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Copa da Alemanha nas pistas

maio 18, 2013
Miguel Molina vai defender o Bayern neste fim de semana

Miguel Molina vai defender o Bayern neste fim de semana

Embora Tony Kanaan tenha vencido as 500 Milhas de Indianápolis há alguns dias, a principal notícia do jornalismo esportivo brasileiro nesta semana é o embate entre a seleção de futebol e a equipe do Bayern de Munique para a liberação dos jogadores Dante e Luiz Gustavo para a Copa das Confederações.

O grande problema envolvendo o time de futebol da Baviera é que ele joga a final da copa da Alemanha, neste fim de semana, contra a equipe do Stuttgart e, se vencer, vai conquistar a inédita tríplice coroa do país, pois já havia sido o campeão do campeonato alemão e da Liga dos Campeões da Europa. É por isso que eles não estavam querendo liberar dois de seus melhores atletas defensivos – a quem eles pagam salário – para se apresentarem à seleção brasileira.

Mas aí você deve estar se perguntando por que estou falando disso aqui no World of Motorsport, se este blog é sobre automobilismo. Então, é que o assunto deste post é justamente a decisão da copa da Alemanha.

Se Dante e Luiz Gustavo, ao que tudo indica, não vão participar do jogo, a decisão do torneio ganhou dois reforços. É que Pascal Wehrlein (Mercedes) e Miguel Molina (Audi) vão ter um esquema de pintura especial para a etapa do DTM no Red Bull Ring, que também acontece neste fim de semana.

Enquanto o jovem piloto alemão terá as cores do Stuttgart no carro número 18 – já que a sede mundial da montadora fica na cidade –, o espanhol levará o escudo do Bayern no Audi número 20. É que, embora Munique seja a sede da rival BMW, a equipe de futebol da Baviera é patrocinada pela Audi e inclusive organiza a Audi Cup, um torneio de pré-temporada, que neste ano ainda terá a equipe brasileira do São Paulo na competição.

Pascal Wehrlein terá as cores do Stuttgart no carro

Pascal Wehrlein terá as cores do Stuttgart no carro

Para celebrar a parceria entre equipes e montadoras, na última semana Wehrlein esteve no centro de treinamento do Stuttgart e digamos que tenha trocado de camisa com um dos jogadores. Enquanto o piloto recebeu uma camisa personalizada do time, ele entregou ao goleiro da esquadra, Sven Ulreich, um macacão de corrida.

Dito isso, o único detalhe é que a corrida do DTM no máximo vai servir como uma revanche da copa da Alemanha. Como a etapa do Red Bull Ring está marcada para as 8h30 (no horário de Brasília) do domingo, nesse momento já saberemos o campeão no futebol, pois Stuttgart e Bayern se enfrentam às 15h (horário de Brasília) do sábado.

Por isso, resta a pergunta, se o Bayern ganhar no sábado, e Molina for o vencedor do domingo, então podemos considerar uma quadrúplice coroa do time da Baviera?

A creche do Papaffet

fevereiro 27, 2013
Gary Paffett está de olho no que você está fazendo

Gary Paffett está de olho no que você está fazendo

Todos os anos a F1 realiza o chamado Treino dos Novatos, aquela atividade que acontece geralmente em Abu Dhabi, no fim da temporada, e serve para dar experiência a jovens pilotos, além de fazer com que os times menores arrumem uma graninha extra ao vender as vagas para algum endinheirado.

Uma das piadas mais antigas sobre esse teste é que ele deveria mudar de nome para “Treino dos Novatos & Gary Paffett”, já que o eterno reserva da McLaren, nascido em 1981, sempre é escalado para comandar um dos carros prateados, competindo contra rivais que, a grosso modo, tem metade da idade.

Não é absurdo, portanto, afirmar que o britânico é o tiozão da turma, quase como alguém pago para supervisionar o comportamento da molecada.

Curiosamente, essa experiência em babysitting deu resultado. Depois de tomar conta dos aspirantes à F1, o britânico será o competidor mais velho da Mercedes neste ano no DTM, já que Jamie Green se mandou para a Audi e Ralf Schumacher finalmente decidiu se aposentar.

Para o lugar do ex-piloto da F1, a montadora de Stuttgart promoveu Pascal Wehrlein, de apenas 18 anos de idade, que estava na F3 Euro. Com isso, o germânico vai se tornar o atleta mais jovem da história a disputar uma etapa da principal categoria de turismo da Alemanha.

Pascal Wehrlein vai se tornar o piloto mais jovem a competir no DTM

Pascal Wehrlein vai se tornar o piloto mais jovem a competir no DTM

Wehrlein, aliás, não é o único jovem no time. Nas duas últimas temporadas, a Mercedes já havia apostado em pilotos promissores, na tentativa de fortalecer o plantel. Nos outros carros estarão o também estreante Daniel Juncadella (21 anos), Roberto Merhi (21 anos), Robert Wickens (23 anos) e Christian Vietoris (23 anos).

