Posted tagged ‘Felipe Giacomelli’

3 anos de World of Motorsport

janeiro 1, 2013
Se juntasse todo mundo que já apareceu aqui no blog em uma foto, acho que seria uma multidão muito maior que essa aí

Se juntasse todo mundo que já apareceu aqui no blog em uma foto, acho que seria uma multidão muito maior que essa aí

Bom, como o mundo não acabou em 2012, hoje é o dia em que o World of Motorsport completa três anos de idade. O que eu mais gosto nesta data é que é impossível deixar passar. Como o blog começou em um 1º de janeiro – lá em 2010 –, é muito fácil me lembrar do aniversário e escrever este post especial.

Como sempre, este é o único dia do ano em que eu não falo de automobilismo por aqui. Isso fica para os outros 364. E se você tiver com muita vontade mesmo de ler sobre carros de corrida é só rolar o mouse para baixo que lá tem todos os posts de 2012.

O assunto de hoje é o próprio blog. Nos últimos 12 meses por aqui, foram 290 posts – incluindo o de número mil, alcançado em meados do mês de dezembro. É claro que chegar a essa marca expressiva sempre foi um dos meus objetivos, mas acho que se lá no começo de 2010 me falassem que eu conseguiria escrever mil textos para o blog eu ficaria surpreso.

Sempre tive a sensação de que desistiria de escrever aqui em algum momento. Não por perder a vontade, mas até mesmo por uma necessidade da rotina. Quando criei o World of Motorsport, a única coisa que eu fazia na vida era a faculdade de jornalismo, além de cuidar da vida social.

Agora já estou formado e cobrindo automobilismo para o Grande Prêmio. É bom trabalhar com algo que gosto, mas o ânimo para escrever sobre o esporte a motor após horas fazendo o noticiário é muito pequeno. Fora isso, ainda tem a família, vida social e etc…

Isso sem falar dos problemas de saúde. Em 2012 foi terrível. Digamos que eu recuperei o tempo perdido do que não fiquei doente nos outros dois anos de blog.

E isso acabou diminuindo a frequência de textos por aqui. Se nos outros anos foram cerca de 350, dessa vez foram somente 290. Por isso, nesse quesito os últimos 12 meses de blog foram um fracasso. Ao menos quanto às visitas a resposta foi um pouco melhor. Segundo o próprio WordPress, eu tive muito mais leitores em 2012 que o pequeno país de Liechtenstein teve de turistas. Acho que isso é algo a ser comemorado.

Pensando em 2013, espero aumentar a frequência de postagens. Voltar a 350 é uma pretensão muito grande, mas quem sabe?

De qualquer forma, você pode ficar tranquilo. Não vou fazer posts nas coxas só para falar que escrevi algo. Como sempre, um dos compromissos do World of Motorsport é publicar aqui o que você não vai ver nos outros blogs. Portanto, se quiser assistir aos episódios do Tooned ou ver pela milésima vez algum vídeo que fez sucesso na Internet, saiba que aqui você não vai encontrá-los.

Eu respeito um pouquinho quem faz esse trabalho de divulgação de vídeos, mas não vou publicar algo que tenha em qualquer outro lugar. Afinal, se eu fizer isso, por que motivo alguém entraria no meu site? Talvez para ler sobre a Toyota Racing Series ou a F-Renault Norte-Europeia. Mas só isso né.

E, vamos falar a verdade, sem leitores por aqui, no fim do ano eu não poderia falar “chupa, Liechtenstein!”

Indy 2012: 5 pessoas e o Mini conversível

abril 26, 2012

Que tipo de pessoa aluga um Mini?

Uma pequena história dos bastidores da Indy em São Paulo para começar os trabalhos aqui no Anhembi. Não é difícil fazer a previsão do tempo de São Paulo. Se um dia falarem para você que não vai chover, saiba que vai. Por outro lado, se falarem que vai chover, então se prepare para uma tempestade paulistana.

Dito isso, não é muito difícil saber se preparar. Na hora de sair de casa, é só levar algo como um agasalho, um guarda-chuva ou então um barco e está tudo resolvido.

