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Chad Norris Facts

julho 17, 2012

A Roush decidiu fazer mudanças na equipe de Carl Edwards

A queda de rendimento de Carl Edwards na temporada 2012 começou a preocupar Jack Roush. Depois de ficar com o vice-campeonato do ano passado, ao empatar em pontos com Tony Stewart, o piloto ainda não venceu neste ano e amarga a 11ª colocação na tabela, que o deixaria fora do Chase.

Sendo assim, Roush resolveu fazer uma mudança drástica no carro de número 99 ao substituir o chefe dos mecânicos. Assim, nesta terça-feira, dia 17, a equipe anunciou que Bob Osborne deixa o comando do carro vice-campeão para a entrada do único homem na terra que pode levar Edwards ao Chase.

Ok, não é esse. Na verdade, a Roush anunciou que Chad Norris será o novo crew-chief de Edwards. O novo engenheiro não tem nenhum grau de parentesco com Chuck Norris nem foi um Walker Texas Ranger antes de entrar na Nascar. O seu currículo é mais modesto, tendo já trabalhado com a própria Roush com a equipe de Richard Petty e levado Marcos Ambrose à vitória em Montreal, no ano passado.

O problema é que Chad Norris é deveras desconhecido para quem começa a trabalhar com o atual vice-campeão da Nascar. Assim, os fãs logo quiseram saber um pouco mais sobre o novo crew-chief. Rapidamente, descobriram que não há muita ligação entre Chad e Chuck, assim como com os demais Norris que já passaram pela Nascar.

Mas rapidamente a decepção se transformou em piada. Inspirados nos Chuck Norris Facts, os fãs criaram, pelo Twitter, os Chad Norris Facts, uma coletânea de fatos improváveis inspiradas no meme do lendário Texas Ranger.

Assim, ao longo da tarde desta terça, o Twitter ganhou uma enxurrada de piadas sobre o novo chefe dos mecânicos. É verdade que a grande maioria foi apenas uma adaptação dos fatos já existentes sobre Chuck Norris – como “Chad Norris já dividiu por zero” ou “Chad Norris já contou até infinito. Duas vezes” –, mas muita gente aproveitou para dar uma temática da Nascar.

Aí teve todo tipo de coisa: “Chad Norris já completou uma volta em Michigan a 210 mph. Depois disso, ele entrou em um carro para tentar melhorar o tempo”. Ou então “uma vez Chad Norris precisou trocar o motor. E fez isso usando apenas as mãos”. Mas minha favorita foi “Chad Norris uma vez guiou John Wes Townley à vitória. Na Natiowide”.

A verdade é que eu poderia passar a noite escrevendo os Chad Norris Facts. Então se você quiser conhecer mais alguns exemplos, basta clicar aqui e ver a pesquisa do Twitter.

O curioso dessa história toda é que ela não se passa com um piloto. Literalmente do dia para a noite, um chefe dos mecânicos – que sequer faz parte do primeiro escalão – atraiu uma longa base de fãs porque seu sobrenome fez sucesso no Twitter. Vai ser curioso ver como a transmissão americana da Nascar vai lidar com a mais nova celebridade instantânea quando a categoria voltar às pistas no final do mês, em Indianápolis.

Também vi ser interessante ver como Carl Edwards vai lidar com a fama do crew-chief. Afinal, o piloto da Roush é conhecido por sempre procurar uma câmera, então, como será para ele dividir os holofotes com alguém da casa?

Cri$e na Roush-Fenway

março 11, 2012
Trevor Bayne

Sem patrocinadores, Trevor Bayne disputou a etapa de Las Vegas da Nationwide com um carro mais em branco que minha conta bancária. Esse é o fim da linha para o garoto na categoria

Trevor Bayne viveu altos e baixos na temporada 2011 da Nascar. O piloto começou o ano surpreendendo a todos ao vencer a Daytona 500, mas depois disso não conseguiu mais emplacar bons resultados nem na Sprint Cup nem na Nationwide, onde originalmente estava inscrito.

Para piorar, o americano teve uma reação alérgica ao ser picado por uma aranha e perdeu mais de um mês de competições internado em um hospital. Foi o suficiente para ficar longe da disputa pelo título da divisão de acesso assim como foi obrigado a assistir ao All Star Weekend pela televisão, mesmo estando classificado – e com patrocinador garantido – para a corrida principal.

Mesmo com esses maus momentos, Bayne fechou 2011 com a esperança de alcançar melhores resultados nesta nova temporada, após vencer a etapa do Texas da Nationwide.

No novo campeonato, o piloto teve um rendimento muito melhor que no ano anterior. Trevor foi o 11º na abertura em Daytona, mas vale lembrar que ele estava disputando a vitória quando Kurt Busch cometeu um erro e ocasionou o grande acidente da última volta. Depois, terminou a etapa de Phoenix em sétimo e a de Las Vegas em quarto.

Assim, com 112 pontos, ocupa a quarta colocação na tabela de pontos da Nationwide, estando apenas 19 atrás do líder Eliott Sadler. Só que esse bom momento já tem data para acabar: neste sábado, dia 17, quando a categoria realiza a quarta etapa da temporada 2012, em Bristol.

Nas três primeiras corridas, Bayne competiu com o carro número 60 em branco, sem nenhum patrocinador. A Roush-Fenway, por sua vez, não escondeu em momento algum que essas três semanas eram o prazo final para a chegada de algum investidor que pudesse garantir a presença do piloto até o final da temporada. Como ninguém se manifestou, a equipe deve inscrever apenas Ricky Stenhouse Jr. a partir de agora.

Ricky Stenhouse Jr.

Vencedor em Las Vegas, Ricky Stenhouse Jr. só tinha a própria Ford como patrocinadora. E a montadora só fazia a função de 'tapa-buraco'

Já escrevi aqui uma vez e acho interessante repetir. Nessas horas, quem defende a presença dos pilotos da Sprint Cup na categoria de acesso – com o velho chavão de que atraem patrocinadores/audiência – não se manifesta. E não é só Bayne que deve ficar sem vaga, outro que corre o risco de não participar das próximas etapas é Kenny Wallace. Enquanto isso, toda vez que um piloto da divisão principal da Nascar ‘desce’ para andar no campeonato menor, há 489141 empresas dispostas a patrociná-lo.