Ou seja, adivinha quem vai ser o tiozão da turma e ter que ficar de olho no comportamento dos mais jovens? Claro, Gary Paffett.

A situação, porém, não é tão simples assim. A escolha por Wehrlein revelou que a Mercedes não tinha outra opção. Afinal, por que eles subiriam um piloto com apenas um ano de experiência na F3 Euro, se Merhi e Juncadella só chegaram ao DTM depois de passarem três anos disputando título da categoria de base?

E o que agrava essa situação é que os germânicos testaram uma série de nomes mais experientes, como Mike Conway, Robert Kubica e Bruno Senna antes de optarem por Ralf e Juncadella. Como o Schumacher mais novo resolveu não continuar a correr, a luz vermelha foi acesa em Stuttgart.

Com isso, a situação da montadora é a mesma do ano passado. Paffett deve ser o único nome na briga pelo título, enquanto os cinco garotos – com o agravante de dois estreantes – farão de tudo para se firmarem no certame.

De qualquer forma, não há duvidas de que o britânico tenha todas as condições de lutar pela taça, mas também é inegável que a margem para que algo saia errado é muito grande, ainda mais com a Mercedes tendo apenas seis carros contra oito da BMW e Audi. Se Paffett abandonar as duas primeiras corridas – até mesmo por erros de outros pilotos –, o que a Mercedes pode almejar para o restante do campeonato?

Essa também é a primeira decisão operacional que a montadora precisou tomar desde a chegada de Toto Wolff como diretor. É verdade que a aposta em Wehrlein pode se tornar uma aposta certeira, mas seria bom o time mostrar algum planejamento ao invés de tentar descobrir um novo Paul Di Resta – que também trocou a F3 pelo DTM – a todo custo.

No início do ano, eu já tinha escrito aqui no World of Motorsport sobre a necessidade de a Mercedes ter mais experiência – um lastro – em 2013. Basta clicar aqui para relembrar.

Mercedes na UTI?

fevereiro 10, 2013
O futuro da Mercedes no DTM é um mistério

O futuro da Mercedes no DTM é um mistério

Preocupada com a crise econômica global e com os fracos resultados nas últimas temporadas, a Mercedes cumpriu o prometido e terá apenas seis carros no DTM em 2013, como conta o curioso Renan do Couto.

Com relação ao ano passado, a montadora perdeu David Coulthard (aposentado) e Susie Wolff (contratada como reservada Williams) e por isso resolveu reduzir a operação de oito para seis máquinas. Digo que é uma operação de apendicite, portanto, já que extraíram dois pilotos que, assim como o órgão residual, pouco acrescentavam e tinham mais valor promocional fora da pista do que dentro dela.

O pós-operatório, dessa forma, será tranquilo, e a fábrica deverá começar a temporada sem limitações.

O que deverá inspirar cuidados intensivos é a saída de Jamie Green, que foi para a Audi. Durante anos, essas duas fabricantes tinham um acordo de cavalheiros que proibia a contratação de pilotos da adversária para evitar a escalada de custos no certame a partir de uma guerra salarial.

Elas só não contavam com a chegada do vírus BMW. Como a montadora de Munique não estava no acordo, ela logo absorveu Martin Tomczyk, da Audi, e Bruno Spengler, da Mercedes. A tática deu mais do que certo, e o piloto canadense conseguiu conquistar o título já na temporada passada.

A Audi, obviamente, não ficou nada satisfeita com a derrota e resolveu se mexer. Para isso, mandou o acordo às favas e tem no recém-chegado Green a grande esperança de título em 2013.

Robert Wickens é uma das esperanças da Mercedes

Robert Wickens é uma das esperanças da Mercedes

A Mercedes, por sua vez, anunciou Daniel Juncadella, atual campeão da F3 Europeia, como substituto do britânico. Talvez para evitar novas dores de cabeça, a fabricante de Stuttgart terá um plantel formado por jovens fortes e saudáveis. No início do ano passado, a montadora já havia anunciado que Roberto Merhi, Robert Wickens e Christian Vietoris formavam um programa de jovens pilotos – contando ainda com a supervisão de Michael Schumacher – e agora eles contam também com o espanhol.

Não deixa de ser uma estratégia curiosa. É verdade que a montadora alemã vai preparando o terreno para o futuro, já que conta com um trio de qualidade. Entre os quatro garotos, são dois títulos e um vice da F3 Euro, um título da World Series e um vice da GP3, além de taças em outras categorias menores.

De qualquer forma, a questão que fica é se a Mercedes vai conseguir esperar os quatro garotos estarem finalmente adaptados ao DTM. Afinal, a empresa tem apenas Gary Paffett como candidato ao título. Será que em caso de novo fracasso, esse planejamento vai ser mantido ou estará na hora de buscar algum veterano?

