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A boa fase de Bruno Bonifácio na F-Abarth

junho 13, 2012

Bruno Bonifácio superou a inconsistência de resultados para assumir a liderança da F-Abarth

A temporada 2012 da F-Abarth está sendo bastante emocionante. Ao menos para nós, brasileiros, já que os pilotos do país estão dominando a categoria. Ok, tirando certo exagero, o panorama é bastante diferente dos últimos anos. Até o início da temporada, o Brasil havia vencido apenas duas vezes no campeonato, ambas em 2010, no ano de estreia da categoria. Victor Guerin conquistara a vitória na corrida curta da etapa da Umbria, enquanto André Negrão terminara com a primeira colocação no evento de exibição, em Spa-Francorchamps.

Em 2012, a situação mudou. Já são cinco conquistas. No segundo ano na categoria, Nicolas Costa venceu duas vezes – em Valência e em Hungaroring –, enquanto Bruno Bonifácio já tem três triunfos. Além de ter terminado na primeira colocação por duas vezes na Hungria, o brasileiro também ganhou uma das corridas da etapa de Mugello, no último final de semana.

Aliás, o desempenho do piloto paulista tem sido bastante curioso. Em nove corridas disputadas até aqui, ele abandonou duas vezes. No entanto, subiu ao pódio em todas as demais. Além das três vitórias, Bruno já conquistou dois segundos lugares e dois terceiros, além de duas pole-position.

Como resultado, o brasileiro assumiu a liderança do campeonato com uma vantagem de cinco pontos para o companheiro de equipe Luca Ghiotto. Nicolas Costa, por sua vez, também está na briga, ao ocupar a terceira colocação, com dez pontos a menos que o compatriota.

Considerado um dos favoritos ao título desde a pré-temporada, não havia muitas dúvidas de que Bonifácio se mostraria um piloto rápido. Desde o início do ano, quando disputou a Toyota Racing Series, na Nova Zelândia, o brasileiro já havia liderado treinos competindo com alguns dos pilotos mais badalados das categorias de base, como Raffaele Marciello – da Academia da Ferrari –, Felix Serralles, Hannes Van Asseldonk e Lucas Auer (sobrinho de Gerhard Berger).

O uruguaio Santiago Urrutia é o outro grande destaque da F-Abarth em 2012

A questão era ver ser o brasileiro poderia acumular resultados consistentes. Na Nova Zelândia, uma série de erros – principalmente em largadas e relargadas – acabou custando chances reais de pódios. Na Itália, parece que essa fase ficou para trás. Assim, a partir de agora, o principal desafio de Bruno será manter os bons resultados para começar a pensar em título. Ainda restam cinco rodadas para o final da F-Abarth, e nada está definido.

Apesar de o campeonato ainda estar completamente indefinido, algumas coisas já são possíveis apontar. Por exemplo, no ano passado, Bonifácio se tornou o primeiro piloto da classe Light a marcar uma pole-position na classificação geral da F3 Sudamericana desde João Paulo de Oliveira, em 1999. Se em um primeiro momento era possível questionar o feito, já que a F3 vem sofrendo com a falta de pilotos, agora já começa a ficar mais claro que o paulista não saiu na primeira colocação por acaso.

Para encerrar, Bonifácio é o principal nome desse início de temporada 2012 da F-Abarth, mas não é o único destaque. Quem também vem chamando a atenção é Santiago Urrutia, um raro representante do Uruguai no automobilismo europeu. Com apenas 15 anos de idade, o sul-americano conquistou a primeira vitória da carreira na última semana, em Mugello, ao se aproveitar do grid invertido na corrida curta. Só que o triunfo não veio por acaso. Esse foi o quarto pódio do garoto na temporada.

Por causa dos resultados, Urrutia já vem sendo comparado ao também uruguaio Gonzalo Rodriguez, que morreu em 1999 em uma etapa da Indy em Laguna Seca, correndo pela Penske.

É um certo exagero a comparação Urrutia/Rodrigues, mas a verdade é que não há muitos pilotos do Uruguai para servir de parâmetro. Da mesma fora, também não é certo comparar Bonifácio com João Paulo de Oliveira.  Por outro lado, quem ganha com tudo isso é a F-Abarth. Mesmo em uma temporada com um grid tão esvaziado, a categoria mostra que pode atrair alguns dos principais talentos do automobilismo mundial, algo que os garotos que pretendem sair do kart em 2013 certamente já estão de olho.

Agora resta ver se, primeiro, esses pilotos terão condições de manter o alto nível de desempenho no restante de 2012 e, depois, se eles serão páreo para os rivais vindos de outros campeonatos quando derem prosseguimento às carreiras.

Quem são os pilotos brasileiros no mundo em 2012

maio 1, 2012

Nenhum dos pilotos no exterior gera tanta expectativa quanto Felipe Nasr

Pilotos brasileiros: quem são? Como vivem? E o que pensam? Ok, brincadeiras à parte, neste final de semana começam algumas das principais categorias do automobilismo mundial como a World Series by Renault, a F-Renault Eurocup e F3 Alemã. Assim, salvo a GP3, praticamente todos os campeonatos do esporte a motor já deram o pontapé inicial da temporada 2012.