Como consequência, a disputa pelo Novato do Ano da Sprint Cup é entre os aclamadíssimos Timmy Hill e Josh Wise. Lembrando que Andy Lally é o atual vencedor do prêmio e Kevin Conway o conquistou em 2010. Será que a Nascar e as equipes não percebem que não há renovação no grid da divisão principal porque não há investimento no campeonato de acesso?

Evidentemente, a pressão já começa a chegar nas equipes da Sprint. Falando ainda da Roush-Fenway, que é o assunto deste post, o time está em uma posição bastante desconfortável. Ela tem sido bastante criticada pela incapacidade total de fechar acordos de patrocínios para os pilotos, nos últimos anos.

É claro que todas as equipes estão com dificuldades de arrumar investidores por conta da crise econômica, mas nenhuma tem tantos problemas quanto a Roush. Enquanto a RCR não teve muitos percalços para trazer a Budweiser quando Kevin Harvick perdeu o apoio da Shell/Pennzoil e a Hendrick garantiu a Farmers Insurance para Kasey Kahne com a saída da GoDaddy, o time da Ford tem visto os investidores saírem, mas sem novos  parceiros chegarem.

Trevor Bayne

Mesmo com a falta de investidor, Trevor Bayne tem conseguido bons resultados na Sprint Cup

O problema começou no início de 2010, quando a DeWalt deixou de investir em Matt Kenseth. Como a equipe tinha cinco carros na época, e a Nascar a obrigava a correr apenas com quatro, foi natural que o investidor de Jamie McMurray (o piloto que sobrou) – a Crown Royal – fosse transferido de carro. Apesar disso, na sequência, a própria Crown Royal, além da UPS (que investia em David Ragan) e a Aflac (de Carl Edwards) deixaram a categoria ou tiraram quase todo o investimento feito.

Como resultado, a Roush passou a inscrever apenas três carros na Sprint. Para Kenseth, Edwards e Greg Biffle. No geral, apenas o número 99 não tem problemas de patrocínio. Com o piloto sempre brigando por títulos e vitórias, é natural que as empresas queiram investir nele. Biffle também parece satisfeito com o dinheiro da 3M, mas Kenseth ainda tem etapas ‘em branco’ para 2012. Some-se a isso os problemas de Stenhouse e Bayne na Nationwide e o fato de eles não terem conseguido fazer a transição para a Cup de forma integral, e a crise está instalada por lá.

No final, mesmo com os problemas na Roush, é muito difícil colocar só na conta deles os problemas de patrocínio que envolvem Trevor Bayne. Embora seja verdade que a equipe deveria ter encontrado uma forma de garantir a presença dos principais pilotos, dificuldades com investidores acontecem a todo momento no automobilismo.

Enquanto o esporte a motor não encontrar uma forma mais inteligente de se gastar dinheiro – e não falo somente na Nascar, mas no geral –, a tendência é que cada vez mais apenas uma nata consiga correr: aqueles que tiveram sorte o bastante de conseguirem pagar pelas vagas, independente do talento nas pistas.

Bayne, por sua vez, talvez seja obrigado a assistir às etapas da Nationwide pela TV. Mas o piloto deixa Las Vegas com sensação de dever cumprido, afinal, além da quarta colocação na Nationwide, o piloto terminou a corrida da Cup em nono, conseguindo o primeiro top-10 na categoria desde a vitória em Daytona. Para uma equipe limitada como é a Wood Brothers, esse certamente é um grande resultado.

Guia da Nascar Sprint Cup Series 2012

fevereiro 24, 2012
Tony Stewart

Tony Stewart teve dois meses para comemorar o título. Agora o piloto retorna à Nascar como favorito, mas terá muito trabalho pela frente

Para encerrar a série especial aqui no World of Motorsport, chegou a hora do terceiro e último guia da temporada 2012 da Nascar. Agora é hora de conhecer quem é quem na principal divisão do certame americano: a Nascar Sprint Cup Series.

Se a pré-temporada da Nascar para a temporada 2011 foi bastante agitada, o mesmo não aconteceu neste novo campeonato. Salvo a negociação desencadeada pela demissão de Kurt Busch da Penske, os últimos meses foram marcados por certo marasmo nas notícias sobre a categoria.

Bom, se não houve novidades quanto às regras nesse tempo, a Nascar abre o campeonato de 2012 de um jeito diferente, afinal, Jimmie Johnson não é mais o atual campeão da categoria. Depois de levantar cinco taças seguidas, o piloto perdeu a última disputa e viu Tony Stewart se consagrar pela terceira vez na carreira.

Mesmo assim, Jimmie Johnson segue mais do que favorito para 2012, principalmente pelo que ele demonstrou ao longo de cinco anos invicto. Na realidade, não é muito prudente descartar o piloto. Se não fossem alguns acidentes ao longo do Chase, JJ estaria em condições de lutar pelo título, já que havia sido o piloto dominante em provas como Kansas e Dover. Agora, a nova temporada, tudo foi zerado, e o americano terá uma nova chance de ir em busca da sexta taça.

Jimmie Johnson

Jimmie Johnson venceu cinco títulos seguidos, mas agora o piloto começa 2012 precisando juntar os cacos de uma derrota

Evidentemente, Tony Stewart é, sim, o principal adversário na luta pelo título. Desde o início do Chase de 2011, o desempenho do piloto é incrível. Venceu 50% das etapas durante a fase final, perdeu o Budweiser Shootout já na linha de chegada e conquistou um dos Gatorade Duels. Será que Stewart descobriu o segredo da volta por cima?

Falando em recuperação, outro que vai precisar mostrar serviço em 2012 é Carl Edwards. O piloto da Roush-Fenway encerrou o último campeonato em alta, mas perder o título pelos critérios de desempate após ser o segundo colocado na prova final foi um baque e tanto. Mas com a pole-position em Daytona, ele parece estar recuperado.

