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A fase de Nelsinho Piquet na Nascar

abril 21, 2012

Nelsinho Piquet tem se aproveitado do desempenho da equipe Turner para conquistar bons resultados na Nascar

Nelsinho Piquet vive um momento especial nesse início de temporada 2012 da Nascar Truck Series. Neste sábado, dia 21, o brasileiro voltou a fazer uma boa corrida, cheia de ultrapassagens e terminou na quarta colocação no Kansas, no terceiro top-10 consecutivo no atual campeonato em quatro corridas. (Na outra, em Daytona, Nelsinho chegou a liderar).

Aliás, a boa fase de Nelsinho fica clara quando se analisa a própria corrida do Kansas. Pelo desempenho do brasileiro nas últimas provas, além do excelente desempenho do equipamento da equipe Turner – em todos os três carros –, a quarta colocação parece um resultado final ruim. E estamos falando de uma classificação final que o deixou na quinta colocação na tabela de pontos.

A realidade é bastante diferente da temporada passada, quando Nelsinho ainda era um novato. Com menos experiência na categoria e sem conhecer o equipamento tão bem, em 2011, após quatro corridas, o brasileiro havia sido 27º em Daytona, 13º em Phoenix, 32º em Darlington e 30º em Martinsville. Era apenas o 25º na classificação final.

Depois dessa má-fase, a Truck Series chegou à Nashville, onde Nelsinho terminou na segunda colocação e começou a reação no campeonato. Dessa vez não tem mais o tradicional oval do Tennessee, que deixou a Nascar devido à falta de dinheiro no local, mas o bom momento de Piquet continua.

Outro dado que mostra a fase do brasileiro é o chamado Driver Rating, que é uma equação matemática criada pela Nascar para avaliar o desempenho dos pilotos. Nessa conta, entram todos os tipos de estatística, como posição de largada e chegada, voltas dentro do top-15, do top-10 e número de ultrapassagens valendo posições entre os 15 primeiros de uma prova. O Driver Rating vai de 0, para alguém que não fizer absolutamente nada, até 150.

Nas quatro primeiras corridas de 2011, Nelsinho teve o maior Rating em Phoenix, com 72,4. No Kentucky, o brasileiro conseguiria a melhor marca, com 120,7, naquela corrida em que a estratégia de boxes da KHI tirou-lhe uma possível vitória. Agora, em 2012, Nelsinho conseguiu 109,1 no Kansas e a melhor marca da carreira, com 132,7, em Rockingham.

Como só foram quatro etapas na temporada 2012, ainda é muito cedo para fazer qualquer tipo de previsão quanto ao desempenho do brasileiro até o final do ano. Entretanto, está claro no momento que a expectativa é que ele lute pelo título, embora o equipamento tanto de James Buescher quanto de Timothy Peters também esteja muito bom.

No entanto, já dá para afirmar que Nelsinho venceu aquela desconfiança que ronda pilotos no segundo ano na categoria. Afinal, se espera que um novato impressione em algumas etapas, mas tenham desempenho medianos em outras, o que faz parte do aprendizado. No caso de um segundanista, é necessário ver alguma evolução. E isso Nelsinho tem feito.

Nascar no Kansas: o velho (e chato) Jimmie Johnson está de volta

outubro 10, 2011
Jimmie Johnson

Jimmie Johnson voltou a vencer e pode acabar com a emoção da temporada 2011 da Nascar

Após quatro etapas, o Chase da temporada 2011 da Nascar está ao mesmo tempo emocionante, por ter oito pilotos na briga pelo título e os três primeiros estarem separados por apenas três pontos, e chato, porque é um replay do que aconteceu nos últimos anos com Jimmie Johnson precisando se recuperar após um início fraco e arrancando para conquistar o título.

O campeonato passado deixou a impressão de que a Nascar tinha ficado mais legal, já que Johnson, Denny Hamlin e Kevin Harvick chegaram à etapa final, em Homestead-Miami com chances de conquistar o título. A fase final, aliás, foi marcada por momentos curiosos e decisivos nas quatro etapas finais.

Com Johnson começando mal o Chase de 2011 e tendo vencido apenas uma vez  na temporada regular, parecia que os playoffs da atual temporada seriam tão disputados e emocionantes quanto a anterior, afinal o pentacampeão não estava demonstrando passar pelos seus melhores dias.

Depois de ficar na décima colocação no campeonato, 29 pontos atrás do líder após a corrida em New Hampshire, Johnson dominou as provas de Dover e Kansas, conquistando uma vitória e um segundo lugar. De quebra, agora é o terceiro colocado, com quatro pontos a menos que o ponteiro, Carl Edwards.