Aproveitando a data comemorativa, como já é tradição, o World of Motorsport faz uma lista com todos os pilotos brasileiros que correm no exterior para que você saiba onde cada um corre e possa acompanhar o desenvolvimento deles. Além de apontar os atletas, o blog também faz um pequeno comentário, que avalia a chance de título de cada um deles.

Para isso, uma pequena ordem será respeitada: apenas quem já foi confirmado oficialmente pelas equipes aparece aqui, a lista está em ordem alfabética e ao lado de cada um se encontra a categoria que compete, além das chances de título.

P.S.: obviamente não é possível conhecer todo mundo, então posso ter esquecido um ou outro piloto. Se for esse o caso, me avise ali nos comentários e eu atualizo aqui o mais rápido possível.

Oswaldo Negri já conquistou uma vitória em 2012

Alan Chanoski – LATAM Challenge – desconhecida. Não conheço o rapaz. Pelo pouco que pude ver, não compete em uma prova profissional desde 2007, mas isso não significa muita coisa

André Negrão – World Series by Renault – média. Negrão fez uma boa pré-temporada. Não vejo o paulista lutando pelo título, mas é possível fazer uma boa campanha

Augusto Farfus – DTM – baixíssima. É o primeiro ano do brasileiro no DTM, assim como a estreia da BMW. São uma parceria para evoluir, mas no momento estão atrás não só da Audi e da Mercedes como de alguns outros pilotos da própria BMW

Bruno Bonifácio – F-Abarth – alta. A pré-temporada de Bruno Bonifácio foi muito boa, terminando a maioria das sessões na segunda colocação. Na rodada de abertura do campeonato não foi tão bem, mas ainda é um dos favoritos

Bruno Junqueria – ALMS – baixíssima. Bruno é bom piloto, mas corre pela limitada equipe Rocketsports de Paul Gentizolli. Na própria categoria LMPC há times mais estruturados

Bruno Senna – F1 – nula. Williams né?

Cacá Bueno – Super TC2000 – alta. As chances de Cacá Bueno ser campeão na Argentina dependem dele disputar a temporada completa ou não

Carlos Iaconelli – Nascar East – nula.

Daniel Oliveira – WRC – nula.

Danilo Estrela – Skip Barber – altíssima. É o cara a ser vencido. Experiente e em boa fase seria uma surpresa muito grande se ele perder

Enrique Bernoldi – GT Italiano – desconhecida. Não conheço o campeonato para avaliar as chances de Bernoldi

Eric Granado – Moto2 – nula

Fabiano Machado – GP3 – nula

Fábio Orsolon – F2000 – alta. É experiente, tem boas chances de título se correr a temporada completa

Felipe Fraga – F-Renault Alps – baixa. O problema de Fraga é ser um estreante em 2012. Mas o desempenho que o garoto vem tendo nos treinos coletivos e nas primeiras corridas da carreira está sendo sensacional. Vencer parece ser questão de tempo

Felipe Massa – F1 – nula.

Felipe Nasr – GP2 – baixa. Felipe vem fazendo uma excelente temporada para um novato. Mas ainda não é boa o bastante para falar em título. A expectativa é que o brasilense consiga melhorar o desempenho na fase europeia e principalmente na segunda perna asiática do campeonato

Gabriel Casagrande – F-Renault NEC – nula. Outro que acaba de fazer a transição do kart para os monospostos. Se a mudança de carro não fosse por si só traumática, Gabriel tinha assinado para correr a F-Renault UK, mas o campeonato faliu e a participação na versão NEC só foi acertada de última hora. É bom piloto, mas agora o que conta é o aprendizado

Guilherme Silva – F-Renault Alps – média. Com adversários mais fracos que o da F-Renault Eurocup, o piloto mineiro tem chances melhores de fazer uma boa temporada

Guilherme Silva – F-Renault Eurocup – nula. Em termos relativos, a F-Renault Eurocup é atualmente o campeonato mais difícil do mundo para ser vencido. Então, não dá

Gustavo Lima – F-Renault Alps – baixa. Gustavo está estreando na Europa (e nos monopostos) em 2012. Avaliá-lo agora é um baita exagero

Helio Castroneves – Indy – média. Helio vem fazendo uma temporada muito boa, o problema é a fase de Will Power. Talvez após a temporada de ovais as chances do brasileiro fiquem um pouco mais claras

Henrique Baptista – F-Renault BARC – nula. Seb Morris, Scott Malvern e Josh Webster estão muito acima dos demais adversários. Ademais, Baptista está fazendo a transição do kart para os monopostos e precisa de tempo

Henrique Martins – F3 Italiana – média. É o atual líder do campeonato, o que é surpreendente. Mas pode ser que competir em carros mais potentes fosse o que o garoto precisava

Jaime Melo – European Le Mans Series – alta. Não sei se Jaime Melo vai disputar a temporada completa da ELMS ou se correu apenas em Paul Ricard. Mas na divisão GTE-Pro, que ele participou, tem apenas três carros inscritos e levando em conta a experiência do brasileiro, as chances são elevadas

