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A primeira vitória de Lukas Moraes

maio 16, 2013
Lukas Moraes foi o quinto brasileiro a vencer na F-Abarth

Lukas Moraes foi o quinto brasileiro a vencer na F-Abarth

Tony Kanaan não foi o único piloto brasileiro a ganhar uma corrida no último fim de semana. Enquanto o baiano entrava para a história do automobilismo mundial, ao triunfar nas tradicionais 500 Milhas de Indianápolis, bem longe dali outro piloto do país também recebia a bandeira quadriculada na frente. Falo de Lukas Moraes, de 17 anos de idade, que ganhou a segunda bateria da F-Abarth em Adria.

O resultado do brasileiro não deixa de ser surpreendente. Afinal, na primeira etapa do campeonato, em Vallelunga, ele não foi bem, tendo conquistado apenas a oitava colocação como melhor resultado na rodada tripla.

Em Adria, tudo mudou. Logo no primeiro treino livre, o brasileiro mostrou que seria um fim de semana diferente ao marcar o terceiro melhor tempo da atividade. Mais tarde, na classificação, ele garantiu um segundo e um oitavo lugar no grid de largada.

Curiosamente, na corrida em que partiu da primeira fila foi onde conquistou o pior resultado do fim de semana, terminando na quinta posição. A glória, porém, não demorou a vir. Na segunda bateria, naquela com o grid invertido, Moraes venceu uma boa batalha com o mexicano Luis Michael Dörrbecker antes de receber a bandeira quadriculada na frente, contando ainda com a entrada do safety-car nas voltas finais.

Com o resultado, o paulista se torna o quinto brasileiro na história a já ter vencido uma etapa da F-Abarth. Antes dele, André Negrão, Victor Guerin, Bruno Bonifácio e Nicolas Costa já haviam triunfado.

Para ficar com a vitória, o brasileiro precisou superar Luis Michael Dörrbecker

Para ficar com a vitória, o brasileiro precisou superar Luis Michael Dörrbecker, que compete com o apoio da Marussia

Quem viu apenas a segunda prova em Adria pode até falar que Moraes só venceu por ter largado na primeira fila na corrida com o grid invertido. Mas ainda faltava a terceira bateria. Partindo da oitava posição, o brasileiro foi beneficiado pelos abandonos de Simone Iaquinta e Gabriele Rugin para avançar ao sexto posto, com a entrada do safety-car.

Porém, após a pista ser novamente liberada, Moraes ultrapassou Giada de Zen, se aproveitou de um erro de Federico Pezzolla e Marco Tolama para ganhar as duas posições de uma vez e ainda encontrou tempo para superar Michele Beretta no duelo pela segunda colocação. Faltou só alcançar o líder, Alessio Rovera, que venceu pela quarta vez em seis etapas neste ano.

Com os resultados em Adria, Rovera lider o campeonato, com 101 pontos, enquanto Iaquinta aparece em segundo com 64. Michele Beretta é o terceiro, com 52, e o brasileiro aparece em quarto, empatado com Pezzolla, com 49. A próxima etapa da F-Abarth está marcada para o dia 14 de julho, em Mugello.

Dois brasileiros na decisão da F-Abarth

setembro 25, 2012

Bruno Bonifácio, Luca Ghiotto e Nicolas Costa são os três pilotos na briga pelo título da F-Abarth

O campeão da temporada 2012 da F-Abarth será conhecido neste fim de semana, em Monza. Ao contrário do último ano, quando Sergey Sirotkin e Patric Niederhauser garantiram os títulos com antecipação, dessa vez três pilotos chegam à etapa final com chances de levantar a taça: o italiano Luca Ghiotto e os brasileiros Nicolas Costa e Bruno Bonifácio.

Após sete etapas e 21 corridas, quem lidera a tabela é Costa, com 244 pontos. Ghiotto aparece em segundo, com 227, e Bonifácio, com 215, é o terceiro. Lembrando que 58 pontos estarão em jogo nessa etapa final.

Obviamente, pela vantagem que tem, Nicolas é o favorito a sair da Itália com mais um título de campeão. No entanto, essa não será uma tarefa fácil. Nos últimos anos, tem sido bastante comum que campeonatos decididos em Monza tenham reviravolta no último momento.

Em 2010, Jack Harvey era o líder da temporada da F-BMW Europeia, mas sabia que dificilmente conseguiria segurar Robin Frijns na etapa decisiva. Porém, o carro do britânico teve um surpreendente bom desempenho, culminando com a pole-position para ambas as corridas. Na primeira prova da rodada dupla, Harvey perdeu algumas posições, mas quando estava próximo de reassumir a liderança foi tocado por Javier Tarancón, abandonando em seguida. Frijns venceu a prova e só precisou administrar na segunda corrida para terminar com o título.