Talvez tivesse sido melhor para a fabricante ter escolhido alguém com experiência em carros de turismo.  Até porque serviria como uma espécie de lastro. Alguém que chegasse para lidar com a pressão por resultados já na primeira temporada, enquanto Merhi, Vietoris e Wickens, além de Juncadella – em uma função de reserva, por exemplo – teriam mais tempo para se desenvolver.

A F1 no DTM

janeiro 23, 2013
Timo Glock vai disputar o DTM em 2013 pelo DTM

Timo Glock vai disputar o DTM em 2013 pelo DTM

O mercado de pilotos da F1 para a temporada de 2013 parecia estar praticamente definido, com vagas abertas apenas na Force India e na Caterham. Entretanto, nesta semana, a Marussia surpreendeu ao rescindir o contrato de Timo Glock, o melhor piloto do time, para dar lugar a um novato endinheirado.

A matemática da equipe russa é simples. Como Glock recebia cerca de £ 2 milhões por temporada de salário, a escuderia acredita que consegue fechar o orçamento deste ano com a chegada de um piloto pagante, que traga por volta de £ 6 milhões. Com £ 8 milhões a mais no caixa, a equipe segue existindo sem maiores problemas, mesmo que para isso precise comprometer o desempenho na pista.

Glock, por sua vez, não foi bobo. Em menos de uma semana, se acertou com a BMW para completar o plantel da montadora no DTM. Assim, o alemão agora se torna parceiro de Augusto Farfus, Andy Priaulx, Bruno Spengler, Martin Tomczyk, Joey Hand, Dirk Werner e do estreante Marco Wittmann.

Mesmo sendo o único piloto da fabricante a ter experiência na F1, Glock não terá vida fácil em 2013. Isso porque os últimos atletas que fizeram a transição entre essas duas categorias demoraram pegar o jeito dos carros de turismo.

Inspirado na mudança de categoria de Glock, o World of Motorsport fez um levantamento do desempenho dos pilotos da F1 que também disputaram o DTM. E o resultado não é muito animador para o ex-funcionário da Marussia. Até hoje, apenas Mika Hakkinen e Jean Alesi venceram no certame alemão.

Bicampeão da F1, Mika Hakkinen teve relativo sucesso no campeonato alemão

Bicampeão da F1, Mika Hakkinen teve relativo sucesso no campeonato alemão

Antes de ir aos números, explico três critérios. O primeiro é que só considerei pilotos que tiveram alguma relevância na F1. Por isso, nomes como Bernd Schneider – megacampeão do DTM, mas que deixou de se classificar em 25 provas da F1 – e Markus Winkelhock não entraram.

Também ignorei quem disputou o DTM antes de chegar à F1, como Paul Di Resta. Além disso, nesse critério também há uma exceção, Christijan Albers. O holandês chegou a vencer cinco corridas e ser vice-campeão do certame germânico antes de competir pela Spyker. Depois, quando retornou, não conseguiu mais marcar pontos.

Por fim, os números a seguir só valem a partir do ano de 2000, quando o DTM foi recriado. Vamos a eles:

DTM tabela

Como se pode ver, embora os ex-pilotos de F1 não tenham conseguido repetir os bons resultados no DTM, o desempenho não foi tão ruim. Levando em conta os nomes da lista, em ambas as categorias, Hakkinen, Alesi e Heinz-Harald Frentzen foram os que tiveram mais sucesso.

Talvez a grande exceção tenha sido David Coulthard. Depois de ser vice-campeão da F1, o escocês falhou nas três temporadas do DTM, conseguindo como melhor resultado apenas o quinto lugar em Norisring, em 2012. No entanto, além de pilotar no certame alemão, o ex-piloto de McLaren e Red Bull também era comentarista da BBC na F1 e ocupava algum cargo dentro da empresa de energéticos. Talvez o foco dele não estivesse mais nas corridas.

Para encerrar, embora Ralf Schumacher não tenha conquistado uma vitória oficial, ele foi o vencedor do evento de exibição em Munique – nas mesmas regras da Corrida dos Campeões – do ano passado, ao lado de Jamie Green. Os demais nomes, com maior ou menor frequência, somaram diversos top-5 ao longo da carreira, mas não chegaram ao pódio, tampouco venceram.

O futuro da Mercedes no DTM 2013

outubro 20, 2012

Sem Ralf Schumacher, Coulthard e Susie Wolff, a Mercedes tem três vagas em aberto para 2013

A Mercedes foi pega de surpresa nesta semana com a notícia de que três dos seus pilotos vão abandonar as pistas no final da temporada. A exemplo do que Michael Schumacher decidiu na F1, um trio de competidores anunciou que vai se aposentar do DTM.