Johnson, Stewart e Edwards formam o trio de favoritos absolutos ao título de maneira quase que inquestionável, mas eles não podem se dar ao luxo de achar que já está tudo ganho. A temporada 2012 da Nascar ainda conta uma série de outros competidores dispostos a fazerem de tudo em busca do primeiro anel de campeão.

Talvez a história mais impressionante de 2011 tenha sido Brad Keselowski. Até metade da temporada, o piloto parecia que ainda não tinha se adaptado à principal divisão do turismo americano. No entanto, bastou sofrer um grave acidente em um treino privado – e uma pontual mudança no chefe de mecânicos – para que o piloto começasse a vencer. No final, Kese também fez um excelente trabalho no Chase e terminou na quinta colocação na classificação final.

Apesar disso, há algumas nuvens negras rondando o piloto da Penske. Há um histórico recente na categoria de pilotos que sumiram totalmente depois de participar do Chase: Martin Truex Jr., Juan Pablo Montoya e até mesmo Brian Vickers. Cabe a Keselowski mostrar que em 2012 ele não vai fazer parte desse grupo, pois os resultados no ano anterior corresponderam à realidade.

Matt Kenseth, campeão de 2003 e conhecido pela regularidade extrema, é mais um com boas chances de título. O piloto esteve com boas chances de conquistar a taça da última temporada, mas alguns acidentes com Brian Vickers nas etapas finais definitivamente o deixaram fora da briga. Com o motor da Ford parecendo um pouco melhor nesse início do ano, o piloto já entra no campeonato como um dos favoritos.

Kevin Harvick e DeLana Harvick

Kevin Harvick vendeu a equipe, engravidou a esposa e já disse que o objetivo é se concentrar no título da Sprint Cup

Aliás, falando em regularidade, outro que precisa ser citado é Kevin Harvick. O piloto do carro número 29 passou os dois últimos anos brigando pela liderança da tabela de pontos na temporada regular. No Chase, embora o rendimento em 2010 tenha sido muito superior que o do ano passado, já são dois terceiros colocados consecutivos. Agora que o piloto vendeu a equipe que tinha nas categorias menores e está esperando o primeiro filho (a esposa que está grávida, para deixar claro), talvez seja a hora de conseguir o que faltou nos últimos anos para enfim se sagrar campeão.

O último dos favoritos é Kyle Busch, conhecido por ser o piloto mais arrojado da Nascar na atualidade. No final do ano passado, em uma etapa da Truck Series no Texas, Busch empurrou Ron Hornaday no muro sem maiores explicações.  A Nascar o proibiu de continuar correndo naquele final de semana e os patrocinadores resolveram segurar os investimentos, pedindo para que Joe Gibbs, o chefe da equipe na Cup, tivesse mais controle sobre o piloto.

Resultado: Busch não vai correr na Truck Series em 2012 e deve disputar cerca de 1/3 das etapas da Nationwide. Com o foco na Cup, essa é a chance do piloto finalmente acabar com a fama de amarelão nas horas decisivas.

Buschinho não é o único piloto que precisa se recuperar em 2012. O companheiro de equipe Denny Hamlin é um dos que precisa se livrar da desconfiança do ano passado. Depois de ser o principal adversário de Johnson na luta pelo título de 2010, Hamlin sumiu no último ano. O piloto só se classificou para o Chase pelos últimos critérios de elegibilidade e, mesmo assim, o desempenho na parte final da temporada foi sofrível. Agora, ele precisa mostrar que o campeonato passado foi uma exceção e que continua sendo um dos pilotos mais promissores da nova geração.

Joey Logano

Joey Logano começa 2012 incrivelmente pressionado

Para terminar o trio da Joe Gibbs, Joey Logano terá um ano decisivo. Quando surgiu ainda nos Late Models, aos 15 anos de idade, Logano era considerado o principal piloto das categorias de base. Mark Martin cansou de chamá-lo de “real deal”, mas foi Gibbs quem conseguiu contratá-lo para o programa de jovens pilotos. A partir daí, o piloto venceu tudo o que disputou nas categorias de acesso da Nascar até chegar à Nationwide, em 2008.

Na divisão de acesso da Nascar, o piloto venceu logo a segunda corrida que disputou, no Kentucky, e parecia que ia corresponder a toda essa expectativa. Que nada. Ainda que ele tenha conseguido alguns triunfos no campeonato de acesso e uma vitória na Cup – em uma corrida encurtada pela chuva em New Hampshire em 2009 –, Logano jamais correspondeu ao que esperavam dele.

Como está no último ano do contrato com Gibbs e o patrocinador – a The Home Depot – já está pressionando a equipe por um piloto mais experiente, Logano tem a última chance de mostrar algo. Caso não dê certo, as chances do piloto na Cup ficam bastante comprometidas. A história do garoto, na verdade, é o típico caso de quem queimou as etapas no desenvolvimento. Em praticamente três anos, ele saiu dos Late Models para correr na Cup, sendo apenas o substituto de Tony Stewart. Por mais incrível que tenha sido o desempenho em todas as categorias até então, ficou claro que ele não estava preparado.

O que impede Gibbs de dispensá-lo é o medo de ele ir para outra equipe e finalmente estourar. Já imaginou se ele assina, por exemplo, com a Penske e começa a justificar o porquê de falarem antigamente que poderia ser tão bom quanto Jimmie Johnson ou ainda melhor? Seria terrível para quem o revelou.

Marcos Ambrose

Marcos Ambrose começa a desbancar Juan Pablo Montoya na briga por quem tem mais chances de conseguir a primeira vitória em um oval

Mas não é só Logano que precisa se recuperar em 2012. A lista, na verdade, é bastante extensa. Tem Kurt Busch, que foi defenestrado da Penske após brigar com um repórter e agora vai correr pela Phoenix. Tem Jeff Burton, que fez um melancólico campeonato passado, mas andou muito durante o Chase. E tem Kasey Kahne, que nunca ganhou nada, mas agora vai contar com equipamento da Hendrick.

Ainda falando na equipe do Sr. H, há alguma expectativa com relação a Jeff Gordon em 2012. Não acho que seja esse o caso, parece que a época do piloto já passou. Mas com 85 vitórias na carreira, pode ser um erro dizer que ele não tem chances.