No ano passado, foi a vez de a taça da F3 Italiana mudar de mãos. Na última corrida do campeonato, o então líder Michael Lewis teve um final de semana dominante e parecia que ia conseguir ficar com o título. No entanto, o americano cometeu um erro nas voltas finais da corrida decisiva em Monza, deixando a disputa. Melhor para Sergio Campana, que se tornou campeão.

Nicolas Costa já sabe em qual posição quer terminar o campeonato

Com esse histórico em mente, é claro que o campeonato está aberto. Entretanto, há uma diferença entre Harvey e Lewis para Nicolas Costa. Nenhum tinha uma vantagem tão grande quanto o piloto carioca. No entanto, os outros dois precisaram enfrentar apenas uma rodada dupla. Já o brasileiro terá três corridas pela frente. Em caso de abandono na primeira prova, com vitória de algum dos rivais, já imaginou a pressão que ele terá que lidar? E olha que Monza não é uma pista que costuma perdoar erros.

Mesmo assim, o primeiro campeão da F-Futuro tem algumas vantagens nessa decisão do título. Uma delas é o bom momento que vive. Nas primeiras cinco etapas, o carioca conquistou quatro vitórias, mas foi muito inconstante, abandonando uma prova e terminando quatro vezes fora do top-5. No entanto, nas duas últimas rodadas, em Imola e em Vallelunga, Nicolas completou todas as corridas no pódio.

Esse desempenho é exatamente o contrário do que vive Bruno Bonifácio. O paulista foi o piloto dominante ao longo de toda temporada, com as mesmas quatro vitórias do compatriota. Apesar disso, teve a vantagem de ter subido ao pódio em 13 das primeiras 17 corridas. O problema foram as últimas quatro. O brasileiro conquistou um quinto lugar em Vallelunga como melhor resultado. Depois, somou um nono, um décimo e um péssimo-segundo 12º.

Ser o azarão pode ser uma vantagem para Bruno Bonifácio neste final de semana

Assim, de líder e favorito ao título, Bonifácio passou a perseguidor. Para Monza, a primeira coisa que o paulista precisa fazer é deixar o baque da queda de rendimento para trás e saber que não tem nada a perder. Assim, dos três que disputam a taça, ele é o que pode arriscar mais.

O ideal seria vencer a primeira corrida e a partir daí ver como estão as chances de título. Não é impossível que os adversários abandonem ou tenham corridas ruins. Lembra a F1 em 2010? Comparando apenas a situação, Sebastian Vettel chegou a Abu Dhabi como azarão em um duelo entre Fernando Alonso e Mark Webber. Só que o piloto da Ferrari ficou tão preocupado em marcar o australiano que acabou se esquecendo do alemão.

Por fim, seria um erro descartar Luca Ghiotto. Em primeiro lugar, ele é um italiano correndo em casa, então conhece a pista muito melhor que os dois brasileiros. Aí, vamos supor que Nicolas Costa não esteja em um final de semana bom, como já aconteceu tantas vezes ao longo do ano. Dessa forma, Luca terá uma vantagem considerável sobre Bonifácio.

Antes de encerrar, um detalhe curioso. Ano passado, os três pilotos disputaram a etapa de Monza da F-Abarth. Quem levou a melhor foi Nicolas Costa, que conquistou um quinto e um quarto lugar. Ghitto teve um sétimo – com direito a volta mais rápida da prova – e um abandono e Bonifácio conquistou um nono lugar e abandonou a outra corrida.

A boa fase de Bruno Bonifácio na F-Abarth

junho 13, 2012

Bruno Bonifácio superou a inconsistência de resultados para assumir a liderança da F-Abarth

A temporada 2012 da F-Abarth está sendo bastante emocionante. Ao menos para nós, brasileiros, já que os pilotos do país estão dominando a categoria. Ok, tirando certo exagero, o panorama é bastante diferente dos últimos anos. Até o início da temporada, o Brasil havia vencido apenas duas vezes no campeonato, ambas em 2010, no ano de estreia da categoria. Victor Guerin conquistara a vitória na corrida curta da etapa da Umbria, enquanto André Negrão terminara com a primeira colocação no evento de exibição, em Spa-Francorchamps.

Em 2012, a situação mudou. Já são cinco conquistas. No segundo ano na categoria, Nicolas Costa venceu duas vezes – em Valência e em Hungaroring –, enquanto Bruno Bonifácio já tem três triunfos. Além de ter terminado na primeira colocação por duas vezes na Hungria, o brasileiro também ganhou uma das corridas da etapa de Mugello, no último final de semana.