O primeiro a dar a notícia foi Ralf Schumacher, que resolveu seguir o irmão mais velho e se dedicar a coisas fora das pistas. Depois, foi a vez de David Coulhtard, que jamais conseguiu engrenar nos carros de turismo, afirmar que vai ficar apenas em seu trabalho na televisão inglesa e, por fim, Susie Wolff quer trocar o campeonato alemão por uma participação ainda maior na Williams, onde é esposa de um dos acionistas.

A primeira consequência da saída do trio é uma espécie de rejuvenescimento do plantel da Mercedes. Como os três competidores somavam quase 500 anos de idade estavam entre os mais experientes da escuderia, a partir de agora a Mercedes precisará reconstruir o time levando em conta essa diminuição da idade.

No entanto, isso já aconteceu na temporada passada. Antes do campeonato de 2012, a montadora de Stuttgart contratou Roberto Merhi, Robert Wickens e Christian Vietoris naquilo que chamou de futuro da fabricante no DTM. Os três receberam atenção especial, e até mesmo Michael Schumacher apareceu na apresentação como uma espécie de tutor dos jovens pilotos.

A estratégia, porém, não deu tão certo. Dos três, Vietoris foi quem teve o melhor desempenho em 2012. Até antes da etapa de Hockenheimring, neste fim de semana, o germânico ocupa a 11ª posição na tabela de pontos, mas tendo pontuado apenas na primeira metade do campeonato. Wickens é o 16º, com 14 pontos, enquanto Merhi sequer pontuou.

É justamente por isso que não faz sentido a montadora contratar jovens talentos pra as três vagas abertas. Por melhores que sejam os candidatos, eles também vão precisar de um período de adaptação na categoria antes de obter bons resultados.

Apesar da renovação forçada, a Mercedes segue brigando por vitórias

Além disso, a Mercedes também não tem pressa para resolver a situação. Com os experientes Gary Paffett e Jamie Green brigando pelo título, a quota de vitórias para os próximos anos está relativamente garantida. Dessa forma, a empresa pode esperar para que um dos jovens pilotos se desenvolva a ponto de também brigar por triunfos e títulos.

Assim, vejo que a fabricante tem duas opções nessa reconstrução do plantel. A primeira é seguir a tática de contratar jovens pilotos para montar um plantel deveras promissor e esperar que um ou dois pilotos possam vir a ser campeões em alguns anos. Com isso, não é absurdo pensar que nomes como Daniel Juncadella e Sam Bird estejam entre os mais cotados para 2013.

A outra opção é aproveitar esse espaço no plantel para arriscar algumas grandes contratações. A montadora poderia se aproveitar do mercado apertado na F1 para trazer algum ex-piloto de lá. Para 2013, por exemplo, é bem capaz que gente como Kamui Kobayashi e Vitaly Petrov fiquem sem lugar, portanto a empresa poderia tentar a contratação de algum deles. Outras boas opções seriam Nick Heidfeld e até mesmo Robert Kubica, dependendo da recuperação do polonês.

Por fim, a última vaga deve ficar com uma pilota. Como não são muitas mulheres que têm se destacado no esporte a motor é difícil apontar algum nome. Eles podem ir atrás de Cyndie Allemann ou Natasaha Gachnang, que tiveram participação em competições de GT e endurance nos últimos anos, ou até mesmo em alguém que dispute as categorias menores na própria Alemanha.

A interrogação na carreira de Daniel Juncadella

julho 16, 2012

Daniel Juncadella venceu o Masters de F3, em Zandvoort, mas e agora? O que ele vai fazer da carreira?

Daniel Juncadella conquistou uma vitória histórica neste final de semana no Masters de F3, em Zandvoort. O espanhol chegou à tradicional pista holandesa como favorito absoluto à competição e não teve maiores dificuldades para garantir a segunda taça em uma espécie de ‘mundial’ de F3. A outra conquista, claro, havia sido o GP de Macau, no final do ano passado.

Assim, Juncadella se tornou o quarto piloto da história a vencer tanto o Masters de F3 quanto em Macau, se juntando a uma seleta lista que também conta com David Coulthard, Takuma Sato e Alexander Prémat. Um trio de respeito, certamente, se analisar que todos tiveram uma passagem pela F1 – ao menos em testes – e sempre estiveram em categorias top. E isso torna a conquista de espanhol ainda mais curiosa, afinal, a expectativa em cima do piloto aumenta ainda mais.

Juncadella não teve maiores dificuldadees para ficar com a vitória na Holanda

O problema é que Juncadella faz parte do programa de jovens pilotos da Mercedes, mas jamais escondeu que a ambição é chegar à F1. Só que a gigante germânica impede que seus pilotos disputem categorias cujos motores são fornecidos por outra montadora, ou seja, o espanhol não pode correr na GP2 ou na World Series (ambas com propulsores da Renault) enquanto tiver contrato com a empresa de Stuttgart.

