Guilherme Silva subiu ao pódio em Paul Ricard ao lado de Daniil Kyvat e Stoffel Vandoorne
A temporada 2012 de Guilherme Silva, na F-Renault Europeia, estava se aproximando de um marasmo perigoso. Nas sete primeiras corridas do ano, o mineiro terminou na zona de pontos em cinco oportunidades, mas sempre finalizando em nono ou décimo. Assim, embora tenha sido presença constante entre os dez primeiros, o piloto não conseguiu evoluir na tabela de pontos.
Para piorar, nas três corridas seguintes, Guilherme passou longe do top-10, desabando na tabela conforme os rivais iam conseguindo melhores resultados. Ou seja, mesmo tendo completado mais provas na zona de pontos que os adversários, o último campeão da F-Futuro era superado por pilotos que conseguiam terminar entre os cinco primeiros em uma única corrida, mesmo que fossem presença constante no fim do grid nas demais etapas.
Apesar de essa ser a realidade na tabela de pontos, não se engane, o desempenho do brasileiro era digno de muitos elogias pela imprensa europeia. Afinal, mesmo competindo por uma equipe mediana como a Interwetten, Silva conseguiu constantemente andar entre os dez primeiros.
Mas faltava um bom resultado, aquele que até mesmo adversários mais fracos estavam conseguindo. Esse bom desempenho aconteceu neste sábado, dia 29, na primeira corrida da etapa de Paul Ricard. Na prova, o brasileiro se classificou na sexta posição no grid de largada e conseguiu ultrapassar Oliver Rowland e Oscar Tunjo. Depois, ainda foi beneficiado pela punição a Javier Tarancón para conquistar o primeiro pódio da carreira na F-Renault Eurocup.
Esse é um resultado bastante importante para Silva. Além de significar a consolidação no automobilismo europeu, também representa o fim de um jejum de dois anos e cinco meses sem pilotos brasileiros no pódio da categoria.
Aliás, mais do que isso. O mineiro é apenas o terceiro piloto brasileiro a terminar entre os três primeiros de uma corrida na atual versão da F-Renault Europeia, iniciada em 2005. Antes dele, André Negrão foi o terceiro colocado na etapa de Spa-Francorchamps de 2010, em uma corrida disputada debaixo de muita chuva, em que o paulista chegou a brigar pela ponta, mas acabou em terceiro, atrás de Kevin Korjus e Miki Weckstrom.
O outro pódio foi de Cesar Ramos, curiosamente também em Spa-Francorchamps, em 2008. Na ocasião, o piloto gaúcho havia largado na 12ª posição, mas terminou no segundo posto, sendo batido apenas pelo holandês Paul Meijer.
Para encerrar, o ano de 2012 tem sido bastante rico em termos de pilotos brasileiros voltando a conquistar pole-position e vitórias no exterior, algo que já foi assunto de um post aqui no World of Motorsport. É claro que não dá para saber até aonde esses garotos vão chegar, mas ficam cada vez menos dúvidas de que se trata de uma geração fortíssima do automobilismo brasileiro.
Cesar Ramos vai substituir Richie Stanaway na World Series by Renault e precisará mostrar bons resultados
Cesar Ramos recebeu uma rara segunda chance na carreira. Depois de ficar a pé no início de 2012, por falta de patrocínio, o brasileiro acertou com a Lotus para substituir Richie Stanaway na World Series by Renault.
Nesse momento, alguém pode dizer que o gaúcho não tem nada a perder, afinal, como ele não tinha nenhum plano de correr na WS, em 2012, o que conquistar na categoria a partir de agora será lucro.
Não concordo com esse tipo de raciocínio. Pensar assim não deixa de ser uma forma de desperdiçar a oportunidade recebida. A verdade é que Ramos entra mais pressionado que nunca para conseguir bons resultados. Para que essa nova chance o deixe próximo de uma categoria maior, ele realmente precisa corresponder na pista, brigando tanto por pole-position quanto por vitórias.
E Cesar tem equipamento para isso. O carro da Lotus já se mostrou um foguete, com Stanaway terminando nas primeiras posições durante boa parte da pré-temporada, enquanto Marco Sorensen, o outro piloto da equipe, venceu a primeira corrida da última etapa, em Spa-Francorchamps.
Além disso, na comparação direta, não dá para dizer que o brasileiro é pior piloto que Stanaway. Ambos tiveram carreiras parecidas antes de chegar à World Series by Renault. É verdade que o neozelandês ficou famoso ao conquistar resultados meteóricos, mas também é fato que ele disputou campeonatos mais fáceis.
Depois de sair da Nova Zelândia, Stanaway foi campeão da ADAC Masters, em 2010, e da F3 Alemã, no ano passado. No primeiro torneio, venceu 12 das 18 etapas que disputou (e terminou em segundo em outras cinco oportunidades). Os números, obviamente, foram excelentes, mas o restante do grid era de uma qualidade questionável, com Patrick Schranner, Mario Farnbacher e William Vermont terminando em seguida. Na F3, foram 13 vitórias em 18 corridas, mas correndo contra Sorensen, Klaus Bachler e Alon Day.
