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A Indy sem a Newman/Haas

fevereiro 13, 2012
Mario Andretti Newman/Haas

O carro alvinegro da Newman/Haas é facilmente reconhecido por uma geração. Ver a Indy sem ele e sem a Newman/Haas é como se faltasse algo

Nesta segunda-feira, dia 13, a Indy fez a apresentação oficial para a temporada 2012 da categoria. Entre os destaques, evidentemente, estão o retorno da concorrência no fornecimento de motores (agora com Honda, Chevrolet e Lotus) e o novo carro da Dallara.

A festa deve ter sido bem legal para quem esteve lá, mas acompanhá-la pela internet foi bastante chato. Bom, paciência, né? São ossos do ofício, diriam por aí.

Eu aproveitei o marasmo da apresentação para continuar a ler a biografia do Paul Newman. Eu gosto de cinema, juro, mas a única razão para ter comprado o livro foi para ver como nasceu a Newman/Haas e quais histórias curiosas a equipe tem.

E a biografia aborda bem esses aspectos, mesmo eles ficando em segundo plano na história. Por exemplo, eu não sabia como a equipe tinha surgido. Tanto Paul Newman quanto Carl Haas tinham carros na Can-Am, na década de 1980, mas eram rivais. Sequer eram amigos. Um dia Haas ligou para o ator e fez a proposta de montarem uma esquadra.

A conversa foi mais ou menos assim. “Paul, estou querendo montar uma equipe para correr nessa tal de Indy, o que você acha?” – “Não sei, estou ficando velho. Estou cansando dessa coisa de ser dono de equipe. Fica para a próxima, tudo bem?” – “E se eu disser que Mario Andretti vai ser o piloto?” – “Onde que eu assino?”

Em outro capítulo, o livro conta o dia em que Paul Newman levou o diretor John Huston para uma etapa em Portland. Como o ator era a personalidade mais famosa das garagens da Indy, ele tinha o melhor lugar ver a corrida. No entanto, nada disso convenceu Huston, que se levantou antes da metade da prova e foi embora reclamando de como o esporte a motor era entediante.

Paul Newman Mario Andretti

Carl Haas foi bastante talentoso ao arquitetar uma equipe que reunia Paul Newman e Mario Andretti

Por que estou contando isso? Por nada, na verdade. Mas aproveitando que a Indy fez a apresentação da temporada 2012, vale o gancho para lembrar que a Newman/Haas não estará no grid.

Por conta dos problemas que a equipe vinha tendo para arrumar patrocinadores e pela chegada do novo carro, Carl Haas decidiu abrir mão de disputar o campeonato, embora ainda garanta que o time existe e vai voltar às competições.

Mas a verdade é que a Newman/Haas acabou. A equipe sempre foi centrada na figura do Paul Newman – e isso foi dito em entrevista pelo Cristiano da Matta –, que exercia uma função central na hora das negociações. Por mais afastado que o ator pudesse estar das competições, todo mundo queria patrocinar a equipe dele. Dava status falar que investia no time de Paul Newman. E tanto ele quanto Carl Haas eram espertos. Ofereciam aos patrocinadores pacotes bastante atrativos, contando com os Andretti, Mansell e um Fittipaldi.

O sucesso da equipe – em maior ou menor escala – durou até 2007. No ano seguinte, duas notícias fizeram com que as coisas mudassem completamente. A Indy absorveu o que sobrou da ChampCar, enquanto Newman foi diagnosticado com câncer na laringe.

Como o diagnóstico veio apenas no mês de maio, já havia dado tempo para que a equipe se rearranja-se após a união das categorias. Não é por acaso que o time contou com uma dupla bastante promissora formada por Justin Wilson e por Graham Rahal. Os dois venceram naquela temporada, sendo que o americano terminou na frente justamente na corrida de estreia na categoria.

Graham Rahal

Graham Rahal chegou à Newman/Haas já em clima de fim de feira. Mas conseguiu vencer uma corrida na Indy, que foi o último grande feito da equipe

Newman morreu no dia 26 de setembro de 2008, o que acelerou o processo do fim da Newman/Haas. Desde então, Haas teve dificuldade de negociar com as empresas, e o time foi obrigado a recorrer a pilotos pagantes de qualidade questionável para continuar existindo.

