A são-paulinização do Red Bull Junior Team
Um boato vinha tomando conta das terras rubro-taurinas essa semana : o escocês Lewis Williamson, próximo na linha de sucessão dos energéticos, estaria a ponto de ser substituído pelo luso Antonio Félix da Costa.
Nesta quinta-feira, dia 28, o rumor finalmente se confirmou. A Red Bull anunciou a saída imediata de Williamson do Junior Team, para a chegada do português, que agora se torna a principal esperança dos austríacos para a F1.
Vale lembrar que esse é um posto estratégico na Red Bull. Com Mark Webber e Sebastian Vettel constantemente especulados em outras equipes, não será surpresa se a escuderia resolver promover Daniel Ricciardo ou Jean-Éric Vergne (que ainda pouco mostraram em 2012) para o time principal. Dessa forma, abre uma vaga na Toro Rosso.
Como a Red Bull tem a política de aproveitar os talentos da casa na equipe italiana, o escolhido para esse hipotética vaga seria um garoto vindo da World Series by Renault. Antes, era Lewis Williamson, agora, Félix da Costa.
Além disso, é também necessário recordar que Williamson foi contratado no final do ano passado em uma espécie de emergência. Na ocasião, com Daniel Ricciardo e Jean-Éric Vergne praticamente garantidos na F1 e Carlos Sainz Jr. e Daniil Kyvat ainda correndo de F-Renault, havia uma lacuna muito grande na hierarquia da empresa. Para compensar esse buraco, Helmut Marko ficou encantado com Williamson, que disputou a GP3 em 2011, e resolveu apostar no garoto.
Essa lua de mel com o escocês durou apenas três etapas da World Series. Lewis não só foi superado com extremamente facilidade pelo companheiro de equipe, Alexander Rossi, como também não conseguiu pontuar nas corridas. O piloto ocupa a última colocação na tabela de pontos, atrás mesmo de Yann Cunha, Zoel Amberg, Anton Nebylitskiy e Vittorio Ghirelli.
Com um vexame tão grande, a Red Bull começou a entrar em desespero. Afinal, é esse o cara que deve assumir a titularidade na Toro Rosso em breve? Para ajeitar as coisas, Williamson foi demitido sem qualquer piedade e Antonio Félix da Costa entrou no lugar.
Acho os argumentos da Red Bull para a demissão do piloto bastante coerentes e faz parte da linha que a equipe já vinha seguindo, com as dispensas recentes de Jaime Alguersuari e Sébastien Buemi, além de outros nomes como Brendon Hartley, Daniel Juncadella, Jean-Karl Vernay e Edoardo Mortara.
Só que o problema não é esse, evidentemente. O erro está na hora de contratar. Quem acompanha as categorias de base sabe que Williamson nunca foi um piloto brilhante. Ele começou tarde no automobilismo e disputou duas temporadas da F-Renault Inglesa, antes de terminar com o vice-campeonato, em 2010. No ano seguinte, correu na GP3, onde conquistou uma vitória e foi o oitavo no final.
É verdade que ele não tem um currículo ruim, assim como também é verdade que impressionou na GP3, mas nada demais até aí . Só que por algum motivo a Red Bull resolveu apostar nele. Aí não tinha como dar certo. Forçar uma carreira meteórica a um piloto apenas bom nunca foi uma grande solução.
Como resultado, Williamson agora sofre um baque na carreira ao ser dispensado pela Red Bull após cinco corridas apenas. Será que ele é um piloto tão ruim assim ou foi a RBR que contratou um gato, mas esperando um leão?
Aliás, falando na família dos felinos, a Red Bull lembra um pouco o time de futebol do São Paulo. No início do ano, a equipe paulista trouxe um jogador chamado Paulo Miranda, que havia se destacado no Bahia, no último campeonato brasileiro. O problema é que se tratava de apenas um bom jogador, mas muito longe de ser aquele que resolveria os graves problemas da zaga são-paulina.
Como resultado, Paulo Miranda foi afastado pela direção do clube por ter falhado em um jogo. Algo que qualquer um que o viu jogar no Bahia esperava que fosse acontecer. É culpa do jogador? Claro que não, todo esportista comete um erro em algum momento da carreira. Obviamente, o culpado é quem contrata.
No final, o tal do Paulo Miranda voltou a jogar porque os seus substitutos eram muito, muito piores que ele. Infelizmente, para Williamson, o mesmo não deve acontecer. O escocês deve ficar de fora permanentemente, já que Félix da Costa é realmente um piloto mais qualificado.
O luso, natural de Cascais, não foi escolhido por acaso. Seu principal triunfo no currículo foi ter sido campeão da F-Renault Norte-Europeia, em 2009, e ter sido o destaque da F-Renault Eurocup no mesmo ano. Ele correu contra um tal de Jean-Éric Vergne, (conhece?), e deixouo francês constantemente para trás. Apesar disso, o futuro do português na Red Bull se resume a uma questão: ele era a principal opção da equipe para substituir Williamson ou era apenas o melhor nome disponível?
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julho 2, 2012 às 08:39
Logo logo vai ter piloto se suicidando igual as crianças japonesas excessivamente cobradas na escola que vão mal na prova e dão cabo da vida por vergonha. Terrorismo disfarçado de ultra profissionalismo. Arbeit macht frei, diria herr Marko.
junho 30, 2012 às 20:19
Dizer que que Vettel é ilusão é uma das maiores merda que já li…
junho 30, 2012 às 11:57
A Red Bull , ja entrou em decadencia, e na minha opiniao o proximo que vai pegar o Boné, eh o tal do H.Marko. Uma empresa com 2 equipes na F1 , deveria ter pelo menos um piloto a mais revelado nos ultimos anos. Esta se salvando com o “bom” Webber (nao revelado pela equipe), e com uma ilusao chamada Vettle, que vai ser triturado pelo ALONSO, se se meter na FERRARI.
junho 29, 2012 às 23:58
Não é o Luiz Razia que está na equipe MWArden, equipe de Mark Weber e Cristian horner na GP2? Pois então, é esse cara que vai estar na Toro Rosso em 2013.
junho 30, 2012 às 00:31
Um pequeno detalhe é que na GP2, a Arden não é do Mark Webber, só do Christian Horner. É na GP3 que existe essa sociedade.
Historicamente não tem muito a ver correr na Arden e ser piloto da Red Bull. Acho que o único caso até hoje, na GP2, foi o Sébastien Buemi. Até o Scott Speed correu em outra equipe.
Na World Series, por outro lado, a Arden estreou nessa temporada e teve tanto o Lewis Williamson quanto o Antonio Félix da Costa agora. Acho que se o Razia tivesse alguma chance, ele estara na WS e não na GP2.
junho 29, 2012 às 12:34
Acho a postura assumida pela empresa extremamente arrogante e pouco eficiente, Helmut Marko parte do principio de que todos deveriam ser novos Vettels, algo que até meu cachorro sabe que não vai acontecer.
junho 29, 2012 às 10:34
São Paulo, Red Bull, WSbR… Pode colocar tudo num pacote e jogar na lata de lixo mais próxima.
junho 30, 2012 às 19:15
O que é que tem valor para “verde”?Se São Paulo, Red Bull,SWbr, são lixo e mais as reticências…..Esse homem deve se um Sucesso.
julho 1, 2012 às 00:32
Concordo plenamente. O que será que tem valor para esse Verde?
julho 2, 2012 às 11:08
O que será, o que será?
julho 2, 2012 às 11:10
Ah, eu sou.