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F1 2013 em Mônaco

maio 12, 2013
O lado bom de Roscoe Hamilton ter ido a Mônaco é que todo mundo parou de falar nos pneus e só lembrou dele

O lado bom de Roscoe Hamilton ter ido a Mônaco é que todo mundo parou de falar nos pneus e só lembrou dele

Depois de uma semana de folga, a F1 chega a Mônaco para a sexta etapa da temporada 2013. Entretanto, a corrida deste fim de semana será um pouco diferente das últimas etapas, já que o principal assunto não deve ser os pneus. Quer dizer, a borracha continua sendo muito importante, mas como o traçado do Principado não a desgasta, então dessa vez não será possível culpar a Pirelli por um resultado ruim.

Para entender por qual razão Monte Carlo é mais gentil com os pneus, basta ver as características do traçado. Como a velocidade média por lá é muito menor e praticamente não há curvas de alta – as que mais exigem dos compostos devido à downforce –, então mesmo o pneu supermacio deverá aguentar algumas dezenas de voltas.

Com isso, as estratégias devem mudar radicalmente com relação ao GP da Espanha. Se Fernando Alonso venceu em Barcelona fazendo quatro paradas, a Pirelli já afirmou que espera dois ou até mesmo um pit-stop neste domingo. Caso a previsão esteja correta, a maior beneficiada será a Mercedes, a escuderia que mais destrói os compostos.

Nas últimas corridas, Nico Rosberg e Lewis Hamilton já mostraram que os carros prateados são muito rápidos em uma única volta, mas pecam no ritmo de corrida. Como os pneus não devem ser um grande problema neste fim de semana, eles vão ter a vantagem de possivelmente largar na frente, manter o ar limpo e conseguir se defender dos rivais, já que ultrapassagens são quase impossíveis no Principado.

Por isso, um dos segredos para a vitória será a posição de largada. Quem começar na frente, se acertar na estratégia, dificilmente perderá a vitória. A outra chave para um bom resultado será o momento de fazer a parada nos boxes.  Aí não é nada novo para quem acompanha a F1. Como é difícil passar em Monte Carlo, então antecipar o pit-stop para fazer uma volta voadora com pneus novos é uma boa tática para ganhar posições.

A1 GP de Mônaco

A1 GP de Mônaco

Outro cenário que pode definir a corrida é os pilotos que forem fazer apenas uma única parada conseguirem acompanhar o ritmo dos rivais que farão dois pit-stop, mesmo quando estes estiverem com pneus novos. Assim, bastará os carros que mais desgastam pneus irem aos boxes para que os outros ganhem a posição. Nesse cenário, Lotus e Force India podem se aproveitar, embora eu aposte que praticamente todas as equipes vão para apenas uma parada no domingo.

Outra escuderia em que devemos ficar de olho neste fim de semana é a Williams. Sem marcar pontos nas cinco primeiras corridas do ano, Pastor Maldonado mostrou que a escuderia inglesa pode torcer por dias melhores em 2013 ao obter o sexto lugar no primeiro treino livre. A 14ª posição na segunda atividade, porém, colocou pontos de interrogação sobre o real desempenho do venezuelano em Monte Carlo.

Dito isso, meu palpite furado para este fim de semana é vitória de Romain Grosjean, com Fernando Alonso e Lewis Hamilton no pódio. Aliás, você sabe por que a F1 treina em Mônaco na quinta-feira e não na sexta? Para saber a resposta, basta ver um dos primeiros posts que eu escrevi aqui no World of Motorsport.

Confira os horários da F1 em Mônaco:

Treino livre 3, sábado, 6h
Treino classificatório, sábado, 9h
Corrida, domingo, 9h

A pior geração de todas?

maio 11, 2013
Os cinco novatos da F1 em 2013 passam por um jejum de pontos inédito na categoria

Os cinco novatos da F1 em 2013 passam por um jejum de pontos inédito na categoria

Valtteri Bottas, Esteban Gutiérrez, Jules Bianchi, Max Chilton e Giedo van der Garde. Os cinco novatos da temporada 2013 da F1 acumularam no GP da Espanha uma marca incômoda na carreira. Dos últimos 200 pilotos que estrearam na categoria – de 1980 até agora – este é o primeiro ano em que os estreantes levaram mais que cinco corridas para somar os primeiros pontos na F1 (ou então chegar entre os dez primeiros).

De 1980 até hoje, em 26 temporadas algum novato pontuou nas cinco primeiras provas do campeonato. Alain Prost, por exemplo, marcou pontos logo na estreia. O mesmo aconteceu com nomes como Johnny Herbert, Jacques Villeneuve, Pedro de la Rosa, Kimi Raikkonen, Mark Webber, Nico Rosberg, Lewis Hamilton, Sébastien Bourdais, Sébastian Buemi e Paul Di Resta.

Já gente como Gilles Villeneuve, Danny Sullivan, Cristiano da Matta, Michael Andretti e Ralph Firman demoraram um pouco mais. Eles levaram cinco corridas, mas conseguiram chegar ao seleto grupo de pontuadores.

