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Quem brilhou no treino dos novatos da F1

novembro 9, 2012

A Red Bull mais uma vez esteve presente em Abu Dhabi para o treino dos novatos

A F1 encerrou nesta semana, em Abu Dhabi, o chamado treino dos novatos. Essa atividade foi criada, há dois anos, a partir de uma reclamação da FIA e de outros figurões das categorias de base para que os jovens pilotos passassem a ter mais oportunidade de testar os carros da F1, principalmente após a proibição de treinos ao longo da temporada. Por isso, apenas atletas sem experiência na categoria – além de Gary Paffett – podem participar.

Só que o treino dos novatos foi desfigurado em 2012. A discussão começou já no fim do último campeonato, quando a FIA divulgou o calendário da atual temporada. Com a inclusão do GP dos EUA, ter o treino em Abu Dhabi apenas uma semana antes da viagem a Austin, se tornou um pesadelo logístico. Assim, algumas equipes quiseram mudar a data para o mês de julho, em Silverstone, em plena temporada europeia.

Dez das 12 equipes concordaram com a mudança, apenas Red Bull e Toro Rosso bateram o pé e afirmaram que só aceitavam testar em Abu Dhabi. Sem escolha diante desse impasse, a FIA liberou que cada equipe escolhesse quando e onde iriam andar.

Por causa disso, o treino foi dividido em três partes. Williams, Marussia e HRT seguiram o plano original e testaram em Silverstone, em julho. No entanto, essas equipes só puderam ter dois dias de pista, já que a atividade foi marcada em cima da hora. Outras três equipes – Ferrari, Mercedes e Force India – optaram por seguir para Nevers Magny-Cours, entre os dias 11 e 13 de setembro, para evitar a logística de Abu Dhabi, mas garantir os três dias de treinos. As últimas seis – Red Bull, McLaren, Lotus, Sauber, Toro Rosso e Caterham – estiveram na Marina de Yas, nesta semana.

Devido a essa fragmentação, é difícil analisar a atividade como um todo. Por exemplo, como avaliar o desempenho de Valtteri Bottas, que liderou todos os dias que participou, com cerca de 2s de vantagem para os demais adversários, mas só competiu contra os piores carros do grid? Para tentar responder isso, o World of Motorsport faz uma lista de cinco pilotos que se destacaram ao longo dos oito dias de treinos dos novatos de 2012.

1)      Kevin Magnussen – McLaren

Ninguém aproveitou o treino dos novatos tanto quanto o jovem dinamarquês. Depois de fazer uma boa temporada na World Series by Renault, quando terminou com três pole-position e uma vitória, Magnussen chegou a Abu Dhabi menos badalado que seus companheiros de categoria António Félix da Costa e Robin Frijns.

Para piorar a situação, o dinamarquês ainda teria que enfrentar concorrência dentro da própria McLaren, já que Oliver Turvey e Gary Paffett – ambos com larga experiência na F1 – também iam testar. Só que Kevin não se importou com nada disso. O piloto terminou na liderança geral no primeiro dia, em Yas Marina, e foi o vice-líder no terceiro dia de atividades.

Na comparação dentro da equipe inglesa, Kevin colocou 0s7 de vantagem em Paffett e 0s8 em Turvey, tendo testado com o mesmo carro e no mesmo dia dos companheiros. Assim, o dinamarquês sai do país asiático deixando de ser apenas mais um na linha sucessória da escuderia para se tornar, sim, uma opção para um futuro não tão distante.

Jules Bianchi

2)      Jules Bianchi – Ferrari e Force India

Se Magnussen foi o maior nome dos treinos de Abu Dhabi, Bianchi aproveitou as atividades de Nevers Magny-Cours para impressionar. A eterna promessa da Academia da Ferrari tinha chegado ao circuito francês em um início de temporada bastante irregular da World Series by Renault: havia conquistado duas vitórias, mas terminado quatro vezes fora da zona de pontos.

Mesmo assim, nos testes ele não fez feio. Treinando pela Ferrari, o piloto dominou os dois primeiros dias, colocando mais de 1s no segundo lugar. Até aí tudo bem, isso era mais do que esperado. Só que o grande momento de Bianchi aconteceu no terceiro dia de treinos, quando trocou a escuderia italiana pela Force India.

Aí, trabalhando com o mesmo time em que participa dos treinos livres da F1, o piloto deslanchou. Mesmo com uma equipe mediana, o gaulês voltou a dominar os treinos, sendo 1s4 mais rápido que o próprio carro da Ferrari, dessa vez comandado por Davide Rigon. Sam Bird, na Mercedes, também não foi páreo para o colega de World Series, fechando 1s atrás.

Com esse desempenho, não restam dúvidas de que Bianchi está pronto para a F1. O problema é que não há muitas vagas para o próximo ano. A única chance, provavelmente, seja a própria Force India.

3)      Davide Valsecchi – Lotus

A participação de Valsecchi no treino dos novatos não deixou de ser uma surpresa. O atual campeão da GP2 não havia sido especulado em nenhuma equipe, mas acabou descolando uma vaga na Lotus ao lado de outras eternas promessas como Edoardo Mortara e Nicolas Prost.

Contando com o bom equipamento da equipe britânica, que havia vencido o GP de Abu Dhabi com Kimi Raikkonen, o italiano pôde mostrar que o título do campeonato de acesso não veio por acaso. Competindo contra Magnussen e Esteban Gutiérrez, além de Robin Frijns – no duelo particular entre o campeão da GP2 contra o vencedor da World Series –, o piloto terminou na liderança do terceiro dia de treinos em Yas Marina, na única vez em que testou.