Bom, não foi a situação dessa vez. Como é de praxe, o pessoal do Grande Prêmio – o site para o qual eu empresto minha força de trabalho – alugou um carro para fazer o translado entre a redação e o circuito do Anhembi.

O problema é que o carro alugado é um Mini conversível. Um carro sem capota em pelo temporal previsto para o final de semana da Indy. Como isso é possível? Agora imagine o desespero dos fotógrafos para tentar proteger câmeras e computadores!

Mas aí você, leitor atento, vai falar que o problema é resolvido se puxar a capota, certo? Errado! São cinco pessoas para caber dentro do Mini. Aliás, você já viu um Mini? É um carro para duas pessoas. O dono, óbvio, e a mulher que ele pegar por ter um desses carros. Pronto!

A empresa até fabricou o modelo com um banco de trás, mas teoricamente serve apenas por decoração. No entanto, colocamos três pessoas aqui sentadas no banco de trás de um Mini. Agora imagine um voo da Gol com todo aquele espaço para se esticar. O espaço é umas 100x menor! E tem gente aqui que conseguiria jogar basquete tranquilamente com o Justin Wilson.

Confesso a você  que eu nunca tinha andado antes em um Mini. O carro é sensacional, mas com cinco pessoas? Meu deus…

P.S.: caso você esteja por lá, ou pense em passar em alguns dias, dê um alô!

2 anos de World of Motorsport

janeiro 1, 2012
World of Motorsport

World of Motorsport, porque qualidade nas imagens vem sempre em primeiro lugar

Nessas horas eu acho que estou ficando velho. Hoje, dia 1º de janeiro, meu blog, o World of Motorsport – também conhecido como este site que você está lendo – completa dois anos de idade.

É curioso que para comemorar essa data, o post de hoje não fala diretamente sobre o automobilismo. Aliás, essa é a única vez no ano que isso acontece. Hoje o assunto é o blog mesmo.

Aproveito essa data para anunciar que encerro as atividades por aqui. Cansei do automobilismo, vou começar a cobrir o futebol para trabalhar na Copa de 2014. Valeu a audiência, e a gente se vê por aí!

Ok, não é nada disso. Em 2012 o blog segue firme e forte falando sobre os principais campeonatos do mundo como a F-Renault Europeia, a Toyota Racing Series, a F4 Francesa, e a BMW Talent Cup, entre outros. E também sobre torneios menos importantes como a F1, a Nascar e a Indy.

Na verdade, eu espero conseguir fazer tudo isso em 2012, já que, se os maias estiverem certos, o mundo acaba em dezembro. Então não vou ter outra chance.

Por exemplo, uma dessas metas para 2012 é voltar à marca de posts diários, no mínimo. Esse ano não deu. Dessa vez foram 322 posts em 365 dias. O problema mesmo foi em novembro, quando a coisa desandou. Não por preguiça minha, juro, mas pela agenda cheia.

Como eu me formei em dezembro, tinha que fazer a monografia. Aí entrei naquela rotina de escrever até cair de sono, dormir quatro ou cinco horas por dia e acordar cedo para a aula de manhã. Depois, claro, trabalho até o fim do dia e mais monografia. Então cada hora que eu usasse para o blog estaria desperdiçando do trabalho final, por isso em alguns momentos não deu para conciliar tudo. No final, foi uma grande época, mas fico feliz que tenha terminado.

Só que em 2011 também houve algumas boas notícias. Por exemplo, em relação ao primeiro ano do blog a audiência por aqui aumentou em 1816% (uau, devo ter errado na conta, mas a fórmula – matemática – que eu achei deu isso). Alguns posts também deram aquele orgulhozinho de terem sido publicados. Só para citar alguns, teve aquele sobre a vitória do Vinícius Perdigão em Sebring – e ninguém mais lembra dele –, o título inédito que o Fábio Gamberini poderia ganhar na Espanha (e não venceu), a lista com todos os pilotos brasileiros no exterior e, depois, as vitórias de cada um.