Jaime Melo – WEC – baixa. São cinco carros na classe GTE-Pro do Mundial de Endurance. Duas Ferrari de fábrica, um Aston Martin de fábrica, o Porsche atual campeão e a Ferrari em que está Jaime Melo. Não me parece um cenário positivo

João Paulo de Oliveira – F-Nippon – alta. Ele é sempre favorito na F-Nippon, mas não será um campeonato fácil

João Paulo de Oliveira – SuperGT – média. Geralmente JP tem mais dificuldade de conseguir bons resultados no SuperGT que na F-Nippon, então as chances aqui também são menores

JV Horto – Indy Lights – nula. Já perdeu uma etapa por falta de patrocinador…

Leonardo Jafet – Skip Barber – média. Jafet ainda não foi confirmado de forma oficial na Skip Barber, mas disputou o campeonato de inverno da categoria, onde foi bem. O problema é que há pilotos mais experientes (como Danilo Estrela) no certame

Lucas Foresti – World Series by Renault – baixa. Lucas não fez um bom trabalho na pré-temporada e costuma apresentar bons resultados no segundo ano em uma categoria. Acho que 2012 não é o ano do brasiliense

Luiz Razia – GP2 – alta. É uma surpresa, mas Razia parece o desafiante de Davide Valsecchi na batalha pelo título

Marco Túlio Souza – F-Renault Challenge – média. É um campeonato longo, mas o brasileiro é um estreante e não foi bem na primeira etapa. No entanto, ele ainda tem boas chances de se recuperar

Matheus Stumpf – Iber GT (GT Espanhol) – desconhecida. Não conheço o campeonato para avaliar as chances de Stumpf, mas imagino que sejam baixas

Miguel Paludo – Nascar Truck Series – baixíssima. Paludo ainda não demonstrou uma evolução com relação ao desempenho que teve em 2011

Nelsinho Piquet – Nascar Truck Series – alta. Nelsinho está em uma excelente fase, não há dúvidas. A grande questão é se ele será capaz de bater James Buescher e Timothy Peters

Nicolas Costa – F-Abarth – alta. No segundo ano na categoria, Nicolas Costa corre por fora na briga pelo título, mas pode surpreender, já que conta com bom equipamento

Oswaldo Negri – GrandAM – média. Depois da vitória em Daytona, se esperava mais de Negri, mas o brasileiro não conseguiu bons resultados nas duas corridas seguintes

Paulo Nobre – WRC – nula.

Pierre Kleinubing – Continental Series – alta. Megavencedor no turismo norte-americano, Pierre tem boas chances de título. Atualmente, ocupa a vice-liderança do campeonato na categoria ST

Pietro Fantin – F3 Inglesa – média. Pietro precisa usar a experiência de um ano na categoria para poder duelar com Carlos Sainz pelo título. O espanhol, no entanto é o favorito

Pietro Fittipaldi – Nascar All American – baixa. Ano passado Pietro venceu na divisão Limited Late Models em Hickory. Agora o brasileiro está no campeonato principal da pista, o buraco é mais embaixo, então acho que 2012 é um ano de aprendizado

Pipo Derani – F3 Inglesa – baixa. Pipo tem sido uma surpresa no início de 2012. A dúvida é se ele será capaz de manter a boa fase

Rafael Suzuki – F3 Japonesa – nula. É o único piloto correndo com o F308 contra o adversários de F312. Aí fica difícil

Roberto Lorena – F1600 – baixa. Lorena estreia nos monopostos em um campeonato difícil. Após a primeira rodada, a equipe de Bryan Herta (onde não compete o brasileiro) parece superior às demais

Rubens Barrichello – Indy – baixa. Eu acho que todo mundo esperava uma temporada um pouco melhor de Barrichello em 2012. Ele conseguiu três top-10 consecutivos, mas ainda é pouco, ainda mais com a boa fase de Will Power

Thiago Calvet – Ginetta Challenge – média para alta.

Tony Kanaan – Indy – baixa. Em primeiro lugar, a KV está perdendo para ela mesma. Aí não tem milagre de Tony, Barrichello ou E.J. Viso que resolva

Victor Carbone – Indy Lights – alta. Os americanos têm uma expressão ‘put all together’, que pode ser traduzida como ‘dar tudo certo’. É o que o paulista precisa no momento para ter chances de ficar com a taça

Victor Franzoni – F-Renault Alps – baixa. Franzoni fez a pré-temporada pela equipe Cram, mas resolveu assinar com a Koiranen de última hora. A mudança é positiva em termos de desempenho da nova equipe, mas requer uma adaptação. Assim, os resultados do paulista devem aparecer no segundo semestre principalmente

Victor Guerin – Auto GP – nula. Em seis corridas, o brasileiro somou 16 pontos. O líder do campeonato é Adrian Quaife-Hobbs com 105. Não acredito em uma recuperação milagrosa. Minha opinião é que Guerin precisa parar de pular de categoria todos os anos para ter alguma chance

Vinícius Alvarenga – F-Abarth Italiana – nula. Ainda não foi confirmado na categoria, mas as chances são nulas

Yann Cunha – World Series by Renault – nula. É outro que precisa parar de pular de categoria para ter alguma chance

Yukio Duzanowski – F-Abarth Italiana – baixa. Ainda não foi confirmado na categoria, mas as chances são pequenas até pelo poder das demais equipes

A presença dos desenhos japoneses no automobilismo

novembro 26, 2011
Hiroki Katoh e João Paulo de Oliveira

João Paulo de Oliveira e Hiroki Katoh, um experiente piloto japonês

Alguns dias atrás eu coloquei aqui no World of Motorsport que o mítico Kamui Kobayashi vai usar no GP  do Brasil um capacete praticamente idêntico ao Eva 01, do anime Evengelion.