O resultado, porém, não deve ser o suficiente para garanti-lo na F1 no próximo, pelo menos como titular. Com apenas Force India e Caterham com vagas em aberto, o italiano pode usar o desempenho em Abu Dhabi para tentar comprar a função de reserva em algum time. Por outro lado, talvez seja melhor pensar no automobilismo fora da F1 e levar um currículo recheado e vitorioso para algum outro campeonato.

4)      Valtteri Bottas – Williams

Como eu disse lá em cima, é bastante difícil falar qualquer coisa sobre Bottas, já que o piloto da Williams teve apenas os carros da Marussia e da HRT como rivais em Silverstone. No entanto, o finlandês fez o que era esperado. Dominou os treinos sem maiores problemas, colocando um século de vantagem para os rivais e mostrando que está cada vez mais próximo da função de titular da equipe inglesa.

Porém, é difícil comparar o Bottas do treino dos novatos do piloto que ele se tornou neste final de campeonato. Na época dos testes, ele ainda era o reserva da Williams, que tentava se adaptar à F1 após o título da GP3. Agora, alguns meses depois, o nórdico já se credenciou como um piloto de F1. Pior para Bruno Senna, que deverá abrir a vaga na equipe inglesa.

5)      António Félix da Costa – Red Bull

Alguns leitores portugueses aqui do blog dizem que eu implico com Félix da Costa. Acho que eles têm razão. Por exemplo, o piloto luso teve os mesmos resultados de Magnussen em Abu Dhabi: terminou o primeiro dia na vice-liderança e foi o mais rápido no segundo dia, então, por qual motivo o piloto da McLaren ficou com a primeira colocação dessa lista, enquanto o da Red Bull fechou o top-5?

A resposta é simples. Todo mundo esperava que FDC terminasse na frente nos dois dias de treinos, enquanto o dinamarquês, no máximo, estaria ali no meio do pelotão. O que aconteceu foi o contrário. Magnussen encenrrou na ponta, vencendo o confronto direto contra o próprio piloto português.

Isso, no entanto, não tira o mérito de Félix da Costa. Sem dúvida nenhuma, ele foi o jovem piloto de 2012. A grande questão agora é saber o que vai fazer em 2013. Será que ele terá a oportunidade de participar de treinos livres pela Toro Rosso? Ou então repetirá Daniel Ricciardo e entrará como titular da HRT? O mais provável é que ele dispute novamente a World Series by Renault enquanto trabalha no simulador da Red Bull.

Para encerrar a lista, quem também merece uma menção especial é Luiz Razia. O brasileiro foi um dos poucos pilotos – ao lado de Bianchi e Frijns – a testar por duas equipes diferentes e teve o melhor desempenho em Magny-Cours, quando ficou apenas 0s5 atrás da Ferrari, andando pela Force India. Talvez seja baseado nesse desempenho, que o vice-campeão da GP2 espera arrumar uma vaga na F1 em 2013.

Não há mais espaço para Roberto Moreno na F1

outubro 31, 2012

Luiz Razia e Davide Valsecchi podem ficar fora da F1 em 2013

Campeão e vice da temporada 2012 da GP2, Luiz Razia e Davide Valsecchi estão encontrando dificuldades para fazer a transição para a F1 no próximo ano. O número de vagas abertas é pequeno, e dezenas de pilotos se digladiam por elas.

Se os dois quiserem correr em 2013, as poucas chances são negociar com Force India, Sauber (onde Esteban Gutiérrez deve ser anunciado) e Williams (que deve fechar com Valtteri Bottas).

Embora os pilotos pagantes sejam sempre apontados como culpados pela falta de vagas na F1, essa é apenas metade da história. A verdade é que o grid da categoria nunca esteve tão forte. Praticamente todos os pilotos das equipes medianas, como Nico Hülkenberg, Paul Di Resta, Daniel Ricciardo, Jean-Éric Vergne, Romain Grosjean e até mesmo Bottas e Gutiérrez têm currículos lotados de títulos e vitórias nas categorias de base e foram classificados como acima da média muito antes de estrearem na F1.

Ou seja, não estou dizendo que Razia e Valsecchi sejam maus pilotos. Pelo contrário, eles mais uma vez demonstraram que podem brigar pelas primeiras colocações. O problema é que enfrentam pilotos melhores na briga pela F1. Desse jeito, a eles só sobram as vagas destinadas aos pagantes – algo que eu escrevi esses dias –, e por isso são obrigados a levantar uma elevada quantia se quiserem correr.

Às vezes, competir por Marussia e Caterham não é tão ruim

Por isso não entendo essa rejeição pelas equipes menores. Se Razia e Valsecchi têm currículos inferiores, seria de certa forma natural buscar equipes pequenas para poder continuar no esporte. É verdade que o ritmo de prova de Caterham, Marussia e HRT não agrada, mas acho que são muito mais rápidas que ficar no sofá de casa.

Outra coisa que precisa ser levada em conta é que os pilotos nunca sabem o dia de amanhã. Ninguém sabe o que vai acontecer em 2013. Vai que algum competidor dos times intermediários sofre um acidente de helicóptero, perde o braço e obrigue a escuderia a buscar alguém nos times menores.

Não estou desejando o mal a ninguém, mas isso já aconteceu na F1. Em 1990, Alessandro Nannini sofreu um grave acidente aéreo e foi obrigado a encerrar a carreira. Para a vaga do italiano, a Benetton contratou o brasileiro Roberto Pupo Moreno, que estava na pequena EuroBrun.

Agora veja como as coisas se encaixam. Moreno foi campeão da F3000, em 1988, depois de quatro temporadas (apenas duas completas) na categoria. No entanto, o brasileiro não encontrou nenhuma vaga em equipes de ponta na categoria principal e acabou fechando com a Coloni, antes de se transferir para a EuroBrun.