Aí, o espanhol tem duas escolhas. A primeira é rescindir com a Mercedes e seguir o rumo natural da carreira. Por ser sobrinho de Luiz Pérez-Sala, as chances de alcançar a F1 enquanto o tio for diretor da HRT são bastante grandes, ainda mais por contar com bons patrocinadores como a Astana, equipe cazaque de ciclismo.

Mas e depois? Será que vale a pena abrir mão de um contrato com a Mercedes para apenas correr pela HRT? Isso se a equipe existir. Ninguém sabe o futuro da escuderia espanhola daqui a dois ou três anos, que é o tempo que o jovem piloto ainda deve demorar nas categorias de base. Por outro lado, Juncadella poderia ser adicionado pela Mercedes ao programa da montadora no DTM, onde as chances de ser competitivo são muito maiores que na HRT.

De qualquer forma, independentemente da escolha, Juncadella já colocou seu nome na historia da F3. Agora só falta garantir o campeonato da Euro Series para rechear o currículo de títulos antes de decidir o próximo passo da carreira. Seja qual for a escolha, o espanhol chegará valorizado, afinal, não são muitos os competidores que têm um retrospecto tão positivo.

P.S.: há um detalhe curioso nas duas vitórias, já que Daniel Juncadella se tornou o primeiro piloto a ter vencido o Masters e a etapa de Macau em anos distintos, graças às três temporadas de experiência que tem na F3. Sato, Coulthard e Prémat levantaram as taças no mesmo ano

O fim do jejum de vitórias de Ralf Schumacher

julho 14, 2012

Ao lado de Jamie Green, Ralf Schumacher voltou a vencer no DTM. (Eu só coloquei essa foto pela loira lá atrás)

Demorou nove anos, mas Ralf Schumacher voltou a vencer. Neste sábado, dia 14, o irmão mais novo de Michael Schumacher conquistou a vitória no evento de exibição do DTM, no estádio olímpico de Munique, em uma competição similar à Corrida dos Campeões. Ao lado de Jamie Green, o ex-piloto de F1 alcançou a vitória na competição em duplas (a individual será disputada neste domingo).

É verdade que a competição não valia pontos para o campeonato, mas para quem estava sem vencer desde 2003, qualquer triunfo está valendo. Maldosamente, a gente pode falar que às vezes esquecemos que o irmão mais novo ainda compete, mas os últimos anos de Ralf no automobilismo não têm sido brilhantes.

A última vez que o caçula dos Schumacher venceu foi no GP da França de 2003, quando o alemão dominou a corrida praticamente de ponta a ponta. Naquela época, a Williams tinha um carro razoavelmente bom o triunfo em Nevers Magny-Cours encerrou uma sequência de três corridas fantásticas. O germânico já havia sido segundo em Montreal e vencido em Nurburgring.

Mas desde então Ralf teve poucas chances de repetir a vitória. Ainda pela Williams, o piloto terminou em segundo no GP do Japão de 2004 e na etapa do ano passado do DTM no Red Bull Ring, já pela equipe de fábrica da Mercedes. Além disso, o alemão conquistou três terceiros lugares pela Toyota e mais um no DTM.

Na finalíssima, Jamie Green superou Adrien Tambay para garantir o triunfo da dupla da Mercedes

Só que mais importante que o fim do jejum de Ralf Schumacher é a invencibilidade da família em eventos de exibição. Isto é, todas as vezes que um Schumacher participou de uma competição mata-mata como essa do Estádio Olímpico de Munique ele se saiu vencedor.

Antes do triunfo de Ralf deste sábado, Michael participou das últimas cinco edições da Corrida dos Campeões. Ao lado de Sebastian Vettel, o heptacampeão da F1 venceu todas as Copas das Nações – a disputa entre duplas do evento. Ou seja, desde que Michael estreou na competição de fim de ano ele jamais foi vencido correndo ao lado de Vettel.

Neste sábado, Ralf Schumacher estendeu a invencibilidade com a vitória junto de Jamie Green. Assim, das últimas seis exibições que teve um Schumacher correndo em dupla ele se saiu vencedor.

Aí você perguntar sobre o evento de exibição do DTM de 2011, afinal, essa não é a primeira vez que acontece. Só que no ano passado não houve competições em duplas. Tanto no sábado quanto no domingo os pilotos competiram individualmente. Aí a situação foi bastante diferente e Ralf terminou somente na quinta colocação.

Só que isso é algo comum para os Schumacher. Michael também jamais venceu a Race of Champions em si. Sem a parceria de Vettel, o heptacampeão chegou a duas finais (sendo vencido por Mattias Ekström, em 2007 e 2009), caiu duas vezes nas quartas de final e foi eliminado na semifinal do ano passado.