Entretanto, em sete temporadas a situação não foi tão simples. A mais recente aconteceu em 2004, quando Gianmaria Bruni, Giorgio Pantano, Christian Klien e Timo Glock estrearam na categoria. Dos quatro, apenas o alemão conseguiu marcar pontos naquele ano, e foi justamente na estreia, no GP do Canadá. Entretanto, a prova de Montreal foi apenas a oitava do campeonato. Um pouco antes, na segunda prova do ano, na Malásia, Klien chegou em décimo, mas na época apenas os oito primeiros pontuavam. De qualquer modo, um resultado que lhe daria pontos nos dias de hoje.

Voltando um pouco mais no tempo, o ano de 1998 teve apenas Esteban Tuero e Tora Takagi como novatos. Os dois, claro, terminaram a temporada sem pontuar, mas o argentino teve um desempenho parecido com o de Klien e foi o oitavo colocado no GP de San Marino, quarta etapa daquele campeonato.

Alex Wurz marcou pontos em 1998 e salvou a alegria da galera daquele ano

Alex Wurz marcou pontos em 1998 e salvou a alegria da galera daquele ano

Além disso, Alex Wurz marcou pontos logo na segunda corrida de 1998. Só que o austríaco havia feito três corridas na F1 no ano anterior. Vamos falar a verdade, ele não deixa de ser um novato nesse caso, como se a experiência de ter feito três provas tivesse mudado muita coisa na situação dele. Por isso, considero que neste caso um novato tenha pontuado nas cinco primeiras provas daquele ano.

Em 1995, a situação foi mais simples. Em uma geração que contava com Pedro Paulo Diniz, Giovanni Lavaggi, Max Papis e Jean-Cristophe Boullion, ninguém pontuou nas primeiras corridas do ano, mas o brasileiro terminou duas vezes no décimo lugar nas cinco etapas de abertura do campeonato.

Três anos antes, a história se repetiu. Foi Ukyo Katayama, com um nono lugar na terceira corrida, que salvou a honra de um grupo de novatos que também tinha Christian Fittipaldi, Damon Hill, Paul Belmondo, Emanuele Naspetti, Gioavana Amati e Andrea Chiesa.

Se Alex Wurz foi o único novato a pontuar em 1998, dez anos antes a F1 viveu um momento parecido. Naquela época, Aguri Suzuki, Mauricio Gugelmin, Julian Bailey, Bernd Schneider, Pierre-Henri Raphael, Luiz-Perez Sala e Pierre Larrauri falharam na tarefa de terminar as primeiras corridas na zona de pontos. Coube, assim, a Nicola Larini e Gabriele Tarquini fecharem no top-10. Enquanto o primeiro terminou o GP de Mônaco em nono, o segundo foi o oitavo no Canadá.

Só que ambos já haviam corrido na F1 em 1987. Naquele ano, Tarquini disputou apenas o GP de San Marino, tendo abandonado a prova, enquanto Larini não conseguiu se classificar na Itália e abandonou na Espanha. Assim como Wurz, eles não eram realmente estreantes em 1988, mas não deixavam de ser novatos.

Raul Boesel foi o único a terminar no top-10 em 1982

Raul Boesel foi o único a terminar no top-10 em 1982

Também em 1982 nenhum piloto marcou pontos nas primeiras cinco corridas, mas o brasileiro Raul Boesel fechou em nono e em oitavo e teria pontuado se o regulamento fosse o mesmo dos dias de hoje.

A única vez na história da F1, desde 1980, que nenhum piloto estreante marcou ponto nas cinco primeiras corridas do ano nem mesmo com as exceções já citadas aqui foi em 1985, quando Christian Danner e Ivan Capelli estrearam na categoria. E isso aconteceu porque não tinha nenhum novato nas primeiras provas.

O alemão, por exemplo, só foi participar da primeira corrida no certame na 13ª etapa, na Bélgica, onde abandonou. Depois, ele ainda correu em Brands Hatch e mais uma vez não conseguiu completar. Capelli, por sua vez, estreou justamente na mesma etapa britânica e foi mais um a não chegar ao fim da corrida. O italiano, porém, conseguiu um heroico quarto lugar no GP da Austrália, na segunda prova que fazia na categoria, mas já no encerramento do campeonato.

Alpine x Caterham

maio 8, 2013
A Alpine voltou às competições em 2013 graças ao dinheiro de Tony Fernandes

A Alpine voltou às competições em 2013 graças ao dinheiro de Tony Fernandes

Tony Fernandes não tem muitos motivos para ficar feliz em 2013. Embora os negócios até que estejam indo bem na Malásia, fora dela não há motivos de comemoração. Afinal, a Caterham segue sem somar pontos na F1 – e até chegou a ser ultrapassada pela Marussia em algumas provas – e a equipe de futebol do Queens Park Rangers, também de sua propriedade, foi rebaixado no campeonato inglês.

