stewart.

Apesar disso, a situação nos pontos poderia ter sido bastante diferente após Martinsville. O momento chave da corrida aconteceu a partir da volta 354 quando o então líder Denny Hamlin colou em Tony Stewart para deixar o antigo companheiro uma volta atrás. O bicampeão se debateu como pôde e conseguiu se defender – para fúria de Hamlin – até a bandeira amarela ser acionada.

Sem precisar largar no fim do pelotão como lucky dog, Stewart  pôde construir uma estratégia de ganhar posições nos boxes ao lado de uma pilotagem agressiva em meio a tantas bandeiras amarelas. O piloto ainda contou com a sorte ao ser obrigado a fazer uma parada extra quando assumiu a liderança da corrida. Embora parecesse o fim das chances de conquista, essa ida a mais aos boxes permitiu que o bicampeão pudesse colocar apenas dois pneus quando todos os demais adversários pararam, pulando para o top-5.

Com Edwards, Stewart (-8), Harvick (-21), Keselowski (-27) e Matt Kenseth (-36) com chances de título, a Nascar chega ao Texas para a disputa da antepenúltima etapa de 2011. A Ford é favorita, já que Kenseth venceu com tranquilidade no início do ano. Só que tanto Stewart quanto Harvick andam bem em pistas de 1,5 milha. Eles não são favoritos, mas podem conseguir o resultado que precisam.

Carl Edwards campeão e as táticas da Nascar em Talladega

outubro 24, 2011
Clint Bowyer

Clint Bowyer tem um recorde perfeito em Talladega: foi 1º ou 2º nas últimas três corridas. Ah, alguém reparou que a pintura é similar à usada por Harvick quando tinha o patrocínio da GM Goodwrench?

O grande debate após a etapa da Nascar em Talladega, deste domingo (23), foi sobre correr ou não correr no super-oval. A discussão em si nada teve a ver com a categoria deixar de realizar uma corrida na pista do Alabama, mas, sim, sobre as táticas utilizadas durante a prova.

Não é novidade para ninguém que em corridas em Talladega e em Daytona, alguns pilotos optam por manter um ritmo mais leve durante as primeiras 150 voltas, por exemplo, e só passam a brigar pela vitória nos giros finais. A situação chegou ao limite dessa vez por dois bons motivos.

Primeiro, tanto Jimmie Johnson quanto Carl Edwards, que deveriam brigar pelo campeonato, estavam no fim do grid. E, segundo, Dale Earnhardt Jr foi obrigado a não duelar pela vitória, com essa estratégia, justamente na pista em que o pai fez história.

Analisando o que aconteceu, é claro que a segurança vem em primeiro lugar. Esses pilotos foram prudentes em abrir mão de participar de uma corrida de forma competitiva durante 90% do percurso, afinal, ninguém gostaria de mais uma má-notícia para se juntar a Dan Wheldon e Marco Simoncelli.

Ainda que forte, este argumento acima – utilizado por muita gente que defende a postura cautelosa dos pilotos – é mentiroso. Se for para evitar disputas pela vitória em uma corrida sem relação nenhuma com os acidentes fatais recentes, que fechem o automobilismo. Do contrário, a situação continua a mesma, todos os pilotos sabem (e foram relembrados) dos riscos que correm e, portanto, cabe a eles decidir se querem continuar ou não na profissão.

A partir do momento que optaram por correr, não adianta justificar a tática pelas últimas semanas.

Jimmie Johnson

Jimmie Johsnon optou por não forçar o ritmo e terminou em 26º. Pagou o preço e está virtualmente eliminado

Vendo o acontecido competitivamente, não há nada de errado em optar por ficar fora do pelotão da liderança. Como a pista de Talladega permite que os pilotos recuperem terreno rapidamente, não há grandes problemas em ficar para trás. Nessas horas também vale a máxima de que o mais importante é liderar apenas uma volta: a última.

