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Nascar Chase 2012 – as chances

setembro 10, 2012

O Chase de 2011 foi sensacional, mas será que alguem vai conseguir repetir o desempenho de Tony Stewart neste ano?

No último sábado, dia 8, os classificados para o Chase da Nascar Sprint Cup foram conhecidos. O World of Motorsport faz agora a análise da chance de cada um deles para a conquista do título nessas dez provas finais do campeonato. A lista a seguir está na ordem do favorito na opinião deste blog até o azarão.

1)      Jimmie Johnson – Com cinco títulos nos últimos seis anos, é bastante difícil não começar qualquer lista de favoritismo com Jimmie Johnson. No entanto, desde 2011, o piloto da Hendrick tem se envolvido em acidentes bobos e aquela consistência do pentacampeonato já parece ser coisa do passado. O americano, porém, tem a vantagem de ser um especialista nas pistas do Chase e é favorito à vitória em praticamente todas as dez etapas restantes, tendo apenas Talladega como ponto fraco. Outro bom motivo para apostar em Johnson é que ele é o típico piloto que cresce no Chase e não sente a pressão da disputa do título

2)      Tony Stewart – Depois do título do ano passado, quem é louco de colocar Stewart fora da briga? A diferença é que o carro número 14 não foi dominante ao logo da temporada regular e só conseguiu se classificar com a décima e última vaga. O ponto fraco do piloto são as etapas em circuitos curtos – como Dover, New Hampshire e Martinsville – embora ele já tenha vencido nas duas últimas em playoffs recentes. Além disso, Talladega também não costuma ser uma pista gentil com o tricampeão. Embora com tantos pontos contras, o atual campeão não vai precisar de um milagre como o do ano passado para levantar a nova taça. Assim como Johnson, é um piloto que cresce na decisão e não se intimida com a fase final.

3)      Denny Hamlin – O piloto da Joe Gibbs chega ao Chase em uma excelente fase com duas vitórias nas últimas três corridas. Depois do vice-campeonato de 2010, Hamlin aprendeu que o campeonato só termina na última volta em Homestead-Miami, uma lição dura, mas parece que o piloto da Toyota aprendeu. O carro número 11 praticamente não tem pontos fracos durante o Chase, talvez apenas Talladega e a própria decisão em Homestead sejam suas pistas menos favoráveis. Por outro lado, é favorito à vitória em Martinsville. Outro aspecto importante é que Hamlin não vai ter a concorrência de outros pilotos da Gibbs no Chase, então terá o melhor equipamento da equipe desde a primeira etapa. A grande dúvida é se o americano vai conseguir ter tranquilidade para não deixar o título escapar como aconteceu duas temporadas atrás.

Um desses pilotos será o campeão da Nascar em 2012

4)      Brad Keselowski – No ano passado, o piloto da Penske não conseguiu ter um bom desempenho, pois, mesmo com três vitórias na temporada regular, chegou ao Chase sem os pontos de bônus, já que conseguiu apenas uma das vagas do Wild Card. Dessa vez, Kese leva nove pontos a mais à fase final, o que pode ser fundamental na hora do título. É favorito à vitória em Talladega e no Kansas, além de ter bom desempenho em praticamente todos os ovais da fase final. Eu diria que Martinsville e talvez New Hampshire possam ser as maiores dificuldades. O grande problema de Keselowski é precisar ser consistente nos resultados. Para ser campeão, é preciso vencer quando é favorito e terminar no top-5 nas demais provas.

5)      Greg Biffle – O piloto da Roush liderou boa parte da temporada regular da Nascar, mas não é novidade que os carros da Ford tiveram um melhor desempenho apenas no início da temporada, quando há mais ovais de 1,5 milha. Curiosamente, no Chase esse tipo de pista corresponde a 50% do calendário, então o piloto tem bons motivos para ficar otimista. Biffle, aliás, foi vice-campeão em 2005 e não deve sentir a pressão dos playoffs. É favorito à vitória no Kansas e em Homestead, mas deve ter problemas em Martinsville.

6)      Matt Kenseth – O bom desempenho da Ford em circuitos de 1,5 milha também vale para Matt Kenseth. O piloto é conhecido pela consistência nos bons resultados e figura carimbada no Chase. O ponto forte do carro número 17 deve ser a etapa do Texas, enquanto Martinsville pode ser o maior problema. Outra coisa que eu apontaria é o fato de Kenseth deixar a Roush no final de 2012. Então, pode ser que na hora de priorizar algum carro o de Biffle seja o escolhido.

Será que ter assinado com a Gibbs pode prejudicar Matt Kenseth no Chase?

7)      Jeff Gordon – Jeff Gordon não fez uma boa temporada, mas pilotou como nunca em Richmond, quando garantiu a segunda vaga do Wild Card. Na minha opinião, para atingir o pentacampeonato, o piloto do carro número 24 vai precisar de um desempenho parecido com o de Tony Stewart na temporada passada. Somente assim para superar os favoritos. Outra coisa, acho que ter quatro carros no Chase pode fazer a Hendrick se perder. É difícil dar atenção a todos, então em algum momento eles vão precisar escolher alguém (leia-se Jimmie Johnon). Com quatro títulos na carreira, o americano certamente não sente a pressão pelo final de temporada e é justamente por isso que o seu desempenho pode crescer a partir de agora.

8)      Kevin Harvick – Se levássemos em conta o desempenho de Harvick até a etapa de Michigan, eu diria que piloto da RCR não deveria estar no Chase. Porém, desde Bristol tudo mudou. A equipe trocou o crew-chief do carro número 29, trazendo Gil Martin a bordo. A parceria Harvick-Martin terminou as duas últimas temporadas na terceira colocação e brigando pelo título, então eles têm, sim, boas chances de repetir o desempenho. A vantagem do piloto é que agora não tem outros pilotos da equipe classificados para a fase final, ou seja, equipamento de ponta até o final do ano.

9)      Dale Earnhardt Jr. – Dale Jr. foi um dos pilotos mais constantes da temporada, mas o principal problema a partir de agora será repetir esse desempenho. Não é que falte habilidade ao piloto, mas só dentro da Hendrick Jimmie Johnson e Jeff Gordon têm preferência. Obviamente, é o favorito à vitória em Talladega e pode ter um bom desempenho nos ovais maiores. Martinsville e Dover são os pontos fracos.

Será essa a hora e a vez de Dale Jr?

10)   Kasey Kahne – Mesmo fora do Chase e correndo pela péssima Red Bull, Kahne foi um dos pilotos que mais pontuou nas últimas dez etapas de 2011. Agora terá equipamento Hendrick e todas as chances de melhorar o resultado. É favorito em Charlotte e em Phoenix, mas precisa abrir o olho nos ovais menores. Além disso, o americano também sofre com o fato de os quatro carros da equipe estarem classificados para os playoffs e, portanto, terá o pior equipamento de todos.

11)   Clint Bowyer – Bowyer é um piloto melhor que o seu equipamento sugere. Mesmo assim, conquistou duas vitórias na temporada regular e entrou no Chase com a oitava posição. A partir de agora não deve sair disso. Tem boas chances de vitória em New Hampshire e em Phoenix, além de ser favorito em Talladega, mas não o vejo com a regularidade necessária para ser campeão. Além disso, a inexperiência da equipe de Michael Waltrip com o Chase pode pesar.