Pois bem, no início deste domingo, dia 27, o João Paulo de Oliveira, que compete lá no Japão, colocou uma foto dele com Hiroki Katoh, o primeiro piloto que ele encontrou por aquele lado do mundo, quando decidiu deixar a Alemanha – onde havia sido campeão – para tentar algo em terras nipônicas.

Repare no bonezinho do Katoh. Também é de Evangelion! E estamos falando aqui de um piloto respeitado, que já passou da casa dos 40 anos e compete no SuperGT, mas com passagens também por F-Nippon quanto 24 Horas de Le Mans . Isso me deixou com uma dúvida. Será que no briefing japonês, os diretores de prova passam as orientações aos pilotos, aí apagam as luzes e falam: “Bom senhores, hora de assistir anime”.

Ok, ok, isso pode parecer exagêro. Ou não.

Sem referências a algum desenho em específico, a Signature/Signatech, equipe presente na F3 Euro Series e Le Mans Series, usa um esquema de pintura também com desenhos feitos com traços típicos japoneses. Na F3, o layout da Volkswagen acabou tirando esses desenhos, mas no carro da Le Mans Series seguem firmes e fortes.

Assim, fico imaginando qual será a próxima deles. Será um carro todo estilizado? Ou um modelo que você possa guardar num estojo da Corporação Cápsula?

Signatech

O esquema de pintuar do carro da Signatech

P.S: o sempre atento Lui George chamou a atenção nos comentários que o SuperGT está cheio de carros com temática animezística. Um deles é esse aqui abaixo, que também segue as cores do Eva 01. Clicando lá em baixo na parte de comentários, você pode ver os outros modelos

SuperGT

O novo desafio de JP de Oliveira no Japão

abril 28, 2011
JP de Oliveira Super GT

JP de Oliveira mostrou o carro que vai usar na temporada 2011 do Super GT

Em boa fase no Japão, JP de Oliveira se prepara para um novo desafio na carreira: tentar conquistar a temporada 2011 do Super GT, principal campeonato de turismo do país. Apesar de o brasileiro já competir na categoria desde 2005, o novo campeonato traz algumas novidades para o piloto.

Depois de quatro anos competindo pela esforçada Kondö Racing, JP irá para a sempre favorita Impul, onde já compete na F-Nippon. Pela nova equipe, aliás, o brasileiro é o atual campeão das disputas em monopostos.

Com isso, JP de Oliveira está em condições de perseguir também outro objetivo. Desde 2004, um mesmo piloto não vence o Super GT (que ser chamava JGTC) e a F-Nippon no mesmo ano. Na ocasião, Richard Lyons que conseguiu a façanha.

Nessa busca pelo novos títulos, JP exibiu no Twitter fotos do carro que irá usar na atual temporada do Super GT. A categoria estreia neste final de semana, em Fuji, depois de a rodada em Okayama ter sido adiada em decorrência das tragédias no Japão.

É bem legar ver JP de Oliveira com chances em dobro de título em 2011 pois, dentre os pilotos do Brasil no exterior, ele talvez seja o que atravesse a melhor fase. Quem sabe não vem dois títulos por aí.

João Paulo de Oliveira 2011 Super GT

Quem são os pilotos brasileiros no mundo

abril 14, 2011
Helio Castroneves

Helio Castroneves é um dos mais famosos brasileiros a competir no automobilismo

Sábado, dia 16 de abril de 2011. Esse o marco não oficial da abertura da temporada 2011 do automobilismo europeu. Uma série de categorias que vai desde a World Series até a F2, passando por F3 Inglesa, Porsche Cups e afins, dá o pontapé inicial para os campeonatos.

É claro que em muita delas há brasileiros competindo. Por isso, o World of Motorsport faz uma lista de todos esses representantes do país nas pistas – não só na Europa – e ainda avalia as chances de cada um.

Para isso, uma pequena ordem será respeitada: apenas quem já foi confirmado oficialmente pelas equipes vai aparecer aqui, a lista está em ordem alfabética e ao lado de cada um se encontra a categoria que compete, além das chances de título.

P.S.: obviamente não é possível conhecer todo mundo, então posso ter esquecido um ou outro piloto. Se for esse o caso, me avise ali nos comentários e eu atualizo aqui o mais rápido possível.