Aliás, o desempenho do piloto paulista tem sido bastante curioso. Em nove corridas disputadas até aqui, ele abandonou duas vezes. No entanto, subiu ao pódio em todas as demais. Além das três vitórias, Bruno já conquistou dois segundos lugares e dois terceiros, além de duas pole-position.

Como resultado, o brasileiro assumiu a liderança do campeonato com uma vantagem de cinco pontos para o companheiro de equipe Luca Ghiotto. Nicolas Costa, por sua vez, também está na briga, ao ocupar a terceira colocação, com dez pontos a menos que o compatriota.

Considerado um dos favoritos ao título desde a pré-temporada, não havia muitas dúvidas de que Bonifácio se mostraria um piloto rápido. Desde o início do ano, quando disputou a Toyota Racing Series, na Nova Zelândia, o brasileiro já havia liderado treinos competindo com alguns dos pilotos mais badalados das categorias de base, como Raffaele Marciello – da Academia da Ferrari –, Felix Serralles, Hannes Van Asseldonk e Lucas Auer (sobrinho de Gerhard Berger).

O uruguaio Santiago Urrutia é o outro grande destaque da F-Abarth em 2012

A questão era ver ser o brasileiro poderia acumular resultados consistentes. Na Nova Zelândia, uma série de erros – principalmente em largadas e relargadas – acabou custando chances reais de pódios. Na Itália, parece que essa fase ficou para trás. Assim, a partir de agora, o principal desafio de Bruno será manter os bons resultados para começar a pensar em título. Ainda restam cinco rodadas para o final da F-Abarth, e nada está definido.

Apesar de o campeonato ainda estar completamente indefinido, algumas coisas já são possíveis apontar. Por exemplo, no ano passado, Bonifácio se tornou o primeiro piloto da classe Light a marcar uma pole-position na classificação geral da F3 Sudamericana desde João Paulo de Oliveira, em 1999. Se em um primeiro momento era possível questionar o feito, já que a F3 vem sofrendo com a falta de pilotos, agora já começa a ficar mais claro que o paulista não saiu na primeira colocação por acaso.

Para encerrar, Bonifácio é o principal nome desse início de temporada 2012 da F-Abarth, mas não é o único destaque. Quem também vem chamando a atenção é Santiago Urrutia, um raro representante do Uruguai no automobilismo europeu. Com apenas 15 anos de idade, o sul-americano conquistou a primeira vitória da carreira na última semana, em Mugello, ao se aproveitar do grid invertido na corrida curta. Só que o triunfo não veio por acaso. Esse foi o quarto pódio do garoto na temporada.

Por causa dos resultados, Urrutia já vem sendo comparado ao também uruguaio Gonzalo Rodriguez, que morreu em 1999 em uma etapa da Indy em Laguna Seca, correndo pela Penske.

É um certo exagero a comparação Urrutia/Rodrigues, mas a verdade é que não há muitos pilotos do Uruguai para servir de parâmetro. Da mesma fora, também não é certo comparar Bonifácio com João Paulo de Oliveira.  Por outro lado, quem ganha com tudo isso é a F-Abarth. Mesmo em uma temporada com um grid tão esvaziado, a categoria mostra que pode atrair alguns dos principais talentos do automobilismo mundial, algo que os garotos que pretendem sair do kart em 2013 certamente já estão de olho.

Agora resta ver se, primeiro, esses pilotos terão condições de manter o alto nível de desempenho no restante de 2012 e, depois, se eles serão páreo para os rivais vindos de outros campeonatos quando derem prosseguimento às carreiras.

Nicolas Costa vence o camponato de inverno da F-Abarth

novembro 21, 2010

 

Nicolas Costa

Nicolas Costa venceu o campeonato de inverno da F-Abarth na Itália

Foi um triunfo um tanto improvável na realidade. Faz duas semanas que Nicolas Costa começou a treinar na F-Abarth pela equipe Euronova, de propriedade de Vicenzo Sospiri, ex-piloto de F1, que competiu (?) ao lado de Ricardo Rosset na patética Lola de 1997.

Nos primeiros testes, o brasileiro supreendeu. Andou sempre entre os primeiros, mesmo competindo contra equipes e pilotos já estabelecidos na Itália. No torneio de inverno, disputado neste final de semana, nos dias 20 e 21 de novembro, a situação não foi diferente. Além de Nicolas, participavam Patrick Niederhauser, vice-campeão da temporada 2010 da Abarth e Raffaele Marciello, terceiro colocado e integrante do Ferrari Driver Academy, entre  outros.