Ramos, por sua vez, disputou a F-Renault em 2008, tanto o campeonato italiano quanto o europeu. Foi sexto no primeiro e sétimo no segundo, mas enfrentou gente como Valtteri Bottas, Daniel Ricciardo, Roberto Merhi e Jean-Éric Vergne. Dois anos depois, em 2010, o brasileiro foi campeão da única vez na história que a F3 Italiana teve um grid decente, ao deixar Stéphane Richelmi, Andrea Caldarelli, Jesse Krohn, Gabby Chaves, Cristopher Zanella e Alex Fontana para trás.
No entanto, a partir de agora, Cesar não vai ser avaliado pelo que fizer em relação a Stanaway, mas, sim, contra o restante do grid da World Series. Até porque o neozelandês tinha disputado somente cinco corridas e somado apenas oito pontos (um sexto lugar) antes de sofrer o forte acidente em Spa. O brasileiro, por sua vez, terá ao menos o dobro de oportunidades – cinco rodadas duplas – para mostrar resultado.
Nesse momento, o mínimo que se espera de Ramos é que ele mostre uma evolução com relação à temporada passada. Em 2011, correndo pela Fortec, o brasileiro obteve duas pole-position e terminou duas vezes na quarta colocação como melhor resultado. Sendo assim, a partir de agora, ele pelo menos deve mostrar uma maior consistência tanto na posição de largada quanto na briga pelo pódio.
Do contrário, o piloto talvez seja obrigado a assistir ao próximo campeonato pela televisão. Enquanto isso, dos demais integrantes da geração de 2011, dois já estão na F1 (Jean-Éric Vergne e Daniel Ricciardo) e um chegou ao DTM (Robert Wickens). Portanto, inspiração não falta.
A World Series by Renault voltou a ser a casa da Red Bull em 2011
Como já é tradição aqui no World of Motorsport, chegou a hora de relembrar os melhores momentos de 2011. Para isso, nada melhor que começar com retrospectiva da temporada da World Series by Renault, que tirou Robert Wickens da fama de eterno vice-campeão que o perseguia.
Wickens, na realidade, não foi o único piloto que se destacou este ano. A WSbR foi dominada por quatro garotos que ganharam a alcunha de ‘Quarteto Fantástico’. Além do canadense, o grupo também teve Jean-Éric Vergne, Daniel Ricciardo e Alexander Rossi. Os quatro, aliás, só não terminaram nas quatro primeiras colocações do campeonato, pois Ricciardo já estava pilotando pela Hispania na F1 e a agenda não permitiu disputar a última rodada do certame.
Apesar de o quarteto ter ficado em evidência tanto tempo, a pré-temporada foi marcada pela expectativa da montagem dos planteis. A Carlin, que conquistara o título de 2010, resolveu apostar em pilotos experientes, trazendo Wickens e Vergne para substituir o então campeão Mikhail Aleshin.
Rival do time de Trevor Carlin na F3 Inglesa, a Fortec resolveu investir pesado para 2011. Trouxe Rossi e o brasileiro Cesar Ramos – campeão da F3 Italiana – para as vagas de Sten Pentus e Jon Lancaster. Por fim, Daniel Ricciardo deixou a Tech1 para correr pela ISR, que havia disputado o título da última temporada com Esteban Guerrieri.
Ricciardo teria Dean Stoneman – campeão da F2 – como companheiro, mas o inglês foi diagnosticado com um câncer nos testículos pouco antes da primeira etapa e acabou substituído por Nathanaël Berthon. A Tech1, por sua vez, promoveu dois novatos da F-Renault, Kevin Korjus e Arthur Pic, enquanto André Negrão subiu para a Draco. O último destaque ficaria com a venda da tradicionalíssima Epsilon Euskadi, que se tornou Epic, e passou a inscrever carros para Albert Costa e Pentus.
Jake Rosenzweig trocou a Carlin pela Mofaz em 2011. Não importa na verdade, esse é meu carro favorito da temporada
Após uma pré-temporada com bom desempenho dos pilotos brasileiros, a World Series by Renault iniciou 2011 no dia 16 de abril no Motorland Aragón, em Alcañiz. Robert Wickens confirmou o favoritismo e marcou a pole-position, mas foi Daniil Move, da P1, quem assumiu a liderança da prova. O russo manteve a ponta até ser pressionado por Rossi, que conseguiu uma senhora ultrapassagem no rival.
Sabe aquele lance no GP da Hungria do ano passado, quando Michael Schumacher espremeu Rubens Barrichello no pit-wall? Então. Move fez o mesmo com Rossi, mas o americano foi persistente e conseguiu a ultrapassagem. Após a prova, o piloto da Fortec disse que contava com as equipes tirarem as placas de sinalização do pit-wall para que ele finalizasse a ultrapassagem sem ser atingido. Wickens e Nelson Pantiaciti completaram o pódio.
Na segunda corrida do final de semana, Cesar Ramos conseguiu a pole-position. A primeira de um piloto brasileiro desde Fábio Carbone, se não me falha a memória. Apesar disso, o gaúcho largou mal e foi ultrapassado por Korjus e Costa. O estoniano manteve a ponta e conquistou a primeira vitória da carreira na categoria e bateu o recorde que pertencia a Charles Pic de piloto mais jovem a ganhar uma corrida. Rossi e Costa completaram o pódio, com Ramos sendo o quarto.