Para encerrar o guia, é hora de destacar outros três pilotos que tem tudo para surpreender em 2012. Primeiro, cito Marcos Ambrose e de A.J. Allmendinger. Depois de fazerem  uma difícil transição para a Nascar, parece que chegou a hora de eles mostrarem que são, sim, pilotos de ponta. O último é Clint Bowyer, que pela primeira vez na carreira será o líder de uma equipe, pois deixou o time de Richard Childress e assinou com Michael Waltrip.

Ah sim, antes de terminar, tem a McLaren na Nascar. Sim! A equipe da McLaren (a mesma da F1) estará presente no campeonato americano em 2012. Mas eles não vão inscrever pilotos. Os ingleses são os responsáveis pelo sistema de injeção eletrônica que foi implantado nos carros para a nova temporada, então em todas as etapas o trailer cromado da equipe inglesa estará presente. Curioso não?

P.S.2: eu queria ter espaço para falar da história da equipe do Burger King, mas esse post já está ficando longo demais. Bom, paciência. uns donos de franquias do restaurante compraram a Red e vão inscrever dois carros. É bem legal ver uma empresa assim passar a investir no esporte.

P.S.3: aqui está a lista de pilotos confirmados para a temporada.

P.S.4: o guia da Nascar Camping World Truck Series 2012 você encontra aqui e aqui está o Guia da Nascar Nationwide Series 2012

A decisão da Nascar em Homestead-Miami

dezembro 12, 2011
Tony Stewart

Tony Stewart pôde comemorar o terceiro título na Nascar depois de vencer o duelo contra Carl Edwards

A etapa de Homestead-Miami, realizada no dia 20 de novembro, talvez tenha sido uma das corridas mais disputadas da história da Nascar, sem contar as provas em Daytona e Talladega.

E mesmo que não tenha sido uma das provas mais emocionantes de todos os tempos, ao menos garantiu o final de campeonato mais acirrado. Pela primeira vez na Nascar, dois pilotos terminaram o ano empatados no número de pontos. Tony Stewart só garantiu o tricampeonato em cima de Carl Edwards por conta dos critérios de desempate – o número de vitórias.

Apesar de o campeonato ter terminado empatado, não foi essa a sensação que os torcedores tiveram, afinal o título foi literalmente definido na pista. Tony Stewart venceu e Edwards terminou em segundo, em uma corrida que ambos duelarem do início ao fim.

O título foi definido a partir de um lance de sorte no final da prova. Darian Grubb, então mecânico-chefe de Stewart, optou por levar o carro de número 14 a uma tática de economia de combustível, algo similar à utilizada por Dario Franchitti no primeiro título da Indy correndo pela Ganassi.

Analisando a corrida, é possível imaginar que a aposta de Grubb em forçar a economia de combustível não se deu somente por conta do perigo da chuva nem a uma aposta ao acaso. A tática era devolver Stewart à pista à frente do rival, por isso ele faria uma parada a menos, mesmo que em algum momento isso pudesse custar desempenho.

O posicionamento passou a ser fundamental na disputa pelo título, já que em toda a prova houve uma única ultrapassagem envolvendo os dois concorrentes. Foi no 4-wide, quando Stewart só conseguiu passar Edwards, porque este estava preso no tráfego.

Enquanto Stewart ficava na pista por conta da tática, todos os outros adversários foram aos boxes e voltaram à prova muito mais rápidos por conta dos pneus novos. O piloto, então, fez a parada e caiu para a nona colocação. Duas voltas mais tarde, começou a chover, obrigando todo mundo a retornar ao pit-lane. Menos Stewart.

O piloto do carro número 14 relargou em terceiro, enquanto Edwards era o quinto. Como os dois não tiveram mais um duelo direto. Stewart levou o tricampeonato.Vale ressaltar, também, que no final da corrida Stewart levou vantagem por ter trocado quatro pneus pouco antes da chuva e Edwards ter mudado apenas dois, para garantir posição de pista. Com dois pneus contra quatro, ficou difícil para o piloto da Ford.

A história da prova – e os bastidores de antes da corrida – você vê no vídeo abaixo:

No Texas, Tony Stewart provou que quer ser campeão

novembro 8, 2011
Carl Edwards Tony Stewart

Tony Stewart ultrapassou Carl Edwards no confronto direto no Texas e não pode ser acusado de que não quer ser campeão

No automobilismo, hora ou outra a máxima de ‘parecia que ninguém queria ser campeão’ é utilizada. Geralmente serve para retratar uma decisão de título onde os pilotos envolvidos tropeçam de forma conjunta e um passa a depender de erros ainda maiores dos adversários para garantir a taça.

Essa, no entanto, não é uma acusação que pode ser feita a Tony Stewart. De forma até mesmo surpreendente, o americano está na disputa pelo título da temporada 2011 da Nascar e agora chega a Phoenix apenas três pontos atrás do líder, Carl Edwards.

Stewart venceu incríveis quatro corridas das oito disputadas no Chase até agora, igualando o recorde estabelecido por Jimmie Johnson em 2007. O piloto começou triunfando em Chicagoland e em New Hampshire, mesmo depois de ter dito que seria apenas um coadjuvante na batalha pelo título. Na época, Stewart declarou que o sucesso da equipe se dava por ele ter se livrado de “peso morto” que estava atrapalhando o resultado. Só que o próprio piloto não deu maiores detalhes de sobre o que estava falando.

Depois veio o mais impressionante. O bicampeão venceu as corridas de Martinsville e do Texas com personalidade. Na primeira, ultrapassou Jimmie Johnson por fora na última relargada e, além de comemorar a conquista, praticamente selou a eliminação de chances de título do pentacampeão. No Texas, Stewart repetiu o movimento contra Edwards e conquistou importantes pontos pela vitória ao vencer o maior adversário em um confronto direto. Tony, assim, está mostrando que realmente quer ganhar esse título.