Teve também recentemente uma notícia que saiu da Lada voltando ao WTCC. O leitor aqui do World of Motorsport ficou sabendo pelo menos dois dias antes que o restante do mundo (e a possibilidade levantada meses antes), quando a Autosport publicou a mesma coisa (buscamos na mesma fonte, provavelmente). É esse tipo de fato que comprova a qualidade das informações e o embasamento das opiniões expressas por aqui. Ah, teve também o especial sobre o título do Felipe Nasr na F3 Inglesa, que também merece destaque.

Em 2012, planejo fazer algumas mudanças por aqui, colocar algumas ideias em prática, para que a lista de posts dos quais possa me orgulhar possa aumentar no ano que vem.

Então, apenas relembrando, a cada dia você pode encontrar um novo post por aqui. Aí até é legal que no texto do dia em que o mundo acabar, quando eu falar sobre os que deram algum orgulho de publicar, até rola fazer uma checklist de quais você se lembra. Ou não.

Quem já foi campeão em pleno aniversário?

setembro 30, 2011
Kimi Raikkonen birthday

Kimi Raikkonen já fez anivesário e também já foi campeão, mas não no mesmo dia

Enfim chegamos ao dia mais importante do ano. Como todos deveriam saber – absurdo que isso não seja ensinado nas escolas – o dia 30 de setembro, essa sexta-feira, é meu aniversário. É uma pena que hoje não seja feriado mundial, mas a vida continua e eu vou ter que trabalhar logo mais.

Não me entenda mal, não estou reclamando de ter um dia cheio. Isso é comum, na verdade. Muita gente é obrigada a trabalhar no dia do aniversário. Principalmente pilotos. Imagina como seria se o Paul Di Resta se negasse a correr porque preferiu passar o dia em St. Tropez ou em Ibiza?

Só que alguns desses atletas foram bem recompensados. Ano passado, fiz um post falando sobre os pilotos que já venceram corrida exatamente no dia do aniversário. Ficou bem legal e você pode clicar aqui para lembrar quem são eles.

Agora em 2011 vou um pouco mais além. Alguns pilotos não só foram obrigados a competir no dia do aniversário como estavam disputando campeonato. E nada melhor que um título para comemorar um novo ano de vida.

Se vencer corrida no dia do aniversário já é algo difícil, imagina vencer um campeonato. Salvo torneios de inverno ou de pré-temporada, que ocorrem em janeiro e fevereiro, apenas os nascidos entre agosto e novembro são capazes de ser campeão na data do aniversário, obviamente por conta do calendário das categorias. (Ok, Schumacher foi campeão da F1 em abril julho, mas isso foi exceção).

Além de ter nascido na época certa do ano, para comemorar o aniversário com o título, o piloto precisa que tenha corrida justamente no final de semana em que fica mais velho. Fora isso, ele tem que estar em uma equipe top com chances de conquista. Portanto, uma combinação terrível para acontecer.

Harry Vaulkhard

Harry Vaulkhard foi campeão da Copa Seat no dia que completou 22 anos de idade

Mas até onde eu pude pesquisar essa combinação aconteceu duas vezes já. Ambas com pilotos ingleses, por coincidência. Em 2007, Harry Vaulkhard completava 22 anos de idade no dia 14 de outubro. Nessa mesma data, a Copa SEAT realizava a etapa de Thruxton. Harry venceu a corrida (!) e, de quebra, garantiu o título da categoria. O primeiro e único da carreira desde que deixou o motocross (onde não venceu nada).

Com o presentão, digo, a conquista, Vaulkhard conseguiu subir para o BTCC na temporada seguinte, onde ficou até 2009. Conquistou duas pole-position e um quinto lugar como melhor resultado. Depois, tentou o WTCC em 2010, quando saiu no meio da temporada sem dinheiro após um décimo lugar, em Monza.