Alexander Rossi conquistou a vitória em Aragón
Em Motorland, os meninos da Red Bull não tiveram um bom final de semana. Ricciardo sequer participou da rodada – sendo substituído por Lewis Williamson – por estar na F1 em um treino livre pela Toro Rosso. Jean-Éric Vergne, por sua vez, não foi liberado pelos rubro-taurinos para participar dos treinos. Chegou direto para correr, praticamente, e não conseguiu top-5, mesmo terminando as duas provas nos pontos.
Com a oportunidade de treinar em Spa-Francorchamps, o rendimento do francês melhorou. Wickens venceu a primeira corrida na Bélgica e JEV foi o segundo. Os dois se inverteram na segunda prova, com a Carlin dominando o final de semana com duas dobradinhas. Costa e Chris van der Drift conseguiram um pódio cada. Os brasileiros não pontuaram.
Enquanto JEV aproveitou a etapa belga para entrar na briga pelo título, Ricciardo foi bastante criticado. O australiano terminou em décimo e em nono, muito longe de alguém que era considerado o favorito absoluto ao título. Em Monza, a fase do piloto não melhorou. Ricciardo foi punido após o treino classificatório sendo obrigado a largar em último. Vitória de Korjus após nova pole de Cesar Ramos.
A segunda corrida da rodada italiana só terminou meses depois. JEV venceu, enquanto Ricciardo conquistou a segunda colocação. Apesar disso, o francês foi punido em 10s por cortar uma chicane, dando a vitória para o companheiro de Red Bull Junior Team. A Carlin recorreu, e a decisão saiu só no segundo semestre do ano devolvendo os pontos a Vergne.
A largada em Mônaco até pareceu F1. Carros com as corres da Red Bull, da Marussia e da Renault nas primeiras posições
O bom desempenho em Monza motivou Ricciardo. Em Mônaco, o piloto da ISR se aproveitou do tempo extra de pista – ao também ter testado pela Toro Rosso – para conseguir a pole-position com facilidade. Ricciardo largou na frente e dominou a corrida de ponta a ponta, apesar de ter sido pressionado por Wickens durante toda a prova. Com Brendon Hartley terminando na terceira colocação, o pódio foi formado por três pilotos que já fizeram parte do Red Bull Junior Team em algum momento.
Quem não andou bem em Mônaco foram Vergne e Rossi. Enquanto o francês foi apenas o 12º, o americano abandonou. A sorte de ambos não melhorou muito em Nürburgring. Vergne voltou a não conseguir terminar uma prova, terminando a outra em quarto. Rossi sequer completou uma volta na pista alemã.
O fraco desempenho do francês não podia ter vindo em uma etapa pior. O líder da temporada após a corrida alemã ganharia um treino com um carro antigo da Renault e o piloto era um dos que estava na briga, ao lado do companheiro de equipe, Robert Wickens. O canadense se aproveitou dos problemas do companheiro para conquistar duas pole-position, vencer uma prova e terminar a outra em segundo.
Aliás, foi justamente em Nurburgring que Kevin Korjus venceu pela terceira vez na temporada. O estoniano de apenas 19 anos fez uma prova história ao receber a bandeira quadriculada na frente mesmo largando em último. É claro que ele contou com a entrada do safety-car após um acidente entre Jake Rosenzweig e Anton Nebylitsiy e foi beneficiado por já ter ido aos boxes, mas é uma tática justa. Cesar Ramos e André Negrão conseguiram bons resultados no geral.
A briga pelo título ficou entre Robert Wickens e Jean-Éric Vergne
Com a luta pelo título praticamente restrita aos garotos da Carlin, JEV se recuperou em Hungaroring ao conquistar duas vitórias e vendo Wickens terminando uma na quinta colocação e a outra em sétimo. O canadense deu o troco em Silverstone ao vencer as duas, enquanto o companheiro-rival acumulou apenas um quarto lugar.
A temporada nesse momento entrou em uma fase dramática para Cesar Ramos. Apesar de ter conseguido duas pole-position, o brasileiro começou a sofrer para conseguir o orçamento necessário para competir, chegando a correr o risco de ser obrigado a ceder a vaga a outro piloto. Um investidor apareceu e Ramos pode continuar.
No dia 17 de setembro a World Series chegou ao circuito de Paul Ricard para a penúltima etapa da temporada. Correndo em casa, JEV mostrou que estava recuperado ao cravar a pole-position para a primeira corrida. O piloto novamente venceu com facilidade, mas não conseguiu descontar pontos importantes para o campeonato, já que o canadense terminou logo em seguida.
Vergne voltou a largar na frente na segunda prova, mas o piloto não foi páreo para Alexander Rossi e Daniel Ricciardo. O quarteto fantástico voltou a mostrar a melhor forma com três representantes no pódio e Wickens só não completando a fila por conta de problemas durante a prova. Apesar disso, o canadense ainda marcou a melhor volta.