Cesar Ramos

Cesar Ramos vai competir na World Series depois de ter pilotado a Ferrari por conta do título da F3 Italiana

André Negrão – World Series by Renault – nenhuma. Esse ano é um grande aprendizado para André

Augusto Farfus – ILMC – nula. Pela qualidade, é claro que Farfus seria favorito ao ILMC, mas há um pequeno detalhe: é um campeonato disputado por marcas e equipes e não por pilotos. Logo, nada de título aqui. Obrigado a todos que explicaram o destino de Farfus em 2011

Bia Figueiredo – Indy – nula

Bruno Junqueira – ALMS – nula. O Jaguar em que compete ainda é uma lenda. Não lembro ter visto o carro ter terminado corrida, mas o Rodrigo Mattar, editor e comentarista do SporTV, avisa que ele já concluiu corrida, sim. Embora até hoje peque por confiabilidade

Carlos Iaconelli – Blancpain Endurance Series – nenhuma

Cesar Ramos – World Series By Renault – média. Correndo pela Fortec, o brasileiro fez boa pré-temporada, mas enfrenta um grid cheio de ótimos pilotos

Cristiano da Matta – ALMS – nula. O Jaguar em que compete ainda é uma lenda. Não lembro ter visto o carro ter terminado corrida, mas o Rodrigo Mattar, editor e comentarista do SporTV, avisa que ele já concluiu corrida, sim. Embora até hoje peque por confiabilidade

Daniel Oliveira – WRC – nenhuma

Danilo Estrela – Skip Barber – alta. Foi bem na pré-temporada, corre com bolsa do patrocinador e é um dos mais experientes do certame

Enrique Bernoldi – GT1 – média. É experiente, rápido, com uma boa dupla (com Ricardo Zonta), mas em uma equipe média

Enrique Martins – F-Renault Europeia – nula. Corre pela Cram e até hoje ainda não mostrou nenhum resultado relevante na carreira

Fábio Fogaça – Top Race V6 – nenhuma

Fabio Gamberini – F3 Espanhola – altíssimas. Compete na categoria Light da F3 Espanhola pela equipe West-Tec. Foi muito dominante na pré-temporada, colocando sempre mais de 1s de vantagem nos demais pilotos da Light. Será uma zebra muito grande se não vencer

Felipe Massa – F1 – nula. A única chance dele é da Ferrari reagir de tal forma que supere a Red Bull e seja o time dominante, além de Alonso ficar de fora de umas quatro ou cinco etapas. Ou mais

Felipe Nasr – F3 Inglesa – altíssima. Corre pela Carlin, é rápido, experiente e fez boa pré-temporada. É o mais favorito da lista. Se não vencer, será um grande choque e uma baita zebra

Gustavo Rizzo – F2000 – nenhuma. Na primeira etapa tomou 3s do líder por volta. Mas deve fazer um bom ano, aposto que termina entre os dez primeiros e torço por boas provas

Helio Castroneves – Indy – baixs. Apesar de sempre favorito, Helio já não briga pelo campeonato faz alguns anos. Atualmente, o companheiro Will Power está em melhor fase.

Jaime Câmara – GT1 – nenhuma

Jaime Melo – ALMS – média. É Jaime Melo, as chances deveriam ser altíssimas, mas o brasileiro está estreando a Ferrari F458, que é ainda menos desenvolvida que BMW, Corvette e Porsche alheios. Além disso, a dupla com Toni Vilander parece ainda não ter se acertado

Jaime Melo – Le Mans Series – média. É Jaime Melo, as chances deveriam ser altíssimas, mas o brasileiro está estreando a Ferrari F458, que é ainda menos desenvolvida que BMW e Porsche alheios

Jean Antunes – F4 Francesa – nenhuma. Admito não saber quem é, mas pelos resultados na primeira corrida está muito longe de qualquer coisa

João Jardim – F-Renault Europeia – nula. É estreante na categoria e pode fazer um bom campeonato, mas não foi bem na pré-temporada nem está em um time tão poderoso. Compete pela Interwetten, que conseguiu o vice-campeonato, em 2010, com Luciano Bacheta

JP de Oliveira – F-Nippon – altíssima. É o atual campeão. O único adversário deve ser mais uma vez André Lotterer, da TOM’S

JP de Oliveira – Super GT – média. João Paulo sempre foi bem nas categorias japonesas, só não digo que é favorito para o Super GT pois está mudando de equipe e pode ter problemas de adaptação ao contrário de duplas já estabelecidas

JV Horto – Star Mazda – média. Corre pela equipe atual campeã, a Juncos, mas nunca se mostrou um piloto consistentemente vencedor. Deve fazer uma boa temporada

Lucas Foresti – F3 Inglesa – baixíssima. Lucas tem evoluído, mas ainda deve uma grande atuação correndo fora do Brasil

Luiz Razia – GP2 – nenhuma. Deve brigar para ficar entre os 10 primeiros

Marcelo Herniques – Legend Cars – desconhecida. Não conheço a categoria, mas parece que ele tá indo bem. Talvez não seja possível falar em título, mas é positivo um brasileiro estar competindo vindo de baixo

Miguel Paludo – Nascar Truck Series – nenhuma. Parece que vai fazer um bom campeonato. Briga por Top 15

Nelsinho Piquet – Nascar Truck Series – nenhuma. Está devendo boa atuação, se continuar assim, risco de nem chegar ao top 20