Na temporada passada, Oriol Servià e James Hinchcliffe formaram uma dupla bastante interessante e quase conseguiram levar a Newman/Haas de volta às glórias. Mas esse ano foi um ponto fora da curva. O piloto canadense por exemplo, não participou da primeira etapa do campeonato porque ainda buscava o orçamento necessário para disputar o ano todo. E quase que ele não veio para a etapa no Brasil.

Com tantas dificuldades, Carl Haas resolveu parar as coisas na sede em Lincolnshire e reestruturar a equipe. No fim das contas, é algo positivo. Foi ele quem arquitetou a criação da Newman/Haas ao juntar nomes como Paul Newman e Mario Andretti sob o mesmo teto. Agora está na hora de ver o que a equipe tem e o que pode fazer no futuro.

E é algo justo na verdade, a Newman/Haas foi uma das principais equipes da sua época, mas não dá para passar a eternidade dependendo da fama de um ator que vai ficando cada vez mais desconhecido para as novas gerações.

O que aconteceu com os competidores da Indy Lights em 2010?

agosto 12, 2011
Jean-Karl Vernay

O título de Jean-Karl Vernay na Indy Lights é o que ninguém vai lembrar da tempora 2010 da categoria

As participações de Martin Plowman e Pippa Mann na Indy nos últimos dois finais de semana, em Mid-Ohio e New Hampshire, comprovaram o sucesso do programa ‘Road to Indy’ criado para reconstruir as categorias de acesso americanas em torno do campeonato principal e, principalmente, fazer com que esses torneios voltassem a revelar jovens promissores que não acabassem na GrandAM ou na ALMS.

Em 2010, doze pilotos participaram de forma integral da Indy Lights, perdendo uma ou outra corrida no máximo. Destes, apenas dois – Stefan Wilson e Gustavo Yacaman – retornaram ao campeonato na atual temporada. Então, pegando os dez restantes, cinco avançaram à Indy – 50% – uma média impressionante.

Quase um ano após o título de Jean-Karl Vernay, o World of Motorsport aproveita o sucesso da categoria na promoção de atletas para relembrar os 12 pilotos que competiram na Indy Lights na temporada passada e verificar onde cada um está após ter participado do campeonato em um ano em que sofrera uma virada decisiva.

12) Rodrigo Barbosa – 241 pontos: a participação do brasileiro não pode ser lembrada como uma das mais brilhantes na história do automobilismo mundial. Pelo contrário, apesar de mostrar uma tremenda evolução em relação a 2009 e correndo por uma organizada equipe PDM, Rodrigo foi constantemente o último colocado nas corridas, herdando colocações quando os adversários abandonaram. Esse método, aliás, rendeu ao piloto um inesperado prêmio no final do ano por ser aquele que mais ganhou posições durante toda a temporada.

O segredo era que além de o brasileiro ultrapassar todo mundo, pois largava sempre em último, ele ainda contava com um terrível marasmo nas demais posições. Ao final do campeonato, Rodrigo disse que voltaria ao Brasil e manifestou vontade de correr na Copa Montana, mas até o momento não deu as caras em nenhuma competição. Creio que ele será lembrado por todos apenas pelo fato de ter nascido no dia 30 de setembro de 1988 na cidade de São Paulo. Curiosamente, nesse mesmo dia e nessa mesma cidade, eu também nasci. Hoje, praticamente 23 anos depois, acho que a mãe dele tem mais motivos para se orgulhar que a minha.

11) Stefan Wilson – 278 pontos: o irmão mais novo de Justin Wilson é um dos dois pilotos a permanecer na Indy Lights em 2011. Ele trocou a equipe de Bryan Herta pela Andretti em uma decisão que vem se mostrando acertada. O inglês conquistou a primeira vitória da carreira, em julho, na etapa de Toronto, e ocupa a terceira colocação do campeonato com 325 pontos, 71 a menos que o líder Josef Newgarden. O legal de Stefan é que em 2010 ele foi patrocinado pela rede de restaurante Outback, que serve uma excelente costela. Mesmo com esse farto investimento, ele perdeu duas corridas no final da temporada.

Rodrigo Barbosa

Meio sem graça, Rodrigo Barbosa ganhou o prêmio (de US$ 5 mil) por maior número de ultrapassagens. Ele disse que nem sabia ter sido premiado. Aliás, já repararam que ele é a cara do Lucas do São Paulo?