Embora em um primeiro momento na corrida do domingo – que você pode clicar aqui para relembrar como foi, com o texto na qualidade de sempre –  esta tática tenha parecido a mais acertada, ela também tem grandes limitações, que ficaram bem evidentes. A mais gritante é a falta de tempo que um piloto tem para recuperar terreno. Caso ele decida entrar no ritmo normal nas últimas dez voltas, por exemplo, vai ter que percorrer dez voltas muito mais rápido que quem estiver na liderança, do contrário não vai alcançar.

Pior ainda se acontecer uma bandeira amarela. Aí mesmo que o safety-car reúna todo o pelotão, quem estiver para trás vai precisar arrumar espaço em meio a carros muito mais lentos para tentar subir de posição. No domingo, não deu. A corrida foi para a prorrogação e quem estava lá atrás quando muito avançou o suficiente para lutar no limite dos dez primeiros.

E olha que estamos falando de Talladega, que é bem mais larga que Daytona. Na Flórida, não é difícil colocar dois carros lado a lado, mas três é algo complicado. Imagina um piloto precisar passar uma dezena de duplas em duas voltas para ganhar a Daytona 500. Isso é praticamente inviável. Não é por acaso que esse ano as provas foram vencidas por Trevor Bayne e David Ragan, enquanto JJ, Dale Jr e Edwards ficaram, na maioria das vezes, em posições intermediárias.

Nascar Talladega

Na parte da frente do pelotão, as disputas foram intensas

Ainda que a tática tenha dado apenas mais ou menos certo, para Carl Edwards foi uma grande vitória. O piloto se aproveitou dos acidentes e dos infortúnios dos rivais e disparou na briga pelo título. Com 14 pontos de vantagem para Matt Kenseth, ele só perde o campeonato por erro dele próprio ou da equipe.

Isso, no entanto, não quer dizer que o campeonato não esteja aberto. Além de Edwards e Kenseth, Brad Keselowski (-18), Tony Stewart (-19) e Kevin Harvick (-26) também estão na briga. No entanto, esses quatro desafiantes só passam a ter qualquer tipo de chance se o líder abandonar, bater ou tiver sérios problemas em uma corrida. Do contrário, o título já está definido.

A estatística está a favor desse quarteto. Ainda faltam quatro corridas para o final do ano, então há tempo para que Edwards – e qualquer outro – enfrente problemas. E nesse caso estamos falando de apenas um piloto que precisa ter azar. Ano passado, por outro lado, a briga estava entre Harvick, Denny Hamlin e Jimmie Johnson. Ou seja, para qualquer outro ter chance, três tinham que enfrentar dias difíceis. Algo, evidentemente, improvável.

A próxima etapa da Nascar é em Martinsville, onde, teoricamente, Edwards deve ter mais trabalho levando em conta as quatro corridas finais. Por se tratar de um oval curto, o piloto da Roush-Fenway pode levar um toque, ser envolvido em uma batida que ele não tinha nada a ver, ou simplesmente ter problema de acerto. É difícil, mas pode acontecer.

Nascar no Kansas: o velho (e chato) Jimmie Johnson está de volta

outubro 10, 2011
Jimmie Johnson

Jimmie Johnson voltou a vencer e pode acabar com a emoção da temporada 2011 da Nascar

Após quatro etapas, o Chase da temporada 2011 da Nascar está ao mesmo tempo emocionante, por ter oito pilotos na briga pelo título e os três primeiros estarem separados por apenas três pontos, e chato, porque é um replay do que aconteceu nos últimos anos com Jimmie Johnson precisando se recuperar após um início fraco e arrancando para conquistar o título.

O campeonato passado deixou a impressão de que a Nascar tinha ficado mais legal, já que Johnson, Denny Hamlin e Kevin Harvick chegaram à etapa final, em Homestead-Miami com chances de conquistar o título. A fase final, aliás, foi marcada por momentos curiosos e decisivos nas quatro etapas finais.

Com Johnson começando mal o Chase de 2011 e tendo vencido apenas uma vez  na temporada regular, parecia que os playoffs da atual temporada seriam tão disputados e emocionantes quanto a anterior, afinal o pentacampeão não estava demonstrando passar pelos seus melhores dias.