Para tentar melhorar o ano, resta ao malaio a disputa das 24 Horas de Le Mans, no próximo mês. Para a tradicional corrida de longa duração, Fernandes pode ficar otimista. É que ele não vai ter um, mas dois carros na disputa da tradicional corrida.

Tudo começou no ano passado, quando Caterham e Renault fizeram uma parceria para resgatar a Alpine. Na ocasião, Fernandes comprou 50% da marca e passou a trabalhar junto com a montadora francesa para recolocá-la nas competições. Depois de muitas negociações, a Renault anunciou no início do ano que a Alpine vai competir na ELMS e nas 24 Horas de Le Mans sendo inscrita pela equipe Signatech.

Embora haja equipes mais fortes na categoria LMP2, a Alpine é uma escuderia competitiva e pode conquistar a vitória em Le Mans. Eles usam a base da Signatech, que já obteve o título da divisão na ILMS e terminou em segundo lugar nas 24h de 2011. Além disso, os pilotos – Pierre Ragues, Nelson Panciatici, Tristan Gommendy e Roman Rusinov – são experientes em corridas de longa duração.

Só que se a Alpine não conseguir andar bem na França, ainda não há motivos para Fernandes ficar alarmado. É que ele terá uma segunda equipe correndo. Nesta semana, o time Greaves, também da LMP2, anunciou uma parceria com a Caterham e terá os carros em verde e amarelo na tradicional corrida de longa duração.

Além disso, a Greaves ainda vai contar com o americano Alexander Rossi (reserva da Caterham na F1) como um dos titulares, ao lado dos veteranos Tom Kimber-Smith e Eric Lux.

Entre as duas equipes, sem dúvida a Alpine é quem tem mais chances de vencer em Le Mans. Entretanto, já pensou se os dois carros de Fernandes estão brigando pela vitória na corrida? Para quem será que o dirigente vai torcer? Se fosse eu, ficaria do lado da Alpine, afinal meu dinheiro está lá e não é apenas uma parceria.

Não se importe com os pneus

maio 6, 2013
Os pneus viraram o inimigo da F1 em 2013

Os pneus viraram o inimigo da F1 em 2013

Mais uma etapa da F1 ficou para trás. Como o mundo inteiro já deve saber – a menos que você more na Coreia do Norte –, Fernando Alonso venceu o GP da Espanha, neste fim de semana, com Kimi Raikkonen e Felipe Massa subindo ao pódio. Apesar disso, a grande história da prova foram os pneus, que mais uma vez se desgastaram rapidamente.

Só que isso não é totalmente verdade. Vou contar um segredo aqui. Desconfie de tudo o que você lê, principalmente sobre os compostos da Pirelli. Nesta segunda-feira, o jornalista Joe Saward publicou um texto dizendo que a imprensa inglesa elegeu os pneus como vilões da prova. Assim, os jornalistas de lá se juntaram e praticamente publicaram a mesma história tentando justificar o mau resultado de Hamilton e Button a partir dos compostos.

Como o noticiário brasileiro é pautado pela mídia inglesa, a história dos pneus repercutiu aqui. E por que eles foram escolhidos como vilões do fim de semana? É fácil. Os ingleses não têm mais nada para falar da corrida. A McLaren mais uma vez fracassou. Hamilton foi ainda pior, com um 12º lugar e Max Chilton não conta, pelamor…

Aí na hora de explicar para os leitores por qual razão os pilotos britânicos não estão indo bem, é mais fácil apontar o pneu como justificativa ao invés de falar que os outros carros são melhores. Para provar isso, basta ver quem aparece como fonte nessas matérias. Ou é a Mercedes, ou é a Red Bull. A Lotus, por outro lado, elogia os compostos. E a Ferrari, que está vencendo, não fala nada.

De qualquer forma, os ingleses estão certos em uma coisa: os pneus transformaram as corridas da F1 em algo chato.

Você não vê a Ferrari reclamando dos pneus

Você não vê a Ferrari reclamando dos pneus

Pessoalmente, não sou a favor de uma corrida com tantas paradas como as que estão acontecendo. É um pouco monótono e confuso ver um piloto indo ao pit-lane quatro vezes – seis no caso de Nico Hulkenberg – em um fim de semana –, agora multiplique isso pelos 22 pilotos do grid e veja o que a F1 virou. Da mesma forma, ver os atletas perguntando pelo rádio se devem disputar posições com os adversários ou apenas cuidar dos pneus vai contra o que entendemos como automobilismo.

Ainda assim, a grande pergunta que fica é o quão ruim os pneus são. Acredito que eles são melhores do que a imagem que passam. Ainda assim, não há muitas dúvidas de que a Pirelli errou a mão para 2013. Só que a própria empresa já reconheceu isso. Após o GP da Espanha, o diretor da fabricante Paul Hembery disse que esperava duas ou três paradas em Barcelona, mas houve quatro. Assim, ele está disposto a mudar os compostos a partir do GP da Inglaterra para ter corridas mais normais.