Por esses dois times, o piloto se inscreveu para participar de 30 GPs, dos quais sequer passou da pré-classificação em 16. Em outros sete, não conseguiu se classificar. E a única vez que conseguiu terminar uma corrida foi no GP dos EUA de 1990. Ou seja, correr hoje por Caterham, Marussia e HRT é uma situação muito, mas muito melhor que essa.

Moreno e a terrível EuroBrun

Claro que Moreno deu sorte e conseguiu sair dessa situação ao acertar com a Benetton. Pelo time italiano, o brasileiro subiu ao pódio em uma oportunidade e ainda conquistou outros três top-5.

Obviamente, Moreno é uma exceção. A maior parte dos pilotos que correram por times pequenos acabou se afundando antes de conseguirem ir para uma equipe maior. No entanto, eles tiveram coragem e souberam admitir quando era preciso começar de baixo para crescer na F1.

Claro que ninguém precisa de uma tragédia para ser dar bem. Por exemplo, em 2013, a HRT, pode surpreender e construir um carro rápido. Não para somar pontos, mas ao menos para brigar com Marussia e Caterham. Com isso, em uma próxima temporada, os pilotos do time espanhol vão estar em melhor posição para negociar com as demais escuderias.

Vendo o que aconteceu com Moreno – e com tantos outros campeões e vices da F3000/F2 – talvez a F1 não tenha mudado tanto assim nos últimos anos. Algumas coisas ainda são bastante parecidas. Talvez o que tenha mudado seja a mentalidade dos pilotos.

O fim da GP2 2012

setembro 22, 2012

Depois de 30 anos na GP2, Davide Valsecchi conquistou o título da categoria

A GP2 enfim terminou. Depois de seis meses, 12 etapas e 24 corridas, Davide Valsecchi superou Luiz Razia e se sagrou campeão daquela que foi considerada uma das temporadas mais fracas da história da categoria.

Em 2012, o principal campeonato de acesso da F1 sofreu com um grid abaixo da média. Desde o advento dos novos carros, no último ano, a categoria se tornou bastante cara, o que acabou afugentando pilotos menos abastados. Como resultado, a qualidade do pelotão como um todo desabou.

Isso, porém, não quer dizer que não tivemos bons pilotos. O problema foi com os coadjuvantes de uma maneira geral. Como a GP2 se tornou uma categoria cara, os pilotos com menos chances de títulos acabaram optando por correr na World Series by Renault. Assim, as vagas abertas foram ocupadas por garotos endinheirados, mas de talento questionável.

Isso acabou acelerando o processo de entressafra. A geração de Jules Bianchi, Sam Bird e Christian Vietoris deixou o campeonato, mas não foi reposta. É verdade que surgiram alguns bons nomes como James Calado – o melhor novato de 2012 –, Felipe Nasr e Rio Haryanto, além de alguns pilotos medianos e os tais pagantes.

Quem se aproveitou de tudo isso foram os velhos conhecidos do pessoal: Davide Valsecchi e Luiz Razia, que se fizeram valer da experiência secular no campeonato para deixar os demais adversários para trás e monopolizarem a briga pelo título.

Agora vai ser interessante ver como Valsecchi e Razia vão levar a carreira adiante

Apesar disso, há um consenso. Não importa quem vencesse, o campeão de 2012 não empolgou. Não é que os dois sejam pilotos ruins, mas depois de quatro ou cinco anos na GP2 eles não mostraram que podem fazer algo diferente dos atletas que já estão na F1. Muito provavelmente, Razia e Valsecchi – se tiverem os recursos $ necessários – podem construir carreiras vencedoras em outro lugar, mas a impressão nesse momento é que a F1 não é para eles.

Na verdade, acho que isso é até saudável para ambos. Ao invés de gastar cada centavo e patrocínio para se arrastarem por HRT, Marussia ou até mesmo apenas disputando os treinos livres de sexta-feira, eles estão livres para buscar outras categorias onde podem ser campeões.

Na Indy, por exemplo, há uma vaga aberta na equipe satélite da Ganassi e outra na Penske. Recentemente, a BMW anunciou que vai expandir de seis para oito carros em 2012 no DTM. No Mundial de Endurance, Dindo Capello se aposentou e abriu espaço na Audi, enquanto os japoneses adorariam um piloto de qualidade internacional para correr na F-Nippon e no SuperGT. E estamos falando do campeão e do vice da GP2. É difícil que haja pilotos com currículos tão vencedores na briga por esses lugares.

E realmente acho essas oportunidades boas. São a chance que os dois pilotos têm para aproveitar o bom momento em que vivem.

A carreira de Luiz Razia pode ser uma verdadeira roda gigante. Ou não

Razia, por exemplo, chegou à GP2 depois de ter vencido a F3 Sul-americana e só não ter triunfado na F3000 Italiana – atual Auto GP – porque não competiu na última etapa para focar na adaptação à nova categoria. Valsecchi, por sua vez, sempre se mostrou muito rápido, mas demorou para se encontrar na GP2. O italiano ficou duas temporadas na péssima Durango e mesmo tendo vencido uma corrida sabia que de lá não iria a lugar algum. As passagens por Addax – em substituição a Romain Grosjean – e pela estreante Air Asia, no último ano, evidenciaram um piloto desesperado para mostrar resultado e que pegaria qualquer vaga disponível. Em 2012, tendo uma equipe estável como a Dams como suporte, o piloto conseguiu reproduzir o desempenho que o fez chamado de promissor uma vez.