Assim, se Ralf repetir o bom desempenho neste domingo, em Munique, ele será o primeiro piloto do clã Schumacher a vencer individualmente um evento de exibição.

Este post foi uma dica do colega-nerd Renan do Couto, que escreve no Por for dos boxes.

Flechinhas de prata

fevereiro 25, 2012
Mercedes F1

Quem será o próximo piloto a ocupar a vaga de titular da Mercedes? Por culpa do DTM, a linha sucessória da equipe é confusa

Nos últimos anos, as equipes de F1 têm entrado cada vez mais na criação dos programas para jovens pilotos. Entre os times de ponta, a Red Bull é dona do junior team de maior sucesso, mas Ferrari, McLaren, Lotus (ex-Renault) e Mercedes também já criaram raízes no automobilismo de base na tentativa de revelarem um novo Sebastian Vettel para seus domínios.

Cada equipe tem um jeito diferente de atuar nas categorias de acesso, mas, certamente, o da Mercedes é o mais curioso.

O programa da montadora alemã, na realidade, é um dos mais antigos. Por conta da presença da empresa no DTM, nossos amigos germânicos trabalham já faz alguns anos nas categorias menores – leia-se F3 Euro Series – à procura de garotos talentosos. Nesse caminho, já revelaram gente como Paul Di Resta, Bruno Spengler e Jamie Green.

Quanto à F1, a Mercedes não tinha muito com o que se preocupar. Como a montadora tem um longo relacionamento com a McLaren, coube à equipe inglesa a tarefa de revelar novos pilotos durante muitos anos. Bom, na verdade, tirando Lewis Hamilton, a McLaren não precisou descobrir nenhum jovem talento. As outras equipes revelavam os garotos e eles entravam com um caminhão de dinheiro fechando a contratação. Kimi Raikkonen (Sauber) e Juan Pablo Montoya (Williams) são bons exemplos.

Desde que a Mercedes largou a McLaren para criar uma empreitada própria na F1, a situação mudou um pouco. Embora a equipe germânica conte com Michael Schumacher e com Nico Rosberg, eles já estão de olho no futuro, com uma longa lista de jovens que podem vir a ocupar um dos carros prateados.

A lista, claro, começa na Force India, que exerce a função de equipe satélite dos alemães. Não há muitas dúvidas que Di Resta e/ou Nico Hülkenberg acabarão promovidos caso algum dos atuais titulares deixe a equipe. O problema, no entanto, é a linha sucessória abaixo dos dois.

A Mercedes confirmou nesta última semana que Sam Bird vai continuar como piloto reserva da equipe. O inglês será o responsável por trabalhar no simulador ao longo dos finais de semanas de corrida, enquanto participará da World Series by Renault, onde lutará pelo título.

Embora a mudança de Bird da GP2 – onde seria um dos favoritos – para a World Series possa ser considerada uma surpresa, a permanência do inglês na equipe da F1 é normal, afinal, ele fazia muito bem a função de piloto reserva. Quer dizer, ele participou dos treinos dos novatos e está presente em todos os GPs caso precise substituir um dos titulares. Então, por que iriam trocá-lo?

Daniel Juncadella

Daniel Juncadella venceu o GP de Macau de 2011, mas vai continuar na F3 por imposição da Mercedes

O que chama a atenção é que novamente Bird vai competir em uma categoria da Renault. Nos últimos anos, a Mercedes colocou uma inexplicável medida que seus pilotos em desenvolvimento só podem disputar campeonatos usando motores da própria fabricante. Ou seja, eles só estão liberados para correr na F3 Euro Series.

É por esse motivo que Roberto Merhi, atual campeão da categoria, não conseguiu subir para a GP2 (que também é equipada com motores franceses) nem para a World Series by Renault. Como ele continua vinculado à montadora, foi obrigado a acatar a determinação e a tendência é que se transfira para o DTM.

O outro piloto da Mercedes na F3 é Daniel Juncadella. O espanhol conta com um patrocínio muito forte da Astana, que quer vê-lo na F1. De quebra, o garoto é sobrinho de Luis Pérez-Sala, o novo diretor da HRT, então provavelmente cedo ou tarde ele correrá por eles.

Juncadella sondou a GP2 na atual temporada, mas optou por permanecer na F3 por mais um ano. Assim, ele é favorito absoluto ao título e continua com os propulsores da Mercedes, sem entrar em rota de colisão com a montadora nem com os investidores.

No final da história, é possível chegar a duas conclusões. A medida da Mercedes é tão estranha que só se justifica pelo interesse da montadora em levar mão de obra qualificada para o DTM. Para todos os demais efeitos não dá certo. Tanto é que um piloto (Bird) vai correr em um campeonato da Renault, mas outro (Merhi) está proibido.