Seguindo o raciocínio de Hembery, duas ou três paradas é algo que sempre aconteceu na F1. Em uma corrida de 60 voltas, por exemplo, veríamos alguns pilotos parando no giro 20 e no 40, enquanto outros se dirigiriam aos boxes no 15, 30 e 45. Até aí, nada demais.

Com menos paradas, também veríamos os pilotos tendo mais espaço para brigarem por posições. Aí seria questão de estratégia. Quem ir aos boxes três vezes vai poder acelerar mais, enquanto os outros estarão mais preocupados em poupar a borracha.

A ideia de que veríamos os pilotos acelerando um contra o outro 100% do tempo de uma corrida é uma fantasia. Isso só vai acontecer em duas situações. Ou com os atletas com a mesma estratégia, ou com pneus ‘de concreto’, como eram os Bridgestone, em uma época em que ninguém passava ninguém.

É claro que ninguém quer esses dias de volta. Portanto, o trabalho da Pirelli é apenas para ter corridas mais movimentadas.

Como diz Joe Saward no artigo citado lá em cima, eu ficaria preocupado se os pneus Pirelli mudassem a ordem da F1, e a habilidade de pilotos, mecânicos e engenheiros não valessem mais nada. Mas não é isso que acontece. Quem culpa os pneus 100% das vezes é quem está tentando justificar – talvez até mesmo para o público – carros cujo projeto deram errado.

F1 2013 na Espanha

maio 5, 2013

Xabi Alonso, do Real Madrid, é o melhor piloto chamado Alonso vindo da Espanha. P.S.: esse é um carro com dois volantes #humor

Xabi Alonso, do Real Madrid, é o melhor piloto chamado Alonso vindo da Espanha. P.S.: esse é um carro com dois volantes #humor

Ferrari e McLaren são duas equipes conhecidas pelo poder de reação durante uma temporada. Enquanto a escuderia italiana começou com um carro ruim no ano passado, mas conseguiu se recuperar mesmo em um período em que testes durante o campeonato são proibidos, o time inglês fez o mesmo em 2009 e 2011.

Entretanto, esses casos são mais exceções à regra do que algo para ser levado a diante. Digo isso porque neste fim de semana acontece o GP da Espanha de F1, em Barcelona, e praticamente todos os times do grid estão focados em testar novos componentes. E na grande maioria dos casos a resposta é sempre decepcionante. “O carro melhorou, mas todo mundo também progrediu”, é o que dizem os pilotos.

Neste sábado, dia 11, não foi diferente. Após o treino, Nico Hülkenberg e Valtteri Bottas foram dois que jogaram a toalha. Com o início de temporada abaixo do esperado de Sauber e Williams, o duo esperava que os novos componentes melhorassem o desempenho do equipamento.

É claro que o rendimento deles melhorou, mas como todas as equipes também evoluíram, o resultado foi decepcionante. E isso só mostra que essa guerra por atualizações não é assim tão importante. Afinal, a menos que um time tenha uma grande sacada, o resultado final é praticamente o mesmo para todos.

Dito isso, quem gostaria que a história fosse um pouco diferente é Nico Rosberg. Largando na pole-position pela segunda vez consecutiva, o alemão sabe que não vai ter vida fácil neste domingo. A Mercedes desgasta muito os pneus e por isso deve se tornar presa fácil para Ferrari, Lotus e Red Bull durante a corrida.

A pole de Rosberg, aliás, serviu para dar continuidade ao passeio alemão pela Espanha. Depois de Barcelona e Real Madrid terem sido eliminados – com direito a goleadas – da Liga dos Campeões de futebol pelas equipes do Bayern de Munique e do Borussia Dortmund, agora é o representante da Mercedes que dá as cartas na Catalunha.

Barcelona

A1 GP de Barcelona. Ok, brincadeira, é só um carro fake feito por algum fã…

Entretanto, se em algum momento os torcedores catalães ficaram tristes com mais uma conquista germânica em seus terrenos, o futebol voltou a dar alegrias neste sábado. É que pouco depois do treino classificatório da F1, o Barcelona garantiu o titulo do campeonato espanhol, já que o Real Madrid apenas empatou com a equipe do Espanyol, também sediada na capital da Catalunha.

Por isso, ao menos em uma parte da Espanha, a noite deste sábado será de festa. Na outra parte, é bom os torcedores empurrarem Fernando Alonso, porque Nico Rosberg e Sebastian Vettel estão dispostos a fazer de tudo para continuar o domínio alemão no país ibérico. A esses torcedores trago uma má notícia.

O espanhol da Ferrari larga apenas na terceira colocação, mas desde 1981 o vencedor do GP da Espanha sai na primeira fila. Para piorar, em 15 das 22 corridas na Catalunha, o pole-position foi o vencedor. Ou seja, Rosberg tem tudo para fazer jus ao desempenho dos compatriotas Mario Götze, Marco Reus, Thomas Müller e Bastian Schweinsteiger neste fim de semana.