Quanto ao restante do grid, não vejo muito futuro. Gente como Max Chilton e Johnny Cecotto fizeram uma excelente temporada se fossem considerados novatos. O problema é que eles acabaram de encerrar o terceiro ano na categoria e só agora conseguiram mostrar valor. Um quarto na GP2 no máximo acabaria transformando-os nos novos Valsecchi e Razia.

Giedo Van Der Garde, por sua vez, foi uma decepção. O holandês, que já foi campeão mundial de kart, concluiu o quarto ano no campeonato e passou longe da briga pelo título. Um quinto ano na categoria seria sacal, enquanto uma eventual ida à F1 parece ainda mais distante que em 2011 visto o fraco desempenho neste ano.

No geral, agora é torcer para que o grid de 2013 seja mais forte com a saída de tantos veteranos. Pessoalmente, não vejo muitas melhoras. A GP3 sofreu esse ano com a falta de qualidade da maior parte dos pilotos. As F3 foram esvaziadas e o pulo para a GP2 está cada vez mais inviável pela diferença monetária entre os campeonatos. E a própria World Series by Renault não é uma opção, já que os pilotos que estão se destacando neste campeonato em 2012 são justamente aqueles que tiveram passagens pela GP2, como Jules Bianchi e Sam Bird.

James Calado é o destaque da GP em 2012

junho 24, 2012

Davide Valsecchi e Luiz Razia têm melhores resultados, mas quem vem se destacando na GP2 2012 é James Calado

A longa temporada 2012 da GP2 finalmente chegou à metade. Seis rodadas já foram (Malásia, Bahrein 2x, Barcelona, Mônaco e Valência) e outras seis ainda estão por vir (Inglaterra, Alemanha, Hungria, Bélgica, Itália e Cingapura). Assim, com 50% do campeonato disputado, já é possível tirar algumas conclusões.

Em primeiro lugar, o título parece que vai ficar entre Davide Valsecchi e Luiz Razia, os pilotos mais experientes do certame, que juntos acumulam nove temporadas no campeonato. É verdade que o italiano era favorito desde os treinos coletivos, no início do ano, mas o brasileiro não deixa de ser uma surpresa na briga. Em qualquer lista de previsões da pré-temporada, Razia no máximo aparecia correndo por fora, enquanto Esteban Gutiérrez detinha o posto de forte candidato.

Só que o mexicano da Lotus não tem feito uma boa temporada, ocupando apenas a sexta colocação na tabela, e olha que ele ainda herdou a vitória em Valência, para dar um aumento na pontuação.

Mas se Gutiérrez não tem ido bem, a Lotus ainda tem motivos para comemorar. Nessa primeira metade do campeonato, é difícil pensar que alguma estrela brilhou mais que a de James Calado. O estreante ficou em evidência em Valência, ao ficar preso atrás do safety-car na primeira corrida e perder uma vitória certa, quando era cerca de 2s por volta mais rápido que os adversários.

Mas antes da etapa espanhola, o britânico já vinha se mostrando um piloto diferenciado. Nas 12 corridas até aqui, já subiu ao pódio em quatro oportunidades, incluindo a vitória na corrida curta de Sepang. Mesmo sendo menos experiente, não teve problema em deixar Gutiérrez para trás desde o início do campeonato e dessa forma ocupa a terceira colocação na tabela, com 95 pontos.

Nesse momento do ano, o inglês entra em um momento decisivo para deixar claro suas pretensões para o restante de 2012. Ele pode se espelhar em Jules Bianchi, por exemplo, que com a mesma Lotus (antes chamada de ART Grand Prix) terminou o campeonato de 2010 na mesma terceira colocação, mas sem conquistar vitórias e longe da briga pelo título com Pastor Maldonado e Sergio Pérez.

Ou então, Calado pode tomar Nico Hulkenberg como exemplo. Em 2009, o atual titular da Force India começou com resultados discretos, mas entrou na briga pelo título a partir da etapa da Alemanha, onde venceu as duas provas correndo em casa. Desde a corrida germânica, Hulk venceu cinco vezes, subiu ao pódio em oito oportunidades e garantiu a taça em um raro domínio de um novato na GP2

Calado, assim, tem todas as chances de colocar o plano em prática. Para começar, ele já tem uma vitória em 2012. Depois, a próxima etapa é em Silverstone, onde o piloto deve conhecer como a própria mão, já que fez carreira no automobilismo inglês. Se o garoto começar uma virada à Hulkenberg, talvez ainda dê tempo de pensar na taça no final do ano.

Para terminar, o britânico ainda pode se aproveitar do retrospecto de seus principais concorrentes. Valsecchi, por exemplo, é um piloto que costuma ir melhor na primeira metade da temporada. Em 2011, 100% dos pontos do italiano foram conquistados nas cinco etapas iniciais. No ano anterior, nas oito corridas entre a rodada da Alemanha e da Itália, ele só pontuou uma única vez. Além disso, o histórico de Razia não é tão diferente, mas no caso do brasileiro é difícil fazer uma comparação mais precisa, já que apenas em 2012 ele teve a chance de pontuar constantemente.

O primeiro treino de Felipe Nasr na GP2

março 1, 2012
Felipe Nasr GP2 2012

Felipe Nasr teve muito trabalho na primeira semana de treinos coletivos em Jerez. Apesar disso, a adaptação do brasileiro à categoria pode ser considerada satisfatória

Cercado de grande expectativa, Felipe Nasr completou nesta semana o primeiro treino em um carro da GP2. O brasileiro participou dos testes coletivos da categoria no circuito de Jerez de la Frontera, entre os dias 28 de fevereiro e 1º de março, ao lado dos principais adversários na luta pelo título de 2012.