Após as duas primeiras vitórias, eu escrevi que Stewart não ainda não podia ser considerado favorito. Na época, realmente ele não podia. Após essas duas conquistas, o piloto foi apenas o 25º, em Dover, e terminou em 15º no Kansas. Em Charlotte e em Talladega, foram mais dois TOP 10 discretos, e se Stewart voltou à briga pelo campeonato foi principalmente devido aos acidentes dos rivais.

Além de tudo isso, o piloto ainda precisa quebrar um tabu sobre o líder do Chase após as duas primeiras etapas jamais ter conseguido conquistar o campeonato no fim do ano.

Faltando apenas duas provas, Edwards tecnicamente é favorito para ambas. No entanto, isso não quer dizer que Tony Stewart não possa conseguir bons resultados. Nos treinos em Phoenix, o piloto da Chevrolet esteve constantemente entre os mais rápidos, ao contrário do adversário. E vale lembrar que no Texas, o carro número 99 era o mais cotado para a vitória, então não tem nada definido.

Matematicamente, Kevin Harvick e Matt Kenseth ainda podem ser campeões, mas eles precisam de milagres nessas duas últimas etapas. O primeiro precisa descontar 33 pontos para o líder, enquanto o segundo está 38 atrás. Se eles não vencerem as corridas finais, vão precisar contar com improváveis 43º lugares dos ponteiros.

Nascar em Martinsville: Edwards ainda está com a mão na taça

novembro 1, 2011
Nascar em Martinsville

Martinsville é a única pista do calendário da Nascar que possibilita 'short track racing'

Faltando apenas três etapas para o final da temporada 2011 da Nascar, Carl Edwards deixa a etapa de Martinsville com uma mão na taça. Depois de ter um péssimo rendimento ao longo das primerias voltas da prova, o piloto conseguiu pouco a pouco recuperar posições até cruzar a linha de chegada na nona colocação, mantendo uma confortável vantagem de oito pontos para Tony Stewart, o vencedor da prova e novo vice-líder do campeonato.

Oito pontos na atual pontuação equivalem a 30 a 40 pontos na forma antiga. Uma vantagem pequena, mas mesmo assim difícil de ser retirada em condições normais. Para piorar o momento de Stewart, a Ford é favorita para a etapa do Texas – a deste domingo –, e Edwards venceu as duas últimas corridas de 2010, em Phoenix e em Homestead-Miami.

Edwards, portanto, só deve perder o título caso cometa algum erro ou tenha algum problema mecânico. A melhor chance de Stewart é conquistar uma vitória nas últimas corridas e se beneficiar dos ‘bônus’ dados ao vencedor. O por enquanto bicampeão da categoria já venceu três vezes no Chase atual, ao passo que Edwards, Brad Keselowski e Kevin Harvick – os outros com chances matemáticas de título – ainda não terminaram em primeiro.

Dito isso, é muito fácil falar que está fora da disputa por conta de um acidente, mas esses três não fizeram a partes para serem campeões.

Tony Stewart Jimmie Johnson

Tony Stewart ultrapassou Jimmie Johnson por fora para vencer em Martinsville

Outro ponto a ser destacado sobre os triunfos é a importância da temporada regular. Dos quatro que lutam pelo título, apenas Edwards e Harvick carregaram vitórias das primeiras 26 corridas. O piloto da Ford ganhou três pontos de bônus pela conquista em Las Vegas, enquanto o adversário somou 12 por ter vencido em Auto Club, Martinsville, Charlotte e Richmond. Se não fossem esses pontos, Edwards teria apenas cinco de vantagem para Stewart e 29 para Harvick, que apareceria apenas em quarto.

Ainda assim , a situação não seria tão diferente. Harvick ainda precisa de um abandono de Edwards para poder ter chances de lutar pelo título. Keselowski idem, mas este também precisa descontar 18 pontos para Stewart.

Apesar disso, a situação nos pontos poderia ter sido bastante diferente após Martinsville. O momento chave da corrida aconteceu a partir da volta 354 quando o então líder Denny Hamlin colou em Tony Stewart para deixar o antigo companheiro uma volta atrás. O bicampeão se debateu como pôde e conseguiu se defender – para fúria de Hamlin – até a bandeira amarela ser acionada.

Sem precisar largar no fim do pelotão como lucky dog, Stewart  pôde construir uma estratégia de ganhar posições nos boxes ao lado de uma pilotagem agressiva em meio a tantas bandeiras amarelas. O piloto ainda contou com a sorte ao ser obrigado a fazer uma parada extra quando assumiu a liderança da corrida. Embora parecesse o fim das chances de conquista, essa ida a mais aos boxes permitiu que o bicampeão pudesse colocar apenas dois pneus quando todos os demais adversários pararam, pulando para o top-5.

Com Edwards, Stewart (-8), Harvick (-21), Keselowski (-27) e Matt Kenseth (-36) com chances de título, a Nascar chega ao Texas para a disputa da antepenúltima etapa de 2011. A Ford é favorita, já que Kenseth venceu com tranquilidade no início do ano. Só que tanto Stewart quanto Harvick andam bem em pistas de 1,5 milha. Eles não são favoritos, mas podem conseguir o resultado que precisam.

Carl Edwards campeão e as táticas da Nascar em Talladega

outubro 24, 2011
Clint Bowyer

Clint Bowyer tem um recorde perfeito em Talladega: foi 1º ou 2º nas últimas três corridas. Ah, alguém reparou que a pintura é similar à usada por Harvick quando tinha o patrocínio da GM Goodwrench?

O grande debate após a etapa da Nascar em Talladega, deste domingo (23), foi sobre correr ou não correr no super-oval. A discussão em si nada teve a ver com a categoria deixar de realizar uma corrida na pista do Alabama, mas, sim, sobre as táticas utilizadas durante a prova.

Não é novidade para ninguém que em corridas em Talladega e em Daytona, alguns pilotos optam por manter um ritmo mais leve durante as primeiras 150 voltas, por exemplo, e só passam a brigar pela vitória nos giros finais. A situação chegou ao limite dessa vez por dois bons motivos.

Primeiro, tanto Jimmie Johnson quanto Carl Edwards, que deveriam brigar pelo campeonato, estavam no fim do grid. E, segundo, Dale Earnhardt Jr foi obrigado a não duelar pela vitória, com essa estratégia, justamente na pista em que o pai fez história.