Robert Wickens e Jean-Éric Vergne chegaram a Barcelona para a rodada decisiva separados apenas por dois pontos. O clima para a decisão era tenso, com os pilotos decidindo não trabalhar na mesma garagem, mesmo sendo companheiros de equipe. Na manhã do sábado, Wickens deu um enorme passo para o título ao marcar a pole-position para a primeira prova. JEV não foi bem, largando apenas em nono.
Na corrida, enquanto o francês passou cada um dos rivais, Wickens disparou na frente. O canadense recebeu a bandeirada com uma vantagem de 21s para o companheiro de equipe e abriu uma diferença de nove pontos. A prova ainda foi marcada pelo forte acidente de Adrien Tambay, motivado por uma falha nos freios do carro do francês. Para azar do garoto, ele só competiu na rodada catalã devido a uma crise de labirintite de André Negrão. O desfecho da temporada, portanto, não foi o mais animador para nenhum dos dois.
Na corrida decisiva, pole-position para Albert Costa. Wickens largaria em segundo, enquanto Vergne, em quinto. No início da prova, o canadense tentou ganhar posições por fora, mas foi bloqueado pelos rivais. JEV mergulhou para ultrapassar o companheiro, mas ambos se tocaram duas vezes. O carro de Wickens teve a suspensão quebrada e se encaminhou à área de escape, mas também atingindo Nathanael Berthon.
Vergne seguiu na corrida, conquistando o título se as posições não se alterassem. Mas o carro da Carlin estava danificado e ele foi obrigado a ir aos boxes para fazer os reparos. No retorno à pista, o francês brigava para entrar na zona de pontos e pode sonhar com a taça até ser acertado por Fairuz Fauzy. Fim de prova para JEV e título de Wickens.
No final, com os dois carros da Carlin tendo abandonado, a vitória ficou com Albert Costa, a primeira do espanhol na categoria. Após a vitória, o piloto falou que essa pode ter sido a última corrida da carreira, já que sofreu com a falta de investidores em 2011.
No campeonato, Wickens levantou a taça depois dos vice-campeonatos da F2 e da GP3 em sequência. O piloto somou 241 pontos contra 233 de JEV. Alexander Rossi terminou o ano em terceiro, enquanto Costa foi o quarto. Daniel Ricciardo foi apenas o quinto, mas o australiano também não correu em Barcelona por conta do GP de Cingapura da F1, que aconteceu na mesma data.
Ao longo das 18 etapas de 2011, apenas quatro pole-position e quatro vitórias não foram obtidas pelo quarteto fantástico. Para 2012, JEV e Ricciardo serão a dupla da Toro Rosso na F1, enquanto Alex Rossi deve correr pela Air Asia na GP2. Wickens, mesmo com o título, ainda não anunciou planos, embora conte com apoio da Marussia.
Destaque de 2011 com três vitórias, Korjus deve voltar a competir na categoria. O estoniano terminou o ano na sexta colocação. Cesar Ramos, o 11º, também negocia para permanecer na World Series by Renault, enquanto a participação de André Negrão (20º) deve ser confirmada no início do próximo ano. O piloto deve seguir com a Draco.
Em 2012, nas vagas ocupadas pelo quarteto fantástico, a Carlin já confirmou que terá Kevin Magnussen e Will Stevens, enquanto a Fortec anunciou Carlos Huertas. A ISR ainda não falou em nenhum nome, mas deve ter Laurens Vanthoor, além do retorno de Dean Stoneman, enfim recuperado do câncer. Yann Cunha, na Pons, é o único brasileiro confirmado até o momento, mas Lucas Foresti e Felipe Nasr também podem aparecer.
Brandon Maisano, da Ferrari, é o quarto colocado na temporada 2011 da F3 Italiana
A F3 Italiana encontrou a redenção em 2010. Aproveitando-se de custos menores, da derrocada da F3 Euro Series e do envolvimento cada vez maior da Ferrari no certame, a categoria conseguiu reunir nomes como Cesar Ramos, Stéphane Richelmi, Andrea Caldarelli, Frédéric Vervisch, Gianmarco Raimondo, Jesse Krohn, Christopher Zanella e Gabby Chaves.
O que aconteceu ficou razoavelmente conhecido por aqui: Cesar Ramos ganhou o título com três vitórias ao longo do ano e ficou valorizado, indo parar na World Series by Renault. De todos esses citados acima, apenas Krohn ficou para disputar a temporada 2011.
Se Cesar venceu o torneio com grids variando de 25 a 30 carros, foi uma surpresa bastante negativa para os organizadores da competição apenas 13 pilotos terem disputado a etapa de Adria da atual temporada, realizada no dia 4 de setembro.
Raffaele Marciello é o outro piloto da Ferrari na F3 Italiana
Apesar do grid menos famoso, após cinco rodadas o campeonato tem visto disputas empolgantes e está completamente indefinido. Prova disso é olhar a tabela de pontos. A diferença do líder Sergio Campana para Eddie Cheever III, o oitavo colocado, é de apenas 30 pontos, lembrando que um piloto pode marcar 36 por rodada.