Na primeira corrida, disputada no sábado, o brasileiro saiu do sétimo lugar no grid direto para a quart colocação. Só não conseguiu superar o trio da equipe suíça Jenzer, que também compete na GP3. A vitória ficou com Niedehauser, seguido por Sergey Skrotinho Siroktin e por Eddie Cheever III. O também brasileiro Victor Franzoni, recém-saído do kart, encerrou em décimo.

Os resultados pareciam promissores para os dois pilotos do país, que mal conheciam equipes e pilotos italianos. No domingo, a pole-position ficou com Simone Iaquinta, um dos principais jovens da nova geração de competidores italianos, ao passo que Nicolas largou em segundo.

Na corrida, disputada debaixo de muita chuva, o desempenho do brasileiro foi avassalador e ele terminou 22s na frente do segundo colocado, o companheiro Antonio Giovanazzi. E pasmem, tudo isso em apenas 16 voltas. Franzoni também fez uma boa corrida e terminou no quinto posto.

Aproveitando que o trio da Jenzer não foi bem, Nicolas conseguiu tirar a diferença da primeira corrida e terminou o campeonato com 36 pontos, contra 28  de Giovanazzi, para o delírio de Sospiri e da Euronova. Sirotkin foi o terceiro, com 24, seguido por Niedehauser com 21 e por Cheever e Iaquinta com 19. Franzoni terminou em nono, com 15 pontos.

Os torneios de inverno pouco valem em relação à temporada regular, mas dessa vez tiveram importância em dobro. Em primeiro lugar, asseguraram a supremacia brasileira em pistas italianas, principalmente no que diz respeito a esses campeonatos de inverno. Além de Nicolas Costa, César Ramos e Chicco Weiler já ganharam títulos semelhantes nos anos anteriores. André Negrão foi outro que teve uma boa participação num evento parecido, mas correndo em Portugal, quando terminou em terceiro lugar, em 2008.

O outro ponto importante é o crescente envolvimento do Ferrari Driver Academy na F-Abarth. Com a divisão da Scuderia cada vez mais dando atenção a esse certame, Nicolas pode ter certeza que a Ferrari agora sabe quem ele é. Aliás, o brasileiro pode ingressar ainda mais cedo no programa de jovens pilotos do time da F1. O piloto é o atual líder da F-Future aqui no Brasil, cujo campeão recebe uma temporada toda paga na, adivinhem, F-Abarth (!), além de uma vaga no FDA.

Ferrari Driver Academy rende primeiro resultado

outubro 24, 2010

Brandon Maisano

Brandon Maisano conquistou o título da F-Abarth

No final de 2009, a Ferrari anunciou a criação do Ferrari Driver Academy como entrada da equipe italiana no mundo do desenvolvimento dos jovens pilotos. Em menos de um ano, ainda é muito cedo para avaliar se a iniciativa deu resultado. Até porque, nem mesmo o plantel do programa está claramente formado.

Enquanto o time contrata Sergio Pérez, que vai estrear na F1 em 2011 pela Sauber, os meninos de 15 ou 16 anos, que competem na F-Abarth mostram que o investimento da Scuderia começa a dar resultado. Nada mais significativo do que ser campeão em plena Itália da principal categoria de acesso do país. Neste final de semana, o francês Brandon Maisano – integrante do FDA – garantiu o título da competição, enquanto Raffaele Marciello, também do programa, finalizou entre os primeiros e foi o italiano mais bem colocado.

A partir da próxima temporada, ambos vão continuar no caminho incerto rumo à F1, mas já fizeram uma boa imagem com a equipe. Vale lembrar que o vencedor da F-Future aqui do Brasil vai ganhar uma vaga no Ferrari Driver Academy, além de uma temporada paga na própria F-Abarth. Em outras palavras, ele terá a responsabilidade de substituir Maisano e Marciello.

Italianos se agitam com “fim” da F-BMW

julho 7, 2010

Largada da etapa europeia da F-Abarth

Prévia de 2012? Na etapa extra, André Negrão liderou a fila na famosa Eau Rouge, em Spa-Francorchamps

A BMW decidiu retirar todo o apoio, leia-se $, da Fórmula BMW, a partir de 2011. É isso o que diz o site Italiaracing. Apesar da saída da montadora dirigida por Mario Thiessen, a categoria não vai morrer. Bernie Ecclestone e alguns investidores têm interesse em manter o campeonato funcionando dentro do círculo da F1 e vão investir ali o que for preciso. Para 2011, os carros continuarão sendo Mygale-BMW, mas a partir de 2012 os chassi Mygale receberão novos motores de alguma outra montadora interessada.