O outro campeão é um pouco mais conhecido, Martin Plowman, atual piloto da AFS/Sam Schmidt na Indy. No dia 3 de outubro de 2003, quando completava 16 anos de idade, Plowman venceu o campeonato francês de Fórmula A (no kart), se tornando o mais jovem piloto a conseguir o feito.  A conquista garantiu o britânico ser escolhido pela equipe de Alex Zanardi, uma das principais do kartismo, que hoje conta com Nyck de Vries, por exemplo, para a disputa do mundial no ano seguinte.

Entre as grandes categorias, Kimi Raikkonen foi quem chegou mais perto de ser campeão no aniversário. O finlandês nasceu no dia 17 de outubro de 1979 e, a conhecer o temperamento que ele desenvolveu, deve ter sido um bebê prematuro. Digo isso sem qualquer base cientifica, mas caso ele tivesse ficado no útero da sra. Paula Raikkonen por mais quatro dias – e nascido dia 21 – o nórdico entraria para a lista dos campeões aniversariantes.

Em 21 de outubro de 2007, quatro dias após completar 28 anos, Kimi chegou a Interlagos com uma desvantagem de três pontos para Fernando Alonso e sete para Lewis Hamilton. Como a história conta, Hamilton errou feio (que novidade) na largada e caiu uma série de posições e Alonso, por sua vez, fez uma burocrática corrida atípica para os padrões do asturiano. Felipe Massa liderou boa parte da prova antes de entregar a ponta ao companheiro da Ferrari, que conquistou o primeiro e único título da carreira na F1.

Para comemorar, o finlandês chamou todos os amigos dele para encher a cara em um hotel de São Paulo, onde ficou bêbado na companhia do garçom apenas, assistindo a um jogo do campeonato brasileiro de futebol. Ok, essa parte é ficção, mas não acho que tenha sido tão distante da realidade.

Spencer Pigot

Spencer Pigot não foi campeão no seu aniversário, mas no meu aniversário

Por fim, o dia 30 de setembro também teve um campeão, mas que não nasceu nesse dia. No meu aniversário do ano passado, a Skip Barber resolveu celebrar essa data tão importante realizando uma etapa em uma incomum quinta-feira (quem correm em quinta-feira?) em Road Atlanta.

Spencer Pigot precisava da pole-position e da vitória para conquistar o título com uma prova de antecipação e deu certo. O americano foi o mais rápido no treino classificatório e venceu de ponta a ponta para levantar a taça no meu aniversário. Obviamente, o karma foi positivo e Spencer assinou com a Andretti, onde competiu na USF2000 neste ano. Mas, é claro que o karma não parou por aí, e ele venceu por dois anos seguidos o prêmio Team USA, que é dado aos pilotos americanos mais promissores, que ganham bolsas para competir na F-Ford na Inglaterra.

Prazer, meu nome é Felipe

agosto 31, 2011
Felipe Fraga

Felipe Fraga estreou nos monopostos ao treinar com um carro da Hitech em Campo Grande

Nesse final de semana, Felipe Nasr deve conquistar matematicamente o título da F3 Inglesa. Para isso, de uma forma resumida, o brasileiro somente precisa somar mais pontos que os dois principais rivais: William Buller e Carlos Huertas. Isso não é tão difícil, pois foi o que aconteceu em seis das sete etapas do ano.

Caso Nasr conquiste o título, o World of Motorsport preparou um material especial sobre o piloto, que deve entrar durante o final de semana. Do contrário, só será publicado quando ele levantar a taça.

Mas esse não é um post sobre Felipe Nasr. Nem sobre o material do blog, escrito por mim, Felipe Giacomelli.

É sobre Felipe Fraga, um dos principais pilotos do kartismo atual no Brasil, que dentre outros títulos nacionais e internacionais é o atual campeão da Seletiva Petrobras de Kart. No início do ano e com o título petrolífero conquistado, o garoto de apenas 16 anos de certa forma surpreendeu quando optou por ficar no kart ao invés de fazer a transição para os monopostos, a exemplo de rivais da mesma geração como Felipe Donato e André Pedralli.