Só que o desempenho de Johnson nas duas últimas etapas foi tão superior que já é possível imaginar em uma disparada do carro número 48 rumo ao hexacampeonato. Em Dover, o piloto só não venceu porque errou em uma relargada quando disputava posições com Kurt Busch. Por outro lado, no Kansas, nem mesmo as bandeiras amarelas diminuíram o ritmo do atual campeão. Sem elas, após uma sequência demais de 100 voltas em bandeira verde, o piloto chegou a abrir 10s em relação ao segundo colocado. JJ estava, portanto, imbatível.

O único que chegou a ameaçar o domínio foi Kasey Kahne, que não conseguiu disputar a liderança no Green-White-Checkered, mesmo tendo um carro mais rápido.

Denny Hamlin, Brad Keselowski e Carl Edwards

Carl Edwards e Brad Keselowski conquistaram bons resultados no Kansas, mesmo com o equipamento deixando a desejar

Mas apesar desse domínio de Johnson nas duas últimas etapas, o campeonato ainda não está perdido. É verdade que o piloto da Hendrick é favorito para as etapas de Martinsville e de Phoenix, além de obter excelentes resultados no Texas e em Charlotte, fora os TOP 5 recentes em Homestead-Miami e em Talladega. No entanto, basta que Edwards ou Harvick – o segundo colocado na tabela de pontos – termine todas as corridas na frente de Johnson para evitar o hexacampeonato.

(Ok, eu sei que matematicamente é possível Jimmie Johnson ser campeão mesmo que termine atrás de Edwards em todas as corridas restantes, mas isso é algo tremendamente remoto de acontecer.)

O piloto da Roush-Fenway, por exemplo, tem boas chances de levar a luta do título até Homestead. Além de estar mais experiente que três anos atrás, ele é o único a terminar todas as quatro corridas do Chase entre os dez primeiros. Vale ressaltar, também, que no Kansas o carro do Edwards esteve péssimo até as últimas volta, quando o piloto pulou de 16º para quinto, assumindo a liderança do campeonato.

Em menor escala, Kevin Harvick também conseguiu salvar um bom resultado, embora tenha perdido pontos importantes ao ser ultrapassado por Edwards na última volta. Agora a diferença entre os dois é de apenas um ponto em favor do piloto da Ford, conquistado justamente na manobra citada.

Entre os demais pilotos do Chase, Brad Keselowski vem fazendo uma boa campanha e chega em Charlotte com chances de encostar nos ponteiros. Antes da fase final do campeonato, o piloto da Penske já havia declarado que o oval de Charlotte era onde deveria conseguir o melhor resultado.

Quem também costuma ir bem em Charlotte é Kyle Busch, que já está 20 pontos atrás de Edwards na tabela. Se pensar em números relativos, o piloto da Joe Gibbs já está mais perto de um Game Over no campeonato do que do líder. Ou seja, para evitar ficar a -39 – e eliminado teoricamente – Busch precisa voltar a vencer.

Em Charlotte, os favoritos são os mesmos do Kansas. Praticamente os oito primeiros tem boas chances, embora Harvick já tenha admitido que está é a pista fraca da RCR no Chase. Visto o que aconteceu no Kansas, tudo é possível. Outro que não costuma ir bem é Tony Stewart, que perdeu uma chance de recuperação muito grande na etapa anterior. A vitória deve ficar entre Johnson e Kurt Busch. Assim, o campeonato agradece se o piloto da Penske ganhar.

P.S.: esqueci de acrescentar no texto que sou contra a ideia de “deixaram Johnson chegar, agora aguenta.” Não acho que foi isso o que aconteceu. Harvick e Edwards conseguiram resultados muito bons no Kansas perto do que poderiam ter obtido quando estavam com o equipamento ruim. Parece, que eles estão fazendo o possível para conquistar o título. Portanto, ninguém deixou o 48 chegar. Pelo contrário, JJ tem todos os méritos de ter descontado 25 pontos em duas corridas.

Nascar em Kansas: o fator Keselowski

junho 6, 2011
Brad Keselowski

Comemorar com a bandeira americana virou uma marca de Brad Keselowski

A vitória de Brad Keselowski na etapa do Kansas na Nascar Sprint Cup, realizada no último domingo, dia 5, foi o que a categoria precisava para consolidar a mudança de regra de acesso ao Chase que entrou em vigor na temporada 2011.