O meu palpite furado, porém, contraria essa previsão e vem da segunda fila. Como eu sempre erro, aposto em Kimi Räikkönen neste fim de semana. Alonso será o segundo e Sebastian Vettel, o terceiro.

Mais um dia na rotina da Red Bull

abril 19, 2013
Não há dúvidas de que António Félix da Costa está sendo preparado pela Red Bull

Não há dúvidas de que António Félix da Costa está sendo preparado pela Red Bull

Não há mais nenhuma dúvida de que António Félix da Costa está sendo preparado para assumir uma vaga na Red Bull nos próximos anos. A maior prova disso aconteceu neste sábado, dia 27, durante o treino classificatório da etapa de Aragón da World Series by Renault. Pouco depois de receber a bandeira quadriculada, o luso ficou parado na pista por causa de uma pane seca.

Dessa forma, o piloto da Arden Caterham perdeu o terceiro lugar obtido no grid e foi obrigado a largar da última colocação.

Vale lembrar que a Red Bull passou por esse problema na F1 duas vezes recentemente. A primeira aconteceu no GP de Abu Dhabi do ano passando, com Sebastian Vettel, então na luta pelo terceiro título. Naquela prova, o germânico ainda conseguiu se recuperar, subindo ao pódio em terceiro.

Mark Webber, por sua vez, foi ‘sorteado’ pela RBR no GP da China deste ano. Depois de também ficar sem combustível no Q2 da classificação, o australiano viveu uma maré de azar em Xangai, culminando com uma roda solta durante a corrida, o que forçou o abandono.

Agora foi a vez de Félix da Costa passar pela mesma situação. Como na World Series os carros são iguais e a duração da corrida é menor, o luso fez  uma boa prova de recuperação, mas acabou apenas no 13º lugar, sem conseguir marcar pontos. Assim, o português continua com 25 pontos na classificação geral, enquanto Kevin Magnussen, o líder, já soma 61.

Agora o piloto luso está 36 pontos atrás de Magnussen na classificação geral

Agora o piloto luso está 36 pontos atrás de Magnussen na classificação geral

É claro que pane seca geralmente é consequência de erro humano, ainda mais em uma categoria de base, mas há uma explicação para o que aconteceu neste sábado. Pressão.

No ano passado, como FDC não havia disputado todo o campeonato da World Series by Renault, a equipe Arden Caterham não estava pressionada. Independentemente do que o luso fizesse nas provas, o resultado já seria melhor que a última colocação de Lewis Williamson, que começou o ano pelo time.

Dessa vez a história é diferente. Félix da Costa é o favorito absoluto ao título da WS, então nem ele, nem a equipe podem errar. O problema é que o fim de semana em Aragón começou com Kevin Magnussen, da Dams, tendo um desempenho assombroso, sendo o mais rápido nos três treinos realizados.

Para tentar parar o dinamarquês – ou ao menos diminuir o prejuízo – a Arden Caterham precisou ir no limite para o treino classificatório, daí a margem elevada para o erro  que deu na pane seca.

O resultado foi terrível para o lisboeta, que soma apenas 25 pontos em três corridas até aqui, graças à vitória na segunda prova de Monza. É claro que está muito cedo para falar qualquer coisa, e FDC tem tempo suficiente para se recuperar, mas esse início tumultuado de temporada pode pesar. Se ele acabar o ano com o vice-campeonato, devido a uma diferença menor que 26 pontos com relação a Magnussen, a culpa terá sido desse fraco início.

Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarve

abril 16, 2013
O que aconteceria na F1 se Brasil e Portugal voltassem a ser um único país?

O que aconteceria na F1 se Brasil e Portugal voltassem a ser um único país?

Nos últimos anos, o site Avaaz se destacou na tentativa de mobilizar os usuários da internet em prol de assuntos mais sérios por meio de abaixo-assinados virtuais. Entretanto, se há alguns anos a página conseguiu atrair a atenção para temas sérios, como a Lei da Ficha Limpa, ela se perdeu de uns tempos para cá.

Além de ser pilar importante do que se chama de militância das redes sociais, em que muitos usuários do Facebook e afins realmente acham que estão mudando ao assinar uma petição online e jamais terem qualquer outro contato com o assunto em questão, ela também permitiu que qualquer pessoa inicie uma campanha online.

A partir daí, surgiram os temas mais irrelevantes do mundo. Um tempo atrás, alguém montou uma petição para que a Rede Globo tirasse Galvão Bueno das transmissões da F1, como se fosse adiantar alguma coisa. Nesta segunda-feira, dia 22, vi uma ainda pior. Claro que com certa dose de humor, alguém criou um formulário para que o Brasil fosse devolvido a Portugal. Você pode clicar aqui para ver.