O desempenho do atual campeão da F3 Inglesa não foi um estouro, mas foi dentro do esperado. O piloto começou muito mal, no primeiro dia de atividades, sendo apenas o 25º entre os 26 participantes – superando apenas o limitado Vittorio Ghirelli. No entanto, depois, pouco a pouco o brasileiro cresceu na tabela de tempos.

A efeito de comparação, Nasr terminou o primeiro dia de treinos 2s atrás do companheiro de equipe, Davide Valsecchi. Na última atividade, nesta quinta-feira, o brasiliense tomou menos de 0s6.

É claro que esses tempos também não indicam muita coisa. Por exemplo, Valsecchi está no quinto ano na GP2. Sabendo a pressão que sofre por ser o favorito, não seria impossível pensar que a Dams colocou pneus novos no carro do italiano e pouco combustível para que ele terminasse sempre na primeira colocação, jogando a pressão para os rivais.

Por outro lado, também não seria absurdo pensar que a equipe francesa tenha usado esse tipo de artifício no carro do brasileiro como uma forma de justificar os investimentos recebidos para 2012. Repito, não dá para saber o que cada equipe esteve testando, mas pela média dá para se chegar a uma conclusão de que houve, sim, uma evolução no desempenho de Felipe.

Felipe Nasr GP2 2012

A tendência é esperar um resultado melhor do brasileiro já na próxima sessão de treinos coletivos, na próxima semana, em Barcelona

Na realidade, esse é um resultado natural. Conforme Felipe Nasr vai se adaptando ao carro da GP2, a tendência é que ele fique cada vez mais rápido. Vale lembrar que ele jamais havia testado pela categoria. Ou seja, tanto o brasiliense quanto Ghirelli e Daniel De Jong, começaram os treinos desta semana atrás dos demais adversários. Todos os demais novatos participaram dos treinos da pós-temporada de 2011 e/ou da etapa extra da categoria em Abu Dhabi. Então eles já estavam minimamente adaptados ao equipamento.

E vendo apenas entre os pilotos que estão no primeiro ano na categoria, o desempenho de Nasr pode ser considerado satisfatório. Na quinta-feira, ele foi o quarto, terminando atrás de Tom Dillmann, James Calado e Nigel Melker. Muito melhor que a penúltima posição do primeiro dia.

Dito isso, a pergunta nesse momento é saber o que podemos esperar do brasileiro nesse primeiro ano da GP2. Levando em conta que a categoria volta à pista na próxima semana, em Barcelona, então muita coisa pode mudar. Mas eu diria que Nasr deveria mirar a oitava colocação como um resultado desejável.

Seria bastante interessante para ele, em pelo menos duas etapas, terminar a corrida principal do final de semana na oitava posição e conseguir converter a pole-position obtida com a regra do grid invertido em vitória. Em geral, é dessa forma que os pilotos novatos chamam atenção, então é uma tática satisfatória. Caso ele consiga algum pódio na corrida longa também seria um resultado bastante impressionante.

Entretanto, é preciso lembrar que o automobilismo é um esporte competitivo. Não adianta colocar esse tipo de meta nesse momento, e os demais novatos conseguirem resultados ainda melhores. Mas levando em conta o retrospecto dos rookies nos últimos anos, o caminho das pedras é mais ou menos esse.

P.S.: para ver os tempos do primeiro dia de treinos basta clicar aqui. O segundo dia está aqui. E o terceiro, aqui.

Para entender a crise no automobilismo italiano

fevereiro 17, 2012
Jarno Trulli

Jarno Trulli não se mostrou muito animado quando soube que deixaria a F1. Sem ele, a categoria não tem mais italianos

No início da semana, o site Italiaracing, por meio da revista eletrônica, publicou entrevistas feitas com Gabriele Lucidi e Antonio Ferrari, dono das equipes italianas Lucidi e Eurointernational, respectivamente.

Em comum os dois dirigentes desistiram de fazer parte do automobilismo italiano em 2012 e devem inscrever as equipes nos certames da Alemanha – embora Lucidi tenha decidido ter um ano sabático. Cada um por seus motivos, os dois criticaram a organização do esporte a motor na velha bota.

Lucidi, dono de uma das maiores equipes da F3 Italiana, afirmou que o campeonato se tornou pouco atraente para os times. A CSAI – a CBA da Itália – optou por não adotar o novo carro da Dallara na F3, o F312, nesta temporada por uma questão de redução de custo. As equipes e os engenheiros chiaram bastante, pois queriam trabalhar com o que há de mais moderno na modalidade.

Até aí, parece uma reclamação justa. Com a crise econômica tão presente, é natural que as federações sejam obrigadas a tomar decisões para manter essas categorias vivas e nem sempre acabam agradando a todos. No entanto, a CSAI criou um “campeonato europeu de F3 Italiana”, por mais bizarro que o nome pareça. Isto é, além das corridas na Itália, haverá um torneio paralelo disputado nas pistas da Europa pelos mesmos competidores. Além das pistas italianas, haverá rodadas em Barcelona, Hungaroring e Spa-Francorchamps (que já fazia parte do calendário).

Ou seja, a categoria optou por não adotar o novo carro, mas os times serão obrigados a gastar mais dinheiro para participar de um “campeonato europeu de F3 Italiana” e viajarem para Hungria e Espanha.

F-Abarth

Depois de ter pré-classficação em 2010, a F-Abarth sofreu para ter um grid competitivo no ano passado

Ferrari, dono da Eurointernational, por sua vez, afirmou que a equipe dele foi prejudicada pela CSAI – propositalmente ou não – em diversas ocasiões nos dois últimos anos. O dirigente disse que, em 2010, a entidade se recusou a fazer uma equalização do equipamento da Dallara com os Mygale usados pelo time. No ano seguinte, a Eurointernational – equipe que revelou Felipe Nasr – participou da F-Abarth, e Ferrari afirmou que a equipe foi prejudicada pela organização em diversas oportunidades com punições questionáveis em vários momentos da temporada.