A escolha de Fraga foi motivada por dois bons motivos: ele aproveita mais um ano da fama que tem no kart, enquanto faz uma boa preparação para iniciar nos monopostos. Desde o início do ano, o residente do Tocantins tem feitos treinos físicos para aguentar o desgaste proporcionado pelo novo passo na carreira. Além disso, participou no início da semana de dois dias de testes com um carro da Hitech da F3 Sudamericana, em Campo Grande, onde a categoria tinha corrido no último sábado e domingo.

Esse teste marcou a primeira vez na carreira em que Felipe pilotou um monoposto. O garoto percorreu mais de 200 voltas ao longo dos dois dias e teve o melhor tempo cerca de 0s2 mais rápido que o obtido por Fabiano Machado, líder da F3, ao conquistar a pole-position para a etapa campograndense da categoria.

Apesar disso, fazer uma comparação entre os tempos obtidos por eles é complicado, já que a situação da pista muda de um dia para o outro. Campo Grande, aliás, é especialista nisso por conta da poeira que fica no asfalto. Como Fraga treinou seguidamente por dois dias e aproveitou o emborrachamento da pista por conta da rodada da F3, o piloto pode (sendo impossível garantir) ter enfrentado condições melhores.

Felipe Fraga

O primeiro teste de Felipe Fraga, no entanto, não diz nada

No entanto, outros fatores pesam a favor de Felipe. Primeiro, que ele não estava usando o carro de Fabiano, estava com o de João Leme, que foi 1s4 mais lento durante a classificação. Segundo, o próprio Machado, que está no segundo ano na categoria, admitiu após a pole-position que a pista de Campo Grande é uma das que ele mais treinou, portanto a conhecia como a palma da mão.

Como visto, Felipe superou Machado em carro que nunca havia pilotado, por uma equipe com a qual nunca tinha trabalhado e em um circuito onde nunca correra. A pergunta, portanto, é se em questão de tempo de volta as condições da pista mais favoráveis a Fraga compensavam todas essas dificuldades, isto é, se o 0s2 de vantagem pode se atribuído somente à diferença de condições da pista.

É claro que é impossível responder isso sem saber como estava o circuito quando Fabiano conquistou a pole-position e como estava o traçado nos treinos do estreante. No entanto, pelo ritmo semelhante dos dois, os prognósticos a favor do garoto do Tocantins são animadores.

As circunstâncias do treino de Fraga, aliás, são bastante semelhantes às do início de carreira de outro Felipe, o Nasr.

O atual líder da F3 Inglesa disputou a rodada de Interlagos da F-BMW Americas e, subindo ao pódio, foi convidado pela equipe Eurointernational a realizar um teste no circuito Hermano Rodriguez justamente no dia seguinte após a final mundial da categoria. No torneio, que o brasileiro não participou, Alexander Rossi marcou o recorde da pista ao conquistar o título. No dia seguinte, o brasiliense foi ainda mais rápido que o americano.

É possível, só por esse treino, dizer que Nasr é melhor que Rossi? Não, mas a atividade serviu tanto para o garoto ganhar confiança na carreira quanto para que as equipes vissem que era uma boa apostar nele. E é isso que acontece com Felipe Fraga agora.

O próximo passo de Felipe e voltar a testar o carro de F3 após a etapa de Santa Cruz do Sul. Aí sim o parâmetro será um pouco melhor, embora ainda não seja possível concluir nada.

1 ano de World of Motorsport

janeiro 1, 2011

World of Motorsport

É dia de comemorar um ano de World of Motorsport!

Neste primeiro dia de 2011, o World of Motorsport, este blog, completa um ano de existência. Data curiosa não? Se uma das minhas resoluções de ano novo, para 2010, tivesse sido criar um blog, eu diria que não perdi tempo.

Mas não foi nenhuma promessa. Na verdade, no início eu nem sabia o que escrever aqui. Quem pegar os três posts da estreia – F-Renault em 2009, mulheres no automobilismo e o retorno de Schumacher – vai perceber que a linha seguida foi a de analisar os acontecimentos. No entanto, diante da esperada falta de assunto no início do ano, o mês de janeiro todo foi feito praticamente com notícias factuais com a “cobertura”, digamos assim, do Dakar, do Toyota Racing Series e do F3 Brazil Open.