10) Gustavo Yacaman – 293 pontos: assim como Wilson, o colombiano é o segundo piloto a permanecer na Indy Lights em 2011. Gustavo trocou a novata Cape Motorsport w/ Wayne Taylor pela Team Moore e vem tendo um resultado melhor. Mesmo competindo pelo terceiro ano seguido no certame, o piloto ainda não conseguiu uma vitória, mas obteve o melhor resultado da carreira ao terminar em segundo na última etapa, em Trois-Rivières. O legal de Gustavo é o patrocínio da Crepes e Waffles. Ou seja, ele e Wilson são a prova de que se você precisar de investidor para correr na Indy Lights vá a um restaurante.

9) Phillip Major – 299 pontos: depois de rodar a Europa sem conseguir grandes resultados, o canadense tomou parte da temporada 2010 da Indy Lights pela equipe de Sam Schmidt. Conquistou um terceiro lugar na etapa de Chicagoland e cravou a melhor volta em Iowa. Foi só. Depois disso não apareceu mais.

8) Sebastian Saavedra – 303 pontos: no final da temporada 2010, o colombiano deixou a equipe de Bryan Herta às vésperas da antepenúltima etapa do campeonato. O piloto reclamou da estrutura do time e disse que o dirigente não respeitou o acordo de participar de algumas etapas da Indy com um carro competitivo. Saavedra, então, rumou para a categoria principal onde compete pela fraquíssima Conquest e vem conseguindo resultados discretos. Bryan Herta, por sua vez, venceu as 500 Milhas de Indianápolis com Dan Wheldon.

7) Dan Clarke – 304 pontos: depois de participar da ChampCar com algum destaque e ter um desempenho razoável na F3 Inglesa, o britânico apareceu de forma surpreendente na última temporada da Indy Lights correndo pela tradicional equipe Walker. Sim, aqueeeela Walker. Salvo dois segundos lugares em Toronto e em Mid-Ohio, o piloto não empolgou e terminou o ano sem ter onde correr.

De forma ainda mais surpreendente, Dan foi convidado a participar de forma integral da Nascar canadense em 2011, mas o acordo não deu certo. Ele correu em algumas provas de turismo e vai estrear na Nationwide nesse final de semana, em Watkins Glen, pela fraca equipe Means.

Dan Clarke

Dan Clarke largou a carreira de piloto e virou pintor de casas. Que coisa, eu tava precisando de uma reforma aqui em casa, vou contratá-lo

6) Adrian Campos Jr – 307 pontos: com o pai em um momento conturbado ao sair da F1 às pressas e dando a equipe a Ramon Carabante, que passou a chamar o time de Hispania, Adrian Campos Jr correu em 2010 na Indy Lights pelo Team Moore. Depois de terminar o ano na sexta colocação, como segundo melhor novato e tendo o quarto lugar no Kentucky como melhor exibição, o espanhol resolveu voltar à Europa, onde compete na AutoGP pela equipe Campos (!!) do próprio pai.

Na nova categoria, não teve sorte. Sofreu um forte acidente na etapa de estreia, em Monza, e só voltou quatro corridas depois, quando bateu de novo. Sem maiores lesões nessa segunda pancada, ‘Adrianinho’ conquistou um quinto lugar em Oschersleben e é o 16º no campeonato.

5) Pippa Mann – 313 pontos: a inglesa surpreendeu ao dominar as últimas etapas da temporada 2010 da Indy Lights nos ovais. A pilota perdeu a corrida de Chicagoland para James Hinchcliffe no photochart, enquanto não encontrou adversários no Kentucky. Sem um grande patrocinador, ela não conseguiu fazer o pulo para a Indy, mas fechou com a Rahal Letterman para disputar três provas em ovais – New Hampshire, Kentucky e Las Vegas. Pela Conquest, a inglesa correu a Indy 500, largou em 32ª e finalizou em 20ª.

4) Charlie Kimball – 388 pontos: apesar de um currículo razoavelmente bom na Europa, o americano não fez uma grande temporada em 2010 na Indy Lights ao ficar longe da batalha pelo título. Apesar disso, conseguiu uma vaga na Chip Ganassi, na Indy, onde corre na equipe satélite ao lado de Graham Rahal. Embora tudo que eu falei até agora seja importante, Kimball eternamente será lembrado por ser diabético e ter o patrocínio de uma empresa que monitora o nível de insulina do sangue enquanto ele compete.