Se antes ninguém considerava o piloto da Penske como um candidato ao playoff, hoje, Keselowski estaria apenas sete pontos atrás da classificação para a fase final caso a temporada regular terminasse agora. Explico. Como a Nascar decidiu que, em 2011, após as 26 primeiras etapas, os dois pilotso que mais tiverem conquistado vitórias e ocuparem entre a 11ª e 20ª colocação da tabela receberam convites para disputar o Chase, os triunfos passaram a valer bastante.

Mas se até a corrida do Kansas os vencedores de 2011 estavam ou consolidados entre os dez primeiros, ou muito abaixo na tabela, a situação de Keselowski era o ingrediente que a Nascar queria para dar mais emoção ao campeonato. O triunfo deixou o piloto da Penske no 21º posto, apenas sete pontos atrás de Paul Menard. No momento, apenas Jeff Gordon (13º) entraria no Chase via convite, então, caso Brad vira um forte candidato ao playoff pois precisa apenas ganhar mais uma posição e torcer para que está ali na ‘bubble’ vença nessa temporada.

Keselowski se torna um candidato ainda mais forte para entrar na fase final do campeonato se levarmos em conta o retrospecto do piloto nas últimas provas. Desde Darlington, o carro da Penske tem sido um forte candidato à vitória. Na Carolina do Sul, Brad empurrou Regan Smith para a vitória e acabou ficando com a terceira colocação.

Em Dover, o piloto fez uma prova sólida e encerrou em 13º – naquela que foi a atuação mais apagada da sequência. No Sprint Showdown, o carro número 2 avançou ao evento principal da noite. Nas 600 Milhas, Keselowski era o quarto colocado naquela relargada confusa e não teve culpa nenhuma ao acertar o carro de Kasey Kahne – o líder – que teve uma pane seca faltando duas voltas pro fim. Para encerrar, no Kansas não teve jeito e Keselowski enfim venceu.

Brad Keselowski

Parar ou não parar. Esse tem sido o trunfo de Keselowski nas últimas provas

Com esse bom desempenho nessas últimas corridas, Keselowski pulou da 28ª posição na tabela de pontos para a 21ª colocação. Assim, não será surpreendente se o piloto da Penske entrar em posição de brigar por um dos convites do Chase.

Essa arrancada de Keselowski coincide com a evolução do piloto na Sprint Cup. Parece que o piloto da Dodge finalmente está adaptado à principal categoria do turismo americano. Prova disso é que desde Darlington, Brad completou todas as voltas disputadas. Nas nove provas anteriores, apenas em Bristol o piloto tinha conseguido esse feito.

Ao mesmo tempo em que Keselowski tem se mantido frequentemente na volta do líder, isto é, em posição de brigar pela vitória no final da prova, o piloto conta com a boa fase do mecânico chefe Tom Wolfe. Nas três corridas, o ex-piloto acertou em todas as estratégias e garantiu ao Dodge número 2 chance de brigar pela vitória.

Keselowski agora é um novo fator na briga pelas 12 vagas do Chase e vai incomodar quem está ali na décima e 11ª posição. Talvez, a disputa até Richmond pelo playoff se concentre tanto entre os dez primeiros, como no duelo pela 20ª colocação. Algo bastante interessante.

A próxima corrida da Nascar é em Pocono, reduto de Denny Hamlin. A equipe de Joe Gibbs sempre anda bem por lá assim como Tony Stewart. Kevin Harvick e Jimmie Johnson também podem ser fatores. Olho neles. Outro ponto interessante vai ser ver o desempenho da Ford, que no início do ano teve problemas em ovais maiores que 1,5 milha. Resta saber se em Pocono eles terão resolvido esse problema.

P.S.: ano passado eu fiz um post bem legal que explicava o curioso traçado triangular de Pocono, se você quiser ver, basta clicar aqui.

Patrick Sheltra entra na decisão da ARCA em vantagem

outubro 1, 2010

Ty Dillon

Ty Dillon comemora a vitória no Kansas, em corrida da ARCA

A penúltima prova da ARCA aconteceu na quinta-feira, dia 30, no Kansas. Patrick Sheltra, Craig Goess e Tom Hessert entraram na etapa separados por apenas 25 pontos na classificação. Todos queriam sair em vantagem. Hessert, por exemplo, viu Parker Kligerman voltar à categoria em que foi vice-campeão na última temporada para auxiliá-lo na conquista do título. O atual piloto da Penske acabou liderando os treinos coletivos realizados na segunda-feira.

Com o final do campeonato da Nascar East e o final de semana de folga da Truck Series, Miguel Paludo, Max Gresham, Ty Dillon e Ricky Carmichael se se inscreveram para competir no final de semana da ARCA. Gresham e Carmichael, porém, não disputariam a corrida.