Cheever, no entanto, está 11 pontos distante de Kevin Giovesi, o sétimo. Isso significa que a vantagem de Campana para o monegasco é de 19 pontos somente. Entre eles se encontra Maxime Jousse (1 ponto atrás do líder), Marciello (-7), Maisano (-9), Edoardo Liberati (-14) e Michael Lewis (-16).
Lewis, aliás, sentiu na pele esse campeonato disputado. O americano era o líder do certame após ter vencido a primeira corrida da etapa de Spa-Francorchamps, mas uma sequência de três resultados ruins o derrubou para o sexto posto, muito embora ele pode retomar a ponta na próxima rodada, dependendo de uma combinação de resultados.
Ainda faltam três etapas para que o campeão da temporada 2011 da F3 Italiana seja conhecido – Vallelunga, Mugello e Monza – e seria bom para a categoria se a disputa continuasse apertada assim. Até porque está em jogo o teste com a Ferrari para os três primeiros.
Se a F3 Italiana é um campeonato de importância muito menor que o inglês, por exemplo, na pelo menos em termos de diversão saiu na frente em 2011. Não é novidade nenhuma que no Reino Unido a disputa foi decidida com duas rodadas de antecipação.
Além de alguns patrocinadores menores, Luiz Razia corre com o apoio da Razia Sports, que é da família Razia
Na quarta-feira, dia 10, cinco carros da World Series by Renault testaram na pista de Snetterton, na Inglaterra, de olho na etapa de Silverstone da categoria, marcada para os dias 20 e 21 de agosto. Entre eles, o mais rápido foi Cesar Ramos, da Fortec, que conseguiu um grande resultado mesmo com tão poucos participantes.
A marca do brasileiro foi cerca de 0s5 mais veloz que a do companheiro de equipe, o badalado Alexander Rossi. Apesar disso, Cesar disse que talvez não possa usar o que aprendeu no teste, pois não tem garantias financeiras de poder continuar no campeonato. Em resumo: o dinheiro do patrocínio acabou.
Cesar Ramos, que tem no currículo o título invicto do Campeonato de Inverno da F-Renault Italiana, da F3 Italiana e a sexta colocação na F-Renault Eurocup (correndo contra Valtteri Bottas, Daniel Ricciardo e Jean-Eric Vergne), é mais um piloto brasileiro na complicada situação de não poder prosseguir na carreira por estar sem dinheiro. Aí fica difícil falar em renovação na F1 e na Indy se ninguém investe nos jovens daqui.
Eu poderia fazer uma lista enorme de pilotos brasileiros que precisaram abandonar a carreira, ou voltar ao Brasil recentemente por conta da falta de patrocínio. Mas, para simplificar, é mais fácil dizer logo de uma vez que são todos.
Levando em conta a GP2 e a Indy Lights, portas de entrada para F1 e Indy, respectivamente, o Brasil tem dois representantes de forma integral em 2011: Luiz Razia e Victor Carbone.
Razia tem alguns patrocinadores pequenos, mas na lateral do carro – na área nobre para os investidores – está estampado o próprio nome do piloto, ou da equipe homônima na F3, não importa. Isso significa que o dinheiro ali está saindo da família e que o baiano mal conta com apoiadores.
Victor Carbone tem apoio da Nevoni, que é da família Carbone
Na Indy Lights, a situação é a mesma. Victor Carbone, atual campeão da F2000, corre pela poderosa Sam Schmidt com o logo da Nevoni estampado no carro de número 3. A Nevoni é uma empresa da própria família Carbone, então, assim como acontece com Razia, não há ninguém de fora na operação financeira.
É claro que tanto a Nevoni quanto os patrocinadores do Razia têm retorno por mostrar a marca ali para o mundo todo (ou para os EUA). A questão, aqui, não é essa. É a falta de investidores fora da própria família dos pilotos.
Aí a gente olha para Felipe Nasr na F3 Inglesa. O piloto de 19 anos, que logo terá a responsabilidade de ser o maior nome do país no automobilismo mundial, tem um carro completamente em branco (ok, é amarelo, branco é modo de dizer que não tem patrocinador). Só que alguém tem que pagar esse carro, o principal equipamento da Carlin – o do carro 31 – não é barato. Alguém está colocando dinheiro ali e não deve ser uma empresa, do contrário teríamos os logos dela ali presente.
Assim, se os dois pilotos do Brasil na GP2 e na Indy Lights mal contam com apoio fora das famílias e se Felipe Nasr não tem nenhuma referência a patrocínio no carro, o que podemos esperar do restante da temporada de Cesar Ramos?
P.S.: eu sequer tenho ainda diploma universitário, então, obviamente, não tenho recursos para patrocinar piloto algum. Porém, alguém aí talvez possa ter esse interesse. Caso você tenha vontade e dinheiro suficiente para isso, escreva nos comentários que eu entro em contato e passo o endereço do manager do Cesar Ramos. Da mesma fora, se quiser patrocinar Nasr, Razia, Carbone, ou qualquer outro, pode comentar do mesmo jeito, que a gente encontra uma forma de entrar em contato com eles.