12)   Martin Truex Jr. – A última vez que Truex venceu uma corrida Obama ainda não era presidente dos Estados Unidos. Acho que essa estatística mostra o quão difícil será a tarefa do piloto na fase final. Para ele, participar do Chase já é algo a ser muito comemorado.

O fracasso da Nascar em Talladega

maio 8, 2012

A corrida em Talladega foi assim: a linha de dentro imabatível e uns gatos pingados tentando algo por fora. Competitividade zero

No início do ano, a Nascar fez uma série de mudanças nos carros para impedir que as corridas em duplas acontecessem nos super-ovais. Basicamente, limitando a entrada de ar do radiador, a ideia da categoria era fazer com que os motores superaquecessem para impedir que o pilotos trabalhassem em parceria por mais do que uma ou duas voltas.

Em Daytona, a medida relativamente deu certo, e a corrida aconteceu praticamente com aquelas longas filas de carros durante muito tempo.

Porém, em Talladega, as mudanças adotadas pela categoria foram um fracasso total. Em termos de qualidade, a prova foi péssima, e as alterações no equipamento causaram incidentes bizarros durante toda a etapa. Coisas que não deveriam fazer parte de uma competição de automobilismo.

Para começar, a diminuição da entrada de ar do radiador realmente funcionou, e os motores começaram a superaquecer. O problema é que eles esquentavam em qualquer situação, a menos que você fosse o líder da corrida e tivesse ar limpo pela frente. Para os demais competidores, pouco importava estar em uma parceria típica – com os carros colados –, ou no meio do pelotão, brigando pela 13ª colocação.

Assim, aguentar a corrida de Talladega foi uma espécie de roleta russa. Os pilotos sabiam que era questão de tempo para os motores estourarem. O primeiro a ter esse tipo de problema foi Regan Smith, que em momento algum esteve envolvido nas duplas. Depois, Ryan Newman e Jimmie Johnson também foram obrigados a retornar às garagens.

Para evitar essa falha mecânica, os pilotos podiam controlar a temperatura do motor de dentro do carro. Isto é, eram obrigados a olhar para o medidor do painel após cada curva para se certificarem de que estava tudo dando certo. Caso houvesse a menor possibilidade de um superaquecimento, o competidor era obrigado a deixar a disputa, pegar a linha de cima e ir para o fim do pelotão, refrigerando momentaneamente o equipamento.

Aqui, Trevor Bayne ilustra bem o momento em que um piloto é obrigado a deixar o pelotão para refrigerar o equipamento

O pior é que esse não foi o incidente mais bizarro da prova. Como a refrigeração dos carros foi comprometida pela Nascar desde o início da corrida, alguns pilotos sofreram com pane seca, sendo que o motivo, segundo as equipes, é que o combustível simplesmente evaporou. Aliás, o acidente de Dave Blaney com Aric Almirola – que também tirou Jeff Gordon, Carl Edwards e Martin Truex Jr da corrida – foi causado justamente pelo carro 43 que teria ficado sem combustível e não conseguiu sair da pista antes de perder velocidade.

Para a tristeza da Nascar, também não é possível dizer que esses contratempos fizeram a etapa de Talladega uma boa corrida. Não foi. Durante a esmagadora maioria das voltas, o que se viu foi uma mistura de single file com pelotão. O problema é que os competidores que optaram por correr na fila de cima ou no meio jamais tiveram velocidade suficiente para alcançar o líder na parte de baixo.

Dessa forma, as únicas mudanças de liderança aconteciam quando alguma dupla se desgarrava do pelotão, conseguia ultrapassar o primeiro colocado antes de o motor estourar e se colocava na linha de dentro. Esse processo foi repetido várias e várias vezes dando uma falsa impressão de competitividade.

Em termos esportivos, não me parece muito justo que o vencedor da corrida tenha que passar por obstáculos artificiais como uma roleta russa no superaquecimento do motor ou uma pane seca surpresa. Esse tipo de dificuldade me lembra das ideias de Bernie Ecclestone, que queria colocar atalhos nas pistas e áreas com chuva artificial. Afinal, premiar o melhor competidor em situações normais já parece algo ultrapassado, não é mesmo?

Jimmie Johnson ficou felizão quando foi obrigado a abandonar com problemas no motor

Para piorar ainda mais a corrida, os pilotos também não ajudaram. O acidente de Paul Menard e Denny Hamlin, que levou à corrida para a prorrogação é o tipo de batida que se esperar de novatos da Arca ou da Nationwide, mas não da Sprint Cup. Meu deus, um acidente antes da curva 1 em uma relargada, ainda mais em Talladega onde a linha de chegada não é no meio do tri-oval, mas no final dele. Isso só pode ser desleixo de alguns pilotos. Ou alguma falta de concentração, por exemplo, o atleta já estar pensando no que vai fazer quando chegar à reta oposta antes mesmo de completar a primeira curva.

De qualquer forma, acidente é acidente. Eles existem justamente pelo caráter imprevisível da situação. A grande crítica à corrida de Talladega é que as mudanças da Nascar provocaram um cenário que não corresponde a uma corrida de carros e sequer conseguiu melhorar a competitividade.

No final, não fui apenas eu que teve a impressão de ter assistido a uma das piores corridas de todos os tempos em Talladega. Tony Stewart, que esteve correndo, também não ficou nada satisfeito. O atual campeão da Nascar ironizou completamente a prova na entrevista coletiva após a disputa e mostrou que nem mesmo os pilotos ficaram satisfeitos com esse tipo de prova. A transcrição da entrevista de Stewart você pode ver clicando aqui.

Nascar em Phoenix: é a hora Hamlin, Harvick e Kyle Busch?

março 4, 2012
Kyle Busch e Kevin Harvick Nascar Phoenix

O emocionante duelo entre os eternos rivais Kyle Busch e Kevin Harvick, ainda na metade da corrida, foi o ponto alto da etapa da Nascar em Phoenix

A segunda etapa da temporada 2012 da Nascar, em Phoenix, foi muito fácil de ser comentada. Como, tirando Tony Stewart e Jimmie Johnson, nenhum piloto entre os favoritos teve problemas durante a corrida ou cometeu erros, o resultado final foi equivalente a o que cada um produziu ao longo do final de semana.

Sendo assim, a grande história desse etapa é saber até quando esses pilotos da Sprint Cup – Denny Hamlin, Kevin Harvick, Brad Keselowski, Kyle Busch e Greg Biffle – vão continuar brigando pela primeira colocação na tabela de pontos sem a presença dos tradicionais favoritos de sempre (Johnson, Stewart, Jeff Gordon e Carl Edwards).

Afinal, neste domingo, dia 5, Hamlin ficou com a vitória depois de duelar com Harvick. Kese e Biffle também estiveram na briga pela primeira colocação e Kyle Busch foi protagonista da batalha mais emocionante do final de semana – contra Harvick – ainda na metade da prova.

Vale lembrar que em Daytona, esses mesmos pilotos também estiveram nas primeiras colocações. Biffle foi terceiro, Hamlin, quarto e Harvick, sétimo. Busch e Keselowski ficaram pelo meio do caminho, mas ambos provaram ao longo da Speedweek que são fortes candidatos à vitória nos super-ovais.

Denny Hamlin

Após uma péssima temporada em 2011, Denny Hamlin já conquistou dois TOP 5, incluindo a vitória em Phoenix. Será que ele está de volta?