Antes de tudo, quero deixar claro que respeito a sociedade portuguesa assim como os séculos de história que Brasil e Portugal compartilham. Mas eu achei engraçada a proposta do usuário do Avaaz, que, entre outras coisas, queria a união dos dois países para que os times brasileiros de futebol pudessem jogar a Liga dos Campeões da Europa, assim como para acabar com o Partido dos Trabalhadores, o que também não faz sentido, pois há trabalhadores tanto aqui quanto lá, então o partido vai crescer nessa hipotética fusão.

Como este é um blog de automobilismo, também acho que a união entre Brasil e Portugal seria benéfica para o esporte a motor. Teríamos três pilotos na Indy, um no WTCC, dois no DTM, 13 no GT Series e um na GP2. Quanto à F1, bom, é verdade que já faz algum tempo que Felipe Massa não ganha nada. Mas teríamos bons motivos para comemorar.

Por isso, fiz o vídeo abaixo para que você tenha uma ideia de como seria assistir à F1 neste novo país em um futuro não tão distante, caso a união acontecesse (ligue o som do seu computador):

P.S.: eu só peço para quem quiser comentar abaixo não perder o bom humor nem a compostura.

F1 2013 no Bahrein

abril 13, 2013
As equipes fizeram algumas modificações nos carros para se prepararem para o GP do Bahrein

As equipes fizeram algumas modificações nos carros para se prepararem para o GP do Bahrein

Uma semana depois de usufruir de todos os confortos em um país livre como a China, a F1 chega ao Bahrein para a disputa da quarta etapa da temporada 2013. Dessa vez, porém, as equipes vão precisar ficar mais espertas, já que as ruas de Sakhir e Manama não são os locais mais seguros do mundo, e a primavera árabe ainda ronda a pequena ilha do Golfo.

Embora a sensação de insegurança seja menor neste ano, mais uma vez a F1 se mete em um país marcado por uma profunda crise política. Manifestantes contrários ao governo local e polícia se enfrentam todos os dias, e as ordens vindas da monarquia ditatorial é prender qualquer um que possa representar uma ameaça à corrida e à segurança nacional.

É nesse clima que os carros vão à pista a partir desta sexta-feira, dia 19. Não acho que essas são as melhores condições para que o esporte seja praticado, por isso a corrida deste fim de semana não deveria acontecer. Aliás, não se importar com os valores humanos apenas para que a prova aconteça vai de encontro aos ensinamentos do próprio esporte, como lealdade e respeito ao adversário.

Mas como Bernie Ecclestone não se importa muito com a filosofia e com a sociologia do esporte a corrida vai acontecer. E deve ser uma prova um pouco diferente das da semana passada, em que os pneus tomaram conta da corrida.

Parece que a Pirelli percebeu ter errado a mão com os compostos deste ano. A corrida na China foi confusa com os pilotos espalhados pela pista em estratégias diferentes. Por isso, quando um carro aparecia para ultrapassar outro, era difícil saber se valia alguma posição ou se era apenas para restabelecer a ordem dos pneus. Chegou ao cúmulo de Jenson Button perguntar pelo rádio à McLaren se deveria se defender de Lewis Hamilton, mostrando que as disputas na pista não tem a menor importância para o resultado final.

Aliás, falando dos antigos companheiros de McLaren, eles estão em situação opostas neste fim de semana. Enquanto Button vai aos poucos comandando a recuperação da equipe inglesa, Hamilton sabe que o rendimento da Mercedes não é tão bom quanto parece. Os carros prateados, sem dúvida, são muito rápidos em uma única volta rápida, mas desgastam pneus demais e perdem ritmo de corrida. É por isso que o britânico saiu da pole-position, mas quase perdeu o pódio em Xangai.

A1 GP do Bahrein, ok, brincadeira, esse é o carro de Hamad al Fardan na F-Renault V6 Asiática

A1 GP do Bahrein, ok, brincadeira, esse é o carro de Hamad al Fardan na F-Renault V6 Asiática

Ainda nas equipes de ponta, a Red Bull também vive em guerra com os pneus. Na China, eles abriram mão de desempenho em uma única volta para fazer a borracha durar mais. Quase deu certo, com Sebastian Vettel terminando na quarta colocação. O problema é que a escuderia mais uma vez abriu mão de participar do treino classificatório para ter uma tática mais tranquila na corrida.

O problema é que largando em nono e sem ter o carro dominante é complicado chegar na frente. É verdade que o alemão lutou pela vitória em alguns pontos da prova, mas no fim ficou apenas com o quarto lugar.

Assim, dos quatro times de ponta, quem vive a situação melhor é a Ferrari, cujo carro é bom nas tomadas de tempo, mas ainda melhor em ritmo de corrida. Tanto é que Fernando Alonso terminou duas das três corridas da temporada até agora e já tem uma vitória e um segundo lugar. Felipe Massa, por outro lado, segue com problemas para aquecer o pneu duro e por isso não tem um bom desempenho de corrida.