Analisando o que aconteceu, é claro que a segurança vem em primeiro lugar. Esses pilotos foram prudentes em abrir mão de participar de uma corrida de forma competitiva durante 90% do percurso, afinal, ninguém gostaria de mais uma má-notícia para se juntar a Dan Wheldon e Marco Simoncelli.

Ainda que forte, este argumento acima – utilizado por muita gente que defende a postura cautelosa dos pilotos – é mentiroso. Se for para evitar disputas pela vitória em uma corrida sem relação nenhuma com os acidentes fatais recentes, que fechem o automobilismo. Do contrário, a situação continua a mesma, todos os pilotos sabem (e foram relembrados) dos riscos que correm e, portanto, cabe a eles decidir se querem continuar ou não na profissão.

A partir do momento que optaram por correr, não adianta justificar a tática pelas últimas semanas.

Jimmie Johnson

Jimmie Johsnon optou por não forçar o ritmo e terminou em 26º. Pagou o preço e está virtualmente eliminado

Vendo o acontecido competitivamente, não há nada de errado em optar por ficar fora do pelotão da liderança. Como a pista de Talladega permite que os pilotos recuperem terreno rapidamente, não há grandes problemas em ficar para trás. Nessas horas também vale a máxima de que o mais importante é liderar apenas uma volta: a última.

Embora em um primeiro momento na corrida do domingo – que você pode clicar aqui para relembrar como foi, com o texto na qualidade de sempre –  esta tática tenha parecido a mais acertada, ela também tem grandes limitações, que ficaram bem evidentes. A mais gritante é a falta de tempo que um piloto tem para recuperar terreno. Caso ele decida entrar no ritmo normal nas últimas dez voltas, por exemplo, vai ter que percorrer dez voltas muito mais rápido que quem estiver na liderança, do contrário não vai alcançar.

Pior ainda se acontecer uma bandeira amarela. Aí mesmo que o safety-car reúna todo o pelotão, quem estiver para trás vai precisar arrumar espaço em meio a carros muito mais lentos para tentar subir de posição. No domingo, não deu. A corrida foi para a prorrogação e quem estava lá atrás quando muito avançou o suficiente para lutar no limite dos dez primeiros.

E olha que estamos falando de Talladega, que é bem mais larga que Daytona. Na Flórida, não é difícil colocar dois carros lado a lado, mas três é algo complicado. Imagina um piloto precisar passar uma dezena de duplas em duas voltas para ganhar a Daytona 500. Isso é praticamente inviável. Não é por acaso que esse ano as provas foram vencidas por Trevor Bayne e David Ragan, enquanto JJ, Dale Jr e Edwards ficaram, na maioria das vezes, em posições intermediárias.

Nascar Talladega

Na parte da frente do pelotão, as disputas foram intensas

Ainda que a tática tenha dado apenas mais ou menos certo, para Carl Edwards foi uma grande vitória. O piloto se aproveitou dos acidentes e dos infortúnios dos rivais e disparou na briga pelo título. Com 14 pontos de vantagem para Matt Kenseth, ele só perde o campeonato por erro dele próprio ou da equipe.

Isso, no entanto, não quer dizer que o campeonato não esteja aberto. Além de Edwards e Kenseth, Brad Keselowski (-18), Tony Stewart (-19) e Kevin Harvick (-26) também estão na briga. No entanto, esses quatro desafiantes só passam a ter qualquer tipo de chance se o líder abandonar, bater ou tiver sérios problemas em uma corrida. Do contrário, o título já está definido.

A estatística está a favor desse quarteto. Ainda faltam quatro corridas para o final do ano, então há tempo para que Edwards – e qualquer outro – enfrente problemas. E nesse caso estamos falando de apenas um piloto que precisa ter azar. Ano passado, por outro lado, a briga estava entre Harvick, Denny Hamlin e Jimmie Johnson. Ou seja, para qualquer outro ter chance, três tinham que enfrentar dias difíceis. Algo, evidentemente, improvável.

A próxima etapa da Nascar é em Martinsville, onde, teoricamente, Edwards deve ter mais trabalho levando em conta as quatro corridas finais. Por se tratar de um oval curto, o piloto da Roush-Fenway pode levar um toque, ser envolvido em uma batida que ele não tinha nada a ver, ou simplesmente ter problema de acerto. É difícil, mas pode acontecer.

Carl Edwards contra o Chase

outubro 18, 2011
Carl Edwards

Carl Edwards está deixando os chefões da Nascar de cabeça para baixo

A direção da Nascar começa a se preocupar com a possibilidade de Carl Edwards conquistar o título da temporada 2011. Não que a categoria torça pelo hexacampeonato de Jimmie Johnson, pelo contrário, quanto mais rostos novos, melhor, mas o problema é que o piloto da Roush-Fenway venceu apenas uma vez em 2011.

O triunfo de Edwards ocorreu logo na terceira etapa do campeonato, em Las Vegas, disputada no distante mês de março. A partir daí, o piloto se destacou pela regularidade, liderou boa parte do campeonato durante as primeiras 26 provas, mas perdeu a ponta da tabela com resultados fora do top-35 em Pocono, Daytona e Michigan.

No Chase não está sendo diferente, Edwards é o único participante que terminou no TOP 10 nas cinco corridas disputadas até aqui. Dessa forma, assumiu a liderança do campeonato com uma vantagem de cinco pontos para Kevin Harvick. Caso consiga manter o retrospecto, o piloto do carro número 99 pode ser campeão apenas com o triunfo de Vegas.

O problema para a Nascar é que o Chase foi criado em 2004 justamente para diminuir as chances de um piloto ser campeão sem vencer. No anterior à implantação dos playoffs, Matt Kenseth conquistou o título por antecipação tendo vencido apenas uma vez no ano, mas os constantes TOP 5 aliados aos raros abandonos garantiram a taça no final da temporada.