3) Martin Plowman – 392 pontos: o caminho de Plowman não é tão diferente do tomado por Pippa Mann. Sem grandes destaques na Europa e sem um patrocinador polpudo, o inglês ficou de fora da Indy no início da temporada 2011. Apesar disso, conseguiu fechar com a AFS – equipe pela qual correu na Lights – para substituir Rapha Matos e participar das etapas de Mid-Ohio, Sonoma e Baltimore. Na estreia, terminou em 18º.

James Hinchcliffe x Pippa Mann

A ultrapassagem por fora de James Hinchcliffe em Pippa Mann, a poucos metros da linha de chegada em Chicagoland, foi o grande momento da temporada 2010 da Indy Lights

2) James Hinchcliffe – 471 pontos: o canadense fez uma excelente temporada 2010 da Indy Lights correndo pelo Team Moore. Se não conseguiu fazer frente a Jean-Karl Vernay nos mistos, se mostrou um piloto preparado para correr tantos nos autódromos quanto nos ovais, vencendo em ambas as situações. O bom resultado – além de um patrocinador – colocou Hinchcliffe na Newman/Haas em 2011, se tornando apenas o quarto novato na história da equipe. Antes dele, o time apostou em Nigel Mansell, Sébastien Bourdais e Graham Rahal como estreantes. Só gente pequena.

Na Indy, o canadense ocupa a 17ª colocação na temporada, com 185 pontos e uma corrida a menos. Conquistou um quarto lugar em Long Beach, na segunda corrida da carreira, e liderou em Mid-Ohio antes de ter problemas e finalizar em 20º.

1) Jean-Karl Vernay – 494 pontos: o francês vai ser lembrado por ser extremamente dominante nos mistos, mas péssimos nos ovais. Quase um Will Power. Além dessa irregularidade, o piloto achou que a Lucas Oil ia patrociná-lo em 2011 e tentou fechar um acordo com a Conquest na Indy, sem sucesso. O grande equívoco foi que a empresa disse ao piloto ter ficado satisfeita com a conquista, o que, na visão de Vernay, abriu possibilidade de renovação. A Lucas Oil, porém, é a principal patrocinadora da Sam Schmidt faz anos e tem uma bolsa para a Indy Lights somente, onde permanece nesse ano com Esteban Guerrieri.

Longe da Indy, Vernay participou de duas corridas da World Series by Renault em Spa-Francorchamps, conquistando dois 15º lugares e se tornou piloto reserva da Peugeot na Le Mans Series. Não seria surpresa, portanto, se ele aparecesse em Le Sarthe nos próximos anos.

O retorno da Indy Lights

fevereiro 2, 2011

 

Martin Plowman

Martin Plowman chora de emoção ao saber da valorização da Indy Lights. Ok, na realidade ele apenas está comemorando a vitória em Mid-Ohio

No começo da história deste blog, fiz um post – que pode ser lido clicando aqui – que criticava a existência da Indy Lights. Com base no retrospecto que as carreiras dos campeões da categoria tomaram, cheguei à conclusão que ela não revelava ninguém, para lugar nenhum.

Ao que tudo indica, e muito por conta da influência de Randy Bernard e da Mazda, a pré-temporada 2011 da Indy surgiu para quebrar essa tese. O mercado de pilotos permitiu um grande avanço de gente que competiu no campeonato de acesso antes de participar do torneio tradicional. Ainda assim, este post serve para reclamar pelo fato de uma geração tão fraca como a de 2010 ter sido a beneficiada.

Antes de falar dos pilotos em si, primeiro quero atentar para o fato da mudança de mentalidade nos dirigentes dos times da Indy. Por algum motivo, nessa temporada, eles preferiram dar chances aos novatos vindos da Indy Lights e não a pilotos vindos da Europa. Pessoalmente, eu acredito em pressão interna da categoria – por parte de Randy Bernard e da Mazda, que apoia o Road to Indy, como dito acima – para os jovens do campeonato de acesso fossem valorizados.