E é aqui que entram os italianos. O pessoal da FIAT ficou muito contente com o sucesso da F-Abarth, que reúne 37 pilotos de 11 nacionalidades diferentes – incluindo os brasileiros Victor Guerin, Francisco Weiler e Zeca Feffer – e não escondem de ninguém que almejam o lugar da F-BMW no final de semana da F1.

Para tanto, a categoria até realizou uma prova extra, há duas semanas em Spa-Francorchamps, para exibir os carros e atrair investidores para a o futuro certame europeu, que vai começar em 2011. Na ocasião, vitória do brasileiro André Negrão. Só que se a ideia era realizar as provas acompanhando campeonatos de GT e do WTCC, agora parece muito mais atrativo seguir a F1 pelos circuitos europeus.

Aqui vai um pequeno adendo. A direção da F-Abarth já criticou a F-BMW em algumas oportunidades pelo pouco tempo de pista que os jovens talentos têm. Eles não concordam que treinando tão pouco – apenas uma sessão por GP – seja a maneira correta de desenvolver um piloto. Mesmo que a Abarth/FIAT assuma o lugar da BMW, o tempo de pista não irá mudar.

Vale lembrar que desde 2009, a BMW vinha diminuindo o investimento no automobilismo e agora decidiu fechar a torneira de vez para os monopostos. Primeiro foi a decisão de deixar a F1. Depois veio o fim da F-BMW Americas, e o apoio técnico-financeiro foi destinado apenas para a equipe belga Team RBM, que corre no WTCC com o britânico Andy Priaulx e o brasileiro Augusto Farfus.

Por outro lado, a BMW já tinha decidido retornar ao DTM a partir de 2012. Na época eu demonstrei certa preocupação com o futuro da categoria – que você pode ver clicando aqui. Mas que, com o fim do apoio germânico à categoria, não se confirmou.

40 é demais

junho 5, 2010
Victor Guerin na Fórmula Abarth

Victor Guerin foi o único brasileiro a se garantir no grid da Fórmula Abarth em Magione

Não é novidade que Felipe Massa criou por aqui a Fórmula Future Fiat, o campeonato destinado aos futuros pilotos recém-saídos do kart. Na última semana, a categoria estreou no Rio de Janeiro, com um grid formado por dez jovens que buscam, além do título, o direito de fazer parte do Ferrari Driver Academy dado ao campeão.

Além de se tornar um piloto oficial de Maranello, o vencedor da categoria vai receber uma temporada totalmente paga na Fórmula Abarth (Fiat) italiana. Atualmente, por lá competem Raffaele Marciello – que é piloto da Ferrari – e os brasileiros Victor Guerin (companheiro de Marciello), Francisco Weiler e Zeca Feffer, além de outros 35 pilotos.

O número impressiona. Não é qualquer categoria que coloca quase 40 carros na pista. Aliás, nem a Abarth conseguiu colocar. Para a corrida deste final de semana, em Magione ao norte de Roma, a direção de prova determinou que o número máximo de carros na pista é 28. Assim, os treinos foram divididos em dois grupos, com apenas os 18 mais rápidos garantindo vaga na corrida.

Os demais 21 tiveram que fazer uma corrida de repescagem para garantir a participação na prova. O italiano Simone Iaquinta levou a melhor e venceu a corrida extra se juntando a Marciello, Guerin e outros 25 para os eventos do domingo.

Já Francisco Weiler e Zeca Feffer vão voltar para a casa mais cedo. Eles não conseguiram se classificar para o evento principal. Francisco terminou em 17º e Zeca abandonou. A boa notícia para os pilotos brasileiros ficou com Victor Guerin que marcou o oitavo tempo para a corrida real e, por conta do grid invertido na segunda prova da rodada dupla, sai em primeiro.

Quem sabe um dia, aqui no Brasil, a gente não vê um grid de uma categoria de acesso alinhar tantos carros.

Brasileiros por aí

abril 25, 2010

Luca Filippi venceu a abertura da AutoGP

Após ter o nome ventilado na F1, o italiano Luca Filippi venceu a abertura da AutoGp

Mesmo sem F1 e sem Indy, o final de semana foi agitado para os brasileiros que competem na Europa. A Fórmula Abarth, a F3 Italiana e a Auto GP deram o pontapé de partida para a temporada 2010, já a Fórmula Renault UK teve o segundo round realizado.

Com três brasileiros, a Fórmula Abarth, que é apoiada pela FIAT, começou em Misano, com vitória de Raffaele Marciello, que faz parte do Ferrari Driver Academy. O brasileiro Victor Guerin se recuperou após largar na última fila, chegando em 13º, uma posição atrás do compatriota Francisco Weiler. Zeca Feffer abandonou na segunda volta.