O Chase não foi a única medida de uma Nascar cada vez mais preocupada com a briga pela vitória. Nos últimos anos, a categoria modificou a pontuação dando cada vez mais pontos para o piloto que ganhe a corrida. Além disso, as próprias regras da fase final mudaram para beneficiar as vitórias. Por exemplo, a pontuação após a corrida de Richmond antes era definida respeitando as posições finais da temporada regular, agora é de acordo com o número de vitórias nessas primeiras provas.

Para entrar no Chase, o regulamento também passou a premiar os vencedores. Além dos dez primeiros do campeonato, os dois pilotos que tiverem mais triunfos e ocupem entre a 11ª e a 20ª colocação na tabela de pontos entram na fase final.

Apesar de todas essas mudanças, Edwards está cinco corridas distante de garantir o título com apenas um único triunfo.

O que pode ajudar a Nascar nesse momento é justamente o bom desempenho do piloto nas corridas que faltam. Das cinco provas restantes, Edwards tem grandes chances no Texas, já que os motores da Ford estão rendendo bem em pistas de 1,5 milha. Em 2010, o piloto venceu tanto em Phoenix quanto em Homestead-Miami, portanto, também é possível repetir o triunfo esse ano nesses locais.

A próxima etapa, no entanto, é em Talladega, onde o piloto não costuma ir bem. Por outro lado, entre os Chasers, Brad Keselowski e Kevin Harvick são os favoritos. Vale lembrar, também, que Jimmie Johnson é o atual vencedor da corrida no super-oval do Alabama. Além deles, destaco Matt Kenseth. A corrida de Talladega vai ser interessante para ver como as equipes vão privilegiar os pilotos que brigam pelo campeonato no sistema draft-lock. Já que ter uma parceria competitiva é um requisito obrigatório para a vitória.

Nascar no Kansas: o velho (e chato) Jimmie Johnson está de volta

outubro 10, 2011
Jimmie Johnson

Jimmie Johnson voltou a vencer e pode acabar com a emoção da temporada 2011 da Nascar

Após quatro etapas, o Chase da temporada 2011 da Nascar está ao mesmo tempo emocionante, por ter oito pilotos na briga pelo título e os três primeiros estarem separados por apenas três pontos, e chato, porque é um replay do que aconteceu nos últimos anos com Jimmie Johnson precisando se recuperar após um início fraco e arrancando para conquistar o título.

O campeonato passado deixou a impressão de que a Nascar tinha ficado mais legal, já que Johnson, Denny Hamlin e Kevin Harvick chegaram à etapa final, em Homestead-Miami com chances de conquistar o título. A fase final, aliás, foi marcada por momentos curiosos e decisivos nas quatro etapas finais.

Com Johnson começando mal o Chase de 2011 e tendo vencido apenas uma vez  na temporada regular, parecia que os playoffs da atual temporada seriam tão disputados e emocionantes quanto a anterior, afinal o pentacampeão não estava demonstrando passar pelos seus melhores dias.

Depois de ficar na décima colocação no campeonato, 29 pontos atrás do líder após a corrida em New Hampshire, Johnson dominou as provas de Dover e Kansas, conquistando uma vitória e um segundo lugar. De quebra, agora é o terceiro colocado, com quatro pontos a menos que o ponteiro, Carl Edwards.

Só que o desempenho de Johnson nas duas últimas etapas foi tão superior que já é possível imaginar em uma disparada do carro número 48 rumo ao hexacampeonato. Em Dover, o piloto só não venceu porque errou em uma relargada quando disputava posições com Kurt Busch. Por outro lado, no Kansas, nem mesmo as bandeiras amarelas diminuíram o ritmo do atual campeão. Sem elas, após uma sequência demais de 100 voltas em bandeira verde, o piloto chegou a abrir 10s em relação ao segundo colocado. JJ estava, portanto, imbatível.

O único que chegou a ameaçar o domínio foi Kasey Kahne, que não conseguiu disputar a liderança no Green-White-Checkered, mesmo tendo um carro mais rápido.

Denny Hamlin, Brad Keselowski e Carl Edwards

Carl Edwards e Brad Keselowski conquistaram bons resultados no Kansas, mesmo com o equipamento deixando a desejar

Mas apesar desse domínio de Johnson nas duas últimas etapas, o campeonato ainda não está perdido. É verdade que o piloto da Hendrick é favorito para as etapas de Martinsville e de Phoenix, além de obter excelentes resultados no Texas e em Charlotte, fora os TOP 5 recentes em Homestead-Miami e em Talladega. No entanto, basta que Edwards ou Harvick – o segundo colocado na tabela de pontos – termine todas as corridas na frente de Johnson para evitar o hexacampeonato.

(Ok, eu sei que matematicamente é possível Jimmie Johnson ser campeão mesmo que termine atrás de Edwards em todas as corridas restantes, mas isso é algo tremendamente remoto de acontecer.)

O piloto da Roush-Fenway, por exemplo, tem boas chances de levar a luta do título até Homestead. Além de estar mais experiente que três anos atrás, ele é o único a terminar todas as quatro corridas do Chase entre os dez primeiros. Vale ressaltar, também, que no Kansas o carro do Edwards esteve péssimo até as últimas volta, quando o piloto pulou de 16º para quinto, assumindo a liderança do campeonato.

Em menor escala, Kevin Harvick também conseguiu salvar um bom resultado, embora tenha perdido pontos importantes ao ser ultrapassado por Edwards na última volta. Agora a diferença entre os dois é de apenas um ponto em favor do piloto da Ford, conquistado justamente na manobra citada.

Entre os demais pilotos do Chase, Brad Keselowski vem fazendo uma boa campanha e chega em Charlotte com chances de encostar nos ponteiros. Antes da fase final do campeonato, o piloto da Penske já havia declarado que o oval de Charlotte era onde deveria conseguir o melhor resultado.

Quem também costuma ir bem em Charlotte é Kyle Busch, que já está 20 pontos atrás de Edwards na tabela. Se pensar em números relativos, o piloto da Joe Gibbs já está mais perto de um Game Over no campeonato do que do líder. Ou seja, para evitar ficar a -39 – e eliminado teoricamente – Busch precisa voltar a vencer.