Se já não bastassem os problemas internos enfrentados pelo automobilismo italiano, nesta sexta-feira, dia 17, veio o golpe final. A Caterham dispensou Jarno Trulli para ter Vitaly Petrov na F1 em 2012.

Do ponto de vista técnico, parece uma boa troca. Trulli vinha fazendo temporadas bastante lamentáveis, tomando tempo de Heikki Kovalianen e abandonando com problemas hidráulicos corrida sim, outra também. Petrov não é um piloto ruim. Foi vice-campeão da GP2 e sofreu na F1 tendo Robert Kubica como companheiro de equipe quando ainda era um novato e, depois, com um carro ruim no ano passado.

Só que com a saída de Trulli, os italianos perceberam que não tem mais nenhum piloto do país na F1. Nos últimos anos, os transalpinos contaram com o nosso amigo defenestrado, com Vitantonio Liuzzi e com a eterna promessa Giancarlo Fisichella. Embora todos eles tenham passado por um ou outro bom momento na carreira, estavam afastados da luta pelas vitórias há alguns anos.

Como qualquer piloto, eles tiveram os momentos de auge, conseguiram certo destaque e depois se apagaram, andando em equipes menores. Agora, sem representantes na F1, os italianos se voltam para as categorias de base do automobilismo para tentar entender o que aconteceu.

Luca Filippi

Luca Filippi é o recordista de participações na GP2, mas deixou de ser cogitado na F1 faz algum tempo

Recentemente, aqui no Brasil também passamos por uma situação parecida. Com o futuro de Felipe Massa, Bruno Senna e Rubens Barrichello indefinido na F1, a GP2 ganhou algum destaque, mas os resultados do Luiz Razia não empolgaram. Fora o baiano, até a chegada de Nasr não tínhamos mais nenhum representante.

Só que o nosso problema foi a entressafra de pilotos. A geração de Bruno Senna, Lucas Di Grassi e Nelsinho Piquet chegou à F1 e depois disso houve um buraco até a entrada de Nasr. Mas não é esse o problema com os italianos, eles sempre tiveram pilotos na GP2. Para você ter ideia, a Itália é o país com mais competidores na história do certame, com 14.

O que complicou foi que os representantes na categoria de acesso estagnaram na carreira. Não conseguiram subir para a F1 – seja por falta de dinheiro ou de talento –, mas também não largaram o osso da GP2.

O resultado é bastante conhecido. O piloto com mais participações no campeonato menor é Luca Filippi, com 108 provas disputadas. Caso compita a temporada toda de 2012, Davide Valsecchi se tornará o segundo dessa lista (tem 72 e chegaria a 96). O quarto é Giorgio Pantano. Porém, o campeão da temporada 2008 tem 106 participações se contar também a F3000 (que não tinha rodada dupla). Desses, apenas Pantano chegou a participar da F1, pela Jordan (!) no distante ano de 2004.

Edoardo Mortara

Edoardo Mortara abandonou os monopostos e arrumou companhia melhor no DTM

Aí aconteceu aquele efeito dominó. Não houve renovação dos italianos na F1. Como consequência, também não houve na GP2. Os poucos garotos promissores, como Edoardo Mortara, disputaram uma única temporada e foram obrigados a mudar de categoria porque não tinham apoio financeiro. Valia mais investir nos incansáveis Pantano e Filippi que apostar em gente talentosa como Mortara, Giacomo Ricci ou Davide Rigon.

Assim, esses meninos entupiram categorias como a F2 e a AutoGP. Enquanto isso, a CSAI achava que a F3 Italiana era a salvação para tudo. Gente como Mirko Bortolotti e Daniel Zampieri, campeões da categoria, foram elevados a um status de grandes promessas do esporte a motor, mas não correspondiam na pista essas expectativas. Quando a entidade viu que algo estava errado, resolveu fazer as mudanças e deu no que deu.

A efeito de comparação, a F-Abarth teve, em 2010, pré-classificação e mais de 40 carros em algumas etapas. No ano seguinte, algumas corridas não chegaram a 20 competidores. O mesmo pode ser dito da F3 Italiana. Em apenas um ano, o grid passou de 30 para 15 (ou menos) carros. Assim fica difícil falar em renovação.

E não há grandes sinais de melhoras. Se tudo der errado, em 2012 a situação vai continuar a mesma. Vamos supor que Davide Valsecchi confirme o favoritismo e seja campeão da GP2. Com 96 corridas disputadas na categoria de acesso, a tendência é que ele só consiga uma vaga na F1 se levar um caminhão de dinheiro para Caterham, Marussia ou HRT. Se ele chega à F1, vai ser o mesmo paliativo que vinha acontecendo com Trulli e Liuzzi: vai correr por um time pequeno, mas os italianos vão continuar dizer ‘opa, mas temos pilotos na categoria’. Enquanto isso, pode ser que nada mude nas categorias de base.

Felipe Nasr na GP2 2012

fevereiro 15, 2012
Felipe Nasr GP2 2012 Dams

No final, a ida de Felipe Nasr para a GP2 é uma boa. Aliás, viram os patrocínios novos do rapaz? Eike, Banco do Brasil, Governo... nada mal hein?

O mistério enfim acabou. Nesta quarta-feira, dia 15, Felipe Nasr anunciou para o Brasil todo, com direito à matéria no Jornal Nacional, que vai disputar a temporada 2012 da GP2 pela equipe francesa Dams, a mesma pela qual Romain Grosjean conquistou o título na temporada anterior.