Na prova do domingo, Guerin chegou em sexto, mas recebeu uma punição de 25’’ por conta de acidentes, caindo para a 16ª colocação. Zeca Feffer foi o 27º e Francisco Weiler abandonou. Coincidentemente, os três brasileiros foram punidos por ultrapassar em bandeira amarela. O vencedor foi Zoel Amberg, da Jenzer. No campeonato, Marciello lidera, seguido por Amberg e pelo russo Maxim Zimin.

Stephane Richelmi venceu na F3 Italiana

Stephane Richelmi venceu a segunda prova da F3 Italiana

Ainda em Misano, a Fórmula 3 Italiana teve dado o início da temporada 2010. Debaixo de muita chuva, Andrea Caldarelli venceu a primeira prova, seguido pelo suíço Cristopher Zanella, que largara na pole, e pelo brasileiro César Ramos. Os três competiram na F3 Euroseries em 2009. Na segunda prova, vitória do monegasco Stephane Richelmi, com o francês Tom Dillman em segundo e novamente César no pódio. Caldarelli lidera o campeonato, seguido por Zanela e Dillman. O brasileiro vem em quarto, sete pontos atrás do líder.

André Negrão, que compete na Fórmula Renault européia, disputou o segundo round da Fórmula Renault do norte da Europa. O brasileiro se deu bem, conquistando um terceiro e um quinto lugar. Kevin Korjus repetiu o feito do certame europeu e venceu ambas as provas. Ludwig Ghidi, único entre os primeiros que disputa exclusivamente este campeonato, é o líder.

Ainda falando em Fórmula Renault, agora na Inglaterra. Vitória para Tamas Pal Kiss e para Henry Tincknell. Os brasileiros não foram bem. Victor Corrêa chegou em 12º e em 19º, entre 20 carros, enquanto Fábio Gamberini foi 19º e 16º e continua na lanterna do campeonato.

A AutoGP começou o campeonato com vitória de Luca Fillipi em um pódio formado por pilotos italianos já que Edoardo Piscopo e Fabio Onidi chegaram em segundo e terceiro. O brasileiro Carlos Iaconelli, chamado de última hora para correr, bateu ao disputar a sétima posição com Giorgio Pantano. Os dois abandonaram. Na segunda prova, Vladimir Arabadzhiev foi o vencedor, seguido por Adrian Zaugg e Piscopo, que lidera o campeonato ao lado de Fillipi. Iaconelli foi oitavo, após largar em último.

Para encerrar o final de semana brasileiro, os kartistas disputaram a segunda etapa da Seletiva Petrobrás. Em Brasília, os pilotos do centro-oeste levaram a melhor. Felipe Fraga, do Tocantins (que faz parte do campeonato de kart do Centro-Oeste embora esteja na região Norte), foi o vencedor, enquanto João Camara, do Goiás, assegurou a outra vaga para a final.

Notas rápidas sobre rápidos(?) brasileiros

abril 13, 2010

Felipe Guimarães treinando pela Addax

Felipe Guimarães impressionou nos testes da GP3 e pode competir pela Addax

Abril é o mês do início de temporada dos campeonatos europeus de base. A Fórmula 3 Inglesa começou e o World of Motorsport contou como foi. Em seguida tivemos o certame europeu e o alemão, com triunfos de Edoardo Mortara, Alexander Sims, Kevin Magnussen e Stef Dusseldorp, respectivamente. Agora, nesta semana é a vez de outras categorias estrearem. Para isso, vamos às rápidas notas sobre o desempenho dos brasileiros.

GP3 – Até agora temos dois brasileiros confirmados: Pedro Enrique e Leonardo Cordeiro. Além deles, Felipe Guimarães (o mesmo da A1GP) tem testado com a Addax e Lucas Foresti com a Carlin, para quem corre na F3 Inglesa. Esses dois pilotos do DF ainda não foram anunciados como pilotos dessas equipes para a categoria, mas a chance de correrem é grande.

Nos testes, Felipe Guimarães andou entre os ponteiros em Paul Ricard e foi o melhor brasileiro no primeiro dia em Barcelona, terminando na 11ª posição. Lucas Foresti foi o 14º pela manhã e somente o 21º a tarde e Pedro Nunes andou em 15º e 23º. Leonardo Cordeiro não conseguiu repetir as boas atuações dos primeiros testes andando na 24ª colocação.

Fórmula 3 Italiana – Era para ser o primeiro treino coletivo com todos os pilotos confirmados, mas alguns pilotos como as estrelas Andrea Caldarelli e César Ramos não correram. O brasileiro até tentou, mas o carro foi destruído em um acidente ainda no início das atividades de pista.