Nicolas Costa – F-Abarth – alta. Nicolas andou na pré-temporada sempre entre os primeiros, embora o carro da Cram, equipe para qual compete, seja mais lento que os da Jenzer e da BVM. Aí vai valer o talento do piloto contra os adversários

Oswaldo Negri – GrandAM – nenhuma. Por mais que o talento de Oswaldo Negri seja reconhecido, ele não compete pela Chip Ganassi nem por um time (Gainsco, Level 5, Wayne Taylor) capaz de desafiar Scott Pruett/Memo Rojas

Pedro Nunes – GP3 – baixíssima. Compete pela Lotus ART, melhor equipe do certame, seria uma zebra monstruosa se for campeão, mas deve fazer um campeonato razoável

Pietro Fantin – F3 Inglesa – baixa. Pietro é uma grata surpresa dos testes de pré-temporada da categoria e até poderia ser considerado favorito, mas ele tem um grande defeito: não compete pela Carlin

Pietro Fittipaldi – Nascar All American – desconhecida. Não sei se está disputando campeonato, aliás, não sei como os rankings nessa All American funcionam. Por isso não pode ser avaliado, mas está se destacando

Pierre Kleinubing – Continental Series – desconhecida. É a divisão de acesso da GrandAM. Pierre não é um piloto ruim, foi bicampeão do torneio de turismo da SCCA, nos Estados Unidos, mas foi mal nas três primeiras etapas da categoria

Pipo Derani – F3 Inglesa – baixa. Derani fez uma boa pré-temporada e pessoalmente aposto em bons campeonatos tanto dele quanto de Pietro Fantin. Só que além de o garoto jamais ter vencido, também não compete pela Carlin

Rapha Matos – Indy – nenhuma

Ricardo Zonta – GT1 – média. É um ex-campeão da categoria, experiente, rápido, com uma boa dupla (com Enrique Bernoldi), mas em uma equipe média

Rubens Barrichello – F1 – nenhuma. Williams né, por favor gente

Thomas Erdos – Le Mans Series – quase alta. Correndo pela RML, Erdos, ao lado de Mike Newton, é o atual campeão da LMP2, mas a classe inchou para 2011 com adversários bastante fortes

Tony Kanaan – Indy – nula. Tony não vai ganhar da Penske e da Ganassi, mas pode fazer um bom campeonato, embora, no momento, as vitórias estejam distantes

Victor Carbone – Indy Lights – baixa. Compete pela Sam Schmidt, melhor equipe do campeonato, mas não foi bem nas primeiras etapas. Deve brigar para ficar entre os oito primeiros

Victor Corrêa – F3 Espanhola – média. Corre por uma equipe boa e tem experiência na categoria, mas não fez a pré-temporada ao contrário dos principais adversários

Victor Guerin – F3 Italiana – média. Guerin andou sempre os primeiros durante a pré-temporada. Se conseguir fazer bons treinos classificatórios e for constante nas corridas, pode ter chances. Do contrário, deve brigar pelos cinco primeiros

Vitor Meira – Indy – nula

Yann Cunha – F3 Inglesa – nula. É rápido, mas foi mal na pré-temporada e parece estar no time menos estruturado do grid

Os melhores de 2010

dezembro 31, 2010

 

Sebastian Vettel

O ano de 2010 para Sebastian Vettel foi sensacional

O último post do ano no World of Motorsport não é bem uma retrospectiva. É mais uma daquelas listas que elege os melhores da temporada. Para isso, peguei os mesmos quesitos do site Driver Database e comento aqui não só me limitando aos pilotos selecionados por ele. Além disso, em todas as categorias também entra um prêmio – digamos assim – para o melhor brasileiro. Vamos aos eleitos!

Marc Marquez

O título de Marc Marquez nas 125cc foi tão surpreendente quanto brilhante

Revelação do ano: Marc Márquez. Esse eu considero uma surpresa. Quem acompanhou o blog ao longo do ano viu uma série de pilotos desconhecidos do grande público ganharem destaque por aqui. Seria fácil escolher um desses, mas o vencedor acabou sendo um que sequer foi citado por aqui.

Em 2010, o catalão foi campeão das 125cc da MotoGP vencendo dez das 17 etapas. O único detalhe é que ele jamais tinha vencido na carreira até então. Com apenas 17 anos, o título da categoria foi coroado com uma atuação épica na etapa de Portugal. O jovem piloto estava em segundo quando começou a chover e a prova foi interrompida. Na volta de aquecimento antes da nova formação do grid de largada, o piloto sofreu uma queda, danificando o equipamento.

A equipe correu para reparar a moto, mas não conseguiu devolver a tempo o piloto à segunda colocação na largada. Partindo dos boxes, o Márquez teria o equivalente a 16 minutos para alcançar o pelotão e ganhar o maior número de colocações possíveis. Marc ultrapassou somente todos os adversários e venceu a corrida fazendo aquela que foi a melhor atuação de um piloto em duas rodas no ano. Em 2011, o espanhol vai competir na Moto2 pelo time Monlau.