Ao menos, durante o ano deu para adaptar melhor o conteúdo daqui. Para isso, algumas séries foram criadas, eu aponto três delas como exemplo de certo sucesso: números da F1, os preview da F1 e a coluna da Nascar, ainda que essa tenha estreado somente nos últimos meses.

Por outro lado, teve alguns grandes fracassos. Uma das ideias iniciais era que toda segunda-feira eu comentasse ainda que brevemente o que acontecera nas categorias ao redor do mundo, salvo aquelas que ganhavam posts exclusivos. Eu cumpri isso duas ou três vezes, confesso. Mas a verdade é que não dá para falar de tudo. Chegava segunda-feira, eu tinha todo o material separado, mas era algo interminável. Não deu, paciência.

Outra série que não deu certo foi a Indy Fast Facts, que passava rápidas informações, como o nome diz, sobre como havia sido a prova da Indy do final de semana. Aqui não sei qual foi o problema, mas o índice de leitura foi baixíssimo.

Todas essas séries foram criadas para cumprir o objetivo inicial do blog, que era ter posts interessantes sobre o automobilismo em todos os dias do ano. A melhor parte é dizer que eu consegui atingir essa meta. Como a parte do “interessante” é algo subjetivo, eu analiso somente pelas estatísticas. Foram 383 posts nos 365 dias de 2010, sendo que não houve compensação – entrando dois em um dia e nenhum em outro. Rigorosamente um por dia, no mínimo.

E eu acho que esse foi o sucesso do blog. Imagino que todo mundo conheça milhões de exemplos de blogs que depois de começar, ficaram meses sem atualização, ou entravam aqueles posts burocráticos – isso quando são feitos – só para não deixar a página morrer. Para isso não acontecer aqui, acredito que essa rigidez de todo dia ter que entrar alguma coisa foi a responsável não só pela sobrevivência deste espaço como também por todo crescimento ao longo do ano.

E olha que dá trabalho (e creio que todo mundo fala isso). Vou dar um exemplo bem legal. Sexta-feira é um dia terrível. Todo mundo ama sexta, eu odeio. Em um dia normal, eu vou à universidade de manhã e saio de lá cerca de duas horas antes de o expediente começar. Fácil né? Para quem não passa uma hora dentro de um ônibus e ainda tem que ir almoçar antes de chegar em casa, deve ser.

Aí tem o trabalho. Normal, todo mundo trabalha. Mas o expediente não termina quando acaba. É incrível isso. Terminou o dia, tá todo mundo liberado, mas o treino da Nascar Sprint Cup está rolando. E lá vou eu fazer o texto do treino. Beleza, ainda tá cedo. E quem disse que acabou? Ainda tem a corrida da Nascar Truck Series e, obviamente, também o texto com a história da prova. Depois de tudo isso eu posso enfim aproveitar a minha vida social, antes do pequeno detalhe de acordar cedo no sábado para voltar ao trabalho. Peraí. Esqueci uma coisa. Tem o blog. E, em algum momento entre tudo isso, lá vou eu escrever o texto interessante para entrar aqui.

Apesar de tudo, deu certo. Tenho noção que um monte de gente me xingou por ter furado às sextas-feiras, ou por ter cortado a noite pela metade pra ir dormir antes de trabalhar. Aí a culpa é minha mesmo.

Por fim, acho que o World of Motorsport cumpriu as expectativas. Primeiro, ele inovou. Muitas histórias escritas aqui não foram postadas em nenhum outro lugar, além de fontes tão obscuras quanto este próprio blog. E segundo, conseguiu atingir a meta mais otimista de audiência. Ao longo do ano, a expectativa final de acessos foi recalculada em algumas oportunidades e fico satisfeito ao ver que a última dessas metas estabelecidas foi a mais alta dentre todas e atingida em cheio.