Fórmula Abarth – O teste em Misano reuniu 35 pilotos. Praticamente todos os inscritos estiveram na pista. O mais rápido foi Kevin Gilardoni da Cram Competition. Já os brasileiros andaram em posições opostas. Victor Guerin foi o quarto, enquanto Frascisco Weiler e Zeca Feffer foram 32º e 33º, tomando 15’’ do líder. Pode ser que participem de alguma subdivisão da Abarth, só assim para explicar tanto tempo tomado.

O neozelandês Mitch Evans, que conquistou a Toyota Racing Series – a qual o World of Motorsport acompanhou – também participou dos treinos, ficando na oitava posição.

Victor Carbone comemora a vitória em VIR

Victor Carbone foi o quarto brasileiro a vencer em 2010

F2000 Championship – Aqui, na verdade, se trata de uma categoria que já começou. A F2000 é um dos campeonatos em que os pilotos competem logo quando saem do kart, nos Estados Unidos. E a categoria sofre o mesmo mal de todo o automobilismo de base norte-americano: revela pilotos para lugar nenhum. No final, quando alcançam Star Mazda ou até Indy Lights, são obrigados a correr em alguma equipe média ou pequena da GrandAM ou da ALMS, pois as  cobiçadas vagas na Indy são preenchidas por gente (com muito dinheiro) vinda da Europa.

Mas voltando ao campeonato, temos dois brasileiros em 2010: Victor Carbone e Fábio Orsolon. O primeiro round foi realizado nos dias 10 e 11 de abril no VIR, na Vírginia. Na primeira prova, Victor Carbone saiu-se vencedor e Orsolon chegou em terceiro. Na segunda corrida, Fábio manteve a posição no pódio e Carbone foi o quarto lugar. Ambos estão no topo da tabela de classificação ao lado do americano Cole Morgan, vencedor da segunda disputa, que não deve disputar mais etapas da competição.

Victor Carbone é o quarto brasileiro a vencer em 2010. Além dele, Lucas Foresti, na Toyota Racing Series, Jaime Melo, na ALMS, e Hélio Castroneves, na Indy, subiram no lugar mais alto do pódio. Ah sim, André Negrão conquistou duas corridas no F3 Brazil Open, mas, por se tratar de provas de classificação, não são vitórias oficiais.

Dia de treinamento

março 23, 2010

Pastor Maldonado em Pau

Pastor Maldonado foi o mais rápido, na GP2, com o carro da Rapax

Esta semana, de 22 a 26 de março, é decisiva para uma grande leva das categorias ao redor do mundo. Muitos campeonatos começam agora no mês de abril. Para se prepararem, nada menos que oito certames diferentes estiveram na pista nestes dois dias. O World of Motorsport faz o panorama de como foram esses treinos e o que podemos esperar para os campeonatos.

GP2- A principal categoria de acesso à F1 realizou os treinos coletivos em Pau Ricard. Diferentemente dos últimos testes, quando as equipes levaram vários pilotos, dessa vez quase todos os participantes estão confirmados no campeonato. Vale lembrar que as atividades vão até quinta-feira.

O mais rápido de hoje foi o venezuelano Pastor Maldonado da Rapax, time que comprou o espólio da Piquet GP. Aliás, a situação da equipe italiana lembra muito à da Brawn: desacreditada após uma péssima aparição na GP2 asiática, quando não somou nenhum ponto, marcou o melhor tempo da sessão, além do quinto lugar do brasileiro Luiz Razia.

Os favoritos não decepcionaram. Jules Bianchi, da ART, foi o segundo, a menos de um décimo do líder. Depois veio Giedo van der Garde, da Addax, e Jerome D’Ambrosio, da Renault F1 Jr Team (ex-DAMS). Entre os notáveis, Christian Vietoris foi sexto; Giacomo Ricci, sétimo; Oliver Turvey, décimo; Marcus Ericsson, 12º e Davide Valsecchi, campeão da GP2 Asia, terminou apenas em 17º. O outro brasileiro, Alberto Valério, da Coloni, foi o 20º entre 24 carros.

World Series by Renault – A categoria fez testes de motor, na segunda-feira dia 21, na pista francesa de Nevers Magny-Cours. O mais rápido foi o piloto da casa Nathanael Berthon, que substitui Bertrand Baguette, campeão de 2009, na Draco. Curiosamente, o outro piloto da equipe, o colombiano Julian Leal, foi o mais lento dos 17 carros presentes.