André Negrão sequer participou da primeira corrida da etapa da Bélgica da World Series
Os eventos da World Series e da F-Renault Eurocup, em Spa-Francorchamps neste final de semana, não têm sido bons para os brasileiros. Dos quatro participantes do país nas duas categorias – João Jardim, Henrique Martins, Cesar Ramos e André Negrão – apenas Martins teve um final de semana mais tranquilo.
É bem verdade que Ramos começou o final de semana liderando o segundo treino livre da World Series, mas o 14º lugar no treino classificatório foi desastroso para o piloto do Rio Grande do Sul. Na primeira corrida, Cesar se envolveu em uma série de disputas por posições e encerrou a etapa apenas em 13º, longe da zona dos pontos. Como ponto positivo, o piloto da Fortec terminou a corrida como o segundo melhor novato da prova.
O final de semana de André Negrão não começou bem. Desde a sexta-feira, o piloto tem passado mais tempo no troninho do que na pista por conta de uma intoxicação alimentar. O paulista até tentou treinar, mas acabou sofrendo um forte acidente e a direção da categoria, ao lado da equipe Draco, achou que fosse prudente que o jovem piloto ficasse de fora da corrida.
Agora, no domingo, Negrão será reavaliado para saber se pode participar dos treinos e correr. É uma pena que o piloto fique de fora dessa etapa já que foi na pista belga em que ele conseguiu os melhores resultados na temporada passada na F-Renault. Na ocasião, o então piloto da Cram conquistou uma terceira colocação depois de liderar boa parte da prova na F-Renault e venceu o evento inaugural da F-Abarth europeia, também pelo time italiano.
Aliás, falando na F-Renault europeia, a categoria que contaria com dois brasileiros passou a ter apenas um representante do país. Isso porque João Jardim não está participando da etapa belga ao ser substituído pela Interwetten pelo americano Gustavo Meneses, que corre na Star Mazda e conta com apoio da Red Bull.
Jardim já havia sido excluído da etapa de Aragón por desrespeitar a regra de categorias em que os carros da F-Renault europeia podem participar, resta saber se ele rescindiu, ou não com o time e quais foram os motivos para a separação.
O outro piloto na categoria é Henrique Martins, que terminou na 16ª colocação depois de andar entre os líderes durante os treinos livres. Apesar de ter encerrado a corrida tão longe da zona de pontos, o brasileiro faz uma boa temporada ao conseguir competir contra equipes grandes como Koiranen e Josef Kauffman pilotando o carro da razoável Cram.
Eddie Gustafsson é o novo piloto da Red Bull.. opa, não é nada disso. Gustafsson é o capitão do time do Red Bull Salzburg e foi dar uma conferida no equipamento
Os dias que antecedem o GP de Mônaco da F1 também marcam a tradicional partida entre pilotos da categoria e família real do principado. Na verdade, o time de Príncipe Albert sempre acaba sendo reforçado por convidados famosos e ex-jogadores para que a realeza não perca a partida a disputa fique mais equilibrada.
Esse ano, três brasileiros vão participar do jogo: Felipe Massa – assíduo frequentador de peladas entre pilotos –, Rubens Barrichello e Cesar Ramos, que atualmente compete na World Series. Ramos, aliás, será ao lado dos italianos Luca Filippi e Giorgio Pantano o representante das categorias de acesso do automobilismo no jogo de futebol.
Por outro lado, quem não parece ter ficado muito feliz com a decisão foi a Red Bull, que, de qualquer forma, terá Jaime Alguersuari e Sébastien Buemi entre os escalados. Para dar o troco de que nenhum dos pilotos das categorias menores foi convocado, os rubrotaurinos levaram o Junior Team para disputar uma partida com o Red Bull Salzburg, equipe profissional de futebol da Áustria, que tem o brasileiro Alan (ex-Fluminense) no elenco.
Daniel Ricciardo, Daniil Kyvat, Carlos Sainz e Jean-Eric Vergne devidamente uniformizados para entrarem em campo
Tá, falando sério agora. Não foi bem o troco, mas a Red Bull aproveitou o enredo futebolístico da semana pré-GP de Mônaco para fazer a apresentação da geração 2011 do programa de jovens pilotos. O local escolhido para a cerimônia foi justamente a arena do time de futebol em Salzburg. Na escalação, nenhuma mudança em relação a 2010: Daniel Ricciardo e Jean-Eric Vergne disputam a World Series by Renault, enquanto Carlos Sainz Jr e Daniil Kyvat, a F-Renault europeia.
Como já estavam no campo de futebol, os quatro foram chamados para treinar com o time principal em algo mais leve que um jogo de ‘bobinho’. Como o talento do quarteto é nas pistas e não nos campos, Ricciardo tirou apenas fotos, enquanto Kyvat e Sainz nem isso. Sobrou para Vergne aparecer como jogador profissional.
Entre uma embaixadinha e outra, o atual campeão da F3 Inglesa ainda teve tempo de explicar para o time como funciona a F1, aproveitando o carro de Sebastian Vettel exposto por ali na saída do vestiário. Algo bem comum em qualquer estádio do mundo.