Para 2011, vou tentar manter esse ritmo de um post por dia enquanto der. Já falei o quanto odeio sexta-feira e espero não passar a detestar outros dias da semana. Aproveito a oportunidade para agradecer a todos que passam por aqui e convido novamente a novas visitas.

Crônica de Nico Hülkenberg em Interlagos

novembro 6, 2010

 

Nico Hulkenberg em Interlagos

Na pista molhada, Nico Hulkenberg precisou secar os adversários para conseguir a primeira pole-position da carreira.

A pole-position de Nico Hulkenberg no GP do Brasil é uma daquelas situações improváveis que definem os esportes. Se tudo ocorresse conforme a lógica, não haveria graça em acompanhar esse tipo de atividade.

Eu também aproveitei para ir contra a lógica. Vim a São Paulo – onde passo as férias – para trabalhar na cobertura da etapa brasileira da F1. Só que não estou em Intelagos, na verdade passo os dias (as tardes e as noites) em uma redação no meio da cidade. É um trabalho duro, mas alguém tem que fazer, diria o chavão.

Pois bem, na redação acompanhávamos o fim do treino e, como é habitual nessas horas, todo mundo cravou os palpites. Pouco depois do Q3 começar, o colega João Paulo Borgonove apostou em Nico Hulkenberg e cravou que os pneus slicks iam ser a chave do treino. Acertou em cheio. Calçada para pista seca, a Williams do alemão começava a pulverizar os tempos na pista.

A primeira volta rápida de Hulk não foi tão boa, tanto é que Lewis Hamilton rapidamente o superou. Enquanto isso, começávamos a secar os demais nove pilotos, sendo um deles em especial. E deu certo. O acúmulo de água no Mergulho (que irônico, não?), responsável pela ultrapassagem de Hamilton em Timo Glock há dois anos, novamente esteve presente. Hoje, ele segurou os mais experientes e habilidosos pilotos da F1.

Reparem que eu falei sobre o aguaceiro ter atrapalhado os experientes. O novato, Hulkenberg, passou ileso e fez uma volta sensacional. Nos instantes seguintes, a torcida contra o restante do grid se intensificou. Como resultado, todo mundo acabou cometendo um erro ou outro, principalmente no Miolo, ao passar por algum trecho molhado na tentativa de melhorar a volta. Cada balançada de Alonso, Hamilton e Vettel para controlar o carro era seguida por comemorações no escritório.

Nico Hulkeberg e Williams em Interlagos

Nico Hulkenberg comemorou a pole-position em Interlagos com a Williams

Quando os pilotos da Red Bull, além de Kubica e Hamilton completaram a última volta rápida, a pole-position de Nico Hulkenberg parecia garantida. O piloto ainda aproveitou para tirar onda. Com pneus em melhores condições e uma pilotagem impecável, baixou o tempo da Red Bull em mais de 1s e confirmou que irá largar pela primeira vez na carreira na posição de honra.

Na hora, lembrei-me de Sebastian Vettel. Em uma situação tão absurda quanto a de hoje, o atual piloto da Red Bull conquistou a pole-position (e depois a vitória) quando ainda corria pela Toro Rosso, em Monza. O bom desempenho do alemão rendeu a passagem para a equipe principal de Dietrich Mateschitz, onde disputou o título nas duas últimas temporadas, incluindo a atual.

Nico Hulkenberg espera que o resultado também renda o carimbo no passaporte rumo a temporada 2011. Sem espaço na Williams desde a contratação de Pastor Maldonado, era quase certeza que acabaria indo para a Hispania por conta da parceria firmada com o time de Rubens Barrichello. Agora, com destaque dentro da F1 – e empresariado por Willi Weber -, a nova sensação da categoria pode barganhar vaga em um time melhor. Eu arriscaria dizer que Toro Rosso (oh! que ironico) e Force India passam a ser opções válidas.

Nos parágrafos acima, comparei Hulk com Vettel. Só que também lembrei de Johnny Herbert. Afinal, no GP da Europa de 1999, todos esperavam que a primeira vitória da Stewart fosse conseguida por Rubens Barrichello, mas quem ganhou foi o inglês.


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