Assim, após duas etapas da Nascar em 2012, cinco pilotos que jamais foram campeões se destacaram, mas o real embate vai acontecer quando os atletas já consagrados entrarem – se conseguirem – na briga pela primeira colocação.

Quem deu o primeiro passo para mudar isso foi Jimmie Johnson, que terminou em quarto no Arizona. No entanto, mesmo com o piloto da Hendrick tendo precisado fazer duas paradas extras nos boxes por causa de um problema no pneu traseiro do lado direito, o pentacampeão não conseguiu voltar à luta pela primeira colocação, tendo perdido muito tempo no duelo com Keselowksi e Busch pela então quinta posição.

Mas vale lembrar que Jonhson tinha começado a prova com pontuação negativa por conta da punição sofrida em Daytona, então ele vai precisar de finais de semana cada vez mais parecidos com este – ou até mesmo melhores – para tentar se recuperar. No momento, ocupa apenas a 37ª posição na tabela de pontos.

Para encerrar, quem não está nessa briga inicial pelo campeonato, mas que merece destaque após duas corridas é Joey Logano.  Pressionado para obter bons resultados e finalmente corresponder às expectativas, o garoto conquistou dois TOP 10 nas primeiras duas corridas e já ocupa a oitava colocação na tabela de pontos. Ainda é cedo para falar qualquer coisa, e os resultados não foram brilhantes, mas é esse tipo de consistência que ele precisa ter em 2012 – e no restante da carreira – se quiser permanecer na Nascar por mais tempo.

Depois da chuva e do fogo em Daytona e de uma prova em oval curto no Arizona, a Nascar vai a Las Vegas para a primeira corrida em um oval de 1,5 milha em 2012. Como essas pistas são maioria no calendário da categoria, quem começar forte pode conseguir uma vantagem importante até mesmo para pensar em Chase mais para frente.

A tendência é que Johnson e Edwards ganhem espaço no campeonato, pois são favoritos. No entanto, os pilotos de Joe Gibbs costumam andar bem nesse tipo de pista e podem igualar as coisas. Só que vale lembrar que em 2011, o motor Ford foi dominante nos ovais intermediários, então um resultado similar ao de Daytona, com os carros de Jack Roush sempre na frente, é bastante possível.

Guia da Nascar Sprint Cup Series 2012

fevereiro 24, 2012
Tony Stewart

Tony Stewart teve dois meses para comemorar o título. Agora o piloto retorna à Nascar como favorito, mas terá muito trabalho pela frente

Para encerrar a série especial aqui no World of Motorsport, chegou a hora do terceiro e último guia da temporada 2012 da Nascar. Agora é hora de conhecer quem é quem na principal divisão do certame americano: a Nascar Sprint Cup Series.

Se a pré-temporada da Nascar para a temporada 2011 foi bastante agitada, o mesmo não aconteceu neste novo campeonato. Salvo a negociação desencadeada pela demissão de Kurt Busch da Penske, os últimos meses foram marcados por certo marasmo nas notícias sobre a categoria.

Bom, se não houve novidades quanto às regras nesse tempo, a Nascar abre o campeonato de 2012 de um jeito diferente, afinal, Jimmie Johnson não é mais o atual campeão da categoria. Depois de levantar cinco taças seguidas, o piloto perdeu a última disputa e viu Tony Stewart se consagrar pela terceira vez na carreira.

Mesmo assim, Jimmie Johnson segue mais do que favorito para 2012, principalmente pelo que ele demonstrou ao longo de cinco anos invicto. Na realidade, não é muito prudente descartar o piloto. Se não fossem alguns acidentes ao longo do Chase, JJ estaria em condições de lutar pelo título, já que havia sido o piloto dominante em provas como Kansas e Dover. Agora, a nova temporada, tudo foi zerado, e o americano terá uma nova chance de ir em busca da sexta taça.

Jimmie Johnson

Jimmie Johnson venceu cinco títulos seguidos, mas agora o piloto começa 2012 precisando juntar os cacos de uma derrota

Evidentemente, Tony Stewart é, sim, o principal adversário na luta pelo título. Desde o início do Chase de 2011, o desempenho do piloto é incrível. Venceu 50% das etapas durante a fase final, perdeu o Budweiser Shootout já na linha de chegada e conquistou um dos Gatorade Duels. Será que Stewart descobriu o segredo da volta por cima?

Falando em recuperação, outro que vai precisar mostrar serviço em 2012 é Carl Edwards. O piloto da Roush-Fenway encerrou o último campeonato em alta, mas perder o título pelos critérios de desempate após ser o segundo colocado na prova final foi um baque e tanto. Mas com a pole-position em Daytona, ele parece estar recuperado.

Johnson, Stewart e Edwards formam o trio de favoritos absolutos ao título de maneira quase que inquestionável, mas eles não podem se dar ao luxo de achar que já está tudo ganho. A temporada 2012 da Nascar ainda conta uma série de outros competidores dispostos a fazerem de tudo em busca do primeiro anel de campeão.

Talvez a história mais impressionante de 2011 tenha sido Brad Keselowski. Até metade da temporada, o piloto parecia que ainda não tinha se adaptado à principal divisão do turismo americano. No entanto, bastou sofrer um grave acidente em um treino privado – e uma pontual mudança no chefe de mecânicos – para que o piloto começasse a vencer. No final, Kese também fez um excelente trabalho no Chase e terminou na quinta colocação na classificação final.

Apesar disso, há algumas nuvens negras rondando o piloto da Penske. Há um histórico recente na categoria de pilotos que sumiram totalmente depois de participar do Chase: Martin Truex Jr., Juan Pablo Montoya e até mesmo Brian Vickers. Cabe a Keselowski mostrar que em 2012 ele não vai fazer parte desse grupo, pois os resultados no ano anterior corresponderam à realidade.

Matt Kenseth, campeão de 2003 e conhecido pela regularidade extrema, é mais um com boas chances de título. O piloto esteve com boas chances de conquistar a taça da última temporada, mas alguns acidentes com Brian Vickers nas etapas finais definitivamente o deixaram fora da briga. Com o motor da Ford parecendo um pouco melhor nesse início do ano, o piloto já entra no campeonato como um dos favoritos.

Kevin Harvick e DeLana Harvick

Kevin Harvick vendeu a equipe, engravidou a esposa e já disse que o objetivo é se concentrar no título da Sprint Cup

Aliás, falando em regularidade, outro que precisa ser citado é Kevin Harvick. O piloto do carro número 29 passou os dois últimos anos brigando pela liderança da tabela de pontos na temporada regular. No Chase, embora o rendimento em 2010 tenha sido muito superior que o do ano passado, já são dois terceiros colocados consecutivos. Agora que o piloto vendeu a equipe que tinha nas categorias menores e está esperando o primeiro filho (a esposa que está grávida, para deixar claro), talvez seja a hora de conseguir o que faltou nos últimos anos para enfim se sagrar campeão.

O último dos favoritos é Kyle Busch, conhecido por ser o piloto mais arrojado da Nascar na atualidade. No final do ano passado, em uma etapa da Truck Series no Texas, Busch empurrou Ron Hornaday no muro sem maiores explicações.  A Nascar o proibiu de continuar correndo naquele final de semana e os patrocinadores resolveram segurar os investimentos, pedindo para que Joe Gibbs, o chefe da equipe na Cup, tivesse mais controle sobre o piloto.