Depois de ficar na décima colocação no campeonato, 29 pontos atrás do líder após a corrida em New Hampshire, Johnson dominou as provas de Dover e Kansas, conquistando uma vitória e um segundo lugar. De quebra, agora é o terceiro colocado, com quatro pontos a menos que o ponteiro, Carl Edwards.

Só que o desempenho de Johnson nas duas últimas etapas foi tão superior que já é possível imaginar em uma disparada do carro número 48 rumo ao hexacampeonato. Em Dover, o piloto só não venceu porque errou em uma relargada quando disputava posições com Kurt Busch. Por outro lado, no Kansas, nem mesmo as bandeiras amarelas diminuíram o ritmo do atual campeão. Sem elas, após uma sequência demais de 100 voltas em bandeira verde, o piloto chegou a abrir 10s em relação ao segundo colocado. JJ estava, portanto, imbatível.

O único que chegou a ameaçar o domínio foi Kasey Kahne, que não conseguiu disputar a liderança no Green-White-Checkered, mesmo tendo um carro mais rápido.

Denny Hamlin, Brad Keselowski e Carl Edwards

Carl Edwards e Brad Keselowski conquistaram bons resultados no Kansas, mesmo com o equipamento deixando a desejar

Mas apesar desse domínio de Johnson nas duas últimas etapas, o campeonato ainda não está perdido. É verdade que o piloto da Hendrick é favorito para as etapas de Martinsville e de Phoenix, além de obter excelentes resultados no Texas e em Charlotte, fora os TOP 5 recentes em Homestead-Miami e em Talladega. No entanto, basta que Edwards ou Harvick – o segundo colocado na tabela de pontos – termine todas as corridas na frente de Johnson para evitar o hexacampeonato.

(Ok, eu sei que matematicamente é possível Jimmie Johnson ser campeão mesmo que termine atrás de Edwards em todas as corridas restantes, mas isso é algo tremendamente remoto de acontecer.)

O piloto da Roush-Fenway, por exemplo, tem boas chances de levar a luta do título até Homestead. Além de estar mais experiente que três anos atrás, ele é o único a terminar todas as quatro corridas do Chase entre os dez primeiros. Vale ressaltar, também, que no Kansas o carro do Edwards esteve péssimo até as últimas volta, quando o piloto pulou de 16º para quinto, assumindo a liderança do campeonato.

Em menor escala, Kevin Harvick também conseguiu salvar um bom resultado, embora tenha perdido pontos importantes ao ser ultrapassado por Edwards na última volta. Agora a diferença entre os dois é de apenas um ponto em favor do piloto da Ford, conquistado justamente na manobra citada.

Entre os demais pilotos do Chase, Brad Keselowski vem fazendo uma boa campanha e chega em Charlotte com chances de encostar nos ponteiros. Antes da fase final do campeonato, o piloto da Penske já havia declarado que o oval de Charlotte era onde deveria conseguir o melhor resultado.

Quem também costuma ir bem em Charlotte é Kyle Busch, que já está 20 pontos atrás de Edwards na tabela. Se pensar em números relativos, o piloto da Joe Gibbs já está mais perto de um Game Over no campeonato do que do líder. Ou seja, para evitar ficar a -39 – e eliminado teoricamente – Busch precisa voltar a vencer.

Em Charlotte, os favoritos são os mesmos do Kansas. Praticamente os oito primeiros tem boas chances, embora Harvick já tenha admitido que está é a pista fraca da RCR no Chase. Visto o que aconteceu no Kansas, tudo é possível. Outro que não costuma ir bem é Tony Stewart, que perdeu uma chance de recuperação muito grande na etapa anterior. A vitória deve ficar entre Johnson e Kurt Busch. Assim, o campeonato agradece se o piloto da Penske ganhar.

P.S.: esqueci de acrescentar no texto que sou contra a ideia de “deixaram Johnson chegar, agora aguenta.” Não acho que foi isso o que aconteceu. Harvick e Edwards conseguiram resultados muito bons no Kansas perto do que poderiam ter obtido quando estavam com o equipamento ruim. Parece, que eles estão fazendo o possível para conquistar o título. Portanto, ninguém deixou o 48 chegar. Pelo contrário, JJ tem todos os méritos de ter descontado 25 pontos em duas corridas.


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