Como a corrida do Bahrein é disputada no deserto, a temperatura pode ser um fator positivo para o brasileiro. Por outro lado, como a Pirelli vai levar o composto médio e o pneu duro, ele terá que trabalhar ainda mais para deixá-los na temperatura correta.

De qualquer forma, o desempenho de Massa é muito melhor que o de Sergio Pérez, que foi especulado em Maranello durante boa parte do ano passado. Na China, o mexicano errou feio no treino livre e bateu na entrada dos boxes. Depois, o fim de semana todo deu errado e ele terminou em 11º, sem pontos.

O outro mexicano do grid, Esteban Gutiérrez, na Sauber, também não vive boa fase, sendo eliminado mais uma vez no Q1 e se envolvendo em um acidente nas voltas iniciais. Situação completamente oposta à de Nico Hulkenberg. Curiosamente, o alemão é o piloto que mais liderou voltas nas últimas quatro corridas, com 38 giros no primeiro lugar. Fernando Alonso, com 37, é o segundo. Vettel tem 33 e Mark Webber 32.

Para encerrar, falo das equipes pequenas. Neste fim de semana, a Caterham vai promover o retorno de Heikki Kovalainen no primeiro treino livre, enquanto Rodolfo González substitui Jules Bianchi na mesma atividade na Marussia. Ou seja, enquanto uma equipe está trabalhando para voltar ao décimo lugar, a outra deixa seu melhor piloto de fora de um treino. Daí acaba ultrapassada e não sabe por quê.

Bom, meu palpite furado para o fim de semana é vitória de Kimi Raikkonen, seguido por Fernando Alonso e Sebastian Vettel. Obviamente, a partir de agora não há a menor chance de isso acontecer.

Confira os horários do GP da Malásia de 2013:

Treino livre 1 – 4h quinta-feira
Treino livre 2 – 8h sexta-feira
Treino livre 3 – 5h sábado
Treino Classificatório – 8h sábado
Corrida – 9h domingo

A nova Caterham de 2013

abril 12, 2013
Alexander Rossi finalmente vai ter uma chance na GP2

Alexander Rossi finalmente vai ter uma chance na GP2

Ou a Caterham é muito corajosa, ou é muito burra. No início da manhã desta quarta-feira, dia 17, a equipe malaia anunciou uma profunda reestruturação no time valendo já para este fim de semana do Bahrein. Heikki Kovalainen está de volta como piloto de teste – e vai andar no primeiro treino livre de Sakhir e de Barcelona –, enquanto Alexander Rossi foi rebaixado para o time da GP2, onde substituirá Qing Hua (huahuhauahuahau) Ma.

Não há nenhuma dúvida de que esta decisão já estava tomada há algum tempo, ao menos desde o GP da Malásia. Porém, como Ma estava escalado para participar do primeiro treino no GP da China, o time optou por manter tudo em segredo até esta semana e garantir o dinheiro trazido pelo piloto chinês.

De um ponto de vista esportivo, o time sai ganhando. Kovalainen é o melhor nome disponível para ajudar a Caterham a melhorar o desempenho. O veterano piloto finlandês, aliás, também serve como um parâmetro, afinal, ninguém sabe se os carros verdes são tão ruins quanto parecem ou se o problema são os pilotos.

Vai que Kovalainen entre na pista no Bahrein sem nenhuma atualização, mas termine na frente de Jules Bianchi, o que é bem possível. Aí ficaria claro que o problema não é o carro. Por outro lado, mesmo ficando para trás, com a experiência que tem na F1, o finlandês também poderia dar um feedback muito mais completo ao time após a atividade.

Heikki Kovalainen Angry Birds helmet

The angry bird is back!

Na GP2, o ganho também é significativo. É verdade que Ma levava um bom dinheiro para o time, mas tanto ele quanto Sergio Canamasas não eram competitivos. Com Rossi na vaga, mesmo que de forma interina, a escuderia passa a ter um piloto de talento comprovado por onde passou, ainda que seja um novato neste ano.

Se um dia a Caterham planeja ver Rossi em um dos carros titulares – o que eu duvido caso não haja um bom aporte financeiro –, é interessante para o time dar ao americano o maior seat-timing possível.

Com Rossi e Kovalianen, a Caterham foi corajosa em reformular a equipe ainda no mês de abril e tentar dar a volta por cima o quanto antes, já que a Marussia parece cada vez mais tranquila rumo à décima colocação – e a respectiva premiação em dinheiro – no Mundial de Construtores.

Por outro lado, isso mostra a fragilidade do time para este ano. Será que ao contratar Giedo van der Garde e Charles Pic a escuderia jamais percebeu que corria sério risco de ficar para trás, dependendo do trabalho de dois novatos para evoluir? Imagino que sim, mas eles também consideraram que o dinheiro entrando era mais interessante.

Deu no que deu. Se o dinheiro entrou de um lado – via pilotos pagantes – agora corre o risco de sair do outro – com o fim das premiações.