Resultado: Busch não vai correr na Truck Series em 2012 e deve disputar cerca de 1/3 das etapas da Nationwide. Com o foco na Cup, essa é a chance do piloto finalmente acabar com a fama de amarelão nas horas decisivas.

Buschinho não é o único piloto que precisa se recuperar em 2012. O companheiro de equipe Denny Hamlin é um dos que precisa se livrar da desconfiança do ano passado. Depois de ser o principal adversário de Johnson na luta pelo título de 2010, Hamlin sumiu no último ano. O piloto só se classificou para o Chase pelos últimos critérios de elegibilidade e, mesmo assim, o desempenho na parte final da temporada foi sofrível. Agora, ele precisa mostrar que o campeonato passado foi uma exceção e que continua sendo um dos pilotos mais promissores da nova geração.

Joey Logano

Joey Logano começa 2012 incrivelmente pressionado

Para terminar o trio da Joe Gibbs, Joey Logano terá um ano decisivo. Quando surgiu ainda nos Late Models, aos 15 anos de idade, Logano era considerado o principal piloto das categorias de base. Mark Martin cansou de chamá-lo de “real deal”, mas foi Gibbs quem conseguiu contratá-lo para o programa de jovens pilotos. A partir daí, o piloto venceu tudo o que disputou nas categorias de acesso da Nascar até chegar à Nationwide, em 2008.

Na divisão de acesso da Nascar, o piloto venceu logo a segunda corrida que disputou, no Kentucky, e parecia que ia corresponder a toda essa expectativa. Que nada. Ainda que ele tenha conseguido alguns triunfos no campeonato de acesso e uma vitória na Cup – em uma corrida encurtada pela chuva em New Hampshire em 2009 –, Logano jamais correspondeu ao que esperavam dele.

Como está no último ano do contrato com Gibbs e o patrocinador – a The Home Depot – já está pressionando a equipe por um piloto mais experiente, Logano tem a última chance de mostrar algo. Caso não dê certo, as chances do piloto na Cup ficam bastante comprometidas. A história do garoto, na verdade, é o típico caso de quem queimou as etapas no desenvolvimento. Em praticamente três anos, ele saiu dos Late Models para correr na Cup, sendo apenas o substituto de Tony Stewart. Por mais incrível que tenha sido o desempenho em todas as categorias até então, ficou claro que ele não estava preparado.

O que impede Gibbs de dispensá-lo é o medo de ele ir para outra equipe e finalmente estourar. Já imaginou se ele assina, por exemplo, com a Penske e começa a justificar o porquê de falarem antigamente que poderia ser tão bom quanto Jimmie Johnson ou ainda melhor? Seria terrível para quem o revelou.

Marcos Ambrose

Marcos Ambrose começa a desbancar Juan Pablo Montoya na briga por quem tem mais chances de conseguir a primeira vitória em um oval

Mas não é só Logano que precisa se recuperar em 2012. A lista, na verdade, é bastante extensa. Tem Kurt Busch, que foi defenestrado da Penske após brigar com um repórter e agora vai correr pela Phoenix. Tem Jeff Burton, que fez um melancólico campeonato passado, mas andou muito durante o Chase. E tem Kasey Kahne, que nunca ganhou nada, mas agora vai contar com equipamento da Hendrick.

Ainda falando na equipe do Sr. H, há alguma expectativa com relação a Jeff Gordon em 2012. Não acho que seja esse o caso, parece que a época do piloto já passou. Mas com 85 vitórias na carreira, pode ser um erro dizer que ele não tem chances.

Para encerrar o guia, é hora de destacar outros três pilotos que tem tudo para surpreender em 2012. Primeiro, cito Marcos Ambrose e de A.J. Allmendinger. Depois de fazerem  uma difícil transição para a Nascar, parece que chegou a hora de eles mostrarem que são, sim, pilotos de ponta. O último é Clint Bowyer, que pela primeira vez na carreira será o líder de uma equipe, pois deixou o time de Richard Childress e assinou com Michael Waltrip.

Ah sim, antes de terminar, tem a McLaren na Nascar. Sim! A equipe da McLaren (a mesma da F1) estará presente no campeonato americano em 2012. Mas eles não vão inscrever pilotos. Os ingleses são os responsáveis pelo sistema de injeção eletrônica que foi implantado nos carros para a nova temporada, então em todas as etapas o trailer cromado da equipe inglesa estará presente. Curioso não?

P.S.2: eu queria ter espaço para falar da história da equipe do Burger King, mas esse post já está ficando longo demais. Bom, paciência. uns donos de franquias do restaurante compraram a Red e vão inscrever dois carros. É bem legal ver uma empresa assim passar a investir no esporte.

P.S.3: aqui está a lista de pilotos confirmados para a temporada.

P.S.4: o guia da Nascar Camping World Truck Series 2012 você encontra aqui e aqui está o Guia da Nascar Nationwide Series 2012

As chances de milagre para Jimmie Johnson

outubro 28, 2011
Jimmie Johnson e Jeff Gordon

A pista de Martinsville inicia uma sequência de etapas em que Jimmie Johnson costuma sair-se vencedor

Com 50 pontos de desvantagem e faltando apenas quatro etapas para terminar a temporada 2011 da Nascar, Jimmie Johnson precisa praticamente de um milagre se quiser conquistar o inédito hexacampeonato consecutivo.

O piloto da Hendrick não está tendo um Chase tão sossegado quanto os dos últimos anos. Em seis corridas, enfrentou problemas em Chicagoland e em New Hampshire, bateu em Charlotte e não conseguiu avançar posições nas voltas finais de Talladega.

Apesar disso, se o retrospecto de Johnson nas corridas que fecham a temporada da Nascar for levado em conta, o piloto tem bons motivos para ficar otimista quanto a uma chance de milagre na busca pelo hexa.

Com o déficit de 50 pontos, Johnson primeiro precisa fazer a parte dele – isto é, vencer corridas – para depois ver o que acontece com Carl Edwards, Matt Kenseth e os demais candidatos ao título. Assim, todas as chances de conquistar o campeonato se baseiam em suposições do tipo ‘se JJ vencer as quatro corridas, Edwards precisa…’ e afins.

O lado bom par o piloto da Hedrick é que até o fim da temporada, ainda faltam as etapas de Martinsville, Texas, Phoenix e Homestead-Miami. Com uma ou outra alteração, é justamente nessa época do ano que o ainda pentacampeão conquistou as maiores sequências de vitória da carreira.

Em 2007, quando disputava o distante bicampeonato contra Jeff Gordon, Johnson venceu quatro vezes seguidas. Começou dominando em Martinsville, depois acumulou triunfos em Atlanta e no Texas e finalizou com a conquista da etapa de Phoenix. Essa sequência de resultados o deixou em uma posição tranquila para garantir o título em Homestead-Miami, onde terminou apenas na sétima colocação, administrando a vantagem para o companheiro de equipe.

Em 2004, quando o piloto fazia apenas a terceira temporada completa na Nascar, foi com uma sequência de três vitórias que Johnson entrou para a história da categoria. Não pelos triunfos em si, mas pelo que eles significaram. A exemplo de 2011, o piloto vinha de resultados ruins no recém-implantado Chase, mas conseguiu espantar a crise com o triunfo na etapa de Charlotte.