Claro que a Mercedes pode justificar dizendo que o inglês é apenas um funcionário e não faz parte do programa de jovens pilotos da equipe, por isso não tem a tal restrição. Então por que não colocam Merhi nessa função? Pelo menos manteriam um pouco mais a coerência do programa.

A outra conclusão é que se Juncadella quiser chegar à F1, ele vai. Ele pode ficar enrolando na F3/DTM até acabar o vínculo com a Mercedes e depois correr na GP2 e na HRT ou até mesmo em outra equipe, já que conta com patrocínio e com uma ajudinha da família. Até lá, o espanhol vai tentar dissuadir a montadora dessa imposição, para que ele continue na alça de mira deles enquanto passa pelos demais certames.

Alexandre Prémat na V8 Supercars. Wait! What?

fevereiro 4, 2012
Lee Holdsworth

A negociação de Prémat com a equipe de Garry Rogers, para pilotar o carro número 33, foi totalmente inesperada

A possível ida de Rubens Barrichello para a Indy é, até agora, a maior movimentação no mercado de pilotos de 2012 no automobilismo internacional. Entretanto, não é a única negociação estranha. De uma forma inesperada, o francês Alexandre Prémat vai disputar o próximo campeonato da V8 Supercars.

Prémat assinou contrato com a equipe de Garry Rogers e terá Michael Caruso como parceiro. O francês substitui Lee Holdsworth, que se mandou para o time oficial da Ford, naquela que era a grande transação da categoria até a chegada do europeu.

A carreira do francês é bem longa. Entre os destaques, venceu corridas na F3 Euro Series, na GP2 e na Le Mans Series, pela Audi. Foi campeão da A1GP competindo contra Nelsinho Piquet e disputou o DTM durante quatro anos, sendo um dos principais nomes da Audi, mas sem conseguir estourar na categoria.

Aliás, com o perdão do trocadilho, Prémat conseguiu se estourar no campeonato alemão. No final de 2010, ele sofreu um grave acidente na penúltima etapa e foi obrigado a perder a corrida decisiva. (O vídeo da batida está no fim do post). Foi justamente nesse período lesionado que surgiu a paixão pela V8 Supercars.

De uma forma totalmente pitoresca, a carreira de Prémat mudou após o acidente. Sem nada para fazer enquanto se recuperava, o piloto assistiu às corridas da categoria australiana pela televisão e virou fã. Agora, em 2012, quando soube que havia uma vaga livre em uma equipe de ponta, o próprio francês ligou para Garry Rogers para tentar fechar contrato.

Mas a V8 Supercars, na verdade, é o plano B do piloto. A vontade de Prémat era ter permanecido no DTM pela Audi, mas ele foi demitido em 2010 porque decidiu participar da Maratona de Nova York para provar que estava recuperado do acidente. No entanto, a montadora alemã tinha o vetado de tomar parte da corrida, alegando que ainda precisava do tratamento para se preparar para a nova temporada.

Alexandre Prémat

Alexandre Prémat andava meio afastado do automobilismo desde a demissão da Audi

Com o acordo fechado para correr na Austrália, Prémat é primeiro piloto de fora da Oceania a competir de forma integral no campeonato desde Max Wilson. O brasileiro esteve na V8 Supercars entre 2002 e 2008, tendo inclusive corrido pela Triple 8, a principal equipe do campeonato atualmente – aquela com o patrocínio da Vodafone –, mas que na época ainda estava começando.

A contratação de Prémat, por fim, gerou alguma polêmica na Austrália. Enquanto muita gente ficou ansiosa pela nova temporada por conta do reforço internacional, Garry Rogers também recebeu algumas críticas. O dirigente é famoso lá em Land Down Under por revelar jovens pilotos – foi ele quem descobriu o atual megacampeão, Jamie Whincup, e o antigo megacampeão Garth Tander, além de Holdsworth – então havia a expectativa que ele escolhesse uma nova estrela para a V8 Supercars nas divisões menores do turismo australiano.

No final, Rogers fechou com o francês de 29 anos e frustrou quem já se cansou do domínio de Whincup e Craig Lowndes, mas apostava em uma revelação local.

Na minha opinião, a V8 Supercars é um campeonato muito disputado e só tem a ganhar com a chegada de Prémat. A categoria anda bastante valorizada e ter esse apelo internacional serve para que o campeonato ganhe ainda mais atenção.

Eu só lamento não ter mais tempo para assistir essas corridas, mesmos as provas ruins são sensacionais perto das que a gente tá acostumado na Indy e na F1. Ano passado eu tentei ver a de Surfers Paradise, que o Bandsports transmitiu, mas dormi no meio. Que vergonha. Só que eu tenho uma boa desculpa, tinha plantão e ainda era época de fazer a monografia, então dormir depois das 4h para acordar às 8h não dava.