O monegasco Stefano Coletti, com um carro da Comtec, foi o segundo, dois décimos atrás do líder. Depois veio a dupla da Red Bull/Tech 1, formada por Daniel Ricciardo e Brendon Hartley, que tiveram que voar rapidamente para a Austrália porque são reservas das equipes RBR e STR de F1. Sorte que não sofrem tanto com o fuso horário, já que nasceram na Oceania.

Depois, destaque para Greg Mansell, filho do Leão, em quinto. Daniel Zampieri, do Ferrari Driver Academy, em sexto e Nelson Panciatici, da Lotus Junior em sétimo.

Fórmula 3 Euro Series Este campeonato, que sofreu com a debandada de vários times, realizou os testes em Valência. Surpreendentemente, os carros da ART não foram os mais rápidos em nenhum dia de teste. Ontem, dia 21, o mais veloz foi Laurens Vanthoor, atual campeão da F3 Alemã, com um carro da Signature. De qualquer forma, os melhores tempos foram obtidos hoje.

Quem liderou a última sessão foi o colombiano Carlos Muñoz, da Mücke, seguido pelo espanhol Daniel Juncadella, da Prema, e de Vanthoor. Depois, dois carros da ART, com Alexander Sims e Valtteri Bottas respectivamente. Detalhe para os treze carros terem sido separados por apenas oito décimos.

Jean-Eric Vergne em Silverstone

Jean-Eric Vergne novamente dominou os testes da F3 Inglesa

Fórmula 3 InglesaOs últimos testes livres seguem antes da abertura do campeonato em Oulton, no final de semana da Páscoa, estão sendo realizados em Silverstone. O dia começou com a curiosa mudança de Lucas Foresti da Hitech para a Carlin, que passará a alinhar seis carros. Comenta-se que o piloto do DF também participará da GP3.

O mais rápido no primeiro dia de treinos marcado pela chuva esparsa foi Jean-Eric Vergne, da Carlin / Red Bull. Depois veio o companheiro Rupert Svendsen-Cook e os favoritos Oli Webb e Adriano Buzaid. Hywell Lloyd, após anunciar a parceria da equipe CF com a Manor, marcou um ótimo quinto tempo.

Carlos Huertas foi o sexto, com um carro da Double R, James Calado cravou a sétima marca com outro Carlin e Felipe Nasr foi o oitavo, após andar entre os líderes pela manhã. Os brasileiros Gabriel Dias, Lucas Foresti e Pietro Fantin andaram no pelotão intermediário. O mais rápido da National Class foi Menasheh Idafar. Amanhã, o World of Motorsport vai detalhar melhor esses últimos dias de treino da F3 Inglesa.

Fórmula 3 Italiana – O certame italiano testou em Vallelunga, mas contou com apenas 16 presentes. Favoritos como o brasileiro César Ramos e o transalpino Andrea Caldarelli não foram à pista.

O mais rápido foi o monegasco Stephane Richelmi, da Lucidi. O companheiro Sergio Campana foi o segundo, seguido por Daniel Mancinelli (Ghinzani),  Francesco Castelacci (RC) e Gabby Chaves (Eurointernational). Vale a menção a Christopher Zanella, também vindo da F3 Euro Series, que andou em sexto. Uma posição depois veio Wayne Boyd, vindo da categoria inglesa.

Fórmula BMW – Outra categoria esvaziada. Os testes foram em Barcelona, mas nesta terça-feira, dia 22, choveu fazendo com que poucos pilotos se aventurassem.

Ontem, o mais rápido foi Robin Frijns, terceiro colocado no campeonato de 2009 e que dirige para a equipe de Josef Kaufmann. Depois veio Carlos Sainz Jr. e o americano Michael Lewis, da Eurointernational. Entre os notáveis, Daniil Kyvat andou em sexto, Facundo Regalia foi o oitavo e Jack Harvey, o nono.

Fórmula Abarth – O campeonato italiano, que conta com quatro brasileiros, foi à pista em Vallelunga. Sem surpresas, Raffaele Marciello, da JD, foi o mais rápido do dia. Depois veio a surpresa: a equipe Jenzer colocou três carros entre os cinco primeiros. Zoel Amberg (2º), Eddie Cheever (3º) e Mans Grenhagen (5º). Entre eles ficou o brasileiro Victor Guerin. Todos separados por oito décimos.

Entre os brasileiros, Francisco Weiler foi o 12º e Zeca Feffer andou em 17º e último, mas tomou apenas cinco segundos e meio do líder. Muito melhor que os dez atrás da segunda-feira. Henrique Martins não treinou.

Fórmula Renault Internacional – Apesar do nome, é mais uma categoria italiana. Vale o registro que o russo Maxim Zimin, da Jenzer, foi o mais veloz.


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