Na sequência, a Nascar chegou a Martinsville, e mais uma vitória do carro 48. Essa prova, no entanto, ficará para sempre marcada na categoria pelo acidente de um avião da equipe Hendrick, que se dirigia para a pista, matando todos os ocupantes. Ano passado, escrevi sobre esse episódio e você pode clicar aqui para relembrar como foi.

Após a tragédia, veio a etapa de Atlanta e Johnson venceu novamente. É possível imaginar a comemoração da equipe Hendrick pelo simbólico triunfo. Em termos de campeonato, porém, não foi o suficiente para garantir o primeiro título do americano, que acabaria o ano apenas oito pontos – dois na pontuação atual – atrás de Kurt Busch.

Pode ser que em 2011 também não dê tempo de Johnson esboçar uma reação, mas pelo menos ele já tem no que se inspirar.

Abaixo você pode ver o vídeo do próprio Jimmie Johnson falando sobre as corridas de Martinsville e de Atlanta de 2004:

Carl Edwards campeão e as táticas da Nascar em Talladega

outubro 24, 2011
Clint Bowyer

Clint Bowyer tem um recorde perfeito em Talladega: foi 1º ou 2º nas últimas três corridas. Ah, alguém reparou que a pintura é similar à usada por Harvick quando tinha o patrocínio da GM Goodwrench?

O grande debate após a etapa da Nascar em Talladega, deste domingo (23), foi sobre correr ou não correr no super-oval. A discussão em si nada teve a ver com a categoria deixar de realizar uma corrida na pista do Alabama, mas, sim, sobre as táticas utilizadas durante a prova.

Não é novidade para ninguém que em corridas em Talladega e em Daytona, alguns pilotos optam por manter um ritmo mais leve durante as primeiras 150 voltas, por exemplo, e só passam a brigar pela vitória nos giros finais. A situação chegou ao limite dessa vez por dois bons motivos.

Primeiro, tanto Jimmie Johnson quanto Carl Edwards, que deveriam brigar pelo campeonato, estavam no fim do grid. E, segundo, Dale Earnhardt Jr foi obrigado a não duelar pela vitória, com essa estratégia, justamente na pista em que o pai fez história.

Analisando o que aconteceu, é claro que a segurança vem em primeiro lugar. Esses pilotos foram prudentes em abrir mão de participar de uma corrida de forma competitiva durante 90% do percurso, afinal, ninguém gostaria de mais uma má-notícia para se juntar a Dan Wheldon e Marco Simoncelli.

Ainda que forte, este argumento acima – utilizado por muita gente que defende a postura cautelosa dos pilotos – é mentiroso. Se for para evitar disputas pela vitória em uma corrida sem relação nenhuma com os acidentes fatais recentes, que fechem o automobilismo. Do contrário, a situação continua a mesma, todos os pilotos sabem (e foram relembrados) dos riscos que correm e, portanto, cabe a eles decidir se querem continuar ou não na profissão.

A partir do momento que optaram por correr, não adianta justificar a tática pelas últimas semanas.

Jimmie Johnson

Jimmie Johsnon optou por não forçar o ritmo e terminou em 26º. Pagou o preço e está virtualmente eliminado

Vendo o acontecido competitivamente, não há nada de errado em optar por ficar fora do pelotão da liderança. Como a pista de Talladega permite que os pilotos recuperem terreno rapidamente, não há grandes problemas em ficar para trás. Nessas horas também vale a máxima de que o mais importante é liderar apenas uma volta: a última.

Embora em um primeiro momento na corrida do domingo – que você pode clicar aqui para relembrar como foi, com o texto na qualidade de sempre –  esta tática tenha parecido a mais acertada, ela também tem grandes limitações, que ficaram bem evidentes. A mais gritante é a falta de tempo que um piloto tem para recuperar terreno. Caso ele decida entrar no ritmo normal nas últimas dez voltas, por exemplo, vai ter que percorrer dez voltas muito mais rápido que quem estiver na liderança, do contrário não vai alcançar.

Pior ainda se acontecer uma bandeira amarela. Aí mesmo que o safety-car reúna todo o pelotão, quem estiver para trás vai precisar arrumar espaço em meio a carros muito mais lentos para tentar subir de posição. No domingo, não deu. A corrida foi para a prorrogação e quem estava lá atrás quando muito avançou o suficiente para lutar no limite dos dez primeiros.

E olha que estamos falando de Talladega, que é bem mais larga que Daytona. Na Flórida, não é difícil colocar dois carros lado a lado, mas três é algo complicado. Imagina um piloto precisar passar uma dezena de duplas em duas voltas para ganhar a Daytona 500. Isso é praticamente inviável. Não é por acaso que esse ano as provas foram vencidas por Trevor Bayne e David Ragan, enquanto JJ, Dale Jr e Edwards ficaram, na maioria das vezes, em posições intermediárias.

Nascar Talladega

Na parte da frente do pelotão, as disputas foram intensas

Ainda que a tática tenha dado apenas mais ou menos certo, para Carl Edwards foi uma grande vitória. O piloto se aproveitou dos acidentes e dos infortúnios dos rivais e disparou na briga pelo título. Com 14 pontos de vantagem para Matt Kenseth, ele só perde o campeonato por erro dele próprio ou da equipe.

Isso, no entanto, não quer dizer que o campeonato não esteja aberto. Além de Edwards e Kenseth, Brad Keselowski (-18), Tony Stewart (-19) e Kevin Harvick (-26) também estão na briga. No entanto, esses quatro desafiantes só passam a ter qualquer tipo de chance se o líder abandonar, bater ou tiver sérios problemas em uma corrida. Do contrário, o título já está definido.

A estatística está a favor desse quarteto. Ainda faltam quatro corridas para o final do ano, então há tempo para que Edwards – e qualquer outro – enfrente problemas. E nesse caso estamos falando de apenas um piloto que precisa ter azar. Ano passado, por outro lado, a briga estava entre Harvick, Denny Hamlin e Jimmie Johnson. Ou seja, para qualquer outro ter chance, três tinham que enfrentar dias difíceis. Algo, evidentemente, improvável.

A próxima etapa da Nascar é em Martinsville, onde, teoricamente, Edwards deve ter mais trabalho levando em conta as quatro corridas finais. Por se tratar de um oval curto, o piloto da Roush-Fenway pode levar um toque, ser envolvido em uma batida que ele não tinha nada a ver, ou simplesmente ter problema de acerto. É difícil, mas pode acontecer.

Nascar no Kansas: o velho (e chato) Jimmie Johnson está de volta

outubro 10, 2011
Jimmie Johnson

Jimmie Johnson voltou a vencer e pode acabar com a emoção da temporada 2011 da Nascar

Após quatro etapas, o Chase da temporada 2011 da Nascar está ao mesmo tempo emocionante, por ter oito pilotos na briga pelo título e os três primeiros estarem separados por apenas três pontos, e chato, porque é um replay do que aconteceu nos últimos anos com Jimmie Johnson precisando se recuperar após um início fraco e arrancando para conquistar o título.

O campeonato passado deixou a impressão de que a Nascar tinha ficado mais legal, já que Johnson, Denny Hamlin e Kevin Harvick chegaram à etapa final, em Homestead-Miami com chances de conquistar o título. A fase final, aliás, foi marcada por momentos curiosos e decisivos nas quatro etapas finais.

Com Johnson começando mal o Chase de 2011 e tendo vencido apenas uma vez  na temporada regular, parecia que os playoffs da atual temporada seriam tão disputados e emocionantes quanto a anterior, afinal o pentacampeão não estava demonstrando passar pelos seus melhores dias.