Na pista, a pole-position foi conquistada por Mike Kile, que roubava as atenções, ainda que momentaneamente, dos pilotos que brigam pelo campeonato. Na largada, Kile foi rapidamente superado pelo companheiro Steve Arpin e os dois pilotos da equipe Venturini passaram a dominar a corrida. Sheltra e Goess competiam no meio do pelotão, enquanto Tom Hessert não conseguia entrar no grupo dos dez primeiros, mesmo com a ajuda de Kligerman no início da semana.

Patrick Sheltra e Craig Goess

Craig Goess (81) e Patrick Sheltra (60) disputando na pista o campeonato

Miguel Paludo, por sua vez, chegou aandar em 11º, mas um pneu furado e uma parada não programada para trocar o pneu com problemas fez o brasileiro perder três voltas e deixar qualquer brigar pela vitória, ou por uma boa colocação.

As corridas da ARCA geralmente são cheias de bandeiras amarelas. No Kansas não foi diferente. E a última delas, na volta 87, pelo acidente de Rob Jones decidiu a corrida. Ty Dillon foi o mais rápido na saída dos boxes e assumiu a liderança sendo seguido por Arpin e por Hessert, que trocara apenas dois pneus em uma tentativa da Cunningham-Penske em colocá-lo de volta na briga pelo título.

Após a relargada, Dillon brigou com Arpin por uma série de voltas com os dois pilotos invertendo as posições constantemente até que o jovem da equipe de Richard Childress levou a melhor, cruzando a linha de chegada em primeiro. Arpin foi o segundo, e Goess terminou em terceiro, sendo o mais bem classificado entre os candidatos ao título. Patrick Sheltra superou Hessert no finalzinho, com os dois terminando em quinto e sexto, respectivamente. Miguel Paludo finalizou em 18º.

Com o resultado, Sheltra sai do Kansas na liderança do campeonato, com 4495 pontos, seguido por Goess, com 4485, e por Hessert, com 4475. A decisão da temporada será em Rockingham, no dia 9 de outubro, lembrando que Sheltra poderá terminar duas posições atrás de Goess e quatro atrás de Hessert para garantir o título, desde que nenhum dos três termine entre os três primeiros no treino classificatório. Caso um deles largue na frente, ganhará 15, 10 ou 5 pontos de bônus, dependendo da posição.

Indy Fast Facts – Kansas

maio 1, 2010

Logo da prova do Kansas no Infield

O Papa-Léguas apareceu, no Kansas, para inspirar os pilotos

# Scott Dixon venceu o RoadRunner Turbo Indy 300, no oval do Kansas. Essa foi a primeira vitória do bicampeão na atual temporada e 22ª na carreira. Dario Franchitti terminou em segundo, completando a dobradinha da Ganassi, seguido por Tony Kanaan, Hélio Castroneves e Ryan Hunter-Reay. Dixon não começou bem a corrida, mas assim que assumiu a primeira colocação, não a perdeu mais.

Apenas seis pilotos completaram a prova na volta do líder, sendo Ryan Briscoe, o sexto. A bandeira amarela apareceu três vezes por conta de acidentes: EJ Viso, Jay Howard e Hideki Mutoh e Takuma Sato. Curiosamente, os japoneses estavam fazendo a melhor corrida da carreira antes de se encontrarem pela pista.

# Scott Dixon conquistou a 22ª vitória da carreira, primeira em 2010. O bicampeão era o atual vencedor da etapa do Kansas, conseguindo defender o posto. O neozelandês quebrou uma seca de vitórias que durava desde a penúltima etapa de Motegi, no final da temporada passada.

Scott Dixon é o maior vencedor da história da Indy, abrindo três triunfos da vantagem para Sam Hornish Jr, o segundo na história, com 19. Com a conquista, Dixon pulou para a segunda colocação do campeonato, com 164 pontos. Essa foi a 35ª vitória da Chip Ganassi na Indy, desde que Juan Pablo Montoya conquistou as 500 milhas de Indianápolis em 2000.

# Ryan Bricoe marcou a pole position para o RoadRunner Turbo Indy 300, no Kansas, quebrando uma sequência de Will Power, que largou três vezes seguidas na primeira posição. Esta foi a primeira vez em 2010 e nona vez na carreira que o australiano saiu da posição de honra. Ele está empatado em sexto, com Tony Kanaan, Tony Stewart e Billy Boat, entre os pilotos que mais conquistaram poles na história da Indy.

# Dario Franchitti terminou em segundo lugar, após superar Hélio Castroneves quando faltavam apenas duas voltas para o final. Este foi o sétimo TOP 5 nas últimas dez provas e segundo pódio em 2010.