Em Charlotte, os favoritos são os mesmos do Kansas. Praticamente os oito primeiros tem boas chances, embora Harvick já tenha admitido que está é a pista fraca da RCR no Chase. Visto o que aconteceu no Kansas, tudo é possível. Outro que não costuma ir bem é Tony Stewart, que perdeu uma chance de recuperação muito grande na etapa anterior. A vitória deve ficar entre Johnson e Kurt Busch. Assim, o campeonato agradece se o piloto da Penske ganhar.

P.S.: esqueci de acrescentar no texto que sou contra a ideia de “deixaram Johnson chegar, agora aguenta.” Não acho que foi isso o que aconteceu. Harvick e Edwards conseguiram resultados muito bons no Kansas perto do que poderiam ter obtido quando estavam com o equipamento ruim. Parece, que eles estão fazendo o possível para conquistar o título. Portanto, ninguém deixou o 48 chegar. Pelo contrário, JJ tem todos os méritos de ter descontado 25 pontos em duas corridas.

Nascar em Dover: Johnson começa a se recuperar

outubro 3, 2011
Dover Monster Mile

Kurt Busch roubou pontos preciosos de Jimmie Johnson em Dover

A terceira etapa do Chase da Nascar, realizada no domingo, dia 2, em Dover, serviu para embolar um campeonato, mas que de forma contraditória começa a se decidir.

Antes da etapa na Monster Mile, Jimmie Johnson tinha uma desvantagem de 29 pontos para o então líder Tony Stewart. Kurt Busch aparecia ligeiramente melhor, com 28 pontos a menos que o bicampeão.

A corrida teve Johnson, Kurt Busch e Carl Edwards se alternando na primeira colocação, com o piloto da Ford sendo punido por excesso de velocidade nos boxes, o que o obrigou a fazer uma prova de recuperação. Mesmo com o contratempo, Edwards terminou em terceiro e pulou para a co-liderança do campeonato – ao lado de Kevin Harvick.

Sem o rival da Ford, Johnson parecia imbatível com o ar limpo, mas errou em uma relargada, permitindo que Kurt Busch assumisse a ponta e aproveitasse a vantagem aerodinâmica. Assim, o piloto da Penske, que não era um dos favoritos para a prova, conseguiu a vitória e se recuperou no campeonato.

Tony Stewart, por outro lado, teve um dia para esquecer. Depois de vencer em Chicagoland e em New Hampshire, o bicampeão teve problemas durante todo o dia e terminou duas voltas atrás de Busch. Como resultado, o piloto viu a vantagem de sete pontos na tabela se transformar em um déficit de nove.

Kurt Busch, Jimmie Johnson, Dover

Kurt Busch e Jimmie Johnson precisavam de um bom resultado em Dover para se recuperarem no campeonato

Como dito antes, Busch conseguiu um grande resultado em Dover, pois pôde se recuperar no campeonato. O piloto estava 28 pontos atrás de Stewart, uma diferença de certa forma considerável para ser retirada. Com o triunfo, porém, Kurt recuperou todo esse terreno e empatou com o bicampeão. Os dois estão empatados em terceiro a nove pontos de Harvick e Edwards.

Recuperação semelhante teve Johnson, que agora está 13 pontos atrás. O problema para o atual pentacampeão é que perder a vitória em Dover significou quatro pontos a menos na tabela e uma chance desperdiçada de alcançar os ponteiros. Para ser franco, esse é o melhor momento do Chase, enquanto o carro 48 ainda não disparou na pontuação. Todo ano JJ começa mal a fase a final para fingir que vai ter alguma emoção e é isso o que está acontecendo agora.

O problema para os demais 11 adversários é que Jonhnson é favorito para as etapas do Kansas, Charlotte, Martinsville, Texas e Phoenix. Cinco das últimas sete que restam. Nas demais, em Talladega e em Homestead-Miami, o piloto tem uma vitória e um top-5 nas últimas vezes em que pilotou nesses circuitos.

Apesar disso, o campeonato não está decidido a favor do bicampeão. Qualquer piloto pode ensaiar uma arrancada e levar o título. Resta saber quem é capaz disso. Tony Stewart começa a ficar em situação perigosa após amarelar em Dover. Dale Earnhart Jr, Ryan Newman e Denny Hamlin tão fora, enquanto Jeff Gordon e Kyle Busch precisam urgente de um grande resultado.

Olhando a tabela, o principal adversário de Johnson parece ser Carl Edwards, como o final de 2010 indicou. Na atual temporada, o piloto da Roush tem apenas uma vitória a exemplo do pentacampeão, mas acumula 14 TOP 5 e 20 TOP 10. Além disso, ele é o único que terminou as três corridas do Chase no TOP 10.

Edwards tem bom desempenho nas etapas do Kansas, Texas, Phoenix e Homestead-Miami, além de ser o atual vencedor do AllStar, em Charlotte. No entanto, não é novidade para ninguém que Dover é a sua pista forte na fase final. A co-liderança, portanto, pode significar que Edwards apenas conseguiu somar pontos onde era favorito e agora passa a ser uma presa fácil nas próximas etapas.

Kevin Harvick, por fim, está longe de demonstrar a consistência da última temporada quando chegou até Homestead-Miami com chances de conquistar o título. Se o piloto da RCR é o líder do campeonato, é graças às quatro vitórias obtidas na temporada regular. Dentro do Chase, o segundo lugar em Chicagoland animou, mas os resultados seguintes foram ruins. A dúvida que fica é se Harvick é um piloto que pode repetir a vitoriosa primeira fase do campeonato dentro dos playoffs, ou se o desempenho de Dover e de New Hampshire é o verdadeiro.

Para responder isso, pese o fato de Dover ser a pior pista de Harvick na fase final e este ano ele foi capaz de salvar um top-10. No entanto, o piloto vai precisar continuar se superando nas próximas corridas se quiser ter chance de título. Afinal, é favorito apenas em Talladega, embora tenha vencido em Martinsville no início do ano.

A próxima etapa do Chase é no Kansas, onde o resultado da corrida é normalmente surpreendente. Tony Stewart é o favorito, mas seguido de perto por Johnson, Keselowski e pelos pilotos da Ford.


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