Os garotos puderam pilotar o carrinho que leva a maca pelo gramado do estádio (p.s.: imagem meramente ilustrativa)
O que ninguém esperava é que o capitão do time de futebol, Eddie Gustafsson, é um fervoroso fã de automobilismo e tão logo viu o carro, teve seu dia de piloto. O jogador se mostrou um piloto tão bom quanto Vergne é um atleta com as bolas no pé, ainda que o carro não tenha saído do lugar.
Por fim, que Ricciardo, Kyvat e Sainz pudessem em aparecer, os pilotos receberam o carrinho que carrega a maca e puderam dirigir no campo de futebol enquanto tiravam algumas fotos.
Campeão da F2, Andy Soucek foi um dos destaques do treino de novatos de 2009, pela Williams. O espanhol, no entanto, no conseguiu se firmar na F1
Quando o calendário da F1 terminar em Abu Dhabi, a contagem regressiva para o início da temporada 2011 irá começar. Antes de os consagrados pilotos retornarem às pistas, será a vez de uma série de novatos – ainda no Oriente Médio – a testar os carros da F1. Desde o ano passado, a F1 instituiu três dias de treinos no fim da temporada com a participação exclusiva de pilotos que nunca disputaram um GP.
Com a proibição dos testes, essa foi a forma que a FIA encontrou para que as equipes pudessem dar uma chance a novos pilotos a guiarem um carro de F1. Se tomarmos a atividade de 2009 como exemplo, podemos dizer que foi um sucesso. Se por um lado ninguém conseguiu garantir um lugar no grid exclusivamente pelo desempenho na atividade, vários pilotos conseguiram fazer uma boa imagem na categoria principal.
O melhor exemplo de quem aproveitou a chance é Paul Di Resta. O britânico conseguiu a vaga de piloto de testes na Force India – disputada contra J.R. Hildebrand – e é especulado como titular da equipe na próxima temporada. Daniel Ricciardo, da Red Bull, foi outro que impressionou, embora apenas tenha matido o status de piloto reserva dos taurinos na atual temporada. Por fim, Nico Hulkenberg e Lucas Di Grassi participaram da sessão, mas o resultado de ambos não foi determinante para a presença na categoria.
Paul Di Resta fez boas apresentações no treino dos novatos e garantiu um lugar na F1, como piloto reserva da Force India
O alemão, por exemplo, já estava acertado com a Williams, que depois de anunciar Rubens Barrichello, deixou Andy Soucek sem a cobiçada vaga na F1. E pensar que o espanhol, com o limitado carro do time inglês, liderou boa parte dos treinos. No final, Soucek assinou com a Virgin, mas deixou a equipe meses depois. Outro que na época fez uma boa imagem com o chefe foi Esteban Gutierrez. O mexicano testou com a Sauber e, no final de 2010 depois do título da GP3, assinou como piloto reserva do time suíço.
Se no ano passado, Lucas Di Grassi foi o único piloto brasileiro a participar da atividade – quando ainda pilotava para a Renault – agora, em 2010, são dois os brasileiros confirmados para brigar por essa chance: Luiz Razia, da Virgin, e César Ramos, que pilotará a Ferrari devido ao título da F-3 Italiana.
Antes que eu me esqueça, o treino dos novatos vai ser o primeiro contato das equipes da F1 com os pneus da Pirelli, que substitui a Bridgestone a partir da temporada 2011.
A seguir, a lista de pilotos e equipes escalados para o treino. Como ainda há vagas em aberto e muitos boatos, a lista não deve ser 100% certeira, mas certamente é bem aproximada.
Ferrari: César Ramos, Stepháne Richelmi, Andrea Caldarelli (top 3 da F-3 italiana), Jules Bianchi (?)
McLaren: Oliver Turvey (?) e Gary Paffett (?)
Red Bull: Daniel Ricciardo
Mercedes: Sam Bird e Paul Di Resta (?)
Renault: Mikhail Aleshin e Ho-Pin Tung (?)
Williams: Dean Stoneman (campeão da F-2) e Pastor Maldonado
A mudança de ares fez bem para César Ramos. Mas foi justamente na Alemanha onde o piloto reencontrou a glória
César Ramos era um piloto desacreditado. Depois de boas campanhas na Fórmula Renault, o jovem, em 2009, chegou à cobiçada Fórmula 3 Euro Series correndo pela Manor. Em 16 corridas, o brasileiro não marcou ponto algum e teve um décimo lugar como melhor resultado. Pelo fraco desempenho, ele não conseguiu vaga para a nova temporada.
Aí apareceu a BVM Minardi, para quem o brasileiro já tinha competido na F-Renault, em que conquistou o título do torneio de inverno de 2007. Dessa vez, César foi convocado para competir na igualmente desacreditada F3 Italiana, onde a equipe Minardi defendia o título conquistado com Daniel Zampieri.
O brasileiro foi bem nos treinos de pré-temporada, assim como nas duas primeiras corridas do campeonato, em Misano, quando obteve dois terceiro lugares. A sorte mudou na chegada da categoria à Hockenheimring, na Alemanha, onde o certame europeu, disputado pelo gaúcho em 2009, compete duas vezes por ano.