Depois de ficar na décima colocação no campeonato, 29 pontos atrás do líder após a corrida em New Hampshire, Johnson dominou as provas de Dover e Kansas, conquistando uma vitória e um segundo lugar. De quebra, agora é o terceiro colocado, com quatro pontos a menos que o ponteiro, Carl Edwards.

Só que o desempenho de Johnson nas duas últimas etapas foi tão superior que já é possível imaginar em uma disparada do carro número 48 rumo ao hexacampeonato. Em Dover, o piloto só não venceu porque errou em uma relargada quando disputava posições com Kurt Busch. Por outro lado, no Kansas, nem mesmo as bandeiras amarelas diminuíram o ritmo do atual campeão. Sem elas, após uma sequência demais de 100 voltas em bandeira verde, o piloto chegou a abrir 10s em relação ao segundo colocado. JJ estava, portanto, imbatível.

O único que chegou a ameaçar o domínio foi Kasey Kahne, que não conseguiu disputar a liderança no Green-White-Checkered, mesmo tendo um carro mais rápido.

Denny Hamlin, Brad Keselowski e Carl Edwards

Carl Edwards e Brad Keselowski conquistaram bons resultados no Kansas, mesmo com o equipamento deixando a desejar

Mas apesar desse domínio de Johnson nas duas últimas etapas, o campeonato ainda não está perdido. É verdade que o piloto da Hendrick é favorito para as etapas de Martinsville e de Phoenix, além de obter excelentes resultados no Texas e em Charlotte, fora os TOP 5 recentes em Homestead-Miami e em Talladega. No entanto, basta que Edwards ou Harvick – o segundo colocado na tabela de pontos – termine todas as corridas na frente de Johnson para evitar o hexacampeonato.

(Ok, eu sei que matematicamente é possível Jimmie Johnson ser campeão mesmo que termine atrás de Edwards em todas as corridas restantes, mas isso é algo tremendamente remoto de acontecer.)

O piloto da Roush-Fenway, por exemplo, tem boas chances de levar a luta do título até Homestead. Além de estar mais experiente que três anos atrás, ele é o único a terminar todas as quatro corridas do Chase entre os dez primeiros. Vale ressaltar, também, que no Kansas o carro do Edwards esteve péssimo até as últimas volta, quando o piloto pulou de 16º para quinto, assumindo a liderança do campeonato.

Em menor escala, Kevin Harvick também conseguiu salvar um bom resultado, embora tenha perdido pontos importantes ao ser ultrapassado por Edwards na última volta. Agora a diferença entre os dois é de apenas um ponto em favor do piloto da Ford, conquistado justamente na manobra citada.

Entre os demais pilotos do Chase, Brad Keselowski vem fazendo uma boa campanha e chega em Charlotte com chances de encostar nos ponteiros. Antes da fase final do campeonato, o piloto da Penske já havia declarado que o oval de Charlotte era onde deveria conseguir o melhor resultado.

Quem também costuma ir bem em Charlotte é Kyle Busch, que já está 20 pontos atrás de Edwards na tabela. Se pensar em números relativos, o piloto da Joe Gibbs já está mais perto de um Game Over no campeonato do que do líder. Ou seja, para evitar ficar a -39 – e eliminado teoricamente – Busch precisa voltar a vencer.

Em Charlotte, os favoritos são os mesmos do Kansas. Praticamente os oito primeiros tem boas chances, embora Harvick já tenha admitido que está é a pista fraca da RCR no Chase. Visto o que aconteceu no Kansas, tudo é possível. Outro que não costuma ir bem é Tony Stewart, que perdeu uma chance de recuperação muito grande na etapa anterior. A vitória deve ficar entre Johnson e Kurt Busch. Assim, o campeonato agradece se o piloto da Penske ganhar.

P.S.: esqueci de acrescentar no texto que sou contra a ideia de “deixaram Johnson chegar, agora aguenta.” Não acho que foi isso o que aconteceu. Harvick e Edwards conseguiram resultados muito bons no Kansas perto do que poderiam ter obtido quando estavam com o equipamento ruim. Parece, que eles estão fazendo o possível para conquistar o título. Portanto, ninguém deixou o 48 chegar. Pelo contrário, JJ tem todos os méritos de ter descontado 25 pontos em duas corridas.

Nascar em Dover: Johnson começa a se recuperar

outubro 3, 2011
Dover Monster Mile

Kurt Busch roubou pontos preciosos de Jimmie Johnson em Dover

A terceira etapa do Chase da Nascar, realizada no domingo, dia 2, em Dover, serviu para embolar um campeonato, mas que de forma contraditória começa a se decidir.

Antes da etapa na Monster Mile, Jimmie Johnson tinha uma desvantagem de 29 pontos para o então líder Tony Stewart. Kurt Busch aparecia ligeiramente melhor, com 28 pontos a menos que o bicampeão.

A corrida teve Johnson, Kurt Busch e Carl Edwards se alternando na primeira colocação, com o piloto da Ford sendo punido por excesso de velocidade nos boxes, o que o obrigou a fazer uma prova de recuperação. Mesmo com o contratempo, Edwards terminou em terceiro e pulou para a co-liderança do campeonato – ao lado de Kevin Harvick.

Sem o rival da Ford, Johnson parecia imbatível com o ar limpo, mas errou em uma relargada, permitindo que Kurt Busch assumisse a ponta e aproveitasse a vantagem aerodinâmica. Assim, o piloto da Penske, que não era um dos favoritos para a prova, conseguiu a vitória e se recuperou no campeonato.

Tony Stewart, por outro lado, teve um dia para esquecer. Depois de vencer em Chicagoland e em New Hampshire, o bicampeão teve problemas durante todo o dia e terminou duas voltas atrás de Busch. Como resultado, o piloto viu a vantagem de sete pontos na tabela se transformar em um déficit de nove.

Kurt Busch, Jimmie Johnson, Dover

Kurt Busch e Jimmie Johnson precisavam de um bom resultado em Dover para se recuperarem no campeonato

Como dito antes, Busch conseguiu um grande resultado em Dover, pois pôde se recuperar no campeonato. O piloto estava 28 pontos atrás de Stewart, uma diferença de certa forma considerável para ser retirada. Com o triunfo, porém, Kurt recuperou todo esse terreno e empatou com o bicampeão. Os dois estão empatados em terceiro a nove pontos de Harvick e Edwards.

Recuperação semelhante teve Johnson, que agora está 13 pontos atrás. O problema para o atual pentacampeão é que perder a vitória em Dover significou quatro pontos a menos na tabela e uma chance desperdiçada de alcançar os ponteiros. Para ser franco, esse é o melhor momento do Chase, enquanto o carro 48 ainda não disparou na pontuação. Todo ano JJ começa mal a fase a final para fingir que vai ter alguma emoção e é isso o que está acontecendo agora.

O problema para os demais 11 adversários é que Jonhnson é favorito para as etapas do Kansas, Charlotte, Martinsville, Texas e Phoenix. Cinco das últimas sete que restam. Nas demais, em Talladega e em Homestead-Miami, o piloto tem uma vitória e um top-5 nas últimas vezes em que pilotou nesses circuitos.