No Brasil: a revelação foi Nicolas Costa. Os títulos da F-Future e do torneio de inverno da F-Abarth apenas comprovam o talento do piloto além do sucesso da categoria criada por Felipe Massa.

Jimmie Johnson

Jimmie Johnson, pelo quinto ano seguido, não encontrou adversários na Nascar

Melhor piloto de categorias de turismo: Jimmie Johnson. Essa foi difícil. A atuação de Romain Dumas, Timo Bernhard e Mike Rockenfeller nas 24h de Le Mans foi incrível e, separados, obtiveram importantes conquistas ao longo do ano. Mas Jimmie Johnson foi além. O americano conquistou o pentacampeonato consecutivo da Nascar colocando de vez o nome na história da categoria.

Ao contrário das últimos três temporadas quando teve uma tarefa mais fácil, Johnson entrou nas corridas finais de 2011 em desvantagem. No meio da corrida do Texas – antepenúltima – a equipe decidiu substituir todos os mecânicos pelos do companheiro Jeff Gordon depois de erros consecutivos em paradas. A tática rendeu críticas do chefe de mecânicos de Denny Hamlin, então líder do campeonato. Para piorar, no final da prova o carro número 48 estava com uma desvantagem de 33 pontos na tabela.

Graças a táticas arriscadas nos boxes e a lambanças de Hamlin e da equipe do carro número 11, Johnson não só tirou a diferença como terminou o ano 39 pontos na frente do rival, selando o inédito pentacampeonato consecutivo.

No Brasil: Cacá Bueno. O piloto da Red Bull perdeu o título da Stock Car na corrida final somente por conta da regra dos descartes, ainda assim ficou com o vice-campeonato. De quebra, foi o campeão da temporada inaugural do Trofeo Línea. Augusto Farfus ganha menção honrosa nesse quesito pelo triunfo nas 24h de Nurburgring.

Rubens Barrichello e Felipe Fraga

É o da direita, caso não tenham percebido

Melhor kartista: Não conheço e não acompanho os europeus, então me restrinjo ao Brasil. Por aqui, o prêmio fica com Felipe Fraga. O garoto de Palmas, no Tocantins, fez uma temporada forte, mas sem títulos até a Copa do Brasil. Na competição disputada na própria capital tocantinense, o jovem conquistou o primeiro triunfo de relevância do ano – até onde a minha memória alcança. Em seguida, Felipe triunfou na Seletiva Petrobrás e garantiu os R$ 105 mil de premiação. Com 15 anos, o desafio agora é fazer a transição para os monopostos da forma menos traumática possível.

Mark Webber

Mark Webber não era considerado favorito ao título da F1, mas, se não fossem erros na Coreia do Sul e em Abu Dhabi, teria levado o campeonato

Surpresa do ano: Mark Webber. Se ninguém colocava o australiano como favorito ao campeonato da F1, o péssimo início de campeonato do piloto da Red Bull serviu apenas para provar que os críticos estavam certos. A partir do GP da Espanha, Webber calou a todos ao acumular nove pódios em 15 corridas, incluindo quatro vitórias. Erros nos GPs da Coreia do Sul e de Abu Dhabi, no entanto, custaram o título.

No Brasil: Gabriel Dias. Pilotando na F3 Inglesa, Gabriel venceu a desconfiança em relação à falta de resultados relevantes na carreira e terminou o campeonato na sexta colocação, superando facilmente o companheiro de equipe, o badalado William Buller, além de outros pilotos mais experientes. Eu ia colocar o JP de Oliveira como surpresa, mas acho que ele não precisa de mais esse título.

João Paulo de Oliveira

O título da F-Nippon, conquistado por JP de Oliveira, foi e maior relevância do Brasil, em 2010

Piloto de monopostos do ano: Sebastian Vettel. Todo mundo cansou de ouvir que ele não foi o melhor piloto da temporada da F1 por ter errado demais. Aí eu pergunto: que diferença faz? Com menos erros ele teria apenas somado mais pontos. Grande coisa. Ninguém lembra qual a maior vantagem de pontos da F1 ou quantas vezes alguém bateu. O que fica é o título e Sebastian Vettel o mereceu.

As atuações sólidas nas cinco últimas etapas – Cingapura, Japão, Coreia do Sul, Brasil e Abu Dhabi – coroaram o ano do alemão, que além do título provou a todos o amadurecimento durante a disputa da temporada.

No Brasil: João Paulo de Oliveira. Eu falei… Depois de uma temporada correndo apenas no SuperGT, em 2011, JP retornou à F-Nippon. E não teve para ninguém. Mesmo competindo contra ídolos no Japão como Loïc Duval e André Lotterer, além dos pilotos locais, o brasileiro fez uma temporada excelente, subindo ao pódio cinco vezes em oito corridas e acumulando duas vitórias, incluindo a que decidiu o campeonato, em Suzuka.