JK Vernay

Campeão da Indy Lights, JK Vernay ainda não acertou para disputar a Indy em 2011

Ainda assim, alguém poderia contestar a suposta pressão dos dirigentes pela valorização do torneio de acesso dizendo que o grupo da Indy Lights de 2010 pela primeira vez foi formado por gente endinheirada, por isso a escolha. Ou ainda poderiam alegar que o número elevado de novatos na GP2, no último ano, fez com que estes que competem na Europa preferissem seguir mais uma temporada por lá, na busca pelo título e pela F1 a tentar novos ares na América. Poderíamos somar a isso a desastrosa presença de Takuma Sato para justifica o por que não apostar em ex-F1.

Causas à parte, para quem viu Alex Lloyd, Graham Rahal, JR Hildebrand e Rapha Matos sofrerem para subir para Indy, parece injustiça uma geração tão fraca quanto a atual receber esse privilégio. Gente talentosa como Franck Perera, Richard Antinucci, Johnny Reid, Wade Cunninghan, Jonathan Klein e James Davison passaram longe de receber uma real oportunidade de disputar uma temporada completa na categoria de cima. Isso se ficarmos preso apenas à Lights. Descendo para Atlantic e Star Mazda, Jonathan Summerton, John Edwards, Jonathan Bomarito, Markus Niemela e até mesmo o ator Frankie Muniz – de Malcolm e BigFat Liar  – também não tiveram oportunidades de avançar no ladder da Indy.

Enquanto estes choram em casa ou disputam corridas de GTs – quase a mesma coisa, digasse se passagem – o último campeonato conseguiu emplacar nada menos que cinco pilotos altamente cotados para assumir uma vaga na Indy agora em 2011. Pode não parecer um número excepcional, mas levando em conta que apenas 12 participantes correram o ano todo na Lights, a marca parece sensacional.

Frankie Muniz

Depois de ser um ator reconhecido em Hollywood, Frankie Muniz fez certo sucesso na F-Atlantic e só..

Falando sobre os pilotos, garantidos para a temporada 2011 da Indy está a antiga dupla da AFS/Andretti: Charlie Kimball e Martin Plowman. Enquanto o americano descolou uma vaga na equipe satélite da Ganassi, o inglês deve ser anunciado pela Dale Coyne. Só que essa deve ter sido a pior dupla da história recente da AFS. E não digo isso por ser chato ou por não ir com a cara deles. Falo baseado nos números. Ambos terminaram o ano longe do título. Plowman encerrou a temporada em terceiro, enquanto Kimball foi o quarto. Juntos, somaram apenas uma vitória.

Desempenho similar a esse só em 2007, quando Wade Cunninghan e Jaime Camara foram os responsáveis por guiar o carro do time junior de Michael Andretti. Ainda assim, na ocasião, quase 20 pilotos disputaram a totalidade do campeonato, o que numericamente torna o grid mais competitivo. Nas demais temporadas, dois títulos, um para Rapha Matos e outro para JR Hildebrand.

Quem também está próximo da Indy é o canadense James Hinchcliffe, atual vice-campeão da Lights. Ao contrário da dupla da Andretti, este eu garanto que é bom. Hinchcliffe faz parte da melhor geração recente de pilotos da América do Norte e seria uma pena se ele não desse prosseguimento à carreira. Ao que tudo indica, irá assinar com a Newman/Haas. Se deu bem.

 

Martin Plowman kid

Quem não iria contratar esse Martin Plowman?

Por fim, a última vaga na Indy que está dando sopa é a da Conquest. Para ela, são dois concorrentes na briga: JK Vernay, campeão da Lights e Sebastian Saavedra, vice-campeão da categoria de acesso em 2009. Agora percebam como o mundo é injusto. Charlie Kimball não venceu em 2010, não fez nenhuma exibição notável e ainda assim assinou com a Chip Ganassi. Já Vernay, levantou a taça enquanto ainda era um novato e agora tem que disputar com o talentoso colombiano uma vaga na pior equipe do grid.

Aliás, se a dupla da Conquest acabar sendo JK Vernay e Bertrand Baguette, será um grande acerto de Eric Bachelart, o dono do time. Mesmo com um equipamento ruim, ele terá uma das duplas mais promissoras à mão. Arrisco dizer que é um duo melhor que todo o plantel da Andretti, por exemplo.

Voltando ao assunto do post e já finalizando, independente do motivo que levou essa súbita valorização da Indy Lights pelo menos existe um ponto positivo para tudo isso: o campeonato de 2011 da categoria de acesso promete ser interessantíssimo, afinal os jovens pilotos começam a ter real perspectiva de continuar a carreira.


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