Até então, o brasileiro vinha mantendo um suspense sobre onde iria correr, embora muitas vezes tivesse admitido que a preferência era tomar parte da World Series by Renault. Apesar disso, com a chegada de investidores de peso, Nasr conseguiu fechar o orçamento necessário para competir na categoria de acesso direto da F1.

O brasiliense, que passou boa parte da temporada 2011 com o carro na F3 sem qualquer adesivo de patrocinador, já exibe no site oficial os logos das empresas de Eike Batista e do Banco do Brasil.

No final das contas, a ida do brasileiro para a GP2 até que pode dar certo. Em primeiro lugar, Nasr já afirmou que o objetivo é chegar à F1 em 2014, portanto ele cogita disputar duas temporadas no campeonato de acesso. Ou seja, esse ano ele chega para aprender e, no próximo, competirá para valer.

A estratégia é boa e vem num timing muito bom. Até o momento, levando em conta os pilotos já confirmados, o grid da categoria parece ser um dos mais fracos dos últimos anos, com garotos de qualidade questionável assumindo as vagas nas principais equipes. Dessa forma, chamar a atenção no primeiro ano não parece uma tarefa tão difícil para Nasr. Com tantos adversários menos habilidosos, o brasiliense tem boas chances de terminar constantemente na zona de pontos. Assim, no ano que vem, ele pode se transferir para uma equipe maior e lutar para conquistar o caneco.

Outro ponto positivo é ter se afastado da World Series by Renault. É bem verdade que o grid da categoria rival parece muito mais forte para 2012, principalmente com gente como Robin Frijns, Kevin Korjus e Jules Bianchi já confirmados. Ficar longe da atenção pode ser uma boa para evitar a pressão extra por resultados. E não falo aqui da cobrança em cima do brasileiro, mas de todos os pilotos, no geral. Afinal, quanto mais pressionados, maior o risco de errarem.

Se envolver em uma série de acidentes no primeiro ano em um campeonato – com acesso tão restrito à F1 como é a World Series – é uma das piores coisas que pode acontecer a um jovem piloto, especialmente um tão em evidência quanto Felipe, independe de quem for a culpa das batidas. Nessas circunstâncias, a chance de queimar a carreira é muito grande e é uma tarefa muito árdua – Romain Grosjean que o diga – reconstruir uma boa imagem perante às equipes da F1.

Dams GP2

Felipe Nasr será o substituto de Pal Varhaug em 2012. E essa é a máquina que o norueguês usou no ano passado

Por outro lado, a GP2 também traz algumas armadilhas para o brasileiro. Nasr assinou com a Dams, onde substitui o norueguês Pal Varhaug. A antiga vaga de Grosjean foi ocupada pelo italiano Davide Valsecchi, que já havia sido anunciado, e isso precisa ficar claro. Aliás, em 2011, todos os pontos da equipe foram marcados pelo francês. Será que os dois pilotos tinham equipamento igual na época e a diferença foi apenas a habilidade de cada um? Difícil dizer.

Ainda falando sobre Valsecchi, o italiano é bom piloto e é o favorito ao título da temporada 2012 da GP2, justamente pela experiência que tem na categoria. Davide estreou no campeonato em 2008, pela Durango. A efeito de comparação, Nasr disputou a primeira corrida da carreira nos monopostos no final daquele mesmo ano, na F-BMW Americas. Ou seja, o europeu tem mais tempo na GP2 do que o brasileiro fora do kart.

A consequência disso é óbvia. Enquanto Nasr vai ter que se adaptar ao carro, às pistas, à equipe e à categoria, o italiano já conhece tudo e mais um pouco. Tomar tempo nesse momento, não é o fim do mundo para Felipe. Só não pode cometer erros bobos na pista.

Valsecchi, aliás, tem um desempenho muito bom contra brasileiros na GP2. Foi companheiro de Alberto Valério, em 2008, e de Luiz Razia, na temporada passada. Sempre terminou na frente e com direito a vitórias. O italiano, no entanto, é um piloto bastante irregular. Costuma começar bem a temporada e terminar tremendamente apagado. É por isso que ele está na categoria faz tempo e jamais foi cogitado na F1.

O grande problema para Nasr nesse caso é acontecer o mesmo que aconteceu com Razia, em 2010. Na ocasião, o baiano assinou com a Rapax, onde foi companheiro de Pastor Maldonado. Embora não tivesse feito uma temporada tão ruim, Luiz ficou bastante apagado justamente pelos excelentes resultados do parceiro, que conquistaria o título. Cabe a Nasr não deixar que Valsecchi se destaque tanto, ou então consiga ter seus momentos de brilho mesmo em uma eventual conquista do italiano.

Eu não acredito em título de Felipe Nasr em 2012, mas acho que será possível vê-lo brigando pelas vitórias, principalmente a partir da segunda metade da temporada. Caso isso aconteça, ele se coloca em uma boa posição para o mercado de pilotos de 2013, visto a fragilidade dos planteis das principais equipes da categoria.

Para encerrar, um detalhe curioso. Lucas Foresti também foi anunciado como piloto da Dams nesta quarta-feira. Ele, porém, vai competir pela equipe francesa na World Series by Renault. Nasr e Foresti, portanto, voltam a ser companheiros de equipe mesmo que em equipes difrentes. Você sabe dizer quando, onde e qual equipe eles haviam dividido anteriormente?