F1 2013 na China

abril 8, 2013
Yao Ming foi o maior piloto de F1 da história da China. Ok, ele não foi um piloto, mas ainda assim foi o maior

Yao Ming foi o maior piloto de F1 da história da China. Ok, ele não foi um piloto, mas ainda assim foi o maior

Depois de duas semanas de folga, a temporada 2013 da F1 retorna para o GP da China, neste fim de semana. Em uma época não muito distante, quando os pneus Pirelli e a asa traseira móvel ainda não existiam, teríamos apenas motivos para lamentar a etapa de Xangai, visivelmente menos emocionante que as de Sepang.

Porém, desde a chegada dos novos artifícios, os chineses têm visto corridas mais emocionantes, graças à enorme reta do traçado. De qualquer forma, sempre há exceções. No ano passado, por exemplo, a Mercedes foi tão dominante, que só não conseguiu a dobradinha, pois um dos mecânicos errou na hora de prender a roda de Michael Schumacher em um dos pit-stops.

O problema é que desde então a escuderia prateada não fez mais nada na F1. Com problemas para fazer o DRS duplo funcionar, o time não conseguiu repetir bons resultados em 2012. Depois, eles mudaram o foco para a atual temporada, mas ainda parecem estar em um segundo escalão, atrás de Lotus e de Red Bull.

Além disso, eles ainda estão sendo obrigados a administrar crises internas. Há três semanas, em Sepang, Rosberg deixou claro que não está satisfeito com a função de segundo piloto. Nas voltas finais daquela corrida, mesmo mais rápido, o alemão foi proibido pela Mercedes de ultrapassar o companheiro de equipe, Lewis Hamilton. Após a prova, o germânico reclamou, bufou e disse que é bom a escuderia, no futuro, lembrar o que havia se passado.

De qualquer forma, essa não é uma situação exclusiva da montadora alemã. Ainda mais pressionada está a Red Bull, onde Sebastian Vettel realmente desobedeceu à instrução da equipe e deixou Mark Webber para trás nas voltas finais de Sepang. Após toda a confusão, o time austríaco já disse que não deve renovar o contrato do australiano, mas também cogita acabar com o jogo de equipe.

Provavelmente nada deve acontecer, mas será interessante ver até aonde os ecos de Sepang vão chegar nesta temporada.

A1GP da China

A1GP da China

Ainda falando sobre as equipes grandes, Ferrari e McLaren também têm bons motivos para se preocupar. A escuderia italiana, por exemplo, tem visto Fernando Alonso tomar tempo constantemente de Felipe Massa, principalmente em uma única volta rápida. Não há dúvidas de que o espanhol é o concorrente ao título de Maranello, mas é questão de tempo para que o sinal amarelo se acenda por lá.

Por outro lado, Massa ainda está com problemas em fazer os pneus durarem, como ficou mostrado no GP da Malásia. Na última corrida, o brasileiro foi obrigado a fazer uma parada a mais, nas voltas finais, tamanha a degradação dos compostos. Essa situação deve se amenizar na China, onde as temperaturas – e consequentemente o desgaste – são menores que na Malásia. Ainda assim, a Ferrari vai precisar trabalhar para encontrar o ponto ótimo no desempenho do brasileiro, descobrindo quando ainda é vantagem ficar com pneus antigos e a partir de onde é melhor colocar compostos novos.

Por fim, a equipe inglesa mais uma vez começa uma temporada com um equipamento pouco competitivo. Desde 2009 – o que nem faz tanto tempo assim – já é a terceira ou quarta vez que os carros prateados não conseguem acompanhar o ritmo dos mais rápidos no início do campeonato, obrigando os engenheiros de Woking a mostrar o poder de reação.

Não tenho dúvidas de que Jenson Button e Sergio Pérez ainda vão brigar por pódios e vitórias em 2013, o problema é quando isso vai acontecer. Se a reação da McLaren demorar muito, qualquer chance de título pode ir embora. E como o time britânico já fala em ignorar 2014 e começar a trabalhar no carro de 2015 (quando terá o motor Honda), abrir mão do atual campeonato não é a melhor escolha.

Dentre as equipes do meio e do fim do pelotão, Caterham e Williams vivem as situações mais delicadas. Com desempenho abaixo do esperado nas duas primeiras corridas do ano, os dois times já admitem que precisam de atualizações para dar a volta por cima. O problema é que, como a F1 ainda está na Ásia, as novas peças só devem chegar para o GP de Barcelona, quando 20% do campeonato já vai ter ido embora. E, obviamente, as outras equipes não vão estar de braços cruzados enquanto elas trabalham.

Para encerrar, meu palpite – furado – para o GP da China é mais uma vitória de Sebastian Vettel, com Alonso e Lewis Hamilton completando o pódio.

Confira os horários do GP da Malásia de 2013:

Treino livre 1 – 23h quinta-feira
Treino livre 2 – 3h sexta-feira
Treino livre 3 – meia-noite sábado
Treino Classificatório – 3h sábado
Corrida – 4h domingo


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