Apesar disso, o campeonato não está decidido a favor do bicampeão. Qualquer piloto pode ensaiar uma arrancada e levar o título. Resta saber quem é capaz disso. Tony Stewart começa a ficar em situação perigosa após amarelar em Dover. Dale Earnhart Jr, Ryan Newman e Denny Hamlin tão fora, enquanto Jeff Gordon e Kyle Busch precisam urgente de um grande resultado.

Olhando a tabela, o principal adversário de Johnson parece ser Carl Edwards, como o final de 2010 indicou. Na atual temporada, o piloto da Roush tem apenas uma vitória a exemplo do pentacampeão, mas acumula 14 TOP 5 e 20 TOP 10. Além disso, ele é o único que terminou as três corridas do Chase no TOP 10.

Edwards tem bom desempenho nas etapas do Kansas, Texas, Phoenix e Homestead-Miami, além de ser o atual vencedor do AllStar, em Charlotte. No entanto, não é novidade para ninguém que Dover é a sua pista forte na fase final. A co-liderança, portanto, pode significar que Edwards apenas conseguiu somar pontos onde era favorito e agora passa a ser uma presa fácil nas próximas etapas.

Kevin Harvick, por fim, está longe de demonstrar a consistência da última temporada quando chegou até Homestead-Miami com chances de conquistar o título. Se o piloto da RCR é o líder do campeonato, é graças às quatro vitórias obtidas na temporada regular. Dentro do Chase, o segundo lugar em Chicagoland animou, mas os resultados seguintes foram ruins. A dúvida que fica é se Harvick é um piloto que pode repetir a vitoriosa primeira fase do campeonato dentro dos playoffs, ou se o desempenho de Dover e de New Hampshire é o verdadeiro.

Para responder isso, pese o fato de Dover ser a pior pista de Harvick na fase final e este ano ele foi capaz de salvar um top-10. No entanto, o piloto vai precisar continuar se superando nas próximas corridas se quiser ter chance de título. Afinal, é favorito apenas em Talladega, embora tenha vencido em Martinsville no início do ano.

A próxima etapa do Chase é no Kansas, onde o resultado da corrida é normalmente surpreendente. Tony Stewart é o favorito, mas seguido de perto por Johnson, Keselowski e pelos pilotos da Ford.

Nascar em New Hampshire: o Chase está aberto

setembro 26, 2011
Rick Hendrick, Jimmie Johnson, Chad Knaus

Rick Hendrick, Jimmie Johnson e Chad Knaus. Com 29 pontos de déficit, eles vão ter muito trabalho se quiserem conquistar o hexacampeonato

A corrida de New Hampshire da Nascar Sprint Cup, realizada neste domingo, dia 25, revelou que alguns pilotos estão na direção errada para conquistar o título da temporada 2011. O Chase do ano passado, com Jimmie Johnson, Kevin Harvick e Denny Hamlin chegando à última corrida praticamente empatados nos pontos, mostrou que a máxima de ‘não se pode vencer o título em uma corrida, mas se pode perdê-lo’ é realmente verdadeira.

Começando pelos três já citados, a participação de Denny Hamlin no Chase atual é patética. Se você não lembra, no final de 2010, quando ele era o líder do campeonato faltando duas corridas, a equipe do carro número 11 bateu boca com a de Jimmie Johnson em algumas oportunidades, dizendo que o piloto da Hendrick estava acabado e – principalmente após a troca de mecânicos entre Jeff Gordon e JJ – desesperado com a possibilidade de perder o título.

Um ano depois, Hamlin está 66 pontos atrás de Tony Stewart na tabela e praticamente precisa de um milagre para levantar a taça. Em Chicagoland, ele teve problemas com os pneus, enquanto em New Hampshire foi uma pane seca. Inadmissível alguém perder um título por ficar sem combustível. O desempenho de Hamlin é tão ruim que seria melhor ter deixado A.J. Allmendinger, por exemplo, participar do Chase. Fora dos 12 primeiros, ninguém ia perceber o vexame do carro número 11. Por outro, por pior que fossem os resultados de Allmendinger só de ele estar nos playoffs seria motivo de festa.

Jimmie Johnson é outro que está em uma fase terrível. Tudo bem que New Hampshire, ao lado de Talladega e Homestead-Miami, é um dos locais em que o pentacampeão não é favorito. Mas 29 pontos de déficit na tabela de pontos significariam Game Over para qualquer outro piloto. Não para Johnson. Se não fosse o retrospecto do pentacampeão em conseguir vitórias e segundos lugares sequenciais na fase final do campeonato, as chances de título teriam ido embora. Por outro lado, ainda que ele tenha chances, Johnson e toda a equipe Hendrick sabe que não pode mais errar se quiser conquistar o hexacampeonato.

Kevin Harvick

Kevin Harvick segue perdendo pontos preciosos em 2011. Assim nem fechando equipe o título fica fácil

Dos três, Kevin Harvick é o que está em melhor posição. Após duas corridas, o piloto está apenas sete pontos atrás de Stewart, na vice-liderança. No entanto, o piloto da RCR está repetindo um problema que já aconteceu em 2010: perder pontos fáceis. Em Chicagoland, Harvick vacilou em não ter ultrapassado Tony Stewart na briga pela vitória. Claro que não dá para exigir que alguém vença todas as corridas, mas caso o piloto da Budweiser tivesse completado a recuperação e triunfado nessa etapa, seria o líder. Com o segundo lugar, vai precisar torcer para algum tropeço de Stewart.

Em New Hampshire, a situação foi ainda pior. Com uma tática errada nos boxes, Harvick, que esteve o tempo todo na briga pelo TOP 5, terminou a corrida em 12º. Não foi um grande prejuízo na tabela, mas novamente deixou pontos importantes escaparem e que podem fazer falta no fim do ano. Aliás, é bom o piloto da RCR se recuperar, pois Dover, local da próxima etapa, é a pista onde ele deve ter maiores dificuldades.

Por fim, chegamos a Tony Stewart. É óbvio que com duas vitórias nas duas primeiras etapas do Chase o bicampeão é quem está em posição mais confortável para conquistar o título. Apesar disso, ainda não o considero um dos favoritos. Essa não é a primeira vez que um piloto começa os playoffs com duas vitórias consecutivas. Nas outras duas ocasiões – Greg Biffle em 2008 e Mark Martin em 2009 –, só o experiente piloto da Hendrick conseguiu chegar a Homestead-Miami com chances (muito, mas muito remotas) de ser campeão. Biffle caiu fora da disputa oficialmente em Phoenix, mas o grande prejuízo em pontos foi em Talladega, quando se envolveu em um acidente bisonhamente causado pelo companheiro de equipe Carl Edwards.

Como Stewart não teve um bom desempenho na temporada regular e só deve ser um candidato a vitória nas etapas de Kansas, Charlotte e Texas, ainda é cedo para colocá-lo como favorito absoluto. Uma sequência de bons resultados, no entanto, é o suficiente para catapultá-lo à função de possível vencedor da Sprint Cup.

Enquanto isso, a menos que seu nome seja Denny Hamlin, o campeonato continua aberto. Johnson pode estar 29 pontos atrás de Stewart, mas está apenas seis distante de Jeff Gordon, o sexto colocado. Os cinco pilotos na frente já deram sinais de inconsistência e podem acabar perdendo a taça até o final do ano. Além disso, ainda há o fator Brad Keselowski, que veio feito um foguete nessa segunda metade de temporada 2011 e ninguém sabe se ele poderá manter o ritmo.