Lotus Futebol Clube

março 22, 2011
Reservas da Lotus Renault

Jan Charouz, Bruno Senna, Romain Grosjean e Ho-Pin Tung fazem parte do time de reservas da Lotus Renault na F1 2011

A Team Lotus anunciou nessa terça-feira, dia 22, a contratação de Karun Chandhok para o cargo de piloto reserva da equipe. Agora, o time malaio assumiu de forma isolada a segunda colocação entre equipes com mais pilotos de testes, com um a menos que a ‘vencedora’ Lotus Renault.

Juntando o ‘banco de reserva’, por assim dizer, dessas duas escuderias, encontramos nada menos que nove pilotos: Bruno Senna, Romain Grosjean, Fairuz Fauzy, Ho-Pin Tung, Jan Charouz, Karun Chandhok, Luiz Razia, Davide Valsecchi e Ricardo Teixeira. É quase um time inteiro de futebol. Aliás, se acrescentarmos Nick Heidfeld, que só foi confirmado às vésperas da temporada por conta do acidente de Robert Kubica, e Nicolas Prost, que irá fazer algumas exibições com a Renault, fechamos os 11 que vão a campo.

De certa forma, pode parecer exagero times com tantos pilotos de testes em uma época em que treinar é algo totalmente restrito. Mas a realidade é que isso não é nada fora do comum.

 

Pilotos da Air Asia

A Team Lotus também tem pilotos reservas, que trabalham na Air Asia nas horas vagas. O Luiz Razia (não) é o segundo da esquerda para direita

As equipes menores, como é o caso do Team Lotus, têm dificuldades em fechar o orçamento todos os anos. Ter pilotos pagantes em funções secundárias passou a ser uma das formas encontradas pela equipe para angariar recursos. Enquanto Jarno Trulli e Heikki Kovalainen comandam a maior parte dos treinamentos, Razia, Valsecchi, Chandhok e Teixeira vão se revezar na pilotagem de um dos carros no primeiro treino livre das sextas-feiras de GP. Claro que para isso desembolsam uma boa grana.

Ano passado, não foi somente a Team Lotus que deu oportunidades a pilotos de testes em troca de umas moedinhas a mais, a Virgin testou Jérôme D’Ambrosio depois de o belga esquentar o banco. Em 2011, o garoto acabou contratado.

No caso da Lotus Renault, praticamente todos os integrantes do programa para jovens pilotos da escuderia estão representados como reservas. Se adicionarmos os nomes de Jean-Eric Vergne, Daniil Kyvat e Carlos Sainz Jr na Red Bull, o total de pilotos de testes da atual campeã passa a ser praticamente o mesmo das Lotus.

A Ferrari, então, é dona do maior absurdo, digamos assim. Além de oficialmente ter Jules Bianchi como piloto reserva, o time ainda conta com Giancarlo Fisichella e Marc Gené na função de terceiro (quarto, ou quinto) piloto. Além disso, no site da Scuderia, eles ainda afirmam que Davide Rigon e Andrea Piccini também são prestadores de serviço e podem pilotar o carro do time – independente de que categoria for (vale lembrar dos GTs) – quando forem solicitados. Fora isso, ainda tem o Ferrari Driver Academy, com a presença de seis outros jovens.

No lado oposto das longas escalações de reservas, uma equipe que tem apenas um piloto de testes não quer dizer que esse escolhido tenha vantagens. Por exemplo, pergunte ao Valtteri Bottas quantas vezes já pilotou o carro da Williams. Zero. A situação não é diferente da que o já citado Heidfeld viveu na Mercedes o ano passado.

Então, qual vantagem tem esse bando de pilotos que se acumulam na vaga de reserva, gastando dinheiro sem uma garantia de futuro? O fato é que os atuais planteis das equipes não vão durar para sempre. Quando eles precisarem ser renovados, qual equipe irá negar um jovem endinheirado e com boa experiência na F1? É um ganhar e ganhar, nos moldes da nova época da categoria.

Com cara de favorito

março 19, 2010

Carro de Oliver Turvey para a temporada 2010

O belo esquema de pintura da Racing Steps Foundation estará presente nos carros da iSport

A iSport revelou nesta sexta-feira, dia 19, o esquema de pintura que adotará para a temporada 2010 da GP2. A equipe manteve as tradicionais cores vermelha e azul, mas agora em companhia do branco. Na realidade, essa é a forma com que a Racing Steps Foundation pinta os carros dos pilotos que patrocina.

A equipe de Paul Jackson vai contar com o italiano Davide Valsecchi, que foi campeão da GP2 Asia, e com o britânico Oliver Turvey, que é apoiado pela tal fundação, que visa auxiliar pilotos da Grã Bretanha a chegar à Fórmula 1. Além de Turvey, James Calado, da Fórmula 3 Inglesa (veja carro aqui), e Jack Harvey, da Fórmula BMW também recebem suporte da Racing Steps. Fora eles, dois kartistas e um piloto de moto também contam com este patrocínio.

iSport terminando últimos detalhes dos carros

Carros de Oliver Turvey e Davide Valsecchi estão quase prontos

A iSport chega à GP2 como uma das favoritas a derrotar a ART Grand Prix, após um ano sem destaque com Giedo van der Garde e Diego Nunes. A equipe dominou a GP2 asiática e credenciou-se como fator para o certame europeu, principalmente por conta da equipe francesa apostar em dois novatos – Sam Bird e Jules Bianchi. Embora em 2009, Nico Hulkenberg fazia a primeira temporada e deu-lhes o título de pilotos.

A equipe em que Bruno Senna já correu vai lançar o ensaio fotográfico oficial apenas na semana que vem, mas aqui (e no twitter deles) você já pode conferir o visual da máquina. A GP2 começa dia 8 de maio, em Barcelona, juntamente com a etapa da F1  e a estreia da GP3, além da prova da Fórmula BMW.

Dica do amigo Verde


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