Jean-Eric Vergne

Mesmo novato, Jean-Eric Vergne venceu 13 vezes e conquistou o título da F3 Inglesa

Novato do ano: Jean-Eric Vergne. Entre todos os pilotos que pela primeira vez disputaram uma categoria – ou um nível, como a F3, por exemplo – ninguém se destacou mais que o francês. Aproveitando o aumento de corridas na F3 Inglesa (de 20 para 30), o piloto júnior da Red Bull se sagrou campeão da categoria com duas rodadas de antecipação ao obter 13 triunfos ao longo do ano e finalizar o campeonato 99 pontos na frente do segundo colocado.

No Brasil: Nicolas Costa.

 

Sebastian Vettel

Para o blog, Sebastian Vettel foi o piloto do ano. Alguem discorda?

Piloto do ano: Sebastian Vettel.

No Brasil: JP de Oliveira.

Recapitulando:

Revelação: Marc Márquez / Nicolas Costa
Piloto de turismo: Jimmie Johnson/ Cacá Bueno
Kartista: ninguém / Felipe Fraga
Surpresa: Mark Webber / Gabriel Dias
Piloto de monopostos: Sebastian Vettel / JP de Oliveira
Novato: Jean-Eric Vergne / Nicolas Costa
Piloto do ano: Sebastian Vettel / JP de Oliveira

Concordam com a lista? E a de vocês, como seria?

Os desafios de JP de Oliveira

maio 24, 2010

Largada da Fórmula Nippon

Largada da Fórmula Nippon: JP de Oliveira manteve a liderança no carro prateado

João Paulo de Oliveira vem fazendo história no Japão. Logo lá, do outro lado do mundo, onde as cores verde e amarela são tão queridas no automobilismo. Esse paulista de 28 anos voltou a correr de Fórmula Nippon em 2010 e, após duas provas, é líder do campeonato.

Na primeira corrida, em Suzuka, JP, como é conhecido por lá, chegou em segundo lugar, atrás apenas do japonês Takashi Kogure. Neste domingo, dia 23, o brasileiro largou da pole position em Twin Ring Motegi, não deu chances aos rivais e conquistou a vitória. Beneficiado pelo sexto lugar de Kogure, assumiu a primeira colocação na tabela de classificação, com 19 pontos, cinco a mais que o adversário. O alemão André Lotterer é o terceiro, com doze pontos, após terminar na terceira colocação as duas corridas.

Enquanto vibra pelo bom desempenho no Japão, JP trava uma guerra desleal com a imprensa brasileira. Ele é praticamente ignorado por qualquer grande veículo de comunicação. Em desabafos pessoais no twitter, ele credita esse abandono ao fato de, por opção, “não trabalhar com um assessor de comunicação que manda os releases prontos”.

O brasileiro volta às pistas no dia 20 de junho, em Sepang, quando vai competir pela SuperGT, à bordo do Nissan GT-R da Kondo Racing. JP de Oliveira venceu a prova malaia em 2007 e 2008, o que o credencia como um dos favoritos. Tão duro quanto superar os adversários, será ver o próprio nome em manchetes por aí.

Não tema JP, o World of Motorsport estará aqui para lembrar a todos o que os bons pilotos brasileiros encaram por aí.

Onde sopram os ventos do recomeço

abril 17, 2010
Rafael Suzuki na largada em Suzuka

Rafael Suzuki, em Suzuka. Não é para reparar no rapaz de vermelho secando a Parasol Lady

Correr no Japão vem trazendo bons ventos para os pilotos brasileiros. Após a vitória de João Paulo de Oliveira, na abertura do campeonato da Super GT, o final de semana em Suzuka começou bem para JP, agora na Fórmula Nippon, e para Rafael Suzuki, representante do Brasil na Fórmula 3 Japonesa.

Com mais experiência na terra do sol nascente, JP Oliveira cravou o segundo tempo na classificação da Fórmula Nippon, após um ano competindo apenas no Super GT. O brasileiro ficou à frente dos pilotos da TOM’S, que é a principal equipe por lá. Assim como superou o atual campeão, Loic Duval, que trocou a equipe de Nakajima pelo time Dandelion.

Estreando em Suzuka, Rafael Suzuki (até combina não?) marcou o quarto tempo para as duas provas da primeira etapa da Fórmula 3 Japonesa. Na primeira, o brasileiro, que corre para a equipe TOM’S, manteve o quarto lugar até o fim. Para Suzuki pesa o fato de que apenas seis carros competirem na principal classe do certame japonês.

Para os recordes, Takashi Kogure, da equipe de Nakajima, larga na pole da Fórmula Nippon, enquanto Yuji Kunimoto venceu a F3 Japonesa. Tanto a prova da Fórmula Nippon quanto a segunda corrida da F3 acontecerão na madrugada do sábado para o domingo, dia 18, praticamente ao mesmo tempo que a F1.

UPDATE: Takashi Kogure confirmou a vitória na Fórmula Nippon, enquanto João Paulo de Oliveira chegou na segunda posição após liderar até a parada nos boxes, quando perdeu muito tempo, custando a liderança. O alemão André Lotterer completou o pódio. Na F3 japonesa, Rafael Suzuki pulou para o terceiro lugar logo no início da prova, mantendo a posição até o final da prova. Yuji Kunimoto, companheiro do brasileiro na equipe TOM’S, venceu também a segunda corrida.  O japonês Koki Saga foi o segundo.


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