A próxima etapa da Nascar é em Dover, onde Jimmie Johnson é considerado favorito. O local é uma excelente oportunidade para que o pentacampeão inicie uma recuperação. No entanto, vale um aviso: antes a Monster Mile era a segunda corrida do Chase, agora é a terceira. Pode ser que já seja tarde para uma volta por cima. Fora o piloto da Hendrick, Kyle Busch, Carl Edwards e Brad Keselowski são favoritos para a corrida. Por outro lado, Tony Stewart e Kevin Harvick são os que mais têm a perder.

Chase 2011 – as chances

setembro 12, 2011
Jimmie Johnson

Terá Jimmie Johnson espaço para uma sexta taça?

No último sábado, dia 10, os classificados para o Chase da Nascar Sprint Cup foram conhecidos. O World of Motorsport faz agora a análise da chance de cada um deles para a conquista do título nessas dez provas finais do campeonato.

Favoritos: Jimmie Johnson, Kyle Busch e Jeff Gordon.

Não dá para falar da história do Chase sem citar Jimmie Johnson. O atual pentacampeão já venceu 19 vezes em etapas dos playoffs, desde 2004, sempre esteve na briga pelo título e passeou em três das cinco conquistas. Nem mesmo os pontos negativos parecem influenciar Johnson este ano. É verdade que ele só venceu uma vez na temporada regular – em Talladega –, mas isso não o impediu de chegar a Richmond com uma vantagem de quase 30 pontos na liderança do campeonato. No fim, foi ultrapassado por Kyle Busch e entra em desvantagem pelo número de pontos dos bônus por vitória, mas nada que tire o favoritismo.

Pela segunda vez na carreira Kyle Busch terminou na frente na temporada regular. Na outra, em 2008, liderou toda a primeira fase da competição, venceu oito vezes, mas foi uma completa decepção na fase final ao terminar o ano apenas em décimo. Agora, o mais jovem dos irmãos Busch está mais consistente. Ao longo da temporada regular, terminou 11 etapas entre os três primeiros e brigou pela vitória em boa parte das corridas. Se não amarelar novamente, é um potencial adversário de Jimmie Johnson.

Jeff Gordon terminou a temporada regular falando que está na melhor forma da carreira. Besteira, o tetracampeão está bem longe do desempenho dominante dos quatro títulos conquistados. Ainda assim, o piloto do carro número 24 venceu três vezes no ano e nas últimas dez etapas terminou todas dentro do TOP 10 ou próximo a ele, isto é, mostrou que tem um equipamento forte para qualquer tipo de pista. No caso da Hendrick voltar a ser superior, Gordon pode ser o único a conseguir parar o companheiro de equipe.

Kevin Harvick

Kevin Harvick, que fechou a KHI, é o único representante da equipe de Richard Childress no Chase

Boas chances: Matt Kenseth, Kevin Harvick, Carl Edwards

A temporada de Kevin Harvick começou avassaladora com vitórias em Auto Club e em Martinsville. Depois, principalmente nas pistas de 1,5 milha, foi perdendo rendimento e passou da etapa do Kentucky à corrida em Bristol conquistando apenas um TOP 10, em Watkins Glen, sendo que nas duas últimas corridas da sequência, foi somente o 22º. Apesar desse cenário desanimador, a situação mudou nas duas provas antes do Chase. Harvick foi sétimo em Atlanta depois de brigar pela ponta no início da corrida e venceu em Richmond ao liderar 201 das 400 voltas.

Há uma explicação muito boa para isso. Com o piloto já garantido no Chase por conta das três vitórias conquistadas de forma prematura, a equipe de Richard Childress pode ter focado os esforços em tentar classificar os demais carros. Como não deu, a atenção voltou a Harvick. E esse é justamente o maior trunfo do piloto do carro 29. Não tendo nenhum companheiro na fase final, quer dizer que o que a RCR tem de top estará a seu dispor.

Matt Kenseth começou 2011 de uma forma bastante incomum: vencendo duas corridas. Mais conhecido pela regularidade do que por terminar no Victory Lane, o piloto da Roush se manteve entre os ponteiros ao longo da temporada regular ao acumular 14 TOP 10. É justamente apostando nessa regularidade somada a vitórias que ele espera acabar com o jejum de títulos que dura desde 2003, justamente o último ano antes da criação do Chase.

Carl Edwards começou o ano como o verdadeiro favorito, embalado pelos triunfos nas duas últimas corridas de 2010. Apesar disso, o piloto só venceu uma única vez e viu a liderança consolidada após as primeiras etapas ser rapidamente cortada durante as 26 corridas. Para conquistar o título, o piloto aposta em bom desempenho em todos os tipos de pista, além de repetir as vitórias de Phoenix e de Homestead-Miami, no último ano. Antigamente, Talladega seria o maior problema para Edwards, que chegou a perder o campeonato de 2009 na tal etapa. Desde então, o piloto tem se destacado em corridas nos super-ovais, embora tenha um desempenho melhor em Daytona.

Brad Keselowski

Caso não conquiste o título, Brad Keselowski poderá fazer o duelo das cervejas com Kevin Harvick, patrocinado pela Budweiser

Chances razoáveis: Brad Keselowski, Denny Hamlin, Kurt Busch

Brad Keselowski foi a grande surpresa positiva entre os 12 classificados para o Chase em 2012. Desde o grave acidente em Road Atlanta, o piloto foi o destaque da categoria ao vencer duas vezes (já tinha triunfado no Kansas) conseguir outros dois TOP 5 e um TOP 10. O piloto da Penske, no entanto, por ter terminado em 11º, não conseguiu transformar as três vitórias em bônus, por isso sai em desvantagem. Deve ter bom rendimento nas pistas de 1,5 milha e em Dover, enquanto Talladega e Phoenix devem ser os pontos fracos.

Denny Hamlin foi a decepção de 2011. Depois de brigar pelo título de 2010 e liderar até a antepenúltima prova, o piloto só garantiu a classificação para o Chase na etapa de Richmond. Apesar disso, tem conseguido alguns bons resultados e pode repetir o desempenho positivo nessas dez últimas corridas. Com Kyle Busch em boa fase para dividir as atenções da Gibbs, as chances de Hamlin são bem remotas.

Kurt Busch chega ao Chase falando que pela primeira vez nos últimos anos Jimmie Johnson tem um rival. A realidade, porém, é bastante diferente, e o piloto da Penske não chega como favorito. Assim como Keselowski, Busch tem nas pistas de 1,5 milha a melhor chance durante o Chase, só que esses também são os traçados onde Johnson tem bons resultados. Nas pistas em que Kurt não vai bem, o pentacampeão mantém a já reconhecida regularidade, e nesse cenário Kurt Busch já sai em desvantagem. Outra coisa, para ele vale o que foi dito sobre Hamlin. A Penske, pela primeira vez nos últimos seis anos, vai ter que dividir atenção entre dois pilotos.

Sem chances: Ryan Newman, Tony Stewart, Dale Earnhardt Jr

Entre esses três, Tony Stewart é quem pode incorporar o azarão na fase final. O problema é que ele não venceu em 2011 e dificilmente vai mudar da água para o vinho nessas últimas dez corridas. Caso esse milagre aconteça, é um candidato ao título, do contrário, quando muito vai brigar para chegar no TOP 5. Ryan Newman é inconsistente e Dale Jr não vence faz alguns muitos anos.


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