César Ramos só não foi o pole position para a primeira corrida por causa de um erro logo na entrada do Estádio (as últimas curvas da pista alemã que se assemelham a um estádio devido ao cerco de arquibancadas). Largando em sexto, ele batalhou como pôde, mas a corrida não foi além da primeira curva. Na largada, Daniel Mancinelli saiu melhor que Gabby Chaves, primeiro colocado no grid, e passou a primeira curva na frente. César tentou fazer o mesmo, mas voou por cima do carro do rival. Fim de prova com uma suspensão quebrada. Mancinelli foi o vencedor.
No domingo, nada impediu o brasileiro de mostrar o talento. Largou bem, assumiu a liderança logo na primeira curva e apenas manteve Mancinelli sob controle para conquistar a primeira vitória na F3 Italiana. Vale lembrar que esse é o terceiro triunfo de um brasileiro em categorias transalpinas em quase três semanas seguidas. Antes, Carlos Iaconelli na AutoGP e Victor Guerin, na F-Abarth haviam subido no lugar mais alto do pódio.
A vitória fez bem a César que agora é o terceiro colocado no campeonato, com 35 pontos. Mancinelli é o líder com 38 e Andrea Caldarelli, que também trocou o certame europeu pelo italiano, é o vice-líder com 36. Christopher Zanella (32) e Stephane Richelmi (31) completam os cinco primeiros.
A próxima etapa do campeonato é dia 4 de julho, em Imola.
Após ter o nome ventilado na F1, o italiano Luca Filippi venceu a abertura da AutoGp
Mesmo sem F1 e sem Indy, o final de semana foi agitado para os brasileiros que competem na Europa. A Fórmula Abarth, a F3 Italiana e a Auto GP deram o pontapé de partida para a temporada 2010, já a Fórmula Renault UK teve o segundo round realizado.
Com três brasileiros, a Fórmula Abarth, que é apoiada pela FIAT, começou em Misano, com vitória de Raffaele Marciello, que faz parte do Ferrari Driver Academy. O brasileiro Victor Guerin se recuperou após largar na última fila, chegando em 13º, uma posição atrás do compatriota Francisco Weiler. Zeca Feffer abandonou na segunda volta.
Na prova do domingo, Guerin chegou em sexto, mas recebeu uma punição de 25’’ por conta de acidentes, caindo para a 16ª colocação. Zeca Feffer foi o 27º e Francisco Weiler abandonou. Coincidentemente, os três brasileiros foram punidos por ultrapassar em bandeira amarela. O vencedor foi Zoel Amberg, da Jenzer. No campeonato, Marciello lidera, seguido por Amberg e pelo russo Maxim Zimin.
Stephane Richelmi venceu a segunda prova da F3 Italiana
Ainda em Misano, a Fórmula 3 Italiana teve dado o início da temporada 2010. Debaixo de muita chuva, Andrea Caldarelli venceu a primeira prova, seguido pelo suíço Cristopher Zanella, que largara na pole, e pelo brasileiro César Ramos. Os três competiram na F3 Euroseries em 2009. Na segunda prova, vitória do monegasco Stephane Richelmi, com o francês Tom Dillman em segundo e novamente César no pódio. Caldarelli lidera o campeonato, seguido por Zanela e Dillman. O brasileiro vem em quarto, sete pontos atrás do líder.
André Negrão, que compete na Fórmula Renault européia, disputou o segundo round da Fórmula Renault do norte da Europa. O brasileiro se deu bem, conquistando um terceiro e um quinto lugar. Kevin Korjus repetiu o feito do certame europeu e venceu ambas as provas. Ludwig Ghidi, único entre os primeiros que disputa exclusivamente este campeonato, é o líder.
Ainda falando em Fórmula Renault, agora na Inglaterra. Vitória para Tamas Pal Kiss e para Henry Tincknell. Os brasileiros não foram bem. Victor Corrêa chegou em 12º e em 19º, entre 20 carros, enquanto Fábio Gamberini foi 19º e 16º e continua na lanterna do campeonato.
A AutoGP começou o campeonato com vitória de Luca Fillipi em um pódio formado por pilotos italianos já que Edoardo Piscopo e Fabio Onidi chegaram em segundo e terceiro. O brasileiro Carlos Iaconelli, chamado de última hora para correr, bateu ao disputar a sétima posição com Giorgio Pantano. Os dois abandonaram. Na segunda prova, Vladimir Arabadzhiev foi o vencedor, seguido por Adrian Zaugg e Piscopo, que lidera o campeonato ao lado de Fillipi. Iaconelli foi oitavo, após largar em último.
Para encerrar o final de semana brasileiro, os kartistas disputaram a segunda etapa da Seletiva Petrobrás. Em Brasília, os pilotos do centro-oeste levaram a melhor. Felipe Fraga, do Tocantins (que faz parte do campeonato de kart do Centro-Oeste embora esteja na região Norte), foi o vencedor, enquanto João Camara, do Goiás, assegurou a outra vaga para a final.
Paulista, estudante de jornalismo na Universidade de Brasília. Entusiasmado por qualquer coisa que tenha quatro rodas, um motor e possa fazer ultrapassagens.
Criou o World of Motorsport para poder contar a alguém tudo que acontece no mundo dos esportes a motor, desde as quatro curvas de Bristol até os 13,6km de Le Sarthe.