# Tony Kanaan foi o terceiro após largar apenas na 15ª posição. Já na largada, o campeão da temporada 2004 era o quinto colocado. Este foi o primeiro pódio do brasileiro desde a etapa do Kentucky, em 2009, há onze provas. O baiano conquistou o oitavo TOP 10 nas útimas dez provas.

# Hélio Castroneves, quarto, relargou na segunda colocação após o acidente entre os japoneses, mas perdeu posições para Franchitti e para Kanaan. O brasileiro caiu para terceiro no campeonato com 162 pontos, mas encurtou a diferença para o líder Will Power para 28 pontos. Este foi o sétimo TOP 10 nas últimas dez provas.

# Ryan Hunter-Reay foi o quinto colocado, conseguindo o melhor resultado da carreira em um oval. Este foi o terceiro TOP 5 (e TOP 10) nas últimas dez provas.

# Will Power terminou em 12º, duas voltas atrás, mas lidera o campeonato com 190 pontos.

# Três pilotos fizeram a primeira largada de 2010: John Andretti (9º), Sarah Fisher (17ª) e Jay Howard (25º).

# Danica Patrick, 11ª, foi a melhor mulher da prova.

# Alex Lloyd foi o melhor dentre os candidatos a Rookie of The Year, chegando na 19ª posição. Embora Takuma Sato tenha sido o destaque entre os novatos, antes de bater.

# Os dez primeiros foram compostos por quatro brasileiros, dois pilotos vindos da Oceania, dois americanos , um canadense e um britânico.

# A próxima etapa da Indy é dia 30 de maio, na 94ª edição das 500 milhas de Indianápolis.

O real grid da Indy

abril 28, 2010

Mazda da Newman Wachs SpeedSource

O que estaria o Mazda da Newman-Wachs/Speedsource fazendo no post da Indy?

A Indy divulgou nesta quarta-feira, dia 28, a lista de inscritos oficial para a etapa do Kansas. A euforia e o otimismo foram generalizados, afinal 27 pilotos se inscreveram para uma prova que não tem lá grande importância para a temporada.

Dissecando a lista, logo vemos a brilhante Milka Duno. Ninguém discute o mérito da venezuelana, que ao lado de Marty Roth, sempre deixou o grid da Indy mais largo que o da ChampCar. Mas o desempenho da piloto nas últimas provas beira o assustador, quase tomando tempo de pilotos da Star Mazda.

E Milka não é a única que está nessa situação. EJ Viso, Mario Romancini e Alex Lloyd não são exemplos de pilotos brilhantes, que chegaram à categoria exclusivamente pelo talento sem depender de patrocinador. Já Jay Howard e John Andretti só vão participar desta etapa para se preparem para a Indy500.

E ainda tem o Hideki Mutoh, que corre na Newman-Haas por causa do dinheiro da Panasonic e da Formula Dream. E quem diria que a equipe de Carl Haas e Mike Laningan falava em três carros, repatriando Sebastien Bourdais, mantendo Graham Rahal, dando uma chance a Lloyd, cogitando Mutoh e ainda apostando no jovem John Edwards, para a temporada 2010.

Aliás, falando em Edwards, por onde andaria? Para quem não se lembra, o americano de 19 anos venceu a Star Mazda, em 2008, e conquistou a Fórmula Atlantic, do ano passado, após uma virada na última prova em cima de Simona de Silvestro e Jonathan Summerton. Apoiado pela Newman-Wachs – equipe de Eddie Wachs com Paul Newman nas categorias menores e que desde a morte do ator foi comandada pelo parceiro – falou em competir este ano por GP2 ou cair diretamente na Indy, já que não interessava a Indy Lights.

A realidade foi bem diferente. Ainda trabalhando com Wachs, John agora compete na GrandAm a bordo de um Mazda em parceria com a equipe Speedsource, cujo dono é o veterano Sylvain Tremblay e é uma das grandes da categoria. Ironicamente, o parceiro do americano é Adam Christodoulou. O britânico, vejam só, foi o campeão da Star Mazda na temporada passada.

O grid da Indy aumenta, mas os pilotos (assim como os fãs) continuam reclamando de um modo geral da qualidade das corridas. Enquanto isso, o automobilismo de base norte-americano segue não revelando ninguém, que acaba migrando para a GrandAM ou para ALMS a fim de não ficar a pé. Em casos mais extremos, os jovens param na Nascar. Vendo por esse lado, não é tão difícil explicar por que a categoria de turismo superou a de monoposto por lá.


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