Ok, a desculpa é péssima. Para todo mundo esquecer o que eu disse, confira o vídeo do acidente de Alex Prémat no DTM:

O impacto da chegada da BMW no DTM 2012

dezembro 16, 2011
BMW DTM

Todo mundo está de olho no que a BMW vai fazer no DTM em 2012

Pela fala popular, é possível dizer que a BMW chegou chegando no DTM. A montadora de Munique, até o momento, anunciou que Andy Priaulx e Augusto Farfus como titulares, além das contratações de Bruno Spengler e Martin Tomczyk. Por fim, o time trouxe Joey Hand, que já representava a fabricante nos Estados Unidos.

Hand, aliás, pode ser considerado o mais fraco do quinteto. Ainda assim, o piloto é o responsável pelo sucesso da BMW nos Estados Unidos. No último ano, a montadora alemã foi campeã tanto na GrandAM – onde fornece os motores para a Ganassi – quanto na ALMS, na classe GT, onde Hand pilotou um dos carros da equipe de Bobby Rahal – e apoiada pela fábrica – ao lado de Dirk Müller.

Quanto aos outros quatro contratados, eles vêm causando dores de cabeça na Mercedes e na Audi. A BMW havia anunciado no início do ano que pretendia contar com pilotos experientes no DTM para poder brigar pelas vitórias já nas primeiras corridas de 2012. Isso obrigou que as montadoras rivais corressem para renovar contratos dos principais pilotos.

Mesmo assim, a BMW conseguiu contratar apenas o campeão e o vice-campeão da última temporada. A montadora arrancou Martin Tomczyk da Audi e Bruno Spengler da Mercedes.

Para a empresa das quatro argolas, não é uma perda tão significativa. Ninguém esperava que Tomczyk pudesse ser campeão em 2011. O piloto surpreendeu a todos e, como estava com contrato em aberto ao ter sido rebaixado a uma equipe satélite, foi facilmente levado pela BMW.

Mesmo sem o campeão, a Audi manteve Mattias Ekström e Timo Scheider no elenco para o próximo ano. Ambos são bicampeões do certame. Além deles, Mike Rockenfeller e Edoardo Mortara, que são apostas a longo prazo, também devem ficar. É claro que sempre é ruim perder um piloto campeão, mas não é motivo de crise em Ingolstadt.

Gary Paffett Paul Di Resta Bruno Spengler

Do trio principal da Mercedes durante anos, só restou Gary Paffett

A Mercedes, por outro lado, está apavorada. Quando Paul Di Resta deixou a montadora ao final de 2010 para se juntar à F1 já era considerada uma perda significativa, que não conseguiu ser reposta dentro da equipe. A solução, na ocasião, foi promover Jamie Green – que vive indo e voltando das satélites – para correr pela HWA, de fábrica. O inglês até foi bem ao terminar 2011 na quinta colocação, mas jamais teve chances de título.

Sem Di Resta, a empresa das três pontas contou com Bruno Spengler para tentar o título do último campeonato. O canadense até conseguiu liderar o certame na primeira metade, mas acabou sendo superado por Tomczyk. O problema é que Spengler também foi levado pela BMW, deixando a Mercedes sem um líder para 2012.

A Mercedes deve contar com Green, Gary Paffett e Ralf Schumacher para tentar parar a Audi e a BMW no próximo ano. O problema é que o trio não vive uma boa fase na categoria. Paffett, por exemplo, não conseguiu um único pódio na última temporada, enquanto Ralf ainda parece estar se adaptando ao campeonato, embora tenha conseguido pódios em Hockenheimring e no Red Bull Ring (mas também só pontuou em outras duas oportunidades).

Para a montadora de Stuttgart, restam algumas alternativas para virar o jogo em 2012. A primeira é promover dentro do próprio time alguém que possa suprir a falta que Di Resta e Spengler fazem. Christian Vietoris, por exemplo, é um bom nome, mas o alemão precisa de tempo para se acostumar ao DTM.

O outro caminho é contratar alguém de fora. A fabricante já falou em levar Roberto Merhi, campeão da F3 Euro Series, de 2011. É uma excelente aposta, mas é difícil pensar que um novato possa levar a HWA ao título do próximo campeonato. Por isso, não seria absurdo que a Mercedes pensasse em alguém já ambientado aos carros de turismo para tentar colocar a montadora novamente no topo. O problema, parece, é que eles não testaram com ninguém de fora.

Vale lembrar que ainda há uma vaga aberta na BMW. Os favoritos são os germânicos Dirk Müller e Dirk Werner, mas Nick Heidfeld e Christian Klien podem aparecer. Também não seria impossível a equipe contratar algum jovem piloto, para ser desenvolvido com o tempo.

Para ver os pilotos confirmados no DTM 2012, basta clicar aqui.


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